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A (des)construção de imagens coloniais na obra de Jamaica Kincaid
Décio Torres Cruz e Lívia Maria Bastos Vivas (UFBA/UNEB)

Na obra da escritora caribenha Jamaica Kincaid, imagens coloniais são construídas e desconstruídas através do discurso pós-colonial e da conseqüente tentativa de reescrita da história. No livro A Small Place , podemos constatar os efeitos que restaram da dominação inglesa em Antígua, uma pequena ilha do Caribe.

A geografia e a história possuem um papel de extrema importância na prática literária pós-colonial, pois a história particular dos autores se mescla com a história e geografia de suas ilhas nativas. Este fato é importante para entendermos melhor a extensão da complexa relação entre a história pessoal dos autores e a geografia e a história desses paraísos subtraídos.

Em A Small Place [ Um pequeno lugar ], a autora descreve a sua terra natal, destaca as belezas naturais da região e aborda os aspectos físicos e históricos (desde a época colonial até os dias atuais) e também os aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos.

Na primeira parte do livro, Antígua é apresentada como um lugar de extrema beleza, principalmente para turistas que desembarcam no local pela primeira vez para passar alguns dias. Através de um tom bastante conversacional, apropriado dos guias e relatos de viagem, a autora tece a sua ironia desconstrutora desse tipo de narrativa:

As your plane descends to land, you might say, What a beautiful island Antígua is - more beautiful than any of the other islands you have seen . . . (KINCAID,1988:3). 1

 

Ao longo do livro, Kincaid traça um paralelo entre o que há de bom e ruim na pequena ilha, descrevendo a beleza das praias, sua vegetação, o clima, a culinária etc.:

(...) but they were much too green, much too lush with vegetation, and rain is the very thing that you, just now, do not want, for you are thinking of the hard and cold and dark and long days you spent working in North America (or, worse, Europe), earning some money so that you could stay in this place (Antígua) where the sun always shines and where the climate is deliciously hot and dry for the four to ten days you are going to be staying there; (KINCAID,1988:4). 2

 

Ao mesmo tempo em que descreve a ilha em um tom de guia turístico, a autora intercala, em seu texto, críticas vorazes a sua herança colonial, como o fato de Antígua ter sido durante muito tempo colônia da Inglaterra, o que ocasionou sua dependência em relação a esse país. Utilizando-se de uma referência literária colonial inglesa e parodiando uma famosa frase da peça Macbeth ["Is this a dagger I see before me?"] 3, ela tece a sua crítica às "favelas de império", como o poeta Derek Walcott classificou o Caribe pós-império:

Is the Antigua I see before me, self-ruled, a worse place than what it was when it was dominated by the bad-minded English and all the bad-minded things they brought with them? (KINCAID, 1988:41). 4

 

Critica também a escravidão dos nativos de Antígua que permaneceram muito tempo como servos. Esta crítica aparece tanto no texto como nas ilustrações do livro, incluindo a sua capa. O fato de a escravidão ser uma obsessão temática na poética local é também criticada pela autora:

(...) reciting poems they had written about slavery - there is an appropriate obsession with slavery - and generally making asses of themselves. (KINCAID,1988:43). 5

 

Outro fato que a autora ressalta em sua obra é o analfabetismo de quase toda a população jovem de Antígua. Kincaid critica não só o sistema de ensino como também o modo como os falantes utilizam a língua inglesa, o que demonstra a ambigüidade do seu discurso e parece contradizer a proposta do discurso pós-colonial como defensor de uma língua com a cor local. Sua crítica da fala do povo, que se difunde na mídia, como se o inglês "fosse uma sexta língua" em vez da língua nativa, causa estranheza ao modo como ela experiencia sua própria cultura, como se ela fosse uma professora colonialista para quem os falantes são aprendizes incompetentes e "burros" que não sabem ao menos responder questões simples sobre eles mesmos. Assim, inconscientemente, ela nos revela e assume a postura hegemônica em relação a uma cultura que nega a sua própria subjetividade através de uma gramática distorcida que visa denunciar essa própria negação da subjetividade imposta pela herança colonial. O que poderia ser considerado uma forma de resistência à norma culta imposta pelo centro colonizador passa a ser tratado como uma falta de assimilação daquilo que é imposto como elemento de poder, sendo a educação e a língua seu maior representante. Além disso, a autora tece sua crítica à nova forma de colonialismo, o neo-colonialismo americano que, segundo ela, substitui o "lixo" inglês da sua geração, com a diferença de que pelo menos a sua geração dominava a língua imperial, agora distorcida pela nova geração que ela considera "burra":

In Antigua today, most young people seem almost illiterate. On the airwaves, where they work as news personalities, they speak English as if it were their sixth language. (...) What surprised me most about them was not how familiar they were with the rubbish of North America - compared to the young people of my generation, who were familiar with the rubbish of England - but unlike my generation, how stupid they seemed, how unable they were to answer in a straightforward way, and in their native tongue of English, simple questions about themselves. (KINCAID,1988:43-44) 6

 

Kincaid também critica o atual sistema político, classificado como corrupto pela população da ilha. Através dos comentários sobre a corrupção governamental, aparece implícita uma crítica à corrupção lingüística através das formas pronominais "them", uma forma oblíqua utilizada pelo povo como pronome referente ao sujeito, e a forma singular da palavra "thief" ["ladrão"] usada no plural em vez de "thieves":

The government is corrupt. Them are thief, them are big thief (KINCAID, 1988:41). 7

 

Kincaid tece duras críticas a todos os sistemas pós-coloniais, deixando entrever uma certa nostalgia pelo período colonial. Assim, ela não poupa a educação pós-colonial, que ela denomina de "má", recebida pelas jovens bibliotecárias (KINCAID, 1988:43), o sistema de saúde de Antígua, repleto de médicos em quem nenhum habitante confia (KINCAID, 1988:8), e o precário sistema de esgotamento sanitário onde toda água suja é lançada ao mar por não haver um sistema apropriado de esgotamento sanitário (KINCAID, 1988:14). Ela também refere-se ao racismo que ainda hoje é bastante predominante na região ao mencionar um clube que se declarou "privado" e os únicos nativos (negros) que são permitidos entrar lá são os empregados (KINCAID, 1988:27).

Kincaid demonstra uma nostalgia pelo passado colonial ao afirmar que a história de Antígua era diferente antes da condição pós-colonial atual, como se de certa forma ela sentisse a falta da colonização inglesa. Justificando as mudanças ocorridas devido à passagem do tempo e ao jeito diferente das pessoas, o seu discurso torna-se ambíguo, parecendo sentir falta da condição colonial que ela própria critica:

The Antigua that I knew, the Antigua in which I grew up, is not the Antigua you, a tourist, will see now. That Antigua no longer exists. That Antigua no longer exists partly for the usual reason, the passing of time... (KINCAID, 1988:23). 8

 

Ao mesmo tempo que critica a sua cidade, Kincaid também é implacável não só com os habitantes locais, mas também com os turistas. Ela fala da estranheza que os turistas sentem ao chegar num local desconhecido e da inveja que os nativos sentem da capacidade destes de deixar suas próprias banalidades e chatice:

(...) so when the natives see you, the tourist, they envy your ability to leave your own banality and boredom (...) (KINCAID, 1988: 19). 9

 

O tom do relato deste livro, escrito na forma parodiada de guia de viagem, ajuda-nos a perceber de que maneira a literatura pode influenciar positiva ou negativamente no turismo de uma determinada localidade.

O tom de crítica ao estado pós-colonial do livro parece ser totalmente desconstruído em outro texto da autora. No texto "On Seeing England For The First Time", podemos ver os resquícios deixados pela colonização inglesa e de que forma isto influenciava os habitantes locais da ilha colonizada. Através da visão de uma pessoa adulta, ao lembrar fatos e acontecimentos da infância, sob a perspectiva que possuía enquanto criança, Jamaica Kincaid afirma, no referido texto, que a primeira vez que viu a Inglaterra foi na escola onde estudava e, através do mapa, este país parecia muito especial, como uma linda jóia que pousava sobre o mapa de forma gentil e delicada:

When I saw England for the first time, I was a child in school sitting at a desk. The England I was looking at was laid out on a map gently, beautifully, delicately, a very special jewel . . . and only special people got to wear it. . . . (KINCAID, 1983: 32) 10

 

Essa imagem, no entanto, é logo desconstruída em seguida, pois a jóia rara revela-se algo banal em sua semelhança com uma perna de carneiro, embora essa semelhança não pudesse ser revelada para não destruir a imagem idealizada do mito como fonte de adoração.

Kincaid descreve a imagem que lhe era passada da Inglaterra como um ser sublime que "pousava em uma cama do céu azul - o fundo do mapa", cuja "forma amarela misteriosa, embora parecesse uma perna de carneiro, não podia parecer realmente com nada tão familiar como uma perna de carneiro porque era a Inglaterra - com tons de rosa e verde diferentes de qualquer tom de rosa e verde que [ela] já havia visto antes", com "veias serpenteantes de vermelho correndo em todas as direções". Apesar de ser "uma jóia especial", "somente pessoas especiais conseguiam usá-la", as "pessoas inglesas" (KINCAID, 1983: 32).

A autora se aproveita desta imagem para desvelar as reais intenções do imperialismo britânico, cuja cultura foi imposta em todos os locais onde os representantes do império estivessem, ao afirmar que os ingleses usavam bem essa jóia e "a usavam aonde quer que fossem: nas selvas, nos desertos, nas planícies, no topo das montanhas mais altas, sobre todos os oceanos, sobre todos os mares, nos lugares onde eles não são bem-vindos, em lugares onde eles nunca deveriam ter estado" (KINCAID, 1983: 32).

A Inglaterra é descrita com bastante ironia, nas lembranças que ficaram encravadas em sua mente do modo como sua professora dos tempos de escola apresentava este país como uma fonte de mitos, de onde os alunos tirariam o senso de realidade e o senso do que teria sentido ou não. Tornada algo sagrado, a própria geografia se revela como matéria a serviço da ideologia imperialista, na voz de uma professora que impõe a sua própria veneração do centro colonial estrangeiro com "autoridade, seriedade e adoração" como se estivesse a falar de uma cidade sagrada para qual só iriam aqueles que se comportassem bem e não se insurgissem contra os ditames imperiais. Assim, Kincaid denuncia aquilo que as crianças em período de formação escolar eram forçadas a aprender: que o centro colonial deveria ser a fonte do mito sagrado de onde deveria ser retirado toda a forma de comparação e de senso de realidade, do que era significativo e do que não era significativo, sendo que as suas vidas e o seu país deveriam assumir aquele estado de insignificância diante do poderio imperial político e cultural da Inglaterra, criando, naqueles corações e mentes infantis, a idéia de sua própria insignificância perante o mundo do "Outro", trazendo à tona um forçado apagamento da identidade e da cultura nativas:

When my teacher had pinned this map up on the blackboard, she said, "This is England " - and she said it with authority, seriousness, and adoration, and we all sat up. It was as if she had said, "This is Jerusalem , the place you will go to when you die but only if you have been good." We understood then - we were meant to understand then - that England was to be our source of myth and the source from which we got our sense of reality, our sense of what was meaningful, our sense of what was meaningless - and much about our own lives and much about the very idea of us headed that last list. (KINCAID, 1983: 32) 11

 

A grandeza do "Outro" se expressa em tudo que circunda a vida da autora, revelando a imposição cultural de hábitos e costumes que contrastam e se chocam com a realidade local, onde até mesmo a idéia da refeição matinal e seus constituintes são estrangeiros e importados, estampados com a inscrição Made in England ["Feito na Inglaterra"], que de tão ubíqua só faltava se impor nas coisas naturais como o mar, o céu, e o ar que os nativos respiravam. Assim, produtos de uso geral, como gêneros alimentícios, vestimentas, e outros artigos chegavam sempre a Antígua com o selo de fabricação inglesa, ou seja, tudo que vinha da Inglaterra cercava o dia-a-dia das pessoas, com exceção da natureza em volta:

At the time I was a child sitting at my desk seeing England for the first time, I was already very familiar with the greatness of it. Each morning before I left for school, I ate a breakfast of half a grapefruit, an egg, bread and butter and a slice of cheese, and a cup of cocoa . . . The very idea of the meal itself, breakfast, and its substantial quality and quantity was an idea from England; we somehow knew that in England they began the day with this meal called breakfast and a proper breakfast was a big breakfast. No one I knew liked eating so much food so early in the day; it made us feel sleepy, tired. But this breakfast business was Made in England like almost everything else that surrounded us, the exception being the sea, the sky, and the air we breathed (Kincaid, 1991, 32). 12

 

A autora relata que crescera num mundo rodeado de produtos e hábitos ingleses, apesar de nunca ter ido à Inglaterra naquela época. Finalmente, quase no final do texto, ela retrata a experiência de ter ido à Inglaterra pela primeira vez, onde ela parecia ver aquilo tudo sobre o qual havia lido e estudado no passado, se perguntava quem eram aquelas pessoas e aquele país que a "forçavam a pensar" que seu mundo era incompleto ou sem substância ou importância porque não era a Inglaterra, e que a "forçavam" a pensar neste país o tempo todo (KINCAID, 1983: 40). Assim, de modo mais contundente do que em A Small Place , ela descreve a sua raiva e decepção e aponta várias críticas negativas em relação "aquele país e ao seu povo" (KINCAID, 1983: 40).

A partir dos fatos expostos no texto, podemos perceber a influência que a colonização inglesa exerceu sobre o Caribe, a exemplo da pequena ilha de Antígua, nos níveis político, econômico e social. Tanto no livro A Small Place , quanto no texto On Seeing England For The First Time , Kincaid fala dos vários aspectos negativos pelos quais Antígua passou ao longo de todos os anos em que foi colônia da Inglaterra.

A literatura é um dos meios através dos quais podemos perceber um discurso de revolta em relação aos ditames e desmandos da história oficial. As obras desta autora ressaltam as muitas marcas deixadas nos corações e mentes da população de Antígua, marcas coloniais que, ao atravessarem diferentes gerações, deixaram não somente barreiras ao progresso econômico, social e cultural da ilha, mas também um complexo de inferioridade e negação do sujeito. Através da posição de subalternidade imposta, o sujeito colonial assimilou tanto a cultura do outro que chega a sentir falta de imagens do império, mesmo nos discursos que visam a desconstruir essas mesmas imagens.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

CRUZ, Décio, 1998. Fragmentação e perda de identidade na literatura caribenha:

condição (pós) moderna ou (pós) colonial? Estudos Lingüísticos e Literários .

Salvador, Programa de Pós-Graduação em Letras e Lingüística da UFBA, no. 21-22, p. 129-148.

KINCAID, Jamaica , 1991. On Seeing England for the First Time. Transition .

Oxford Univ. Press, v. 51.

KINCAID, Jamaica , 1981 A Small Place . New York , Penguin Books.

HULME, Peter, 1992. Colonial Encounters: Europe and the Native Caribbean 1492-1797 .

London , Routledge.

WALCOTT, Derek, 1993. Collected Poems: 1948-1984 . New York : Farrar, Straus &

Giroux.

WILLIAMS, Patrick, e CHRISMAN, Laura (edit.), 1994. Colonial Discourse and Post-

Colonial Theory: A Reader . New York , Columbia Univ. Press.

 

Notas:

Tradução: Enquanto seu avião desce à terra, você poderia dizer: Que ilha bonita é Antígua - mais bonita do que todas as ilhas que você já viu.

Tradução: "(...) mas elas eram verdes demais, com uma vegetação demasiadamente luxuriante, o que indicava para você, o turista, que eles tinham bastante chuva, e chuva é a coisa que você, neste momento, não quer, pois você está pensando nos longos dias difíceis e frios e escuros que você passou trabalhando na América do Norte (ou pior, na Europa), juntando algum dinheiro para que você pudesse ficar neste lugar (Antígua) onde o sol sempre brilha e onde o clima é deliciosamente quente e seco durante os quatro a dez dias que você vai ficar por lá."

Tradução: "É isto uma adaga que vejo diante de mim?" (SHAKESPEARE, W. Macbeth . II.i.).

Tradução: "É a Antígua que vejo diante de mim, autogovernada, um lugar pior do que o que ela era quando era dominada pelos mal-intencionados ingleses e todas as coisas más intencionadas que eles traziam consigo?

Tradução: "(...) recitando poemas que eles haviam escritos sobre escravidão - há uma obsessão apropriada com a escravidão - e geralmente eles se passam por asnos."

Tradução: "Na Antígua de hoje, a maioria das pessoas jovens parecem quase analfabetas. Nas estações de rádio onde eles trabalham como personalidades do noticiário, falam inglês como se fosse a sua sexta língua (...) o que mais me surpreendeu sobre eles era não quão familiarizados eles estavam com o lixo da América do Norte - comparado com os jovens da minha geração que eram familiarizados com o lixo da Inglaterra - mas, diferentemente da minha geração, quão burros eles aparentavam, tão incapazes de responder de um modo direto, e em sua língua inglesa nativa, questões simples sobre eles mesmos."

Tradução: "O governo é corrupto. Eles é ladrão, eles é uns grande ladrão."

Tradução: "A Antígua que eu conheci, a Antígua na qual cresci, não é a Antígua que você, um turista, verá agora. Aquela Antígua não mais existe, parcialmente pela razão usual, a passagem do tempo."

Tradução: "(...) assim, quando os nativos o vêem, o turista, eles invejam a sua habilidade de deixar a sua banalidade e chatice (...)"

Tradução: "Quando vi a Inglaterra pela primeira vez, eu era uma criança na escola, sentada em uma carteira. A Inglaterra para qual eu olhava estava gentilmente delineada em um mapa, gentilmente, elegantemente, delicadamente: uma jóia muito especial ... e somente pessoas especiais poderiam usá-la."

Tradução: "Quando minha professora colocou o mapa no quadro-negro ela disse: - Essa é a Inglaterra! - e disse com autoridade, seriedade, e adoração, e todos nós nos sentamos. Era como se ela tivesse dito: - Esta é Jerusalem, o local onde vocês irão quando morrerem, mas somente se vocês forem bonzinhos! Entendemos então - tínhamos que entender então - que a Inglaterra era para ser a nossa fonte de mito e a fonte da qual nós retiravamos o nosso senso de realidade, nosso senso do que era significativo, nosso senso do que era insignificante - e muito sobre as nossas próprias vidas e muito sobre a própria idéia do que nós éramos encabeçava aquela última lista."

Tradução: "Na época que eu era uma criança sentada em minha carteira vendo a Inglaterra pela primeira vez, eu já estava bem familiarizada com a sua grandeza . Cada manhã, antes de ir para a escola, eu tomava um breakfast de metade de um grapefruit , um ovo, pão e manteiga e uma fatia de queijo e uma xícara de chocolate . . . A própria idéia da refeição, breakfast , e sua qualidade e quantidade substanciais era uma idéia da Inglaterra; de certo modo, sabíamos que na Inglaterra eles começavam o dia com esta refeição chamada breakfast e um breakfast apropriado era um grande breakfast . Ninguém que eu conhecia gostava de comer tanta comida tão cedo de manhãzinha; fazia-nos sentir sonolentos, cansados. Mas este negócio de breakfast era Feito na Inglaterra como quase tudo o mais que nos cercava, a exceção sendo o mar, o céu e o ar que respirávamos."