VERSÃO PARA IMPRESSÃO [ VOLTAR ]

Paisagens invertidas: Noites do Sertão e a era JK
Roniere Menezes (UFMG)

O governo JK funciona na história política brasileira como um curto espaço de tempo onde a imaginação criadora e o projeto político de desenvolvimento parecem caminhar juntos como propostas "poéticas" contemporâneas e a democracia parece encorajar a exposição da inventividade nacional. Mas podemos considerar a segunda metade dos anos 50 como a época em que a vontade hegemônica, racionalizante e estratégica da modernidade toma lugar, de fato, no território nacional. De acordo com Wander Miranda, o projeto modernizador que culmina com a criação de Brasília e a política desenvolvimentista dos anos 50, demonstra

uma espécie de narrativa fundadora da nossa modernidade tardia - tentativa de curar uma ferida narcísica, de preencher o hiato entre o impulso modernizante e a herança do passado. Porque simultaneamente modernas e tardias, as narrativas que se desdobram com base nesse "ponto inaugural" revertem a continuidade histórica, rompem a ordem cronológica e a causalidade espacial, desfazendo o maniqueísmo das oposições entre centro e periferia, progresso e atraso. 1

 

A modernidade, marcada pela primazia do urbano em detrimento do rural, e apresentada ao imaginário social por ícones arquitetônicos, industriais e midiáticos, foi um caminho que se quis instituir para a consolidação da modernização do país. Havia uma "vontade ideológica de uma cultura para produzir um determinado tipo de transformação estrutural." Mas a idéia de modernidade viaja mais rapidamente e está fora de lugar quanto ao processo de modernização. Este desajuste mostra-nos o quanto há, aí, de originalidade e de especificidade no desenho identitário do Brasil neste período. 2

Há, portanto, no país, uma forte dissonância entre a chegada da modernidade e a chegada da modernização. Adrián Gorelik, comentando o fato de que, no Brasil e na América Latina, a modernidade surge antes que a modernização, refere-se a Brasília:

 

Nunca antes a modernidade urbana presidiu de tal modo - de modo tão ideológico e prescritivo - a modernização. E nunca antes o Estado havia assumido de modo tão completo o conjunto de tarefas culturais para produzir a transformação social (...) (a modernidade aparecia ali como figura de ordem que devia controlar a modernização) (...) o Estado se torna institucionalmente vanguarda e a cidade, sua picareta modernizadora. 3

 

Desde a construção da Pampulha, e mais fortemente a de Brasília, está muito claro que o objetivo de JK era o de fazer a associação entre a noção de moderno e o modelo de desenvolvimento. Mas essa idéia abstrata precisava ser "encarnada" sob signos concretos para que o todo da população percebesse o fluxo desenvolvimentista e modernizante que tomava conta do país. Era importante que, assim, se alterasse m costumes, valores, critérios e instituições tradicionais da sociedade brasileira.

Sabemos que 1956 é o ano em que JK lançou o mais ambicioso Programa de Metas. É também nesse ano que são lançadas as novelas de Corpo de baile e o livro Grande Sertão:Veredas . Uma boa proposta de consciência diferencial da lógica ocidental pode ser entrevista nas paisagens invertidas da obra rosiana publicada nessa época. Nesse momento, a identidade cultural dos sertões passa a ser definida pelo modo de apropriação simbólica da modernidade tardia. O intelectual Guimarães Rosa, ao percorrer constantemente diversos espaços e culturas, traz-nos o olhar híbrido e interdisciplinar do desenraizado, dando visibilidade à experiência pós-moderna no Brasil. 4 O trânsito de sentidos e valores da modernidade têm em sua obra um campo privilegiado de reflexões.

O livro Noites do Sertão , do conjunto Corpo de baile , permite-nos, agora - com o devido distanciamento temporal - o estabelecimento de uma análise que se pauta pelo seguinte princípio: a literatura rosiana, mesmo aparecendo historicamente na mesma época que o hegemônico e triunfal projeto tecnológico empreendido pelo governo federal, parece adiantar-se temporalmente à perspectiva política e já traz embutida em suas nuances discursivas um olhar pós moderno. Explico melhor: o pós moderno deve ser visto não como algo que na linha evolutiva venha depois do moderno, contrapondo-se a ele, mas sim como um suplemento do moderno, uma entrada crítica nos intertícios da modernidade, fazendo com que novas leituras reconfigurem a ordem anterior. Utilizando-se do conceito de posterioridade , de Freud - pelo qual traços da memória são posteriormente "remodelados em função de novas experiências que conferem a eles outros tipos de significação" e de perlaboração , de Lyotard - segundo o qual o "pós-moderno é (...) um ato de convalescença das enfermidades do moderno", Wander Miranda afirma que "o pós moderno só teria sentido, portanto, enquanto reescrita da modernidade". 5O que importa não é a idéia de um 'após' ligado ao progresso e que buscaria contrapor-se ao passado, mas sim penetrar nos labirintos deste passado e reescrevê-lo, alterando assim sua rede de significantes de forma que se procure a reafirmação do moderno, desrecalcando-o, deixando vir à tona o "desejo da modernidade", aquilo que nela "se cumpriu ou frustrou." Assim, o moderno político é lido sob o ponto de vista pós-moderno do literário.

Em Noites do Sertão , o mundo do campo torna-se permeável aos ecos vindos da cidade - e é bom pensar aqui na idéia de eco presente no significante do nome de um dos povoados: Ão. Para Riobaldo, o sert ão é um lugar "onde os pastos carecem de fechos". 6 A personagem Chefe, da novela "Butiti", dentro de sua sábia loucura, diz uma frase simples e reveladora, que serve como fio condutor para nossas reflexões: "Trás noite, trás noite, o mundo perdeu suas paredes" 7. É sobre esta perda das paredes do mundo, nesse momento em que culturas distintas passam a interagir fortemente e interesses político-econômicos começam a criar novos atritos entre formas de influência e de resistência que queremos pensar um pouco. Vamos levantar alguns aspectos do livro relacionados aos conflitos existentes entre a modernidade e a tradição, a tecnologia e a natureza, neste "ponto inaugural" das modernidades tardias no Brasil. Serão enfatizadas questões em torno do consumo, da recepção midiática e da ecologia.

Há nos textos de Noites do Sertão a intervenção de personagens que desejam modernizar a região, levando, para esse espaço, a idéia do progresso, da civilização, e também posturas e comportamentos urbanos, diferentes da visão sertaneja de mundo, como podemos ver em Miguel, que traz um conhecimento técnico sobre os cuidados com os animais e Dona Lalinha, uma princesa urbana a desrecalcar os desejos latentes na casa grande.

No início de "Dão-Lalalão", Soropita está andando a cavalo, cortando o sertão, como a conduzir-nos à força da natureza, da sabedoria popular, da cultura oral que deveriam ser melhor avaliadas, valorizadas e preservadas na passagem para a modernidade. Demonstra profundo conhecimento das plantas, bichos, terras, águas e cheiros. Sabedoria que não se aprende no colégio, vem da experiência, da vivência, da interlocução; distinta da de Miguel, que mistura conhecimento científico sobre a natureza com o olhar poético de menino sertanejo. A segunda novela, "Buriti", termina com Miguel voltando de Jipe para o sertão, ali estava o seu bem querer, simbolizado em Glorinha: "A alegria de Maria da Glória era risos de moça enflorescida, carecendo de amor" 8. A personagem Zequiel, o Chefe, o louco, o desgarrado também apresenta forte integração à natureza e coloca-se totalmente fora das estratégias do mundo técnico, civilizado. O próprio nome, Chefe, traz a sugestão de um pensamento mítico que devemos valorizar - ou mesmo seguir - em oposição à frieza do pensamento lógico moderno. O chefe aqui não é Iô Liodoro, o patrão, é a sabedoria radical da poesia, da literatura, da natureza. É ao chefe - aquele sem voz social e que anunciava em sua loucura que o inimigo estava chegando - que o narrador dá maior tempo de fala em todo o livro, às vezes confundindo-se com a personagem, através do discurso indireto livre.

Se o conhecimento técnico é uma das bases do processo de modernização, assim também é o consumo. Este passa a ser visto como modo de afirmação do sujeito no mundo contemporâneo e aparece nos perfumes, sabonetes e vestidos que Soropita compra para Doralda: "Não precisa, Bem, carece nenhum. Tua mulherzinha tem muita roupa. Carece de vestido não. (...) Então bem, se tu quer que quer traz. Mas não traz dessas chitas ordinárias. (...) Manda vir fazenda direita, seda rasa." 9 Em outra passagem podemos ler: "(...) aquilo nem parecia que se estava nos Gerais - Doralda vestida feito uma senhora de cidades" 10. Já em "Buriti', Lala traz da cidade sua penteadeira, seus cosméticos e vestidos - objetos deslocados neste novo espaço em que fora viver. E o consumo aparece, em Guimarães Rosa, também com a entrada de aparatos tecnológicos no espaço rural. Em "Dão-Lalalão", um primeiro caminhão chega, enfeitado com ramagens de árvores e flores, à beira do rio: "(...) mesmo depois de muitas horas que ele tinha passado, os cachorros ignorantes vinham farejar demorado aquele rastro, que não entendiam existir, deixado pelas rodas (...)" 11. Os enfeites no caminhão podem simbolizar a maneira como a máquina é apropriada pelos sertanejos, ou mesmo como é camuflada com as cores locais para tentar interferir sem tanta resistência no novo espaço. Mas a intuição dos cachorros estranha esta intervenção que começa a alterar a paisagem.

Canclini afirma que, através do consumo, as pessoas buscam participar de um espaço de disputas por aquilo produzido pela sociedade e por modos de usá-lo. Segundo o crítico,

O confronto das sociedades modernas com as "arcaicas" permite ver que em todas as sociedades os bens exercem muitas funções, e que a mercantil é apenas uma delas. Nós homens intercambiamos objetos para satisfazer necessidades que fixamos culturalmente, para integrarmo-nos com outros e para nos distinguirmos de longe, para realizar desejos e para pensar nossa situação no mundo, para controlar o fluxo errático dos desejos e dar-lhes constância ou segurança em instituições e rituais. 12

 

Com a perda das paredes do mundo e a entrada sempre mais intensa de bens materiais e simbólicos em todos os espaços da vida social, fica cada vez mais premente a tese de que para se pensar sobre cidadania e democracia, não podemos prescindir jamais do fator consumo. Em nossa leitura, parece que Guimarães Rosa, pela via oblíqua do literário, esteve atento a essas questões, pontuando-as, naquele momento, com perspicácia.

Em relação ao consumo midiático, um bom exemplo do confronto entre tecnologia e tradição pode ser visto na novela de rádio ouvida por Soropita em Andrequicé e que era repassada ao povo do Ão, que a recriava oralmente, num processo de recepção crítica ligado à sabença marioandradina, em que o importante é "o saber saber", como selecionar, operar e reelaborar, de forma inventiva, os conteúdos vindos da cultura popular, erudita, e acrescentaríamos, de massa:

[Soropita] Ouvia, aprendia-a, guardava na idéia, e, retornando ao Ão, no dia seguinte, a repetia aos outros. Mais exato ainda era dizer a continuação ao Franquilim Meimeio, contador, que floreava e encorpava os capítulos, quanto se quisesse: adiante quase cada pessoa saía recontando, a divulga daquelas estórias do rádio se espraiava (...) se afundava, até em sertões. 13

 

Aparece também no povoado um caminhão de um comprador de galinhas e ovos. Ele tinha um radinho de pilhas e armou um fio no arame da cerca para o povo escutar a novela. Mas mesmo assim as pessoas quiseram ir ouvir Soropita contá-la, 'para confirmarem o que tinham ouvido'. O quente da audição, dos encontros, era algo mais verdadeiro, portanto propiciaria uma continuidade da história em novas e mais vivas formas de mentiras. Assim, os signos da cultura urbana que chegam ao interior são ressemantizados, ganham novos e inesperados sentidos. Em vez da aculturação, o que se propõe é a devoração crítica, o consumo inventivo. De acordo com Stuart Hall, "através da transculturação, 'grupos subordinados ou marginais selecionam e inventam a partir dos materiais a eles transmitidos pela cultura metropolitana dominante. (...)[ e ] sempre há o 'deslize' inevitável do significado na semiose aberta de uma cultura, enquanto aquilo que parece fixo continua a ser dialogicamente reapropriado." 14 Apesar do esforço totalizante, as veredas vão tecendo trilhas tortas, forçando passagens, abrindo outras perspectivas à estratégia racional e homogeneizadora da modernidade.

Miguel, protagonista de "Buriti", foi embora a cavalo e agora retorna de Jipe: "Primeira vez que alguém chega aqui de jípel, esses progressos..." 15 Mas Miguel traz também uma consciência ecológica que às vezes falta ao sertanejo. É contra a caçada: "(...) que odeio, de ódio. Assoante, pobre do tatu, correndo da cachorrada". 16 Desde criança achava crueldade os homens maus matarem o tatu assustado em "noites de belo luar". Além do jipe, o ambiente lúgubre, moralista e patriarcal da fazenda é quebrado pelo corpo sensual, bem vestido e perfumado de Lala e também pelo som da vitrolinha de Maria Behu: signos e valores urbanos vão sendo incorporados à lavoura arcaica. O tempo deixa de ser marcado apenas pelo monjolo, que trazia o compasso dos desejos latentes. As rezas de Dô-Nhã para desmanchar coisa-feita e os remédios de raízes para os animais vão sofrendo interferência da pílula que cura as alucinações do Chefe e das vacinas trazidas por Miguel.

A personagem Chefe Ezequiel traz em seu contra-discurso frases estranhas, feitas com a desrazão poética de quem se deixa entranhar pelos sentidos natureza: O negro louco era "um talento da fazenda". Integrado a uma outra ordem, escuta até as minhocas dentro da terra. Assim como o buriti, era um guardião atento dos mistérios e dos segredos das noites do sertão, contrário à lucidez tecnicizante das cidades. Sua "fala impura" estabelece rachaduras no caráter hegemônico da modernidade, desrecalcando seu projeto inconcluso, mostrando suas fissuras, aquilo que deve ser reavaliado. A defesa da natureza, a postura ecológica crítica tem lugar privilegiado em sua narrativa poética:

As pessoas mais velhas são inimigas dos meninos. Soltam e estumam cachorros, para irem matar os bichinhos assustados - o tatu que se agarra no chão dando guinchos suplicantes, os macacos que fazem artes, o coelho que mesmo até quando dorme todo-tempo sonha que está sendo perseguido (...) os tamanduás se abraçavam, em sangues, para morrer(...). 17

 

Em 1962, o escritor mineiro abre e fecha o livro de contos Primeiras Estórias com viagens à Brasília em construção. O peru que traz alumbramento aos olhos da criança é o mesmo que será morto e substituído. O novo peru não tem a beleza do primeiro e bica a cabeça morta do passado. Podemos entrever aí, pelo viés literário, uma crítica à lógica da produção em série e à busca do progresso a qualquer custo. A descrição da floresta sendo destruída pelos tratores para dar lugar à grande cidade também nos mostra, como em Noites do Sertão , a discussão ecológica antes mesmo desta se tornar bandeira política.

Através da pós modernidade literária, Rosa traz reflexões sobre o que falta e o que deve ser esquecido, sobre o que está à margem e precisa ser melhor avaliado na travessia do país para a modernidade tardia. O escritor nos mostra que alguma coisa resta, foge ao controle. A modernidade busca a síntese entre o global e o local. O governo Juscelino é caracterizado pela conciliação entre o velho e o novo, entre as elites e as massas. A crença no futuro é talvez sua característica mais marcante. Mas em Guimarães Rosa sempre há o conflito, aquilo que se nega a ser assimilado, homogeneizado.

Dificilmente pode-se pensar em diferença cultural além das fronteiras do mundo moderno, globalizado e capitalista. Mas é de dentro desta interioridade, dessa terceira margem rasurada e em constante deslocamento, que é importante pensar nas trincas discursivas que o pensamento ecológico, a reflexão crítica sobre o consumo de bens e símbolos e a recepção midiática podem produzir. Deve estar na linha de frente do trabalho intelectual contemporâneo o jogo de forças, a interdisciplinaridade e o manejo nas negociações. Para que se abram espaços ao surgimento de paisagens invertidas, dentro e além de planaltos e veredas, é preciso haver, sobretudo, consciência diferencial.

 

 

MELO MIRANDA, Wander [org.]. Narrativas da modernidade . Belo Horizonte: Autêntica, 1999, p. 9.

GORELIK, Adrián. "O moderno em debate: cidade, modernidade, modernização". In: MELO MIRANDA, Wander (Org.). Narrativas da modernidade . Belo Horizonte: Autêntica, 1999, p. 55.

GORELIK, Adrián. "O moderno em debate: cidade, modernidade, modernização". In: MELO MIRANDA, Wander (Org.). Narrativas da modernidade . Belo Horizonte: Autêntica, 1999, p. 67-68.

Cf. MELO MIRANDA. Pós modernidade e tradição cultural. In: CARVALHAL, Tânia Franco. O discurso Crítico na América Latina . Porto Alegre: IEL: Ed da Unisinos, 1996, p. 21.

MIRANDA. Notas à margem de "América Latina en la encrucijada de la modernidad", p. 44.

ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: veredas . 6ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1968, p. 9.

ROSA, João Guimarães. Noites do Sertão . 8ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1984, p. 142.

ROSA, João Guimarães. Noites do Sertão . 8ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1984, p. 118.

ROSA, João Guimarães. Noites do Sertão . 8ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1984, p. 22-23.

ROSA, João Guimarães. Noites do Sertão . 8ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1984, p58.

ROSA, João Guimarães. Noites do Sertão . 8ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1984, p. 39.

CANCLINI, Néstor Garcia. Consumidores e cidadãos . Rio de Janeiro: UFRJ, 1997, p. 66 e 67.

ROSA, João Guimarães. Noites do Sertão . 8ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1984, p. 15.

HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais . Belo Horizonte: Ed. UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003, p. 31 a 33.

ROSA, João Guimarães. Noites do Sertão . 8ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1984, p. 254.

ROSA, João Guimarães. Noites do Sertão . 8ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1984, p. 96.

ROSA, João Guimarães. Noites do Sertão . 8ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1984, p. 124 e 125.