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Murilo Mendes e o poema em prosa
Leonil Martinez (UFF)

Em geral, a crítica literária considera a fase final da produção poética muriliana, ou européia, como fortemente marcada pela prosa. Sem dúvida, esta é uma abordagem possível da escritura de Murilo, principalmente a partir da tardia publicação de Poesia completa e prosa , há exatos dez anos, em 1994, e através da qual talvez tenha sido evidenciado pela primeira vez que, após sua definitiva mudança para a Itália, quase tudo que Murilo publicou pode ser definido como escrita em prosa. Tal abordagem, aliás, é adotada por Luciana Stegagno Picchio, organizadora, no seu texto de apresentação do volume, quando afirma que "só na Itália ele se tornaria prosador". 1 Esta linha também é adotada por Júlio Castañon Guimarães, quando distingue uma segunda escritura muriliana de uma primeira. 2 Assim, embora pareça certo assinalar o predomínio da escrita em prosa na fase final, ou européia, da produção de Murilo, não parece ser da mesma forma inequívoco considerar que apenas após sua mudança para a Europa ele teria se tornado prosador. Em suma, pretende-se argumentar aqui que o movimento da escritura poética muriliana em direção à prosa parece ser cronologicamente bastante anterior a sua mudança definitiva para Roma e que, portanto, este movimento talvez pudesse ser melhor compreendido como resultante antes dos elementos internos desta escritura, sem contudo negar que tal movimento tenha se tornado mais forte desde que o poeta mineiro-carioca tornou-se mineiro-romano e professor universitário de literatura brasileira. Por fim, é necessário lembrar que a grande extensão da obra de Murilo, a complexidade da questão sobre como se relacionam ou se distinguem poesia e prosa, associado ao espaço aqui disponível, implica em algumas simplificações e reduções, sem as quais o presente trabalho correria o risco de tornar-se menos claro.

Inicialmente, é importante insistir mais uma vez no argumento já conhecido por todos de que um dos aspectos básicos em Murilo é o posicionamento dissidente-dissonante. Com efeito, a trajetória de Murilo é plena de recusas em aderir a grupos e coletivos: a fuga do colégio interno aos 17 anos para assistir ao cometa-bailarino Nijinski e a recusa em continuar os estudos; o questionamento da escrita automática e a recusa em definir-se como surrealista materializada na bofetada que Ismael Nery aplicou em Benjamin Peret em uma reunião promovida pelo último no Rio de Janeiro com intelectuais e artistas cujo objetivo era criar no Rio um grupo surrealista, reunião que terminou em grossa confusão; a recusa em ser um católico meramente praticante e a decidida adoção de um catolicismo militante, e que freqüentemente apavora e escandaliza os dogmas religiosos; a recusa em permanecer no Brasil já com mais de cinqüenta anos quando a única perspectiva que o país lhe oferecia era a odiada burocracia de um cartório...

Da mesma maneira, sabemos que a crítica sempre foi unânime em apontar a natureza dissonante da escritura muriliana, freqüentemente atribuída à influência da estética da dissonância de Baudelaire. Neste sentido, é oportuno assinalar uma aparente coincidência entre as trajetórias do poeta mineiro-carioca-romano e do poeta parisiense, pois se a crítica brasileira observa que a escritura muriliana sofre um deslocamento da poesia para a prosa, a crítica internacional, e não apenas francesa, aponta o mesmo em relação a Baudelaire. 3 Na verdade, se compararmos a trajetória de ambos, será possível constatar um surpreendente acúmulo de coincidências, cuja análise, contudo, estrapola os objetivos do presente trabalho, e que, de resto, foi observada há muito tempo pela crítica, que desde cedo assinalou a influência de Baudelaire em Murilo. Basta retermos que, na parte final de suas trajetórias, a escritura de ambos os poetas é claramente marcada pela prosa. Por outro lado, como demonstrou Suzanne Bernard, Baudelaire concebeu O spleen de Paris como par, ou complemento, de As flores do mal , e assim, conseqüentemente, seus poemas em prosa são cronologicamente posteriores aos poemas em versos. Além disto, em muitos dos poemas em prosa de Baudelaire ocorre uma coincidência, duplicação ou espelhamento do título e da temática dos poemas em versos. Todavia, o relacionamento de Murilo com o poema em prosa parece ser bem mais complexo.

De fato, algumas escassas evidências, ou pistas, possibilitam considerar que a escritura muriliana desde o início incluiu a produção de poemas em prosa, os quais, ao contrário dos de Baudelaire, não parecem ter sido concebidos como complemento de poemas em versos. Uma destas pistas é fornecida pelo trabalho de Laís Corrêa de Araújo, o primeiro estudo de maior fôlego sobre Murilo, publicado em 1972, e que em seu início apresenta uma nota biográfica, elaborada, como sabemos, a partir de contatos com o próprio Murilo. Segundo esta nota, enquanto era estudante interno no Colégio Santa Rosa, em Niterói em 1917, contando portanto entre 16 e 17 anos, é que Murilo "começa a escrever com maior freqüência, fazendo poemas em prosa, peças de teatro, etc., continuando aluno irregular e indisciplinado". 4 Esta afirmação, que só poderia ter sido feita pelo próprio Murilo à autora, é de importante na medida em que permite considerar que, desde que buscou escrever de modo mais sistemático ou contínuo, Murilo exercitou simultaneamente diversos registros de escrita. Evidentemente, ao contrário do que a publicação de Poesia completa e prosa poderia levar a inferir, ou seja, que o movimento da escritura muriliana em direção à prosa seria algo como uma segunda fase ou etapa, ou período europeu, tal afirmativa permite considerar que Murilo sempre cultivou o convívio de múltiplos registros de escrita dentro de sua própria escritura.

Neste sentido, como bem demonstrou María Victoria Utrera Torremocha em Historia y teoría del verso libre , 5 no surgimento do verso livre na literatura ocidental, modalidade na qual pode ser inserida a maior parte da escrita em versos de Murilo, desempenhou papel decisivo a grande e crescente influência que teve no Ocidente a prosa ao longo do século 19. Segundo a autora, o verso livre pode ser considerado como um exercício de transgressão às regras de versificação, sendo uma realização negativa destas normas, através da utilização na poesia de procedimentos da prosa, como irregularidade de metro e ritmo e ausência de homofonias. Em outras palavras, a crescente preferência do público leitor pela prosa é que coloca em pauta a crise do verso, e o surgimento do verso livre resulta desta crise que impulsiona o poeta em direção à prosa.

Seguindo esta linha de raciocínio, parece lícito considerar que a escritura muriliana desde sempre esteve vinculada à estética da ruptura e da transgressão da tradição poética versificadora. Nesta busca de encontrar uma língua capaz de expressar o sentido poético da modernidade, Murilo desde cedo conviveu não só com a obra de Baudelaire, mas também com as obras de Rimbaud e Mallarmé. Além disto, sabemos que Murilo foi igualmente desde cedo um leitor tanto dos poemas em prosa do Gaspard de la nuit , de Louis "Aloysius" Bertrand, pois o exemplar deste livro de Murilo foi publicado em 1920 e possui seu autógrafo na página de rosto datado de 1921, quanto das prosas poéticas do Huysmanns de Croquis parisiens , também presente em sua biblioteca preservada no Centro de Estudos Murilo Mendes, em Juiz de Fora.

Duas outras pistas de que a escritura muriliana desde o início incluiu a produção de poemas em prosa são fornecidas pelo excelente estudo de Júlio Castañon Guimarães intitulado Territórios / Conjunções: poesia e prosa críticas de Murilo Mendes . Na parte inicial do seu trabalho, Castañon Guimarães registra que entre a fuga do internato, em 1917, o retorno a Juiz de Fora e a mudança para o Rio de Janeiro, em 1920, Murilo colaborou com alguma freqüência no jornal A Tarde , de Juiz de Fora, segundo Castañon Guimarães publicando crônicas. Contudo, o primeiro dos textos de Murilo publicados neste jornal citados pelo pesquisador, publicado em 15 de abril de 1920, é intitulado "O poema de Maria", embora seja um texto em prosa, e assim implicitamente Murilo sugere ser o texto em questão um poema em prosa. 6 Este texto foi muito recentemente reproduzido no livro Imaginação de uma biografia literária: os acervos de Murilo Mendes , 7 e, segundo a organizadora do volume, foi o primeiro trabalho publicado de Murilo. Pode-se dizer que este texto apresenta uma série de características, como léxico, imagens, extensão e um clima geral que permitem considerá-lo, de acordo com a tipologia estabelecida por Suzanne Bernard, antes como prosa poética (ou lírica) do que poema em prosa, na medida em que para esta autora, a brevidade e o uso de uma linguagem próxima à linguagem corrente, ou cotidiana, seriam características fundamentais do poema em prosa. É interessante observar que "O poema de Maria", embora pareça a Castañon Guimarães "singularmente distante de tudo o que viria a caracterizar a obra do poeta e afim de certas produções pré-modernistas" 8, parece poder ser conectado aos poemas em prosa de Mallarmé, e a uma certa concepção de prosa ornada, ou prosa poética, praticada no Brasil por autores como o Cruz e Souza de Missal e Evocações ou o Raul Pompéia das Canções sem metro , todos certamente já então bem conhecidos por Murilo.

Por fim, a segunda pista fornecida pelo trabalho de Castañon Guimarães são alguns aforismos murilianos publicados no mesmo jornal em janeiro de 1921, e igualmente reproduzidos em Imaginação de uma biografia literária: os acervos de Murilo Mendes . De acordo com a maior parte dos trabalhos dedicados ao estudo do poema em prosa, os textos em versículos da Bíblia desempenharam um papel central na gênese deste gênero protéico, desconcertante pelo seu polimorfismo, e que possuiria também ligações com o aforismo, na medida em que uma parte significativa do Novo Testamento é vazada em aforismos. Estes aforismos murilianos são importantes por permitir encontrar um precedente bastante anterior ao livro de poemas em prosa O sinal de Deus , publicado por Murilo em 1936 e imediatamente por ele retirado de circulação, o qual só viria a encontrar leitores 58 anos depois, em 1994, quando foi publicado em Poesia completa e prosa . Neste sentido, O sinal de Deus evidencia claramente o quanto a escrita dos poemas em prosa murilianos até então, ou seja, 1936, era também tributária dos versículos e aforismos bíblicos. Além disto, não devemos esquecer que O discípulo de Emaús , publicado em 1945, inicia com uma longa citação de versículos da Bíblia, de duas páginas, e que o livro é uma coleção de 754 aforismos. Contudo, é bom termos em mente que este olhar retrospectivo da trajetória da escritura muriliana só se tornou possível a partir da publicação de Poesia completa e prosa , e que, juntamente com os aforismos publicados no jornal de Juiz de Fora, evidencia ainda que a escrita aforística e fragmentária do último Murilo parece não só ter suas raízes já na escrita inicial do poeta, como também parece ter se desdobrado ao longo de toda sua trajetória.

Por fim, as últimas pistas que possibilitam elaborar a hipótese de que ao longo de toda sua trajetória literária Murilo Mendes parece haver se dedicado tanto à escrita de poemas em versos livres quanto de poemas em prosa são a publicação, na revista Lanterna Verde de maio de 1934 do poema em prosa intitulado "O julgamento pessoal", e no suplemento literário Letras e Artes de 23 de novembro de 1947 de três poemas em prosa, intitulados "O dia 14 de dezembro de 1940", "Monumento ao futuro" e "Judith". Aliás, não devemos esquecer que neste mesmo veículo - o suplemento literário Letras e Artes - Murilo publicou duas séries de artigos que se tornaram célebres: "Formação de discoteca" (em 1946) e "Recordação de Ismael Nery" (em 1948), e que foram publicados em livro pela Editora da USP, na mesma época da publicação de Poesia completa e prosa .

Assim, frente a todos estes dados, não parece haver equívoco em afirmar que Murilo, de forma alguma tornou-se prosador apenas depois de sua mudança para a Europa. Com efeito, parece claro que a prosa muriliana só tardiamente veio a ser publicada em livro, embora desde cedo Murilo publicasse na imprensa poemas em prosa e outros tipos de prosas, como artigos sobre literatura e artes visuais. Aliás, o fato de que as duas séries de artigos publicados na imprensa anteriormente referidas - Formação de discoteca e Recordação de Ismael Nery - tenham sido publicadas em livro e que o mesmo não tenha ocorrido com os poemas em prosa veiculados em revistas ou jornais, revela que, de alguma forma, enquanto gênero, o poema em prosa, ao menos para uma significativa parte da crítica literária acadêmica brasileira, em geral ainda parece ser considerada uma modalidade literária menor, transitória como as notícias de jornal. Em outras palavras, o poema em prosa aproximaria-se por demais das banalidades cotidianas para ser levado a sério, para ser publicado a sério, ou seja, em livro. E assim, todos estes poemas em prosa de Murilo foram condenados ao esquecimento, e hoje é como se jamais houvessem sido escritos, enquanto para seus contemporâneos talvez eles representassem a face mais conhecida do poeta, justamente por estar vinculada a meios de comunicação de massa.

Neste sentido, pode-se dizer que, embora o termo poema em prosa tenha surgido na França do século XVIII, aparentemente apenas no século XX ele veio a perder a conotação de alguma forma pejorativa até então a ele associada. Basta lembrar que, no início do século XIX, no Gaspard de la nuit , Louis "Aloysius" Bertrand define seu trabalho como um "pequeno livro" ( petit livre ) condenado ao esquecimento por ser um entretenimento destinado aos que se distraem "com pouca coisa" ( de peu de chose ), ao contrário dos versos de um grande mestre, obra-prima a ser cultuada pelas gerações futuras. Ironicamente, Baudelaire, em sua típica tensão de elementos contrários, relaciona-se de forma ambígua com esta hierarquia de Bertrand do poema em verso como arte maior e do poema em prosa como arte "menor", pois o parisiense pode ser visto tanto como um dos maiores poetas versificadores franceses quanto como um dos poetas transgressores do gênero ao permitirem que a poesia fosse assaltada pelos "cães negros da prosa", segundo Victor Hugo. Aliás, neste sentido é significativo que Baudelaire tenha publicado na imprensa alguns de seus poemas em prosa sob a rubrica de "pequenos poemas em prosa".

Como já foi indicado, o relacionamento de Murilo com a poesia em versos e com a poesia em prosa, contudo, é bastante complexo. Em primeiro lugar, devemos ter em mente que a quase totalidade, e não apenas a maior parte da produção poética de Murilo em versos, insere-se na modalidade do verso livre. Contudo, como acertadamente alerta-nos o estudo de Utrera Torremocha anteriormente citado, quando lidamos com estas categorias, ou seja, poema em versos (ou metrificados e assonantes), poema em versos livres (ou amétricos e dissonantes), prosa poética (ou lírica) e poema em prosa, na verdade lidamos com uma tipologia que tende a ser assustadoramente genérica. Pois se para Aristóteles foi possível afirmar que nem todo texto em versos poderia ser denominado de poesia, se a partir da perspectiva moderna nem todo texto em prosa deveria ser definido como prosaico ou apoético, a pós-modernidade insiste em poetizar não o prosaico, ou a falsa moeda da esmola de Baudelaire, mas antes o banal, o microacontecimento, tudo aquilo que não chega a aflorar sequer como um gesto, uma atitude. Mas Murilo odiava Aristóteles, tendo passado a vida "à roda de Platão", e portanto pôde constatar que nenhuma definição meramente literária da poesia é efetivamente satisfatória. Melhor, nenhuma definição do que seria a poesia pode de fato alcançá-la, o que dizer de delinear sua face, pensemos na demonstração de Derrida de que não há resposta inteiramente aceitável sobre o que é a poesia, ou na evidência fornecida por Giorgio Agamben de que o poético é a protelação do fim do poema no enjambement , de que o poético é a consciência do abismo da prosa, algo assim como a esfinge decifrada a lançar-se no precipício dos significados estabelecidos, estáveis do senso comum.

Murilo sempre intuiu que, para muito além de simples definições ou delimitações de campos ou territórios pretensamente antagônicos do poético e do prosaico, a poesia se constitui como uma forma de trabalho na linguagem que insiste, persiste em esgarçar fronteiras e limites, escapando assim do campo de concentração da semântica e da filologia para outros territórios, como os da filosofia ou da religião.

Talvez, hoje, o que mais salte aos olhos, é que tanto os poemas em verso livre quanto os poemas em prosa murilianos compartilham uma mesma dicção permeando toda a escritura, concebida enquanto epistemologia do ser, e não meramente como técnica ou modo de escrita. Trocando em miúdos, para Murilo a única palavra que teria alguma provável proximidade ou possível vizinhança ecumênica com a poesia seria a palavra liberdade, pois em mais de uma ocasião ele reafirmou que o binômio utilizado como título de um de seus livros de poemas em verso, poesia liberdade, de fato seriam termos intercambiáveis e cogestores de um campo de desconcentração onde a poesia deixaria de ser prisioneira do verso e onde a prosa não mais seria refém do parágrafo.

E o poeta, é claro, não seria então apenas um ser iluminado pelo conhecimento de fórmulas linguísticas para iniciados, mas, principalmente, aquele ser que ilumina a linguagem, concebida assim a partir de seu potencial de transformação dos conceitos estabelecidos pelo senso comum.

 

 

PICCHIO, Luciana Stegagno. " Vida-poesia de Murilo Mendes". In MENDES, Murilo. Poesia completa e prosa . Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 27.

GUIMARÃES, Júlio Castañon. Territórios / conjunções: poesia e prosa críticas de Murilo Mendes . Rio de Janeiro: Imago, 1993, p. 58-61; e também no ensaio "Apontamentos sobre algumas aproximações e alguns procedimentos em Murilo Mendes", in RIBEIRO, Gilvan Procópio; NEVES, José Alberto P. Murilo Mendes, o visionário . Juiz de Fora: EDUFJF, 1997, p. 15-27.

BERNARD, Suzanne. Le poème en prose de Baudelaire jusqu'a nos jours . Paris: Nizet, 1959, p. 103-150; TORREMOCHA, Maria Victoria Utrera. Teoría del poema en prosa . Sevilla: Universidad de Sevilla - Secretariado de Publicaciones, 1999, p. 75-123.

ARAÚJO, Laís Corrêa de. Murilo Mendes . Petrópolis: Vozes, 1972, p. 11.

TORREMOCHA, María Victoria Utrera. Historia y teoría del verso libre . Sevilla: Padilla Libros Editores & Libreros, 2001.

GUIMARÃES, Júlio Castañon. Territórios / conjunções: poesia e prosa críticas de Murilo Mendes . Rio de Janeiro: Imago, 1993, p. 21-22.

PEREIRA, Maria Luiza Scher. (Org) Imaginação de uma biografia literária: os acervos de Murilo Mendes . Juiz de Fora: UFJF, 2004.

GUIMARÃES, Júlio Castañon. Territórios / conjunções: poesia e prosa críticas de Murilo Mendes . Rio de Janeiro: Imago, 1993, p. 21.