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O novo romance histórico contemporâneo: uma leitura de Haroldo Maranhão, Jô Soares e Bernardo Carvalho
Danilo Luiz Carlos Micali (UNESP/Araraquara)
A partir do final do século passado, o romance histórico no Brasil parece vir adquirindo uma nova feição, que tem se revelado moderna e original, considerando o modo como alguns autores efetuam o jogo da ficção com a realidade, na relação entre literatura e História. Sabemos que a ficção pertence sobretudo à narrativa literária, geralmente em forma de conto ou romance, uma vez que narrar é romancear, contar e historiar.
Ilustremos essa idéia com os romances Memorial do fim: a morte de Machado de Assis , de Haroldo Maranhão (1991), O homem que matou Getúlio Vargas , de Jô Soares (1998) e Nove Noites , de Bernardo Carvalho (2002). São três livros que possuem, diversamente, os seus respectivos enredos ancorados em fatos, fotos, cartas e documentos existentes na realidade extraficcional, bem como personagens com existência real no passado.
Numa breve leitura, observamos esses autores instituírem o nome próprio histórico na sua ficção. Na verdade, tal procedimento literário parece favorecer ainda mais uma discussão sobre a relação da literatura com a História ou da ficção com a realidade, mediada pela subjetividade do narrador-autor. Ademais, por coincidência, os três livros lidam com o tema da morte : a morte de Machado de Assis, de Getúlio Vargas e de Buell Quain, respectivamente.
Ao imitar o estilo machadiano, Haroldo Maranhão decerto parodia e homenageia Machado de Assis no livro Memorial do fim: a morte de Machado de Assis , 1 uma alusão ao Memorial de Aires , 2 do escritor carioca. Aliás, Conselheiro Ayres (com y ) é como o personagem Machado de Assis é chamado no romance de Maranhão, cujo enredo se constrói em torno das últimas horas de vida daquele autor.
A voz narrativa inicia o Memorial do fim num estilo que lembra o narrador machadiano, e descreve as mudanças ocorridas na casa de Machado de Assis devido à sua doença, quando o doente é transportado do piso superior do sobrado onde morava para o gabinete do andar térreo, espaço onde ficará até morrer. Aqui também existe a personagem Marcela – mar que prende (cela) e o afasta da mulher amada –, uma clara referência às Memórias Póstumas de Brás Cubas , 3 citadas no Post Scriptum final.
Sabendo da morte iminente do Conselheiro Ayres (M. de Assis), não só os amigos vão visitá-lo. Durante a visita do ministro, o escritor doente reflete ironicamente sobre o momento inexorável, uma vez que: “Ministro não visita enfermo a caminho de melhoras; o protocolo impõe-lhe o ônus da presença em antecâmaras fúnebres, onde se despeçam bafos derradeiros ou quando de todo cessaram. Tê-lo-ão advertido: o Conselheiro expele ares finais” (MARANHÃO, 1991, p. 29). Narrador e personagem aqui se confundem num monólogo interior em que o linguajar erudito evoca o humor refinado e a sutil ironia de Machado de Assis, cuja obra até hoje é considerada moderna.
De uma forma geral, vê-se no Memorial do fim um narrador complacente supor um leitor cúmplice, pois a narrativa flui em tom intimista, quase confessional, às vezes alternado com trechos de diário, cartas – algumas inventadas por Haroldo Maranhão, como ele admite depois – e bilhetes, que dão um aspecto metaficcional ao livro, onde se nota uma crítica explícita do narrador sobre o seu trabalho. A todo o momento o texto remete às Memórias póstumas de Brás Cubas , inclusive quanto ao tamanho dos capítulos, como o minúsculo capítulo XXXVI – um verdadeiro desabafo do narrador-autor sobre o capítulo anterior: “Uma voz avisa-me ao pé da orelha que o capítulo antecedente é um disparate. Mais: que me cumpriria extirpá-lo, como a uma carne crescida do nariz” (Ibidem, 1991, p. 119).
A postura de autocrítica assumida pelo narrador tende a reforçar o caráter metaficcional do romance, abrindo ao leitor os bastidores do processo de criação, onde o autor aparenta estar meio perdido naquilo que faz, necessitando que alguém (o leitor) lhe aponte um caminho. Em outro sentido, pode indicar a presença do elemento irônico no texto, que constitui marca de narrador dissimulado – aquele que efetua o jogo entre o ser e o parecer –, imprimindo um certo humorismo à narrativa. A ironia, muito utilizada pelo humor, também pode ser interpretada como recurso folhetinesco, a fim de manter o leitor em suspense e consciente de que ele se encontra nas mãos do autor. De qualquer modo, a reflexão metatextual nesse romance enfatiza a importância da recepção na produção da obra.
O narrador de Haroldo Maranhão a princípio se mostra onisciente, e depois se percebe que ele também é personagem, embora não saibamos ao certo quem ele é no enredo. Na verdade, em alguns pontos da narrativa não se consegue identificar de quem é determinada voz, que tanto pode ser de personagem ou narrador. São vozes que cruzam e dialogam, marca da polifonia bakhtiniana no texto de Maranhão, que parece ter se incluído como personagem, o personagem autor – talvez para expressar um desejo secreto de ter vivido naquela época e participado das próprias cenas criadas pela sua imaginação.
O Conselheiro Ayres do romance permanece lúcido até o fim, apesar das lembranças do passado ( flash-backs ). O ponto alto de Memorial do fim : a morte de Machado de Assis é o capítulo “In Extremis” – monólogo interior racionalmente bem articulado do ilustre enfermo em seus últimos momentos: “Vejo-os, e não me vêem. Bem posso distingui-los às luzes da sala de jantar, além dos numerosos fulanos e incontáveis beltranos. Não sabem se durmo; ou se acabei de morrer, o que é dos poucos privilégios dos moribundos” (Ibidem, 1991, p. 141). Neste discurso mental não pronunciado do escritor agonizante, mas consciente, tem-se a impressão de que o narrador desaparece, e, até nesse momento derradeiro e trágico se nota um senso de humor discreto no tom irônico e amargurado.
Na realidade, em 29 de setembro de 1908, no mesmo ano da publicação do romance Memorial de Aires – talvez tenha vindo daí a idéia do autor em nomear o livro de Memorial do fim –, às três horas e vinte minutos da madrugada, na casa carioca do Cosme Velho, morre o genial escritor deixando um patrimônio literário que se incorpora para sempre à cultura nacional.
No Post scriptum final, Haroldo Maranhão descreve fielmente como montou os capítulos, a partir de excertos retirados das obras machadianas, as cartas verdadeiras com nomes próprios trocados e as cartas inventadas por ele, e até frases retiradas de discursos e crônicas de Machado de Assis, donde se conclui que a metaficção da obra ocorre em nível discursivo e no nível da montagem do livro.
Quando Alfredo Bosi, na sobrecapa do romance, afirma que o autor Haroldo Maranhão se machadianiza em seu livro, nos lembra de imediato da relação entre o ego e a alteridade na literatura brasileira contemporânea. Em Memorial do fim : a morte de Machado de Assis sentimos o espaço utópico dessa relação nobremente preenchido pela ficção de Haroldo Maranhão.
Logo se nota o principal intuito do autor de O homem que matou Getúlio Vargas , 4 ao planejar o livro: colocar sua imaginação e fantasia a serviço da diversão. Nesse sentido, Jô Soares adota um protagonista sui generis , um tipo de anarquista chamado Dimitri Borja Korozec, filho de pai sérvio e mãe brasileira. A começar pela figura física que inclui uma marca de nascença, seis dedos em cada mão (dois indicadores), tudo a respeito dele é cômico e irreal, ou seja, a biografia completa.
Para satirizar a autobiografia no romance, o autor lança mão de um artifício literário que consiste em desfigurar e enfraquecer o real, 5 conforme se observa em vários pontos do texto, pela seguinte epígrafe, em destaque na página: “Trecho extraído do manuscrito incompleto Memórias e lapsos – Apontamentos para uma autobiografia , de Dimitri Borja Korozec” (SOARES, 1998, p. 129, 216, 261).
O enredo é construído pela mistura de fatos históricos reais com a mais pura ficção, e pela ficcionalização das provas, tais como: trechos de diário, cartas, mapas, fotos, fac-símiles e outros documentos; quase todos imaginosamente forjados. A comicidade das várias ilustrações montadas no texto surpreende, diverte e torna a leitura distensa e agradável, enquanto revela a ficcionalidade satírica do romance em relação à História européia, americana e brasileira.
O autor focaliza um intervalo do tempo histórico de cerca de quarenta anos (1914-1954), que abrange as duas grandes guerras, período conturbado da História do século XX. Para criar a vida aventureira desse assassino às avessas, que sempre fracassa em seus intentos criminosos, e cujo maior sonho é assassinar um líder político famoso, Jô Soares pode ter se inspirado em bestsellers do gênero policial do pós-guerra, como O dia do chacal . 6 Certamente o protagonista de O homem que matou Getúlio Vargas foi construído fisicamente disforme para salientar a sua extrema ficcionalidade em oposição à figura histórica de um Presidente da República, constituindo assim os pólos opostos da relação História-ficção no romance: de um lado, o personagem histórico Getúlio Vargas, e, do outro, uma figura totalmente fictícia saída da imaginação do autor. Nesse sentido, a comicidade sobressai a todo o momento no enredo, do começo ao fim da história, pois ao interpor fato real com fato fictício, o autor consegue obter um efeito cômico surpreendente, produto de uma série de imprevistos e de coincidências geradas pelo acaso, lembrando que a ficção da literatura não conta o que aconteceu, mas o que poderia ter acontecido – por mais incrível e improvável que possa parecer, como neste caso.
O desastrado protagonista, cujo apelido é Dimo, formou-se numa escola de assassinos especializada (a Skola Atentatora), e, apesar das melhores intenções assassinas, possui uma propensão incrível para o desastre, sendo sempre o homem certo na hora errada, razão pela qual é um indivíduo em constante conflito consigo mesmo, em situações cômicas que despertam solidariedade e simpatia. Com ele tudo “quase” dá certo, mas ele não desiste e continua tentando, interagindo com personagens da História européia, americana e brasileira, a exemplo da espiã Mata Hari, Al Capone, Franklin Roosevelt e, finamente, Getúlio Vargas.
Depois de andar pela Europa e Estados Unidos, aos trinta e oito anos Dimitri ouve falar de uma revolução em curso no Brasil, comandada por Luís Carlos Prestes e decide vir para cá, tencionando por em prática seu ofício letal, e realizar enfim a grande tarefa para a qual estava destinado. Aqui se nota um diálogo paródico com o livro Papillon , 7 pois ao ser preso como comunista e levado para o presídio correcional da Ilha Grande – lugar de onde foge com outro prisioneiro –, Dimo também convive com as baratas, mas, ao invés de comê-las, como fazia Papillon, ele astuciosamente as treina. Até o episódio de fuga da ilha e o encontro com os leprosos dialoga com aquele romance, apenas que aqui, a esperteza e os seis dedos do herói conseguem livrá-lo.
Finalmente, o anti-herói vê chegado o seu grande dia, ao ser contratado por Gregório Fortunato, o anjo negro de Getúlio, para trabalhar como segurança no palácio do Catete. Naquele fatídico 24 de agosto de 1954, Dimo se encontra dentro do quarto presidencial, escondido atrás das cortinas, quando percebe a intenção suicida de Vargas, e vê que não pode matá-lo naquelas condições. Ao tentar impedi-lo, lutando para tirar-lhe o revólver das mãos, sem querer, seu dedo indicador dispara a arma apontada para o peito do presidente.
O narrador utiliza sempre o verbo no presente do indicativo, o que imprime certo dinamismo ao texto, favorecendo a atualidade da história, ainda que saibamos que a narrativa se refere somente a coisas ocorridas no passado. A epígrafe de cada capítulo – com a indicação do local, a data e a hora respectiva, indica a seqüência da ação dos personagens na trama, e a sucessão dos eventos históricos, atestando a importância da dimensão temporal no texto, em que a História não constitui o pano de fundo, mas a própria razão da existência do livro. Não menos importante, o espaço histórico fornece verossimilhança ao enredo, a exemplo da cena no Expresso do Oriente – cena esta que evoca o romance policial Assassinato no Expresso do Oriente . 8
Ao inserir sua ficção em fatos e personagens reais, Jô Soares revela sua intenção paródica de satirizar a historiografia e a literatura, pois todo o enredo de O homem que matou Getúlio Vargas se constitui numa mescla de História com os imprevistos, coincidências e acasos criados pela ficção. Ancorado em eventos e personagens reais, o autor efetua uma releitura artística da realidade reproduzindo um período histórico de forma absolutamente incrível e bem-humorada. Com sua linguagem espirituosa, ele tentou criar uma outra realidade, um universo autônomo – produto da sua observação, pesquisa, inventividade e fantasia. E, ao que tudo indica, parece ter logrado êxito.
Procedimento narrativo análogo aos dois romances anteriores, em termos de montagem da obra, encontra-se no recente romance de Bernardo Carvalho, Nove noites . 9 Contudo, aqui se nota uma forma original de narrar, pois o autor utiliza dois narradores distintos, além de exibir no texto fotos verdadeiras do protagonista e personagens. Ademais, o conteúdo das cartas trocadas entre eles, que a princípio supomos verdadeiras, empresta à narrativa um caráter verídico, que nos faz esquecer por instantes da ficção literária. Nesse sentido, pode-se afirmar que o livro contém traços do romance-reportagem, do romance-autobiográfico, e até mesmo do texto historiográfico.
O enredo de Nove noites é construído em torno de um fato histórico real: o suicídio do etnólogo americano Buell Quain (27 anos), em agosto de 1939, no interior do Brasil. O caso permaneceu um tabu no meio científico, caindo logo no esquecimento, pois não teve grande repercussão junto ao público. Passados sessenta e dois anos, o narrador do romance, ao ler a respeito no jornal, se decide a fazer uma investigação sobre o caso, partindo atrás de provas ou quaisquer indícios que forneçam uma pista das causas do suicídio. Assim, o narrador vai construindo a narrativa na medida em que o autor tem acesso às cartas e outros documentos conseguidos a duras penas, isto é, a custo de obstinada pesquisa.
Em vista disso, fica-se curioso em saber o que motivou o narrador a tal empreitada, bem como dos resultados da sua investigação. Nesse sentido, transparece o aspecto metaficcional da obra, não apenas em relação a sua fatura, mas também quanto ao enredo, já que o narrador-autor deixa claro aos próprios índios sua intenção de escrever um livro.
O narrador recorda o seu passado, ao voltar ao Xingu depois de tantos anos para prosseguir na investigação a que se propôs. Quando menino, ele acompanhava o pai em viagens por Mato Grosso e Goiás. Mas agora, tal como Quain, o narrador passa por momentos de difícil convivência com os índios, nos três dias em que permanece na aldeia dos Krahô 10 . Aqui se observa um índio diferente daquele que usualmente se via em literatura – aquele ser subjugado e vítima do homem branco –, antes, é ele quem exerce uma influência nefasta sobre o homem civilizado.
Nove noites não possui apenas um personagem histórico, o jovem antropólogo Buell Quain, mas outras figuras de existência real no passado, que remonta à época da segunda grande guerra, como o renomado antropólogo e linguísta Lévi-Strauss. A narração ocorre em duas vozes e dois tempos distintos que se entrelaçam, iniciando-se com o testamento do engenheiro Manoel Perna, pessoa que conviveu nove noites com o pesquisador, alternando-se com o discurso do narrador-autor, também este um personagem histórico, senão o verdadeiro protagonista. Os relatos do etnólogo sobre sua convivência com os índios, em cartas endereçadas a colegas de pesquisa e pessoas amigas, favorecem algumas conjeturas, que exercitam a imaginação, como nos romances policiais. Haveria de fato um lado obscuro e maléfico na personalidade do índio Krahô? Teria Quain se envolvido afetivamente com os índios deixando de lado seu trabalho antropológico? Seria possível alguma identificação sexual entre narrador e personagem que justificasse a singular relação de alteridade entre ambos? Ou seja, até aonde vai a realidade e onde começa a ficção nesse romance?
Quando se percebe que o mistério da morte de Buell Quain pode estar diretamente ligado à sua sexualidade, uma sensação de expectativa se configura em torno disso. Passamos a compartilhar da curiosidade do narrador sobre a vida sexual do protagonista, e o desejo de querer saber a verdade mantém o suspense até o final da história. Pode-se dizer até que, a questão da suposta homossexualidade de Quain constitui o grande liame narrativo que liga narrador e leitor nesse livro, e que afinal não chega a um desfecho conclusivo nem satisfatório. Fica-se sem saber o que aconteceu de fato, pois tudo permanece no terreno das possibilidades e suposições, baseadas na leitura e interpretação de cada um. Na verdade, até o tom de seriedade do primeiro narrador (Manoel Perna), assimilado por nós no início do romance, se desfaz totalmente em vista da declaração final do autor, na penúltima página, de que tudo saíra da sua imaginação. “Este é um livro de ficção, embora esteja baseado em fatos, experiências e pessoas reais. É uma combinação de memória e imaginação – como todo romance, em maior ou menor grau, de forma mais ou menos direta” (CARVALHO, 2002, p. 169).
Sabe-se que o romance histórico, em qualquer modalidade, pode ser definido atualmente como aquele que segue duas premissas básicas: “A primeira é que se trate realmente de romance, ou seja, de ficção, invenção. A segunda é que se fundamente em fatos históricos reais, e não inventados”. 11 Nesse sentido, a maneira ficcional como esses autores focalizam o caráter histórico da morte de seus personagens, segundo a perspectiva de cada narrador – promovendo uma releitura ou revisão da realidade – é que faz da confluência entre a ficção literária e a realidade histórica nesses romances, não somente instigante, mas também fascinante.
1 MARANHÃO, Haroldo . Memorial do fim: a morte de Machado de Assis . São Paulo: Marco Zero, 1991.
2 ASSIS, Machado de. Memorial de Aires . São Paulo: Ática, 1985.
3 ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas . São Paulo: Moderna, 1994.
4 SOARES, Jô. O homem que matou Getúlio Vargas : biografia de um anarquista. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
5 SOETHE, Paulo Astor. Sobre a sátira: contribuições da teoria literária alemã na década de 60. In: Fragmentos – revista de Língua e Literatura Estrangeiras . Universidade Federal de Santa Catarina, 1998. vol. 7, n. 2, p. 21.
6 FORSYTH, Frederick. O dia do chacal . 10. ed. Rio de Janeiro: Record, 1971, 367 p.
7 CHARRIÈRE, Henri. Papillon: o homem que fugiu do inferno . 11. ed. S. Paulo/Rio de Janeiro: Difel, 1979, 525 p.
8 CHRISTIE, Agatha. Assassinato no expresso do oriente . Rio de Janeiro: Record, 1986, 189 p.
9 CARVALHO, Bernardo. Nove Noites . São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
10 Etnia indígena viva do sertão brasileiro (TO).
11 ESTEVES, Antonio R. O novo romance histórico brasileiro. In: ANTUNES, L. (org.) Estudos de Literatura e lingüística . São Paulo: Arte e Ciência; Assis: Curso de Pós-Graduação em Letras da FCL/UNESP, 1998, p. 131.