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A dupla face de Jano: as mutações do rio segundo Lima Barreto
José Eugênio das NEVES (UEL/CAPES)

Em sua trajetória de vida, o mulato carioca Afonso Henriques de Lima Barreto conviveu com as duas faces do Rio de Janeiro, a monárquica/antiga e a republicana/moderna, fruto de uma reforma forçada que se processou no centro da capital federal nos primeiros anos do século XX.

O cenário que levaria a essas reformas começou a se desenhar nos últimos anos do século XIX. Na década que precedeu a proclamação da República, a população do Rio cresceu assustadoramente, quase que dobrando entre 1872 e 1890. Esse aumento foi ocasionado pelo grande êxodo para capital da mão-de-obra negra, para a qual já não havia mais lugar no campo. A estes se vêem ajuntar grande número de imigrantes estrangeiros, especialmente de portugueses. Esse crescimento populacional desordenado provocou o aumento do desemprego. Como não houvesse empregos formais para todos, muitos se vêem obrigados a aceitar subempregos ou mesmo dedicar-se a atividades ilegais, como a prostituição, o roubo e o jogo do bicho. Mas, mesmo aqueles que conseguem um emprego não se encontram numa situação melhor, devido à crise econômica, provocada pelo Encilhamento, a desastrada política econômica implementada por Rui Barbosa em 1890, que trouxe como conseqüências o aumento de preços e a inflação. Além dessa situação, os pobres tinham de enfrentar ainda a escassez, o alto custo e a baixa qualidade das moradias localizadas, quer nas periferias, quer no centro da cidade. No centro, segundo Moura 1, duas eram as opções que se apresentavam: os cortiços de construção rápida, que eram instalados em fundos de prédios, sem áreas de ventilação e cozinha ou as casas de cômodos, improvisadas em velhos prédios decadentes, onde se apertavam muitos moradores. Nestes ambientes nada higiênicos, era comum a proliferação de epidemias. Assim, tais construções constituíam-se na presença do velho, feio e sujo em plena área central da capital do país. Além disso, Sevcenko 2 revela-nos que essa gente rude plantada no âmago da urbe estava constantemente pronta para armar barricadas nas vielas do centro ao menor sinal de motim, como se verificou, por exemplo, por ocasião da Revolta da Vacina, em 1904. Essas circunstâncias logo incomodaram a nova elite, constituída de negociantes, médicos, jurisconsultos, funcionários públicos, corretores e, até mesmo, fazendeiros do estado do Rio de Janeiro, que havia enriquecido graças ao Encilhamento e que, agora, dominava os principais cargos da República 3. Além das habitações coletivas e cortiços com seus habitantes "suspeitos", já mencionados anteriormente, as ruelas estreitas e áreas pantanosas, que provocavam endemias constituíam-se em alguns dos outros detalhes que geravam uma imagem de cidade insegura e insalubre aos olhos dos estrangeiros e, concomitantemente, deixavam uma má impressão do país. Era preciso, pois, mudar tal cenário, modernizando a cidade.

Esse novo cenário tinha, primeiro, de ser planejado no papel, para que, posteriormente, fosse colocado em prática. A partir daí, a cidade passa a exibir-se através de uma dupla linguagem, conforme destaca Rama 4:

 

/.../ as cidades americanas foram remetidas desde a sua origem a uma dupla vida. A correspondente à ordem física, que, por ser sensível, material, está submetida aos vaivéns (sic) da construção e da destruição, da restauração e da renovação, e, sobretudo, aos impulsos da invenção circunstancial de indivíduos e grupos, segundo seu momento e situação. Acima delas, a correspondente à ordem dos signos que atuam a nível simbólico, desde antes de qualquer realização, e também durante e depois, pois dispõem de uma inalterabilidade a que pouco concernem os avatares materiais.

 

Para Resende 5, esta cidade dos signos caracterizava-se pela tentativa de organizar a cidade segundo normas e determinações, criando, assim, a cidade ideal. Restava agora determinar quais as regras sob as quais se constituiria tal cidade. A elite não teve dúvidas, o modelo deveria, é lógico, ser europeu e o escolhido foi o da reforma de Paris, promovida pelo prefeito Haussman, em 1875. Descrevendo essa reforma, Moura 6 acentua o fato de que Paris perdeu suas características de cidade medieval com a derrubada de suas muralhas e a construção de modernas avenidas arborizadas e bulevares. Concomitantemente, o proletariado viu-se afastado do centro para bairros distantes, sendo que toda a área central da cidade passou a ser destinada às atividades de finanças, ao comércio e ao lazer.

O projeto-clone de nossas elites saiu do papel e tornou-se realidade nos primeiros anos do século XX, sob a coordenação do prefeito Pereira Passos, que governou a cidade entre 1903 e 1906. A modernização do Rio incluiu a remodelação de seu porto, a construção das Avenidas Central e Beira-Mar, o abertura da Avenida Mem de Sá, bem como o alargamento e a abertura de inúmeras ruas menores. No bojo dessas reformas, incluíram-se, ainda, serviços de pavimentação, uma grande campanha de vacinação coordenada por Oswaldo Cruz e a demolição das habitações insalubres dos bairros centrais, o famoso "bota abaixo". Os habitantes dessas locais foram obrigados, então, a se deslocar para habitações mais baratas em favelas, morros e subúrbios. Esses bairros e subúrbios em que moravam esses rejeitados pela cidade ideal passaram a constituir o que Resende 7 denominou de "cidade real", a face indesejável da urbe, o paraíso dos desempregados, capoeiras, trabalhadores, pobres, anarquistas e imigrantes. Diante de todas essas circunstâncias, a questão central a que procuraremos dar uma resposta no decorrer desse artigo será: como se posicionou o escritor Lima Barreto ante as mudanças das quais era privilegiada testemunha ocular?

É comum mencionar-se que o autor coloca muito de si mesmo em suas personagens. Para Resende 8, as personagens barretianas pobres e "remediadas" cumprem sempre um mesmo trajeto. Primeiro, elas partilham dos valores sociais dominantes, impostos pelas classes hegemônicas. Em seguida, tentam satisfazer ideais comuns à sociedade urbana, como um emprego estável, um casamento para as moças ou sucesso em Botafogo, bairro chique da época, para um poeta-compositor. Ato contínuo, esses objetivos não são alcançados e ocorre, então, a constatação da impossibilidade de atingi-los, devido à inexistência da igualdade de oportunidades. O último passo é a tomada de consciência das desigualdades existentes. Trata-se, em síntese, da trajetória da alienação à consciência crítica, obtida através do fracasso na tentativa de integração à sociedade tradicional. Esse esquema enquadra-se perfeitamente no histórico de vida do autor. Ao tentar alcançar o sucesso na sociedade de sua época, viu-se rejeitado por ser pobre e preto, não conseguiu obter o diploma de Engenheiro, artefato tão valioso na época, e foi obrigado a aceitar uma medíocre ocupação de funcionário público, para alimentar-se e à sua família. Todo esse sofrimento leva-o a produzir uma obra que serviria como grito de protesto dos excluídos - pobres, negros e suburbanos. Discorrendo sobre o objetivo de sua escrita, Machado 9 destaca que seu almejo era objetivar uma idéia em paralelo com o despertar de emoções que servissem para unir a raça humana. Primeiro, o autor pretendia mostrar através de sua literatura a injustiça e a desigualdade que permeavam a sociedade de seu tempo, posicionando-se contra esse modelo e acreditando em sua transformação pela ação do homem. Em segundo lugar, desejava apresentar a dor dos oprimidos que viviam sob essa configuração injusta. Tratava-se de uma opção ideológica pelos pobres, destaca Resende 10, recordando que, embora Lima Barreto tivesse dificuldades de identificação com o proletariado, deu-lhe a oportunidade de fazer ouvir a sua voz através de sua literatura.

Esse caminho é trilhado também quando o assunto é sua posição acerca das modernizações que se efetuaram em sua querida cidade natal. A primeira opinião sobre esse assunto encontra-se expressa numa carta enviada pelo escritor a seu amigo Otávio Inglês de Souza em 1906, ano em que andavam a pleno vapor as reformas modernizadoras do Prefeito Pereira Passos:

 

O Rio, como mais ou menos deves adivinhar, continua na senda do progresso, e velozmente! O governo, conhecendo que é uma falta grave à nossa cidade, a falta de um rio que a corte, como acontece em Paris, Londres, com as primeiras capitais européias, enfim, cujo efeito estético ninguém discute, pretende desviar o curso do Paraíba para a nossa baía. Os estudos ainda não estão feitos; mas a comissão já está indicada e já se fala nas indenizações. Escusado é dizer que ambiciono um lugar na sobredita comissão 11.

 

Analisando esse trecho, Figueiredo 12 chama a atenção para o fato de que o jovem Lima Barreto parece estar seduzido pelo canto de sereia da ordem, que promete modernizar a organização da cidade. Dentro desse progresso, o autor ambiciona integrar-se a essa sociedade urbana, através da obtenção de um emprego, que lhe garanta uma estabilidade econômica, de que tanto necessitava. Essa melhoria de vida jamais será alcançada e o autor, como tantos outros conterrâneos, será forçado a morar num dos subúrbios cariocas, segundo ele, "refúgio de infelizes".

Mas, se as elites em suas reformas modernizadoras das cidades pretendiam tirar os pobres do alcance de sua visão, Berman 13 destaca que ocorre exatamente o contrário. As largas avenidas permitem aos que moram em pontos distantes atingir o centro da cidade, onde vêem e são vistos. Dentre estes, vamos encontrar Lima Barreto. Propenso a longas caminhadas, o autor, durante anos, observa com atenção detalhes desse centro, comparando-o com os da periferia onde vive. Graças a essas observações, percebe, então, o caráter discriminatório e excludente dessas reformas, conforme se pode perceber nesse escrito sobre outro reformista, o prefeito Carlos Sampaio, produzido em 1921:

 

Vê-se bem que a principal preocupação do atual governador do Rio de Janeiro é dividi-lo em duas cidades: uma será a européia e a outra, a indígena.

É isto que se faz ou se fez na Índia, na China, em Java, etc.; e em geral, nos países conquistados e habitados por gente mais ou menos amarela ou negra 14.

 

Nessa observação, aflora a crítica à forma como é conduzido o governo de sua cidade. O poder está sendo exercido nos velhos moldes coloniais, onde o colonizador estabelece sua comunidade à parte do colonizado, dotando-a, obviamente, de melhores condições de vida do que esta. Assim, Lima Barreto denuncia a existência de um colonialismo interno, fundado, principalmente, na discriminação racial. Ele está bem apercebido da existência das duas faces do Jano carioca. A face ideal ocupa o centro da cidade, é rica, pretende-se branca e bebe na fonte da cultura erudita européia. Do outro lado, a face real espalha-se por favelas, subúrbios e bairros afastados, é pobre, constitui-se de uma mistura de raças e segue suas próprias manifestações culturais.

Essa má vontade do governo em relação aos mais pobres é denunciada em "O momento", texto que compõe seu livro Coisas do reino de Jambon :

O nosso regímen atual é da mais brutal plutocracia /.../.

Não há entre os ricos e os poderosos, nenhuma generosidade; não há piedade, não há vontade, por parte deles, desejo de atenuar a sua felicidade, que é sempre uma injustiça, com a proteção dos outros, com o arrimo aos necessitados, com o fervor religioso de fazer o bem 15.

 

Esse descaso é exemplificado em muitos de seus textos. Um exemplo disso pode ser verificado em sua crônica "As enchentes", escrita em 19 de janeiro de 1915, e que faz parte de Vida urbana :

 

As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam /.../ inundações desastrosas.

/.../ O Rio de Janeiro, da avenida, dos 'squares', dos freios elétricos, não pode estar á mercê de chuvaradas, mais ou menos violentas, para viver a sua vida integral.

/.../ O Prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio.

Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes precipitações atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações.

Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas e não com o que há de essencial nos problemas de nossa vida urbana, econômica, financeira e social 16.

 

A crítica dirige-se à escolha de prioridades por parte da administração municipal. O autor recorda como Pereira Passos, como representante do pensamento da elite, voltava-se sempre para a face ideal e seu embelezamento, desprezando as necessidades, muitas vezes urgentes, da face real. O sofrimento da segunda não tinha importância, desde que a primeira estivesse com sua maquiagem em ordem, para que pudesse vender uma boa imagem de exportação do país. É a política do supérfluo em detrimento do essencial.

No caso de obras semelhantes, a preferência sempre recaía sobre os melhoramentos aplicados ao centro da cidade, em detrimento daqueles destinados aos agrupamentos populares. Na crônica "O prefeito e o povo", parte de sua obra Marginalia , Lima Barreto 17 contrasta a obsessão da prefeitura em asfaltar os areais desertos de Copacabana, enquanto verifica o estado do asfaltamento nos arredores de sua casa, localizada no subúrbio de Todos os Santos: "Tropeço nos caldeirões da rua principal da localidade da minha residência, rua essa que foi calçada há bem cinqüenta anos". O estado de abandono dessas ruas inspira o autor a criar a situação tragicômica narrada no texto "Queixa de defunto", publicado no jornal Careta de 20 de março de 1920 . Na história, um defunto endereça, através do autor, uma carta ao prefeito municipal, em que acusa o alcaide pelo fato de ter sido preterido do céu e condenado a passar algum tempo "descansando" no inferno. Todo esse infortúnio está ligado ao descaso da administração pública:

 

Tendo sido enterrado no cemitério de Inhaúma e vindo o meu enterro do Méier, o coche e o acompanhamento tiveram que atravessar em toda a extensão a Rua José Bonifácio, em Todos os Santos.

Essa rua foi calçada há perto de cinqüenta anos a macadame e nunca mais foi o seu calçamento substituído. Há caldeirões de todas as profundidades e largura, por ela afora. Dessa forma, um pobre defunto que vai dentro do caixão em cima de um coche que por ela rola, sofre o diabo.

/.../ o balanço violento do coche /.../ machucou-me muito e cheguei diante de São Pedro cheio de arranhaduras pelo corpo. 18

 

O bom santo julgando que o homem brigara depois de morto, não aceita suas explicações e destina-o ao inferno. Nem depois de morto, esse cidadão do povo consegue a paz tão desejada e isto graças à negligência da Prefeitura.

Mas, a reforma modernizadora das elites não pretendia apenas uma separação espacial entre essas duas cidades, conforme atesta Sevcenko 19 ao anunciar os princípios que nortearam a modernização do Rio:

 

Quatro princípios fundamentais regeram o transcurso dessa metamorfose /.../: a condenação dos hábitos e costumes ligados pela memória à sociedade tradicional; a negação de todo e qualquer elemento da cultura popular que pudesse macular a imagem civilizada da sociedade dominante; uma política rigorosa de expulsão dos grupos populares da área central da cidade, que será praticamente isolada para o usufruto exclusivo das camadas aburguesadas; e um cosmopolitismo agressivo, profundamente identificado com a vida parisiense.

 

Tratava-se, portanto, conforme destaca Veloso 20, não apenas de deslocar as camadas populares do centro da cidade, mas também de deslocá-las do eixo de influência da vida nacional, através da extinção das manifestações culturais tradicionais, como o candomblé, a capoeira, o bumba-meu-boi, as romarias religiosas, o maxixe, o violão, as serestas, os cordões carnavalescos ou qualquer outra manifestação cultural do Brasil mestiço, que se tornaram alvos de vigilância e repressão do poder estatal. Essa vigilância reflete-se nos escritos de intelectuais que desistiram da política militante, que praticavam antes da Proclamação da República e mesmo nos anos iniciais dela, para dedicar-se, como destaca Resende 21, à "/.../ função de orientar o público no sentido de adesão ao sistema /.../". O exemplo mais eloqüente desse tipo de intelectual foi, sem dúvida alguma, Olavo Bilac, conforme se pode depreender da defesa empolgada que faz da necessidade de reformas na cidade neste trecho de uma de suas crônicas, detraindo a velha urbe como "/.../ imunda, retrógrada e emperrada em suas velhas tradições /.../" e louvando "as picaretas regeneradoras", que, em sua opinião, celebram "/.../ a vitória da higiene, do bom gosto e da arte" 22. Dentre as velhas tradições que precisavam "desabar" estava a comemoração popular da Festa da Penha, a qual Bilac 23 classifica como "/.../ brutal, desordenada e assinalada por tantas vergonhas e /.../ crimes, que não parecia um folguedo /.../ no seio de uma cidade civilizada, mas uma daquelas orgias da idade média /.../".

Quanto a essa questão, Lima Barreto revela sua discordância em relação à opinião dessa intelectualidade comprometida com os interesses das classes altas. Veloso 24 destaca como o autor critica o etnocentrismo de nossas elites, adotado pelo governo, que os impedia de observar as diferentes manifestações culturais que se fazem presentes na cidade. Para o autor, o importante era recuperar e legitimar uma parte esquecida de nossa cultura: "Tento unicamente com o que tenho observado e ouvido, nas minhas conversas com pessoas do povo e gente humilde, registrar impressões, dar o meu depoimento individual, sem nenhuma pretensão mais elevada" 25. O governo não tinha o direito de interferir na cultura popular com a pretensão de educá-la. Fazer isso retiraria toda sua originalidade, transformando-a em mero clone da cultura das elites, esta, por sua vez, já cópia de uma cultura importada. Para que isso não ocorresse, era necessário evitar a emissão de juízos sobre a cultura do povo, deixando-a percorrer livremente o seu caminho.

Em síntese, no decorrer das transformações por que passa a cidade do Rio de Janeiro, se Lima Barreto, inicialmente, deixa-se envolver pelo clima de euforia, que envolve o plano de modernização da cidade, mais tarde, muda de opinião, criticando-o por seu caráter excludente, tanto do ponto de vista social quanto cultural. O desejo do autor é que a face ideal do Jano carioca estabeleça uma relação mais humana com sua face real, respeitando seus gostos culturais e preocupando-se em atender também suas necessidades prementes, para que se promova o verdadeiro progresso da cidade.

 

 

 

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Apud SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. 3. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989, p. 31.

Apud MOURA, Roberto. Tia Ciata e a pequena África no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Funarte, Col. MPB-9, Divisão de Música Popular, 1983, p. 73.

VELLOSO, Mônica Pimenta. As tradições populares na Belle Époque carioca. Rio de Janeiro: Funarte, 1988, p. 45-51.

Idem. As tradições populares na Belle Époque carioca. Rio de Janeiro: Funarte, 1988, p. 45.