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Espaços contemporâneos de canonização da Literatura Brasileira – uma reflexão
Leni Nobre de Oliveira (UFMG)

Este texto apresenta uma discussão sobre dois espaços de constituição do cânone literário brasileiro - a Música Popular Brasileira e a cultura de massas, especialmente as revistas e a televisão - e sobre a necessidade de uma reflexão mais acurada desses dois espaços, de forma a torná-los proveitosos para a disseminação e discussão da prática de leitura da literatura, num momento de globalização cultural no mundo e de apagamento e de diluição de fronteiras. Considerados como canonizantes de Literatura Brasileira, esses espaços tendem a globalizar o saber e disseminar obras e autores em rede, de forma diferenciada do contato por meio do livro nos espaços acadêmicos e não podem ser desprezados diante da evidente perda do interesse pelo livro em sua forma gutembérguica para adoção de outros suportes, principalmente os baseados em pressupostos verbi-voco-visuais.

As tendências pós-modernas de desconstrução, ligadas à amplitude de perspectivas de leituras resultadas da valorização do multiculturalismo, o redimensionamento do conceito de cultura, a importância que alguns instrumentos da cultura de massa - a música, a televisão e o cinema, por exemplo-vêm adquirindo, ao substituir a leitura verbal, como forma prioritária de acesso à obra literária e ao conhecimento, pela percepção auditiva e visual alicerçada em novos suportes tecnológicos da informação fazem-nos pensar sobre o que tem sido o cânone literário dentro dos parâmetros culturais e qual será seu significado para as novas gerações.

Sabe-se que há vários fatores contribuindo para a eleição do cânone literário. Elege-se como cânone, inevitavelmente, a obra realizada por meio do registro escrito na forma culta da língua que, na maioria das vezes, recusa a cultura popular manifesta pela oralidade e desconsidera o cinema e a música como espaços de veiculação da literatura. Para Jacyntho Lins Brandão, em comentário à obra de Eric A. Havelock, “como no caso da bossa-nova sem microfone, é razoável concluir que Homero não existiria sem o alfabeto” 1 Isso é dito depois de acurada reflexão de que “a cultura clássica dos gregos já existia antes da invenção do alfabeto, permanecendo predominantemente oral ainda vários séculos após sua criação.” É coerente dizer, então, que um dos elementos que definem uma cultura é o armazenamento de informações para posterior reutilização, tanto por meio da escrita, quanto de recursos orais e visuais.

Por isso, a música , entendida como melodia, apresenta-se como um espaço contemporâneo de canonização do texto literário porque é um veículo de comunicação capaz de atingir diversos segmentos da população. Por estar diretamente ligada aos meios culturais de massa, a música tem-se mostrado como suporte mais eficiente para disseminar a arte poética do que o livro, tal como já o fora no passado na Antiguidade grega e no trovadorismo medieval. Embora muitas vezes a letra da música se registre e se mantenha no espaço escrito que é, por excelência, o lugar de legitimação do texto literário, não é só por esse meio que ela alcança a grande população. A enunciação do texto literário veiculado pela melodia ocorre preferencialmente de forma oral. Hoje, a título de exemplo, uma juventude que declaradamente não lê Camões cantou e canta “Amor é fogo que arde sem se ver”, embalada pelo ritmo de Renato Russo, em sua composição “ Monte Castelo” . Num outro contexto, lembramos que a obra Carmem, de Mérimée, não se tornou famosa sob a forma de romance, mas sim como a ópera de Bizzet. Assim, a música exerce poder canonizante e sabemos que os textos trovadorescos, feitos para serem acompanhados ao som da música, traziam, na sua própria estrutura textual, elementos que poderiam torná-los canônicos por meio do processo mnemônico. Esses elementos textuais tais como o refrão, a rima, a métrica e o ritmo são, na verdade, os mesmos recursos melódicos que fazem parte da constituição da música. Por isso, dada a identidade entre a composição textual lírica e a composição textual para a música, é possível a canonização de textos, ancorados no suporte musical, que passam a impregnar o inconsciente coletivo, inclusive dos iletrados, porque, muitas vezes foram também resgatados dele.

A Música Popular Brasileira - MPB –oferece-se como um privilegiado espaço intercultural, devido às várias origens de sua rítmica e de seus recursos melódicos, cuja composição híbrida incorporou as diversas etnias com suas memórias e tradições. Além disso, trata-se de uma forma de expressão veiculada com inusitada facilidade pelas diferentes camadas culturais, sociais e econômicas da sociedade. Ao mesmo tempo, a MPB é um importante espaço erudito da cultura. Fenômeno de inegável importância na formação identitária do brasileiro e de uma certa memória cultural, a MPB tem sido um dos nossos melhores e mais vendáveis produtos culturais de exportação, principalmente na era da globalização em que as fronteiras entre os países se enfraquecem e os Estudos Culturais permitem uma melhor compreensão das diversidades e por isso, uma apreciação mais significativa de fenômenos musicais, em culturas fronteiriças como a nossa.

Paul Gilroy em sua obra O Atlântico negro refere-se à música como importante instrumento de manifestação, atualização, manutenção e diálogo entre as culturas afro-descendentes em sua trajetória diaspórica pelo Atlântico Negro, neste momento em que se abrem as questões sobre a cultura popular negra. Stuart Hall, em Da Diáspora pede que nos atentemos para o repertório musical negro que pode ser a melhor representação do popular naquilo que se tem chamado de pós-modernidade. Consideramos ser a MPB uma representativa expressão lírica que merece figurar na atenção de estudiosos da Literatura. Vale ressaltar que a produção literária brasileira, em seus primórdios constituiu-se quase que exclusivamente pela lírica, até o momento do Romantismo, o que confirma certa tradição no Brasil.

Diante de uma grande oferta de meios comunicativos que privilegiam a informação em tempo real, a nova geração consumidora de cultura funciona bem quando a informação lhe chega pelos olhos, por meio da imagem via tela, e pelos ouvidos, por meio da música. Esse novo tipo de consumidor de cultura se manifesta e se reconhece bem por meio do aguçamento desses dois órgãos dos sentidos. Dessa forma, acreditamos que as obras literárias, quando apresentadas de forma multimidiática, tendem a alcançar um número maior de receptores, pelo próprio processo que se torna comunitário, diferentemente do processo de leitura textual que tende a ser um ato individual, solitário.

Por isso, a cultura de massa também constitui um espaço de canonização, embora saibamos que nem todo best-seller é, necessariamente, um best-reader. E que nem todo best-reader ou best-seller fazem parte do cânone acadêmico. Paulo Coelho, por exemplo, apesar de alcançar índices consideráveis de vendagem e de leitores, no Brasil e no exterior, com tradução para vários idiomas, não tem sido aplaudido pela crítica especializada. Já Jorge Amado, outro campeão de venda e de tradução, encontra-se em patamar diferenciado de canonização pela elite cultural, além de ser o autor mais adaptado pela Rede Globo para novelas. Recentemente, após sua morte, causou polêmica nos meios de comunicação a simples cogitação de sua esposa - Zélia Gattai - e de Paulo Coelho para o concurso à cadeira que o escritor baiano ocupava na Academia Brasileira de Letras, mesmo não sendo essa instituição o espaço privilegiado pela crítica especializada, na consagração de obras e autores. A consagração pela ABL pode ser considerada diferenciada dos padrões universitários, pois ambos os escritores, que anteriormente haviam suscitado inquietação como candidatos a membros da Academia, hoje lá se encontram, e condecorados. Ao que tudo indica, quem exerce o papel de manutenção de obras e autores canônicos na atualidade são, principalmente, os professores e pesquisadores dos cursos superiores das Faculdades de Letras e, graças aos Estudos Culturais, também de outras áreas do saber.

Isso pode ser comprovado pelas listas de autores e obras mais vendidos da Revista Veja (maio/2000 a maio/2002) e da Revista Época (janeiro/2002 a maio/2004), cujos 10 nomes mais indicados não contemplam os chamados clássicos da literatura brasileira (com exceção para Luís Fernando Veríssimo e Lya Luft) e diferem significativamente da lista dos dez mais indicados para os vestibulares da PUC-Minas e da UFMG ( ambas de 1970 a 2003). Há uma preferência do público comum por certo tipo de leitura e de autores consumidos semanalmente que são bastante diferentes do conjunto observado nas duas universidades. Vale ressaltar ainda que entre as 175 indicações de obras da UFMG e as 135 indicações da PUC, Luís Fernando Veríssimo não está presente e Lya Luft aparece uma vez na PUC e uma na UFMG. Ambos fazem parte da lista dos 1535 indicados por Veja e dos 852 indicados por É poca, analisados nesse trabalho, conforme quadros 1, 2, 3 e 4, no apêndice).

O cinema brasileiro tem contribuído, juntamente com a televisão e paralelamente à leitura, para a disseminação do conhecimento de produções literárias, como podemos observar na adaptação atual de Auto da Compadecida para minissérie de televisão e depois para filme, com excelente aceitação de público, de crítica e com sucesso de bilheteria. Contudo, a adaptação da literatura para cinema e televisão, embora ofereça formas de leitura novíssimas e opção diferente de contato com a obra, não substitui a leitura textual, por ser uma leitura metonímica, dada a contingência de tempo presente nas adaptações. Na verdade, são raras as adaptações feitas na íntegra, como foi o caso de Morte e vida severina , apresentada pela Rede Globo sem cortes. Mesmo com tais ressalvas, sabemos que os recursos midiáticos são relevantes instrumentos intermediadores da literatura para os iletrados, os menos letrados ou os pouco afeitos à leitura de obras literárias como também é uma outra forma de contato com a ficção literária. É importante observar que entre as 246 novelas encenadas pela Rede Globo desde sua fundação em 1965 até 2003, foram feitas 73 adaptações de obras literárias para novelas e 58 delas são adaptações de obras da literatura brasileira. E não se pode desprezar o aspecto literário e ficcional que permeia o enredo das outras 173 novelas que têm marcado significativamente o imaginário coletivo da sociedade brasileira. Além disso, as 218 novelas envolveram um conjunto de redatores de novela representados por 218 autores, 49 co-autores e 145 colaboradores de novela, o que, por si só já confirma o caráter um caráter coletivo. No caso das obras literárias, são poucas as que envolvem mais de um autor por obra.

Temos hoje consciência de que todos os meios de acesso à cultura são importantes para a formação do conhecimento da tradição. No entanto, alguns críticos apontam para o fato de que a apresentação das obras literárias por meio da televisão, do cinema e da música tem contribuído para aumentar o número de analfabetos, ou de falsamente letrados, aqueles que, sem lerem a obra, participam do conhecimento dela. De fato, as novelas substituíram os romances de folhetim, cujo conhecimento era processado pela leitura nos jornais, que ocupavam o cotidiano das pessoas, antes da era da televisão, assim como as radionovelas também o fizeram, provavelmente porque, por meios audiovisuais, o acesso à obra se dá de forma imediata, menos tortuosa, menos exigente, e mais de acordo com o perfil do sujeito contemporâneo. A leveza, a rapidez, a multiplicidade, a consistência e a visibilidade são também melhor alcançadas por meios contemporâneos de acesso ao conhecimento (Internet, Intranet, televisão, vídeo, enciclopédias temáticas) que reforçam os elementos caros a Calvino. Por isso, o leitor de hoje cobra esse mesmo desempenho da obra literária. Não o encontrando, sente-se desestimulado e, mesmo por obrigação (passar no vestibular, por exemplo), a leitura da obra literária em sua totalidade tem sido preterida pela leitura de resumos, sumários, entrevistas e análises, bem como pelo contato com filmes, comentários televisivos e palestras.

Além disso, não podemos negar que há obras que são conhecidas pelo grande público por meio do cinema ou dos meios de comunicação de massa. Essa recepção não se dá por meio da recriação individual do leitor como acontece na leitura verbal, mas também é uma forma de apropriação da obra por um receptor, cuja participação no conhecimento, no reconhecimento e na manutenção das obras da tradição não pode ser desconsiderada.

Por isso, estudos que nos ajudem a repensar a produção musical e a midiática como formas de veiculação de divulgação e de conhecimento da Literatura Brasileira podem-se configurar como estratégias culturais capazes de fazer diferença e promover uma discussão aberta e desrecalcada para a revisão dos pressupostos canonizantes literários, para a aceitação do hibridismo como forma de autenticidade e de reconhecimento de nossa expressividade popular como representativa da maioria e, portanto, reveladora de identidades. Essa nossa pequena discussão aqui apresentada tem o intuito de reforçar que o tema merece pesquisa de maior fôlego. Se Hall propõe que os textos da música americana sejam revisitados e Gilroy a reconhece como importante instrumento de formação cultural e de mediação das diversas vozes, propomos o mesmo para o repertório brasileiro e o propomos a partir da produção literária lírica, pois acreditamos estar convencidos de que uma acurada observação desse aspecto poderá revelar a força e o vigor que a cultura popular encontrou na música como espaço de disseminação da poesia para iletrados e menos letrados e nos demais meios midiáticos como espaço de disseminação da narrativa. E isso nos revelará com certeza a relevância de se efetivar em debate a importância dos meios como a música, a TV e o cinema como instrumentos produtivos, no estudo, no conhecimento e no reconhecimento da Literatura Brasileira. Acreditamos, sobretudo, impossível aceitar, compreender e tirar o melhor proveito da globalização cultural sem os aparatos que tal discussão possa fornecer para nossa afirmação diferencial na rede global.

Apêndice

Quadros dos 10 mais citados

Quadro 1 – Autores mais citados nas revistas Veja (Maio /2000 a maio 2002) e Época (Jan/2002 a maio 2004)

Ordem

Revista Veja

Nome do autor

Nº de vezes

Ordem

Revista Época

(Jan/2002 a maio 2004)

Nome do autor

Nº de vezes

Dráuzio Varella

Luís Fernando Veríssimo

44

 

Luís Fernando Veríssimo

57

Eduardo Bueno

Joao Ubaldo Ribeiro

25

 

Dráuzio Varella

19

Elio Gaspari

24

Lya Luft

12

Amyr Klink

19

Paulo Coelho

Içami Tiba

11

 

Casseta &¨Planeta

18

Flávio Moreira Costa

Sérgio Almeida

10

 

Içami Tiba

Ítalo Moriconi

17

 

Paulo Lins

Reinaldo Pimenta

9

 

Zélia Gattai

14

Tânia Zagury

8

Rubem Fonseca

Lya Luft

Caco Barcellos

10

 

Chico Buarque

7

Chico Buarque

9

João UbaldoRibeiro

6

10º

Lucas Figueiredo

8

10º

5 autores (Marcel Souto Maior, Malba Tahan, Lucius de Mello, Casseta & Planeta

Ana Beatriz B. Silva)

5

 

 

 

Quadro 2 – Obras mais citadas nas listas das revistas Veja (Maio /2000 a maio 2002)e Época (Jan/2002 a maio 2004)

Ordem

Revista Veja - obra

Nº de vezes

Ordem

Revista Época - O bra

 

Nº vezes

Estação Carandiru

45

As mentiras que os homens contam

23

As mentiras que os homens contam

27

Estação Carandiru

19

Mar sem fim

20

Comédias para se ler na escola

11

A casa dos budas ditosos

18

Todas as histórias do Analista de Bagé

Quem ama, educa

Cidade de Deus

 

9

 

Os cem melhores contos brasileiros do século

17

Perdas & ganhos

8

Ah, se eu soubesse!

16

Limites sem trauma

Onze minutos

Corinthians – É preto no branco

Budapeste

7

7

 

Quem ama, educa

15

Diário do farol

6

Noites tropicais

14

As vidas de Chico Xavier

O homem que calculava

Eny e o grande bordel brasileiro

5

 

A ditadura Envergonhada

11

A mesa voadora

Felipão- A alma do penta

O gênio e as rosas

Pensar é transgredir

4

 

10º

Abusado

10

10º

Ayrton – O herói revelado

Casos & coisas

Dicionário Houaiss da língua portuguesa

O diário de Tati

3

 

 

Quadro 3 – Lista de autores mais indicados nas listas de Vestibulares da PUC-Minas (1970 –2003) e da UFMG (1970-2003)

Ordem

Vestibular PUC -autores

Nº de vezes

Ordem

Vestibular UFMG -autores

Nºde vezes

1

Machado de Assis

13

1

Machado de Assis

18

2

José de Alencar

6

2

José de Alencar

10

3

Carlos D. de Andrade

5

3

Graciliano Ramos

8

4

6 autores (Oswald de Andrade,

Graciliano Ramos, Luís Vaz de Camões, Cecília Meireles,

Oswaldo França Junior, Roberto Drummond)

4

4

Lima Barreto

6

5

7 autores (Adonias Filho, Autran Dourado, Eduardo Frieiro, Fernando Sabino, Ruy Mourão, Padre Antônio Vieira

Murilo Rubião)

3

 

5

Érico Veríssimo

João Guimarães Rosa

Clarice Lispector

5

 

 

 

 

6

Cecília Meireles

Mário de Andrade

4

 

 

 

 

7

7 autores (João Ubaldo Ribeiro,

Gonçalves Dias, Rubem Fonseca,

João Cabral de Melo Neto, Monteiro Lobato, Manuel Antônio de Almeida, Silviano Santiago)

3

 

 

 

 

8

10 outros autores

2

 

Quadro 4 – Lista de obras mais indicados nas listas de Vestibulares da PUC-Minas (1970-2003) e da UFMG (1970-2002)

Ordem

Vestibular UFMG - obras

Nº de vezes

Ordem

Vestibular PUC-Minas - obras

Nº de vezes

1

Memórias póstumas de Brás Cubas

5

1

Vidas secas

Os lusíadas

4

 

2

Dom Casmurro

Romanceiro da Inconfidência

4

4

2

Mameluco Boaventura

Memórias póstumas de Brás Cubas

Romanceiro da Inconfidência

3

3

 

3

9 obras (Iracema, O guarani,

São Bernardo, Ana Terra, Triste Fim de Policarpo, Quaresma, Memórias de um Sargento de Milícias, Urupês)

3

 

3

14 obras (A bagaceira, A morte de D.J. em Paris, Contos de Aprendiz,

Dom Casmurro, Hilda Furacão, Jorge, um brasileiro, O convidado, Os bichos O encontro marcado, Pau-Brasil,

Primeiras estórias, Quincas Borba

Sermão da Sexagésima, Urupês)

2

 

4

Amar, verbo intransitivo

Macunaíma

Morte e vida severina

Agosto

Sargento Getúlio

2

 

 

 

 

 

 

BRANDÃO, 1997. p.231.

 

Bibliografia

 

BRANDÃO, Jacyntho Lins. Oralidade, escrita e literatura: Havelock e os gregos. In. Revista de teoria literária e literatura comparada. Literatura e sociedade 2 .Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia , Letras e Ciências Humanas, Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada. São Paulo, 1997. p.222- 231.

CALVINO, Italo. Por que ler os clássicos. Trad. de Nilson Moulin. São Paulo: Ed. Cia das Letras, 1998.

CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. Trad. Ivo Barroso. São Paulo: Companhia das letras, 1990.

CAREY, John. Os intelectuais e as massas. São Paulo: Ars Poetica, 1993.

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Organizações Globo. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 2003.

GILROY, Paul. O Atlântico negro. Trad. de Cid Knipel Moreira. São Paulo: Ed. 34: Rio de Janeiro: Universidade Candido Mendes, Centro de Estudos Afro-Asiásticos, 2001.

GONÇALVES, Luiz Alberto de, SILVA, Petronilha B. Gonçalves. O jogo das Diferenças – o multiculturalismo e seus contextos. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.

HALL, Stuart. Da Diáspora. Identidades e Mediações Culturais. Liv Sovik Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003

OLIVEIRA, Leni Nobre. O vestibular como espaço de canonização da literatura brasileira. 2001. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Teoria da Literatura. Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2001.

PEREIRA, Maria Antonieta. A criação pelo olhar. Revista de Estudos de Literatura . Belo Horizonte, v. 3, p. 177-184, out. 1995.

PEREIRA, Maria Antonieta. A tela e o texto: Literatura e trocas culturais no Cone Sul (Estudo apresentado no “Colóquio Trinacional: A posição da literatura no âmbito dos estudos culturais”. Belo Horizonte, UFMG, jun. 1998).

PEREIRA, Maria Antonieta. REIS, Eliana Lourenço de L. (org .) Literatura e Estudos Culturais.

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ZILBERMAN, Regina e MOREIRA, Maria Eunice. O berço do cânone . Porto Alegre: Mercado Aberto, 1998.