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Vivendo além das fronteiras: O guarda-roupa alemão de Lausimar Laus
Márcia Fagundes Barbosa
Viver além das fronteiras é compartilhar um espaço marcado pela diferença, onde movimentos desruptivos entre o passado e o presente constroem um futuro. Os limites culturais, referenciados pelo modo de vida e os signos que abrange, são "violados" no além pelas diferenças sociais, temporais e, através de uma inquietação, são redefinidos. Essas experiências fronteiriças estão constantemente representadas no romance de Lausimar Laus através do movimento migratório germânico para o Vale do Itajaí. Centrada nos atos de rompimentos histórico e cultural, a narrativa de O guarda roupa alemão , é a própria expressão de uma reinscrição cultural. Cultura esta constituída no espaço híbrido ou no "terceiro espaço" 1.
O romance de Lausimar Laus retoma parte da história da cidade de Blumenau, colonizada por alemães a partir de 1850, preocupando-se com o registro de fatos históricos reais relativos ao contexto social e político dos primeiros cem anos da cidade. Esse período compreende a chegada dos alemães pioneiros, os quais deviam expulsar os índios e demarcar as terras, até a época da nacionalização imposta por Getúlio Vargas, quando a comunidade de origem alemã sofre grandes repressões. Além da preocupação com a realidade histórica, a autora explora, com muita propriedade, os conflitos culturais e identitários relativos à experiência da imigração, quando duas ou mais culturas devem conviver com suas diferenças e, a partir daí, estabelecer uma nova ordem simbólica para suas referências. Esses conflitos culturais incluem questões relativas à nação, à raça e ao gênero.
Os séculos XIX e XX foram marcados pelas grandes migrações da Europa para América. A imigração, como um evento não desejado voluntariamente, ocorre pela combinação de forças de expulsão do país de origem e de atração pelo país de destino. 2 O Brasil favorece a entrada de estrangeiros, no início do século XIX, através de uma política imigratória, visando a ocupação de terras devolutas, o estabelecimento de fronteiras territoriais, e por fim, o branqueamento da população, predominantemente mestiça e negra. O contexto histórico e econômico esclarece como os imigrantes alemães organizaram-se como uma comunidade com características próprias, destacando-se pelos hábitos, costumes e pelas instituições étnicas. A história da cidade de Blumenau é reconstituída através de um paralelo entre o texto de Lausimar Laus e a realidade histórica. O registro dos acontecimentos históricos na narrativa é uma preocupação constante da autora, por isso, as questões como a exploração das terras e os choques com os índios estão representados no romance. Através das lembranças de Homig, a história dos primeiros anos dos imigrantes vai sendo construída. O velho Ziegel, seu avó, aparece como colonizador pioneiro que participa da demarcação da colônia. Enquanto sua avó índia, Sacramento, é vítima dos choques entre os colonos e índios. As enchentes de 1880 e de 1911, as primeiras fábricas da região, a política regional e nacional e suas personalidades, a Guerra do Paraguai, a Segunda Guerra Mundial e, principalmente, o período de nacionalização imposto por Getúlio Vargas constroem o cenário do romance.
A partir do conhecimento das circunstâncias sociais e econômicas pertinentes ao processo de imigração como um todo, passa-se a pensar no sujeito imigrante e sua condição ambivalente e contraditória. A contradição, elemento imanente à condição do imigrante, está refletida em diversas dimensões da sua existência, seja ela espacial, cultural, lingüística ou sociológica. Alemanha e América, germânico e latino, línguas alemã e portuguesa, povos alemão e brasileiro (e outros povos) são alguns dos dualismos vividos pelos imigrantes alemães vindos para o Brasil entre os séculos XIX e XX. Valburga Huber trabalha com esses dualismos convergindo-os para um mais abrangente: esperança e saudade. 3 A força de trabalho é o princípio gerador da emigração, pois se desloca em busca de melhores condições de vida proporcionadas pelo trabalho. Essa condição determina-se na alteridade das contradições, pois se constrói através de constantes articulações culturais e identitárias, na qual o imigrante repensa e negocia sua cultura de origem frente a outras distintas. Este processo de "reaculturação" envolve questões a respeito de cultura e de identidade cultural.
A chegada dos bisavós de Homig em Blumenau, por volta de 1850, é o ponto inicial de uma transformação cultural, já que estes imigrantes trazem, junto com as bagagens, um sistema de referências e de representações simbólicas. O que acontece com esses sistemas quando deslocados geograficamente? Que posição de sujeito tomam esses imigrantes, portadores de uma identidade cultural já definida, quando em contato com outras identidades diversas? Para o desenvolvimento dessas questões, é preciso, primeiramente, trabalhar com os conceitos de cultura. A partir dessas abordagens busca-se determinar o descentramento dos sistemas culturais estabelecidos além das fronteiras como o movimento para a formação de uma nova cultura.
Raymond Willyams propõe uma concepção de cultura convergindo-a para um modo de vida globalizado, o qual envolve todas as formas de atividades sociais, assim como artísticas e intelectuais, num "sistema de significações". 4 É nesse sistema que está presente todo o modo de vida alemã trazido pelos colonizadores de Blumenau. O romance de Lausimar Laus articula constantemente as representações formadoras do sistema cultural alemão. São as descrições do modo de vestir, dos tipos de comida, de como lidam com o trabalho e com as organizações da sociedade, e, também, as referências à literatura e à música, com a quais se relacionavam.
J. B. Thompson faz uma abordagem mais antropológica sobre cultura, valorizando as formas simbólicas através das quais "os indivíduos comunicam-se entre si, partilham suas experiências, concepções e crenças". 5 Acredita, no entanto, que essas formas simbólicas são assimiladas de maneiras diferentes de um indivíduo para o outro, dependendo das posições que ocupam nos campos de interação socialmente estruturados. A cultura, então, no conceito proposto por Thompson, é o lugar onde as diferentes práticas sociais interagem em relações assimétricas de poder, envolvendo, dessa forma, tanto os valores e significados dos diferentes grupos sociais em momentos históricos determinados, como as tradições e práticas vividas, responsáveis pelo modo de expressão e incorporação dos símbolos desses grupos. Assim, pode-se pensar em Homig, no espaço e no tempo de sua vivência, como receptor e produtor dos valores e significados de um contexto sócio-histórico determinado: receptor das representações simbólicas da cultura alemã, mas, também, das culturas francesa e indígena. No seu tempo presente, com suas delimitações sociais, históricas e econômicas, Homig avança e produz novas relações culturais. Por exemplo, ao mesmo tempo em que se refere à verdade romântica de Goethe, literatura valorizada pelos seus avós alemães, almeja as ervas medicinais da avó índia para amenizar as dores da alma. Homig traz nas bases de sua formação identitária as combinações culturais de uma vivência simbólica ambivalente.
Uma terceira abordagem sobre o conceito de cultura, a partir de Terry Eagleton, discute a tensão entre cultura e natureza. Para o autor, a cultura é o natural transformado, cultivado pelo espiritual, pela humanidade. É o sujeito que se constitui e é constituído pela cultura. 6 A chegada dos bisavós de Homig na região de Blumenau, na segunda metade do século XIX, é o marco de uma nova cultura. Eles que, literalmente, cultivaram as terras selvagens, também, cultivam um novo sistema de representações, com bases nas tradições e num modo de vida que foi deslocado geograficamente. A partir de novas combinações culturais e da necessidade imposta pelo meio, determinado social e economicamente, esse modo de vida transforma-se, assim como seus valores e suas representações simbólicas.
O encontro de signos culturais diferentes reafirma identidades e abre espaço para a construção de outras que emergem do hibridismo. O descentramento de sistemas simbólicos, que afastados de suas referências recebem novos estímulos, provocam movimentos que partem primeiramente para o interior de cada cultura para depois romper suas fronteiras e delimitar outras novas. São culturas nacionalmente imaginadas 7 articulando identidades essenciais e expressivas entre diferenças culturais. Esse sujeito cultural, sujeito de classe, de raça, de gênero e de uma nação, negocia e traduz sua identidade na emergência de um "terceiro espaço" de representação. Esse sujeito traduzido fala o tempo todo em O guarda-roupa alemão , que através de seu discurso constitui o próprio processo de tradução cultural.
O romance traz significativos exemplos de identidades culturais desterritorializadas e cidadanias desvinculadas de nação. Como os alunos de Lula, brasileiros, descendentes de imigrantes que aprendem a língua portuguesa na escola.
Crianças, vocês nasceram em Blumenau, não foi? Os pais de vocês também, não é? Só os avós de vocês vieram de uma pátria distante chamada Alemanha. Vocês são BRA-SI-LEI-ROS. No dia seguinte, pergunto um por um: qual é o teu nome?
-Fritz.
-Tua idade?
-12 anos.
-O nome do teu pai?
-Hans Wetzel
-Onde foi que ele nasceu?
-Na ilhota.
-E tua mãe?
-Em Pomerode.
-E tu?
-Blumenau.
-Que é que tu és?
-Alemão. (p. 146-7)
A situação mostra sujeitos nascidos no Brasil que convergem sua nacionalidade para um lugar, o qual não conhecem, mas de onde vêm seus costumes e sua língua. Um lugar imaginado como nação. É um nacionalismo fundamentado no direito pelo sangue, um direito pela herança, pelo qual a língua parece ser o mais importante. Por isso, os alemães e seus descendentes em Blumenau, mesmo em território não alemão, continuam a responder por direitos e responsabilidades de sua terra ancestral. O nacionalismo e seus produtos culturais comungam através da língua, apesar de Benedict Anderson afirmar que a língua não é o símbolo de uma nação, mas o modo pela qual ela é imaginada. Por isso, a identidade cultural está estabelecida por laços imaginários de uma ordem lingüística unificada pela tecnologia de comunicações. Em O guarda-roupa alemão a presença da literatura trazida pelos imigrantes, assim como a circulação dos jornais em língua alemã, reforça a importância dessas tecnologias para a afirmação de identidades nacionais.
A diferença, o contato com o outro, é um elemento fundamental na construção da identidade nacional. Segundo Stuart Hall, as culturas nacionais não devem ser pensadas como sistemas unificados, mas como sistemas constituídos por divisões profundas calcadas em diferenças, sejam elas, étnicas, sociais ou culturais. 8 A diferença afirma identidades culturais, excluindo aquilo que não lhe diz respeito e dotando de significados seus sistemas simbólicos de representação. No romance de Lausimar Laus o encontro com as diferenças está constantemente representado. Lula, a professora brasileira, que chega de Itajaí para ensinar português em Blumenau, sente-se estrangeira em seu próprio país. Sua sensação de estranhamento frente ao outro, ao diferente, reforça a idéia que tem de si própria, afirmando sua identidade nacional.
Era preciso tomar contato com a família. Afinal, buscar emprego em outra cidade, equivalia a ter de adaptar-se inteiramente, isto é, acomodar-se não só aos primeiros embates das refregas, como e principalmente às estranhas maneiras de vida de uma cidade estranha. Estranha para mim. Os outros a elogiavam. Eu é que era muito brasileira, quer dizer, nascida quase de cablocos e nada entendia de modo de vida estrangeiro. (pág. 33-5)
Tomaz Tadeu da Silva entende a identidade e a diferença como produtos sociais e culturais, os quais são dependentes entre si e constituídos por uma "positividade (aquilo que sou) e uma negatividade (aquilo que não sou)". 9 As fronteiras culturais são construídas pela representação simbólica de uma cultura, a qual é toda a marca que estabelece a diferença.
A identidade nacional pode ser pensada também, a partir dos pontos de vista de Nina Schiller e Georges Fouron, como identidades raciais, pois se constituem a partir dos laços de sangue e da concepção biológica de cada povo. Appiah também discute as afinidades entre os conceitos de raça e nação. Para o autor, não existem raças, mas formas de nacionalismo calcadas nas tradições comuns entre os povos. Os traços morfológicos, como a cor da pele e o tipo de cabelo, estão, na verdade, sempre relacionados com "diferenças sutis de temperamento, crença e intenção, ela [a raça] atua como uma espécie de metáfora da cultura". 10
Nesse sentido, então, nacionalismo e racismo dialogam enquanto manifestações de um grupo etnicamente determinado pelas suas tradições. A raça é mais uma ordem de ligação entre os membros de uma comunidade, a qual tem, na verdade, seus fundamentos calcados nas diferenças culturais. Algumas passagens do romance abordam o racismo a partir do estigma: Brasileiro é sujo e transmite doenças. A cena da transfusão de sangue, realizada a muito custo, de um mulato brasileiro para uma alemã, simpatizante do Nazismo, ilustra bem esse tema. Outros exemplos podem ser retirados do romance de Lausimar Laus, tais como o casamento entre o alemão Klaus e a índia Sacramento, situação que causou divergências de opiniões entre os colonos, solicitando-se a interferência do Admistrador da Colônia para que o problema (o casamento inter-racial) fosse por vez resolvido. As diferenças culturais referentes à ordem, à limpeza e aos cuidados com a saúde, entre as duas sociedades, a alemã e a brasileira, revertem às distinções raciais, calcadas em características visíveis. De acordo com Appiah, é a raça biologizando a cultura.
A fronteira entre as duas nacionalidades que vivem em mesmo território está estabelecida. Essa fronteira, ao mesmo tempo em que reverte olhar do outro para o interior, também, o transforma e o amplia. É o espaço da intervenção, da negociação que movimenta e modifica as bases existenciais de cada grupo. A cultura desses imigrantes, deslocada territorialmente, perde o seu sustento de um sistema representativo e passa a receber novos impulsos (lingüístico, cultural, espacial, psicológico, econômico, etc.) que os levam a repensar seu passado, modificando seu presente e distanciando-se cada vez mais de sua terra ancestral, a qual caminha outro curso. É esse "entre-lugar" e "entre-tempo" o espaço e o momento da formação de culturas híbridas, como afirma Homi Bhabha. 11
Assim, os sujeitos imigrantes, mas também os índios e os caboclos, portadores de uma referência simbólica racial e cultural determinada, precisam negociar com as novas culturas, com as quais entram em contato. As marcas culturais, referentes às tradições, às linguagens e às histórias particulares, permanecem com esses sujeitos, porém as várias interconexões culturais que acontecem neste processo os tornam pessoas "traduzidas", pertencentes a dois mundos, habitantes de duas identidades culturais, "a falar duas linguagens culturais, a traduzir e a negociar entre elas" 12.
Homig, o homem que constrói toda a história da família a partir de lembranças que se cruzam no tempo, num tempo que cruza fronteiras constantemente, é resultado dessa cultura híbrida que se constitui na soma de distintas partes.
O romance O guarda-roupa alemão é em si mesmo a fala dessa cultura híbrida na busca da identidade cultural. Identidade esta que abriga intersecções relativas ao gênero, ao lugar e à experiência. A voz de Lausimar é única na representação de um contexto determinado social e culturalmente, marcado pela feminilidade e suas relações ideológicas e de poder. Escutar essa voz culturalmente marcada, através das diferentes vozes femininas do romance também é possível.
O texto de Lausimar Laus trabalha visivelmente a construção da história de uma comunidade deslocada culturalmente e reaculturada geograficamente, mas com uma preocupação na história das mulheres dentro deste contexto específico. São mulheres divididas na busca de uma identidade feminina e também feminista. A representatividade de seu texto está exatamente na expressão desse sujeito múltiplo e contraditório apontado por Teresa de Lauretis como um sujeito "en-gendrado" 13.
A pluralidade de vozes em O guarda-roupa alemão se dá através de um jogo narrativo, onde vozes femininas sobrepostas contam parte de uma vida. Diferentes vozes que vão ao encontro de uma única voz, a de Lausimar Laus.
É importante para essa discussão a abordagem de Rolland Barthes sobre obra e texto. Para ele, são duas noções que abrigam muitas diferenças em suas concepções, pois obra vê-se e tem-se nas mãos, é representante de uma categoria institucional, enquanto texto demonstra-se, tem-se na linguagem, é um campo metodológico. 14 O guarda-roupa alemão enquanto texto é o resultado de uma combinação única de diferentes vozes e imagens numa explosão de significados. O texto, onde as relações sociais se realizam, não se esgota nas suas combinações e pode ser lido e percebido a partir de diferentes elementos centralizadores no âmbito da migração e das representações culturais nesse contexto. Já a obra de Lausimar Laus tem sua representatividade simbólica centrada em signos fechados que revelam as relações da autora com o mundo, permitindo uma leitura de sua vida, enquanto mulher, brasileira, catarinense, descendente de alemães. Esses significados transbordam seu texto e compõem o conjunto simbólico de sua obra.
A leitura a que este trabalho se propôs partiu da representatividade da obra e do texto de Lausimar Laus como processos de tradução cultural. A obra enquanto resultado desse evento a partir da vida, memória e experiência da autora e o texto como agente desse processo de tradução, onde se dão essas relações interculturais.
Termo utilizado por Homi Bhabha para explicar o local de intervenção entre culturas diversas. Ver mais a respeito em : BHABHA, Homi K. O local da cultura. Trad. Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis, Gláucia Renate Gonçalves. UFMG. Belo Horizonte, 1998.
KLEIN, Herbert S. Migração internacional na história das Américas . In:_FAUSTO, Bóris (ORG.) Fazer a América (a imigração em massa para a América Latina) . 2 a . edição. EDUSP. São Paulo, 1999. P. 13-4
HUBER, Valburga. Saudade e esperança: o dualismo do imigrante alemão refletido em sua literatura. FURB. Blumenau, 1993. p. 25.
WILLIAMS, Raymond. Cultura. 2 a . edição . Trad. Lólio Lourenço de Oliveira. Paz e Terra. Rio de Janeiro, 1992. p. 12-3
THOMPSON, J. B. O conceito de cultura In:_ Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Vozes. Petrópolis, 1995. p. 181
EAGLETON, Terry. Versions of culture. In: The idea of culture . Blackwell Publisherts, 2000. p. 4-6
Ver mais sobre o conceito de nação como comunidade imaginada em: ANDERSON, Benedict. Nação e consciência nacional . Trad. Lólio Lourenço de Oliveira. Ática. São Paulo., 1989.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade . 4 a . edição. Trad. Tomaz T. da Silva e Guacira L. Louro. DP&A. Rio de Janeiro, 2000. p.61-2
SILVA, Thomaz Tadeu da, A produção social da identidade e da diferença . . In: Identidade e diferença: A perspectiva dos Estudos Culturais . Editora Vozes. Petrópolis, 2000. p. 80
APPIAH, Kwame Anthony. Na casa de meu pai. Trad. Vera Ribeiro, Contraponto. Rio de Janeiro, 199. p. 75
BHABHA, Homi K. O local da cultura. Trad. Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis, Gláucia Renate Gonçalves. UFMG. Belo Horizonte, 1998. p. 21
LAURETIS, Teresa. A tecnologia do gênero . In: DE HOLLANDA, Heloisa Buarque (org.). Tendências e impasses: O feminismo como crítica da cultura. Rocco. Rio de Janeiro, 1994. p. 238
BARTHES, Roland. Da obra ao texto. In: _ O rumor da língua. Trad. Antônio Gonçalves. Edições 70, Lisboa, 1987. p. 59