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A travessia das identidades em As Naus, de António Lobo Antunes
Alessandra Cristina Moreira de Magalhães (PUC-RJ)
Desde o começo do século XX, teóricos do pensamento ocidental apontavam para o fato de que a velocidade das transformações que começaram a acontecer na sociedade afetavam de maneira radical o cotidiano das pessoas. As incertezas geradas a partir dessas mudanças contribuíram para a explosão da chamada crise da identidade. Antes, a identidade do indivíduo era definida desde seu nascimento. Porém, esse sujeito, centrado em seu eu, certo de seu lugar social, acaba por se desmoronar frente a desestruturação dos alicerces sociais até então conhecidos.
Diante desse amplo processo de mudanças, que deslocou as estruturas sociais, abalando as referências nas quais o indivíduo se centralizava, podemos falar então em construção de um sujeito pós-moderno. Assim, os sistemas de significação e representação cultural multiplicaram-se e o indivíduo passou a confrontar-se com uma diversidade enorme de identidades possíveis. Por tudo isso, a identidade pós-moderna é definida como fragmentada.
Na pós-modernidade, a identidade cultural que identifica o "pertencimento" do indivíduo a culturas étnicas, raciais, lingüísticas, religiosas, nacionais é determinada a partir sua da inserção na sociedade. Como o processo de identificação é diretamente ligado aos sistemas de significação e representação cultural, as identidades tornaram-se mais provisórias, variáveis e complexas. É necessário esclarecer que quando se utiliza o termo sociedade , não se pode perder de vista a questão da multiplicidade que este abriga sob si, entendendo-se que a mesma não se constitui de um todo homogêneo.
As Naus , de António Lobo Antunes, inserem-se no contexto da literatura pós-moderna, colocando em questão as identidades culturais portuguesas, porque deslocam e descentram os discursos formadores destas identidades. Talvez não seja por acaso que o livro de António Lobo Antunes tenha sido publicado em 1988, um dos momentos fortes das comemorações oficiais dos descobrimentos portugueses, como informa Maria Alzira Seixo 1. A conservação da memória da viagem e seus mitos na literatura e na história portuguesas é como uma marca de pertença e o livro faz, justamente, uma paródia do discurso histórico e literário que transforma homens em heróis e mitos. Como afirma Linda Hutcheon 2, a paródia já não é mais a "imitação ridicularizadora", mas o diálogo crítico entre o presente e o passado. O livro pode ser entendido, portanto, como uma releitura da tradição, da história e dos mitos e, ao colocar o passado em confronto com o presente, desloca as identidades.
A recordação paródica do passado amplia o repertório de sentidos possíveis, tanto do próprio passado, como do presente e, talvez, do futuro. T endo como ponto de partida histórias que convergem à História de Portugal e são entrecruzadas e metaforizadas, o livro tenta inventar uma ordem nacional, a partir do regresso dos portugueses à metrópole após a Revolução dos Cravos. Desta forma, coloca em relevo o final de uma empresa colonizadora que durou séculos e contribuiu para a definição da nação portuguesa.
Como afirma Stuart Hall 3, a nação não se limita a entidade política. É, sobretudo, um "sistema de representação cultural" no qual as pessoas participam de uma "idéia" de nação. A cultura nacional é um modo de construir sentidos, que estão contidos nas histórias contadas sobre a nação, memórias que conectam o presente ao passado e imagens com as quais os indivíduos se identificam e, assim, são construídas as identidades nacionais.
Ainda seguindo o pensamento de Stuart Hall 4, a "narrativa da nação", contada nas histórias, nas literaturas nacionais, na mídia e na cultura popular, representa as experiências partilhadas, as perdas, os triunfos que dão sentido à nação. O livro de Lobo Antunes joga com as narrativas da nação portuguesa: os homens lusitanos, que em Os Lusíadas , épico de Camões, eram os destinados a construir uma nação poderosíssima, comparecem em As Naus como homens, e só. Homens cujo destino é nenhum, que foram desconstruídos pela memória da pós-modernidade. São retornados de África que têm de fazer qualquer coisa para sobreviver.
A narrativa superpõe vários planos temporais, enfatizando, principalmente, dois momentos da História do país: aquele que corresponde a Revolução dos Cravos e descolonização africana e o de cinco séculos atrás, dos descobrimentos portugueses. Os vários planos temporais são misturados efabulativamente, recontextualizando e reelaborando as convenções do passado. Segundo Ronaldo Menegaz, "o tempo em As Naus é sincrônico", e "é eliminada a noção de tempo linear e adotado um tempo que vem a ser a somatória de todos os outros, passados e presentes, que se amolgam num tempo único, uma espécie de pancronia, como se um momento absorvesse em si todos os outros". 5 Nas palavras de Maria Alzira Seixo, "a narrativa constrói-se justamente com a viagem plural de um punhado de personagens que retorna de África na altura da revolução de Abril". 6
O livro constitui-se de dezoito capítulos sem título, número ou qualquer indicação orientadora. Segundo Ronaldo Menegaz 7, a narrativa se estrutura em sete núcleos que se desenvolvem e se entrecruzam ao longo do romance. Cada núcleo se forma em torno de uma figura da história das navegações, descobrimentos e conquistas, dialogando com outras figuras históricas e do mundo artístico e literário de todos os tempos. As figuras que capitaneiam os núcleos sugeridos por Ronaldo Menegaz são Pedro Álvares Cabral, "o homem de nome Luís", Francisco Xavier, Diogo Cão, Manuel de Sousa Sepúlveda, Vasco da Gama e casal de retornados da Guiné. É importante frisar que concordamos com a definição dos núcleos dada por Ronaldo Menegaz, mas acrescentaríamos como personagens importantes Fernão Mendes Pinto e D. Manuel.
Na narrativa, que é aberta a vários narradores simultaneamente, as personagens "centrais" já mencionadas têm a sua voz "ampliada". Além disso, a narrativa flutua entre a primeira e a terceira pessoas do discurso, dando "uma descrição objectiva das personagens e o seu acesso irregular mas freqüente à subjectividade enunciativa". 8 Segundo Ronaldo Menegaz, o "foco se desloca constantemente da terceira para a primeira pessoa, transformando o narrador em personagem (no caso, também narrador autodiegético). Freqüentemente a narrativa volta para a terceira pessoa, transitando de novo para primeira". 9 Há um movimento constante entre as vozes narrativas.
O livro é uma "aventura" centrada nas personagens míticas dos descobrimentos que voltam ao reyno , retornados de África quando eclode a Revolução dos Cravos, e tem como cenário uma Lisboa tétrica, suja, agonizante e malcheirosa. Contudo, o retorno não corresponde a uma estabilização para essas personagens. A relação desses sujeitos com Lisboa é "de estranhamento, carência de localização e de perda da identidade". 10
O casal da Guiné, único núcleo que não é constituído por vultos históricos, representa a massa dos cidadãos anônimos que retornaram da África. Tinham habitado aquele continente por mais de cinqüenta anos e permaneciam tão pobres como quando haviam chegado. Além disso, não tinham vínculos com aquela terra e sua única filha morrera há trinta e oito anos. Então, diante da situação política da Guiné-Bissau, resolvem voltar ao reyno : "As naus aportavam vazias e partiam cheias, convexas de gente e caixotes. Bissau despovoava-se de brancos e o início da estação das chuvas encontrou-os sem saber o que fazer numa terra de selvagens triunfais que estilhaçavam à metralhadora os postigos das fachadas". 11
O sentimento de não pertencer a um lugar, de movimento sem destino, de estar sempre na falta, de deriva perpassa a vida de todas as personagens. Quando decidem retornar, a esposa diz já não pertencer aquele lugar e o marido "admitiu com desgosto que Já não pertencemos nem sequer a nós, este país comeu-nos as gorduras e a carne sem piedade nem proveito uma vez que se achavam tão pobres como haviam chegado". 12 Antes de embarcarem, a mulher repete a mesma frase: "Não pertenço aqui"; a qual o marido responde "Não somos de parte alguma agora". 13 N esta história de retornados anônimos, há menção à situação política em África, mas é importante lembrarmos do caráter paródico. A história do casal da Guiné deixa clara a perspectiva da degradação humana, da passagem do tempo, da loucura, entre outros aspectos. Denota, ainda, a situação de não pertencimento, de deslocamento constante, de nau a meio caminho. A dinâmica ida-retorno que percorre a narrativa dá uma permanente ilusão de movimento. Movimento das pessoas do discurso, dos planos temporais e da existência das personagens.
Em "Identidade e memória: o caso português" 14, Eduardo Lourenço ensina que Portugal cultiva a memória de si mesmo e tem seu passado convertido em obsessiva referência do seu presente. Além disso, considera que o país, ao contrário de inúmeros outros que passam por uma crise de identidade, sofre de hiperidentidade, ou seja, pensa que sabe quem é. No artigo "Psicanálise mítica do destino português" 15, o pensador português afirma que o exame da historiografia revela o "irrealismo" da imagem que os portugueses fazem de si mesmo. O cientista social Boaventura de Sousa Santos, na terceira das suas "Onze teses por ocasião de mais uma descoberta de Portugal" 16, defende que a carência de estudos das ciências sociais reflete-se na manutenção de mitos. No caso português, esses mitos tornaram-se parte de uma "realidade" pouco questionada. As Naus contesta a todo momento esta "hiperidentidade" portuguesa, procedendo uma desmitificação dos vultos nacionais. Isto permite a humanização dos mitos que marcam a construção da identidade portuguesa.
É o caso do grande navegador português Diogo Cão, comandante de viagens de reconhecimento à costa ocidental da África e que teve as suas lições acolhidas por Vasco da Gama. E m As Naus , o comandante é convertido em bêbado que vive atrás de ninfas e tágides. O navegador velho e desdentado pelo escorbuto lembrava-se de que "há trezentos ou quatrocentos, ou quinhentos anos atrás comandara as naus do Infante pela Costa da África abaixo" e conversava com Pedro Álvares Cabral sobre "como era difícil viver nesse árduo tempo de oitavas épicas e de deuses zangados". 17
O descobridor Pedro Álvares Cabral, no livro, aportou em Lisboa junto com sua mulata e seu miúdo, " um escrivão da puridade lhe perguntou o nome (Pedro Álvares quê?) ". 18 Na pergunta feita pelo escrivão observamos o desconhecimento ao grande descobridor. O mesmo ocorre com Diogo Cão: uma velha prostituta que se apaixona por ele procura-o por todo o canto e ninguém mais o conhece, o passado reconhecido "oficialmente" é esquecido. Em contrapartida, os retornados não reconhecem mais Lisboa. Para Pedro Álvares Cabral era "como se arribasse a uma cidade estrangeira a que faltavam, para a reconhecer como sua, os notários e as ambulâncias de dezoito anos antes". 19
Pedro Álvares Cabral e Diogo Cão residem na pensão Residencial Apóstolo da Índias, "caracterizada como um espaço decadente, em ruínas, com lixo, mau cheiro e buracos" 20, cujo responsável é o senhor Francisco Xavier. As Naus transformaram o Apóstolo das Índias, santo canonizado pela Igreja Católica e um dos fundadores da Companhia de Jesus, num explorador de mulheres. Ele negocia a sua mulher em Moçambique com o compadre e vem para o reyno , onde se torna um empresário da área de "diversões e entretenimento". É ele quem agencia as mulatas e as mulheres dos retornados para serem prostitutas. A mulata esposa de Cabral também é recrutada para trabalhar como prostituta.
Ao mesmo tempo em que se apropria da "narrativa da nação", o livro, incrivelmente, a reconta de outra maneira. Segundo a historiografia, Fernão Mendes Pinto conheceu, no Japão, Francisco Xavier, missionário que lhe terá provocado uma forte impressão. No livro, eles são unidos pelos negócios escusos que mantém em Lisboa. Fernão Mendes Pinto agora não é mais o mercador, viajante e escritor de Peregrinação , obra que narra a sua vida aventureira pelo oriente, para onde embarcara em busca de fortuna . É apenas "o único branco do bairro [que] vendia bíblias, postais eróticos e gira-discos no porta a porta da cidade". 21Após deixar Angola e se estabelecer em Lisboa, Fernão Mendes Pinto torna-se proprietário de vários negócios.
Assim, as histórias de Pedro Álvares Cabral, Diogo Cão, Francisco Xavier e Fernão Mendes Pinto ligam-se à história de Manuel de Sousa Sepúlveda, pois ele é sócio nos negócios de Fernão Mendes Pinto. Antes de retornar ao reyno , sua mulher havia morrido de reumatismo e ele morava em Malanje (Angola), onde sonhava constantemente com as meninas de treze anos do Liceu correndo nuas. Depois da revolução, tomou o avião para Lisboa e, após muitos contratempos, montou o bar Dona Leonor, em homenagem à mulher, e prosperou nos negócios em Lisboa. Na História, Manuel de Sousa Sepúlveda era capitão de armada e ficou conhecido pelo relato de naufrágio do galeão São João. Manuel de Sousa regressava ao reino com a mulher e os filhos, vindo de Cochim, capitaneando o galeão, carregado com pimenta e mais de quinhentas pessoas a bordo. No entanto, uma violenta tempestade nas proximidades do cabo da Boa Esperança fez naufragar a nau. Iniciou-se então uma caminhada dramática dos sobreviventes pelo sul de África, pretendendo atingir Moçambique, mas sendo lentamente dizimados pela fome, pelas doenças, pelos ataques dos selvagens e das feras. Apesar de conseguir sobreviver, Manuel de Sousa Sepúlveda desaparece mato adentro, "após a morte da esposa e dos filhos, dando mostras de alienação tresloucada; foi acolhido, no termo de vicissitudes várias, por uma tribo indígena onde só não encontrou a morte porque lhe foi milagrosamente atribuída a cura do rei doente". 22
Notamos que a narrativa de As Naus leva as personagens a uma alteração radical na sua história. António Lobo Antunes não dá fixidez e firmeza ao passado, ao contrário, ele o faz movimentar-se em giros rapidíssimos. Portanto, as identidades que anteriormente estavam estabelecidas, agora estão numa permanente travessia.
Os reis também têm seu espaço reservado neste livro-embarcação. D. Manuel , em cujo reinado Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para as Índias, forma com este uma dupla de loucos surrealistas . Nada é mais como antes. O príncipe envelhecido espanta as moscas com seu cetro, com seu "hálito de purê de maçã de diabético" e parecendo estar vestido para um baile de carnaval. E o navegador, que voltou a Lisboa num porão de lençóis ensopados de vômito e de miséria, descobre as tágides praticamente extintas por uma epidemia de moléstias ribeirinhas.
D. Manuel visitava Vasco da Gama aos domingos com seu Forde antiqüíssimo, ferrugento e descapotável. Num dos passeios, levam uma dura policial e são presos por irregularidades no veículo e na documentação. Ao afirmarem as suas identidades passadas, são humilhados e tidos como loucos, sendo internados num hospício. Nesse episódio, percebemos, mais uma vez, que o livro se empenha em desfazer os mitos fundacionais da identidade portuguesa. A idéia de nação valente, de nobre povo e de heróis do mar é colocada em xeque.
Mas, não só sobre reis e navegadores conta o livro de Lobo, há homens comuns também. Como, por exemplo, "o homem de nome Luís" que carrega consigo para todo o lado o cadáver do pai, morto com um tiro em Cazenga (Angola). Depois da morte do genitor, ele decidiu embarcar para o reyno , mas teve pena de deixar o pai apodrecer em África e o levou consigo. Permaneceu três ou quatro semanas no cais de Alcântara (Portugal) esperando o resto da bagagem, como esta não chegava, derramou os restos do pai num papel cartão e saiu pela cidade. Durante um mês buscou um lugar para enterrar o velho, mas não tinha dinheiro e teve de vendê-lo como adubo. Depois de sair do apartamento do botânico Garcia da Orta, para quem vendeu o pai, o homem de nome Luís foi morar num hospital de tuberculosos que o governo desocupou para abrigar aqueles que retornavam de África.
Este é um Luís de Camões parodiado: " O homem de nome Luís ainda escrevia oitavas [...] apontando de tempos a tempos o olho oco, que parecia ver para trás". 23O cadáver do pai, do qual só se separa por necessidade de sobrevivência, pode ser entendido como o Portugal velho, que está morto e embolorado e deve servir como alimento para novos organismos.
O livro se encerra com a massa de retornados, entre eles o homem de nome Luís, aguardando à beira mar os relinchos de um cavalo impossível, metáfora do mito sebastianista. Entretanto, é uma metáfora paradoxal, porque o leitor já havia sido prevenido capítulos antes que D. Sebastião, um "pateta inútil de sandálias e brinco na orelha, sempre a lamber uma mortalha de haxixe, tinha sido esfaqueado num bairro de droga de Marrocos por roubar a um marica inglês, chamado Oscar Wilde, um saquinho de liamba". 24
Concordamos com Ronaldo Menegaz que entende "o tecido do texto de As Naus, [como] nunca estruturado em definitivo para uma leitura unívoca, mas oferecido como um 'puzzle' a montagens e combinações capazes de oferecer um sentido a cada leitura". 25 A nossa leitura de As Naus propõe que o livro lança luzes novas sobre o passado, questionando não a sua veracidade, mas o sentido dele depreendido. Rememora-se não para dar fama ao passado, mas para ir além dele, sem, contudo, apagá-lo.
As personagens que habitam este livro-embarcação não pertencem a um lugar ou tempo definidos. Cada um é nau a meio caminho. E, longe de serem desrespeitados, surgem mais próximos de nós, humanos, frágeis, gente, enfim.
Para Stuart Haall 26, o discurso da cultura nacional constrói identidades que são colocadas de modo ambíguo, entre o passado e o futuro, equilibrando-se entre a vontade de retornar a glórias passadas e o impulso por avançar em direção à modernidade. No livro de António Lobo Antunes, a miséria material e senil (deterioração do humano) em que vivem as personagens que fizeram a História servem como alerta a uma nação cuja identidade foi erigida apenas sob o passado. A ficção antuniana repensa Portugal de modo a construir novas identidades e uma outra "narrativa da nação".
Referências Bibliográficas
ANTUNES, António Lobo. As Naus . Lisboa: Dom Quixote, 1990.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade . Rio de Janeiro: DP&A, 2000.
HUTCHEON, Linda. A poética do pós-modernismo . Rio de Janeiro: Imago, 1991.
LOURENÇO, Eduardo. Nós e a Europa ou as duas razões . Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1996.
LOURENÇO, Eduardo. O labirinto da saudade . Lisboa: Dom Quixote, 1992.
MENEGAZ, Ronaldo. "Na derrota de As Naus , de António Lobo Antunes, a imagem de um velho Portugal". In: MARGATO, Izabel (org.). Figuras da Lusofonia: Cleonice Berardinelli . Lisboa: Instituto Camões, 2002. p. 142-149.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Pela mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade . São Paulo: Cortez, 1995.
SEIXO, Maria Alzira. " As Naus : o retorno do inverossímil". In: ___. Os romances de António Lobo Antunes . Lisboa: Dom Quixote, 2002. p. 167-194.
Notas:
SEIXO, Maria Alzira. " As Naus : o retorno do inverossímil". In: ___. Os romances de António Lobo Antunes . Lisboa: Dom Quixote, 2002. p. 168.
HUTCHEON, Linda. A poética do pós-modernismo . Rio de Janeiro: Imago, 1991. p. 47.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade . Rio de Janeiro: DP&A, 2000. p. 51.
MENEGAZ, Ronaldo. "Na derrota de As Naus , de António Lobo Antunes, a imagem de um velho Portugal". In: MARGATO, Izabel (org.). Figuras da Lusofonia: Cleonice Berardinelli . Lisboa: Instituto Camões, 2002. p. 144.
SEIXO, Maria Alzira. op.cit. p. 168.
MENEGAZ, Ronaldo. op. cit. p. 143.
SEIXO, Maria Alzira. op.cit. p. 190
MENEGAZ, Ronaldo. op. cit. p. 144.
SEIXO, Maria Alzira. op.cit. p. 186
ANTUNES, António Lobo. As Naus . Lisboa: Dom Quixote, 1990. p. 56.
LOURENÇO, Eduardo. Nós e a Europa . Lisboa: Imprensa Nacional / Casa da Moeda, 1996. p.10
LOURENÇO, Eduardo. O labirinto da saudade . Lisboa: Dom Quixote, 1992. p. 17.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Pela mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade . São Paulo: Cortez, 1995.
ANTUNES, António Lobo. op. cit. . p. 65.
MENEGAZ, Ronaldo. op. cit. p. 146.
ANTUNES, António Lobo. op. cit. p. 101.
SEIXO, Maria Alzira. op.cit. p. 185
ANTUNES, António Lobo. op. cit. p. 155.