VERSÃO PARA IMPRESSÃO [ VOLTAR ]

De mulheres para mulheres e para a nação
Nancy Rozenchan (USP)

A distância geográfica e a falta de acesso pelo número muito restrito de traduções não facilitam o contato com uma das vertentes mais interessantes e importantes da ficção hebraica contemporânea, qual seja, aquela de autoria feminina, desde o seu surgimento no final do século XIX até o presente. Adentrar este tema significa também acompanhar os desdobramentos da história da mulher na vida israelense.

A literatura hebraica contemporânea teve suas raízes na escrita de poetas e ficcionistas do leste europeu. Em seqüência ao período da Ilustração Judaica ( Hascalá ), quando começam a despontar sentimentos de nacionalismo na Europa, é o movimento conhecido como Hibat Sion (O amor de Sion) 1 aquele que representa a guinada que conduziria judeus, principalmente do leste europeu, pela primeira vez nos tempos modernos e por motivos ideológicos, a pensar na terra dos antepassados como alvo de seus anseios de realização pessoal e nacional.

A contribuição da literatura ao movimento foi a demonstração do anseio pelo solo bíblico dos antepassados e dos desejos de construir nele o seu futuro, tema propugnado pelos principais poetas da época que, conforme um lema bíblico profético utilizado então, viam-se no papel de "o espectador (ou visionário) da Casa de Israel" 2. Esta função estabeleceu, a priori, uma base profética para a literatura, com o propósito de direcioná-la para a norma que pregava a responsabilidade judaica e a identificação com a história do povo.

A literatura da primeira onda imigratória, ponto inicial da incipiente literatura hebraica de mulheres na Palestina, foi basicamente a mostra da concretização do que constava nos escritos do movimento Hibat Sion, as respostas práticas da vida dos novos colonizadores; descreveu o país e contou a seu respeito, pregou a imigração e estabelecimento no solo, esforçou-se por apresentar os aspectos estimulantes e positivos desta situação.

Quando se procura abordar a base da literatura de autoria feminina desta primeira leva imigratória - a história das mulheres na nova comunidade -, verifica-se que o registro histórico da sua presença neste período é inexistente. A exclusão das mulheres poderia dar a impressão de que elas não tiveram um papel de destaque na vida do país, o que, obviamente, é incorreto.

As suas opiniões, reflexões, reações e, particularmente, a interpretação quanto ao significado histórico do moderno retorno a Sion só viriam a ser encontrados nos seus escritos, que, durante décadas e décadas permaneceram marginalizados devido ao padrão masculino que predominou em todos os setores da vida do país, mormente na literatura. A atividade de algumas destas escritoras vem sendo recuperada somente nos anos recentes, graças aos múltiplos estudos referentes à literatura feminina. Isto tem levado à reimpressão de obras do período.

O número de mulheres que escreveram ficção no período da primeira leva imigratória era reduzido; elas possuíam bom nível cultural, em flagrante contraste com a maior parte de suas contemporâneas que não eram, porém, analfabetas. Em geral, as escritoras estavam devidamente imbuídas dos ideais sionistas de construção do país, tinham consciência de si mesmas e da importância do seu papel como associadas em medida igual na operação social que se desenvolvia.

A escrita delas deve igualmente ser entendida como parte de sua ingerência social, pois também desta forma elas tentaram deixar a sua marca como mulheres na vida que se criava no país, servindo de voz para aquelas que não entendiam a sua situação ou não ousavam exigir da sociedade que as reconhecessem. Não só trataram dos temas do novo país, da nova sociedade e do novo homem, mas acrescentaram o tema da nova mulher.

O trabalho literário e jornalístico das escritoras da Primeira Aliyá teve início na década de 1890 com Nehama Pohachewsky e teve continuidade com Hemda Ben-Iehuda 34.

Estas escritoras ocuparam-se basicamente da renovação da vida no país e do anseio pela renovação da mulher neste contexto. Quanto ao primeiro destes aspectos, elas faziam coro com a literatura da época. O segundo assunto foi específico delas.

A aspiração pela renovação da mulher se mostra na literatura feminina obedecendo à vertente de pregação e de protesto, ambos voltados tanto contra os homens como contra as mulheres. A principal autora da vertente de pregação foi Hemda Ben-Iehuda, enquanto Pohachewsky representou o aspecto do protesto.

Ben-Iehuda dirige-se, em primeiro lugar, à mulher, desejosa de sacudi-la das limitações do passado e em prepará-la para as possibilidades que se renovavam no presente; tinha em vista, também, o desenvolvimento da sociedade dos colonizadores. Em um artigo ela explicou que não era possível lutar pelos direitos da mulher enquanto o povo continuava subjugado, humilhado e perseguido pelo mundo afora e sofrendo nas mãos dos governantes, mesmo na Palestina. Assim, para esta escritora, o renascimento nacional equivalia ao renascimento da mulher e cabia a esta contribuir para com o avanço da comunidade colonizadora.

Pohachewsky começou a atuar em prol da renovação da mulher na vida comunitária assim que chegou à Palestina em 1889 e não só através da escrita. Na luta pública era rígida e veemente ao apresentar respostas e soluções, enquanto na escrita ela somente levantava as questões, e o fez de forma muito comedida. O principal da obra de Pohachewsky foi publicado naquela época em duas coletâneas de contos 5. Nestas, o leitor trava contato com lavradoras, operárias, empregadas domésticas, membros de grupos de trabalho; na primeira coletânea, são apresentadas mulheres sobre o seu pano de fundo de origem oriental, em particular as iemenitas. Nehama Pohachewsky apresentou a mulher como vítima do homem, que a via como objeto para os seus propósitos familiares e da sociedade iemenita, mas esta mulher é dona de uma vitalidade em relação ao próximo e ao ambiente. Pohachewsky acreditou que a mulher, na reviravolta drástica que ela sofreu na passagem abrupta do antigo ambiente no Iêmen ao novo na Palestina, começou a compreender que a relação do homem para com ela não era uma questão de tradição sacralizada, mas expressão de humilhação e de discriminação. Através da iemenita, ela indica todas as queixas com relação à discriminação da mulher em geral.

Somente vários anos depois, no segundo volume de contos, dedicou-se à mulher ashquenasita, a de origem européia. A situação desta apresentou-se mais problemática e complexa do que a da mulher oriental. O motivo para tardar a chegar a esta personagem pode ter sido que a autora, constrangida, se retraiu de confessar que o homem judeu europeu, mesmo proveniente de uma sociedade mais avançada, via o status da mulher como figura secundária; outro motivo para tardar a chegar a esta abordagem pode ter sido porque cresceu a luta da mulher no país após a I Guerra Mundial, seja nos círculos operários como nos civis, e isto a fortaleceu com o seu próprio grupo étnico.

Sua personagem fica perturbada porque não entende o motivo do homem tratá-la com pouco caso, já que ela esperava que a vida na Palestina, de acordo com os princípios do renascimento nacional, estabeleceria uma nova sociedade em que haveria igualdade e reconhecimento do valor da mulher. A mulher, apesar do nível cultural, tem uma baixa auto-estima.

Com a obra de Pohachewsky acentua-se a visão primária e ingênua de Ben-Iehuda que considerava que a solução do problema da mulher dependia apenas da aquisição da cultura e ingerência nos assuntos nacionais. Para Pohachewsky, isto não bastou.

A literatura, marcada por normas humanistas-existenciais, estéticas, de responsabilidade para com a história do povo de Israel e com o compromisso de ser escrita em hebraico, continuou a cumprir o seu papel segundo os mesmos até meados dos anos 50, até após a Guerra da Independência. Até aquela época, a literatura não procurou desvencilhar-se do propósito de "observador da Casa de Israel". Naquela década, no abandono da norma, delineou-se a principal inovação da literatura israelense. Os escritores dos anos 50 e 60 definiram a nova identidade social criada com o surgimento do Estado como uma identidade civil-política, que liberou a cultura e a literatura da carga da preocupação com a regulamentação espiritual e física da nação. A função de cuidar do espírito da nação passou para os governantes, e o escritor se sentiu mais livre para voltar-se para o indivíduo. Suprimiu-se, assim, da literatura, a ligação que no passado proporcionara a tensão que lhe fora característica entre o nacional e o pessoal, o universal e o específico, o existencial e o histórico.

A situação cultural-literária alterou-se, de início, de modo dissimulado e, depois, cada vez mais abertamente, durante os anos entre a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Iom Kipur (1973).

No final dos anos 60 e início dos anos 70, a sociedade israelense foi abalada por choques inusitados. No âmbito da segurança e existencial, passou-se da euforia da Guerra dos Seis Dias para o choque da guerra seguinte. No campo político-ideológico recrudesceu a luta pela definição dos propósitos do sionismo, surgiram fortes dissensões relacionadas aos territórios árabes. Esta mudança apontou imediatamente para um pluralismo cultural, sociológico e político maior, anunciando que a realidade deixava de ser unitária, monolítica, socialista, pioneira, masculina e ashquenasita, ou seja, de origem européia. Os abalos sociais trouxeram à tona forças que até então estavam bloqueadas e reprimidas e as fendas brotaram por toda parte.

A literatura assumiu a função de realizar um acerto de contas com a elite que falhara. Ela tornou-se a parte atenta do setor público rejeitado e humilhado que perdera sua força e estava imersa em uma enorme depressão e perplexidade insanável. Era a perplexidade de uma sociedade arrogante para a qual não era claro se o fracasso era resultado da traição dos seus valores ou se as normas tinham gorado e a feito fracassar. Parte da literatura via-se como emissária de uma sociedade em crise, que não confiava absolutamente que o sistema político e o militar resolveriam os seus problemas principais.

No ambiente dos anos 80, tal como se delineou após a Guerra do Líbano, estabeleceu-se uma realidade literário-cultural crítica, com o público esclarecido exigindo uma profecia, uma visão a partir da ficção, principalmente pelo romance, capaz de apresentar de forma ampla e integradora o particular dentro do coletivo, do presente e do passado histórico.

À medida que a década de 80 acabava, ficou claro que a fórmula da ficção de fundo psicológico, construída em torno de um universo pessoal dolorido, com significado nacional ou público, não combinaria com a sensibilidade da geração dos autores jovens que então despontaram. O desmantelamento e descentralização dos anos 80-90 expressam o esvaziamento do centro e fortalecimento da expressão pós-sionista e pós-nacional. Os anos 80-90 caracterizaram-se por uma variedade de vozes e identidades, com escritas em uma gama muito ampla de gêneros, do mais elevado ao mais simplório e popular.

 

O que caracteriza as etapas da ficção hebraica feminina é a ausência de uma linha de continuidade nítida e visível. É, porém, na segunda metade da década de 1950 que se pode falar de uma retomada da literatura de mulheres com impacto marcante sobre toda a literatura e cultura do país. Isto ocorre com a publicação dos primeiros contos de Amália Kahana-Carmon 6. Do ponto de vista temático, trata das relações entre homens e mulheres e experiências de família situadas em vários períodos, regiões e classes em Israel. Estilisticamente, a sua escrita é caracterizada por um traço lírico intrincado, com observações minuciosas das emoções e anseios. Em sua obra, temas como as relações do escritor ou escritora com o mundo, o objetivo da escrita e os processos da criação são tão destacados quanto os mencionados acima.

Kahana-Carmon, escritora marcada por uma linha independente, lançou a partir da década de 80 uma série de manifestos 7 em que fez referência à escrita feminina hebraica, protestando contra a discriminação em relação a obras de autoria feminina que não tinham gozado do merecido reconhecimento.

Nos anos recentes, deve-se a uma escritora a maior reviravolta que ocorreu na literatura hebraica e não só na de viés feminino. Foi Orly Castel-Bloom 8 que modificou a face da ficção hebraica; ela despiu o texto de alusões culturais e metáforas poéticas, produziu um absurdo cômico a partir da ausência de relacionamento e do uso do inesperado. Os materiais das suas obras refletem as realidades genuínas de Tel Aviv, tiradas da imprensa, do cinema, do submundo, mas estas realidades não têm coerência. Ela comunica o desespero de uma geração que nem mais sonha os sonhos da história sionista, que simplesmente se encontra fora disto.

Aqui será feita menção a apenas dois livros, Dolly City (1992), o mais famoso deles, incluído pela UNESCO na Coleção de Obras Representativas e Partes humanas (2002), o romance mais recente, e que é acessível ao leitor brasileiro graças a uma tradução publicada em 2003.

O primeiro dos livros é uma biografia de Dolly, nome de cidade e de uma mãe em Israel, uma médica, que mora na cidade mais louca do mundo, Dolly City, um possível simulacro de Tel Aviv. Sua maior missão é preparar o seu bebê para o dia em que ele precisar sair de Dolly City.

Um tratamento diferente da realidade, uma perspectiva independente e uma visão surpreendente de mundo são a tônica da escrita de Castel-Bloom. A exemplo de obras de seus colegas contemporâneos, ela não se abstém de apresentar a violência que não é capaz, porém, de subverter a ordem do mundo que, de todo modo, não pode ser alterada. Seu papel, com esta forma de expressão, é chamar a atenção para o presente e para a sua forma de representação.

Castel-Bloom ridiculariza o conceito de maternidade modelado pelo patriarcado. Critica a natureza opressiva da atitude semelhante à da mãe - Dolly - do Estado de Israel e dos israelenses para com a terra ante os palestinos. Ao desenhar cirurgicamente nas costas do filho o mapa de Israel, ela está equiparando o amor que tem pelo filho ao amor dos israelenses pelo país; em suas considerações, um é tão insano e prejudicial como o outro.

Não há dúvidas de que as rupturas sociais que Castel-Bloom explorou à vontade, numa linguagem definida como magra, anoréxica, rasa, enlatada, com referências a clichês e a seriados americanos de TV, desenvolveram-se no período em que todas as experiências de expressão foram válidas, livres, escoradas pelo final de uma era ideológica que se esfacelara e, conseqüentemente, pelas inúmeras novas opções que se tornaram possíveis, em particular, no campo da literatura.

Quanto ao romance mais recente de Castel-Bloom, Partes humanas , ele é mencionado por dois aspectos: o referente a mulheres e quanto à sociedade israelense contemporânea. Este livro faz um excelente trabalho ao retratar fidedignamente Israel atual, com inclusão até de situações inesperadas e improváveis. A ação se passa em um inverno incomum, de temperaturas baixíssimas; além disto, o país, assolado por uma doença desconhecida, assim como pelos atentados terroristas da segunda Intifada, dá muito trabalho aos coveiros e disputa com estes os espaços televisivos destinados à meteorologia. Os meteorologistas passam a ser os profetas do país.

As mulheres, as grandes batalhadoras neste livro, são mais oprimidas, menos vencedoras, mas conseguem criar ilhas de ordem e de limpeza nas suas vidas particulares.

A pobreza extrema de algumas das personagens, o choque ante as imagens mostradas constantemente na televisão, o clima assustador, a doença, trazidos por Castel-Bloom, indicam um compromisso social profundo da autora e um humanismo diante de uma sociedade rompida em pedaços e tendo como pano de fundo o conflito israelense-palestino. O distanciamento da antiga e aparente coerência que pareceu ter existido nesta sociedade é total; há uma desvinculação do passado.

A aparente falta de profundidade das personagens e de seus temas é compatível com o universo televisivo superficial atual com suas comédias de situações ou com as novelas. E foi neste contexto, entretanto, que tragédia e morte foram baixadas do pedestal e trazidas para o mundo comum e ridículo, em um livro absolutamente cômico, paradoxal para o momento atual, algo que é a tônica da escrita de Castel-Bloom. No universo segmentado de Israel, parece não ter sentido tentar falar em nome de uma esfera pública unificada. A opção é a liberação da esfera privada da carga sufocante que prevaleceu por décadas, escolher todo e qualquer caminho. Neste sentido, o papel de escritoras é primordial e indica que, a exemplo daquelas da primeira geração, mas de forma irrestrita e sem constrangimentos, estão dispostas a cumprir os seus papeis.

 

BIBLIOGRAFIA:

BEN-IEHUDA, Hemda. Contos (publicados em periódicos).

CASTEL-BLOOM, Orly . D olly City . Tel Aviv: Zmora-Bitan, 1992.

----- Halakim enoshiim. Tel Aviv, Kinéret, 2002.

(Versão brasileira) Partes Humanas . Tradução de Viviane Gouveia da versão em inglês, Rio de Janeiro: Imago, 2003.

POHACHEWSKY, Nehama. Biyhudá hahadashá (Na nova Judéia), Jerusalém, Hedim, 1911.

----- Bakfar uvaavodá (Na aldeia e no trabalho), Jerusalém, Hedim, 1930.

 

 

NOTAS:

Movimento composto pelos assim chamados Hovevei Tsion - amantes de Sion - cujas principais contribuições práticas foram o estabelecimento de aldeias de lavradores judeus na Palestina, a difusão da idéia sionista e a coleta de fundos na Europa para os seus propósitos. O primeiro núcleo europeu do movimento surgiu em 1860 em Frankfurt. Antecedeu o movimento do sionismo político. O movimento ganhou grande impulso na década de 1880 como conseqüência dos pogroms (matanças e saques organizados contra judeus) da Rússia.

Ezequiel 3, 17.

1869 (Lituânia) - 1934 (Palestina) e 1873 (Rússia) - 1951 (Israel), respectivamente.

Pohachewsky conhecia línguas e foi fundadora de uma organização para a difusão do hebraico. Ben-Iehuda foi a segunda esposa do renovador e lexicógrafo da língua hebraica, Eliezer Ben-Iehuda.

Em 2004, os bisnetos da autora, seguindo solicitação encontrada nos seus escritos, publicaram o seu romance inédito No declive, um romance israelense . Como nas outras obras, ocupou-se dos desgarrados e dos mal-sucedidos do empreendimento sionista: pioneiros doentes de malária, esposas abandonadas, maridos violentos, pioneiras cujos bebês morriam devido às condições precárias de sobrevivência, sonhadores que perderam as esperanças por causa da fome, da seca e de ataques de árabes e que partiam do país. Os sentimentos de fracasso e desespero foram mal vistos pelos críticos; um deles escarneceu do número de 17 mortos na primeira coletânea de contos. A crítica atroz, principalmente por parte de membros da segunda leva imigratória, socialistas, ligados aos partidos de trabalhadores, acuou-a para uma solidão literária, um dos temas deste romance, a solidão do escritor.

1926 - (Palestina).

O manifesto 'Você, mulher, quer escrever um livro?" foi publicado em A literatura de Israel n ° 2, Consulado de Israel, 1998.

Nascida em Tel Aviv, em 1960. Esta atuação de Castel-Bloom é geralmente trazida em conjunto com a do jovem escritor Etgar Kéret (Tel Aviv - 1967) que tem, da mesma forma, contribuído para a cena literária israelense. Outros autores e autoras deram igualmente a sua contribuição às inovações que ocorreram na ficção hebraica, mas o seu papel é muito mais reduzido.