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Intertextualidades: as travessias do herói numa rede que se enreda
Regina da Costa da Silveira (UniRitter - Porto Alegre)
Foi considerado perturbador para muitos historiadores o fato de que em sociedades antigas - que nunca ouviram falar dos heróis gregos, que sequer souberam ler ou puderam ter contato com outras comunidades ditas "não-arcaicas" - também tenham surgido mitos de heróis, com características semelhantes às dos mitos antigos. Investigar a travessia dos heróis literários é, pois, analisar a representação dos desejos, medos e esforços de povos que buscam lograr algum sentido para sua existência. Partindo dessa hipótese, podemos verificar a presença do herói na literatura brasileira como arquétipo do indivíduo em busca da sua identidade, buscando no passado uma amostra significativa da história européia e das múltiplas tradições em que a história do povo brasileiro se inclui. Matriz primeira desde as manifestações literárias, a Literatura Portuguesa ainda hoje encontra ecos na prosa e na poesia brasileira. É o que neste ensaio pretendo examinar.
DEPOIS DA VIRTUDE : Uma história exige uma unidade de caráter . O conceito de pessoa seria, então, uma personagem extraída da história e por isso a identidade pessoal é pressuposta pela unidade de caráter, esta que é, por sua vez, exigida pela unidade de uma narrativa. Somos parte da história do outro como este é parte da nossa narrativa. A narrativa da vida de qualquer indivíduo é, assim, o entrelaçar de outras tantas narrativas. Acolhemos da filosofia de Alasdair MacIntyre 1 a hipótese de que a unidade da vida humana está nessa busca da narrativa personificada numa vida simples: um Eu que se divorcia do passado é, dessa forma, um Eu que não pode contar a sua história, deformador de suas relações presentes. Assim, a posse de uma identidade histórica coincidiria com a posse de uma identidade social. É através dos membros de uma comunidade, da família, da "tribo", que o Eu tem de encontrar a sua identidade, independente de este ter de aceitar as limitações e particularidades daquelas formas comunitárias em que se insere.
Como se observou, em sociedades antigas também foram criados mitos de heróis, com características semelhantes às dos mitos antigos. É o que demonstra, por exemplo o texto de Popol-Vuh , 2o livro de conselho dos índios quichés. Na cosmogonia indígena quiché, vamos encontrar a preocupação com a reatualização dos feitos heróicos, calcada na necessidade que tais construtores tiveram de também ver reconhecidas as suas características extraordinárias, para garantir adoração, reconhecimento de seus feitos através do culto ao caráter e às virtudes. É o que se lê na história desse livro de autoria anônima:
No está bien (...) Nuestra adoración es imperfecta si vosotros no nos invocais. ? Habrá, podrá haber adoración, obediencia, en los seres que haremos? (...) ?Como haremos para que nos nazcam adoradores, invocadores? ( Popol - Vuh , 1965, p. 17).
Investigar o percurso dos heróis literários é, portanto, analisar os desejos, os medos e os esforços dos povos que buscam lograr algum sentido para sua existência. A partir dessas anotações preliminares, a presença do herói no texto literário pode ser vista como arquétipo do indivíduo que vai em busca da sua identidade. Para isso, no caso de buscar a identidade para o herói na literatura brasileira, deve-se buscar no passado brasileiro uma amostra significativa da história européia e, a seguir, das múltiplas tradições em que a história do povo brasileiro se inclui.
A PARTIDA : Os ecos de protesto já existiam em pleno século XVII, através dos textos escritos por Gregório de Matos (1636-1696) e pelo padre Antônio Vieira (1608-1697), contra os mandos, desmandos e vícios que o período colonial e mesmo o imperial infligiam ao Brasil. Mas a necessidade de perfilar um herói nacional se instaura conscientemente na literatura brasileira com o episódio que politicamente se denominou Independência, em 1822. É assim que a história de heróis nativos se entrelaça à história do colonizador branco: na suavidade de um barco "aventureiro manso", deslizando por mares que devem serenar seus ânimos "impetuosos", para que nessa paisagem sem rugosidades, plana e paradisíaca, se introduza a figura de Martim como herói da lenda do Ceará, no romance de José de Alencar: "Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas". Moacir, filho de Martim e Iracema, seria, pois, a amostra significativa da nacionalidade brasileira, indivíduo com sua ascendência indígena, presa às raízes de um passado lendário, e ao caráter que inclui uma amostra da história dos europeus, mais precisamente da introdução do elemento português no Brasil. Por outro lado, as idéias lingüísticas de José de Alencar foram reconhecidas ou mesmo atacadas por boa da crítica brasileira e portuguesa do século XIX, por seu papel reivindicatório "do direito ao uso literário do falar brasileiro". É o caso de Pinheiro Chagas que, segundo Arnaldo Saraiva 3, dentre os elogios à prosa, deixava a censura ao escritor brasileiro, evidenciando um conceito de língua estreito e conservador:
o defeito que eu vejo nessa lenda, o defeito que eu vejo em todos os livros brasileiros, e contra o qual não cessarei de bradar intrepidamente, é a falta de correção na linguagem portuguesa, ou antes a mania de tornar o brasileiro uma língua diferente do velho português, por meio de neologismos arrojados e injustificáveis, e de insubordinações gramaticais (...). (SARAIVA, 2004, p. 49).
Alencar já reconhecia como incontestável a tendência, não para a formação de uma nova língua, mas para a transformação profunda do idioma de Portugal no Brasil. À parte as questões da língua brasileira e da identidade do herói indígena na prosa alencariana, as virtudes tidas como exemplares entre as comunidades indígenas serão enaltecidas em poemas como I-Juca Pirama , de Gonçalves Dias (1823-1864), enquanto a visão paradisíaca da terra brasileira se exalta em Canção do Exílio, pelo olhar de um eu lírico que suspira pela paisagem e pelos ares brasileiros, "lá", num "aqui" que se sabe Portugal.
No século XIX, são os personagens criados por Machado de Assis (1839-1908), em seus romances a partir de Memórias Póstumas de Brás Cubas e em contos como "O espelho", "O caso da vara", "O Alienista", e em tantos outros textos da sua prosa, que bem exemplificam a singularidade dos heróis machadianos, tidos como verdadeiros tratados da alma humana, com a genialidade e a ironia até hoje insuperáveis.
INICIAÇÃO - No limiar do século XX, o romance Triste fim de Policarpo Quaresma assinala o desejo de Lima Barreto (1881-1922) demonstrar, com a criação do herói Policarpo, como seria o País se se pretendesse depurar o caráter nacional brasileiro. Policarpo oferece ao leitor uma síntese dos elementos ligados ao folclore, à cultura, incluindo o uso da língua tupi, que pudesse evidenciar uma pátria livre das influências estrangeiras. É nessa época que Euclides da Cunha (1866-1909) escreve Os Sertões e torna-se célebre não apenas por se utilizar de pesquisas teórico-científicas em voga na época, mas por ter penetrado no interior da Bahia, como jornalista, e ter descoberto que a barbárie está presente tanto entre os indivíduos do mundo dito arcaico, quanto entre os indivíduos tidos como "civilizados", que habitam os centros urbanos, mais precisamente o litoral brasileiro. Em Os Sertões , Antônio Conselheiro representa a força que o herói providencial exerce sobre as massas. Além de se dizer santo milagreiro, em presença de uma comunidade que consegue sobreviver num regime de cooperação no povoado de Canudos, era o "gnóstico bronco" adepto à monarquia, um "sebastianista" do sertão brasileiro que pregava contra a República e contra a Lei do Cão, representada pela cobrança dos impostos.
O autor, Euclides da Cunha, compara o sertanejo com o gaúcho enfatizando a coragem, audácia e valentia como virtudes comuns entre ambos, não obstante sejam essas virtudes expressas de maneira explícita pela aparência e aprumo do gaúcho, e implicitamente pelo sertanejo de aparência acanhada e frágil, em acordo com as dificuldades que advêm das secas nordestinas, mas que se empertiga de modo surpreendente quando a necessidade se impõe.
No mesmo século, encontramos a presença de Simões Lopes Neto (1865-1916) com os Contos Gauchescos e Lendas do Sul . Com o compromisso de mostrar como as narrativas correm de boca em boca - que é a maneira através da qual a fama dos heróis se propaga de início em todas as comunidades primitivas - o autor entrega a narrativa dos "causos" por conta do personagem Blau Nunes, "dotado de uma memória de rara nitidez". Blau Nunes não apenas é o narrador de suas próprias façanhas, oferecendo o perfil e a unidade do caráter do indivíduo nascido e criado no Rio Grande do Sul, como descreve o gaúcho em suas peculiaridades regionais, pintando-o de modo legítimo em suas vestimentas, costumes e linguagem. É o que ocorre, por exemplo, na descrição do protagonista, o Negro Bonifácio, do conto homônimo. Inicialmente tem-se a descrição de seu cavalo e de sua indumentária:
E bem montado, vinha num bagual lobuno rabicano, de machinhos altos, peito de pomba e orelhas finas, de tesoura; mui bem tosado a meio cogotilho, e de cola atada, em três tranças, bem alto, onde canta o galo!
(...)
De chapéu de aba larga, botado no cocuruto da cabeça e preso num barbicacho de borlas morrudas, passado pelo nariz; no pescoço um lenço colorado, com o nó republicano; na cintura um tirador de couro de lontra debruado de tafetá azul e mais cheio de cortados do que manchas tem um boi salino!E na cintura, atravessado com entono, um facão de três palmos, de conta.(...). O negro - era ginetaço! - deu de rédea no lobuno, que virou direito, nos dois pés, e já lhe cravou as chilenas, grandes como um pires, e saiu escaramuçando, meio ladeado! 4.
Contos gauchescos e Lendas do Sul mereceu a atenção especial do escritor João Guimarães Rosa (1908-1967) pela presença de um regionalismo, seja na linguagem, seja no conteúdo dos contos e das lendas, estas readaptadas com mestria pelo autor gaúcho. Leia-se, por exemplo, em A Salamanca do Jarau , a lenda dos mouros "que eram mestres nas artes de magia", "que viveram na cidade de Salamanca", "na terra dos espanhóis, do outro lado do mar" (LOPES, 1999: p.170), adaptada ao tempo e à geografia sul-rio-grandense. Hoje, professores da Universidade de Lisboa vêm demonstrando interesse cada vez maior em estudar a prosa dos "Jõoes brasileiros": João Simões Lopes e de João Guimarães Rosa têm merecido atenção especial pelos europeus. Na França, os livros de Rosa são publicados pelas Éditions du Seuil com a seguinte anotação : "traduit du brésilien", como se língua portuguesa não pudesse mais ser tratada como o idioma brasileiro.
RETORNO : Com a rapsódia Macunaíma o herói sem nenhum caráter, de Mário de Andrade (1893-1945), tem-se, de certa forma, um retorno à proposta de José de Alencar (1829-1877), numa identificação do autor com o nacionalismo primitivista. Mas o grande expoente do Modernismo brasileiro vai mais longe. Como uma composição feita por um antigo rapsodo, o livro contém mitos e lendas do Brasil de norte a sul, sintetizando a cultura brasileira em seu folclore, sua oralidade, em sua geografia-lingüística e em seus aspectos psicológicos, levando em conta que o autor foi um pesquisador em todas essas áreas e um leitor de Sigmund Freud.
João Guimarães Rosa, renovador do conto brasileiro, autor de Sagarana , sua primeira obra publicada em 1946, tornou-se célebre nacional e internacionalmente com a publicação de Grande Sertão: veredas, cuja inovação deve-se principalmente à linguagem que, por sua vez, se serve da variante caboclo-sertaneja da língua portuguesa. O autor dá voz ao personagem Riobaldo, que não é um contador de "causos" - e este é o caso de Blau Nunes, ao narrar os contos ao interlocutor denominado patrício no texto de Simões Lopes Neto - mas é também uma pessoa experiente que narra sua vida a um interlocutor silencioso a quem Riobaldo chama de doutor . Guimarães Rosa foi um leitor e admirador de João Simões Lopes Neto e de Euclides da Cunha, idéia que podemos consolidar através das pesquisas feitas por Suzi Sperber.
Como num processo de "iniciação", a literatura brasileira se encarrega de antecipar, com Euclides da Cunha, Lima Barreto e Simões Lopes Neto preocupações deflagradas pelos Modernistas, a partir de 1922, como Mário de Andrade em Macunaíma e por escritores ímpares como João Guimarães Rosa. Dentre essas preocupações, avulta a busca de uma identidade que possa preencher os vazios encontrados na história oficial, quando esta se isenta da narrativa e dos relatos que dão conta da a existência de heróis do tipo "sem nenhum caráter", em busca da narrativa que dê conta da sua identidade.
"Que a tendência, não para a formação de uma nova língua, mas para a transformação
profunda do idioma Portugal, existe no Brasil, é fato incontestável" 5.
As insubordinações gramaticais, os neologismos arrojados e tidos como injustificáveis por um Pinheiro Chagas em relação à obra de Alencar não se constituíram em "falta de correção na linguagem portuguesa", conforme advertia no século XIX o escritor da cidade do Porto. À época, já havia sido constatada a necessidade de que se traduzisse o poema de Garrett "Olhos negros" para o idioma dos brasileiros. Não obstante, o que se verifica hoje, século XXI, é que a interação luso-brasileira não se perdeu como duas faces excludentes (nossos alunos do Ensino Médio lêem Camões, Eça de Queirós, Garrett, Fernando Pessoa, Saramago), e o caminho lingüístico e literário até aqui tem mostrado a existência de zonas de intersecção entre as literaturas de Língua Portuguesa. É o que estamos verificando com a pesquisa ora em andamento, com aproximações entre Cesário Verde e Eduardo Guimarães, Olavo Bilac e Fernando Pessoa, José Régio e Mário Quintana, Guimarães Rosa e Mia Couto, entre outros.
A literatura brasileira desde sua formação, como se viu, não se isenta da herança portuguesa. Nela escutamos ecos dos clássicos portugueses até os dias de hoje. Parodiados em muitos casos e produzindo novos sentidos, esses textos, como "Barca bela", de Almeida Garrett 6, e "Navegando em rede", de Capparelli 7, oferecem-nos elementos que bem caracterizam o "dialogismo", o cruzamento de discursos, e as muitas vozes denominadas por Bakhtin de "polifonia". A presença do interlocutor, eu poético de "Barca Bela", ao estabelecer interrupções no discurso para dar conselhos ao pescador, lembra as considerações, feitas à comitiva de Vasco da Gama, pelo experiente velho do Restelo, em Os Lusíadas . Vejamos:
BARCA BELA
Almeida Garrett
Pescador da barca bela, Onde vás pescar com ela Que é tão bela, Ó pescador?
Não vês que a última estrela No céu nublado se vela? Colhe a vela, Ó pescador.
Deita o lanço com cautela Que a sereia canta bela... Mas cautela, Ó pescador!
Não se enrede a rede nela Que perdido é remo e vela Só de vê-la Ó pescador!
Pescador da barca bela, Inda é tempo, foge dela, Foge dela, Ó pescador!
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NAVEGANDO EM REDESérgio Capparelli
Cibernauta de mar aberto, Por que navegas tão perto?
Faço declarações de amor Em rede pelo computador.
Cibernauta de mar bravio, Por que navegas no frio?
Esse frio não enregelao canto que fiz para ela.
Cibernauta muito cuidado com um bit equivocado.
Trago, em meio à tormenta, carinhos sabor de menta.
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Trata-se, no caso do poema de Garrett, de um vocativo e ao mesmo tempo do que se pode chamar de apóstrofe, um discurso monológico em que só a fala do interlocutor aparece. À diferença desse discurso, no poema de Capparelli, o interlocutor dialoga com o cibernauta: "Cibernauta de mar aberto/ Por que navegas tão perto?", ao que o outro responde; "Faço declarações de amor/ Em rede, pelo computador", ao longo das seis estrofes. Como uma conversa que se processa por intermédio de um chat entre o eu poético e o cibernauta, observa-se a pronta e imediata resposta às perguntas do interlocutor em Capparelli. Percebe-se também a repetição de estruturas, visando à manutenção da coesão no poema, com o cruzamento de discursos que caracterizam, então, o chamado processo dialógico. Nas advertências ao pescador em Garrett, por sua vez, ressoam ecos antigos: os do canto das sereias na longa travessia do herói mitológico Ulisses, no clássico Odisséia, XII, de Homero: "Aproxima-te daqui, preclaro Ulisses, glória dos aqueus!/ Detém a nau para escutares nossa voz. Jamais alguém/ passou por aqui em escura nave, sem que primeiro/ ouvisse a voz melíflua que sai de nossas bocas." A ausência da intervenção do pescador não nos desobriga como leitores de verificar a presença de um interlocutor, assinalada pelo vocativo "Ó pescador". O diálogo que aqui se estabelece é, pois, intertextual, na medida em que os textos "Barca Bela" e o mais recente "Navegando em rede", além de dialogarem entre si - sobremaneira através da adaptação do vocabulário das grandes navegações para o da informática - ambos remetem o leitor aos poemas que narram as travessias de heróis épicos. O poderoso canto para o Cibernauta é seu próprio texto imbatível ao frio da navegação em rede: "esse frio não enregela/ o canto que fiz pra ela".
Estamos, pois, diante de uma trajetória adaptada aos mitos modernos, de um herói que se constrói a partir de Dom Quixote, que luta contra o que não mais existe; de um Macunaíma, que não mais recupera a sua memória na ilha de Marapatá; do herói de "alma vil", de Fernando Pessoa em "Mensagem". Heróis da travessia luso-brasileira que ora se familiarizam de modo natural com a língua, denominando de mouse a sua ferramenta, ora reagem à subordinação e à linguagem do outro, substituindo-a pela tradução: "rato". E assim as narrativas vão sendo tecidas na complexidade do paradigma de múltiplas identidades, numa rede em que se enredam pilotos virtuais, leitores e escritores, agora na metáfora das grandes navegações via internet.
MacINTYRE, Alasdair. Depois da virtude. Trad. Jussara Simões. São Paulo: EDUSC, 2001.
POPOL-VUH. Las antiguas historias del Quiché de Guatemala . Anónimo. Bogotá: Panamericana Editorial, 1965.
SARAIVA, Arnaldo. Modernismo português e modernismo brasileiro. Subsídios para o seu estudo e para a história das suas relações. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2004.
LOPES NETO, João Simões. Obra completa. João Simões Lopes Neto ; org. Paulo Bentancur; il. Enio Squeff. Proto Alegre: Sulina, 2003.
José de Alencar, pós-escrito à 2 a . ed. de Iracema 1870 .
GARRETT, Almeida. Folhas Caídas . Introdução de José Gomes Ferreira, Lisboa: Portugália, 1955.
CAPPARELLI, Sérgio. 33 poemas e uma Fábula Virtual. Porto Alegre: L&PM, 1996.