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As perdas discursivas do texto adaptado: Memórias póstumas de Brás Cubas
Heloisa Pedrosa (SEMAR)

Ao cursar a disciplina Literatura Infanto-juvenil, em 1997, tive contato com o problema das adaptações e dos livros paradidáticos feitos pelas editoras, assim como conheci a série Reencontro, que lançou a Scipione no mercado editorial de literatura infanto-juvenil em 1984, com adaptações de clássicos universais, tendo sido já editados mais de 50 títulos, de acordo com catálogos da editora. A proposta da coleção é o acesso do leitor infanto-juvenil às grandes obras da literatura universal e, mais recentemente, da nossa literatura com obras adaptadas de Aluísio Azevedo, O cortiço; de José de Alencar, O guarani; de Lima Barreto, Triste fim de Policarpo Quaresma; de Raul Pompéia, O Ateneu; de Manuel Antonio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias e de Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas entre outros .

Um aspecto relevante é que os volumes dessa série são recomendados pelo MEC, de acordo com a informação dos catálogos da editora, para o ensino médio e fundamental, e têm o compromisso de "recontar", em linguagem acessível, principalmente aos jovens, as obras clássicas.

Tais fatos tomaram, para mim, a configuração de um problema e, em primeiro lugar, tentei compreender o que era uma adaptação, já que, até aquele momento, sem informações claras sobre o assunto, achava ser uma transformação da obra literária em peça de teatro, script cinematográfico ou transposição do gênero lírico para o narrativo.

Em contato com as adaptações dessa coleção, constatei que adaptar, nesse caso, era modificar o texto literário para torná-lo mais acessível ao tipo de leitor a que se destinava, não alterando o gênero em questão que permanecia dentro da definição de narrativa de ficção.

Tais textos da série Reencontro mostraram-se, ademais, não como meros resumos, iguais aos usados em cursos pré-vestibulares, das histórias em questão, e sim, reduções das obras originais em que se misturavam partes originais com partes resumidas. Nas aulas de literatura dos pré-vestibulares, a utilização dos resumos de obras é quase que uma regra, já que, normalmente, trazem o enredo condensado em poucas linhas e a mostragem de alguns capítulos originais para que o aluno tenha "contato" com a obra em estudo.

Após a pesquisa que analisou o texto de Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas, e a respectiva adaptação feita por José Louzeiro, pôde-se concluir, que há o processo redutor. Ocorreu, como já se supunha, mais do que a diminuição do número de páginas do texto machadiano, mas também a interferência no conteúdo e na forma, pois foram feitas modificações no discurso do narrador, trazendo como conseqüência a modificação da obra original.

Assim acontece, pelo fato de Louzeiro escrever um texto em que o narrador conta a própria história sem muita demora, como um diário de adolescente, cheio de aventuras amorosas, com poucas divagações ou reflexões, reduzindo-se a narrativa praticamente apenas à ação. O chamado "romance de aventuras", que, nesse caso, é um artefato editorial, usa, de acordo como as proposições de Genette 1, a poda de partes do texto que são julgadas desnecessárias ao leitor.

Na análise da adaptação, que privilegiou os relacionamentos amorosos de Brás Cubas com: Marcela, Eugênia, Virgília e Eulália, verifica-se que as supressões ou os cortes dos recursos narrativos são freqüentes e alteram os sentidos que cada relacionamento amoroso tem na história do protagonista. Na maioria dos capítulos estudados, as personagens femininas e os episódios dos relacionamentos vividos por elas e Brás perdem os aspectos discursivos que os fazem exemplos da estrutura social do século XIX.

Marcela e Virgília, na obra original, são exemplos de mulheres que não só conhecem, como participam do jogo de interesses movido pela ambição econômica, são conscientes do poder que possuem, por isso, a dissimulação é uma característica marcante nelas, como bem explicou Stein 2.

Marcela, no hipotexto (texto original), é a prostituta que se aproveita de sua formosura para desenvolver relacionamentos vantajosos, o que lhe garante ganhos momentâneos, pois a doença, que lhe tira a beleza, deixa-a na miséria, já que ela está à margem dos padrões sociais e não há mais uma mercadoria para trocar com os moços ricos.

O relacionamento amoroso de Brás e Marcela, dessa forma, resulta na exposição da inferioridade do protagonista, que não consegue ser superior a ela, pois é ela que o explora, e, na adaptação, o sentido final do relacionamento dos dois não leva a essa conclusão, pois o moço acredita que ela era apaixonada por ele, condição que, no original, não existe, já que ele tem pleno conhecimento de que foi enganado pela espanhola.

Uma outra modificação ocorreu na caracterização do protagonista, que é mostrado como alguém alheio às intenções da moça em conseqüência da narração menos irônica.

Verifica-se que Louzeiro, no processo de redução, usou mais o resumo, pois várias cenas foram reescritas sem manter relação mais próxima da narrativa machadiana, resultando na situação em que mais se observou, por essa razão, acréscimos de trechos narrativos novos que foram criados por Louzeiro sem nenhuma relação com o texto machadiano. Como o resumo é uma operação que permite um maior afastamento do hipotexto (Genette 3) , as supressões foram constantes e, com isso, a personagem feminina perdeu muito do peso negativo mostrado através de suas ações, tão criticadas por Brás através do seu discurso permeado de citações e metalinguagens, o resumo tendeu, assim, a abrandar a personagem feminina, abreviando partes narrativas do hipotexto e acrescentando outras , o que levou a uma distorção da narrativa machadiana.

Virgília, no hipotexto, ao contrário da espanhola, aproveita-se da estrutura vigente, pois é mais que uma mulher bonita e esperta, ela pertence à classe dominante, o que faz com que tenha o controle absoluto do jogo de interesses. Vive uma relação adúltera com Brás, já que o casamento com Lobo Neves lhe dá a segurança social necessária, instituição que a personagem não abandona em momento algum, mas não lhe dá a aventura e a novidade. Já na adaptação, ela é construída como uma mulher defensora de seus interesses, no entanto, sem a esperteza e a audácia peculiares a ela no hipotexto. É uma mulher como as demais de seu tempo, que acredita no amor romântico, e, por isso, apaixona-se por Brás, vivendo uma relação proibida.

Observa-se que a personagem não é composta com o mesmo destaque da obra original, provocado pelo discurso do narrador, que a cerca de uma aura de suspense, atiçando, dessa forma, a curiosidade do leitor. Essa mudança já se inicia quando ocorre a supressão das prolepses (anúncios narrativos) presentes nas cenas e digressões da primeira parte do texto.

A volubilidade de Virgília, resultante da superioridade de classe, também é perdida pela abreviação ou supressão de cenas e digressões. Essa característica fundamental da personagem aparece em muitos momentos, desde a escolha do marido à despedida fria e calculista do amante, situações essas que fazem dela uma mulher capaz de dissimular os próprios sentimentos e atos, em prol de outros interesses pessoais: não perder o poder que estava em suas mãos trazido pelo casamento 4.

As transformações, nas relações entre Virgília e Brás , na passagem do hipotexto ao hipertexto (texto adaptado) são causadas, principalmente, pelas modificações no tempo narrativo, em especial pelo apagamento de prolepses. Virgília tem sua importância diminuída no corpo da história, como acontece com outras personagens não exploradas pela dissertação, como Quincas Borba e Dona Plácida. A redução dessa personagem acompanha a redução da história, pois a narrativa do romance de Virgília com o protagonista está presente em mais de sessenta capítulos no texto machadiano.

O resumo, a abreviação e o corte são recursos muito usados, sendo difícil determinar qual deles é o predominante. Ora o resumo é muito aplicado e, em conseqüência disso , ocorrem os acréscimos de trechos narrativos, ora a abreviação é muito aplicada, pois não se podem perder os acontecimentos centrais que envolvem a principal personagem feminina do hipotexto, Virgília.

As fusões de capítulos abreviam e/ou resumem as principais partes, e, geralmente, apagam as citações e uso de metalinguagens. Alguns títulos metanarrativos são mantidos, devido, talvez, à importância que o relacionamento dos dois tem na história. De qualquer forma, a constante supressão de digressões, de cenas e de capítulos, reduz a presença de Virgília na história, e, conseqüentemente, reduz a volubilidade narrativa responsável pela exposição irônica do funcionamento da estrutura social vigente da qual o narrador e a amante são participantes.

Já nas relações entre Eugênia e Eulália com Brás, moças do mesmo nível social, inferior ao de Virgília, tem-se a representação direta do clientelismo. A primeira é descartada pelo protagonista e a segunda ganha a possibilidade de ascensão.

A narração do relacionamento de Brás com Eugênia, na adaptação, sofre uma mudança, pois se configura na história como um simples acontecimento da juventude do protagonista, sem grandes implicações ou sofrimentos, porque Brás e o pai já tinham estabelecido um acordo que incluía o casamento com outra moça.

A "flor da moita", no texto machadiano, é uma personagem exemplar da situação da classe pobre que fica à mercê dos favores dos ricos, segundo Schwarz 5. A adaptação, como a análise mostrou, suprime capítulos e digressões carregados de discurso sarcástico e cruel, que expressam a trama, organizada por meio do conflito de interesses de classe. Brás é rico e, por isso, julga-se superior. Eugênia é pobre, mas não se julga inferior, nessa diferença conceitual entre os dois está o centro desse momento da narrativa machadiana, que é perdido.

No relacionamento de Brás com a filha de Dona Eusébia, a operação de redução mais comum foi a abreviação, já que muitos trechos foram mantidos ou pouco alterados (Genette 6). Todavia, também foram feitos cortes que interferiram na organização temporal do discurso do Bruxo do Cosme Velho, que é cheio de anúncios narrativos. As prolepses dos títulos dos capítulos, bem como as cenas ou pensamentos presentes nas pausas digressivas do texto machadiano. Esses recursos discursivos, no episódio, causavam não só ironia, mas sarcasmo, já que Eugênia é o exemplo da estrutura clientelista presente naquela sociedade e o narrador não a poupou do seu desdém (Schwarz 7).

O que a adaptação retira de mais significativo ao reduzir o episódio da flor da moita é a crítica social implementada por Machado de Assis através do narrador volúvel. No texto de Louzeiro, embora se reescrevam menos as cenas, a fusão de capítulos está mais presente e os cortes não permitem que o jovem leitor acompanhe os contrapontos sociais que são mostrados no relacionamento amoroso de Eugênia com o protagonista.

O último relacionamento de Brás é com Eulália e, na adaptação, a narração desse episódio também é reduzida como ocorre com os anteriores. No hipotexto, o envolvimento entre os dois é breve, tanto na narrativa quanto na história e, no hipertexto, torna-se mais breve ainda com as supressões e fusões que resumem o discurso original.

Eulália é uma personagem que tem seu papel diminuído na adaptação, pois, no texto de Machado, ela faz o contraponto social com Eugênia, e Louzeiro a transforma em mais uma das aventuras amorosas do protagonista e nada mais.

A perda do discurso crítico começa com a supressão de prolepses, como foi feito com a parte da narrativa que diz respeito à Virgília. O narrador tem os seus comentários críticos apagados devido às muitas supressões, cortando citações e digressões. Capítulos também são retirados e seus conteúdos sequer são retomados de forma resumida em outros capítulos.

Sem partes da narrativa, a história da personagem e do relacionamento com o protagonista perde o contraponto social e a exposição que o narrador faz do funcionamento da relação clientelista entre pobres e ricos. Eulália, dessa forma, na adaptação, torna-se apenas igual a Marcela e a Eugênia, mais uma aventura amorosa que não culminou em casamento.

Esse prejuízo é sentido no conjunto da narrativa, pois apagar a visibilidade desses aspectos na obra machadiana é apagar o que há de mais inquietante na personagem: não apenas sua concordância com o jogo de interesses como sua ação referente a ele.

Os resultados da análise dos relacionamentos amorosos de Brás têm muitos pontos em comum que ajudam a observar como se dá o processo de redução das Memórias . A supressão é normalmente feita de modo a não interromper o desenvolvimento da história, dado que são mantidas as características das personagens, do espaço, do tempo da história e do narrador original. No entanto, a supressão é sentida no discurso, que monta esses elementos na narrativa.

As digressões, as citações, o uso de metalinguagem, os títulos metanarrativos, e, conseqüentemente o tom irônico e sarcástico, a linguagem cuidada, a volubilidade e a crítica social são, embora elementos diferentes, tratados na redução de forma parecida: reduzidos ao máximo ou apagados.

Mas o adaptador escolhe recursos que podem representar o discurso original e o texto machadiano mesmo que os elementos citados deixem de existir. Para tentar manter algo de Machado, quando o resumo afasta demais a adaptação do hipotexto, Louzeiro usa a abreviação e a cópia literal. Nesse caso, é lançado como recurso o acréscimo de novos trechos que funcionam como substitutos do que foi apagado. Verificou-se que as citações e as digressões são completamente excluídas. Louzeiro, ao simplificar o texto machadiano, acaba por tratar o leitor como alguém de memória curta e incapaz de guardar episódios e digressões que compõem a narrativa.

Com isso, o hipertexto tende a nivelar as quatro personagens femininas. Os momentos que apresentam Marcela e Virgília ao leitor são exemplos desse nivelamento, provocado, entre outros elementos, pelos adjetivos escolhidos, que abrandam a primeira personagem e simplificam a segunda. A espanhola, a esposa de Lobo Neves, Eugênia e Nhã-loló são tratadas na adaptação quase que da mesma maneira por Brás, sem muito entusiasmo ou muito desdém. Dessa forma, o narrador do hipertexto trata essas personagens sem a distinção do hipotexto.

Outro aspecto da análise que precisa ser destacado está no campo da atualização e na troca de palavras ou expressões lingüísticas. Há uma tendência de Louzeiro para optar sempre pelos termos mais populares, o que pode ser até recomendado numa adaptação em caso de palavras já arcaicas em nosso idioma, mas menos recomendado quando o registro é erudito ou corrente na língua, já que, para "traduzi-las" existe o dicionário e algumas editoras nem dão o trabalho da consulta aos leitores, fazendo um glossário de tais palavras no livro. Na adaptação, há casos em que as palavras ou expressões lingüísticas não são difíceis de serem entendidas e, mesmo assim, são trocadas por outras mais populares.

A popularização da narrativa é inadequada e prejudica a relação entre o hipotexto e o hipertexto, pois não corresponde ao discurso machadiano, que tem uma linguagem mais cuidada, já que narrador-personagem não é um adolescente do século XXI, muito menos do século XX, e, sim, um homem culto do século XIX já com mais de 60 anos quando morre. Não poderia ser de outro tipo, o registro escolhido. Verifica-se que essa atualização é uma simplificação da escrita e do próprio texto que interfere na caracterização social das personagens.

José Louzeiro escreve uma adaptação que é uma redução da obra, que, como foi mostrado, mantém personagens e fatos mais importantes para o conhecimento da história das Memórias , escolhas resultantes de critérios "romanescos", segundo ele, usados no processo de resumir . A adaptação, assim, reafirma a visão pedagógica do aluno como um ser incapaz, ou como um leitor desinteressado pela leitura dos clássicos da literatura nacional e estrangeira.

O fato é um tanto mais grave, pois os livros adaptados são marcos de períodos literários e objeto de estudo no ensino médio e nos exames vestibulares, a exemplo da seleção de obras da FUVEST 2001-2003, em que as Memórias estão presentes. Reforça-se, dessa maneira, a interferência do mercado editorial na educação formal, que adapta obras de acordo com uma suposta demanda dos consumidores.

Essas transformações redutoras podem ser analisadas como um exemplo da nova autoria presente na obra, pois são feitas por José Louzeiro e não por Machado de Assis. O volume da série Reencontro mostra-se um novo texto, uma nova obra, porque o que se realiza, na adaptação, não é mais o que Machado de Assis escreveu. Há um novo autor que, no texto adaptado, toma o lugar do autor original, produzindo outras marcas discursivas e outros sentidos, quando reescreve o texto a partir da supressão, da abreviação e do resumo de partes ou de capítulos do texto original. O novo texto dialoga com o leitor de outra forma, revelando, desse modo, uma interferência na construção do sentido original, já que não se tem mais Machado dialogando com o leitor, e, sim, Machado de Assis com José Louzeiro e José Louzeiro com os leitores.

É a morte do romance de Machado de Assis, que, segundo Schwarz 8, tem sua primazia não no enredo "frouxo e medíocre", mas na estrutura das palavras, das personagens, do discurso narrativo que permitem a existência do narrador volúvel, grande inovação literária capaz de alterar a história do romance brasileiro.

Louzeiro ao apagar vários aspectos do discurso machadiano, como mostrou a análise comparativa, destrói a possibilidade de o aluno conhecer a plenitude do texto e, dessa forma, reconhecer a grandeza de Machado de Assis como escritor, assim como de entender porque as Memórias representam um marco na literatura brasileira até os dias de hoje. Sem esse percurso, o leitor perde a obra e a obra perde sua condição de clássico literário.

Por isso, os professores não devem usar esse material como um substituto do texto original, pois ler a adaptação feita por José Louzeiro não garante o conhecimento das Memórias póstumas de Brás Cubas escritas por Machado de Assis. O adaptar não pode ser justificado em obras como essa, pois, se o preço para tornar a obra mais acessível, é a sua desfiguração narrativa, há um desencontro entre o que seja literatura e a sua apresentação para alunos.

Ensinar literatura brasileira ou outras não pode ser apenas repassar informação sobre as obras. Usar o texto clássico integral é contribuir para que o aluno torne-se um leitor criativo e crítico e não um leitor dependente, que não sabe interligar o conhecimento de mundo que possui com os novos conhecimentos mostrados a ele pelos textos literários.

Facilitar os textos clássicos por meio dessas "adaptações" é propor a substituição dos textos originais por textos abreviados. O professor de literatura tem o papel de interlocutor entre o texto e o aluno, cabendo a ele selecionar os melhores textos de acordo com as condições histórico-sociais dos estudantes, evitando antecipar leituras se as mesmas não estão de acordo com a situação etária dos leitores.

A melhor forma de divulgar Machado de Assis para os jovens é ajudá-los a amadurecer o processo de leitura, ampliando o universo cultural deles e respeitando o seu processo de aprendizagem que passa por etapas, sem criar atalhos como essas adaptações.

 

 

GENETTE, Gérard. Palimpsestes: la littérature au second degré. Paris: Seuil, 1982. p. 266.

STEIN, Ingrid. Figuras femininas em Machado de Assis . Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984. p. 23.

GENETTE, p. 280.

ZILBERMAN, Regina. Abrindo Memórias póstumas de Brás Cubas. In: GONÇALVEZ, Robson Pereira (Org.). Subjetividade e escrita . Santa Maria: UFSM, 2000. p. 19.

SCHWARZ, Roberto. Um mestre na periferia do capitalismo: Machado de Assis . São Paulo: Duas Cidades, 1990.

GENETTE, p. 271.

SCHWARZ.

SCHWARZ.