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O papel da mulher nos lendários gaúcho e quebequense
Mauren Pavão Przybylski (FURG)

O presente trabalho surgiu a partir de estudos feitos dentro do projeto de pesquisa “Transmissão, Transgressão e Identidade Cultural. Estudo Comparativo do Lendário do Québec e do Rio Grande do Sul”, realizado com o auxílio do programa de bolsas de iniciação científica Pibic/Cnpq no período de 2002 a 2004 sob a orientação da Prof. Dra Sylvie Dion.

Conforme afirma Sylvie Dion (1999):   “ As lendas tradicionais quebequenses vieram em sua maioria da França e implantaram-se na América francesa com todas as transformações que uma adaptação a um novo mundo supõe. O lendário do sul do Brasil nos oferece uma mistura de tradições originárias do folclore amérindio, do folclore europeu , principalmente do português e do folclore afro-gaúcho, isto é, o folclore dos escravos africanos 1”.   Este texto tem por objetivo comparar diferentes personagens femininas e no âmbito desta comunicação tomaremos como objeto de comparação as lendas “A Salamanca do Jarau”, “La Jongleuse” e “ A mãe do ouro”. Procuraremos mostrar , a partir das três lendas, os vários papéis que a mulher assume - transgressora, diabólica, cruel, bruxa, mãe super protetora - dentro do discurso lendário.

A lenda “Salamanca do Jarau” é originária da cidade de Quaraí (RS). A 20 km ao norte desta cidade encontra-se o Cerro do Jarau, paisagem que inspirou João Simões Lopes Neto a escrever a já citada lenda.

Diz a lenda que: “Na terra dos espanhóis, do outro lado do mar, havia uma cidade chamada Salamanca – onde viveram os mouros, os mouros que eram mestres nas artes da magia; e era numa furna escura que eles guardavam o condão mágico, por causa da luz branca do sol, que diz que desmancha a força da bruxaria...”(p.170)

 

A partir disto Cícero Lopes (1999) explica que “O substantivo comum Salamanca, no texto, adquire significação de mistério, bruxaria ... O primeiro estigma, portanto, provém da miscigenação árabe entre os cristãos, na Península Ibérica. O segundo, derivado desse, é a relação ideológico-positiva mouro-cristã e com todas as implicações conseqüentes, especialmente as religiosas. O terceiro, advém, conforme o autor da terra “dos espanhóis, do outro lado do mar”, uma vez que os espanhóis, neste lado do mar, eram inimigos dos portugueses, na defesa dos interesses de colonização. O quarto estigma é o da presença da magia, relacionada, no início, ao que parece, à alquimia árabe , à ciência que se define então por oposição ao culto, à religião. Daí também a concepção de bruxa para a Teiniaguá, como o texto sugere. Essa circunstância, em relação à fé cristã, aparece igualmente na forma de oposição ideológica. A presença moura deste lado do mar originou-se no ventre da fada velha que se transformou em fada jovem, mas foi propiciada pela companhia dos “espanhóis renegados”, espanhóis também transgressores. O condão viera “no regaço duma fada velha, que era uma princesa moça”. Os mouros vieram, porque foram derrotados pelos cristãos. Os árabes tinham sido expulsos da Península Ibérica, após o longo domínio que impuseram às populações da região.

Ao citar a personagem Teiniaguá, Simões Lopes Neto a descreve como uma jovem princesa moura, que vem com os árabes da península ibérica e é amaldiçoada pelo Anhangá-pitã (diabo). Ao chegar na América do Sul é salva por um sacristão e o seduz, tendo com ele uma noite de amor. O sacristão, então, é esconjurado pela igreja e, no momento em que está sendo levado para a morte, é salvo pela Teiniaguá e esconde-se com ela no Cerro do Jarau. Ambos permanecem lá por 200 anos, até serem salvos por Blau Nunes, sendo este último narrador das lendas de Simões Lopes Neto.

Conta a lenda que Anhagá-pitã, diabo vermelho dos índios, transformou a princesa moura em Teiniaguá, isto é, em lagartixa. Esta era diferente das demais por ter engastada na cabeça uma pedra preciosa que cintilava como brava e era da cor do rubi. Na hora da sesta, na redução de São Tomé, o Sacristão encontrou a Teiniaguá junto da lagoa, aprisionou-a numa guampa e levou-a para seu quarto na “casa grande dos Santos Padres”. Guardou-a numa canastra e percebeu que poderia ser o homem mais rico do mundo. Alimentava-a com mel de lexiguana.

“Estava escrito... serás meu par... quando quebrado o encantamento, do sangue de nós ambos nascerá uma nova gente ... se a cruz do teu rosário não me esconjurar...” (p.180)

 

Mesmo assim, Santão amava Teiniaguá, até que a mistura do mel com o vinho do Santo Sacrifício o embebedou. Descoberto, foi condenado a morrer no garrote. O sino já dobrava finados quando a lagoa deu um ronco E rasgou-se até encontrar o rio Uruguai. O povo, assustado, retornou à cidade, que seria abatida por sete pragas enquanto Santão chegava com Teiniaguá até a barranca do rio onde iniciaria o seu fadário. Desceram na correnteza do rio Uruguai e por 200 anos ficaram no Jarau, que foi “o paiol das riquezas de todas as Salamancas de outros lugares”. Quem irá quebrar o encantamento é Blau Nunes, gaúcho pobre “que só tinha um cavalo gordo, o facão afiado e as estradas reais”(p.25)

 

A MULHER TEINIAGUÁ

 

Segundo Cícero Lopes (1999) “Teiniaguá ou Teiuiaguá é personagem caracteristicamente híbrida, presente na cultura popular das regiões das Missões e da Campanha do Rio Grande do Sul” A identificação da Teiniaguá como mulher está expressa repetidamente na frase – “Não botou tenência que a Teiniaguá era mulher”. Teiniaguá tem poderes por ser mulher, por ser mulher-lagartixa e por tê-los recebido em pacto firmado com Anhangá-pitã (traduzido do tupi-guarani em português como diabo vermelho), o que a coloca em dupla condição híbrida , e também a coloca em plano diferente da circunstância meramente humana. Anhangá-pitã substitui a cabeça da Teiniaguá-lagartixa por um “carbúnculo” ( pequeno carvão incandescente). O brilho da cabeça é marca mítica, sinal de seu poder sobre-humano.

Teiniaguá traz obrigatoriamente o estigma do mal por ter origem árabe, estranha aos povos ibéricos, colonizadores da nossa América.

Segundo Flavio Chaves (1982), a teiniaguá, mistura de fêmea e animal metamórfico, é bicho imundo; encarna o pecado e a traição; nasceu à semelhança do diabo, o Anhangá-pitã lendário com quem ela estabeleceu aliança para subverter a ordem humana.“A teiniaguá, o diabo, a mulher. Há uma intima correlação entre os elementos” (p.117)

Donaldo Schüler (Do homem dicotômico ao homem híbrido. In: BERND & DE GRANDIS p.35) diz que “O ser híbrido traz no seu próprio corpo sua própria contradição, a do sim e a do não.” As oposições, que se confundem com contradições na Teiniaguá, apenas caracterizam, portanto, a personagem.

“ A Teiniaguá é moura, mas convive com os cristãos. É bela, mas réptil. Traz a felicidade e encanta, mas leva a danação. É uma personagem que encaminha ao amor ao mesmo tempo que desencaminha na vida. Ela desvenda os mistérios, os prazeres da vida desconhecidos pelo Santão, mas é má, pois leva ao pecado e à submissão. É humana e não-humana. Como bicho e mulher vive na água e fora dela. Defende o crescente mouro, todavia é com um cristão que mantém amores. Por ser mulher, não deveria demonstrar ter personalidade forte e vontade própria, mas sim ter sentimentos de aceitação e ser submissa. No entanto, como teiniaguá-lagartixa, se transformou em mulher, mostrando seus interesses e fazendo propostas ao sacristão. Por causa dela e do amor mantido com ela, o sacristão foi condenado pela igreja por crimes de luxúria, apostasia e sacrilégio. A teiniaguá então , usou dos poderes que tinha, para salvar seu amado e seu amor e mostrou-se harmoniosa na diferença”

 

La Jongleuse é uma lenda escrita por Henri-Raymond Casgrain e originária de Cap-au-Diable, localizada na região de Kamouraska, na província do Québec .

A lenda conta um trágico acontecimento. Acompanhados de um canoeiro experiente e de um Algoquin ( membro de uma tribo indiana do Canadá) de confiança, Madame Houel e seu filho começam uma viagem de canoa, em plena noite brumosa. A criança surpreende uma forma vaporosa que avança sob eles. Os homens se inquietam. Trata-se, sem dúvida, do espectro da “Jongleuse”. Alguns instantes mais tarde, o grupo é atacado pelos Iroquois. O indiano é assassinado , Madame Houel e seu filho são raptados e em seguida levados à Rivière-Ouelle. Ali, inspirados pela Jongleuse, os Iraquois se satisfazem fazendo suas vítimas sofrerem. Eles imaginam um plano diabólico que obriga o filho a causar a morte de sua própria mãe. O canoeiro parte a procura dos Houel após a batalha, os encontra. O filho, sempre prisioneiro dos selvagens, dorme aos pés do cadáver de sua mãe. Depois de matar os Iroquois, o canoeiro enterra a mãe e leva de volta consigo o filho. Os anos passam. O filho Houel torna-se um homem de idade madura. Acompanhado do velho canoeiro, ele rende-se a Rivière-Ouelle para recuperar o corpo de sua mãe para junto de si.

Na lenda “La Jongleuse” temos dois personagens femininos representados nas figuras de “Madame Houel” e “La Jongleuse”. Nelas, encontramos a oposição bem x mal visto que a mãe é o modelo de virtudes e a Jongleuse vem para trazer o mal.

Madame Houel é o perfeito modelo da mãe cristã, é um anjo sob uma forma mortal. Ela tem um grande cuidado para com seu filho e aceita a prova fatal com uma força moral incomum, morrendo e sofrendo para salvar seu filho. Como acredita em Deus, inicialmente não crê na existência de fantasmas , de aparições e nem na da “Jongleuse”.

La Jongleuse é nomeada pelos brancos por “La Dame aux Glaïeuls” e conhecida pelos selvagens como Matshi Skouéau, que significa mulher má.

O autor imagina também os traços dessa estranha medusa ( pele escamada, olhos de brasa, lábio violeta, coroada de glaïeuls,...). Enfim, são contados os detalhes do suplicio vivido por Madame Houel . La Jongleuse entra em primeiro lugar em ação e se revela cruel ( descrição precisa dos atos de crueldade praticados a mãe e seu filho).

“A Mãe do Ouro”

A versão de “A Mãe do Ouro” que aqui apresentamos foi retirada do livro “Narradores do Partenon Literário” organizado por Maria Eunice Moreira e conta a história de Anita, uma jovem que sofre por ter sido abandonada por um jovem chamado Leonel Gonçalves e vai se consolar nos braços de sua mãe “Ângela”. No momento em que a mãe está consolando a filha, ambas ouvem “ um estampido como uma explosão terráquea”, Anita se surpreende e Ângela define o barulho como advindo da mãe do ouro que estaria se mudando de lugar. Ângela ainda caracteriza a “Mãe do Ouro” como “ uma mulher muito formosa que é dona de todos os metais que há debaixo da terra, dentro das pedras e do arroios. É ela quem faz o ouro, fabrica a prata...”. Essa narração provoca em Anita a vontade de conhecer a história da Mãe do Ouro o que leva Ângela a contá-la.

A lenda diz que um ilhéu começou a cobiçar o sebruno (cavalo) de Silvério Nunes, avô de Anita, mas Silvério não aceitou vende-lo e sim trocá-lo por uma campanha que se estendia da Coxilha do Guaraxim até o arroio das capivaras. Agregada a essa estância vivia uma china com uma porção de filhos. Num certo tempo a china começou a notar grande estrago da noite para o dia em sua plantação e botando-se de noite à espreita nada viu de suspeito. Em uma noite de verão a filha da china atravessou a horta e encontrou com “... uma moça lindíssima, nuazinha estava assentada sobre a pedra. A sua pele alvíssima, cetinosa, tinha ondeações brilhantes e reflexos dourados: uma nuvem de cabelos d´ouro desabava sobre o colo; os olhos, estes não tinham cor porque eram dois centros de fulgores. ...(p.34), era a mãe do ouro. Esta percebendo o susto da menina pediu que a mesma não fugisse e dissuadiu-a de seus temores com voz convincente, pedindo a chininha que na noite seguinte a trouxesse um pente de cabelos, o que a chininha atendeu prontamente . Ao reencontrar a mãe do ouro o fascínio da menina é tanto que ela faz um pacto com esta “incrível criatura”, prometendo acompanha-la além de manter segredo a respeito desses encontros. Nesse momento a mãe do ouro presenteia a chininha com “uma concha de marisco parda-fruta-cor” que denomina de “mimo”. Logo em seguida um estampido se ouviu ao longe, o ar estremeceu; a mãe do ouro havia desaparecido. A chininha volta correndo para casa e percebe no meio do caminho as conchas se entreabrirem, louca de prazer e com muita alegria chama sua mãe “ – M amãe, venha ver, venha ver que coisa linda! Venha ver o presente que deu-me a mãe do ouro”. Ao pronunciar essas palavras mágicas a concha partiu-se , caindo metade no chão e outra na mão da menina, um bando de cobrinhas rolou e transformaram-se em viboras. Uma cobrinha ficou-lhe enroscada no braço e desvencilhando-se esgorregou-lhe pela manga ao seio, mordeu – a no peito matando-a .

Após ouvir a narração da mãe Anita , pela imaginação, presenciava o transe doloroso da chininha enleada pela cobra. A imaginação leva-a a ter o mesmo destino da chininha. Anita desceu a ladeira de casa, colheu no açude uma flor branca cujo cálice entreabria-se aos fulgores da manhã e, lembrando-se de Leonel, desatou lágrimas sobre a flor. Voltou para casa e encerrou-se no seu quarto para mais a vontade poder chorar. Pendeu a flor do aguapé ao peito do vestido, debruçou-se na janela. Sentiu debater-se sob seu seio dando lategadas de desespero um animal qualquer; da flor surgiu um coral que mordeu-a e esgueirou-se janela abaixo. “... mas a morena virgem, a sedutora filha do posteiro, não morava mais na casa de seus pais terrestres...”.

A Mãe do Ouro nos apresenta quatro personagens femininas representadas nas figuras de Ângela, sua filha Anita, a Chininha e a Mãe do Ouro.

Ângela é o exemplo de mãe super-protetora que sofre com a filha sua desilusão amorosa e quer protege-la de todos os males. A “Chininha” representa a ilusão de uma criança que é seduzida por um presente e não tem maldade, recebe-o sem se preocupar em saber da onde o mesmo vem . Faz um pacto com a mãe do ouro, sem saber que esse é um pacto diabólico que lhe levará a morte. Anita crê nos acontecimentos ouvidos e tomada por uma desilusão amorosa acaba tendo o mesmo destino da chininha: a morte. A mãe do ouro representa o uso da sedução e do poder para trazer o mal.

As semelhanças entre “Salamanca do Jarau” e “La Jongleuse” começam na própria maneira pela qual ambas as obras são escritas.

Primeiramente, devemos dizer que tanto Casgrain quanto Lopes Neto usam em sua estrutura narrativa o conceito de memória coletiva. Os dois autores definem sua temática e a de seus personagens baseados numa escolha que responde à necessidade de representação de si mesmo, visando persuadir o leitor para o fato de que o sujeito enfatizado dentro do discurso lendário tem um sentido, positivo ou negativo. A memória coletiva é buscada na crença popular com o objetivo de reescrever e atualizar a lenda.

Nesse sentido, ambas as lendas carregam a presença dos valores morais e religiosos (cristãos) . Em “Salamanca do Jarau” tem-se o pecado destacado no momento em que o escritor descreve a noite de amor entre o Santão e a Teiniaguá. Os valores cristãos entram a partir do momento em que, descoberto o pecado, o sacristão é condenado a morrer no garrote. E nesse momento, percebemos a nítida presença da oposição bem (cristão) x mal ( mouro/árabe). O cristão que segue os dogmas da igreja é bom e o mouro, que vem para corromper valores , para seduzir ( teiniaguá) é o mal a partir do momento em que ensina a pecar.

Já em “La Jongleuse” os valores cristãos são explorados de outra maneira. Harold vê a Jongleuse, mas Madame Houel , que durante boa parte da narrativa mantem-se firme em suas convicções, não crê na existencia desse fantasma ameríndio. Aqui, também, encontramos a oposição bem x mal representada pelas figuras do indiano que é o mal e do cristão que é o bom.

As personagens principais são semelhantes na maneira de serem nomeadas, além de ambas serem de regiões diferentes das quais as lendas foram escritas.

A princesa moura da lenda de Simões Lopes Neto é chamada de “Teiniaguá ou Teiuiaguá”, e é de origem moura e significa lagartixa, por ser metade mulher, metade lagartixa enquanto que a Jongleuse é nomeada pelos brancos por “La Dame aux Glaïeuls” e conhecida pelos selvagens como Matshi Skouéau, que significa mulher má.

La Jongleuse é metade mulher, metade sereia , mas a Teiniaguá , que é mulher-lagartixa, sofre uma metamorfose no decorrer da narrativa. Depois de duzentos anos presa com o sacristão no Cerro do Jarau , ela vai ser libertada por Blau Nunes e se transformará em uma mestiça.

Teiniaguá, jongleuse e mãe do ouro carregam o estigma do mal. A primeira é transgressora , pois corrompe o sacristão, levando-o ao pecado mas no momento em que vê o santão à perigo o salva e sabe ser harmoniosa em relação a tantas diferenças que possui para com ele. Foi amaldiçoada pelo Anhanguá-pitã, mas salva pelo santão. Já a Jongleuse e a mãe do ouro tem uma origem que já as mostram como más, revelando-as sem piedade e cruel. La Jongleuse mostra-se dessa forma quando fisicamente Madame Houel e psicologicamente o filho. A transcendência do mal vai vir do ato sacrificado da mãe que morre para salvar o filho. A Mãe do Ouro mostra-se como um ser possuidor de um grande poder de conquista; é aparentemente boa, uma vez que presenteia a menina. O mal vem no momento em que, fascinada pelo presente, a menina é atacada pelo coral e morre.

Por fim, é possível perceber que a mulher lendária é vista sob dois pontos de vista um tanto contraditórios: ou é transgressora, bruxa, amaldiçoada ou é santa, mãe dedicada. Enquanto transgressora a mulher é “agente” da ação; enquanto santa , mãe dedicada sofre a ação. Ela transgride a partir do momento em que se porta como alguém que tem vontade própria, que tem desejos carnais em relação a um homem ou que não crê em dogmas cristãos pré-determinados. A mulher carrega com ela o mal, ela é responsável pelas desgraças e é vista sob perspectivas muito mais negativas do que positivas. A ela, são determinadas crenças que devem obrigatoriamente ser cumpridas. A Teiniaguá é má porque seduz, porque vive um amor pecador , além de ter sido amaldiçoada pelo Diabo e a Jongleuse e a Mãe do Ouro são más porque a maldade está em suas essências.

 

BIBLIOGRAFIA:

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