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A travessia cultural de Macabéa
Edgar Cézar Nolasco (UFMS/CPTL)

E houve tudo o mais que não sei, e que é o caldo de cultura de qualquer história.

Clarice Lispector. A explicação inútil.

 

A travessia retirante de Macabéa espelha, de forma especular, tanto a travessia bíblica dos Macabeus, 1 quanto a travessia pessoal da própria escritora Clarice Lispector. Reconheço, entretanto, que, apesar de tratá-las aqui de forma separadas, a travessia biográfica da escritora já se encontra, historicamente falando, dentro da travessia dos judeus/macabeus. Ao valer-me da crítica biográfica, minha leitura distancia-se de outras leituras críticas aqui mencionadas, pois entendo que mesmo a aproximação da história de Macabéa com a dos Macabeus já se dá atravessada pela história de vida da escritora. Logo, ler aquelas implica ler esta, mesmo que metaforicamente.

Antes de mais nada, devo dizer que a relação do judaismo e da literatura de Clarice se apresenta mais como uma problemática de recepção crítica. Diferentemente do que postulam alguns estudiosos sobre o assunto, sobretudo quando forçam e amarram tal relação, penso mesmo que se pode até ler sua literatura sob tal rubrica étnica, mas é sempre bom lembrar de que a própria Clarice parece deixar-nos claro de que essa não é a condição para compreender sua obra:

Eu sou judia você sabe. Mas não acredito nessa besteira de judeu ser o povo eleito de Deus. Não é coisa nenhuma. Os alemães é que devem ser porque fizeram o que fizeram. Que grande eleição foi essa, para os judeus ? Eu, enfim, sou brasileira, pronto e ponto. 2

Entretanto, e ao mesmo tempo, que contradição: eu sou judia, eu sou brasileira, tão ao estilo clariciano, é, na verdade, mais do que uma negação; é, pois, uma denegação – estratégia recorrente da qual Clarice se vale por toda sua vida literária sobretudo para tirar proveito para a criação. Exemplo dessa denegação dá-se em suas relações com seus possíveis amigos literários com os quais dialoga esquecendo-se sempre de mencionar o nome da obra lida ou até mesmo o do autor “amigo”. Bem ao gosto de Clarice, entreve-se na passagem citada um jogo, um mascaramento, um fingimento pensado, estudado mesmo, e durante toda a vida até ali (a entrevista é concedida um ano antes de sua morte, em 1976), assim como teve o cuidado de fabricar várias histórias envoltas à sua personalidade que contribuíram para sua persona literária.

Nelson Vieira, no texto “Uma mulher de espírito”, depois de constatar que poucos críticos consideravam importante a relação da herança judaica da escritora com sua ficção e de que a própria Clarice evitava trazer a público seus antecedentes judaicos, diz que “sua insistência clamorosa em ser brasileira, em pertencer à cultura e à literatura brasileira, indica que decidiu em sã consciência minimizar sua etnicidade”. 3 Sem querer discordar do crítico, vemos aí que ele confiou demais na encenação da escritora, sobretudo quando afirma que ela decidiu em sã consciência minimizar sua etnicidade, porque, na verdade, não é nada em sã consciência. Antes, isto sim, vemos encenar-se aí mais um daqueles fingimentos tão ao gosto da escritora, armadilhas de representação da qual ela mesma se viu fisgada. “Esclarecimentos, explicação de uma vez por todas” 4é título de uma crônica em que ela procura explicar, tornar público – na tentativa de esclarecer todas as dúvidas sobre sua pessoalidade – as características que nela poderiam soar como estrangeiras. Explicações como as esclarecidas na crônica só contribuíram ainda mais para descentrar a imagem fabricada que se criou em torno da figura da escritora. Assim, todo esse mundo que se encena em torno de Clarice leva-nos a constatar que ela mesma, de forma ardilosa e pensada, tratou de construí-lo, mesmo quando teve de negar o que mais afirmava. Ou seja, não se cansou de dizer que não se considerava escritora, que não escrevia literatura, que era “feliz de pertencer à literatura brasileira por motivos que nada tem a ver com literatura, pois nem ao menos sou uma literata ou uma intelectual”. 5Constatações como essas contribuem para desmascarar a denegação que Clarice faz em torno, por exemplo, de sua judeidade e de suas possíveis amizades literárias.

Nelson Viera diz, de forma que nos interessa, que “ao abordar Lispector e sua obra de um ponto de vista judaico, reafirmo minha crença de que vida e literatura, autor e texto ligam-se culturalmente – de que juntos contribuem para uma visão de mundo”. 6 É esse campo minado entre a vida e a ficção, ou seja, atravessado por ambas, simultaneamente e metaforicamente, que defendo aqui, sem entender que precisaria estar atrelado a “um ponto de vista judaico”. Vieira radicaliza e diz que “o apagamento da herança étnica de Lispector criou uma espécie de cegueira cultural e crítica que obscurece a singularidade de sua ficção”. 7Antes entendo que quando se leva em conta traços culturais, biográficos do sujeito escritor, ou seja, quando se toma vida e ficção nas mesmas proporções, pode-se fazer uma leitura crítica melhor culturalmente falando.

Agora deve-se tomar cuidado ao trabalhar com tal relação para não incorrer em aproximações equivocadas e forçadas, como esta do próximo Vieira: “em Um sopro de vida, a narradora Ângela é a própria Lispector, ponto particularmente claro por referências a outros escritos da autora e a seus detalhes biográficos”. 8

Berta Waldman, em importante leitura sobre o livro A hora da estrela, estabelece relação entre Macabéa e o judaismo, mas por nenhum momento sequer alude à metáfora primordial da condição de estar em diáspora, estar em trânsito, nascer em trânsito, transitar entre países e estados brasileiros, a condição de sentir-se “estrangeiro” – que marca do começo ao fim a vida pessoal e cultural da escritora. Apesar de dizer que “a família Lispector transitará de Maceió a Recife e daí ao Rio de Janeiro, demarcando, desde o início, uma experiência de deslocamento e nomadismo que pautará a vida e a obra da escritora”, 9 e de seu texto ter por título “O estrangeiro em Clarice Lispector”, Waldman desconsidera o traço biográfico que rasura a história e o texto de A hora da estrela que é, a nosso ver, porta de entrada para uma leitura, por exemplo, sobre a questão cultural proposta pelo livro. Waldman lembra-nos que “há uma pista no nome da protagonista e também em seu nomadismo que permite estabelecer uma relação entre ela e o judaismo”. 10

Pensamos, entre parêntese, que tal relação se amplia, se revaloriza e recebe uma ressignificação quando aí entrevemos a própria vida da escritora. A constatação de que Macabéa alude ao Livro dos Macabeus , bem como seu nomadismo são, na verdade, signos vicários da condição em trânsito que marcou a vida da própria escritora. Assim, é como se a história de Macabéa estivesse colada, “montada nos ombros” de Clarice, como se uma delas passasse para a outra margem pela travessia única, como se fosse uma a continuidade da outra ___ semelhantemente ao velho da historieta enxertada dentro de A hora da estrela que, passada a travessia nos ombros do moço, disse-lhe que era “tão bom estar aqui montado como estou que nunca mais vou sair de você”. 11

Clarice Lispector, em crônica sobre suas viagens, narra a primeira que “foi com menos de dois anos de idade, da Alemanha (Hamburgo) a Maceió [ Recife, diz ela]. (...) Nada sei sobre essa viagem de imigrantes: devíamos todos ter a cara dos imigrantes de Lasar Segall”. 12 Como se vê, nasce em trânsito, na Ucrânia, e chega a Maceió, mudando-se depois para Recife, onde vive e se cria, indo só mais tarde para o Rio de Janeiro que, nas suas palavras, “era a cidade grande e cosmopolita que, no entanto, em breve se tornava para mim brasileira carioca”. 13 Ucraniana, brasileira, nordestina, carioca, judia e macabéa – eis um retrato de Clarice Lispector.

Também vai ser nessa cidade grande e cosmopolita, que a retirante Macabéa, tendo deixado o nordeste para trás, vai se encontrar, ou ser encontrada, e ter suas fracas aventuras contadas “numa cidade toda feita contra ela”. 14Metaforicamente falando, podemos dizer que Macabéa, enquanto figura que alude à dispersão do povo judeu (família Lispector judia), dá continuidade (acompanhando sua criadora) à travessia de Clarice de Maceió/Recife ao Rio de Janeiro. Resta-nos observar aí, nessa trajetória, que devido sua estada em Alagoas e sobretudo em Recife, Clarice deixa o nordeste impregnada, travestida de uma macabéa alagoana.

Perguntada quando foi buscar dentro dela mesma a história de Macabéa, Clarice sentenciou:

– Eu morei no Recife; eu morei no nordeste; eu me criei no nordeste. E depois, no Rio de Janeiro, tem uma feira de nordestinos no Campo de São Cristovão e uma vez eu fui lá e peguei o ar meio perdido do nordestino no Rio de Janeiro. Daí começou a nascer a idéia. 15

Da passagem, sobressaem duas questões que podem ser pensadas: uma que era público que Clarice ía regularmente à feira de nordestinos em São Cristovão; a outra, é que sua fala, na entrevista, pode estar filtrada pelo que escrevera na novela, uma vez que tinha acabado de escrevê-la quando concedeu a entrevista. Tais questões, atravessadas por traços biográficos, ficam mais evidentes quando se compara, por exemplo, o que dissera a escritora com o que escrevera o autor Rodrigo S.M.: “é que numa rua do Rio de Janeiro peguei no ar de relance o sentimento de perdição no rosto de uma moça nordestina. Sem falar que eu em menino me criei no Nordeste”. 16Ou: “se sei quase tudo de Macabéa é que já peguei uma vez de relance o olhar de uma nordestina amarelada. Esse relance me deu ela de corpo inteiro”. 17

Segundo Nádia Gotlib, “ali mesmo na feira sentou-se num banco e escreveu umas quatro ou cinco páginas sobre sua personagem” . 18Fecha essa aparente curiosidade o fato de que foi também na mesma feira que Olímpico foi comprar pimenta - malaqueta para impressionar sua namorada Glória. 19

Percebemos que ocorre aí uma “dramaturgia da subjetividade”, na feliz expressão de Lúcia Helena, porque a biografia da escritora aparece sobrepondo-se e tecendo ao mesmo tempo as biografias dos outros dois nordestinos___ o escritor - autor Rodrigo S.M. e a personagem - protagonista Macabéa. Se pelo lado histórico – biográfico - cultural podemos dizer, sempre metaforicamente, que Clarice é muito mais Macabéa; pelo lado biográfico - literário ela é muito mais Rodrigo S.M. No tocante à representação, máscaras, fingimentos e a denegação que envolvem a vida e a ficção da escritora chegam ao seu máximo no livro A hora da estrela, uma vez que aí qualquer resquício de corpo do “eu” autoral é rasurado até o limite.

A ponto de que basta pensarmos que em algum lugar da ficção ali poderia estar um traço de pessoalidade da escritora sem máscara, sem fingimento, para que uma nervura em filigrana de subjetividade se tinja manchando toda a cena ficcional.

Quero voltar agora a um comentário que Clarice faz sobre sua primeira viagem, quando diz que “devíamos todos ter a cara dos imigrantes de Lasar Segall”. Tal imagem, retrato impressionista feito por ela mesma, é sugestivo e significativo, sobretudo quando se pode contrapô-lo às fotografias da família Lispector, assim como ao retrato ficcional de Macabéa feito pela própria escritora. Se em tal comparação de Clarice, “há um tom amargurado, seco, na referência que faz ao ‘quadro' de Lasar Segall, de que se vê personagem”, 20 conforme constata Nádia Gotlib, na verdade, não é bem isso o que mais nos chama a atenção. O olhar de soslaio, perdido, sem diretiva e triste das figuras imigrantes de Segall encontra ressonância perfeita no olhar desprendido da fotografia da família Lispector de imigrantes e judeus.

Teresa Cristina M. Ferreira, ao comentar sobre “quem sabe a última foto antes da família embarcar para o Brasil”, observa “que não há nem mesmo o esboço de um sorriso; as três meninas reproduzem os olhares sisudos dos pais”. 21 É possivelmente a essa foto da família que Clarice faz o referido comentário. Nela, a futura escritora tem não mais que um ano de idade e ainda se chama Haia, que em hebraico significa “vida”. A pequena infante só vai receber o nome Clarice no Brasil. Mas é sugestivo lembrar que a matéria (vida) que mais vai faltar à heroína Macabéa é a que, talvez não por acaso, é tingida ao final pela morte abrupta que atinge, inclusive no mesmo ano (1977), sua própria mentora. 22

Nádia Gotlib, por sua vez, ao comentar sobre uma outra foto da família Lispector, diz que:

sente-se a força pungente do olhar da mãe, que certamente é o mais conturbado do conjunto. (...) O sofrimento que lhe causou a doença marcaria profundamente todas as pessoas da família. O seu olhar forte parece, por esse motivo, ligar-se ao de Clarice, que também olha para a câmara imersa numa intranqüilidade, porém mal definida. Em mistério. A sugerir ambigüidades: mergulhada em distância e, ao mesmo tempo, com certa perturbação. 23

Também nessa foto, semelhante à anterior, só que agora noutras condições, o olhar é para longe, sem diretiva, de soslaio, circunspecto. Todas as cinco figuras parecem sofrer de uma tristeza crônica, mesmo encontrando-se agora a família instalada no Brasil (Recife), talvez porque, de forma inconsciente, lembrem da fotografia anterior que teve seu lugar reservado no passaporte da família em diáspora. Nessa foto tirada em terras nordestinas, a menina - Clarice aparece um tanto perdida, espremida pelos braços fortes da mãe, talvez já antecipando, de forma alusiva, um retrato 3/4 em preto e branco da jovem com ferrugem Macabéa tirado na cidade toda feita contra ela, o Rio de Janeiro.

Lembramos que o autor Rodrigo S.M., antes de começar de fato a nos contar a história de sua personagem, diz que é preciso tirar vários retratos da alagoana. 24 Desses retratos, destacamos aquele que dialoga diretamente com o retrato de Macabéa feito por Clarice na entrevista. Enquanto Rodrigo S.M. diz “que numa rua do Rio de Janeiro peguei no ar de relance o sentimento de perdição no rosto de uma nordestina. Sem falar que eu em menino me criei no Nordeste”; 25 Clarice reitera: “eu morei no Nordeste; e “uma vez eu fui lá e peguei o ar meio perdido do nordestino no Rio de Janeiro”. 26 Repetimos tais passagens tão - somente para contrapor e dizer que o ar de perdição , de fracasso, de ruína, de abandono e de desolação que os dois vêem na nordestina Macabéa é o mesmo__ considerando o tanto que as fotografias estão atravessadas por nosso olhar __ que encontramos nas referidas fotos dos retirantes judeus da família Lispector. Cabe-nos complementar que assim como as fotografias podem estar atravessadas pelo olhar da recepção, 27também o sentimento de estar perdido da alagoana Macabéa no Rio de Janeiro está comprometido historicamente pelo olhar dos retirantes nordestinos Rodrigo S.M. e Clarice Lispector.

Os vários retratos de Macabéa oferecidos por seu autor complementam-se com os comentários do próprio namorado Olímpico, como: “ a cara é mais importante do que o corpo porque a cara mostra o que a pessoa está sentindo. Você tem cara de quem comeu e não gostou, não aprecio cara triste, vê se muda ___ (...) vê se muda de ‘expressão'”. 28 Já a expressão de Rodrigo de que Macabéa tinha uma “cara um pouco inexpressiva demais”. 29 pode ser contraposta a uma fotografia que pode ser da própria Clarice e que foi por ela comentada dentro da ficção A paixão segundo G.H. Ao comentar tal fotografia, diz G.H./ C.L. que ao olhar de relance o rosto fotografado, viu naquele rosto inexpressivo que o mundo também a olhava de volta inexpressivo. E conclui dizendo ver na sorridente fotografia mal – assombrada um rosto cuja palavra é um silêncio inexpressivo e que todos os retratos de pessoas são um retrato de Mona Lisa. 30Diríamos que o inexpressivo desses rostos não é tão insignificante assim, porque nos diz das circunstâncias pessoais e culturais de cada uma delas e da própria sociedade. Até mesmo o silêncio aí é expressivo, significativo, por nos dizer da travessia cultural das retirantes. E aqui lembro-me de uma descrição da escritora feita por sua amiga e também escritora Nélida Pinõn:

um rosto russo e melancólico, desafiante e misericordioso. Neste rosto de Clarice convergiam aquelas peregrinas etnias que venceram séculos, cruzaram Oriente e Europa, até que ancorassem no litoral brasileiro, onde veio ela afinal tecer ao mesmo tempo o ninho de sua pátria e o império de sua linguagem. 31

Fechando o parêntese, diríamos que culturas nacionais e estrangeiras, traços biográficos, diálogos com obras da humanidade e com as Escrituras Sagradas, crenças, cultura de massa e história de Cordel, estrelas de cinema hollywoodiano, cultura midiática etc, fazem o caldo cultural que se amalgama em A hora da estrela . Sobre isso, retomo Berta Waldman que confirma que “o sincretismo, ponto de cruzamento de crenças, tradições e culturas, típico de um país multiétnico e multicultural como é o Brasil, fica flagrante no universo clariciano”. 32

É sabido que os Macabeus continuaram fiéis à Lei de Moisés. Também Macabéa confiou cegamente nas palavras da cartomante: “Macabéa ficou um pouco aturdida sem saber se atravessaria a rua pois sua vida já estava mudada. E mudada por palavras – desde Moisés se sabe que a palavra é divina”. 33 E Clarice, perguntaríamos, confiou na palavra ? Bem, vejamos o que ela mesma disse sobre o assunto:

Depois eu fui a uma cartomante e imaginei: ela me disse várias coisas boas que iam me acontecer – e imaginei, quando tomei o táxi de volta, que seria muito engraçado se um táxi me pegasse e eu morresse depois de ter ouvido essas coisas boas. Então daí foi nascendo também a trama da história. 34

Diríamos, por último, que Clarice blefa, com relação à história de Macabéa, e é traída pela palavra. Blefa sobre a história de Macabéa porque, apesar de reconhecer que desde Moisés sabe-se que a palavra é divina e de dizer que a cartomante lhe decretara sentença de vida, 35opta pela morte. Ou seja, aí já se iniciara sua traição pela palavra, quando transfere para a criatura Macabéa o que imaginara que poderia acontecer consigo mesma – seria muito engraçado morrer depois de ouvir todas aquelas coisas boas. Parece, na verdade, que Clarice não escuta sua própria palavra que (in) conscientemente lhe prescrevia o “gran finale” abrupto de sua verdadeira morte. 36

 

Ver BIBLIA SAGRADA . São Paulo: Ed. Maltese, 1962. P. 855-511: Macabeus (livro 1 e II).

Cf. Remate de Males (9), p. 207.

VIEIRA. Uma mulher de espírito, p. 18. In: ZILBERMAN, Regina et al. Clarice Lispector: a narração do indizível. Porto Alegre: Artes e Ofícios, EDIPUC, Instituto Cultural Judaico Marc Chagal, 1998. p. 17-39.

LISPECTOR. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 498-499.

LISPECTOR. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p 151-153.

VIEIRA. Uma mulher de espírito, p. 18.

VIEIRA. Uma mulher de espírito, p. 18-19.

VIEIRA. Uma mulher de espírito, p. 21.

WALDMAN. O estrangeiro em Clarice Lispector. In ZILBERMAN, Regina et al, p. 93-104.

WALDMAN. O estrangeiro em Clarice Lispector, p.96

LISPECTOR. A hora da estrela. 7. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 28.

LISPECTOR. A descoberta do mundo , p. 545.

LISPECTOR. A descoberta do mundo , p. 498-499.

LISPECTOR. A hora da estrela , p. 21.

CLARICE LISPECTOR. (vídeo) Programa “Panorama Especial” [transcrição livre].

LISPECTOR. A hora da estrela, p. 18.

LISPECTOR. A hora da estrela, p. 66.

GOTLIB. Clarice : uma vida que se conta. São Paulo: Ática, 1995. p. 473.

Cf. LISPECTOR. A hora da estrela , p. 75.

GOTLIB. Clarice: uma vida que se conta, p. 129.

FERREIRA. Eu sou uma pergunta . Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 27.

Lê-se em A hora da estrela: “A morte que é nesta história o meu personagem predileto” (p.95).

GOTLIB. Clarice: uma vida que se conta, p. 67.

Cf. LISPECTOR. A hora da estrela , p. 47.

LISPECTOR. A hora da estrela, p. 18. (Grifo meu)

Cf. Entrevista mencionada (Grifo meu).

Vale a pena cf. BARTHES. A câmara clara . Rio de Janeiro: Nova Fronteira., 1994.

LISPECTOR. A hora da estrela, p. 61.

LISPECTOR. A hora da estrela, p. 69.

Cf. LISPECTOR. A paixão segundo G.H. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 1979. p. 21.

PINÕN, apud VIEIRA. Uma mulher de espírito, p. 31.

VALDMAN. O estrangeiro em Clarice Lispector. p.102.

LISPECTOR. A hora da estrela , p. 90.

CLARICE LISPECTOR (vídeo). Programa “Panorama Especial” [transcrição livre].

Cf. LISPECTOR. A hora da estrela, p. 90.

Em trabalho recente, desenvolvo a questão do biográfico que permeia este texto. Cf. NOLASCO. Restos de ficção: a criação biográfico – literária de Clarice Lispector, 2003. Tese (Doutorado em Literatura Comparada) – Faculdade de Letras da UFMG, Belo Horizonte.