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Mito literário e mito religioso
Rafael Carmolinga Alcaraz (UFSC)
Mito - tentando definir
O vocábulo remete à mitologia , que por sua vez evoca o conjunto de histórias de deuses, deusas e seres sobre-humanos do mundo greco-romano que vicejam na cultura ocidental. Já se procuramos uma definição mais acurada, nos deparamos com várias tentativas cuja multiplicidade mostra a dificuldade do empreendimento. Todo mundo tem alguma idéia sobre o mito, mas, se convidado a esboçar uma definição, a resposta poderá ser uma tentativa nem tão bem sucedida, quando não uma saída pela tangente 1. Uma rápida consulta lexical, ao alcance de qualquer leitor, informa que mito é um relato fantástico de tradição oral, geralmente protagonizado por seres que encarnam, sob forma simbólica, as forças da natureza e os aspectos gerais da condição humana (Houaiss), tendo como sinônimos: lenda e fábula.
Mito, portanto, é uma história sem pretensão de verdade e nem de verossimilhança. Popularmente prevalece o viés ficcional e fantástico, beirando o lúdico; o que, porém, não é incompatível com a seriedade. No mito, procura o homem primitivo resposta aos múltiplos questionamentos que surgem a partir dos fenômenos do mundo, atribuindo a eles fundamento divino. "Em todas as caprichosas invenções da mitologia, há um espírito fantasista que joga no extremo limite entre a brincadeira e a seriedade". 2 O mito percorre o continuum que vai do lúdico ao sacro, passando pelo mágico.
Outras definições assinalam a conotação arcaica do mito, bem como a sua finalidade didático-pedagógica. Segundo isso, o mito seria uma tentativa pré-científica e imaginativa de explicar um fenômeno real ou suposto 3. Diferentemente da anterior, ou antes, complementando-a, a seguinte definição destaca a ubiqüidade, bem como a inapreensibilidade do mito: revivificado, reencantado, o mito nos acompanha como uma presença visível. Mas se procuramos nos voltar para aprisioná-lo nas tarrafas da análise e nas armadilhas das definições, ele se esvaecerá como fumaça 4. Assim, mito é "uma janela para as sombras; fresta para um além que sempre se esquiva, vidraça aberta para a noite, onde ressoa o riso dos deuses". 5
Seja lá qual for a definição, a presença do mito é uma constante na vida do ser humano e na história da humanidade. "Poderíamos viver sem ficções?" - se indaga justamente alguém que vive de e para a ficção 6. Análoga pergunta formula um historiador: "a humanidade pode viver sem utopias?". 7 No ensejo desses questionamentos podemos formular o seguinte: poderíamos viver sem mitos? A resposta à primeira vale também para as outras duas perguntas: só se fossemos de ferro . Com outras palavras, dispensar todo tipo de atividade ficcional, dentre as quais se destaca a criação de utopias e mitos, implicaria abrir mão da própria humanidade. Com efeito, "trata-se de invenções do espírito que correspondem a uma necessidade, a uma carência". 8. Nunca o ser humano se sentiu à vontade nos estreitos limites do mundo visível. Daí as incursões em universos que o extrapolam e a tendência para povoá-los com seres divinos e/ou demoníacos, reflexos daqueles que habitam o subsolo humano. O mundo "real" em que nos movimentamos está imerso em outro que o envolve totalmente e cujos limites marcam os do imaginário, aliás, do mítico. 9
Curiosamente, esse exercício imaginativo goza de um prestígio especial, em virtude do qual se torna "infinitamente mais amplo e até mesmo mais verdadeiro que a história, no qual nada pode ser discutido". 10 O aspecto paradoxal é também assinalado por Teo de Alexandria no século XII ao definir o mito como "discurso mentiroso" ( Pseudés logos ), mas que "exprime a verdade em imagens" ( eikonixon aletheian ). 11 A ênfase em uma ou outra dessas características levará a uma concepção de mito como discurso pouco confiável e que não deve levar-se a sério ou a considerá-lo como veículo de verdade, função que desempenha de uma maneira peculiar: figurativamente. Neste sentido o mito tem muito a ver com as artes; efetivamente, "sem compromisso com a explicação, o conceito ou a categoria, a lei e muito menos a previsão, a criação artística muitas vezes elucida, desvenda ou desencanta o que parece incógnito, invisível, informe, inaudível, sem cores, opaco, infinito". 12
O mito religioso
Um elemento comum a quase todas as definições de mito , e que pode justamente considerar-se como um dos componentes essenciais, é o religioso . É isso que se observa na definição do renomado mitólogo Mircea Eliade: "O mito conta uma história sagrada relata um acontecimento que teve lugar no tempo primordial, o tempo fabuloso dos começos" (grifado meu) 13 Ora, ditos acontecimentos, quer de dimensões cósmicas, como a criação do mundo, quer modestas realidades como o aparecimento de um animal ou um vegetal, são o resultado da intervenção de seres sobrenaturais. "Os mitos revelam, pois, a sua atividade criadora e mostram a sacralidade (ou, simplesmente, a 'sobrenaturalidade') das suas obras". 14 A própria existência do ser humano e o fato de ele ser o que é, "um ser mortal, sexuado e cultural" explica-se pela intervenção do Ser ou dos seres sobrenaturais.
No bojo dessa definição geral é fácil encaixar as diversas religiões, incluídas as abraâmicas que congregam mais de um terço da humanidade. Cabe, porém, observar, que tanto o Cristianismo, quanto o Judaísmo e o Islã, recusam a pecha de "mitológicas" alegando contar com uma sólida base histórica. É isso justamente que marca uma diferença importante entre o mito literário e mito religioso, pois enquanto o primeiro prima pela leveza, pelo viés fantasista e até lúdico , o segundo se destaca pela gravidade e pela adesão incondicional que exige dos seus seguidores. 15
Contudo, admitido o mito como um denominador comum à literatura e à religião, admite-se, conseqüentemente, que a distância entre uma e outra não é tão grande.
No mais, cabe assinalar que o qualificativo "mítico" ou "mitológico" aplicado à religião ou até à teologia, não envolve necessariamente a conotação de falsidade, mentira ou engano; remete, antes, ao caráter numinoso, isto é, misterioso, enigmático, próprio do sacro 16. Convém ainda lembrar que o mito encerra uma riqueza semântica em nada inferior à das ciências. É verdade que, a partir do "século das luzes", têm existido correntes de pensamento que consideram incompatíveis ciência e mito. Contudo, o conhecimento não consegue dominar o mito simplesmente banindo-o dos seus domínios 17.Tentativas nesse sentido têm produzido resultados muito limitados. Dispensado como algo obsoleto, de escassa ou nenhuma relevância, o mito reaparece com renovado vigor, mostrando uma perenidade não inferior à da própria humanidade.
Remetendo novamente à abrangência do mito convém relembrar que um dos campos em que reina soberano é o da religião. Mas não só nele. "As raízes da ontologia com disposições para a metafísica, da religião de projeções teológicas, da gnoseologia capaz de sustentar a ciência e a tecnologia e uma vida reta, passível de desenvolver-se racional e comunitariamente em ética e direito, encontram-se submersas nas prefigurações míticas, onde receberam sua plasmação peculiar e arcaica" (grifado meu). 18
Se os diversos ramos do saber estão atravessados pelo pensamento mítico, com maior razão está o das religiões. Com efeito, privadas de seus pendores míticos, inclusive as "grandes religiões", ficariam reduzidas a um corpo sem alma. É isso que acontece quando a ênfase se desloca para o aspecto dogmático, jurídico e moral das religiões estruturadas monoliticamente, como é o caso do cristianismo católico. Vexâmes como o acontecido no caso Galilei poderiam ter sido evitados se, em vez de exigir da Escritura Sacra uma verdade alheia ao seu propósito, se tivesse visto nela a mensagem míto-poético-religiosa que se propõe a transmitir. Decerto, nem a ética nem o direito são estranhos às concepções míticas; preceitos e proibições das diversas religiões decorrem muitas vezes de figurações míticas vivenciadas pelos povos em épocas mais ou menos remotas. Porém, casuismos como os da Igreja Católica , principalmente no que tange ao comportamento sexual , afiguram-se paródias, antes que interpretações das epifanias mítico-bíblicas.
Seria injusto, no entanto, olharmos somente para o espírito que animou as Cruzadas, para as fogueiras da Inquisição e para a atitude fundamentalista de uma Igreja "dona da verdade", infalível. 19 Justo é levar em consideração as magníficas criações artísticas produzidas sob a inspiração do cristianismo, isto é, das figurações mítico-religiosas de uma época ainda recente. Trata-se concretamente do mito do Éden em suas diversas representações ao longo da história. "O que sobrou do paraíso?" - pergunta o pesquisador J. Delumeau no livro com esse título. Na busca da resposta ele constata, em primeiro lugar, o profundo enraizamento do mito do paraíso no imaginário ocidental. "A esperança cristã de uma eternidade de felicidade no além constitui por si só uma imensa questão, pois sustentou uma civilização inteira durante longuíssimo período". Logo mais, como que antecipando os resultados de sua pesquisa, completa: "E o que não se diz suficientemente é que ela (a supracitada esperança) se exprimiu de maneira muitas vezes belíssima" 20.
O livro todo (565 páginas) é como que um imenso painel das diversas formas que as figurações do mito paradisíaco assumiram nas artes plásticas, na música e na literatura. Uma realidade fácil de constatar é que, ao lado do paraíso, encontra-se o mito do inferno; além disso, tanto a literatura quanto a iconografia cristãs encontraram mais motivos de inspiração no inferno do que no paraíso, uma vez que "o pitoresco e o picante estariam do lado das criações infernais; a sabedoria, a monotonice e o tédio, do lado do imaginário celeste" 21. Com uma honrosa exceção: A Divina Comédia de Dante Alighieri. As criações artísticas, tanto as literárias quanto as das artes plásticas e da música, produzidas justamente sob a inspiração religiosa e com intuito igualmente religioso, atingem cumes que não parece exagerado chamar de divinos.
Essa é apenas uma amostra, muito reduzida, da relevância do mito religioso no universo das artes no âmbito do cristianismo. Fica por tratar o papel do mito nas diversas práticas religiosas: o mito e o rito. As teofanias bíblicas vetero-testamentárias ensejaram um complexo sistema de sacrifícios e cerimônias, tendo como epicentro o templo de Jerusalém. Já as revelações neotestamentárias que remetem a Jesus Cristo deram origem ao Cristianismo nas suas diversas denominações. Cada uma delas interpreta de maneira peculiar os mitos fundadores e os atualiza nos ritos correspondentes. O conteúdo mítico dessas liturgias que ensejam diferentes tipos de performances salta à vista. Isso, porém, não depõe contra a seriedade do culto e sim em prol da relevância do mito.
O mito literário
Dificilmente se encontra um estudo da literatura de alento que não aborde o mito. 22 As definições acima listadas contém não poucos elementos que também encontramos na indagação sobre a literatura. Os críticos Wellek e Warren, ao empreenderem "O estudo intrínseco da literatura" na obra Teoria da literatura , dedicam especial atenção aos itens "imagem, metáfora, símbolo e mito". 23 Enfocando especificamente o mito, assinalam em primeiro lugar a acepção clássica: mythos (enredo, estrutura narrativa) em oposição a logos (discurso dialético). Ressalvam, porém, que o discurso mítico não deve ser visto como concorrente e sim como suplemento da verdade histórica e científica. Propõem logo mais a sua definição de mito: qualquer narração de histórias anonimamente compostas, relativas às origens e aos destinos; essas explicações que uma sociedade oferece aos seus jovens, das razões por que existe o mundo e nós agimos como agimos. 24 É fácil detectar nessa definição, do ponto de vista literário, elementos compartilhados também pela religião. Já ficou mostrada, senão demonstrada, a relevância do mito no âmbito religioso; quanto à literatura, pode-se afirmar que, privada do mito, ela ficaria sem o elemento fantástico, conditio sine qua non de um gênero literário de suma importância.
O caráter simbólico do mito é mais um traço que o aproxima da literatura. "Dizer mito é o mesmo que dizer símbolo mítico ". 25 O encontramos já na primeira dentre as definições aduzidas, bem como nas subseqüentes. Porém, apresenta-se aqui mais uma, na qual o traço referido está em destaque: "Um mito é uma história, uma fabulação simbólica simples e impressionante, que resume um número infinito de situações mais ou menos análogas" (grifado meu). 26 O simbolismo não é exclusivo do mito; ele é onipresente no universo das artes. Mas no mito se manifesta de uma maneira especial, sendo ele próprio um símbolo. Diferentemente do signo , que assinala de forma direta a realidade significada, o mito se caracteriza pela ambigüidade, em virtude da qual revela velando, descobre cobrindo, manifesta ocultando. Daí a sua proximidade com vocábulos que são moeda corrente no léxico da cultura ocidental: hypónoia (sentido sobrentendido), alegoria (dito que afirma uma coisa, mas que significa outra) e metáfora (rodeio da língua). 27
O vínculo estreito entre mito e literatura pode ser visto também sob a ótica da linguagem, uma vez que entre esta e o mito há uma interrelação análoga à existente entre língua e literatura. A interdependência mito-linguagem é sublinhada pelos entendidos na matéria. "La pregunta por el origen del lenguaje está indisolublemente enlazada a la pregunta por el origen del mito. En todo caso, cada una de estas cuestiones sólo puede plantearse en relación a la otra" 28. O caráter mitológico da linguagem é igualmente assinalado por Max Müller: "tudo o que chamamos mito é algo condicionado e mediado pela atividade da linguagem. 29 Curiosamente, a linguagem possui essa virtualidade graças a uma deficiência e a uma debilidade que lhe são inerentes. "Toda designação lingüística é essencialmente ambígua e, nesta ambigüidade, nesta paronímia das palavras, está a fonte primeva de todos os mitos". 30
Às anteriores pode acrescentar-se ainda a opinião de Octavio Paz, que também assinala a natureza mítica da linguagem; aliás, a correlação entre mito e linguagem. Em virtude justamente desse caráter mítico da linguagem e da natureza lingüística do mito "ambos son expresiones de una tendencia fundamental a la formación de símbolos: el principio radicalmente metafórico que está en la entraña de toda función de simbolización. Lenguaje y mito son vastas metáforas de la realidad ". 31
Admitida, por conseguinte, a natureza mitológica da linguagem, é mister reconhecer idêntica propriedade à literatura, haja vista a estreita relação existente entre ambas 32. A magia da linguagem que, mediante signos verbais faz presentes os objetos 33, torna-se verdadeiro assombro perante as criações literárias e os mundos que elas descortinam. O estudioso que se indaga pelo aquém e o além da obra literária deve adentrar o terreno da mitologia onde encontrará valiosos subsídios para dar conta desse misterioso fenômeno que é a literatura e do fascínio que exerce sobre os leitores 34.
Em vista da dependência do mito relativamente à literatura chega-se a afirmar que "só conhecemos os mitos através da literatura" 35. Aliás, os grandes mitos que permeiam o pensamento ocidental têm sido transmitidos mediante a literatura. "O que saberíamos de Ulisses sem Homero, de Antígona sem Sófocles, de Adjuna sem Mahabarata" 36. Daí a constatação de que o mito aparece em roupagem literária, é mesmo literário. Em virtude justamente da simbiose mito-literatura, os estudos literários deparam necessariamente com o mito; chega-se então a falar de mitoanálise ou de mitocrítica. 37
Assim sendo, a literatura é um "verdadeiro conservatório de mitos" 38. O seu papel, no entanto, não é meramente passivo. Ela se nutre, é verdade, do imaginário que paira na atmosfera cultural de cada época; garimpa no passado, interpreta o presente e antevê o futuro. É assim que a literatura se torna uma verdadeira usina de mitos . Pode ser mencionado neste sentido o retorno cíclico dos mitos clássicos que, embora submetidos a compasso de espera durante intervalos mais ou menos longos, jamais são totalmente esquecidos. Temos em seguida os mais recentes: Don Quixote, Fausto, Don Juan, etc. Seria injusto deixar de lado os nossos: Brás Cubas, Macunaíma, Teobaldo, o Gaúcho Martín Fierro, Pedro Páramo, coronel do sertão mexicano... Todos eles entes ficcionais, figuras míticas, cuja vitalidade, porém, supera á de seus criadores.
Em suma, é praticamente impossível falar do mito, da literatura, do sacro, individualmente; tocar em um deles implica adentrar nos outros dois. Nas páginas precedentes constatou-se a necessidade que o ser humano tem de ficções, utopias, mitos. Para atender a essa carência, além dos tradicionais, surgem os mitos "secularizados", produzidos em série pela moderna "industria cultural". Assoberbado com a onipotência que lhe foi atribuída pelos donos do poder, o deus mercado diviniza atores e atrizes, modelos, empresários, esportistas, etc., ícones e ídolos da moderna mitologia. "À medida que se multiplicam e difundem as tecnologias eletrônicas, desenvolvendo-se a 'revolução informática', tanto se forma a 'aldeia global' como se expande a cultura de massa, em escala mundial. Essa pode ser uma poderosa 'fábrica' de mitos secularizados , como se constata cotidianamente na operação de grande parte da mídia". 39 Certamente esses mitos criados "sob encomenda" são efêmeros, têm vida curta e alcance limitado. No entanto, cumprem o papel de satisfazer, nem que seja momentaneamente, os anseios da sociedade ávida de paradigmas de beleza, poder e prazer. Privilegio de poucos; sonho, utopia, mito da imensa maioria. Dum spiro spero agora poderá ser reformulado: dum spero spiro. Uma coisa é esperar enquanto se vive, outra viver enquanto se espera.
Notas:
Pode aplicar-se ao mito a reflexão de Santo Agostinho a respeito do tempo ( Confissões, XI, 14), "Sei muito bem o que é, desde que ninguém me pergunte; mas quando me pedem uma definição, fico perplexo". RUTHVEN, K. K. O mito. Trad. de Esther E. Horviz. São Paulo: Editora Perspectiva, 1997, p. 13.
HUIZINGA, Johan. Homo ludens - O jogo como elemento da cultura . Trad. de João Paulo Monteiro. São Paulo: Editora Perspectiva, 2001, p. 7.
BRICOUT, Bernardette (Org.). O olhar de Orfeu - os mitos literários de Ocidente . Trad. de Leila Oliveira Benoit. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 14.
"Mas, ¿No podríamos pasar sin ficciones? Muy bien, si quisiéramos o pudiéramos convertirnos en una especie de seres de cal y canto en quienes sólo hace mella o impresión un martillo". Blanco-White, in: RUIZ CASANOVA, J. Francisco. Aproximación a una historia de la traducción en España. Cátedra, Madrid, 2000, p. 394.
DELUMEAU, Jean. O que sobrou do paraíso? Trad. de Maria L. Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 508.
BECERRA, Eduardo. Pensar el lenguaje; escribir la escritura. Madrid: UAM, 1996, p. 17
BRUNEL, Pierre (Org.). Dicionário de Mitos Literários . Trad. de Carlos Sussekind et al. Rio de Janeiro: José Olympio - UnB, 1997, p. 482.
IANNI, Octavio. Enigmas da Modernidade-Mundo . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 289.
ELIADE, Mircea. Aspectos do mito . Trad. de Manuela Torres. Lisboa: Edições 70, 2000, p. 12.
É bem sabido o dogmatismo de algumas das religiões monoteístas. Esse aspecto se intensificou na Igreja Católica sob a liderança do papa João Paulo II. Um dos últimos documentos em que a Igreja se apresenta como única ou principal detentora da verdade é a Declaração "Dominus Jesus" de 6/08/2000, assinada pelo Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ex Santo Ofício.
Segundo C. S. Lewis a experiência mítica não só é grave, mas é ao mesmo tempo imponente, assombrosa; transmite a impressão de estarmos vivendo um momento especial (Lewis, C. S. An e xperiment in Criticism, Cambridge University Press, 1969, p. 44)
CASSIRER, Ernst. Filosofía de las formas simbólicas II . Trad. de Armando Morones. México: Fondo de Cultura Económica, 1998, p. 13.
GARCÍA BAZÁN, Francisco. Aspectos incomuns do sagrado . Trad. de Ivo Storniolo. São Paulo: Paulus, 2002, p. 24.
BOFF, Leonardo. "Inquisição:um espírito que continua a existir". In: EYMERICH, Nicolau. Manual de inquisidores . Trad. de Maria José. Rio de Janeiro: Editora Rosa dos Tempos, 1993, p. 10.
Temos, por exemplo: FRYE, Northrop. Anatomia da crítica. Trad. de Péricles E. da Silva Ramos. São Paulo: Cultrix, 1973. WELLEK, R. - WARREN, A. Teoria da Literatura. Trad. de José P. e Carmo. Publicações Europa - América, 3 ª edição. DUMÉZIL, Georges. Do Mito ao Romance. Trad. de Alvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 1992. LEWIS, C. S., acima citado, etc.
Wellek - Warren, o. c., p. 229.
CASSIRER, Ernst. Filosofía de las formas simbólicas II . Trad. de Armando Morones. México: Fondo de Cultura Económica, 1998, p.11.
In: CASSIRER, Ernst. Linguagem e mito . Trad. de J. Günsburg et al. São Paulo: Perspectiva, 2000, p. 18.
PAZ, Octavio. El arco y la lira. México: Fondo de Cultura Económica (7 ª reimpresión), 1990, p. 34.
O caráter indispensável da linguagem não só em relação à literatura mas também às artes em geral é algo comumente admitido. "Parece probable que ningún arte haya podido acceder a la existencia antes de la adquisición del lenguaje articulado" (ANGENOT et al. Teoría literaria, trad. I. Vericat Nuñes. México - Madrid, Siglo XXI, 1993, p. 18).
TADIÉ, Jean-Yves. A crítica literária no século XX. Trad. de Wilma F. R. de Carvalho. São Paulo: Bertrand Brasil, 1992, p. 309.