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Palavras testamentárias - um percurso entre textos de Machado de Assis
Helena Tornquist (UFSC)

Não se termina jamais de puxar os fios que unem entre si um texto a outros textos. Jean Molino .

 

Neste ano em que se comemora o centenário de Esaú e Jacó , um retorno a este romance será por certo prazeroso, pois, como bem lembra Brito Broca, Machado de Assis era desses escritores em que nunca deixamos de descobrir uma novidade, sempre que a ele voltamos 1Como lembra o Conselheiro Aires, personagem que, de certo modo, conduz a essa narrativa, para o entendimento das coisas, o melhor é ler com atenção. 2 Especialmente por que na obra de Machado de Assis já se observa o que mais tarde Mikhail Bakhtin afirmaria: as palavras não pertencem a ninguém; relacionando-se entre si, os enunciados criam redes de sentido, do mesmo modo que as obras, formadas na tessitura de enunciados, mantêm entre si relações dialógicas. 3

Minha proposta é ver nesse romance o diálogo com elementos presentes em textos precedentes que, nesse momento, surgem como resultado da cristalização do processo de escritura. Em outras palavras, o último caderno encontrado entre os manuscritos de Aires, de acordo com a Advertência que precede a narrativa, pode ser lido como um balanço do legado da escritura que próprio Machado deixou a todo os seus leitores.

Como assunto, o testamento é a presença na ficção de uma prática jurídica comum na época do império, numa sociedade fortemente marcada pelo patrimonialismo; testamentos e heranças são referidos com freqüência, sendo inclusive o título de um conto que integra o volume Papéis Avulsos . Com efeito, em "Verba Testamentária", o protagonista, acometido de estranha doença que o vai aos poucos afastando do convívio social, deixa, ao morrer, um testamento que seria a própria negação dessa prática, pois sua única disposição era a exigência de que fosse enterrado em um caixão encomendado a um determinado marceneiro, o mais humilde da cidade. No conto, além da crítica de cunho psicossocial, mais aprofundada que em Esaú e Jacó , há uma referência ao 7 de abril, a data da Abdicação de D Pedro I, que coincide com o dia em Nicolau abandona definitivamente a política, sendo também a data em que nasceram os gêmeos Pedro e Paulo, protagonistas do romance de 1904.

Essa coincidência, como outras menos explícitas, reforça a idéia de que, em sua escritura, Machado antecipava procedimentos que se tornariam comuns no século XX. Sua compreensão do modo como os textos se influenciam fica clara também nos comentários que assinava na imprensa. O diálogo permanente que manteve com outros textos - desde escritores da Antigüidade até autores do século XIX, consagrados ou não, caracteriza-se pela ausência de preocupação com hierarquias. Tratava-se de um diálogo entre textos, simplesmente. A presença da citação - direta ou subentendida - que, em dado momento causou certo desconforto entre alguns críticos, é uma das marcas de uma escritura sempre em construção, que deve ser levada em conta. Atentar para elas é seguir os caminhos da criação, embora sabendo que se está diante de um processo complexo no qual muitas são as vias e muitos os desvios que as atravessam.

Num artigo publicado na imprensa do Rio de Janeiro, a propósito de uma peça de Antonio José, Machado dava destaque à resposta negativa do dramaturgo português à recomendação de que tomasse por modelo a comédia de Molière. O argumento do dramaturgo português apoiava-se na atenção ao público para o qual escrevia, entendendo ser a contextualização uma condição da obra de arte. Assim, na comédia Guerras de Alecrim e Mangerona, Antonio José seguira o Anfitrião de Plauto apenas no fundamental, pois havia introduzido as alterações que o gosto das platéias de sua época exigiam. Machado sublinha que o valor da peça estava precisamente nos elementos que ele de sua casa introduziu ... 4 O dramaturgo não foi um simples imitador, mas um homem de talento que soube ser autêntico, buscando construir caminhos próprios, ainda quando estabelecia diálogo com a tradição clássica.

A crítica do folhetim dramático, exercida no início de sua vida literária, permitiu que Machado dialogasse com os textos de teatro que lia por dever de ofício e, principalmente, com os que ele mesmo selecionava. Está nesse caso uma comédia de Alfred de Musset intitulada Il faut qu'une porte soit ouverte ou fermée 5, pois ela serviu de ponto de partida para O caminho da porta, sua primeira peça encenada na Corte. Nessa comédia provérbio, que aludia à indecisão humana, Musset concretizava na marcação cênica a situação do personagem que, sem saber como agir,permanecia diante da porta entre-aberta, no decorrer de uma longa situação dramática. Ao citar esse texto, Machado atribuiu-lhe outro sentido, pois adaptou o dito sentencioso, quase um provérbio corrente em língua francesa, para a expressão "tomar o caminho da porta" que, obviamente, implicava a decisão de ir embora. Mas a prova de que a peça lhe causara viva impressão está nas referências que seriam feitas mais tarde nas crônicas semanais. Já na década de 80, alude a essa peça a propósito de protestos de rua envolvendo o fechamento de portas de uma casa comercial, e em outro momento, quando compara o drama Fechamento de portas que acabara de assistir, com o texto de Alfred de Musset, que qualifica de um atozinho gracioso e límpido . 6

A situação psicológica concretizada na indecisão diante de uma porta permaneceria como um motivo das criações machadianas. A afirmação de que era imperioso tomar uma decisão, citada na comédia inicial, iria reaparecer em Lição de Botânica, escrita em 1906, portanto dois anos após Esaú e Jacó. Nesta peça, o título da comédia de Musset aparece na fala de uma das personagens, empenhada em fazer a irmã decidir-se a aceitar um pedido de casamento. A reiteração do provérbio, passados mais de quarenta anos, certamente inscrita no quadro dos temas obsessivos do autor, que não deixa de se manifestar também em Esaú e Jacó na permanente indecisão de Flora, incapaz de abrir a porta de seu coração para um dos pretendentes, também poderia ser vista como manifestação da memória da escritura.

Outro elemento a ser destacado no presente percurso, e que está entre os motivos reiterados por Machado de Assis, é a preocupação com o destino. A existência de muitas coisas entre o céu e a terra que o homem não pode explicar, lembrada no conto "A Cartomante" pelo narrador que cita Hamlet, também reaparece com freqüência, seja nos comentários semanais, seja em textos ficcionais. Entre as figuras com acesso ao desconhecido, destacam-se as referências a Sibila, uma sacerdotisa de Apolo, encarregada dos oráculos nos templos da Grécia antiga. No epílogo de Os deuses de casaca aparece o verso David olhando em face a Sibila de Cuma , com nota explicativa remetendo ao Dies Irae, um hino religioso da Idade Média. Por outro viés, "Teste David cum Sybila", entrará também no romance Esaú e Jacó como título para o capítulo 65, quando ironicamente são mostradas as duas formas de previsão do destino humano naquela sociedade: a "científica" realizada no gabinete de um mestre espírita e a popular, com raízes autóctones, já que a cabocla vivia em um morro mais afastado. O verso religioso sinaliza assim no texto a conciliação de mundos diferentes, para o propósito comum de desvendar o futuro dos gêmeos Pedro e Paulo.

Mostrar a preocupação das pessoas comuns com seu destino estava entre os assuntos prediletos do escritor, tanto que em várias passagens das crônicas aparecem referências diretas ou indiretas ao acaso, à sorte, às loterias, inclusive aos vaticínios da Sibila. Já o acaso ligado ao golpe da fortuna, é tematizado em "Jogo do Bicho", conto integrante de Relíquias da Casa Velha , e em "Terpsícore" como elemento estrutural de da situação narrativa. 7 Em Esaú e Jacó a possibilidade de prever o futuro será o eixo da narrativa, tanto que o romance tem início com a subida de Natividade ao morro do Castelo, mas essa situação não deixa de contextualizar ironicamente as predições; numa demonstração de que o autor sabia falar "ao público de sua casa" a consulta a uma simples cabocla era a contrafação da consulta feita aos oráculos dos templos antigos.

Entre os elementos das comédias dos anos 60 preservados na escritura de Machado estão as figuras de retórica, que apesar de desconstruídas, não perderam a feição original. Assim, se na comédia Desencantos, os personagens travam uma discussão sobre o amor, na qual a mulher é associada a uma castelã, sendo necessário sitiar a praça a ser conquistada, 8 numa crônica da década de 90, o Dr. Semana revela as mesmas idéias dos personagens daquela peça quando diz: que é o amor mais que uma guerra, em que se vai por escaramuças e batalhas, em que há mortos e feridos 9Mais distante, mas não deixando de relacionar-se à metáfora guerreira da tradição clássica, está a definição de amor do conselheiro Aires, desenvolvida no diálogo com os pais dos gêmeos: citando Empédocles, que atribuíra à guerra o papel de mãe de todas as coisas, conclui: o amor, que é a primeira das artes da paz, pode-se dizer que é um duelo, não de morte, mas de vida . 10

As crônicas que publicou na imprensa do Rio de Janeiro, ao longo e quarenta anos, como lembra Sonia Brayner, 11 foram o verdadeiro laboratório da prática textual do escritor. Nestes textos sobre o cotidiano, Machado ia exercitando sua escritura, o que explica o trânsito entre os textos de jornal e suas criações ficcionais. Assim, a leitura atenta do que ele escrevia nesses comentários permite que se chegue mais próximo do pensamento de Machado, um escritor que se vale de seus próprios textos para falar sobre seu processo de criação. Em outras palavras, o crítico do folhetim dramático está presente na elaboração dos textos de ficção, diluindo, na narrativa, aspectos teóricos da criação ficcional . Como o Conselheiro Aires que ia registrando os fatos do cotidiano, escrevendo a vida dos gêmeos da família Santos, Machado de Assis, tendo já publicado uma obra considerável, parece estar nesse momento fazendo um balanço do que deixara escrito ao longo de sua carreira: temas, motivos e procedimentos usados em outros momentos, submetidos a outro tratamento, vão reaparecer em Esaú e Jacó.

Assim, na abertura, o romance está recuperando um traço muito presente em narrativas que vinham da época romântica na alusão ao livro deixado entre os escritos do conselheiro Aires, encontrado casualmente após sua morte. Já a conversa com o leitor, procedimento típico dos narradores machadianos, assume em Esaú e Jacó uma inflexão bem mais complexa, sugerindo a participação do leitor na obra; cabia a este último preencher os vazios do texto, como se vê no capítulo XIII, quando comenta a epígrafe que pretendia apor ao romance: esta era um modo de por lunetas para que o leitor do livro penetre o que for menos claro ou totalmente escuro . 12

O gosto pelo teatro, que vivenciou na mocidade, como registra Jean-Michel Massa, 13 marcou a escritura de Machado de Assis, sendo uma referência encontrável a cada passo na ficção: é, pois, natural que o teatro esteja presente também nesse romance.

À semelhança de Dom Casmurro que obedecia à estrutura de uma peça teatral como foi observado José Barreto Filho na entrada e saída dos personagens, nos diálogos curtos e breves : feito de pequenas cenas e incidentes, numa urdidura cerrada, incorporando também o trabalho dos bastidores e as indicações da movimentação cênica , 14Esaú e Jacó tem um capítulo cujo título é precisamente "Entre um ato e outro". Trata-se do capítulo 46, quando a trama ainda está iniciando, sendo o leitor convidado a "fazer de conta que está no teatro, entre um ato e outro, conversando", pois lá dentro os atores ainda estão se vestindo para o espetáculo. 15

Além desses aspectos, no final do capítulo mencionado, o narrador alude ao comportamento da platéia que aguarda o espetáculo, às conversas banais que preenchem o tempo, concluindo que está, excepcionalmente, falando por imagem, pois tudo o que diz "é verdade pura e sem choro". 16 Como se vê, em Esaú e Jacó está presente também a discussão da lei que regia aquele teatro - a verossimilhança. É sabido que, na segunda metade do século XIX, a observação do cotidiano foi levada por muitos ao extremo, chegando ser tomada como sinônimo de verdadeira atitude artística.Como representação da realidade percebida, a mimesis era o critério orientador por excelência. Se Boileau ainda gozava de prestígio, muitos estavam esquecidos de que para ele a verossimilhança deveria se submeter às leis artísticas. 17 Não por acaso Machado, citando Boileau, lembra freqüentemente que o belo pode, às vezes, não ser verossímil. Mesmo assim, em seus comentários sobre peças de teatro, como se pode ver na análise da peça Primeiros Amores de Pedro Mendes de Leal, a verossimilhança era também para Machado a lei primeira do teatro. 18

No romance de 1904, a verossimilhança, uma das marcas do teatro oitocentista, recebe um tratamento singular, como, aliás, seria de esperar depois dos romances da década de 80. Como bem lembra Gilberto P Passos, a verossimilhança tem papel fundamental neste romance, mas ele se revela em sua face encobridora. 19 O mundo em que circulam os personagens é representativo dos estratos privilegiados da sociedade brasileira de então, e em nada difere da sociedade representada nas comédias francesas nas quais a ação se passava invariavelmente em uma sala de visitas, decorada com luxo e gosto burguês. É visível o esforço do narrador para conseguir manter o tom geral daquele teatro, com o qual Machado dialogava. No capítulo LX, intitulado "Manhã de 15", descreve a reação das pessoas no Passeio Público e em outras ruas do centro, no dia da Proclamação da República, percebendo-se nos detalhes, a intenção de dar tom verossímil aos fatos evocados. É digno de nota este fato: num romance cheio de pontos obscuros, fato já apontado pela crítica, encontram-se muitas passagens em que a descrição assume requintes de um quadro realista: uma sala, um quarto, a rua em dado momento, - às vezes até validado pelo narrador que faz considerações sobre seu procedimento. Ao descrever uma cena de rua, recordada anos depois, adverte o leitor de que essa outra vozearia, maior e mais remota não caberia aqui, se não fosse a necessidade de explicar o gesto . 20

O modo de contar a história ocupa o narrador no capítulo V, quando justifica as escolhas feitas para descrever a ida do casal Santos à missa, num bairro afastado do centro. O fato de deixar de lado a lógica aparente dos acontecimentos é explicado pela intenção de escrever as coisas tais quais se passaram; chega a brincar com o leitor que, se der mais explicações elas vão tomar tempo e papel, e prolongar a ação o que acabaria em enfado. 21 Na verdade, a advertência final ao leitor de que deve prestar atenção aos pormenores tem uma conotação irônica, já que alude aos não-ditos de sua fala, que muitas vezes é tudo. Os elementos descritivos da ida do casal à igreja modesta, numa carruagem de luxo, eram uma crítica ao gosto pelas aparências e à preocupação com o decoro da sociedade imperial.

O mundo social da corte é representado, embora sem seguir o viés naturalista. Exemplo disso é a alusão indireta às diversões com que a sociedade ociosa preenchia seu tempo - entre as quais o baile. Em vários momentos da ficção, a descrição de uma cena de dança está associada a uma festa mais refinada. É um prazer para os sentidos e ao mesmo tempo um prazer fugaz para o casal do conto "Terpsícore que o organizara, gastando todo o dinheiro ganho na loteria. 22. Em Esaú e Jacó , a referência ao baile da Ilha Fiscal, - que passaria à história como a última aparição da família real - do qual as famílias Santos e Batista haviam participado, não recebe o mesmo destaque, apesar de ser mencionado no capítulo com o mesmo título do conto. Se a festa que é associada à queda da Monarquia, passa quase desapercebida, sendo vista apenas pela reação dos diferentes personagens, a dança nos dois textos tem um sentido duplo. Para os protagonistas do conto ela representou um momento de prazer e de participação na vida da alta sociedade, que logo se esvai; já entre as pessoas que foram à Ilha Fiscal, havia quem o tomasse como um prazer para os olhos, mas para D. Cláudia, a ambiciosa mulher de Batista, o baile era um fato político, era o baile do ministério, uma festa liberal que poderia abrir ao marido as portas de alguma presidência. 23

Confirma-se assim que a história está muito presente em nos textos machadianos, e "Verba testamentária" também deve ser incluída nessa linha. Diferentemente de outros escritores de então, Machado inseria a história no texto: ou, como observa Ivo Barbieri, ele fez da narrativa o lugar privilegiado de revelação da história . 24

Ao atribuir a Esaú e Jacó a peculiaridade de uma obra para onde convergem experiências narrativas e textuais anteriores, pretendi apenas mostrar que se objetivam nesse livro diferentes procedimentos que caracterizaram a prática textual do escritor como um todo, e que pluridirecionam semanticamente o texto de modo a encaminhar múltiplas leituras. Pela densidade do pormenor, próprio ou extraído de textos alheios, pela ousadia de procedimentos formais que possibilitaram o trânsito de temas e motivos de um texto a outro, de uma época a outra, de uma cultura a outra, a obra de Machado de Assis permanece aberta à leitura e à reflexão, confirmando-se que qualquer página escrita pelo escritor fluminense oferece encanto e proveito de leitura. 25

 

BROCA, BRITO. Machado de Assis e a Política. Prefácio de Silviano Santiago. São Paulo: Polis, 1983, p. 259.

MACHADO de ASSIS, J.M. Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Jackson, 1957, p 28

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1922 p.188 et sqq.

O comentário foi publicado na Revista Brasileira em 1872. Cf. MACHADO de ASSIS, J. M. Crítica teatral. Rio de Janeiro: Jackson,1957,v.27, p.271-291.

MUSSET, Alfred de. C omédies et proverbes. Paris: Garnier, 1950. v1

MACHADO DE ASSIS, J.M. Bons Dias . São Paulo: Huicitec, 1990. p.116. (crônicas de 16 de setembro e 28 de outubro de 1888).

MACHADO DE ASSIS, J.M. TC . Relíquias da Casa Velha . Rio de Janeiro: Jackson, 1957. v.12. p.169.

A metáfora do amor como conquista guerreira já vinha dos séculos precedentes, tendo Molière em Don Juan explicitado essa situação.

MACHADO de ASSIS, J.M . Crônicas. v.27.

_________________. Esaú e Jacó , p. 66.

BRAYNER, Sonia. Labirintos do espaço romanesco .Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979. p.55

MAHADO de ASSIS, J.M. Esaú ...p 62

MASSA , Jean-Michel. A juventude de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, p. 316

BARRETO Filho, J.Op.Cit. p 146

MACHADO de ASSIS, J.M. Esaú e Jacó. p. 177

Loc.cit.

LABERT e MIZRACHI (Orgs.) . L'Art Poétique de Boileau.. Paris: Union Générale d'Editions, 1966. p.24.

MACHADO DE ASSIS, J. M. Op. Cit. p.179 et sqq.

PASSOS, G. P. Op. Cit. p 130.

MACHADO de ASSIS, J. M. Esaú e Jacó, p. 143.

_____________. Op. Cit. p.28

_____________. Terpsícore . São Paulo: Boitempo, 1966.

MACHADO de ASSIS, J. M. Esaú e Jacó, p. 187.

BARBIERI, Ivo.Machado e a história: um tempo de longa duração In: Espelho. Revista Machadiana, PoroAlegre, UFGRS,1995.n.1 p.27.

BRITO BROCA, Op.cit. p. 159