É dado que o território hoje designado Brasil já estava habitado antes da invasão europeia, e que os povos originários já possuíam seus ritos, danças, estéticas, costumes e organização política. Esta afirmação foi, por muitos anos, negligenciada, e é desse abandono que surge nossa investigação. Pensando em termos literários, e entendendo que a sociedade dominante escuta pela letra, desde 1988 - com a promulgação da constituição federal -, os nativos se esforçam para publicar suas histórias em contraponto aos estereótipos canônicos (selvagens, preguiçosos, infantis). A vista disso, nos dedicaremos à obra Eu sou macuxi e outras histórias de Julie Dorrico. Com a finalidade de entender, desde a perspectiva do nativo, aspectos da sua cultura. Assim, nosso esforço incide em conhecer o povo, seus ritos e costumes assinalados ao longo dos escritos da autora Macuxi já mencionados. Também, buscamos refletir à luz de teóricos como ESCALANTE (2015), WALSH (2009), MIGNOLO (2008), GLISSANT (1981), QUIJANO (1992), como este povo se percebe no conceito de nação brasileira. Deste modo, afirmamos que esta pesquisa corrobora na direção do amplo entendimento da produção literária inigena contemporânea, bem como, coopera com a disseminação de vozes marginalizadas. Para mais, favorece para diminuir o abismo entre o estado brasileiro e os povos indígenas.
Palavras-chave: Literatura Indigena, macuxi, Julie Dorrico.