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Ex-cêntrico des-locamento: O entre-lugar da narrativa indígena americana
Janice Cristine Thiél (PUCPR)
O silêncio, tão valorizado pela cultura indígena, a ponto de em um texto escrito por Sherman Alexie, Indian Killer (1996) os "índios verdadeiros" referirem-se uns aos outros como pele silenciosa , foi imposto ao índio na construção histórico-literária da América. Visto como mais um elemento a compor o espaço da colonização, o índio mencionado por Pero Vaz de Caminha precisa ser salvo, isto é, transformado pelo colonizador, domesticado por ele. Esta perspectiva etnocêntrica fez com que a língua, a cultura e a narrativa indígena fossem desprezadas e tornadas ausentes da história oficial americana.
Contudo, embora tenha sido negada ao americano nativo a voz para significar sua presença e contribuição para a história americana, tanto no Brasil quanto em outros países, o nativo significou primeiro em seu silêncio, muitas vezes de resistência, e mais recentemente, tem significado através de uma produção literária crescente, enriquecedora, que encontra seu espaço e reconhecimento na academia e no mercado editorial.
Desta forma, pretendemos apresentar neste texto considerações acerca das vozes construtoras do discurso indígena, vozes européias e nativas, enfocando o espaço de localização da fala indígena americana no passado e no presente; além disso, abordaremos questões que envolvem o estudo da literatura de minorias, especialmente como contra-narrativas, comparando as vozes destes discursos às vozes do discurso pedagógico, buscando fundamentação nos escritos sobre a pós-modernidade de Homi Bhabha, no entre-lugar do discurso discutido por Silviano Santiago, no lugar híbrido da narrativa das margens proposto por Néstor Canclini, e no lugar antropológico e no não-lugar discutidos por Marc Auge.
Analisaremos o lugar da fala indígena contemporânea, situada em um entre-lugar cultural, literário e lingüístico, onde tradições ancestrais e ocidentais são mescladas. Propomos, portanto, uma análise do discurso indígena constituído por um revisitar de tradições, pela releitura de conceitos e pela circulação por espaços de reconstrução identitária através da palavra.
Desde o descobrimento , palavra que já indica uma perspectiva eurocêntrica, a existência indígena tem sido registrada basicamente pelo outro, por vozes mediadoras, através das quais o índio é relegado ao papel de objeto de estudo, tal qual a fauna e flora locais. O índio não tem sua fala registrada; o colonizador fala, registra sua visão de mundo e dos personagens deste mundo e, quando o índio encontra sua voz registrada, esta não é sua própria voz, mas um discurso construído ora como tradução, ora como parte do imaginário branco acerca da fala indígena. Tal qual ventríloquo, o conquistador branco faz com que sua voz ecoe por gerações pela boca de um personagem mantido silencioso, assim criando uma imagem do índio segundo os anseios do projeto colonizador.
TODOROV, ao analisar os primeiros contatos entre universos tão distintos quanto o europeu e o americano, mostra-nos a limitação da visão do outro, registrada pelo colonizador europeu. TODOROV (1999, p. 42) mostra-nos que, quando de sua chegada à América, Colombo preocupa-se em registrar a beleza da paisagem americana e de seus habitantes, parte da paisagem, objeto de apreciação mas não sujeitos capazes de uma produção cultural, pois "fisicamente nus, os índios também são, na opinião de Colombo, desprovidos de qualquer propriedade cultural [...]". 2 Obviamente, os conceitos que apóiam esta perspectiva eurocêntrica envolvem a oposição natureza e cultura e a valorização do desenvolvimento da tecnologia, o que implica em uma visão do índio como sujeito que precisa ser adaptado a outro padrão.
Desde a descoberta da América, temos, portanto, uma visão parcial do indígena. Por vezes, este é visto como o bon sauvage , por outras como o selvagem sanguinário; todas as vezes, contudo, a visão do indígena é uma visão "de fora". Desta forma, a literatura colonial americana pode ser considerada uma peça do processo colonizador, processo este que visa, por um lado, a apagar a presença nativa e, por outro, a criar um imaginário do elemento primitivo que poderia ser contrastado com os valores europeus e os critérios determinantes de uma civilização. Pensar a literatura colonial como uma literatura colonizadora implica em identificá-la com uma ideologia voltada para a dominação e a imposição de uma cultura alienígena. Os habitantes nativos das Américas, na época do descobrimento e mais além, tiveram sua expressão cultural não reconhecida, suprimida ou destruída, assim como seu modo de vida e sua própria existência, à medida em que o discurso colonial caracterizador do índio encontrava sua expressão. Ao examinar o "Diálogo sobre a Conversão do Gentio" do Padre Manoel da Nóbrega (1558), BRANDÃO (2000, pp. 106-107) afirma:
A caracterização do índio pelo branco se faz por meio de dois paradigmas: 1. um,
constituído por adjetivos: bestiais/irracionais/não têm governo nem religião/rudes/
viciosos/inconstantes. Semanticamente são adjetivos [...] que acumulam dois tipos
de informações: a)fazem uma descrição do objeto; b) expressam, todos eles, um
julgamento, uma avaliação do objeto. [...] Julgamento de valor que vê o índio sempre
como negatividade, como carência. [...] 2. o outro paradigma é constituído por
substantivos que entram como o segundo elemento de uma estrutura comparativa:
"X é como Y" ou "X é Y" em que X representa os "gentios" e Y, comutativamente:
brutos animais/cães/porcos/corvos/víboras [...] também depreciativos." 3
No encontro com a alteridade e no discurso que reflete este encontro, pelo modo como o indígena é descrito e avaliado, percebemos o lugar ideológico de onde fala o produtor do discurso: da posição eurocêntrica de branco conquistador. O lugar da fala do colonizador é o do conhecimento, da salvação, da defesa de uma cosmovisão investida de direitos e deveres cristãos. Assim, sob o ponto de vista do missionário, imbuído de um propósito catequizador, os índios constituem os outros que precisam ser convertidos à verdadeira fé, pois demonstram uma carência social e religiosa. Cria-se, no discurso colonial, portanto, um antagonismo entre "nós" e "eles", o "nós" caracterizando a fala da civilização, e o "eles" a caracterização da barbárie. Além disso, o dimensionamento da fala do índio ocorre fora do circuito do discurso que se faz ouvir, ou seja, daquele discurso que possui autoridade e divulgação. O índio ouve o discurso colonizador, mas não lhe é dado o poder discursivo para se fazer ouvir. Sua caracterização como bom ou mau é feita conforme aceita ou não a domesticação ideológica.
A imagem do índio é revitalizada com a busca de raízes e temas para a construção da literatura nacional das Américas. Certamente, o imaginário branco é preenchido no período romântico pela presença de índios que simbolizam um ideal e valores positivos a serem reconhecidos. James Fenimore Cooper e José de Alencar, segundo seus próprios contextos, constroem um modelo de índio que também faz parte de um projeto: desta vez não visando à colonização, mas à criação da identidade e literatura nacionais. Reconhecido como homem, o indígena vê-se colocado como protagonista de um projeto de construção nacional. Contudo, o Indianismo focaliza um índio que só existe sob a pena e a arte mais uma vez do branco. Os motivos da literatura nacional focalizam aspectos americanos, mas o discurso produzido ainda busca modelos europeus; além disto, a fala do índio americano ainda não é ouvida e o seu discurso ainda é uma voz postiça, criada para um público que se interessa pela narrativa e não pela narração.
Por havermos mencionado o Indianismo, acreditamos ser necessário lembrar que existe uma diferença entre os termos indianista , indigenista e indígena , principalmente no que diz respeito à voz narrativa assumida na produção da obra literária. Quando falamos de literatura indianista, tratamos em geral da literatura romântica, produzida no século XIX, através do discurso do branco, europeu ou descendente de europeus. Quanto à diferença entre os termos indígena e indigenista, José Carlos Mariátegui, citado por POLAR (2000, p.194) propõe que "aquele alude à produção intelectual e artística realizada pelos índios, conforme seus próprios meios e códigos, e este, à vasta criatividade que, com base em outras posições sociais e culturais, [...] busca informar sobre o universo e o homem indígenas." 4 Entendemos, portanto, como indígena, a produção discursiva dos nativo americanos, segundo seus próprios códigos culturais, enquanto que grande parte dos textos vistos como indígenas são, na verdade, indigenistas.
O lugar de onde se fala define a classificação do texto como indígena ou indigenista e, na maioria das vezes, o lugar discursivo é o da cultura colonizadora, hegemônica e a obra literária é produzida de acordo com moldes da grande narrativa ocidental. Exemplos de obras indigenistas, geralmente visitadas como indígenas, seriam aquelas que oferecem textos proferidos por índios de várias nações em diversos momentos de convivência com o branco, obras que tendem a ser compostas por traduções e compilações feitas por autores não-índios, mas que chegam ao público leitor como auto-retrato de nativo-americanos. O tema destes textos pode ser o índio e sua cultura, mas sua moldura é construída por uma visão de fora e pelo discurso ocidental.
Sob o ponto de vista da cultura hegemônica, o índio se mantém silencioso há séculos, apagado, ignorado, transformado ou inventado pelo discurso alheio. Contudo seu silêncio tem sido produzido pelo e para o branco, pois sabemos que a tradição oral indígena manteve seu espírito, seu som, nas comunidades indígenas. Assim como diversos outros grupos das margens da cultura hegemônica, os nativo-americanos encontraram meios para que, no século XX, os brancos finalmente pudessem ouvi-los. Desta forma, a pele silenciosa, o espírito de silêncio e som, fez-se finalmente pele sonora, produzindo discurso próprio que hoje é veiculado para um público formado por índios e não-índios.
Segundo Silviano SANTIAGO (1978, p. 19), "o silêncio seria a resposta desejada pelo imperialismo cultural, ou ainda o eco sonoro que apenas serve para apertar mais os laços do poder conquistador." 5 Ao quebrar o silêncio imposto pelo colonizador, o índio se escreve e inscreve em uma situação de poder de contra-narrar, isto é, produzir discursos que constroem a história, a identidade e a literatura sob a ótica do outro, preenchendo vazios deixados pela monofonização enunciativa.Uma organização textual transformadora de um discurso original, na tentativa de surpreendê-lo e redirecioná-lo ideologicamente, parece-nos constituir a própria definição do que seria uma contra-narrativa. Assim, o narrar-contra, o discurso da minoria, não se caracteriza por uma oposição, mas sim por outra maneira de narrar dentro da própria narrativa já existente.
Enfocando a literatura indígena brasileira contemporânea, encontramos textos que exemplificam esta contra-narrativa, tais como a obra A terra dos mil povos: história indígena do Brasil contada por um índio (1998, p. 71), escrita por Kaka Werá JECUPÉ. Nesta obra, lemos, por exemplo, textos que preenchem os espaços anteriormente não narrados, referentes ao ponto de vista do colonizado sobre o descobrimento da América:
Quando chegaram as grandes Canoas dos Ventos (as caravelas portuguesas),
tentaram banir o espírito do tempo, algemando-o no pulso do Homem da
civilização. Dessa época em diante, o tempo passou a ser contado de modo diferente.
Esse modo de contar o tempo gerou a História, e mesmo a História passou a ser
contada sempre do modo como aconteceu para alguns e não do modo como
aconteceu para todos.
Aqui, a partir desse tempo inventado pela civilização, foram resumidos os principais
fatos desse tempo - inventado, mas de ações humanas reais e, infelizmente, na maior
parte das vezes, cruéis. 6
A narrativa ocidental geralmente não contempla o encontro entre europeus e índios sob a perspectiva do nativo, ou seja, o discurso da descoberta tende a ser um discurso de deslocamento, de enfrentamento de dificuldades para chegar a um continente novo, primitivo, exótico e habitado por selvagens . O discurso nativo, por sua vez, ao revisitar a descoberta, coloca-nos nas praias brasileiras, vendo a chegada das naus portuguesas, e assistindo ao banimento de conceitos não condizentes com os ideais da civilização . A noção de história como construção, privilegiando um olhar em detrimento de outro, também é questionada no texto escrito por Jecupé, o qual apresenta-nos também em seu livro uma cronologia, segundo o tempo inventado pelo branco, de 1500 a 1998, enfatizando os efeitos da colonização para os nativos, incluindo dados como número de índios exterminados por doenças, combates ou por serem forçados a deixar suas terras. A fim de preencher as lacunas deixadas pelo silenciamento do índio por tantos séculos e acrescentar elementos subtraídos ou ignorados pela grande narrativa ocidental, o autor indígena inclui neste tempo cronológico emprestado do branco informações sobre reações indígenas à conquista, escravidão dos nativos, extermínio pelos bandeirantes, projetos para defesa dos povos indígenas e a conscientização dos nativos da importância da defesa de sua cultura e de seus direitos.
Quanto ao tema proposto pelo texto indígena, certamente percebemos sua vinculação à uma reescritura da participação indígena na construção de um encontro cultural que marca a construção da identidade americana; lemos também a construção de uma história paralela àquela da civilização ocidental. Contudo, é essencial lembrarmos que este discurso é escrito para uma comunidade interpretativa particular, provavelmente o leitor branco. Portanto, não causa estranhamento a narrativa não somente em língua nativa, mas principalmente na língua hegemônica, utilizando convenções literárias que remetem à tradição ocidental. Mesmo quando o texto é bilíngüe, as marcações textuais da tradição literária ocidental são perceptíveis através da disposição textual, paragrafação e pontuação. Acreditamos, portanto, que os textos produzidos por indígenas americanos caracterizam-se, muitas vezes, como textos híbridos, textos indígenas/indigenistas, contra-narrativas quanto à inserção de outros pontos de vista a respeito de temas comumente tratados pela narrativa ocidental, mas expressos através de estratégias discursivas desta mesma grande narrativa, o que não é feito em detrimento das obras, considerando-se a recepção que o texto em língua hegemônica vem a ter.
Quanto ao local da fala indígena contemporânea, esta se posiciona então em um entre-lugar do discurso. Neste caso, o outro para o índio não é somente o não-índio, mas o próprio nativo no entre-lugar identitário, cultural e lingüístico. No século XX, o nativo e seu discurso distinguem-se da imagem e da fala criadas pelo branco para representar o índio, mas a construção discursiva indígena/indigenista transita pela tradição ancestral assim como pela tradição ocidental.
Este trânsito entre espaços e entre visões de mundo recorda-nos a descrição que AUGÉ (1999, p. 134) faz de "duas realidades espaciais", o lugar antropológico e o lugar de circulação: "A totalidade do lugar, um lugar que denominei lugar antropológico porque a identidade, as relações e a história daqueles que o habitam estão inscritas no espaço; a totalidade do não-lugar, entendendo-se por isso os espaços da circulação [é aquele] da distribuição e comunicação, onde nem a identidade, nem a relação, nem a história se deixam apreender..." 7
Como o índio e seu discurso transitam de um a outro mundo, acreditamos ser possível dizer que o nativo movimenta-se de seu lugar antropológico, ou seja, o espaço do qual provém seu alimento cultural, o espaço de sua casa , para um não lugar de circulação, de deslocamentos constantes e de desterritorialização. Contudo, o próprio lugar antropológico pode ser alterado ou revisto e o não-lugar pode remeter não só a espaços concretos, mas também a "atitudes, a posturas, à relação que indivíduos entretêm com os espaços onde [...] vivem ou que percorrem." 8 Desta forma, o local da fala do nativo é constituído por um espaço de deslocamento cultural, por um revisitar de tradições, pela circulação por espaços e atitudes próprios do homem contemporâneo e não-nativo, e, finalmente, por um espaço de reconstrução identitária através da palavra.
O local da narrativa indígena americana, narrativa periférica pós-colonial, é um local ideológico, de posicionamento cultural frente ao poder, mas também é um local de negociação. A margem, ignorada pelo discurso hegemônico, precisa negociar significados com este discurso. Quanto a isto, BHABHA (1998, p. 219) afirma que "O poder da suplementaridade não é a negação das contradições sociais pré-estabelecidas do passado e do presente; sua força está [...] na renegociação daqueles tempos, termos e tradições, através dos quais convertemos nossa contemporaneidade incerta e passageira em signos da história." 9
Portanto, o suplemento também pode demonstrar seu poder frente ao discurso-mestre. O discurso performativo, segundo a terminologia utilizada por BHABHA (1998, p. 209) "desestabiliza o significado do povo como homogêneo" 10 , idéia cultivada pelo discurso pedagógico, que considera todos como um . Ao desestabilizar o discurso sedimentado pela tradição, o discurso performativo permite a reconstrução da narrativa de um povo, localizado à margem, a partir de constantes releituras daquilo que se considerava sólido e estável. Acreditamos ser possível uma aproximação da referida desestabilização do significado homogêneo de um grupo sócio-cultural com a inexistência de uma cultura autêntica, questão discutida por Néstor García CANCLINI (1998, p. 314) ao tratar do hibridismo. O autor, citando Renato Rosaldo em Ideology, Place and People without Culture (1989), ressalta que
" 'a noção de uma cultura autêntica como um universo autônomo internamente coerente não é mais sustentável' em nenhum dos dois mundos, 'exceto talvez como uma 'ficção útil' ou uma distorção reveladora' ". 11
A possibilidade de lermos as narrativas indígenas, apresentadas pelos próprios índios, permite-nos perceber a ficcionalização da representação da cultura indígena como autêntica e homogênea. A narrativa indígena contemporânea além de desconstruir um imaginário do índio como selvagem ou bom selvagem , representa a cultura indígena em sua pluralidade e hibridização. Ao narrar a sua história e ao criar histórias, o índio revitaliza seu olhar e redimensiona o olhar do outro, proporcionando a leitores de diversas culturas a releitura e reconstrução de inúmeros conceitos e o questionamento dos alicerces ideológicos que sustentam os discursos de cada comunidade ou indivíduo.
1 Professora de Estudos da Produção Literária em Língua Inglesa da PUCPR, doutoranda em Estudos Literários pela UFPR, integrante do grupo de pesquisa CNPQ/PUCPR Leitura e Literatura: Teorias e Práticas
2 TODOROV, Tzvetan. A conquista da América : a questão do outro. 2 ed. Martins Fontes, São Paulo, 324 pp. ,1999
3 BRANDÃO, Helena H. Nagamine, "Catequese e colonização no discurso jesuítico". In: BARROS, Diana Luz Pessoa de. (org.) Os discursos do descobrimento . Edusp, São Paulo, 272 pp. , 2000
4 POLAR, Antonio Cornejo. O condor voa : literatura e cultura latino-americanas. Ed. UFMG, Belo Horizonte, 325 pp., 2000
5 SANTIAGO, Silviano. "O entre-lugar do discurso latino-americano". In: Uma literatura nos trópicos . Perspectiva, São Paulo, 1978
6 JECUPÉ, Kaka Werá. A terra dos mil povos : história indígena do Brasil contada por um índio. 3 ed. Peirópolis, São Paulo, 115pp., 1998
7 AUGÉ, Marc . O sentido dos outros : atualidade da antropologia. Vozes, Petrópolis, 172 pp., 1999
8 AUGÉ, Marc. op. cit.
9 BHABHA, Homi. O local da cultura . Ed. UFMG, Belo Horizonte, 394 pp., 1998
10 BHABHA, Homi. op. cit.
11 CANCLINI Culturas Híbridas : estratégias para entrar e sair da modernidade. 2 ed. Ed. da Universidade de São Paulo, São Paulo, 372 pp., 1998