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As marcas do surrealismo nos romances Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago e Informe sobre Ciegos de Ernesto Sábato.
Andresa Fabiana B. Guimarães (FFLCH/USP)
Informe sobre Ciegos é a terceira parte do romance Sobre Héroes y Tumbas (2001) de Ernesto Sábato. Por trás da pretensão de descobrir o Reduto Sagrado da Seita que governa o mundo, o Informe realiza uma análise da realidade noturna do presente social, conseqüência do desejo constante de salvar o homem de hoje, maltratado pelos tempos modernos. O romance percorre o mundo escuro ou realidade noturna, termos usados por Sábato para referir-se aos aspectos da realidade profunda oposta e complementar à realidade diurna e objetiva.
Para Langowski 1, a importância do romance Sobre Héroes y Tumbas 2 reside fundamentalmente na interpretação pessoal da psique Argentina e do problema do homem na sociedade contemporânea, explica que a associação do escritor argentino com o movimento surrealista está centrada na busca do "eu" e não no intento de aprender o ofício de escritor. O prólogo do seu primeiro livro de ensaios Uno y el Universo 3 reescrito em 1968 demonstra a grande influência que o movimento surrealista tem em suas obras de ficção:
"Al fin pensé que esta negativa a reeditar el libro podría tomarse como una cobardía intelectual, y así cedí a la reimpresión. Con todo, querría pedir al lector que perdone las arbitrariedades y violencias que encuentre, las más de las veces motivadas por la pasión que siempre he puesto en mis ideas, en tantas ocasiones defraudadas por los hechos. Así me sucedió con el surrealismo, al que con fervor me acerqué en 1938, cuando trabajaba en el Laboratorio Curie de París, y cuando el creciente odio que experimentaba por el fetichismo científico me condujo a esa característica revuelta contra la Razón y lo Objetivo, los dos ídolos de esa religión. Viviendo como vivía sus limitaciones, ansioso por encontrar una salida que me permitiera acceder al hombre concreto enajenado por una civilización tecnolátrica, era inevitable que me volcara hacia el surrealismo. Ya en decadencia, aquel movimiento no podía satisfacerme del todo, y aunque me salvaguardaba (y me sigue salvaguardando) una figura trágica como la de Artaud, era también lógico que me repeliera la mistificación de artistas como Dalí, así como la carencia de rigor filosófico y el dogmatismo de André Breton, por admirable que fuese su obra poética. En tales condiciones, no porque hubiese dejado de amar al surrealismo sino precisamente por amarlo demasiado, reaccioné irónica o ásperamente en algunos fragmentos de este libro; mientras permanecería en mí lo mejor de aquel movimiento, para manifestarse años más tarde en el "Informe sobre ciegos"". (Sábato, 1969, p.11-12)
O Informe sobre Ciegos apresenta um tom autobiográfico, pois a viagem do protagonista Fernando a Paris e as experiências relatadas por ele, foram memórias revividas por Sábato. Em uma entrevista o escritor argentino declara que o Informe e conseqüentemente o personagem Fernando Vidal Olmos não poderiam existir sem o surrealismo, explica que foi este que o levou ao movimento surrealista, ou seja, o Informe não é uma conseqüência do surrealismo e sim uma motivação para buscar as teorias surrealistas. O melhor amigo de Fernando foi o pintor surrealista Oscar Domínguez e também de Ernesto Sábato, os outros surrealistas mencionados no Informe como Victor Brauner, André Breton, Benjamín Péret, Esteban Francês, Marcelle Ferry e Matta Echaurren também eram conhecidos de Sábato. Desta maneira, podemos perceber a importância do surrealismo em sua vida e em sua obra, tal fato deve ser levado em consideração para se entender o espírito caótico, os temas e as técnicas que ele aplicou em sua ficção.
Antes de analisar os aspectos surrealistas na narrativa sabatiana faz-se necessário, primeiramente tecer alguns comentários sobre a estrutura do romance Sobre Héroes y Tumbas (2001). A obra está dividida em quatro partes, a primeira é denominada " El dragón y la princesa" (20 capítulos ), a segunda "Los rostros invisibles", (28 capítulos) a terceira "Informe sobre ciegos " (38 capítulos) e a quarta e última parte "Un dios desconocido" (7 capítulos). No início da narrativa aparece uma Notícia Preliminar que serve como prólogo, é um fragmento de um conto policial publicado no jornal La Razón de Buenos Aires no dia 28 de junho de 1955, em que há o relato do crime cometido por Alejandra.
O Informe apresenta-se dividido em duas partes, a primeira estende-se desde o começo da investigação até a entrada de Fernando na casa da rua Belgrano (do capítulo I ao XIX), a segunda parte relata todos os acontecimentos no interior da casa (do capítulo XX ao XXXVIII). Ambas as partes contam uma história que parece possuir dois planos: no primeiro, há um relato da experiência real de Fernando como personagem do romance e redator do Informe , o segundo contém a experiência ficcional do personagem, esta se refere a sua obsessão com os cegos, é importante ressaltar que a existência ficcional é a predominante no texto. Os capítulos XIX e XX são uma espécie de transição, pois Vidal Olmos entra sem dificuldades na casa de Belgrano e ali encontra uma pequena porta que dá acesso a um subterrâneo. A segunda parte do relato é dedicada à exploração das zonas sombrias onde impera a escuridão metafísica. Esta pertence ao mundo irreal, pessoal ou subconsciente, quando Fernando entra na casa de Belgrano e vivencia as experiências que posteriormente relatará no seu Informe , este se compõe de recordações, sonhos e alucinações que se misturam na mente do personagem que afirma ter sido acorrentado no sótão da casa e vigiado durante este tempo por uma cega, a mesma que havia tocado o sino na rua.
Os surrealistas sentem-se atraídos pela análise freudiana do inconsciente que tenta explicar a persistência e o poder das experiências novas por meio de três componentes: o id, o ego e o superego. O id ou libido, como denomina Freud, é um armazém interior de energia psicológica, é o poder motivador que constitui nossos impulsos e desejos. O ego representa o "eu mental" e se dá conta dos impulsos e desejos que será permitido liberar ao id. O superego é a consciência que começa a desenvolver-se desde o nascimento do indivíduo. O superego é uma espécie de mecanismo para guiar os desejos os freá-los de acordo com as restrições do mundo exterior, ele nos faz diferenciar o bem do mal, segundo as normas do ambiente social e religioso que vivemos Sábato utiliza estes conceitos freudianos para mostrar a relação incestuosa de Fernando Vidal Olmos com sua mãe e posteriormente com sua filha Alejandra. Na literatura surrealista, o incesto transcende o mero desequilíbrio psicológico, os surrealistas quebram as barreiras de comunicação entre o homem moderno e em conseqüência buscam a individuação.
No Informe sobre Ciegos, temos a exploração das esferas do real e do imaginário. Sábato enfoca as vicissitudes do homem moderno na busca de comunicação com o mundo que o rodeia e Vidal Olmos exemplifica esta busca. O Informe é uma representação simbólica dos mistérios e das forças cegas que criam a sensação de ilogicidade. O escritor argentino utiliza o termo "cegos" para invocar uma descrição vívida daqueles que motivam e controlam, a nossa existência. Para tentar explicar o uso do termo em sua narrativa Sábato expõe:
"Debo confesar que siento ante ellos un extraño y ambiguo sentimiento, como si estuviera ante un abismo en medio de la oscuridad. Sí, siento algo en la misma piel, algo que no puedo precisar ni explicar. Y eso que experimento yo en germen lo desarrollaré hasta el delirio en el espíritu de Fernando, y así escribe el Informe. la ceguera es una metáfora de las tinieblas, el viaje de Fernando es un descenso a los infiernos, o un descenso al tenebroso mundo del subconsciente,, es la vuelta a la madre o al útero, es la noche" (Sábato, 1964, p.18)
É importante ressaltar que a cegueira é freqüente na literatura surrealista, segundo os surrealistas, os cegos possuem uma clarividência que falta às pessoas que têm a vista normal. Segundo Chevalier 4, ser cego significa, para uns, ignorar a realidade das coisas, negar a evidencia e, portanto ser doido, lunático. Para outros, o cego é aquele que ignora as aparências enganadoras do mundo e, graças a isso, tem o privilégio de conhecer sua realidade secreta, profunda, proibida aos mortais comuns. Desta maneira a cegueira pode apresentar dois aspectos: o fasto e o nefasto o positivo e o negativo.
No Informe sobre Ciegos , Sábato coloca-nos que o pintor Victor Brauner "tenía la obsesión de la ceguera y en varios cuadros pintó retratos de hombres con un ojo pinchado o saltado. E incluso un autorretrato en que uno de sus ojos aparecía vaciado" (p.377). Na narrativa, ocorre uma orgia com personagens surrealistas, "poco antes de la guerra, en una orgía en el taller de uno de los pintores del grupo surrealista, Domínguez, borracho, arroja un vaso contra alguien y el vaso arranca un ojo de Víctor Brauner." (p.377) Desta maneira pode-se verificar que a cegueira pode dar a conotação de mistério, escuridão, clarividência.
Inicia-se, o relato baseado nas experiências vividas por Fernando dentro da casa e que possuem um caráter imaginário e simbólico, já que o personagem afirma "pareci despertar a una realidad que me pareció, o ahora me parece, más intensa que la otra, una realidad que tenía esa fuerza un poco ansiosa de las alucinaciones que se producen durante la fiebre." (342). Sábato em seu livro El escritor y sus fantasmas 5 revela as características do movimento surrealista que utilizou em sua narrativa, são eles "descenso al yo, el tiempo interior, el subconsciente, la ilogicidad, el mundo desde el yo, el otro, la comunión, el sentido sagrado del cuerpo, el conocimiento" (p.86-89).
O romance Ensaio sobre a Cegueira 6 relata as dificuldades das pessoas de um grande centro urbano que se tornaram cegas por causa da epidemia do "mal branco". A cegueira que aparece desde o título constitui o fio condutor dos conflitos e ações das personagens e estabelece uma contradição no romance, porque, segundo alguns estudos científicos, a cegueira convencional, faz com que a pessoa enxergue tudo preto e, contrariamente, na narrativa as personagens vêem tudo branco:
" O cego ergueu as mãos diante dos olhos, moveu-as, Nada, é como se estivesse no meio de um nevoeiro, é como se tivesse caído num mar de leite, Mas a cegueira não é assim, disse o outro, a cegueira dizem é negra, Pois eu vejo tudo branco..." (Saramago, 1995, p.13).
Outra contradição existente no romance é a maneira de contágio da cegueira que desafiou a ciência médica, uma vez que: "a cegueira não se propaga por contágio, como uma epidemia, a cegueira não se pega só por olhar um cego alguém que o não é, a cegueira é uma questão privada entre a pessoa e os olhos com que nasceu". (Idem, p.38) Estudando os princípios científicos, o médico oftalmologista tentou descobrir as causas desse mal desconhecido, no entanto não obteve êxito e acabou cegando também. Não havendo, portanto explicação científica para a epidemia do mal branco, a consideração feita foi a seguinte: "Se um cego não vê, pergunto eu, como poderá ele transmitir o mal pela vista, Meu general, esta deve ser a doença mais lógica do mundo, o olho que está cego transmite a cegueira ao olho que vê, já se viu coisa mais simples..." (Idem, p.111), portanto, temos uma explicação extremamente simples para o contágio da cegueira, o olho doente transmite sua enfermidade para aquele que está são, por isso o Ministério Público decide colocar todos os infectados num único local, com o intuito de afastar os doentes do restante da população para que esta possa ser poupada do contágio. Na ala esquerda do manicômio ficam os infectados e na ala direita os que tiveram algum tipo de contato com estes.
Dentro do manicômio, os cegos viviam em condições subumanas, havia falta de saneamento e higiene, fator que acarretou a degradação total do ambiente. Em plena situação epidêmica, as referências se perdem, visto que as pessoas não podiam reconhecer umas as outras, não havia como distinguir as feições, a cor dos olhos, dos cabelos. A identificação só era possível por meio da voz: "Como se chama, Os cegos não precisam de nome, eu sou esta voz que tenho, o resto não é importante..." (Idem, p.275).
Saramago ao construir a narrativa, objetiva mostrar-nos a perda da imagem do real que nos leva á representação de situações simbólicas da história da humanidade do conhecimento que ela tem da realidade e da superação das situações de crise. O homem contemporâneo tomou consciência dos seus limites na apreensão da imagem do real, da natureza, das suas imagens e por isso voltou a enxergar. O percurso das personagens e das suas cegueiras remete-nos a cegueira instalada pelo conhecimento, pelo domínio e á busca de superação, de recuperação da visão pelo homem em diferentes estágios da civilização, da história. O escritor português dá a oportunidade do auto-conhecimento ás suas personagens, ou seja, por meio da cegueira branca os seres fictícios são levados a refletir na sua existência.
Na narrativa de Saramago, há um trecho em que a mulher do médico está andando pela cidade em busca de comida para o grupo que a acompanha, ela encontra um supermercado aberto e todo saqueado, lá dentro existe um túnel escuro e frio que leva a um depósito de alimentos, desesperada em busca de alimento começa a descer os degraus:
" O medo voltou, sub-reptício, mal ela avançou alguns metros, talvez estivesse enganada, talvez ali mesmo à sua frente, invisível, um dragão a esperasse de boca aberta. Ou um fantasma de mão estendida, para a levar ao mundo dos mortos que nunca acabam de morrer porque sempre vem alguém ressuscitá-los..." (p. 222)
Notamos que a mulher do médico passa por uma situação de tensão, semelhante àquela vivida por Ulisses quando desce ao Hades, a cidade dos mortos. O medo do desconhecido toma conta da personagem levando-a ao desespero. Podemos relacionar esta passagem ao mito da Caverna de Platão, pois para o filósofo o mundo da caverna representa o mundo dos sentidos e o mundo exterior representa o mundo inteligível. Platão coloca dois níveis de realidade um nível inferior de sombras, de reflexos e um nível superior de realidades verdadeiras. A mulher do médico encontra-se no nível inferior, por isso sua mente é povoada por seres inexistentes, é o horror ao desconhecido.
A mulher do médico assiste a tudo com grande pesar, pois foi a única personagem que não cegou. Para ela, tornou-se um sofrimento conviver em meio a tantas atrocidades, sentia-se uma intrusa olhando as pessoas, sem que elas pudessem vê-la, no entanto, foi pelos olhos dela que os cegos conseguiram sobreviver à epidemia, pois ela ofereceu seus olhos a todos os que necessitavam.
Outro aspecto surrealista no texto saramaguiano envolve, a temática dos espelhos: "há mil razões para que o cérebro humano se feche, só estendeu as mãos até tocar o vidro, sabia que a imagem estava ali a olhá-lo, a imagem via-o a ele, ele não via a imagem" (p. 38). Este trecho demonstra a sensação desesperadora do ser humano que antes podia ver a sua imagem refletida no espelho e que agora não pode mais. Como dissemos anteriormente, há um jogo entre o ver e enxergar na narrativa e nesta dualidade pode estar a possível resposta para o mal branco. Outro trecho onde aparece esta reflexão sobre a imagem é:
A consciência moral, que tantos insensatos têm ofendido e muitos mais renegado, é coisa que existe e existiu sempre, não foi uma invenção dos filósofos do Quaternário, quando a alma mal passava ainda de um projeto confuso. Com o andar dos tempos, mais actividades da convivência e as trocas genéticas, acábamos por meter a consciência na cor do sangue e no sal das lágrimas, e , como se tanto fosse pouco, fizemos dos olhos uma espécie de espelhos virados para dentro, com o resultado, muitas vezes, de mostrarem eles sem reserva o que estávamos tratando de negar com a boca." (p.26)
Esta mesma temática está contida na obra de René Magritte que tem a preocupação de revelar o que está escondido por meio do que podemos ver. Sua pintura não é um espelho passivo da realidade, pois não copia a manifestação visível do objeto, na verdade, muda-o, transforma-o, modificando as aparências tornando-as ficcionais. Esta questão está representada no quadro O espelho falso (1935) em que temos a representação de um olho humano, em uma hiperdimensão:

O espelho falso (1935)
Segundo um provérbio, "O olho é espelho da alma", Magritte faz um jogo de girar ao contrário, questionando o que está dentro e o que está fora. O olho humano hiper dimensionado, em vez de proporcionar uma visão do que está por dentro, na alma do homem, reflete o que está fora, neste caso Magritte pinta um céu com nuvens. O surrealismo resulta da infidelidade do reflexo apresentado no quadro, a visão do pintor emerge das profundezas da percepção, o olhar do pintor não reproduz literalmente o que ele está a ver, no quadro acima há um espelho que revela o mistério das coisas e que de outra maneira as escondem e que somente podem ser descobertas com a intervenção da arte e do intelecto.
Em Ensaio sobre a cegueira encontramos o mesmo jogo, há uma reflexão da imagem refletida no espelho e uma crítica à vida moderna, já que o ser humano vive em uma constante correria no mundo moderno.
As cenas com espelhos constituem uma temática redundante na arte de Magritte, ele as emprega para questionar as experiências de todos os dias. No quadro Reprodução Proibida (1937) temos a representação do olhar do observador, este quando olha o espelho não tem sua imagem devolvida. Segundo Magritte, o importante na pintura é o momento do pânico e não o da explicação. Este quadro está na capa do romance de Saramago:

Reprodução Proibida (1937)
A pintura de Magritte não é uma mera reprodução, visto que também retrata a pessoa do próprio pintor, de seu corpo, obtido pela forma de ver e pela técnica de pintar as coisas, seu olhar sua mão. Segundo Magritte, a pintura oferece um meio de identificação com a fotagrafia, sua intenção é chamar a atenção não para a realidade exterior e sim para o insondável mistério que está por detrás desta realidade. Em suas obras a imagem pintada é sempre imagem de um pensamento, nunca é uma simples reprodução de aparências, no sentido da ilusão visual, destinada a representar a realidade. Sua obra revela a intrínseca distancia do que é visível e do que se pode representar: "É o poder de tornar visível a distância que separa o quadro do seu modelo" 7. Nas obras de Magritte existe um espaço indefinido e misterioso entre as palavras e seus objetos, assim como entre as imagens e seus objetos. As identidades tornam-se instáveis, com o toque subversivo do pintor podendo dissolver-se.
Desta maneira podemos verificar que o olhar é algo que transcende a visão, isto é, podemos ter percepção de coisas sem as vermos e ver nem sempre é perceber. Neste ponto instala-se um diálogo com o inconsciente, o automatismo psíquico (uma maneira de se libertar da consciência, das restrições da consciência). Ao contrário das tendências racionalistas, o surrealista vê além da realidade visível e sabe que o que os olhos vêem nem sempre é o que de fato interessa.
Langowski, L. El surrealismo en la ficcion hispanoamericana. Madrid: Editorial Gredos, 1982
Sábato, E. Sobre Héroes y Tumbas. Buenos Aires: Editorial Planeta, 2001.
_____. Uno y el universo . Espanha: Editorial Seix Barral, 1982
Chevalier, J. Dicionário de Símbolos . Rio de Janeiro: José Olympio, 2003
Sábato, E. O escritor e seus fantasmas. São Paulo: Companhia das Letras, 2003
Saramago, J. Ensaio sobre a Cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Paquet, M. René Magritte1898-1967 O pensamento tornado visível. Paris: Beneditik Taschen Verlag Gombh, 1995.