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A leitura literária: leitores em situação de exclusão social
Alice Áurea Penteado Martha (UEM/PR)

Neste trabalho, apresentamos resultados da investigação realizada com leitores em situação de exclusão social, no caso, detentos da Penitenciária Estadual de Maringá (PR) . Como pretendíamos, no primeiro momento da pesquisa, levantar a imagem do leitor precário , indivíduo cuja prática leitora, ainda que considerada escassa, pode ser vista como muito densa e produtiva, em razão dos resultados sociais que produz, segundo as concepções de Jöelle Bahloul, elaboramos um questionário, cujas questões incidiam sobre aspectos sócio-econômico-culturais e que foi respondido pelos detentos. Os resultados obtidos com a análise das respostas a esse questionário permitem que conheçamos as condições em que tais leitores chegam ao presídio e que papel delegam à leitura em suas vidas.

E que leitor é esse?

Procuramos levantar dados como: 1- Identificação (idade, naturalidade, escolaridade); 2- Família (escolaridade e profissão dos pais, condições de leitura e lazer na família); 3- Infância (atividades lúdicas, memória de histórias ouvidas e lidas, sentimentos causados pelas leituras, freqüência a bibliotecas, reconhecimento da obra de Lobato, por meio de leituras ou programas de TV); 4- Situação atual (estudos, freqüência à biblioteca do presídio, para que lê, leituras procuradas, leituras realizadas, gêneros procurados). Foram deixados 200 exemplares desse questionário com o atendente, que deveria distribuí-los aos usuários da biblioteca, em sua grande maioria alunos da unidade escolar do presídio, uma vez que recebemos a informação que somente os estudantes tinham licença para freqüentar aquele espaço. Depois de muitas visitas à penitenciária, recebemos o retorno de 91 questionários que passaram por uma primeira triagem por faixas etárias: de 20 a 29 anos; de 30 a 39 anos e com mais de 40; em seguida, estabelecemos o grau de instrução no interior dessas faixas. Além da idade e escolaridade, verificamos ainda, no item Identificação , a região de origem dos apenados, constatando que a maioria é do estado do Paraná, especialmente, das regiões norte e noroeste.

No que se refere às questões sobre a Família , mais especificamente no quesito profissão dos pais, observamos que as famílias dos detentos, geralmente de baixa renda, são formadas por pais cujas atividades profissionais não dependem de escolaridade e caracterizam-se, sobretudo, pelo caráter braçal e pela simplicidade: pedreiros, caminhoneiros, agricultores, tratoristas, mecânicos, ajudantes gerais, ensacadores, açougueiros, encanadores, entre outras profissões bastante semelhantes; quanto ás mães, elas são, em esmagadora maioria, donas de casa, mas algumas têm profissões que também revelam a constituição humilde das famílias, sendo as mais comuns: zeladoras, cozinheiras, costureiras, enfermeiras (sem formação específica), merendeiras, “faqueiras” de frigorífico, comerciantes, cabeleireiras, etc. Quanto à escolaridade dos pais, embora tenhamos detectado equívocos nas respostas dos detentos, observamos o predomínio de escolaridade para ambos, pai e mãe, ainda que isso signifique ter o mínimo de escolarização: 41 detentos afirmaram que pai e mãe têm algum grau de escolaridade; 21 afirmaram que nenhum deles freqüentou escola, 11 informaram que apenas o pai tem algum tipo de escolaridade e 07 apontaram apenas a mãe. Entre os pais com algum estudo, constatamos o predomínio da baixa escolaridade, em geral com os primeiros anos do Ensino Fundamental. Podemos afirmar que não há alterações significativas no que se refere à origem sócio-econômico-profissional dos detentos, visto que a quase totalidade provém de famílias de baixa renda, cujos pais têm profissões que não exigem escolaridade ou mão-de-obra especializada. No caso de aquisição do que podemos denominar “capital sócio- cultural”, ocorre a mesma invariabilidade, já que não há condições sócio-econômicas e culturais para a veiculação de bens impressos, vale dizer, livros e revistas, entre famílias de renda e escolaridade mínimas.

Quanto à existência de materiais de leitura na família, observamos a maciça (e irônica) presença de bíblias, cuja leitura é feita, principalmente, por pais, mães e irmãs; há ainda a citação de revistas de atualidades, quadrinhos, jornais, lidos, geralmente, pelo pai, livros de poesia e romances, mas sem qualquer referência menos generalizante. Apenas três respondentes referiram-se a autores lidos pelos pais: dois deles citaram Machado de Assis e um anotou Monteiro Lobato.

No que se refere às questões do tópico 3- Infância , constatamos que a atividade preferida dos detentos, com qualquer nível de escolaridade ou idade, era, em primeiro lugar, jogar ou brincar, depois, ver TV, ouvir músicas e histórias. Ler nunca fez parte de suas preferências, ficando sempre em 4º, 5º ou 6º lugar, perdendo apenas para o item Outra , talvez porque tivessem que dizer qual era essa outra atividade, o que poderia dificultar um pouco a resposta. Mas é interessante ressaltar que ouviam histórias na infância, contadas, principalmente, pelas mães, avós e, em alguns casos, pelos avôs e pelos pais. Se alguém lhes contava histórias, a memória que têm delas é mínima. Poucos recordam os títulos das histórias ouvidas na infância e, entre os títulos mais citados, destacamos a presença dos clássicos infantis e alguns contos populares: Chapeuzinho Vermelho/Lobo mau, Mula-sem-cabeça, Lobisomen, Pinóquio, João e Maria, Branca de Neve, Os três porquinhos, Soldadinho de Chumbo, Os três mosqueteiros, Rapunzel, Ali Babá, Rei Artur, Peter Pan, Patinho feio, Alice no país das maravilhas, Lendas indígenas e Papai Noel. Entre os sentimentos causados pelas histórias ouvidas na infância, segundo os respondentes, estava, primeiramente, a alegria, seguida de perto pelo medo e, depois, pela tristeza.

Parece importante, no entanto, ressaltarmos que o fato das respostas privilegiarem o jogo e a brincadeira, em detrimento da leitura, não invalida a presença e a importância da fantasia na infância desses homens. Os jogos e as brincadeiras, atividades fundamentais para as crianças, permitem que desenvolvam faculdades não só sociais, mas, sobretudo, imaginativas. A imaginação ou fantasia, componente essencial das atividades lúdicas e condição fundamental do desenvolvimento da personalidade infantil, leva as crianças a modificarem e inventarem o espaço em que vivem, transformando a realidade. Na verdade, o ponto crucial da questão é a ausência de livros e de leitores na organização familiar, escolar e social a causa das relações pouco densas entre os respondentes e a leitura e não a desvalorização da fantasia.

A memória das histórias lidas na infância não difere muito daquelas que ouviram. Suas lembranças registram a leitura de clássicos infantis, de alguns contos populares e revistas em quadrinhos, especialmente, Mônica, Cascão e Cebolinha. Além dos contos já citados, podem ser acrescentados: Joãozinho e o pé de feijão , David e Golias, Sansão e Dalila, A ilha perdida, Robson Crusoé, O dono da bola, O barquinho amarelo, O sítio do picapau amarelo, O pequeno príncipe, A bela e a fera, Viagem ao fundo do mar, A volta ao mundo[...], Garra de campeão, O jacaré e a onça e Romeu e Julieta . Entre esses livros, o mais lido na infância foi Chapeuzinho vermelho , com 11 citações, seguido de Joãozinho e o pé de feijão , com 6 e de Os três porquinhos com 5, Pinóquio com 3 e O sítio do picapau amarelo com 2. Entretanto, a lembrança dessas histórias apresenta-se muito simplificada a esses leitores, como podemos ver nos comentários transcritos * a seguir, quando perguntamos do que tratava(m) a(s) narrativa(s), o que pode significar, inclusive, que não houve de fato leitura, eles apenas tiveram contato com o assunto, de qualquer outra maneira, não necessariamente de forma escrita:

Chapeuzinho Vermelho: “Chapelzinho vermelho levava doces para a vovó, mas o lobo mal tentava comer ela e os doces.” (F. P. S – 22 anos, Ensino fundamental – 5ª a 8ª série)

Sítio do picapau amarelo: “de uma fazenda de descobertas” (J.M.P.S- 21 anos, Ensino médio); “de muitas aventuras e mistérios.” (A J. P. – 26 anos, Ensino médio)

Joãozinho e o pé de feijão: “de um garoto que ganhou umas sementes de feijão gigantes. Que era tão grande que chegava no céu”. (E.G.A- 28 anos, Ensino fundamental- 5ª a 8ª série); “De um menino muito pobre que ajudava sua mãe, que no momento de dificuldade troca uma vaca por grãos de feijão ‘mágicos'.” (V.L.M.- 28 anos, Ensino fundamental – 5ª a 8ª série)

Pinóquio: “Essa história tratava-se de um menino que quanto mais mentia mais crescia o nariz.” (N.R.S.- 24 anos, Ensino fundamental- 5ª a 8ª série)

Os três porquinhos: “Que o lobo sempre queria pegar os três porquinhos mas não conseguia porque, quando ele derrubava a casa de um e fugia para a casa do outro e o lobo não o pegava até os três ficarem juntos na casa do ultimo que era de tijolos e ele não conseguiu pegar os porquinhos.” (P. C. M. A- 23 anos, Ensino fundamental – 5ª a 8ª série)

Robson Crusoé: “de um homem que se perdeu numa ilha e lá viveu durante muitos anos”. (L. A T. – 31 anos, Ensino fundamental – 5ª a 8ª série)

O pequeno príncipe: “O pequeno príncipe tinha sido herdeiro de um pequeno planeta que ele era o único habitante e tinha muita vontade de conhecer e ter amizades com outras pessoas e as únicas amizades era o seu espelho, uma flor e o seu trono...” (A S. S. – 28 anos, Ensino médio)

O que podemos afirmar a partir das respostas às questões que tratavam da leitura na infância é que, de fato, poucos preencheram os espaços destinados a elas; a grande maioria deixou-os em branco ou simplesmente apontou como “nenhuma” a resposta para a pergunta, resultado que não causa estranheza, em razão dos dados sócio-econômicos-culturais da família dos respondentes, já comentados, e que combina com os interesses infantis que, como vimos, tinham a leitura em último lugar no que se refere ao lazer quando crianças. Os respondentes provêm de famílias de trabalhadores do campo ou trabalhadores urbanos, de profissões pouco especializadas, que engrossam o contingente de indivíduos em situação de exclusão social. Salvo raras exceções, as respostas que indicam leituras infantis, aparentemente positivas, acabam revelando um desejo de inclusão em meio que consideram letrado, já que os comentários, em sua quase totalidade, indicam que não houve, de fato, leitura do texto em foco. Os livros lidos, segundo as respostas dominantes, eram deles mesmos ou de alguém da família; depois, a opção mais apontada foi a que indicava que os livros eram retirados na biblioteca escolar. Ambas as opções revelam a fragilidade dessas leituras, pois, como já salientamos, segundo a grande maioria, não havia muitos objetos de leitura nas casas das famílias.

As questões seguintes procuravam detectar se, na infância, os respondentes haviam tido contato com a obra de Monteiro Lobato, seja através de livros, de histórias ouvidas ou vistas na TV e se tinham alguma memória dessa produção. Embora muitos deixassem a resposta em branco, o que pode indicar tanto que nunca ouviram falar da obra de Monteiro Lobato quanto que a consideram assunto de criança, a grande maioria assinalou que tivera contato com a produção do escritor através da TV, como o esperado.

Alguns assinalaram que conheciam a obra de Lobato pelos livros e pela TV, o que não significa, necessariamente, leitura do texto, caso de J. O. O, de 39 anos, do Ensino médio, que afirma ter lido, ouvido e visto na TV a produção do escritor. Ao responder à questão Qual(is)? , cita Chapelzinho(sic) Vermelho ; à Do que tratava(m)?, escreve: do aterrorizante lobo mal . Já S. L. F., de 42 anos, também do Ensino médio, escreve que leu e viu na TV O sítio do picapau amarelo , história que tratava, segundo ele, de quando o tempo parou e que achou a história muito criativa . A S. S., de 28 anos, do Ensino Médio, por sua vez, afirma que leu e viu a série na TV e eram historias e aventuras no sítio e na floresta que a cuca se dizia dona . Aponta, com detalhes adequados, caracteres das personagens, como: Visconde de Sabugosa : boneco de sabugo de milho feito por Pedrinho e esquecido na biblioteca assim se tornou um sábio. Outro caso singular é o de M. M. C. de 30 anos, do Ensino médio, que afirma ter lido O sítio do picapau amarelo , uma história infantil super intereçante; faz nós entrar no mundo da imaginação (sic), mas não faz nenhuma anotação quando solicitamos que escrevesse o que sabia sobre as personagens lobateanas. O que chama atenção nessas respostas é que, nos blocos anteriores, o respondente afirmara que em sua casa ninguém tinha o hábito de ler, somente a mãe lia a cartilha escolar e havia apenas a bíblia como objeto de leitura; quando criança gostava unicamente de jogar ou brincar e as histórias ouvidas na infância foram as do bixo papão e lubisome (sic); também não citou qualquer história lida na infância. O que pode nos levar a concluir que ele nunca leu, de fato, a obra de Lobato.

De modo geral, os respondentes que afirmaram ter visto a obra de Lobato na TV citaram a série O sítio do picapau amarelo , que, segundo algumas anotações, eram histórias de personagens que ganharam vida (boneca de pano), espiga de milhos), (jacaré, saci) , de moradores do sítio que cuidavam da mata. A avaliação mais constante sobre a série da TV é positiva: interessante, alegre, divertida, encantadora, que ensina ecologia, entre outras considerações semelhantes. Outras respostas apontaram sérios equívocos, caso de W. D. O (24 anos, Ensino Fundamental – 1ª a 4ª série), que afirmou ter lido a obra descobrimento do Brasil , de Monteiro Lobato, que tratava da história contemporânea e que achou a história muito intereçante (sic) . Na mesma direção, A. M. S. assinalou ter lido histórias de Lobato, que falavam muito sobre o Brasil e eram livros que falava sobre o descobrimento do Brasil – nome do livro istória contemporânia do Br.(sic) e, em sua avaliação escreve: pois eu achei muito intereçante, porque ele falava muito bem do Brasil (sic) .

As respostas ainda revelaram que os detentos guardam uma certa memória, seja pela leitura seja pela TV ou por qualquer outro tipo de mediação, das personagens de Lobato. Sabem, por exemplo, que Emília é uma boneca, ora de sabugo de milho, numa clara simbiose com o Visconde, ora de retalhos, como a boneca da TV. Mas há sempre a divisão clara entre as personagens “humanas” (Narizinho, Pedrinho, Dona Benta e Tia Nastácia), os “bonecos” (Emília e o Visconde) e os “bichos” (Cuca). Alguns também reconheceram Jeca Tatu como o sertanejo simples que vive desventuras do campo .

Essa tentativa de recuperação da memória da obra de Lobato mostrava-se muito importante para o desenvolvimento da pesquisa, já que era nosso objetivo verificar se esses leitores em situação de exclusão social demonstrariam interesse pela proposta de retomada da leitura da produção do escritor, seja da obra adulta – Negrinha e Urupês – seja da infantil, cujos resultados serão apresentados oportunamente, com a análise de um questionário específico sobre a leitura de obras de Monteiro Lobato.

Com o quarto e último tópico desse primeiro questionário, 4- Situação atual , pretendíamos verificar aspectos relacionados a estudos, freqüência à biblioteca do presídio, razões por que lê, leituras procuradas, leituras realizadas, gêneros procurados, com o objetivo de verificar a situação desse leitores e o papel desempenhado, sobretudo, pela mediação da escola e pelo atendente da biblioteca. Do total dos questionários, 61 detentos continuam estudando na instituição penal, nos diversos níveis oferecidos e, no que se refere à questão que indagava as razões pelas quais eles lêem, as alternativas mais apontadas foram 1- para aprender coisas úteis e 2- para aprender religião , depois, na ordem da preferência, marcavam 3- somente para trabalhos escolares . A outra alternativa oferecida, 4- Ler para distrair , ficou mesmo em último lugar; mesmo quando, equivocados, eles não numeravam as respostas em ordem de preferência, marcavam com x apenas as duas alternativas mais pragmáticas, o que, de resto, não nos causou espanto, porque, como sabemos, os resultados práticos da leitura continuam sendo altamente desejados em ambientes escolares, especialmente, quando está em primeiro plano a inclusão social do indivíduo.

A questão seguinte indagava com que freqüência o detento vai à biblioteca e apresentava três alternativas: sempre , de vez em quando e nunca . Como se trata de um espaço em que os respondentes estão sujeitos a uma disciplina muito rígida e há, evidentemente, pouca mobilidade dos indivíduos, as fronteiras entre as alternativas sempre e de vez em quando são de difícil reconhecimento. De fato, sempre , para um presidiário, pode significar sempre que o sistema penitenciário permite , e, naturalmente, isso pode significar também de vez em quando . Então, como a diferença entre essas respostas não se mostrou significativa, resolvemos considerar que a maioria dos respondentes freqüenta a biblioteca com a assiduidade permitida pelo sistema. Muitos deles não marcaram nenhuma das alternativas e alguns poucos responderam nunca , embora tenham assinalado a leitura de algumas obras, o que pode significar que compõem o grupo que, no isolamento, recebe os livros na cela.

Quanto ao tipo de leitura que buscam, selecionamos as respostas daqueles que afirmaram que procuram sempre ou de vez em quando a biblioteca da unidade. Entre as alternativas propostas – ficção , detetive/policial , poesia , religiosa , escolar , auto-ajuda , outra – como já afirmamos em outras ocasiões, a escolha recai, sempre com favorável e significativa diferença, sobre os tópicos religiosa, escolar e auto-ajuda , o que confirma a visão utilitária da leitura, especialmente, por leitores que, como eles, devem provar às instituições a que estão submetidos que o sistema funciona, e que se encontram em processo de transformação. Quando, além dessas três alternativas, apontam uma quarta, então, a preferência recai sobre a poesia , confirmando as falas das professoras entrevistadas, que justificam, inclusive, essa preferência com razões de ordem prática: obter belas frases para escrever belas cartas para a família.

Conclusões precárias

Evidentemente, ainda não podemos falar em conclusões, já que tratamos aqui apenas de uma etapa da pesquisa, fase inicial de coleta e análise de informações. Outros instrumentos ainda foram utilizados, como um questionário sobre a leitura específica de obras de Monteiro Lobato e entrevistas com os usuários da biblioteca da penitenciária. O que queremos enfatizar nas linhas finais deste texto de apresentação do trabalho é a importância de projetos que verifiquem a prática leitora da população brasileira, que está ainda por ser estudada. O conhecimento dos hábitos sociológicos de leitura é assunto de interesse público, já que, a partir de pesquisas voltadas a tais objetivos, podemos apontar a responsabilidade de todas as instituições no incentivo e valorização da leitura no país.

 

Referências

BAHLOUL, Jöelle. Lectures précaires: étude sociologique sur lês faibles lecteurs. Paris: Centre Pompidou, 1998.

 

* Os trechos transcritos são cópias das respostas aos questionários, sem qualquer tipo de correção.