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Macondo e as Américas: a ameaça de Édipo
Sérgio Luiz de Souza Costa (CEFET-RJ/UFF)
A peste do esquecimento também existe entre nós.
García Márquez, Cheiro de goiaba, p. 80.
Nos anos 90 do século XX, muitas polêmicas sacodem a América. Com a emergência dos EUA como única potência mundial, a partir da falência da URSS, o chamado Consenso de Washington é veiculado como política econômica hegemônica. Nosotros da América Latina, lugar recorrente da dominação americana (do norte) desde os tempos da Doutrina Monroe e do Destino Manifesto, sofremos diretamente os efeitos da acumulação em voga nas estratégias do capitalismo tardio. Porém, nestes tempos difíceis, uma outra polêmica movimenta os meios literários hispânicos, trata-se de uma ameaça de parricídio. Começam a surgir obras literárias que culminam com a organização de uma coletânea de contos em 2000. As discussões que se seguem, entre autores, jornalistas e crítica literária, apontam claramente para um nexo entre o contexto da política econômica do período e esta produção literária, que se auto intitula McOndo.
Para os estudiosos de literatura hispânica, esta polêmica não é periférica, pois afinal trata-se de um parricídio, apenas ameaçado, contra aqueles que nos anos 60 fizeram parte da geração do Boom da literatura hispânica. Sendo assim, não nos furtamos a tarefa de percorrer os caminhos desta produção literária, buscando os sintomas, indícios que nos permitissem compreender as tramas desta intenção parricida.
Desta forma, partimos do prólogo da antologia organizada por Edmundo Paz Soldán e Alberto Fuguet, com a intenção de rastrear o que esses autores elaboram a respeito do que escrevem, tendo em vista que se consideram os porta-vozes desse movimento que se imagina como uma superação do Realismo Mágico enquanto uma certa visão da América Latina, segundo eles equivocada e limitadora. Em seguida, elencamos alguns pontos passíveis de análise, que consideramos como possibilidade operativa para elaborar uma leitura centrada na recorrência. Estamos trabalhando com o referencial da psicanálise, afinal não podemos ignorar a presença de Édipo em um parricídio anunciado, sem nos prendermos a apenas uma concepção teórica, mas reafirmando como eixo central da nossa análise as questões relativas à memória e resistência.
O prólogo de Se habla español (2000), antologia de contos organizada por Edmundo Paz Soldán e Alberto Fuguet, pode ser lido como o texto primordial para compreendermos a proposta dessa nova geração de escritores latinos. Sabemos, a partir do mesmo, que a intenção era recolher narrativas que dessem conta da diversidade da experiência latino americana nos EUA. A proposta da coletânea é precedida pela produção dos dois organizadores que já suscitara comentários polêmicos da crítica, tanto nos EUA quanto na América Latina. Esta fortuna crítica causa polêmica na medida em que propõe leituras e análises divergentes para além das intenções estabelecidas pelos autores.
A autonomeação do grupo, McOndo, sugere uma multiplicidade de leituras para uma experiência que se pretende geracional. Podemos construir uma via analítica partindo da própria noção de geração que, neste caso, para além da definição sociológica, indica uma delimitação de pertencimento. Segundo Raoul Girardet:
Selon les temps, selon les groupes sociaux, selon surtout les champs de l'activité humaine, le phénomène de génération ne sera pas perçu de façon identique et à des dates simultanées. 1
Esta definição de geração propõe uma elasticidade ao termo, na medida em que recupera o necessário movimento que é inerente à vivência humana. Deste modo, quando esta vivência se traduz em produção literária, este conceito é particularmente interessante. Com efeito, a definição geracional sempre se faz pelo pertencimento a ações, emoções, memórias coletivas. Assim, ao se definir pertencendo a uma determinada geração, está se estabelecendo os limites e fronteiras de existências que têm marcos comuns. No caso da geração que se auto intitula McOndo, percebemos como marco fundador a questão da diáspora, que estabelece o lugar de quem tem a fala a respeito de uma geração anterior. Como são viventes na diáspora, ao se estabelecerem em outro país, propõem uma leitura desta circunstância de vida. Stuart Hall elabora uma análise interessante a respeito das relações entre identidades e mediações culturais, definindo o conceito de diáspora para além da forma binária, ao utilizar a noção derridiana de différance.
O conceito fechado de diáspora se apóia sobre uma concepção binária de diferença. Está fundado sobre a construção de uma fronteira de exclusão e depende da construção de um “Outro” e de uma oposicão rígida entre o dentro e o fora. Porém, as configurações sincretizadas da identidade cultural caribenha requerem a noção derridiana de différance – uma diferença que não funciona através de binarismos, fronteiras veladas que não separam finalmente, mas são também places de passage, e significados que são posicionais e relacionais, sempre em deslize ao longo de um espectro sem começo nem fim. (...) A fantasia de um significado final continua assombrada pela “falta” ou “excesso”, mas nunca é apreensível na plenitude de sua presença a si mesma. 2
A experiência da diáspora traduz exemplarmente as dificuldades de construção identitária e de pertencimento, fundamentais para a construção do sujeito enquanto tal. Desta forma, o fato fundador desta geração é a configuração de um grupo que se vê como aquele que rompe uma tradição, no caso literária, e com alto potencial identitário, o Realismo Mágico. Ou seja, um grupo que constrói as suas fronteiras de pertencimento pelo não pertencimento, seja pela vivência fora da América Latina, seja pela negação da tradição literária que dá visibilidade cultural a este lugar, físico e metafísico, do qual eles não fazem parte, a América Latina. Imaginam-se latinos exatamente por não trazerem as características que, segundo as suas próprias definições, equivocadamente delimitam o que é ser latino americano. Estando fora, paradoxalmente, imaginam-se latinos pelo o que não compactuam com a experiência literária latina americana. Ao se desprenderem do que se configura como uma tradição latina, a vivência com o local, e com uma determinada concepção literária, o Realismo Mágico, esses autores buscam o reconhecimento de uma outra latinidade, cuja característica mais flagrante é o não pertencer, o não fazer parte. Desta forma , a diáspora configura-se como marco fundador que define uma experiência geracional.
Podemos então focalizar a partir do significante Mcondo o local da fala desses escritores. Trata-se de tal modo de uma interdição da cultura da margem em prol de uma realidade cultural central por excelência. Assim, o que está em jogo é a capacidade criadora da resistência cultural em um ambiente de dominação explicita, e não só cultural. Em mundos antagônicos, a manutenção da dominação sustenta-se no disfarce da própria dominação, isto é, quanto menos aparece definindo espaços e tempos 3; sendo assim, não há uma referência nítida aos elementos construtores do pensamento artístico em questão. O que nos faz questionar a existência de uma possível poética. Convém lembrarmos, por exemplo, o movimento modernista brasileiro, ou ainda, o manifesto futurista de Marineti com seus emblemáticos artigos. Ou o próprio Borges. Neste caso, estamos diante de concepções estéticas bem definidas. Em contrapartida, não temos segurança para afirmar que estes jovens mcondistas constroem alguma poética. Talvez a proposta de desfiliação forneça uma imagem de poética. Dessa forma, estariam realizando uma poética especular, pois não encontramos em termos de construção literária nada que se possa considerar como surpreendente. Alguns contos muito bem elaborados, mas nada que Borges, por exemplo, não tivesse feito melhor. Em narrativas mais longas, verificamos que nenhum experimento novo surge. Então, qual é a questão fundadora desse grupo? Verifica-se que a matriz propulsora consiste em defender a idéia de uma latinidade nos EUA. Mas para que se possa comprovar tal evento é preciso fazer literatura. Assim, faz-se necessário romper com o Pai para criar algo novo e estabelecer um outro espaço cultural: o do latino-americano americano, ou seja, um novo EUA latinizado, conquistado e colonizado.
A escolha do nome do grupo não se pretende enigmática, pelo contrário, visível para qualquer olhar. Entretanto, com uma falha, a falta da letra. Exatamente nesta operação o sintoma, também indício, revelador da trama elaborada por esses senhores mcondistas. A referência ao mundo Macondo de Gabriel García Márquez e, conseqüentemente, ao Realismo Mágico, concretiza-se na elaboração do corte no significante. Desse modo, a metáfora se disfarça na concretude da metonímia, ou seja, a falta da vogal a, lembrando Lacan, inicialmente aponta para a formação metonímica, porém, o recurso lingüístico radicaliza como metáfora. Assim, o que deveria estar a princípio na superfície remove a estrutura profunda, de maneira que o visível, o nome Mcondo, acaba remetendo a significação para outro local. Sem dúvida, que poderíamos pensá-lo como uma paródia, mas o termo propicia leituras significativas, fornecendo a matéria prima para que possamos problematizar a realização de seus textos.
A percepção de Macondo como metáfora da América latina é recorrente na crítica literária, exemplarmente analisada por Irlemar Chiampi.
O Caribe de Carpentier ou o Macondo de García Márquez, no que pesem as particularizações regionais ou as do tempo representado, transcendem largamente os seus limites geográficos e históricos para funcionarem como sínteses significantes da totalidade de um universo cultural. (...) Macondo é a aldeia cuja história condensa as transformações básicas das sociedades latino-americanas: a fundação pelos conquistadores chegados do exterior e a fixação de uma comunidade arcádico-patriarcal pelo trabalho agrícola; a chegada do imigrante do comércio, das instituições eclesiástica, jurídica e policial e a introdução da tecnologia; a instalação da Companhia Bananeira norte-americana ( estágio da dependência econômica ) e a efêmera prosperidade e modernização do estilo de vida; as greves e a violenta repressão do exército; e, finalmente, após o Dilúvio e o desastre econômico com a remoção dos exploradores imperialistas, a decadência e a ruína total. 4
Com efeito, assim como América nomeava a porção latina do continente até a Revolução Americana (1776), quando é usurpado para definir e constituir a nova nação que surgia, EUA, Macondo, metáfora da América Latina, também é tomada e mutilada pela falta: McOndo. Tornam-se visíveis as operações simultâneas de deslocamento e condensação que deslizam remetendo o sentido da falta para mais além. A importância da nomeação como ato de posse e, portanto, também de violência já foi relatado, entre outros, por Todorov e Derrida. 5
A recorrência de algumas características nos dá pistas preciosas para estabelecer um ponto de comparação. No caso do Realismo Mágico de García Márquez, tal como já foi analisado por Irlemar Chiampi, existe um certo encantamento que provoca um efeito discursivo, que visa anular a oposição entre real e irreal.
O encantamento do realismo maravilhoso é conceitual; é sério e revisionista da perda da imagem do mundo (...) Neste resgate de uma imagem orgânica do mundo, o realismo maravilhoso contesta a disjunção dos elementos contraditórios ou a irredutibilidade da oposição entre o real e o irreal. (...) Os personagens do realismo maravilhoso não se desconcerta jamais diante do sobrenatural, nem modalizam a natureza do acontecimento insólito. ( Chiampi, p.61)
Ë oportuno observar uma outra recorrência nos textos de García Márquez na qual podemos perceber este encantamento que borra a oposição entre real e irreal. A presença da natureza avassaladora, que participa de forma ativa no desenrolar da narrativa. Uma natureza que reafirma através do seu processo cíclico, vida, morte e apodrecimento, um parâmetro de reconhecimento do tempo circular presente nas culturas pré-colombianas.
Sentado junto ao fogão, em atitude de confiada e inocente expectativa enquanto o café não fervia, o Coronel como que sentiu brotar de suas tripas cogumelos e lírios malignos. 6
O solo tornou-se mole e úmido, como cinza vulcânica, e a vegetação fez-se cada vez mais insidiosa, e ficaram cada vez mais longínquos os gritos dos pássaros e a algazarra dos macacos, e o mundo ficou triste para sempre. Os homens da expedição se sentiram angustiados pelas lembranças mais antigas, naquele paraíso de umidade e silêncio, anterior ao pecado original, onde as botas se afundavam em poças de óleos fumegantes e os facões destroçavam lírios sangrentos e salamandras douradas. 7
- Os domingos são dias estranhos – disse ela, pondo a mesa para o café. – é como se fossem esquartejados e dependurados: cheiram a animal cru. 8
O calor começara ao meio dia.(...) Do lado de fora, no misterioso silêncio das plantações, a sombra tinha um aspecto limpo. Mas o ar estancado dentro do vagão cheirava a couro cru. (...) O povoado flutuava no calor. 9
Assim, a assimilação da natureza como personagem refaz o percurso de negação da razão iluminista. A vida biológica tem o mesmo status da vida política e social, uma vez que a compreensão do mundo necessita da afirmação da natureza como ente indomável, resistindo a uma concepção de razão que percebe o mundo como campo privilegiado de transformação através da ação humana. Com efeito, a filosofia das Luzes não reconhece impedimento a esta ação. A transformação da natureza cíclica em personagem aponta para uma cosmogonia que percebe o encantamento do mundo alheio ao homem. Comentando o conto “ A sesta de terça-feira”, Seymour Menton ressalta a importância do clima na construção das estratégias narrativas de Gabriel García Márquez.
Aún más significante es que en estas páginas la mujer anónima y su hija de doce años ceden su primacía al calor; el calor es el protagonista. 10
Consideramos que esta recorrência percorre a narrativa de García Márquez como um indício a revelar um sintoma que nos permite ver para além do próprio indício, ou seja, a onipresença do mundo natural, por mais que pareça ambíguo, propicia um certo encantamento, pois há em cada parte/fragmento de texto um certo otimismo em relação à vida. Desse modo, para o leitor ainda resta esperanças, uma vez que o autor ainda busca alianças com este para que se possa pensar um mundo melhor. Os seus personagens não são desprovidos de sentimento, pelo contrário, há uma exacerbação da vida, que não cabe nem na morte, como o caso singular dos cabelos que continuam a crescer por séculos depois da morte, recusando-se a morrer. História carregada de lirismo e encantamento Do amor e outros demônios , romance de 1994.
Os textos mcondistas, ao contrário, apresentam como recorrência a referência aos objetos de consumo de um mundo globalizado pretensamente sem fronteiras, o que nos leva a considerar a antiga assertiva marxista a respeito do fetiche da mercadoria. Em um mundo sem encantamento, os objetos de consumo ocupam o lugar da emoção e dos afetos. As imagens e as referências perdem concretude quando podem ser manipuladas e transformadas segundo o prazer e o gozo de cada um. Basta dominar os aspectos técnicos da fabricação de realidades virtuais, que estabelecem o paradoxo de não serem reais e tão pouco irreais.
Todo había comenzado com la cabeza del Che y el cuerpo de Raquel Welch, recordó un trémulo Sebastián al ver las fotos de su luna de miel en las que la imagen que debía acompañar a la de su esposa había desaparecido. (...) la realidad se esforzaba tanto por superarse a sí misma que era muy difícil tomarla en serio(...). 11
A primeira frase é também a primeira frase do livro, que permite uma leitura de desqualificação do diálogo intergeracional. Afinal, trata-se de Che Guevara, o herói latino-americano dos anos 60, momento do Boom literário hispânico, quando as idéias de revolução e contra revolução provocavam intensas emoções. A mutilação de símbolos que remetem a um passado recente, tanto latino – o Che, quanto americano – Raquel, e a posterior colagem das imagens cria a ilusão de que não existem fronteiras econômicas, políticas, culturais. Segundo o nosso ponto de vista, aí reside o grande equívoco, qual seja, a percepção limitada da própria história, na medida em que percebem o atual momento de acumulação capitalista, globalização neoliberal, como fator positivo, resultando em um hibridismo cultural, no qual está implícita a idéia de inclusão. Ao mesmo tempo há um certo tom jocoso no reconhecimento de uma realidade fantasiosa e reinventada a cada instante, o que provoca o conhecido sintoma da fragmentação do sujeito 12.
O mais persistente indício que se repete no texto e captura a atenção é a elevação dos objetos de consumo a categoria de personagens que povoam um mundo fantasmagórico onde a máscara já está grudada a cara. Calvin Klein, Kodak, Gameboy, Coca-Cola, McDonald's... Desse modo, a análise desta produção cultural, segundo nosso ponto de vista, não pode prescindir de uma compreensão da importância dos objetos, o fetiche da mercadoria, na sociedade de consumo. Os objetos, descartáveis em si mesmos, persistem como símbolos de uma cultura aniquiladora de subjetividades, em que as emoções e afetos se transformam em mercadorias como outras quaisquer. Porém, a narrativa, que poderia ser entendida como um relato espantoso de um mundo vazio de homens e pleno de objetos, afirma-se entretanto na expectativa de partilha na produção e consumo desses mesmos objetos, incluídos, neste caso, o próprio passado.
O passado, tão presente nas narrativas de García Márquez, é condição fundamental para a ligação entre tempos e espaços diversos, o que caracteriza a memória, declaradamente fonte de inspiração e pesquisa para o autor. Nos autores mcondistas, o passado, e a memória que o sustenta, surgem como espaço em permanente intervenção, não em um processo de construção de identidades, mas em um espaço vazio de lembranças coletivas, prisioneiros de um eterno presente, na angústia da busca incessante pelos laços que poderiam criar nexos entre o individual e o coletivo. Bastante perturbador, nesse sentido, o texto Por favor, rebobinar 13, de Fuguet, em que fica patente a dificuldade em lidar com o caráter irrecuperável e inacessível do passado. Este mesmo passado não depende de vontades individuais e, García Márquez o sabe muito bem, só pode ser alcançado e (re)apropriado através da memória coletiva.
Segundo os porta-vozes do movimento e a polêmica que provocam, existe uma intenção de parricídio. Esta operação simbólica, referida na Psicanálise como situação edípica, é um dos mais importantes conceitos da teoria psicanalítica, fonte de estruturação do sujeito. Porém, para que tal operação simbólica se realize, faz-se necessário a transferência da Lei do Pai para a Lei da Cultura, a figura do Pai marca o lugar da Lei e também da transgressão.
Parece-nos que tal operação simbólica, apesar de ser pretendida, não é realizada, pois a transgressão que afirmaria a morte do Pai e, conseqüentemente a estruturação do sujeito, não foi realizada, visto que não houve a elaboração de uma poética literária que o demonstre. Assim, ficamos à espera do amadurecimento literário que, talvez, traga a produção que efetive a morte do Pai. E, somente assim, a América Latina, pródiga em tantas memórias e histórias, acrescente mais uma visão de si mesma.
GIRARDET, Raoul. “Du concept de générations à la notion de contemporaneité”. Revue d'Histoire Moderne et contemporaine. Paris, avril/jun, 1983, p.263.
HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais . Belo Horizonte: UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003, pp 33.
A esse respeito, conferir o interessante trabalho que trata da definição de ideologia na atualidade. ZIZEK, Slavoj. “ O espectro da ideologia”. In.: ZIZEK, Slavoj. Um mapa da ideologia . Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.
CHIAMPI, Irlemar. O realismo maravilhoso . São Paulo: Perspectiva, 1980, pp.152-153.
TODOROV, Tzvetan. A conquista da América . São Paulo: Martins Fontes, 1988. e DERRIDA, Jacques. Gramatologia . São Paulo: Perspectiva, 1999.
MÁRQUEZ, Gabriel García. Ninguém escreve ao coronel . 18 ed. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 7-8.
Id. Cem anos de solidão . 51 ed. Rio de Janeiro: Record, 2002, p.17.
id. A má hora . 11 ed. Rio de Janeiro: Record, 2002, p. 173.
Id. “ A sesta da Terça-feira”. In.: Os funerais da Mamãe Grande. 12 ed. Rio de Janeiro: Record, 1998, p. 10, 11-12.
MENTON, Seymour. Historia verdadera del realismo mágico . Mexico: Fondo de Cultura Económica, 1998, p. 58.
SOLDÁN, Edmundo Paz. Sueños digitales . Madrid: Afaguara, 2001, p.11,20.
Cf. BIRMAN, Joel. Mal-estar na atualidade . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999. E CERQUEIRA FILHO, Gisálio. Édipo e excesso . Porto Alegre: Sérgio Fabris Editor, 2002.
FUGUET, Alberto. Por favor, rebobinar. Santiago: Planeta Biblioteca del Sur, 1997.