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L'Esprit nouveau de Guillaume Apollinaire e o Modernismo brasileiro
Silvana Vieira da Silva AMORIM (UNESP- Araraquara)
É fato que a literatura brasileira sempre foi influenciada pela européia, em maior ou menor grau. Nos últimos anos do século XIX e no início do século XX, com alguns intelectuais brasileiros radicados na Europa, e sobretudo na França, essa influência foi bastante significativa. Desde antes, com o Simbolismo francês e seus principais representantes, como Baudelaire, Mallarmé, Rimbaud, rupturas eram orquestradas e suas repercussões espalhavam-se mundo afora, atingindo, certamente, também o Brasil. Nessa época, muitos - ismos surgem , como o Futurismo (1909), o Expressionismo (1910) e o Cubismo (1913), marcando a grande efervescência artística e literária da época do pré-guerra. Com a chegada dos tempos bélicos, surgem correntes meio caóticas, como o Dadaísmo. Porém, o otimismo relacionado ao final desse período traz à tona escritos como L'Esprit nouveau et les poètes , de Guillaume Apollinaire, de 1918, ano da morte do poeta:
L'esprit nouveau qui s'annonce prétend avant tout hériter des classiques un solide bon sens, un esprit critique assuré, des vues d'ensemble sur l'univers et dans l'âme humaine, et le sens du devoir qui dépouille les sentiments et en limite ou plutôt en contient les manifestations 1.
É desse espírito novo e do dadaísmo que surge o surrealismo, em 1924. Várias características e propostas contidas no manifesto de Apollinaire estão presentes nas idéias de nossos primeiros modernistas, Graça Aranha e Mário de Andrade, sobretudo.
Como afirma Gilberto Mendonça Teles,
foi preciso que viesse a guerra, que relampagueasse a maioria dos movimentos de vanguarda, para que um poeta experimentado e vanguardista como Apollinaire retomasse [o movimento neoclássico], infundindo-lhe um novo alento estético, uma nova concepção ideológica que os intelectuais da revista L'Esprit nouveau irão retomar e desenvolver, mas sempre fiéis à ordem, ao dever e à liberdade que o texto de Apollinaire equilibradamente mistura como características fundamentais do espírito novo 2.
O que se pretende aqui é mostrar pontos de contato entre a conferência "O Espírito Moderno", de Graça Aranha, apresentada em 19/06/1924, na Academia Brasileira de Letras, e os escritos de Apollinaire, introduzindo alguns conceitos que germinavam em Charles Baudelaire. Buscar traços do espírito novo na vanguarda brasileira por meio desse recorte é nosso objetivo.
Como outros poetas de sua geração, Guillaume Apollinaire soube aproveitar-se muito bem dos novos fundamentos da teoria da modernidade inaugurada por Charles Baudelaire. Em sua conferência sobre L'Esprit Nouveau , o poeta de «Zone» oferece a seus contemporâneos muitos elementos da teoria baudelairiana. Inicialmente, Apollinaire anuncia o que pretende: ao contrário da vanguarda estética do começo do século XX, não renega o passado, como já citamos acima. Um pouco mais adiante, ele exalta ainda a ordem imposta pelos clássicos. Os românticos são igualmente lembrados por Apollinaire: segundo ele, a curiosidade daqueles deve ser considerada. É então após essas explicações preliminares que ele revela seus verdadeiros objetivos:
Explorer la vérité, la chercher, aussi bien dans le domaine ethnique, par exemple, que dans celui de l'imagination, voilà les principaux caractères de cet esprit nouveau. 3
A imaginação é uma palavra-chave na obra teórica de Baudelaire e também na de Apollinaire. Para ele, ela produz la sensation du neuf , é la reine des facultés que transforma o universo visível segundo suas próprias leis. Graças à imaginação, a natureza será transformada: é o triunfo do artificial, a paisagem torna-se orgânica. Esse novo universo estará presente nos poemas de Apollinaire e esse impulso tecnológico será creditado pelo poeta à imaginação. Sua composição mais célebre, «Zone», é recheada de temas trazidos por essa «fièvre apollinairienne du nouveau»: os automóveis, «les hangars de Port-Aviation», «les prospectus les catalogues les affiches» que o próprio poeta considera poesia, os jornais, o avião, os aviadores, «la volante machine» estão todos misturados e rodeados por um ritmo tão frenético quanto sua época.
Segundo Antoine Compagnon, em Les Cinq Paradoxes de la Modernité ,
la ville, le peuple, le quotidien, qui forment la matière des Fleurs du Mal et du Spleen de Paris , deviennent poétiques, mais moins pour eux-mêmes qu'au nom d'un projet qui les nie et extrait d'eux de quoi renouveler le grand art, par l' imagination qui les traverse de correspondances 4.
Para Apollinaire, essas relações, essas correspondências se manifestam no jogo que o poeta faz com o passado e o presente. Esse traço aparece em dois níveis diferentes: um , entre o passado pessoal do poeta e seu próprio presente; outro, entre o passado da própria humanidade e o presente pertencente a todos. Em seus poemas, Apollinaire oferece ao leitor vários exemplos desse artifício e a partir da mudança do conceito de beleza que aquelas transformações trouxeram, a literatura será submetida a um novo ponto de vista. A desconstrução da realidade, promovida também pela imaginação, engendrará um novo mundo que recusará a trivialidade cotidiana. É preciso decompor e reconstruir; como se se «colasse» um novo universo. Tudo torna-se poético, mesmo se essas experiências sejam, algumas vezes, «pouco líricas». O que é importante é a busca da verdade, da novidade que esse novo mundo oferece. Assim, Apollinaire pratica a técnica da colagem, prática propagada entre os artistas plásticos e adaptada à poesia. Essa prática torna-se, de certa maneira, uma montagem , e há aqui um outro tipo de correspondência: a correspondência entre as artes. Essa atitude do poeta revela a necessidade que ele tem de compreender
le sens d'une réalité intérieure plus profonde et plus secrète, qui serait née du contraste des matériaux employés directement comme des choses juxtaposées aux éléments lyriques 5. (Gino Severini, citado em Perloff. É o autor quem sublinha).
Do lado do leitor, a montagem é um verdadeiro desafio, porque é necessário ler os sinais e decodificar os símbolos, tomar os traços desordenados e colocá-los em uma sequência mais organizada. Eis a ordem clássica que regressa... Esse artificialismo atingirá também as próprias formas tipográficas, e em Apollinaire nascerão os célebres «calligrammes». Segundo ele, essas audácias são apenas «lyrisme visuel», em uma busca pessoal para «aboutir à des nouvelles expressions parfaitement légitimes». Por meio dos caligramas, Apollinaire busca uma outra forma de correspondência, empregando aí as palavras como um instrumento de expressão poética, porém, utilizando-as como se elas pertencessem ao universo plástico e não lingüístico. Ele desloca a linguagem de seu próprio universo para tentar atingir a verdade proposta no início de sua conferência sobre L'Esprit Nouveau . Através da busca de novas formas de expressão para escapar dos lugares-comuns, o poeta desempenha o papel do descobridor que, por causa de sua curiosidade, chega a lugares insólitos. Esse gênero de manifestação também é exaltada por Apollinaire: é preciso, antes de mais nada, explorar, buscar a verdade no domínio da imaginação, mesmo se essas experências literárias são, algumas vezes, «arriscadas», já que o lirismo é apenas
un domaine de l'esprit nouveau dans la poésie d'aujourd'hui, qui se contente souvent de recherches, d'investigations, sans se préoccuper de leur donner de signification lyrique. Ce sont des matériaux qu'amasse le poète, qu'amasse l'esprit nouveau, et ces matériaux formeront un fond de vérité dont la simplicité, la modestie ne doit point rebuter, car les conséquences, les résultats peuvent être de grandes, de bien grandes choses 6.
Todos esses conceitos estão intrinsicamente ligados e vão refletir diretamente na relação entre a arte e a vida. Apollinaire vive como um dândi, mas um pouco às avessas: o que ele não mostra em seu físico, transparece em atitude, em expressão. Essa expressão revela-se na composição de Alcools . Essa coletânea foi composta como um itinerário sentimental das viagens e dos amores de Apollinaire, o que demonstra uma estreita relação entre a vida e a obra do poeta. É perigoso seguir uma seqüência cronológica, mas pode-se notar aí alguns «ciclos». Há poemas de inspiração simbolista, outros de inspiração renana, ciclos que correspondem às grandes paixões de sua vida - o ciclo de Annie, o ciclo de Marie... Como a produção dessa coletânea corresponde a um período de produção poética de catorze anos, quase três quarto de sua carreira, esse aspecto deve ser considerado. De «Zone», o poema inaugural de Alcools , a «Vendémiaire», aquele que o fecha, há uma evolução sentimental que vai de um pessimismo inicial até um pensamento otimista, o que não corresponde exatamente às fases de sua vida, mas pode-se ainda encontrar nessa aparente «desordem», uma ordem quase cubista, isto é, fragmentária, semelhante a seu próprio trabalho de montagem que o aproximou das artes plásticas e, conseqüentemente, das colagens de Picasso e de Braque. Essa postura por parte do poeta, forçando o leitor a realizar esse percurso sinuoso provocará surpresas, a grande novidade da época quando se fala de literatura e, conseqüentemente, de poesia. Apollinaire, nas últimas linhas de L'Esprit Nouveau , emprega a palavra, fazendo a ligação entre a essência de sua teoria, sua época e o termo:
L'esprit nouveau est celui du temps même où nous vivons. Un temps fertile en surprises. Les poètes veulent dompter la prophétie, cette ardente cavale que l'on n'a jamais maîtrisée 7.
Para ele, a surpresa é «le grand ressort du nouveau».
Já é espantoso imaginar a torre Eiffel desempenhando o papel de uma pastora cujo rebanho é composto de pontes... No fundo, o que Apollinaire busca é sua própria identidade comme poeta e parte em busca do mundo através de seu Esprit Nouveau . Ele termina sua conferência dizendo:
Mais attendez, les prodiges parleront d'eux-mêmes et l'esprit nouveau, qui gonfle de vie l'univers, se manifestera formidablement dans les lettres, dans les arts et dans toutes les choses que l'on connaisse. 8
É provavelmente esse espírito que estará presente também na obra de Graça Aranha.
***
José Pereira da Graça Aranha (1868-1931), aposenta-se como Ministro Plenipotenciário em 1914 e regressa ao Brasil, vindo da Holanda. Embora mais conhecido por seu romance Canaã , de 1902, em 1921 promove a «Semana de Arte Moderna», em São Paulo, durante a qual profere a conferência intitlulada « A emoção estética na arte moderna ». Mais tarde, em 1924, profere a conferência « O Espírito Moderno» , na Academia Brasileira de Letras, propondo sua reforma, que foi, evidentemente, rejeitada. Assim, afasta-se dela definitivamente, em carta de 18 de outubro. No ano seguinte, porém, consegue publicar sua conferência. Inicia-se assim uma fase agitada nos círculos literários do país. Graça Aranha é considerado um dos chefes do movimento renovador de nossa literatura, fato que vai acentuar-se com a leitura de seu manifesto, no qual o orador declarou: «A fundação da Academia foi um equívoco e foi um erro», e afasta-se dela em 18 de outubro de 1924.
Portanto, na época da efervescência cultural provocada pela Semana, Graça Aranha ainda era um acadêmico, se bem que ele próprio se intitulasse «moderno» em relação aos companheiros. Muitos desses parceiros «modernistas» não concordavam com sua participação em seu meio literário e nem aceitavam suas idéias, julgando-o um narcisista que queria apenas prestígio e divulgação nas revistas literárias da época. Porém, os modernistas precisavam de um nome de peso e de ressonância nacional para atingir seus propósitos. Apesar da polêmica, não se pode negar que o texto de Aranha foi um daqueles deflagradores das idéias modernistas na abertura da Semana. Em sua conferência, o escritor de Canaã elogia as iniciativas modernistas e reforça a oposição entre os acadêmicos (ele próprio fôra um) e os modernos. Só essa manifestação já seria por si só uma atitude corajosa, haja vista a importância da Academia naquele período.
Vários pontos de contato com o Esprit nouveau de Apollinaire, que só foi publicado no Brasil em 1958, no Jornal do Brasil , como texto teórico do cubismo, podem ser notados já a partir do título da conferência de Aranha e, evidentemente, no interior do texto, como, por exemplo, o conceito romântico de gênio, presente também em Baudelaire, e a analogia entre várias artes, a estética e a exacerbação dos sentidos. Todos esses conceitos libertários em relação ao ato criador vêm de encontro às idéias cheias de disciplina contidas na Academia. Percebe-se também, no texto de Graça Aranha, uma nebulosidade própria ao início do movimento, uma profusão de idéias e conceitos ainda não muito bem definidos. É no início do texto que se lê:
Tudo é móvel, tudo se esvai, e tudo se transforma. O espírito moderno é uma abstração. No momento em que o definimos e o captamos, entrou no passado. Os efêmeros humanos sentem esta impossibilidade absoluta, mas persistem fatalmente em buscar na mobilidade a eternidade. 9
Soa estranho o próprio Apollinaire ser citado de maneira «negativa» por Aranha:
A poesia não se emancipou do sentimentalismo mesmo nos poemas de um Apollinaire e de seus epígonos, Cocteau, Cendrars, Ivan Goll e outros. Parece que há uma lei de constância lírica, que mantém o estado subjetivo nos artistas mais livres. É estranho como nesses poetas toda a arte está em função do eu, e eles exprimem o irremediável dualismo, e raro fundem o sujeito pensante no objeto pensado. A objeção fácil de que toda a visão, toda a sensação do mundo é subjetiva e de que a arte não pode ser independente do eu, do sujeito que a exprime, está prevista e repelida na síntese, que leva o espírito humano a sentir-se um com todas as coisas, a abolir o próprio eu para exprimir a vida, a ação dos objetos, movidos pelas suas próprias forças e nesse dinamismo realizar a emoção estética, que nos funde no Universo. E o espírito humano também se percebe como um objeto não sentimental, passivo ou contemplativo, mas dinâmico, uma força viva, atuada pelas suas próprias forças, um efêmero entre as coisas efêmeras, uma expressão dinâmica da natureza sem outra finalidade, que não seja a finalidade estética 10
Esses comentários teriam provavelmente a intenção de reforçar a idéia de nacionalismo, também presente em Apollinaire, afastando assim qualquer indício de alguma influência estrangeira, proposta modernista da qual se falará mais adiante, além de, evidentemente, abrir trincheiras contra o subjetivismo cantado pelos românticos e seguido pelos parnasianos. O universalismo de toda e qualquer arte é também uma bandeira levantada por Apollinaire e por Aranha, como se vê na seqüência deste trabalho.
Apollinaire, como já se viu aqui, não desdenhava totalmente o passado e os clássicos, pelo contrário, buscava um equilíbrio entre o moderno e o antigo, por assim dizer. Percebe-se que esses conceitos estão presentes no texto do brasileiro, embora ataque a Academia. O nacionalismo apregoado pelo poeta francês encontra ecos no texto de Aranha, que começava a repudiar as influências dos movimentos europeus, principalmente o futurismo. Lê-se no texto do brasileiro:
A cultura européia deve servir não para prolongar a Europa, não para obra de imitação, sim como instrumento para criar coisa nova com os elementos, que vêm da terra, das gentes, da própria selvageria inicial e persistente. 11
Trata-se aqui de um importante ponto de contato entre o modernismo brasileiro e as vanguardas européias, que vai desde o repúdio às formas convencionais da poesia ditadas, em última instância, pelo parnasianismo, até a questão de uma identidade nacional que passaria pelo cultural e pelo político.
Em um certo trecho dos escritos de Aranha, vê-se claramente a teoria cubista contida no texto de Apollinaire:
Se quebrarmos por um instante a unidade da arte, vemos que a pintura tem os seus elementos essenciais na forma e na cor, a escultura na forma, na luz, no movimento, a arquitetura na forma, na luz, na estabilidade das massas, que sugere movimento. 12
A noção de equilíbrio, cantada pelo francês, aparece igualmente em Aranha, logo na seqüência:
A obra de arte é tanto mais profunda e mais equilibrada quanto mais predominam os elementos gerais e universais. Se o artista despreza ou não possui a emoção profunda que lhe vem dos elementos essenciais da arte, e se preocupa com o assunto, a anedota, e dela faz o centro de sua obra de arte, esta é inexistente esteticamente. Se o artista exagera a sensação de um desses elementos, se por exemplo na pintura realiza a cor abolindo a forma, sem compreender que a cor é um volume e a luz é outro, exagero em que caíramos últimos impressionistas, a obra de arte é falsa. [...] O cubismo veio como uma reação contra o exagero impressionista. 13
Mais adiante, Aranha louva ainda mais o movimento pictórico de eleição de Apollinaire:
Para atingir a síntese, o cubismo libertou a arte da tirania dos sentidos [vide impressionismo] e deu-lhe uma preeminência espiritual. Um dos teóricos da doutrinas dogmatizou: 'Les sens déforment, l'esprit forme'. A pintura sensorial é passageira e errônea, porque os artistas só vêem nos objetos os fatos simples, vulgares, ao passo que o artista cubista considera o objeto e o seu conjunto como fatos artísticos. 14
Assim como Apollinaire, Graça Aranha vê uma interrelação entre a pintura e as letras:
Esta operação sintética da arte [cubista] é a mesma na linguagem, que na palavra dá a essência, a vida geral dos objetos da mesma ordem, eliminando os seus caracteres particulares, os fatos simples e vulgares, para fixar a idéia sintética. 15
Graça Aranha quer desfazer-se não só dos laços com a França, mas também com aqueles que nos ligam aos colonizadores:
Não é para perpetuar a vassalagem a Herculano, a Garrett e a Camilo, como foi proclamado no nascer da Academia, que nos reunimos. Não somos a câmara mortuária de Portugal. 16
As máquinas modernas de «Zone», que atordoavam o poeta francês, também marcam presença no texto de Aranha:
Hoje, o vapor, o avião, o automóvel têm a sua forma própria e modelar. Assim será a obra de arte, que a cultura liberta da imitação da natureza para dar-lhe forma artística, forma espiritual, peculiar, como um organismo novo, vindo da força criadora do homem. 17
Graça Aranha termina seu manifesto com as seguintes palavras:
Recolho a língua do meu povo e transformo a sua poesia em poesia universal. Faço da minha atualidade a forja do Futuro 18,
ao que ecoa Apollinaire, que, nesse momento, cito em português:
Os prodígios falarão [dos poetas] e o espírito novo, que enche de vida o universo, se manifestará formidavelmente nas letras, nas artes e em todas as coisas que conhecemos . 19
Percebe-se então que nosso modernismo em muito se baseou nas idéias e nas teorias européias, e que Graça Aranha, bem como Mário de Andrade beberam nos manifestos e nas conferências do francês Guillaume Apollinaire. Essa atitude não os exime de um nacionalismo e de um radicalismo que viria um pouco mais tarde, em 1926, com «Losango cáqui», de Mário de Andrade, e não em 1922, com a tão exaltada Semana de Arte Moderna.
APOLLINAIRE, G. OEuvres en Prose Complètes, II . Éd. de P. Caizergues et M. Décaudin. Gallimard, Paris, p. 943, 1991 (Coll. Bibliothèque de la Pléiade).
TELES, G. M. Vanguarda européia e modernismo brasileiro . 7a. ed.,Vozes, Petrópolis, p. 153, 1983.
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COMPAGNON, A. Les Cinq Paradoxes de la Modernité . Seuil, Paris, p. 32, 1990 (grifo nosso).
PERLOFF, M. O Momento Futurista ; avant-grade, avant-guerre, e a linguagem da ruptura. Edusp, São Paulo, p. 98, 1993 (Col. Texto & Arte, 4).
APOLLINAIRE, G. OEuvres en Prose Complètes, II . Éd. de P. Caizergues et M. Décaudin. Gallimard, Paris, p. 948, 1991 (Coll. Bibliothèque de la Pléiade).
in TELES, G. M. Vanguarda européia e modernismo brasileiro . 7a. ed.,Vozes, Petrópolis, p. 311, 1983.
APOLLINAIRE, G. OEuvres en Prose Complètes, II . Éd. de P. Caizergues et M. Décaudin. Gallimard, Paris, p. 166, 1991 (Coll. Bibliothèque de la Pléiade).