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Deslocar-se para recolocar-se: os amores entre mulheres nas recentes narrativas brasileiras de autoria feminina
Virgínia Maria Vasconcelos Leal (UnB)

A presente comunicação faz parte de uma pesquisa maior de Doutorado, ainda em fase inicial, sobre as novas escritoras brasileiras, surgidas na virada do milênio. Um dos recortes da pesquisa é a análise de eixos temáticos que estão emergindo dessa literatura, como as relações homoeróticas. No caso, entre mulheres.

Cíntia Moscovich, Heloísa Seixas, Stella Florence, Gisele Joras e Adriana Lisboa estão perfiladas entre essas escritoras estreantes nos anos 90 e 2000. Oriundas de outras profissões, tais escritoras já têm garantidos tanto a renda própria quanto "um teto todo seu", na expressão já clássica de Virginia Woolf, quando enumerou as condições mínimas para uma mulher fazer literatura. Em sua obra precursora dos estudos feministas, Um teto todo seu, de 1929, Virginia Woolf imagina que, se mais mulheres escrevessem, mais temáticas apareceriam. Lembrando do famoso ensaio, essas digressões surgem quando Virginia Woolf (ou a narradora do ensaio) estava lendo o livro de Mary Carmichael, A Aventura da Vida, em que aparece a "surpreendente" oração: "Chloe gostava de Olivia..." A partir dessa simples frase, o olhar atento da escritora percebe a imensidão de temas que poderiam ser tratados pela ficção de autoria feminina (até mesmo a relação entre mulheres, seja de qualquer natureza). Hoje, as escritoras em ação podem experimentar formas e temáticas múltiplas.

Cíntia Moscovich, em suas três obras, conta histórias de amor entre duas mulheres. Nos contos "À memória das coisas afastadas", "A balada dos gineceus", "Lírica", "Mi Buenos Aires querido", em O Reino das Cebolas e "Morte de mim", em Anotações durante o incêndio , como no romance Duas iguais: manual de amores e equívocos assemelhados , as protagonistas percorrem grandes espaços e sofrem grandes perdas. Em sua obra, essas mulheres de diferentes idades e perfis necessitam de um "outro" espaço, distante das relações cotidianas, para esta vivência amorosa.

Em Duas iguais , seu único romance, a história "proibida" das personagens Clara e Ana dialoga com a tradição judaica, em um cruzamento do discurso religioso com o amoroso. Esclarecendo aqui que a família de Clara é judia. O amor delas, que não pode ser pronunciado, é aproximado à tradição judaica, na qual o nome do Deus também é impronunciável, algo que não pode ser representado tampouco por imagens, mas apenas tetragrama YHWH - que significa "Eu sou quem sou" - logo não possui atributos.

O enredo conta o início do relacionamento delas, como colegas de escola, e o namoro inicial, por volta dos dezesseis anos. Depois, com a pressão dos colegas e da família, que criticam aquela "amizade", resolvem se afastar. Ana segue para a França e Clara fica em Porto Alegre. Forma-se jornalista, torna-se a figura central da família, após a morte do pai. E, por fim, casa-se com Vítor, jovem judeu da comunidade. Já casada, tem um encontro marcante (tanto amorosa quanto eroticamente) com Ana, durante uma visita ao Brasil. Separam-se de novo até o retorno definitivo de Ana, gravemente doente, o que detona mudanças na vida de Clara.

As inserções e referências à Ana passam a assumir uma conotação sacralizada ou mesmo religiosa. Vale ressaltar que Clara não é uma personagem necessariamente religiosa, não tendo sequer a certeza da existência de Deus ou tampouco segue estritamente as condutas e prescrições judaicas. Mas, o seu amor por Ana assume essa dimensão e promove um interessante diálogo com a tradição.

Por exemplo, o reencontro com Ana na casa dos pais dela, no capítulo denominado "A danação", marca um retorno a um tempo e espaço diferenciado da realidade cotidiana. Aí, as referências ao sagrado dominam este esperado reencontro. Ao investir Ana de elementos religiosos, Clara começa uma interessante transgressão aos dogmas judaicos. Chegando ao ápice de, finalmente, falar o inominável:

"Três as palavras, as palavras da adoração jorraram da tua boca. E, sem medir o depois, com esse som nos nervos, com o convencimento de que todo o tempo eu guardara as palavras só para ti, antes de transpor definitivamente o umbral da porta, eu as repeti. Repeti as três palavras. As três palavras, que, como o nome de Deus, ninguém deve pronunciar." 1

 

É esse o tom de todos os encontros entre as duas, e os exemplos são múltiplos ao longo do romance, sempre mesclando o erótico e o religioso, até a despedida das duas no hospital. Ana não resiste e morre. Para Clara, a morte do ser amado não é só uma lástima, mas também, de certa forma, uma experiência sagrada que detona uma crise existencial. A experiência particular da perda - ou mesmo da vivência anterior de um amor que tinha um espaço e tempo fora do mundo cotidiano - transforma-se em situação exemplar, que deve ser continuamente repetida, pelo menos em nível de narração. A morte e a vivência do amor por Ana detona, ao final, o deslocamento de sentido da vida de Clara. Não mais colocando o amor como inominável ou a história dele como inenarrável, agora ela possui a única certeza que deve contar e recontar, e, acima de tudo, reverenciar a idéia de que o amor exige expressão.

Aqui o outro é alinhado ao lado do sagrado que, por si só, instaura uma nova ordem de coisas ou um outro Mundo neste mesmo. Nomeando o amor, aproxima-o também da realidade cotidiana e profana. De forma instigante, Cíntia Moscovich reuniu esse processo de consagração da diferença em uma personagem inserida num paradigma cultural que, se por um lado a aprisionou, por outro lado também forneceu os elementos de superação desse mesmo aprisionamento. Afinal, pelas três palavras interditadas inicialmente - eu te amo - e finalmente proclamadas, Clara chega à essência, senão do Mistério, pelo menos de si mesma.

Muitos dos elementos trabalhados no romance, já apareciam em alguns contos anteriores da autora: a distância, o encontro amoroso, a fatalidade, as perdas. No conto "À memória das coisas afastadas", aparecem o amor entre mulheres, o hospital e a França. Diferentes das protagonistas de Duas iguais , agora no conto, Marilina, casada e com uma filha, e a "moça" (assim mesmo, sem nome), encontram-se em Paris, apaixonam-se de forma fulminante. No retorno ao Brasil, Marilina conta tudo à sua amiga Berta. E pede para a amiga, contatá-la caso acontecesse "algo". Esse "algo" acontece: um acidente de carro, que põe Berta em um impasse: manter a promessa de avisar a moça, ou poupar o marido e a filha de Marilina de tal romance, uma vez que a amiga está perto da morte. Como em Duas iguais , o hospital é o lugar das revelações amorosas, onde a tragédia e a perda iminente permitem isso. Como Ana e Clara, as duas têm a oportunidade final da declaração, quando a moça proclama seu amor diante de todos. Aqui também o espaço da revelação amorosa dá-se na iminência da perda definitiva pela morte. De certa forma, a autora reelabora o mito do amor trágico e romântico, marcado pela fatalidade, em um viés homossexual que detona, finalmente, a sua expressão, até então sufocada. Já no posterior conto "Morte de mim", a morte aparece literalmente, não só no título, mas na figura de uma bela mulher, com quem a narradora, em primeira pessoa, tem uma intensa relação sexual. Tal mulher liga-se à narradora por meio de um "amor recém-descoberto, e era como se a quisesse desde tempos imemoriais" 2. Sim, é o encontro com a morte vinculado ao encontro erótico, também tema já bastante trabalhado, tanto no campo artístico, religioso, psicanalítico e filosófico. Mas, aqui é a Morte que traz à protagonista do conto outra possibilidade de vida. Na verdade, lhe traz, naquele momento outro nascimento para a narradora, que não é levá-la para o "outro lado": "Eu nascia dela; ela, um pedaço fraterno de mim(...)Eu me afogava no meu futuro, aquele que iria me caber. Agora eu sabia." 3 E que outra perspectiva de futuro é essa? Talvez outras formas de amar, introduzidas pela mulher fantasmática?

Personagens de Cíntia Moscovich, como Marilina que encontra seu amor em Paris, refletem uma característica dos textos literários com temática homoerótica. Citando Denílson Lopes "há uma presença da viagem, da busca de ir ao estrangeiro para encontrar um outro lar, romance, companheirismo ou sexo" 4. Por sua vez, Guacira Lopes Louro relaciona a metáfora da viagem às questões de gênero e de sexualidade, e coloca os "viajantes pós-modernos" 5 como aqueles que ousam sair do roteiro pré-estabelecido da matriz de inteligibilidade de gênero, nos termos de Judith Butler. Para Judith Butler os "gêneros inteligíveis são aqueles que instituem relações de coerência e continuidade entre sexo, gênero, prática sexual e desejo" 6, tendo como marca o desejo heterossexual compulsório.

Os textos destacados de Cíntia Moscovich trabalham tanto a viagem de uma forma literal, mas também metaforicamente, no sentido discorrido por Guacira Louro. No interessante conto "Mi Buenos Aires querido", é construída uma narrativa em primeira pessoa em que não há uma única marca gramatical de gênero. Não há adjetivos ou pronomes que permitam identificar esse narrador (ou narradora). Conta um encontro "caliente" (o conto mistura expressões em espanhol) entre uma cantora de tango e essa narradora. Como pressupor que é uma narradora? Há alguns indícios como a analogia do seu encontro com Carmen, a cantora, no justo lugar em que as duas grandes avenidas se beijam. Mas, uma "pista" das mais eloqüentes é justamente o mascaramento do gênero, prática comum na vida cotidiana de muitos homossexuais ao contar suas histórias amorosas. A narrativa literária permite a inversão desse recurso, pois o próprio narrador pode se mascarar, deixando ao leitor ou leitora a interpretação que lhe for possível ou desejável.

Nos dois últimos contos do livro "O reino das cebolas", a vivência amorosa também se dá em outro espaço, além da rotina. Contos em que aparecem a mesma personagem, Annika, a mulher amada pela narradora. Também em primeira pessoa, "A balada dos gineceus" possui uma sintaxe peculiar, onde não há vírgulas ou pontos. Na verdade, a narradora está se masturbando pensando em Annika. No outro conto, denominada "Lírica", Annika reaparece. Aqui já não é mais lembrança. Há o encontro no tempo simultâneo à narração. A protagonista, que pode ser a mesma do outro conto, está prestes a partir, e, ao se despedir de sua namorada, questiona: "Partir para o quê? Para onde? Para um país desvalido, onde tantas vezes me senti em terra alheia?" 7. Annika chega, "os pontos cardeais endoidecem" (imagem que Cintia Moscovich já tinha usado em outras narrrativas), e elas fazem amor. E a nossa narradora decide não mais partir. Assim acaba esse conto. Como é o último, assim acaba também o livro.

A reafirmação do amor, a vontade de não partir neste último conto destoa da maioria das outras narrativas, em que a impossibilidade e a perda iminente dão o tom. Na obra de maior fôlego, o romance Duas iguais, é a própria morte da amada que faz a narradora refletir sobre a necessidade de expressão do seu amor. Expressão não quer dizer, necessariamente, vivenciá-lo de forma plena. Talvez faltem histórias com final feliz nas narrativas de amor entre mulheres na obra de Cíntia Moscovich. Mas estão presentes questões bastante contemporâneas, como a busca de uma identidade, de um jeito, de um espaço, mesmo que distante, para o encontro de si mesma, a partir do encontro amoroso. Usando uma imagem da autora, talvez seja no "endoidecer dos pontos cardeais" que a própria direção é encontrada.

Alonguei-me na obra de Cintia Moscovich por conta desse traço, no tocante à relação alteridade espacial e vivência homoerótica. Mas não só ela o faz. No livro Pente de Vênus: histórias do amor assombrado, Heloísa Seixas publica o conto, cujo nome é significativo, "Assombração". Seu enredo conta a história de duas amigas que passam um final de semana em um sítio com fama de mal-assombrado. Isso mesmo: lá ocorrem, continuamente, fatos insólitos e sobrenaturais, desde o suicídio do antigo dono. Clara e Clarice, divorciadas, amigas recentes, com filhos pequenos lá estão. A narrativa, em 3ª pessoa, é centrada em Clara que sente uma "inquietação", como se percebesse uma "aproximação de um perigo", desde que chega no sítio. Após alguns falsos suspenses (afinal, essa é a tônica de todo o livro, com seus amores assombrados), Clara está sozinha no quarto. Para marcar o máximo da alteridade, vem um trecho graficamente separado, com letras em itálico. Nesse trecho, com algumas conhecidas metáforas eróticas, Clara faz amor com uma "presença assombrada, "ectoplasma de um amor proibido", que tem os olhos de Clarice. Ao fim, já saindo do texto em itálico, a autora nos dá, como é seu estilo, toda a explicação: "Clara sabe que não foi um sonho...Pressentira-o há tempos, lutara contra ele, fingira não vê-lo, mas agora já não pode fugir. Está frente a frente com sua assombração". 8 Aqui, a vivência homossexual é trabalhada, metaforicamente, em um registro sobrenatural, em um duplo distanciamento do cotidiano: o espaço de um sítio, e além disso, de um sítio cheio de eventos extraordinários.

Stella Florence, por sua vez, trabalha essa alteridade de outra forma. No conto " 'Isso nunca me aconteceu' e suas variações", Mariana, a protagonista, relata toda a sua estranheza em começar um relacionamento com outra mulher. Em uma série de comparações, em relação aos homens - o gosto do beijo, a forma de desnudar-se, de se relacionar sexualmente -, Mariana começa a se sentir diferente, em relação às outras pessoas (nomeadas como "extraterrestres" que não percebiam como ela estava agora, depois dessa relação). Diferente de Clara, personagem de Heloísa Seixas do conto anterior, que é visitada pela assombração, Mariana agora é que se torna "espírito", quando se lembra da outra. Citando um trecho: " Aquela sensação se instalava novamente - a percepção de estar sem corpo e sem sexo, como se pudesse realmente atravessar paredes feito alma penada...não, expressão feia: como espírito. Espírito que não precisa de identificação, registro, rótulo, justificativas, teses ou antíteses para amar: ama e isso é tudo e é puro e é intenso e é plácido e é digno e é pleno". 9Aqui, a autora retrabalha um dos mitos dos amores entre mulheres, como lembra Tânia Navarro-Swain, : "Uma das idéias preconcebidas e que aparece com freqüência na literatura é que entre lésbicas a sexualidade não tem relevância e elas priorizam as carícias amorosas e o sentimento" 10. Nesse conto, com seu viés romântico, e ao mesmo tempo cheio de referências do mundo contemporâneo, a autora constrói um final feliz para Mariana, que, ao assumir a relação com outra mulher, aprende a valorizar e a fazer coisas que, em sua outra vida, não era possível.

O romance Abra e entre , lançado em 2003, de Gisele Joras, assemelha-se bastante à linha editorial das Edições GLS, apesar de não ser dessa editora, tampouco as outras narrativas citadas, que vem publicando vários títulos de temática homossexual, buscando um modelo de identificação positiva, com vários casais com finais felizes. A temática é sobreposta ao tratamento literário, sendo uma literatura (caso utilizemos um conceito mais alargado) "militante". O romance Abra e entre, escrito em primeira pessoa, em uma linguagem absolutamente coloquial, é cheio de diálogos diretos e "reflexões" do estado emocional da narradora, Renata. Acompanhamos seus relacionamentos com ex e atuais namoradas, numa série de erros e acertos. Talvez no resumo do trabalho, eu tenha exagerado no termo "gueto", pois Renata também tem uma rede de outras relações afetivas, incluindo seus amigos e parentes. Mas a sua linguagem é, de certa forma, militante, por exemplo, na sua indisposição em relação aqueles adeptos do discurso "o que importa é a pessoa". Todos, enfim, deveriam assumir sua preferência sexual, como ela. Tentando fazer algum humor em seu coloquialismo, Abra e entre privilegia a temática homoerótica, mas a própria construção literária das personagens termina por isolá-las, haja vista o discurso repetitivo e a falta de um trabalho mais apurado com a linguagem.

A fim de fazer um contraponto, gostaria de lembrar de Adriana Lisboa que, em seu livro de estréia, Os fios da memória , de 1999, narra o encontro amoroso entre duas mulheres. Não é o episódio principal do enredo. É narrado sob a perspectiva da protagonista, prima de uma das amantes. Mas o mais importante é que, mesmo que o encontro tenha sido durante uma inesperada aula de harpa (entre a aluna Laura e a harpista Ivana), não há o sentimento de um evento extraordinário. Pelo contrário, a narrativa de tal encontro dá-se no mesmo tom do resto do livro e, de certa forma, dos outros romances da escritora. A narradora do livro, Beatriz, não deixa de lançar um questionamento a respeito dos novos temas literários: "Na última década do século XX, Laura preocupava-se em comunicar sua opção sexual à família. Que coisa contarão os livros de ficção em, digamos, 2040?(...)Sorrirão com carinho diante desse persistente pudor, desse desnecessário pudor, como sorrimos hoje diante do pudor da viúva Fidélia - fetiche e "objeto de estudo"do machadiano Conselheiro Aires. E nada mais justo." 11

Sim, a abertura para temáticas antes polêmicas, como as relações amorosas entre mulheres, já está aí. Talvez só o tempo dirá quais obras sobreviverão, por conta do tratamento literário específico. Escritoras como Cíntia Moscovich, Adriana Lisboa, Stella Florence, entre outras, a partir do momento em que inscrevem (e também se inscrevem) no panorama da literatura de autoria feminina a referida temática, também estão construindo uma representação de gênero. Criam personagens que, em algum momento, saem da matriz de inteligibilidade de gênero, conceituada por Judith Butler. São mulheres, nascidas no sexo biológico feminino, são "engendradas" como mulheres, mas direcionam a sua sexualidade (no momento da narrativa) e seu desejo para uma pessoa do mesmo sexo.

Contudo, para fazer isso, precisam estar fora de suas vidas cotidianas, em um deslocamento causado por uma viagem, uma doença (ou ambos) ou mesmo em um encontro com a morte ou com o sobrenatural. Se, por um lado, as narrativas citadas subvertem a matriz de gênero, por outro lado, seu componente extraordinário também assinala a impossibilidade de subversão total de tal matriz, em um movimento pendular entre a adequação a modelos hegemônicos e a transgressão a esses mesmos modelos. Se Virginia Woolf animou-se com a potencialidade de novas temáticas, eu, uma outra Virgínia de outros tempos, também não deixo de pensar na possibilidade de rompimento de alguns paradigmas literários e temáticos que apenas começam a ser esboçados.

 

MOSCOVICH, Cíntia. Duas iguais: manual de amores e equívocos assemelhados. L&PM, Porto Alegre, p. 106, 2000.

MOSCOVICH, Cíntia, "Morte de mim". Em Anotações durante o incêndio. L&PM, Porto Alegre, p. 90, 2000.

Id. , p. 92.

LOPES, Denílson. "Entre homens, entre lugares. Em O homem que amava rapazes e outros ensaios. Aeroplano, Rio de Janeiro, p. 188, 2002.

LOURO, Guacira Lopes. "Viajantes pós-modernos". Em Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Autêntica, Belo Horizonte, 2004.

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, p.38, 2003.

MOSCOVICH, Cíntia. "Lírica". Em O reino das cebolas. L&PM, Porto Alegre, p.112, 2002.

SEIXAS, Heloísa. "Assombração". Em Pente de Vênus: histórias do amor assombrado. Sulina, Porto Alegre, p. 92, 1995.

FLORENCE, Stella. "'Isso nunca me aconteceu' e suas variações". Em Por que os homens não cortam as unhas dos pés? Rocco, Rio de Janeiro, p. 116, 2000.

NAVARRO-SWAIN, Tânia. O que é lesbianismo. Brasiliense, São Paulo, p. 82,2000.

LISBOA, Adriana. Os fios da memória. Rocco, Rio de Janeiro, p. 138, 1999.