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Itinerários de leitura: o processo recepcional de Memórias póstumas de Brás Cubas
Verbena Maria Rocha Cordeiro (UNEB)
Esta comunicação 1 apresenta um estudo no campo da leitura, investigando os modos possíveis de recepção de Memórias póstumas de Brás Cubas 2 de Machado de Assis, por leitores críticos que constituíram e constituem sua fortuna crítica. Publicada há cento e vinte dois anos, MPBC anima um diálogo de quase cinco gerações de leitores, sustenta o interrogativo, garantindo sua permanência e sua vitalidade.
Hoje, é por demais sabido que o panorama das principais orientações que se repartem no campo das pesquisas sobre a leitura centram-se no leitor, cujo interesse pelos aspectos históricos modelam tais estudos. As preocupações que orientam esse trabalho situam-se, portanto, na confluência da Estética da Recepção, entre Hans-Robert Jauss e Wolganga Iser, afinando-se, por um lado, com os processos que definem a experiência estética e seus efeitos no leitor; e, por outro, com a relação obra-leitor produzida, dentro de uma moldura histórica sociocultural, na qual se tecem as relações entre produção e recepção de uma dada obra literária.
Nosso intento foi compreender como e em que medida a obra de arte dialoga com os leitores de seu tempo e de outros tempos, perfazendo os vários significados históricos e estéticos que tais gerações lhe atribuem. Isso significa dizer que, só investigando as várias leituras de MPBC , reatualizamos e revivificamos o diálogo permanente do presente com o passado dessa narrativa.
Nosso primeiro e grande desafio foi o mapeamento de como MPBC vem sendo acolhido ao longo da história, desde sua publicação, em 1881, até a contemporaneidade. Revisar esse percurso crítico permitiu examinar o que existe, suas tendências e seus vazios, além de incluir a recepção dos primeiros leitores de MPBC , na perspectiva de investigar o impacto do romance junto ao público do século XIX.
Há de se considerar que as perguntas e as respostas nela contidas vêm à tona quando outros interrogantes se colocam em cena, em qualquer tempo ou espaço. Ademais, o fato de todo texto literário conter, por natureza, indeterminações, silêncios e vazios, reforça suas virtualidades, cabendo ao leitor ou à geração de leitores preenchê-los conforme as inquietações de sua época, sua sensibilidade estética e o grau de absorção da tradição literária.
Aí vai um longo caminho, impossível de relatar no espaço desta comunicação.
A pesquisa organizou-se a partir de três movimentos básicos: o primeiro diz respeito às fontes, isto é, artigos de jornais, ensaios, dissertações, teses e livros sobre MPBC para compor o inventário da fortuna crítica; o segundo contempla o resultado da coleta, compreendendo a seleção e análise daqueles textos que tivessem como foco central o referido romance e o terceiro configurou-se a leitura dessa pesquisadora.
Pesquisados e lidos mais de duzentos textos, fizemos o recorte dos mais significativos, para serem incluídos no corpus do estudo, seguindo três critérios: os que configuram a primeira recepção; os mais consagrados e polêmicos e os de leituras mais próximas aos princípios da Estética da Recepção. Optamos por organizar esses dados em blocos históricos, distribuídos em três fases: a primeira - Os primórdios da crítica: final do século XIX até inicio do século XX ; a segunda - Os novos atores em cena: 1930 a 1969 , e a terceira - Os novos rumos: 1970 até inicio do século XXI .
O inventário das principais tendências da fortuna crítica de MPBC, revelado, no curso desses 122 anos, cujas idéias mais significativas representam a lavra de oitenta e sete leitores e cento e onze textos, entre artigos, ensaios, teses e livros, expressa e ilustra o pensamento de uma parcela de peso da intelectualidade brasileira que muito tem contribuído para construir uma história de leitura da obra machadiana 3.
A primeira recepção foi a mais complexa. O trabalho, ainda que exaustivo, resultou no achado de sete breves notícias, localizadas na Fundação Biblioteca Nacional, com comentários ora favoráveis, ora depreciativos sobre MPBC. Desses, somente quatro sobressaem por mencionarem, com diferentes nuances, a presença do romance no cenário da literatura brasileira. O primeiro, constituído de duas peças, refere-se ao manuscrito da famosa carta de Capistrano de Abreu a Machado, de 1881, e à resenha "Livros e Letras" desse mesmo autor, publicada na Gazeta de Notícias , nesse mesmo ano, revendo sua indagação sobre MPBC ser ou não um romance, inscreve-se como a primeira resenha de MPBC . O artigo imediatamente seguinte, de 02 de fevereiro de 1881, assinado por Urbino Duarte, na Gazetinha , mantém uma posição próxima da estranheza. O terceiro, de Gama Roza, da Gazeta da Tarde , de 1882, considera MPBC um desdobramento do estilo machadiano, presente em Papéis Avulsos . O quarto, intitulado "Um plebiscito literário" 4, de Cosimo, da Gazetinha de 1883, chama a atenção do leitor para a classificação de MPBC , em terceiro lugar, na disputa pela colocação de melhor romance da língua portuguesa, perdendo para Os Maias e O primo Basílio , de Eça de Queiroz. Se comparado com outros romances brasileiros, que ocuparam os lugares mais abaixo, a posição de MPBC é privilegiada, a despeito de toda a polêmica levantada a respeito da ambigüidade de seu gênero, o que poderia interferir desfavoravelmente na opinião de seu público. A partir daí, sucedem-se novas e insuspeitadas leituras sobre a obra ao longo de mais de um século, ampliando o debate que sai do círculo restrito de amigos e de admiradores para o público leitor anônimo.
Embora a correspondência de Capistrano de Abreu a Machado tenha sido largamente utilizada e incorporada à crítica machadiana, houve por bem incluí-la como peça fundamental a esse trabalho não por se tratar de algo inédito, mas pelo empenho de termos tido acesso ao original e, sobretudo, pelo fato de, ao se reler essa documentação, ter-me chamado a atenção o comentário historicamente atribuído a Capistrano (até pelo próprio Machado, em 1886, no Prólogo da terceira edição) ter sido de Valentim Magalhães:
Em São Paulo, por diversas vezes, eu e Valentim Magalhães nos ocupamos com o interessante e esfíngico X. Ainda há poucos dias, ele me escreveu : O que é Brás Cubas em última análise? Romance? Dissertação moral? Desfastio humorístico? - Ainda o sei menos que ele . (grifo nosso) 5
Isto me induz a levantar a hipótese de que, na verdade, teria sido Valentim o primeiro a pôr isso em dúvida e não Capistrano. Por que esse lapso dos comentadores? Por que esse deslocamento de autoria? Valentim teria suscitado a curiosidade e Capistrano dela se apropriado? Ou o fato de essa carta ser da autoria de Capistrano, teria levado a esse natural equívoco? Seria a sua autoridade de intelectual, mais impositiva do que a de Valentim? Ou mesmo pela mais forte e plausível razão de ter sido mencionado como da autoria de Capistrano, no Prólogo do romance , pelo próprio Brás e assim ficar canonizado? Essa questão, que ora levantamos e que tanto nos intriga, pode continuar também intocada, ou em aberto, no aguardo do olhar de outros pesquisadores que queiram arriscar desfazer as interpretações já consagradas pelo tempo.
A produção crítica referente aos primórdios da crítica restringe-se apenas a três nomes de peso no cenário das letras do período em questão. Encabeçando a lista, temos Capistrano de Abreu, cuja resenha sobre o estatuto romanesco de MPBC é uma fonte histórica preciosa na medida em que funda a primeira crítica publicada sob o impacto da primeira recepção. A seguir, a voz dissonante de Sílvio Romero (1887), ao pôr em questão a obra de um escritor consagrado pela comunidade intelectual, tem o mérito de ter sido o primeiro a encaminhar sua crítica numa perspectiva sociológica. E por fim, Alcides Maya (1912), ao focalizar o traço humorístico, dá os primeiros passos para os estudos de traços mais constitutivos do romance, numa primeira aproximação com a análise interna da obra literária.
A partir de 1930 a 1969, com a entrada de novos intelectuais 6 na cena literária brasileira, a crítica literária sobre Machado, ainda que guarde resíduos da fase anterior, assume novas abordagens estéticas, abrindo-se a novos significados. Nesse sentido é exemplar a crítica de Augusto Meyer1935 (1958), cujo diálogo com Alcides Maya lhe permite agregar ao conceito de humor, os de melancolia, ironia e pessimismo, avançando para a idéia de homem subterrâneo e as de Eugênio Gomes (1949;1953;1958), que antecipam a crítica mais voltada para a leitura estética da obra literária e para a literatura comparada, além de ser o precursor dos estudos sobre a recepção de MPBC por Machado, enquanto leitor de seu próprio texto.
Nessa fase, a crítica agrega mais de quinze autores e vinte e cinco textos, modelando outros sentidos para MPBC. Ainda que estes se mantenham dentro de uma linhagem biográfica e psicológica de tom impressionista, já aparecem críticas teoricamente mais fundamentadas, como é o caso dos estudos de Augusto Meyer e Eugênio Gomes; e outras, entre meados da década de 50 e 60 que se originam de estudos desenvolvidos nos meios acadêmicos, a exemplo de Wilton Cardoso (1958) e Dirce Riedel (1959), cujas leituras se sustentam em princípios incorporados de Bergson e da estilística espanhola, com marcada influência nos currículos universitários dos anos 60. São críticas que, de alguma forma, levantam pontos de vista que vão ser retomados na fase seguinte, na qual fecundam em mais de setenta leituras sobre as MPBC .
Constitui-se difícil para nós destacar os principais momentos da interpretação crítica de MPBC , no último e vasto período, denominado Os novos rumos: de 1970 ao século XXI . Nomes como os de José Guilherme Merquior (1972;1977;1996), Amariles Hill (1976), Wilton Cardoso (1981), José Paulo Paes (1985), Gilberto Passos (1988;1990), João Alexandre Barbosa (1989), Enylton Rego (1989), Dirce Riedel (1990), Roberto Schwarz (1985;1987;1990), Elódia Xavier (1990), Juracy Saraiva (1993), Marta de Senna (1994), Jefferson Cano (1998), Regina Zilberman (1998; 2000), Leny Gomes (1999), Maria Elizabeth de Mello (2001), João Cezar Rocha (2001), Marli Scarpelli (2001), entre outros, imprimem-lhe uma dimensão significativa, à medida que suas leituras avançam 7, situando MPBC em um tenso e permanente diálogo das várias leituras que se construíram ao longo desse tempo, na perspectiva de se apreender os sentidos que circulam entre a produção de uma obra, situada em um tempo e em um espaço, e a leitura que dela se faz ao longo de um tempo.
Vejamos como é intenso o trânsito de idéias e conceitos entre o conjunto de textos inventariados.
A leitura crítica sobre a estrutura composicional das MPBC se acentua nesse período, incorporando algumas vertentes da fase anterior e agregando outras, a exemplo da visão problematizadora trazida por Merquior 8, no início da década de 70, amplamente apoiada pela crítica subseqüente. Permanece a percepção da influência do humor inglês, agora matizado com o tom sardônico, advindo da linhagem da sátira menipéia (Merquior, Riedel,Rego e Ivan Teixeira/1987). A filiação desse romance à tradição carnavalesca, tal como entendida por Bakhtin, tem sido reiteradamente analisada. O estudo da intertextualidade e do dialogismo como inerentes à paródia encontram outros seguidores, a exemplo de Maria Nazaré Santos (1996), Zilberman, Carlos Fuentes (2000) e Scarpelli.
Outras leituras caminham na perspectiva histórica, situando MPBC como uma sátira do Brasil (Antonio Candido/1970, Flora Sussekind/1985, Schwarz, Lúcia Helena/1996, Cano, Fuentes, Mello, Scarpelli) ou consideram MPBC a configuração da epopéia brasileira (Zilberman-2000), vista dentro da tópica da viagem.
O estatuto do narrador também se afigura como um dos temas mais concorridos, indo desde a figura dispersa de Barbosa ou caprichosa de Teixeira passando pelo conceito de volubilidade de Schwarz, até o de narrador distante de Xavier ou o duplo de Denise Guimarães (1975), Hill, Saraiva, Zilberman, Jaime Ginzburg (1999) e Scarpelli.
O capítulo sobre O delírio continua em cena, ora considerado como síntese da visão pessimista e implacável da condição humana, da volúpia do aborrecimento ou desolação da Natureza e História (Merquior, Barbosa, Xavier,Vera Lúcia Figueiredo/1990), ora como símbolo recalcado do inconsciente coletivo (Neyde Cunha/1988, Leny Gomes), ora condensando a temática do tempo como destruição do homem ou alegoria do sentido e duração do tempo (Luiz Roncari/1990), ora como versão carnavalizada de Brás/Brasil ou condensação do próprio romance (Scarpelli, Zilberman).
Também as categorias de tempo e espaço, entrelaçadas pela memória, pela destruição ou pela morte , representativas de uma narrativa linear, fragmentada, mítica e com alto grau de indeterminação, jogo entre passado presente e futuro, merecem atenção especial de parte significativa desses críticos (Cardoso, Riedel, Leny Gomes, Rocha).
Numerosos ensaios oferecem outras instigantes alternativas de leitura, a exemplo dos que analisam o traçado sinuoso de MPBC , particularmente no plano da linguagem, que se recobre de inesperados significados poéticos. O experimentalismo ficcional, tecido de jogos intertextuais internos (digressões, interpolações, alusões, citações) e externos (diálogo com o leitor), de apelos gráficos e visuais, de sistema onomástico e de vazios textuais, desenha uma narrativa estranha ao horizonte de expectativas dos leitores do século XIX. Esse movimento de idas e vindas da narrativa machadiana reforça e destrói a ilusão ficcional, numa fragmentação discursiva, voltada para o processo meta-narrativo, conferindo a MPBC um caráter de modernidade .
A linguagem como potência realiza-se, seja pela morte, seja pelo retorno de Brás à vida, reafirmando, segundo Barbosa 9, a volúpia da escrita machadiana, recolhida dos seus destroços amorosos, dos caprichos da natureza e das incertezas históricas.
A presença feminina constitui outra temática fecunda, sobressaindo a questão do adultério, até então intocada em relação às mulheres de classe dominante, como algo que desmorona a base moral da sociedade oitocentista. Os ensaios de Sussekind, Xavier e Riedel seguem esse fio.
As leituras, particularmente de Eugênio Gomes (1953), Barbosa, Teixeira, Roncari, Maria Rosa Oliveira (1995), Maria Nazaré Santos, Mello e Scarpelli, encontram um caminho promissor para se adentrar na estética iseriana. De forma mais ou menos direta, admitem que os espaços semânticos não explicitamente formulados no texto, figurados em seus vazios e negações, desafiam o leitor a levantar hipóteses construtivas sobre esse universo virtual de significados e de negociações possíveis, levando-o, desse modo, a processar ativamente a obra literária.
Os ensaios de Merquior, Hill, Candido, Donald Schüler (1983), Rego, Roncari, Leny Gomes e Fuentes, por sua vez, já apontam uma preocupação com os princípios formulados pela hermenêutica de Hans-Robert Jauss, ao levantarem questões de natureza universal que permitem atualizar o sentido de MPBC, pela simples razão de que só se pode experimentar um sentido dentro dos espaços que abrigam o contexto da escrita e da recepção.
MPBC poderia também ser a manifestação singular de uma crítica da época ( cor local ), hipótese levantada por Maria Nazaré Santos e Zilberman. Resta-nos mencionar as contribuições de Eugênio Gomes (1949), Cardoso (1981) e Zilberman (1988;2000) sobre a recepção de MPBC pelo próprio Machado.
Nesse último e denso período, sentimos a força do diálogo que circula nos vários discursos críticos sobre MPBC , seja refutando, endossando ou adensando novos sentidos às vozes já consolidadas no campo da crítica.
Os múltiplos e diferentes diálogos aí produzidos, longe de restringir os sentidos dessa obra, ampliam e ressignificam o campo de significações, evidenciando-se, por exemplo, pontos que, ao se aproximarem ou se distanciarem, deságuam em leituras surpreendentemente inovadoras. São inúmeras as vozes, portanto, que se cruzam, numa pluralidade de tendências que vão se sucedendo ou mesmo convivendo ao longo desse tempo.
Os vazios encontrados na fortuna crítica de MPBC não se configuram propriamente vazios. Observamos que, sobretudo a partir da década de 70, abre-se a possibilidade de avançar por outras linhas da teoria literária. Muitos olhares recaem sobre essa obra e não se esgotam nesse inventário. Os estudiosos de Machado hão de desvelam outros filões que agucem sua curiosidade investigativa, colocando-se sempre atentos para descobrir as relações sutis entre a obra e o campo estético em suas múltiplas abordagens, mas sempre na perspectiva de atualizar o texto literário.
O nosso objetivo, ao inventariar as leituras críticas sobre esse romance, foi compreender que a vinculação de uma obra literária à moldura histórica de sua produção e recepção possa restaurar os fios dos discursos que, ao longo do tempo, têm se produzido sobre MPBC , na busca incessante de se dar inteligibilidade à relação multissecular do homem com o mundo.
Esse trabalho lacunar, como qualquer outro, pretende ser um referencial para os estudos que se inscrevem no campo da Teoria da Recepção, para que possamos compreender não apenas como a cadeia de recepção de uma obra que já ultrapassa um século tem se revelado para o universo múltiplo e singular de seus leitores, mas também como a estrutura da obra, tecida por indeterminações e vazios, contribui para sua atualização e sua sobrevivência, sempre aberta à formação de novos sentidos aos quais se agregam novas gerações de leitores.
Trata-se de um recorte da nossa tese de doutorado intitulada "Itinerários de leitura: o processo recepcional de Memórias póstumas de Brás Cubas", orientada pela dr. Vera Teixeira de Aguiar e defendida, em janeiro de 2003, no Programa de Pós-Graduação em Letras da PUC-RS.
Doravante, passaremos a nos referir à obra utilizando a sigla MPBC .
Vale assinalar a importância do vasto e rico material dos anexos, organizados em cinco blocos: A - Quadro cronológico de referências histórico-culturais evocadas na obra MPBC ; B - Os bastidores da circulação de Memórias póstumas de Brás Cubas, reúne o material que circulou pelos bastidores do romance, tal como acervo fotográfico, incluindo a carta original de Capistrano de Abreu a Machado de Assis, autógrafos, seleta de ilustrações de Candido Portinari, capas de diversas edições, entre outros; C - A recepção de Memórias póstumas de Brás Cubas , organiza sua recepção, abrangendo a transcrição da primeira resenha, artigos publicados em jornais, percurso editorial, teses, versões cinematográficas e teatrais; D - Fortuna crítica de Brás Cubas, contempla sua fortuna crítica, incluindo a cronologia de autores e textos, o mapeamento crítico das principais recorrências estruturais e temáticas e o resumo - Notações bibliográficas - de trinta e nove textos sobre MPBC , que ficaram fora do corpus do estudo, como matéria para futuras pesquisas e E - MPBC e o leitor, rastreia todas as passagens da obra em que a figura do leitor é invocada.
COSIMO. Um plebiscito literário. O Álbum , Rio de Janeiro, 1883. Como o artigo não informa sobre o número e o perfil dos leitores, ficamos limitadas a arriscar outras leituras sobre o peso dessa recepção.
Esta carta está publicada em RODRIGUES, J. H. (Org.) Correspondência de Capistrano de Abreu. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, v. III, 1977, p. 373-374.
Para evitar o excesso de referências bibliográficas, optamos por indicar apenas o ano de publicação dos ensaios como forma de orientar o leitor para posteriores consultas.
Dentre as variadas correntes do pensamento crítico, a estilística funcional de Michel Rifaterre; a sociologia literária; o pós-formalismo russo; os modelos narratológicos de Todorov, de Barthes e de Genette; a fenomenologia; a estética da recepção (Jauss e Iser); a semiótica; a psicanálise e a desconstrução (Derrida) foram as que mais sobressaíram. Vale notar que muitos ensaios deixam entrever suas orientações teóricas, dentro de um quadro interpretativo mais eclético, abrangendo, muitas vezes, mais de uma corrente teórica .
MERQUIOR, J. G. Gênero e estilo das Memórias póstumas de Brás Cubas. Colóquio Letras , Lisboa, n. 8, jul. 1972, p.12-20.
BARBOSA, J. A. A volúpia da lasciva do nada: uma leitura de Memórias póstumas de Brás Cubas . Revista da USP , São Paulo, no. 1, mar/mai, 1989, p.107-120. Esse ensaio foi posteriormente publicado em ______. A biblioteca imaginária . São Paulo: Ateliê, 1996, p.135-172.