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A leitura da literatura na escola: o lugar da criança como sujeito sociohistórico
Diógenes Buenos Aires de Carvalho (UEMA/PUCRS)

O processo de leitura da literatura na escola contribui para a formação da criança não só enquanto leitora, mas, sobretudo, como indivíduo historicamente situado, uma vez que a interação texto-leitor promove um diálogo entre o conjunto de normas literárias e sociais presentes no texto literário e no imaginário da criança. O resultado desse diálogo é a constituição do horizonte de expectativas 1 desse leitor. Compreender esse horizonte significa entender o lugar da criança como sujeito sociohistórico que se manifesta quando assume a posição de narradora, explicitando, assim, as regras sociais absorvidas.

Para tanto, realizou-se uma pesquisa de campo em duas escolas do ensino fundamental de Teresina, capital do Piauí, que atendem diferentes classes sociais, categorizadas em favorecida e desfavorecia. Desenvolveu-se uma atividade de produção de textos com crianças da 4ª série com idades entre 10 e 11 anos, na qual solicitou-se que reproduzissem/produzissem a história/narrativa que mais gostassem ou se identificassem. Dos textos produzidos, duas amostras 2 foram montadas, cada uma composta por 12 textos e representativas de uma classe social.

A análise dos textos permitiu observar que a configuração da criança enquanto sujeito sociohistórico materializa-se na reprodução/produção de narrativas em que esteja presente a construção de personagens infantis. Desse modo, a criança-narradora traz até a superfície do texto a representação que faz de si mesma via recepção do texto literário infantil, criando uma espécie de espelho em que a sua concepção de mundo é refletida. O espelho não dá somente visibilidade a essa fase da vida do leitor mirim, haja vista que através da definição do perfil de personagens adultas visualiza-se como ele se projeta para o futuro.

Sendo assim, nota-se que, no conjunto das personagens construídas nas amostras, a representação da criança aparece em menor número do que a de jovens e adultos. João, Maria e Glorinha , na amostra da classe social desfavorecida, e a bela adormecida, Chapeuzinho Vermelho e Simba, na favorecida, constituem esse quadro. Essa diferença pode indiciar o processo de transitoriedade do leitor mirim, tendo em vista que ele começa a ter como horizonte não somente a personagem infantil, mas outras de diferentes faixas etárias.

A etapa de transição fica mais evidente na elaboração de personagens que sofrem esse processo como, por exemplo, a bela adormecida e Simba, porque suas histórias são narradas desde a infância até a fase adulta. Também Chapeuzinho Vermelho, Glorinha e João e Maria representam a etapa infantil de suas vidas, mas apresentam situações de transição que implicam crescimento pessoal. No entanto, tais personas constituem concepções de infância distintas em que a primeira representa o papel de inferioridade do infante perante a sociedade dos homens, já que se comporta de modo passivo durante toda a narrativa e reflete a expectativa que o adulto quer imprimir como modelo de comportamento. Simba e Chapeuzinho Vermelho representam não mais a completa passividade da bela adormecida, visto que transgridem regras explicitadas pelos pais, todavia o grau de independência é limitado, porque ao quebrarem normas, são punidas e, para se ajustarem novamente à sociedade, necessitam de ajuda, que surge materializada na figura masculina do pai. João e Maria, inicialmente, são caracterizados como passivos e indefesos com o abandono dos pais, contudo alteram essa posição ao resolverem, sem ajuda do adulto, a sua situação de carência, jogando a bruxa na panela. Já Glorinha é a própria transgressão em pessoa, tendo em vista sua principal característica, a curiosidade, que os pais querem resolver. Mas terminam aprendendo com essa qualidade da menina a não reprimir e a buscar as respostas.

Desse modo, a concepção de infância nas amostras não é uniforme, contudo, ainda é muito forte o tom de passividade imposto à criança, e a ruptura de conduta parece implicar reprovação e punição. Dentre os grupos da pesquisa, aquele em que a representação infantil se mostra mais transgressora é o da classe social desfavorecida, visto que a passividade não é apresentada como argumento final para a configuração dos protagonistas, como se observa em A bela adormecida e Chapeuzinho Vermelho . Entretanto, aquele que demonstra com mais clareza o processo de transitoriedade do leitor mirim é o de classe social favorecida, via a bela adormecida e Simba, já que as histórias não ficam restritas à fase infantil.

A presença de uma concepção de infância implica também a de família, em que os pais figuram, a princípio, como sinônimo de proteção, como se observa em O casamento da princesa Nuriar e Curiosidade premiada , da classe social desfavorecida, e em A bela adormecida, Sherazade, Chapeuzinho Vermelho, A arca de Noé e O rei leão , da favorecida. Porém, a idéia de harmonia é quebrada à medida que a figura parterna é omissa e dominada pela madrasta, a qual sintetiza o mal nas narrativas, como em A branca de neve, A Cinderela, João e Maria , do grupo social desfavorecido, e em Branca de neve e os sete anões, Cinderela , do favorecido. O último grupo também apresenta outra forma de desarmonia, que é o conflito entre famílias em Romeu e Julieta .

A constatação anterior demonstra que a noção de harmonia como elemento central do modelo de família é mais presente na amostra do estrato social favorecido, enquanto que o conflito familiar está mais evidenciado na do desfavorecido, principalmente, no que diz respeito à ausência ou omissão paterna. Assim, percebe-se que a representação predominante do conceito de família para a classe social favorecida é a do modelo tradicional, todavia, a classe social desfavorecida, contrariando essa expectativa, já representa a família de forma fragmentada, visto que a ausência materna legítima provoca a desagregação da relação pai/filho. Esse aspecto, de certo modo, demonstra que a criança de classe social desfavorecida, mesmo preferindo narrativas em que predomina a fantasia, como se observou no capítulo anterior, não está desligada da realidade, pois o modelo de família desenhado por ela é o fragmentado, provavelmente próximo a sua realidade.

A escolha da fragmentação como forma de representação social da família reproduz o que historicamente tem caracterizado o estrato social desfavorecido: a inexistência de uma história familiar nos moldes consagrados. Em contrapartida, a criança da classe social favorecida reforça a proximidade com o real ao delinear como sustentáculo dessa instituição o modelo tradicional, porque ela tem como referência um estrato que possui memória, tradição e história de família. Em virtude desses caracteres, a desagregação dessa instituição para o grupo social favorecido não significa a perda dos papéis sociais assumidos pelos seus membros, visto que, por exemplo, num processo de separação a figura do pai comumente não desaparece, como ocorre com freqüência com o desfavorecido.

Ainda com relação à desagregação familiar, observa-se que a causa de tal situação é debitada à postura omissa do pai, ficando implícito que o equilíbrio do núcleo acarreta a essa figura assumir, como seu papel, a liderança e o controle da instituição e, por conseguinte, quando a figura paterna descumpre a sua função, provoca o desequilíbrio. Também está implícito que a omissão paterna é resultado da dominação feminina, entretanto, o domínio e controle da família realizado pela mulher têm um caráter negativo, pois está centrado na figura da madrasta/bruxa, que simboliza o mal. Em contrapartida, quando o domínio é feito pela mãe verdadeira, ele é legitimado e apontado como característica positiva, como se nota, por exemplo, em Chapeuzinho Vermelho e Curiosidade premiada .

Apesar de trazer à superfície do texto algumas formas de conflitos familiares, a composição dos pares românticos nas narrativas segue um modelo regido pela fantasia, em que a princesa/mocinha indefesa espera o seu príncipe encantado para salvá-la. Isso mostra uma concepção conservadora acerca das posturas feminina e masculina, visto que, assim como a criança, a mulher tem um perfil de passividade diante dos obstáculos e necessita da força do homem para a resolução dos mesmos. À medida que a mulher assume uma posição ativa, em que atua como protagonista na decisão das regras do jogo social, ela é encarada sob o ponto de vista negativo, uma vez que é construída sob a condição pejorativa de madrasta. Nota-se, no entanto, que somente é permitido à mulher tomar atitudes com vistas à resolução do dano ocorrido na trama, à medida que o mundo narrado é o mágico, no qual ela é apresentada na pele da fada-madrinha.

Assim, a relação homem/mulher é marcada pela superioridade masculina e pela fragilidade feminina, o que acarreta à criança e à mulher a mesma posição de inferioridade. Porém, percebe-se um avanço com relação a essa posição pela presença, nas duas amostras, da personagem Sherazade, que com astúcia soluciona os seus problemas, e das personagens Eu, d 'A menina da janela , e Romeu, pertencentes à amostra da classe social favorecida, que revelam outras facetas do homem, como a fragilidade e a sensibilidade.

Seguindo a perspectiva do modelo regido pela fantasia quanto à formação dos pares românticos, os quais são constituídos por protagonistas jovens, constata-se a inclusão do casamento como possibilidade de um final com sucesso. Mesmo apresentando aspectos negativos no que diz respeito à fragmentação da família, o casamento representa para as personagens jovens a resolução dos problemas, principalmente para a princesa/mocinha, como também a retomada do equilíbrio perdido com a desagregação familiar. Isso quer dizer que a perda da estabilidade, provocada pela quebra da harmonia da família, só pode ser retomada por meio da instituição denominada casamento, o que implica voltar à formação de um novo núcleo familiar, mas através da mesma estrutura que irá garantir felicidade eterna, já que a conclusão, na maioria das historias, tem a seguinte marca lingüística, “e foram felizes para sempre”.

O processo de finalização da história com sucesso reforça a necessidade de o leitor mirim explicitar para si mesmo, via reprodução do texto literário, que os obstáculos são inevitáveis, mas possíveis de serem enfrentados com sucesso, conforme o postulado por Bruno Bettelheim, 3 o que demonstra o processo de formação em que essa criança está inserida. Entretanto, a amostra da classe social favorecida, por meio do texto Romeu e Julieta , apresenta uma perspectiva de finalização da história com um teor negativo e próximo do real, que é o fim trágico das duas personagens através do suicídio. Em vista disso, a criança traz até a superfície do texto outra forma de organização do mundo, em que o insucesso também significa finalização de uma trama, porque ela sabe que em seu cotidiano nem tudo termina de acordo com os seus interesses. O exemplo reforça a idéia de que para o infante de classe social favorecida é mais emergencial compreender o mundo a partir das inúmeras atitudes que o homem pode tomar na busca por uma solução dos seus conflitos, ou seja, o mundo é apresentado sob a égide da lógica humana e não mais sob a fantasia.

O modo de estruturação do mundo reproduzido pelas crianças em ambas as amostras é marcado por dualidades expressas, principalmente, pela relação bem/mal, a qual fica demarcada pela posição das personagens. Tal postura é predominante linear, uma vez que aquela que representa o bem ou o mal permanece com esse perfil no decurso de toda a narrativa, não havendo possibilidade de oscilação, apresentando, assim, uma visão maniqueísta do comportamento humano. Entretanto, uma personagem quebra essa perspectiva, que é o príncipe em A princesa Sherazade , a qual oscila entre o bem e o mal, mas retorna à posição de “mocinho”. Pode-se constatar, a partir dessa retomada da postura do bem pelo protagonista, que não se cogita a possibilidade de o bem se assumir como o mal de modo definitivo. Ao mesmo tempo, reforça a idéia de que, uma vez a personagem sendo representante do mal, não é possível para ela configurar qualquer atitude positiva, com exceção do caçador, em Branca de Neve e os sete anões , que sai da sua condição de vilão para assumir a de auxiliar do bem.

A relação homem/mulher também constitui uma dualidade e é materializada pela desigualdade, tendo em vista a condição passiva imposta à mulher, cuja dependência se concretiza no momento em que somente um príncipe pode salvá-la e conquistá-la, como, por exemplo, em Cinderela e Branca de Neve e os sete anões, O Casamento da princesa Nuriar , na amostra da classe social desfavorecida, e em A Cinderela, Branca de Neve e A bela adormecida , na amostra da classe social favorecida. Contudo, em ambas as amostras, a personagem Sherazade rompe com essa perspectiva, ao tomar atitudes que proporcionam sua salvação e que também resultam num processo de sedução do príncipe.

A ruptura da situação de representação de submissão da personagem feminina também é realizada na narrativa De trote em trote agarrei o velhote , da amostra do estrato social desfavorecido, que retrata uma velha que não se ajusta às características sedimentadas pela sociedade acerca da velhice como, por exemplo, a perda da vivacidade e da capacidade de amar, haja vista as atitudes tomadas por ela, as quais podem ser típicas de uma adolescente em busca de um namorado, conforme os preceitos de uma comunidade conservadora. Para tanto, ela usa como recurso o trote e, como reconhece o preconceito, tenta camuflar sua aparência, assumindo uma mais jovem. Entretanto, ela só consegue concluir o processo de sedução quando revela suas reais características e conquista um namorado na mesma faixa etária. Ao mesmo tempo em que essa narrativa critica a situação do idoso, ela reforça igualmente a normatização quanto ao padrão de idade que deve reger as relações entre as gerações.

Mais um exemplo de dualidade presente nas narrativas pode ser verificado na relação maturidade/imaturidade, em que se evidencia a maturidade a partir das personagens adultas nas figuras dos pais, irmãos mais velhos, fadas, auxiliares, que contribuem para que o dano causado aos protagonistas seja sanado. A imaturidade revela-se a partir das personagens infantis e jovens, o que denota o processo de transição e de dependência em relação ao adulto por que passa o indivíduo. Desse modo, fica dado como elemento pacífico que esse processo é natural e que é necessário passar por alguns obstáculos para se conseguir uma autonomia. Entretanto, essa autonomia é fundada nas regras de comportamento de uma sociedade bastante conservadora, uma vez que somente é bem sucedido nesse processo aquele que obedecer a todas as regras, e seu descumprimento implica punição. Vale ressaltar, todavia, que é somente através do erro ou transgressão que as personagens demonstram a conquista da maturidade, mesmo que isso tenha como conseqüência o castigo.

No tocante às questões sociais, a narrativa A jararaca, a perereca e a tiririca , da amostra do grupo social desfavorecido, é a única entre as duas amostras que trata de uma situação contemporânea, o confronto por uma moradia. Para discutir esse problema, a criança narradora reproduz uma história que funde a fantasia e a realidade, através da convivência entre personagens humanas e antropomorfizadas. Os humanos representam o poder do mais forte, as grandes construtoras, e os antropomorfizados, os sem-teto. No confronto, os animais tentam reagir, mas não conseguem diante da força dos tratores e da serra elétrica e acabam saindo perdedores. No entanto, há uma tentativa de dar uma solução com um final em parte feliz, visto que a jararaca morre e os outros animais conseguem um outro espaço para moradia.

A concepção acerca do trabalho está mais explícita na história A cigarra e a formiga , da amostra do estrato social desfavorecido, em que se valoriza como trabalho o que se faz de forma braçal, enquanto o artístico não é reconhecido e, sim, desvalorizado. Esse conflito coloca a formiga, enquanto representante da classe operária, numa situação privilegiada, pois é recompensada quando chega o inverno, e a cigarra, enquanto representante da classe artística, que não é remunerada, fica na dependência da boa vontade e da solidariedade da formiga. Enfim, a arte enquanto trabalho não é valorizada, revelando a introjeção da ideologia dominante, a qual advoga que somente por meio da modalidade de trabalho eleita por ela, o homem comum pode conseguir ser aceito socialmente e, conseqüentemente, atingir uma possível ascensão social.

Quanto à hierarquia social, fica explícita a relação de autoridade entre pais e filhos, muito embora ocorra em alguns momentos a quebra dessa relação por meio da transgressão de regras pelos filhos, a qual é sanada pela presença do adulto. Também uma relação autoritária observa-se entre antagonistas e seus subordinados como, por exemplo, entre rainha-madrasta/espelho, rainha-madrasta/caçador, madrasta/enteada e rei/povo. Todavia, nota-se que essa relação é quebrada pelos subordinados, pois o espelho diz a verdade sobre a mais bela, o caçador não cumpre as ordens sobre a morte de Branca de Neve, a enteada, Cinderela retoma a sua posição ao casar-se com o príncipe e, finalmente, uma moça representante do povo, Sherazade, faz o rei mudar o seu comportamento.

A alteração de classe constitui um problema que se identifica através das relações sociais entre as personagens. O elemento que representa a possibilidade de mudança no status é o casamento. Assim, Cinderela e Sherazade, ambas presentes nas duas amostras, só encontram condições de ascender socialmente depois do casamento com os respectivos príncipes, o que representa apenas a mudança dessa personagem enquanto indivíduo e não da sociedade. Em contrapartida, Branca de Neve e Nuriar, da amostra da classe social desfavorecida, e A bela adormecida e Branca de Neve , da favorecida, não precisam do casamento como forma de ascensão, mas denotam a idéia da união ideal entre pares da realeza, o que evidencia o modelo social que apregoa a imobilidade social, já que não propõe a fusão de classes sociais.

A questão da imobilidade social revela a concepção de mundo baseada na formação de castas, as quais estão muito bem definidas no conto de fadas, em que uma pequena parcela da população constitui a nobreza e a grande maioria é formada por plebeus; nas brigas de famílias, em Romeu e Julieta , por razões de poder político; na identificação do elemento “cozinheira da casa”, em Curiosidade premiada, e da expressão “funcionário”, em Sherazade. À medida que tais situações são descritas como próprias das relações sociais, reforça-se a aceitação de um conjunto de regras e padrões sem que haja nenhum questionamento, visto que são tratadas como “naturais”.

Além da divisão formal de classes sociais, visualiza-se a segmentação na disposição dos papéis materializados sob uma rígida definição de caracteres que não se misturam, como, por exemplo, na posição de protagonista ou antagonista, que são alegorias do bem e do mal, respectivamente. Sendo assim, constata-se a recepção de uma visão de mundo centrada em pólos antagônicos, em que não há espaço para a ambigüidade. A natureza humana é apresentada numa perspectiva maniqueísta, encobrindo a multiplicidade que a caracteriza.

A recepção literária do texto infantil, em ambas as classes sociais, possibilita vislumbrar a construção de um olhar infantil sobre o mundo que se mostra ainda muito conservador, tendo em vista a rigidez na constituição das personalidades da criança e do adulto, do universo familiar, da relação maniqueísta bem x mal, dos conflitos sociais, da concepção sobre trabalho, das questões de gênero e de comportamento social, que reproduzem o modelo de sociedade dominante, o qual é pautado pela desigualdade no desempenho dos papéis sociais. Por sua vez, mesmo diante de um quadro ainda bastante inflexível, é possível perceber as rupturas em outras formas de comportamento expostas por personagens como Sherazade, Glorinha, Serafina, D'Artagnam, Romeu, Julieta e “Eu”, à medida que desenham atitudes diferenciadas do padrão em vigor.

 

 

JAUSS, Hans Robert. A história da literatura como provocação à teoria literária . São Paulo: Ática, 1994.

Os textos que compõem a amostra da classe social desfavorecida são os seguintes: Cinderela, Branca de Neve e os sete anões, O casamento da princesa Nuriar, A princesa Sherazade, João e Maria, Os três porquinhos, A cigarra e a formiga, A festa no céu, O pulo do gato, A relva azul, Curiosidade premiada e De trote em trote agarrei o velhote .

Os textos que compõem a amostra da classe social favorecida são os seguintes textos: A Cinderela, Branca de Neve, A bela adormecida, Sherazade, Chapeuzinho Vermelho, Três porquinhos, A jararaca, a perereca e a tiririca, O rei leão, A arca de Noé, Os três mosqueteiros, Romeu e Julieta e A menina da janela . Vale ressaltar que os títulos das narrativas estão de acordo com as versões reproduzidas pelas crianças.

BETTELHEIM, Bruno . A psicanálise dos contos de fadas . 13.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1980.