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Carnavalização kafkiana II: Kafka de bombachas
Eduardo Manoel de Brito (USP)
Incidente em Antares de Érico Veríssimo foi publicado no ano de 1971, ano em que o Brasil estava sob o governo de Emílio Garrastazzu Médici. Segundo os autores de Brasil: Nunca Mais , o governo de Médici pode ser descrito da seguinte maneira:
Sob o lema "Segurança e Desenvolvimento" Médici dá início, em 30 de outubro de 1969, ao governo que representará o período mais absoluto de repressão, violência e supressão das liberdades civis de nossa história republicana. Desenvolve-se um aparato de "órgãos de segurança", com características de poder autônomo, que levará aos cárceres políticos milhares de cidadãos, transformando a tortura e o assassinato numa rotina. 1
Ou seja, o romance de Érico Veríssimo, que possui dados históricos dos anos sessenta e menciona o clima de medo no Brasil durante todo o percurso dessa mesma década, foi escrito por um autor inserido na realidade política de seu tempo. Incidente em Antares é um romance de época, pois a descrição dos métodos policiais, das estruturas de governo e a menção constante aos dados históricos envolvem os personagens e os acontecimentos fictícios narrados sob uma aura documental.
Como um recurso realista, a ironia de Érico Veríssimo introduz no ambiente de Antares um grupo de pesquisadores do Centro de Pesquisas Sociais da Universidade do Rio Grande do Sul, os quais, com uma bolsa da Ford Foundation buscam caracterizar a cidade a partir de um trabalho intitulado Anatomia duma Cidade Gaúcha de Fronteira . Este recurso permitirá ao autor uma longa digressão de quase duzentas páginas, que corresponde à primeira parte do romance, intitulada Antares , na qual se encontra narrada a origem da cidade, sua formação social, sua estrutura física e curiosidades a respeito dos moradores. É nesta ocasião que Érico Veríssimo introduz o maior número de dados históricos do Brasil, com seus sucessivos governos, suas ditaduras, golpes, presidentes populistas e. violências várias. A intenção de Érico Veríssimo parece ser a de demonstrar que a ditadura civil-militar, vivida por ele em parte num auto-exílio, era uma conseqüência lógica de um país pouco afeito às tradições democráticas.
A segunda parte do livro, emblematicamente iniciada no dia 11 de dezembro de 1963, ou seja, no último mês antes do ano do golpe militar (abril de 1964), é intitulada O Incidente e ocupa pouco menos de trezentas páginas. A trama aí desenvolvida pode ser assim resumida: num mesmo dia, sexta-feira, 11 de dezembro, sete pessoas sem nenhuma relação umas com as outras e pertencentes às diversas classes sociais da cidade morrem. Por conta de uma greve geral, os corpos ficam insepultos, o que leva os mortos a se levantarem e exigirem um sepultamento digno. A situação leva o caos à cidade, principalmente porque, como uma forma de pressionar as autoridades, os mortos decidem ir à praça pública e relatar todos os podres da cidade. Esta caminhada dos mortos do cemitério ao coreto da cidade é descrita como parecendo, ora um bloco de carnaval em dezembro (p. 256 e 257), ora uma marcha . Ao caos provocado pela presença dos mortos, o narrador adiciona: uma súbita invasão de ratos na cidade, um calor infernal e um isolamento geral causado pela greve. Ao final, os corpos são sepultados, a paz retorna à cidade e o fato é abafado pelo governo, que pretende fazer crer que tudo fora o resultado de uma histeria coletiva. O romance tem como seu epílogo uma nota feita sete anos após o incidente , que resulta como um comentário de roda-pé do escritor à situação do Brasil, representado no microcosmo de Antares. Reproduzo abaixo o último capítulo do livro na íntegra (Capítulo CII):
A julgar pelas aparências, pelo seu progresso material visível a olho nu - novas indústrias e casas de comércio, mais ruas asfaltadas, serviços públicos melhores - Antares é hoje em dia uma comunidade próspera e feliz .
Como, porém, nada é perfeito neste mundo, às vezes na calada da noite vultos furtivos andam escrevendo nos seus muros e paredes palavras e frases politicamente subversivas, quando não apenas pornográficas.
Os dedicados guardas municipais, sempre alerta, dão-lhes caça dia e noite. Numa destas últimas madrugadas, abriram fogo contra um estudante que, com broxa e pixe, tinha começado a pintar um palavrão num muro da Rua Voluntários da Pátria. Na calçada, no lugar em que o rapaz caiu, ficou uma larga mancha de sangue enegrecido, na qual a imaginação popular - talvez sugestionada por elementos da esquerda - julgou ver a configuração do Brasil. (É assim que nascem os mitos).
Cedo, na manhã seguinte, empregados da prefeitura vieram limpar a calçada dessa feia mácula, e quando começaram a raspar do muro o palavrão, aos poucos se foi formando diante deles um grupo de curiosos.
Aconteceu passar por ali nessa hora um modesto funcionário público que levava para a escola, pela mão, o seu filho de sete anos. O menino parou, olhou para o muro e perguntou:
- Que é que está escrito ali, pai?
- Nada. Vamos andando, que já estamos atrasados...
O pequeno, entretanto, para mostrar aos circunstantes que já sabia ler, olhou para a palavra de piche e começou a soletrá-la em voz muito alta: " Li-ber... ".
- Cala a boca, bobalhão! - exclamou o pai, quase em pânico. E, puxando com força a mão do filho, levou-o quase de arrasto, rua abaixo. 2
Não há, portanto, nenhuma menção direta ao "incidente". Contudo, funcionando como um adendo ao tema do romance, o último capítulo, com muito de panfletário e de libertário, funciona como uma chave de leitura a mais para a narrativa de Érico Veríssimo. Creio que o capítulo reproduzido seja, por si, auto-explicativo. Chamo apenas a atenção para o fato de serem sete os mortos insepultos, terem se passado sete anos desde o "incidente" e o menino que tenta ler o "palavrão" ter sete anos. O número sete é bastante conhecido dentro da cultura ocidental e representa a completude, só referendável a Deus 3. Érico Veríssimo parece estar afirmando que há uma verdade que se pretende abrangente e completa na sua narrativa: por detrás das aparências progressivas no campo econômico, o governo civil-militar esconde um mundo subterrâneo: violento, proibido e minimamente punível. Sobretudo, tal mundo subterrâneo não é algo radicalmente fora do mundo percebido como realidade, mas parte constitutiva deste. Essa percepção literária de Érico Veríssimo foi partilhada pelos autores de Brasil: Nunca Mais , conforme se percebe neste excerto:
De outro lado, o país vive a fase do "milagre econômico", dos projetos de impacto e das obras faraônicas, como a ponte Rio-Niterói e a rodovia Transamazônica, num clima de ufanismo insuflado pela propaganda oficial, com a imprensa amordaçada pela censura. A inoperância da atividade partidária legal traz, como resultado, o desinteresse popular pelas eleições que ocorrem no período. Nas eleições de novembro de 1970 para a renovação do Congresso Nacional, por exemplo, a soma das abstenções, votos brancos e nulos atinge a 46% do total de eleitores inscritos.
Até o final do mandato de Médici, seguirá crescendo a imagem do Brasil no Exterior como um país de torturas, perseguições, exílios e cassações. 4
Érico Veríssimo está, como inicialmente indiquei, fazendo ficção tendo como pano de fundo dados históricos bem concretos. Contudo, todos os dados mencionados - e coloco-os como ilustração, visto que não estou fazendo um aprofundamento crítico literário de Incidente em Antares - prestam-me como uma prova a mais do ambiente cultural e político no qual a obra de Franz Kafka chegou ao Brasil. Pois a época da publicação da obra de Érico Veríssimo coincide com o período amplo no qual a obra de Kafka foi sistematicamente traduzida no Brasil. No caso do romance de Érico Veríssimo, a referência a Kafka é explícita e permite uma série de relações com as quais me deterei de maneira mais aprofundada.
Kafka de bombachas
Érico Veríssimo menciona leitores de Kafka pela primeira vez no romance, na edição que utilizo, na página 160. Mas ali nada de mais é dito sobre o autor tcheco. A referência de peso a Kafka é feita na página 454, quando o autor introduz o leitor no Kafé Kafka , um porão que imita uma 'cave' existencialista parisiense 5. Neste Kafé , formado exclusivamente por doze membros 6, que são, segundo o narrador, estudantes ricos e esnobes, Érico Veríssimo ironiza os intelectuais, seres enfastiados, que se julgariam acima dos mortais e que sempre teriam a palavra definitiva para explicar os acontecimentos. Sobre o "incidente", assim se expressa um dos membros do grupo:
- Sim, porque a coisa toda não passou da paródia dum conto gótico... Antares é um caso perdido. Podendo ter sido cenário de uma novela kafkiana de boa qualidade, contentou-se com um Edgar Poe de terceira ordem. 7
Érico Veríssimo parece estar parodiando os intelectuais que, no afã de serem vistos como eruditos, vão citando autores consagrados. Neste capítulo, inclusive, os membros do grupo afirmam que só haveria salvação na literatura do século XX com Marcel Proust, Franz Kafka e James Joyce. Apesar da paródia, há elementos na narrativa que permitem o intercruzamento com a obra kafkiana pois se, por um lado, a experiência vivida pelos habitantes de Antares pareceu um Edgar Poe de terceira ordem , por outro, Érico Veríssimo utilizou uma técnica narrativa próxima da utilizada por Franz Kafka. Além disso, os fatos narrados permitem uma abordagem temática que, em vários aspectos, apontam para as obras do autor tcheco.
Do ponto de vista da técnica narrativa, Érico Veríssimo divide sua trama, conforme mencionei, em duas partes. Na primeira, intitulada Antares , há um caráter documental claro, explicitado pelas datas, dados históricos - vultos da política brasileira e eventos marcantes -, mas, principalmente, o narrador recorre ao recurso do documento científico universitário para dar um sabor mais cientificista para sua narrativa. O narrador brinda seus leitores, já no primeiro parágrafo do romance, com informações paleontológicas que situam Antares num ambiente antediluviano. A narração é feita com uma seriedade atroz, mas por detrás das descrições minimalistas o que sobra é uma tremenda ironia. A narrativa minimalista é aqui, kafkianamente, discreta, como se fosse a coisa mais natural do mundo começar uma narrativa a partir da origem absoluta, do ponto zero. Logo em seguida, o narrador abandona a digressão e parte para os primeiros registros históricos de Antares, tudo documentado por Gaston Gontran d'Auberville, no seu livro naturalista francês Voyage Pittoresque au Sud du Brésil (1830-1831) . Assim, o leitor é conduzido pela mão hábil do narrador, mesclando dados históricos com dados críveis. Ao final da primeira parte do livro, o leitor já é vítima da narração engendrada para confundir: o que é história? O que é registro? O que é ficção? Neste sentido, Érico Veríssimo presta contas literárias a dois vultos: Fernando Pessoa com seus heterônimos e Jorge Luiz Borges, ambos criadores do fascinante lusco-fusco literário, onde a realidade ficcionada é tão fantasiosa quanto é verdadeira a ficção realista.
Contudo, tocando de fato o universo kafkiano está a segunda parte do livro, intitulada O Incidente . A própria escolha do título é interessante, vejamos como o termo é definido no dicionário Houaiss:
substantivo masculino
2 evento, fato que sobrevém no transcurso de um acontecimento principal
2.1 acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar esperado e normal de uma ação e provoca uma interrupção sentida ger. como inconveniente
2.2 dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta
2.3 Rubrica: termo jurídico.fato suscitado no desenrolar do processo que a ele fica vinculado como questão acessória, dependendo de decisão judicial
O incidente ocorrido é, no livro, apresentado como uma dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação. De fato, a trama que se insere numa realidade histórica ampla, iniciada em tempos imemoriais quando a geografia de Antares foi definida e que culmina com uma geografia humana situada historicamente no final da década de setenta, não modifica os rumos das coisas: a ditadura dos poderosos impõe a verdade de que o "incidente" não foi mais do que uma histeria coletiva, à la Poe . Dentro de um linguajar caro aos estudos kafkianos, o "incidente" insere-se como um "fato suscitado no desenrolar do processo", processo colocado em movimento e que, independentemente de qualquer intervenção por mais estranha que seja, não deixará de seguir o seu rumo, neste caso o processo ditatorial instaurado no Brasil em abril de 1964, ou seja, pouco menos de cinco meses depois de o "incidente" ter acontecido.
O uso do termo incidente é, então, um modo de o narrador apresentar um evento estranhíssimo com um quê de natural. Neste sentido, ele acompanha o narrador kafkiano que nomeia os seres de maneira a desnaturalizar o natural, causando estranhamentos que levam o leitor a refletir sobre o que é natural e o que não é. Como em Die Verwandlung , quando o anti-herói Gregor Samsa acorda transformado - termo mais corriqueiro do que metamorfoseado - num inseto e tudo no que consegue pensar é que isso vai atrasá-lo na sua chegada ao serviço.
É esse o grande toque kafkiano na obra Incidente em Antares : a apresentação de um evento que tem tudo de fantástico, como um corriqueiro incidente de percurso. Os mortos levantam-se para exigir um sepultamento, mas nada é explicado sobre o processo de passagem da mudez mórbida da morte, para uma capacidade, ainda mórbida, de comunicar suas vontades. Nem eles se espantam com o fato de serem mortos-"vivos", apenas se indignam com o fato de não terem sido enterrados. Eles narram as formas como morreram, falam de suas revoltas de vivos, mas não discorrem sobre o grande mistério: como eles voltaram à vida?
Corroborando este aspecto kafkiano, a reação da população à procissão de mortos e às suas manifestações acompanha a reação dos próprios mortos: num primeiro momento eles se espantam, mas o choque é menos pelo fato de eles serem mortos que andam e falam e mais pelo que eles têm a revelar sobre os podres dos moradores da pequena cidade. Inclusive, esta percepção merece um adendo: os mortos, com seu fedor putrefato, são menos podres, segundo a narrativa feita, que os moradores respeitáveis ou vultos célebres da cidade.
O painel geral que apresentei pretendeu mostrar o quanto o narrador de Érico Veríssimo aproximou-se do narrador kafkiano, mas o escritor gaúcho quis deixar marcas de Franz Kafka bem mais explícitas no texto, conforme ilustrei anteriormente e sistematizo a seguir:
1) A primeira menção a Kafka no livro é feita na página 160, quando são mencionados alguns leitores da obra do autor tcheco na cidade de Antares:
Temos uns meninos que estudam em Porto Alegre ou São Paulo, bebem uísque Chivas Regal, dizem que lêem Proust e Kafka. 8
2) O jornalista que fotografa os mortos (vê a realidade), mas não consegue revelar nas suas fotos o que ele viu é tcheco (p. 451), a mesma nacionalidade de Franz Kafka. A ironia do narrador aqui expõe o realismo de Franz Kafka como um mundo enclausurado dentro da sua mente, praticamente incomunicável, tal como a incapacidade do fotógrafo de, com sua arte, expor o que os seus olhos viam;
3) O Kafé Kafka é o clube já mencionado e corresponde tanto ao supra-sumo da ironia do narrador de Érico Veríssimo, como a uma "forçada de barra" do escritor que insere na sua narrativa o escritor Franz Kafka de maneira explícita, obrigando o leitor a fazer a ponte entre a narrativa feita e o universo de Franz Kafka. Além disso, há um encontro entre o fotógrafo tcheco e alguns membros intelectuais no próprio Kafé Kafka .
De uma forma menos explícita, os temas abordados por Érico Veríssimo são também trabalhados por Franz Kafka em algumas de suas narrativas: 1) A burocracia administrativa que emperra o sistema e impede que os mortos sejam sepultados; 2) O uso da tortura pelas forças de segurança; 3) A inocência do morto que fora torturado; 4) Uso da expressão: "métodos especiais" em lugar de tortura, como um modo de re-nomear o já conhecido 9 ; 5) A descrição minuciosa do abjeto, no caso o estado putrefato dos mortos;
6) Os culpados para o sistema repressor o são pelo simples fato de sobre eles recair uma mínima suspeita de serem comunistas.
Encerrando, o texto de Érico Veríssimo possui um colorido muito maior do que as fantasmagorias kafkianas, visto que as descrições do narrador são mais expansivas, as reações dos personagens são menos comedidas, o horror da estrutura é dissecado, por vezes, panfletariamente e há uma busca de situar geográfica e historicamente a narrativa de maneira clara e restrita, realidade impensável nas narrativas de Kafka que lembram fábulas imemoriais e desterradas.
Contudo, Érico Veríssimo utiliza em vários momentos da narrativa, conforme demonstrei, estruturas e situações que remetem à literatura kafkiana. Ou seja, as fantasmagorias literárias de Franz Kafka, que penetraram timidamente a década de quarenta e que invadiram ostensivamente o território brasileiro na década de sessenta, já produziam seus efeitos (ou estragos) na literatura do Brasil. É claro, porém, que Franz Kafka foi aclimatado: no lugar dos eventos discretos kafkianos, ocorridos em quartos escuros, no seio sagrado da família burguesa e nos porões escondidos, Érico Veríssimo expõe a condição kafkiana de seus personagens numa procissão no meio da rua, cuja apoteose se dá no coreto, referência central de qualquer cidade do interior brasileiro. Dito em outras palavras, em Franz Kafka os "incidentes" ocorrem sob os escombros burocráticos da fria Boêmia e em Érico Veríssimo, os incidentes ocorrem numa avenida carnavalizada do quente Brasil tropical - ainda que o carnaval esteja acontecendo em dezembro e em alguma fronteira do Rio Grande do Sul.
Arquidiocese de São Paulo. Brasil: Nunca Mais - Um relato para a História . 2ª edição. Vozes, Petrópolis, 1985, p. 63.
VERÍSSIMO, Érico. Incidente em Antares . 8ª edição. Editora Globo, Porto Alegre, 1973, p. 484-485.
A besta do Apocalipse é 666 (Ap. 13, 18), ou seja, um número que quer, repetindo-se, chegar o mais próximo possível da perfeição, Deus, que pode ser representado com o número sete. Além disso, o sete possui em si a soma de tudo que há de perfeito: quatro são os elementos da natureza (terra, água, fogo e ar) e três é o número da completude do Deus cristão (Pai, Filho e Espírito Santo).
Arquidiocese de São Paulo. Brasil: Nunca Mais - Um relato para a História . 2ª edição. Vozes, Petrópolis, 1985, p. 63.
VERÍSSIMO, Érico. Incidente em Antares . 8ª edição. Editora Globo, Porto Alegre, 1973, p. 454.
Doze é um outro número pleno de referências de referências bíblicas: doze eram as tribos de Israel e doze eram os apóstolos, ou seja, um grupo em fase de aprendizado com o Mestre.
VERÍSSIMO, Érico. Incidente em Antares . 8ª edição. Editora Globo, Porto Alegre, 1973, p. 454.
VERÍSSIMO, Érico. Incidente em Antares . 8ª edição. Editora Globo, Porto Alegre, 1973, p. 160.
Vale ainda conferir o texto "Alguns procedimentos discursivos", de Fiorin, no qual o lingüista analise opções vocabulares do governo militar e a função destas: FIORIN, José Luiz. O regime de 1964: Discurso e Ideologia . Editora Atual, São Paulo, 1988, p. 125-132.