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Teoria Literária e Educação: raros beijos de dois bicudos
Graça Paulino (UFMG)

Parto de um dito popular – dois bicudos não se beijam – para metaforizar algumas reflexões sobre as relações possíveis e as relações reais entre duas áreas de conhecimento, a Teoria Literária e a Educação.

Inicialmente, interessa-nos justificar o estabelecimento de uma relação entre essas duas áreas no campo acadêmico. No nível de Graduação, a Teoria Literária é uma das disciplinas das licenciaturas em Letras, assim como outras disciplinas da área de Educação que compõem também o currículo dos profissionais formados para atuarem como docentes de linguagem. Considerando o nível da Pós-Graduação, como, no Brasil, hoje, as instituições dedicadas à pesquisa pura são pouco numerosas, a maior parte dos doutores em Ciências Humanas ou Letras atuam simultaneamente em ensino e pesquisa universitárias, devendo, pois, serem vistos como professores em formação de professores, o que de novo tende a exigir o diálogo constante entre Teoria Literária (ou Teoria da Literatura, inferido o caráter aleatório da escolha) e Educação.

Esta última, por sua vez, como ciência voltada para os processos psico-sociais que permitem aos seres humanos viverem em transformação constante, a que se poderia denominar ‘aprendizagem', em sentido escolar ou não, inclui nesse processo mediadores e linguagens das mais variadas espécies, que desempenham papéis relacionados ou equivalentes ao que se poderia denominar ‘ensino'. Quando nos restringimos à presença da Educação no âmbito universitário brasileiro contemporâneo, verificamos seu diálogo intenso e tradicional com as Ciências Humanas, como a Sociologia, a Antropologia, a Psicologia, a História, a Ciência Política, além de incursões no campo da Filosofia. Crescem, nos Estudos Lingüísticos hoje, suas interlocuções com a Sociolingüística, a Análise do Discurso e a Teoria do Texto. Também as pesquisas sobre alfabetização se multiplicam neste século XXI no país, em virtude da demanda provocada pelas dificuldades evidenciadas por avaliações internacionais, nacionais e locais, no que tange ao ensino-aprendizagem escolar de leitura e produção de textos escritos.

Entretanto, os diálogos entre Educação e Teoria Literária não se destacam tanto. Quando Bakhtin, por exemplo, é citado, a ponto de alguns se referirem a uma ‘apropriação' desse pensador pela Educação, a ênfase não recai sobre sua teoria do romance, embora esta tenha sido o ponto de partida para toda uma teoria da linguagem desenvolvida em seu círculo durante as primeiras décadas do século XX. Também referências, alusões e epígrafes de cunho literário em textos publicados na área da Educação demonstram uma apropriação constante de textos literários com finalidades de legitimação de vivências estéticas e de quebra dos padrões objetivistas de educação e saber científico. A repercussão da obra de Jorge Larosa no Brasil demonstra bem essa tendência, que pode ser vista como um uso da literatura, mas não como uma interlocução com os estudos desta.

Minha pesquisa tem como uma de suas questões centrais exatamente esse aspecto: até que ponto se aprofundam as interlocuções entre as duas áreas de conhecimento? Como têm ocorrido tais interlocuções científicas nas universidades brasileiras, quando os trabalhos atingem o nível de teses de doutoramento? Que repercussões esses trabalhos alcançam em cada área?

Os sentidos do dito popular devem ser pensados em sua pluralidade e em sua radicalidade: por que dois bicudos não se beijam?. Metaforicamente, segundo o Aurélio, bicudos são seres sistemáticos, exigentes, duros, orgulhosos. A Teoria Literária, num viés histórico, talvez já tenha sido uma bela "bicuda" no século XX, mas Jonathan Culler(1999) 1 afirma que ela se teria tornado intimidadora, por tender ao infinito. Ninguém poderia mais arvorar-se em dominar um corpus de textos que se estende pelas ciências humanas e pela filosofia, sempre se renovando. Ele faz menção, ironicamente, ao que chama “roubo de cena” na Teoria Literária: “O quê? Você não leu Lacan? Como pode falar sobre a lírica sem tratar da constituição especular do sujeito?”(op. cit. p. 23)

Hoje, os Estudos Culturais tendem a rechaçar uma clássica teoria especificamente dedicada à consideração de questões voltadas para construções, sentidos e valores dos textos, passando a considerá-la "bicuda" num sentido negativo, uma teoria que desejaria apenas fixar-se em recursos estilísticos e retóricos da literatura. Faltaria a essa teoria o riso largo das transdisciplinaridades, das transculturalidades. Talvez haja alguma verdade nisso, mas pode ser que o peso excessivo da tradição prevaleça na rota de fuga.

Em 1975, Luiz Costa Lima publicou a primeira versão de Teoria da Literatura em suas fontes 2, passando pela Estética, pela Hermenêutica, pela Estilística, pelo Formalismo Russo, pelo New Criticism, pela Sociologia e pelo Estruturalismo. Posteriormente, numa segunda edição, a coletânea de textos básicos incluiria a Estética da Recepção e se ampliaria, repartindo-se em dois volumes, somando aproximadamente mil páginas. Quem conhece a primeira edição do livro sabe que nele já estão quase 500 páginas em fonte tamanho 8, recurso que, se o torna graficamente quase ilegível, permite que se apresente parte indispensável do saber acumulado – as fontes. Mas o panorama hoje é ainda mais vasto, e nisso Jonathan Culler é que parece ter razão: são teóricos de diversas nacionalidades e épocas, cada um com numerosas obras, de diversas áreas do conhecimento:

A disciplina Teoria da Literatura é, logo na introdução de Costa Lima (1975) definida como disciplina da Graduação em Letras. Essa denominação se mantém ainda hoje, não só no nível de Graduação como no de Pós-Graduação, que é, afinal, o nível de estudos que nos interessa aqui.

A Educação, por seu lado, como área de conhecimento, seria “bicuda” no mesmo sentido da Teoria Literária, pois, também de caráter transdisciplinar, vive de "bicar" outras áreas, catando aqui e ali sua sobrevivência epistemológica. Não há tradicionalmente cursos de Graduação em Educação, mas em Pedagogia. Os institutos superiores de Educação são instituições novas, criadas a partir da LDB de Darcy Ribeiro. Como também nãohá cursos e diplomas de Teoria da Literatura nesse nível, esse é um ponto em comum entre as áreas.

E, se propusemos, desde o início, uma relativização da verdade do dito popular segundo o qual dois bicudos não se beijam, algum argumento histórico nos permitiria isso. Os dois bicudos, Teoria Literária e Educação, são, como os encaramos aqui, produções da cultura burguesa, que se fortalecem especialmente a partir do final do século XVIII, e, por essa época de democratização da leitura, até poderiam começar muitos beijos. Não remontaríamos à Grecia antiga, ao berço clássico de ambas, mas à modernidade, ao Iluminismo com seu capital cultural e com a ideologia que lhe é peculiar, associando as duas áreas em nome do mercado do livro como objeto de consumo, que levaria tanto ao desenvolvimento da crítica literária, dos salões, das academias literárias, quanto ao empenho para o crescimento formalizado do número de leitores, através da constituição e organização do sistema escolar.

Nesse momento da história da cultura, os beijos pareceram fáceis. Mas o campo da produção literária erudita logo no início do século XX se proporia afastar-se das massas e a Teoria assumiu um espaço formalista e fechado, o de guardiã da literatura como produção estética autônoma e de elite. São bem conhecidas as considerações de Pierre Bourdieu (1996) sobre essas disposições sociais de autonomização.

Mas como se colocam hoje os pesquisadores brasileiros dessas duas áreas, no que tange às suas relações? Como vêem as possibilidades e limites da interlocução?

Entrevistei oito deles, pertencentes a quatro grandes instituições universitárias, PUCRS, UNICAMP, PUC-Rio e UFMG, orientadores de doutorandos com trabalhos na interface entre as duas áreas. A análise de tais entrevistas constituem o núcleo de meu objeto de pesquisa, nesta fase inicial, ainda em curso.

Entretanto, gostaria antes de fazer referência a dois documentos escritos que demarcam algumas posições e perfis coletivos da Educação e da Teoria Literária. Trata-se primeiramente do livro Para quem pesquisamos, para quem escrevemos , organizado por Regina Leite Garcia 3 e composto por artigos de Antonio Flávio Moreira, Magda Soares e Roberto Follari, todos discorrendo sobre impasses e opções de intelectuais da área da Educação. Em segundo lugar, gostaria de dialogar com um texto que se encontra disponível no site da ANPOLL, intitulado “Finalidade da Pós-Graduação na área de Letras e Políticas de Visibilidade”, produzido por Laura Padilha e Maria Zilda Cury.

As perguntas propostas por Regina Leite Garcia no livro referido são numerosas e complexas: na Educação, pesquisamos para a academia e agências de fomento ou para as escolas? Pesquisamos para adquirir e manter prestígio ou nossa pesquisa faz parte de um compromisso político-social? Que papel exercemos como intelectuais num país como o Brasil? Após relatar posições de intelectuais militantes, como Michael Apple, Chomsky, Paulo Freire, Bhabha, Edward Said, Regina Leite Garcia acaba fechando posição com Boaventura de Sousa Santos, na defesa de um primeiro afastamento do senso comum, seguido de uma reaproximação, para que se torne possível ‘uma configuração de conhecimentos que, sendo prática, não deixe de ser esclarecida e, sendo sábia, não deixe de estar democraticamente distribuída”(p.34). Esse posicionamento parece ser o mesmo dos outros autores, embora, seguindo por caminhos diferentes, às vezes se mostrem menos otimistas quanto à possibilidade de que o próprio intelectual desempenhe também o papel de divulgador dos conhecimentos produzidos. Expõe-se assim o impulso e a dificuldade maiores da área da Educação, na verdade presentes na grande área das Ciências Humanas: não há como pesquisar a vida social sem participar dessa vida pesquisada.

Tal dilema não parecia, no século XX, perpassar as pesquisas tradicionais sobre literatura, exceto em seu viés marxista. Todavia, ao tentar definir agora o perfil da área na ANPOLL, o texto de Laura Padilha e Maria Zilda Cury aponta novas preocupações, como a que se dirige à formação de docentes. Cito um trecho: “Formação e pesquisa são, assim, suplementares, ou, antes, inseparáveis, dentro dessa visão hoje sedimentada acadêmica e cientificamente”. O documento prossegue com a constatação de que a grande maioria dos egressos dos Programas estão na sala de aula e não dedicados à pesquisa pura. Disso derivaria uma necessidade de mudança geral na política de ensino de Língua e Literatura no país, com um alargamento dos meios de circulação dos conhecimentos produzidos. Há partes desse documento do perfil de Letras/Estudos Literários que se assemelham –um beijo? – aos da área de Educação:

Bem, quando isso for realidade, minha pesquisa talvez esteja terminada e as perguntas serão, decerto, outras. Mas, por enquanto, como vão agindo os orientadores de Literatura para que raros e difíceis beijos ocorram?

A primeira constatação de minha pesquisa é a de que a interface entre Literatura e Educação é muito pouco trabalhada nas universidades pesquisadas. Nos portais do CNPq, ANPED e nos das universidades, tendo como referência teses de doutorado defendidas desde 1995, isto é, nos últimos dez anos, em que resumo e/ou palavras-chave incluam literatura e ensino, literatura e escola, literatura na escola, literatura e educação, foram encontrados 39 trabalhos. Entretanto, numa busca mais acurada, percebemos que o termo ‘literatura” foi usado no sentido mais amplo, referindo-se a todo e qualquer texto escrito, em áreas como Ciência da Informação ou mesmo Educação Física.

A tese já publicada de Norma Sandra Ferreira (2001) 4, professora de Educação da UNICAMP, constitui uma pesquisa das pesquisas sobre leitura em geral no Brasil, de 1980 a 1995, incluindo dissertações e teses nas áreas de Psicologia, Literatura, Lingüística, Educação, Biblioteconomia e Comunicação. Agrupa, a partir dos resumos, os 189 trabalhos analisados em sete focos de interesse: 76 trabalhos sobre compreensão/desempenho em leitura; 61 sobre proposta didática e ensino de leitura; 25 sobre preferências,; hábitos, histórias e representações de leitores; 15 sobre professores e bibliotecários como leitores; 8 sobre textos de leitura usados na escola; 6 sobre memória da leitura e do livro; 3 sobre concepções de leitura. Norma Ferreira aponta mudanças nas histórias desses focos, especialmente a representada pelo fato de que a discussão sobre leitura no Brasil começou dentro da escola, com uma pós-graduação voltada para a leitura de alunos, professores e bibliotecários, tendo, nos últimos anos, se deslocado para o que chama de desescolarização do debate sobre leitura, com a entrada em cena de meninos de rua, velhinhos de asilo, mães de família e também leitores de outros tempos.

Entretanto, como a maioria dos trabalhos analisados por Ferreira parecem indicar uma interlocução intensa entre outras áreas e a Educação, pelos focos apontados como predominantes, resta-nos analisar as especificidades da relação difícil entre Teoria Literária e Educação na Pós-Graduação do país. Tomarei aqui, como exemplo, pelo pouco tempo desta pesquisa, quatro meses, e pelas dimensões restritas deste artigo, a caracterização do que ocorre numa das instituições, a PUCRS, detendo-me apenas de passagem na UNICAMP.

O Doutorado em Letras da PUCRS, um dos mais antigos do país, começou a funcionar em 1977, com as mesmas “áreas em que se vinham diplomando os mestres: Lingüística Aplicada e Teoria da Literatura” (Catálogo de Teses e Dissertações 1973-2002 p.7). A denominação geral de Teoria da Literatura para uma área de concentração heterogênea que abrange, na verdade, desde suas origens, diferentes tipos de Estudos Literários, permanece até este ano corrente de 2004. Serve como comprovação desse caráter transdisciplinar desde a origem do Doutorado sua primeira leva de titulados, quatro doutores em Teoria da Literatura, formados em 1982: Ligia Cademartori Magalhães, Ubireval Alencar Guimarães, Lúcia Cecchin, Edson Mário de Alcântara. Eles, orientados por Elvo Clemente: o primeiro em tese sobre Graciliano Ramos, o segundo, sobre sexualidade metaforizada na música popular brasileira. Elas, orientadas por Regina Zilberman. defenderam ambas teses sobre imagem poética, a primeira, com trabalho teórico, a segunda, com trabalho sobre o autor açoriano Vitorino Nemésio. Percebe-se que os primeiros poderiam ser considerados doutores em Literatura Brasileira, apesar da distância que vai do romance canônico à música popular, enquanto as doutorandas se unem na questão da imagem poética, embora apenas um trabalho, o de Lígia Cadermatori, seja de caráter teórico. Essas grandes áreas de concentração foram criadas em diversos cursos de doutorado do País, quando eram ainda pouco numerosos os doutores para orientar em áreas diversas. A partir da segunda metade dos anos 80, algumas universidades passam a usar a denominação amplamente assumida de Literatura Comparada ou de Estudos Literários, já que a Teoria tinha seu próprio quadro docente em separado, sendo claro exemplo disso a UFMG. Mas a UNICAMP, cujo doutorado se inicia nessa mesma década, preferiu manter-se fiel à tradicional denominação geral de Teoria Literária. A polêmica interna da área se espelha também nessas escolhas.

Voltemos ao caso específico da PUCRS e à sua própria história. Mais 12 teses em Teoria da Literatura foram defendidas nos anos 80, década em que se tornaram doutores muitos dos professores universitários que já atuavam antes em cursos de Especialização e/ou Mestrado no País. Nesses anos 80, na PUC, apenas a tese de Vera Aguiar, orientada por Regina Zilberman, voltaria sua atenção para questões escolares: Comunicação literária na pré-escola: elementos históricos e ficcionais do ato narrativo (1988). Nenhuma das outras teses da PUCRS produzidas no Doutorado em Teoria da Literatura, focalizou diretamente a interface literatura/educação. Em 16 trabalhos, incluindo-se nesta conta de agora os quatro primeiros doutores de 82, nenhum outro da década, exceto o de Vera, se voltou para questões atinentes à área da Educação.

Entretanto, o crescimento mais significativo no número de doutores que viriam a tratar da confluência literatura/educação nesse Programa se situa nos anos 90, graças exatamente à orientação de Vera Aguiar: são cinco teses nessa interface, quatro orientadas por ela, uma por Regina Zilberman. Em 2001 e 2002, surgem mais cinco trabalhos nessa interface, mantendo-se a mesma proporção quanto a orientadores: quatro de Vera, um de Regina. Como são apenas dois anos considerados, poder-se-ia deduzir que, após a virada do século, o número de trabalhos sobre literatura e educação tendesse a aumentar com relação ao total de teses defendidas. Os dados de 2003, entretanto, não confirmariam a proporção tão alta de teses sobre literatura e educação. Ainda não publicados no Catálogo, em março de 2004, tais dados foram encontrados no Livro de Atas da Pós-Graduação em Letras, da PUCRS: são 21 teses defendidas no ano na área de Teoria da Literatura, e. apenas duas estão voltadas explicitamente para literatura e educação, ambas orientadas por Vera Aguiar. Volta o mesmo percentual da década passada, de 10% do total de trabalhos.

Parecem poucos ‘beijos', mas se trata de um percentual bem significativo, quando comparado aos de outras faculdades de Letras, nos cursos de doutorado em Teoria Literária. Na UNICAMP, por exemplo, de 1993 a 2003, formaram-se 56 doutores em Teoria Literária, com apenas dois trabalhando questões atinentes à Educação Básica, ambos orientados pela professora Marisa Lajolo. No total, contando-se o grupo inteiro de orientadores e de trabalhos, o percentual voltado para a Educação Básica não chega a 5%.

Destaca-se, pois, a posição da PUCRS no que tange à interface entre Estudos Literários e Educação. É, no entanto, evidente o movimento, já referido, de pluralidade, constitutivo do Programa, especialmente no que diz respeito à denominada Teoria da Literatura: na verdade, nessa área se inclui História da Literatura, Literatura Brasileira, Crítica Literária, Literatura Portuguesa, Literatura Açoriana, Literatura Comparada, Semiótica, Sociologia da Literatura e da Leitura, exemplos de alguns campos de conhecimento que podem ser inferidos dos títulos e resumos das teses já defendidas. Os diversos “centros e grupos de estudos” dão conta dessa pluralidade. No caso da grande área de Teoria da Literatura, estão apontados: Literatura Infanto-Juvenil, Leitura e Ensino; Literatura, Memória e História; Margens da Literatura: Produção e Recepção; Sujeito, Etnia e Nação nas Literaturas Lusófonas.Percebe-se que apenas em um dos grupos de estudos aparece a palavra “ensino”, e exatamente nele se apresenta o interesse pela literatura infanto-juvenil, explicitando que pesquisas sobre formação de leitores literários, escolarizada ou não, embora possam desenvolver-se no Programa, não estão previstas para se tornarem hegemônicas. Todavia, destaca-se em nível nacional o trabalho de Vera Teixeira de Aguiar da PUCRS. Trata-se da pesquisadora da área de Teoria da Literatura que mais vem orientando teses de doutorado relacionadas à Educação Básica no Brasil.

 

CULLER, Jonathan. Teoria Literária: uma introdução . São Paulo: Beca Produções Culturais, 1999

LIMA, Luiz Costa. Teoria da Literatura em suas fontes . Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975;

MOREIRA, Antonio Flávio et al. Para quem pesquisamos, para quem escrevemos: o impasse dos intelectuais. São Paulo: Cortez, 2001

FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. A pesquisa sobre leitura no Brasil: 1980-1995 . Campinas: Komedi; Arte Escrita, 2001