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Imagens mostram o pluralismo na ficção e na realidade
Florita Rêgo (Faculdade de Olinda)
A formação do povo brasileiro teve, por base, a união dos povos indígenas e europeus, posteriormente os africanos. As mulheres disponíveis na época, em sua maioria, eram as índias, daí nossa hibridização brasileira com traços físionômicos de branco no Brasil. Sofrendo influência desse contexto social, a literatura produzida por brasileiros, consequentemente povoou esse universo ficcional com personagens mestiça, mulata, africana e européia registrando assim o "cadinho" étnico e cultural deste povo em formação.
Examinando a história/memória do povo brasileiro e a força da imagem nas palavras que nos leva a trilhar caminhos da pluralidade cultural, escolhemos o poema Marabá (1851) de Gonçalves Dias porque ele estabelece, ao mesmo tempo, um encontro com a Cultura onde o Outro está representado. O pluralismo na ficção/realidade é contemplado nas imagens e no discurso desse poema, através da beleza física das raças branca e indígena, além de sobressair as riquezas da flora, das aves e dos mares do Brasil.
Segundo os românticos, as cores e a luz dos trópicos deram uma marca particular à literatura nacional, uma vez que neste locus tropical apoiava-se a cara original da criatividade literária brasileira, originando desta maneira, o veio formador da literatura.
Em forma de balada, o poeta teceu a canção-história. Nela, ele procurou registrar a sensibilidade e o sentimento de seu povo. A angústia expressa nas palavras da personagem quando ela diz: "Eu vivo sozinha, ninguém me procura" (v.1), deixa claro o padecimento da marginalização que vai tecer o enredo no poema de estrutura narrativa, num processo de perguntas e respostas. Articulando o ritmo nas palavras, o poeta fortalece a história da índia-mestiça e reconhece o pluralismo na etnia e na cultura brasileira.
Analisando a origem da palavra Marabá , que é o título e o nome da personagem do poema, encontramos a explicação deste vocábulo no tronco tupi, que quer dizer: descendente de índia com francês. Era este o modo como se denominava o filho do prisioneiro e/ou do estrangeiro, filho da mistura, mestiço (BUENO:1998: 209). Segundo a tradição da cultura indígena, os índios mestiços eram desprezados pelos outros índios e o mesmo acontece com a personagem Marabá no texto.
O poema enfoca dois momentos líricos: um de ação e de exteriorização das vivências da personagem num processo de perguntas e respostas, nos sextetos; e outro, o de interiorização, de autocontemplação, nos quartetos. Há exceção nos dois últimos quartetos que constituem a conclusão. Nesses instantes, os movimentos rítmicos diferentes se alternam entre si e nos possibilitam lê-los, separadamente, uma vez que as estrofes conservam uma seqüência lógica.
Os seis primeiros versos da composição são diferentes dos demais porque além de introduzirem o poema, colocam a personagem em seu estado inicial de solidão e rejeição, como podemos apurar nos versos: "Eu vivo sozinha; ninguém me procura! / Acaso feitura / Não sou de Tupã!? (v. 1-3). O signo lingüístico usado, compõe o discurso híbrido e é demonstrado com as palavras de origem tupi-guarani, ou seja, "Tupá", que se encontra no poema, assim como a própria argumentação da personagem que assegura sua origem ligada ao Deus indígena, como sua descendente.
Com uma visão de miscigenação, o eu lírico, no primeiro quarteto, descreve os olhos da personagem e os compara com as riquezas que a terra de Pindorama possui. Ou seja, o poeta apossa-se de imagens que delineiam as riquezas naturais e as apresenta juntamente com as características físicas da personagem, que a identifica como estranha entre os nativos e os brancos, como podemos assinalar nos versos: "Meus olhos são garços, são cor das safiras / Imitam as nuvens de um céu anilado / As cores imitam das vagas do mar!" (v. 7, 9 e 10).
A idéia do entrelaçamento entre as etnias que simboliza o poema interage com os nossos antepassados históricos. Já o sentimento de isolamento e marginalização expressos pela protagonista Marabá nos versos: "Se algum dentre os homens de mim não se esconde / Se algum dos guerreiros não foge a meus passos / Respondem, anojado; mas és Marabá !" (v.4, 11 e 13), nos leva a perceber, nas fortes imagens, as inquietações da personagem diante das discriminações sofridas por ela ser um indivíduo plural em idéias, em conduta e em raça.
Face ao sujeito do enunciado, vimos que a personagem central apresenta traços identificadores da miscigenação tais como: "Teus olhos são garços / És alva de lírios / Quero antes cabelos bem lisos, corridos" (v. 12, 22, e 44), que ao mesmo tempo, encaminham o enredo textual para o tema da marginalidade do ser, visíveis no verso: "Mas são anelados; tu és Marabá" (v. 43). O poema expressa e retrata a formação de uma etnia brasileira, deixando patente o lamento do mestiço: "Se ainda me escuta meus agros delírios" (v. 21). Pela criação poética, o eu lírico expõe o seu pensamento e o materializa no debate com a representação do sujeito que vagueia pela terra, em busca do reconhecimento, da pluralidade do tronco identitário em que ele está inserido, especialmente quando diz: "Eu vivo sozinha, chorando mesquinha / Que sou Marabá" (v. 53 e 54). Ser mestiço é a identidade em construção da protagonista Marabá.
Com clareza o texto expressa o quanto de real trata a formação do povo brasileiro. As idéias refletidas em Marabá narram metaforicamente a história da colônia/nação versando a condição do mestiço, do negro e do índio que se depara ao mesmo tempo ocupando o lugar de ser livre e confinado. A pele, figura de identidade, área de fronteira entre o olhar do outro e o espaço íntimo, sugere ao leitor, observar nas palavras da personagem as suas características físicas que a torna diferente entre os nativos, presentes nos versos:
"Meus olhos são garços, são cor das safiras,
Têm luz das estrelas, têm meigo brilhar;" (v. 7 e 8).
"- É alvo meu rosto da alvura dos lírios.
- Da cor das areias batidas do mar" (v. 17 e 18).
"- Meus loiros cabelos em ondas se anelam,
- O oiro mais puro não tem seu fulgor" (v. 37 e 38).
Examinando a descrição física de Marabá, percebe-se que existe uma combinação harmônica entre a configuração corpórea e as palavras, que formam o corpo textual, donde o texto e o corpo fundem-se, tornando-se escritura. A pureza abstrata dessa configuração semiótica, embora não seja a nossa meta de análise, não posso me furtar da ressalva sobre o estilo de Gonçalves Dias que aplicou nesse poema, versos livres com sabedoria (grifo nosso), porque a seqüência lógica permanece na mistura dos versos citados que conservam a unidade de pensamento e a seqüência na argumentação, mesmo pertencendo a estrofes diferentes.
Notamos, ainda, que no poema estudado, o eu lírico está envolvido por uma visão ideológica da realidade e as idéias trabalhadas apresentam uma fusão do imaginário e do poder de transmitir sensação e emoção, com a natureza que purifica todo olhar e sentimento, sugeridos nos versos:
"-Têm luz das estrelas, têm meigo brilhar;" (v.8);
"Quero antes uns olhos bem pretos, luzentes" (v. 14);
"Um rosto crestado
Do sol do deserto, não flor de cajá" (v. 25 e 26);
"- As brisas nos bosques de os ver se enamoram" (v. 39).
No discorrer desta composição poética, constatamos tanto a dor quanto o sentimento de uma inadequação. Após tentativas repetidas da protagonista para compreender seu lugar e fazer-se reconhecer como igual entre os seus, o verso "...mas és Marabá" (v. 23), destrói todo o esforço desprendido ao recorrer à conjunção adversativa "mas" que introduz a idéia contrária e desmonta o argumento anterior, consequentemente devolve a índia-mestiça para um espaço de ninguém, sem raízes, sem reconhecimento de identidade, de qualquer natureza.
Na análise, detectamos que desde o título o hibridismo se faz presente no poema. Quando aplicamos o termo hibridismo, queremos esclarecer que ele se deve ao cruzamento das heranças legadas pelos indígenas e pelos colonizadores. O poema Marabá testemunha, assim, a convergência de estudos transculturais (grifo nosso), ou seja, ele oferece possibilidades para uma leitura interdisciplinar nas ciências da antropologia, da história, da sociologia, da biologia, da política, da lingüística, entre outras.
Há no texto palavras dos povos indígenas como: tupá, beija-flor, arasóia; assim como há questionamentos dos valores e da ideologia dos brancos europeus " Teus olhos são garços / Responde anojado; mas és Marabá" (v. 12 e 13); como da ideologia e valores dos indígenas "Quero antes um rosto de jambo corado / Quero antes o colo da ema orgulhosa" ( v. 24 e 34). Neste entendimento, contribui com o nosso juízo a afirmação: "a hibridez tem um longo trajeto nas culturas latino-americana" (CANCLINI: 1998: 326).
A identidade discutida marca o desrespeito ao diferente e coloca a personagem numa fronteira. A diferença evidenciada é marcada por representações simbólicas, e examinando os processos envolvidos com atenção e prudência, percebemos que:
A articulação social da diferença, da perspectiva da minoria, é uma negociação complexa em andamento, que procura conferir autoridade aos hibridismos culturais que emergem em momentos de transformação histórica. O direito de se expressar a partir da periferia do poder e do privilégio autorizados não depende da persistência da tradição; ele é alimentado pelo poder da tradição de se reinscrever através das condições de contingência e contraditoriedade que presidem sobre as vidas dos que estão na minoria. O reconhecimento que a tradição outorga é uma forma parcial de identificação (BHABHA: 1998: 20 e 21).
A dessemelhança do sujeito trabalhado no poema passa pelas características físicas e culturais e estão sob o controle dos poderes constituídos por nativos e colonizadores. As imagens refletidas nos permitem sentir que há um confronto identitário na personagem por sua aceitação em um dos troncos sociais que a originaram. A cor dos olhos, da epiderme e dos cabelos posiciona Marabá numa fronteira, num patamar de identidade não reconhecido nas classes sociais e entre as raças existentes. A personagem é rechaçada no texto pelos índios e debatida pelos europeus sem qualquer constrangimento por diversas vezes e podemos exemplificar com os versos:
"Tu és Marabá !" (v.6);
"Responde anojado; mas és Marabá:" (v. 13);
"Sorrindo responde, mas és Marabá:" (v. 23);
"Então me respondem; tu és Marabá:" (v. 33);
"Mas são anelados; tu és Marabá:" (v.43).
Várias exigências são feitas pelo interlocutor no solilóquio que ocorre no poema. Em toda composição impera às agruras de um ser que não tendo definido a sua identidade, se encontra em resistência por um espaço, que provavelmente teria direito. O texto pode exprimir uma fusão de pensamentos que simbolizam os planos dos rebeldes e audaciosos que persistem na luta e não baixam a cabeça diante das exigências que lhes são feitas, especialmente nos versos:
"Eu amo a estatura flexível, ligeira,
Qual duma palmeira" (v. 31 e 32);
"Quero antes o colo da ema orgulhosa,
Que pisa vaidosa,
Que as flóreas campinas governa, onde está" (v. 34-36).
Nos versos citados, pressentimos a marginalidade do diferente e vimos que Gonçalves Dias, numa postura revolucionária, na ficção, se valeu de uma figura feminina com voz, para desconstruir um discurso colonialista e patriarcal consolidado. Reivindica a personagem, a condição de sujeito pensante e se apropria da fala lírica para denunciar seu isolamento e discriminação presentes nos versos: " E as doces palavras que eu tinha cá dentro / A quem nas direi?" (v. 47 e 48).
Entre os discursos patriarcais não era concebido incluir a mulher, uma vez que baseados em teorias excludentes, não havia justificativa plausível que viesse identificá-la como sujeito produtor de conhecimento, muito menos de imaginá-las com direitos, porque deveres elas os tinha, haja vista o papel escolhido e designado à mulher pela sociedade, o de ser mãe e seguido de tudo concernente ao doméstico.
Em todo o percurso é denotado o esforço empreendido pela protagonista na busca de representar a beleza ideal do índio "As aves mais brancas, as conchas mais puras / Não têm mais alvura, não tem mais brilhar" (v. 19 e 20). O poeta, portanto, apresenta Marabá numa busca constante de identidade, por ela não ser nem índia, nem branca, mas mestiça. Paulatinamente, no decorrer do poema, a personagem se percebe diferente do seu povo e não só se declara mestiça, mas assume-se como tal: "... sou Marabá! (v. 54). Numa perspectiva de identidade do sujeito político, social e econômico, valho-me do estudo de Nadilza Moreira (1999:115), que explica a inter-relação entre o gênero, a raça e a classe. Por isso, consideramos o lugar ocupado pela personagem sem dissociá-la da análise de gênero e de outras categorias como identidade e raça.
Nos atendo a identidade com o seu significado, vimos que esta se apresenta de forma imaterial, porém imprescindível na individualização do ser. No século XIX, o discurso identitário privilegiava a existência dos brancos como raça que detinha mais prestígio na sociedade, e os demais, negros, índios e mulheres eram considerados como uma sub-raça, ou apenas como seres inferiores designados a obedecerem e servirem aos homens brancos. Naquela ocasião, segundo Zilá Bernd (1992:14), era conveniente construir a identidade a partir da cor da pele ou do biológico conforme experiências, fazendo-se conhecer por um único quadro de referência, visto que inumeráveis são os referentes que podem intervir para identificar um indivíduo. No poema, a identidade é tratada através da cor da pele, gravado no verso: "Quero antes um rosto de jambo corado" (v. 24).
Refletindo sobre a identidade, divisamos que ela "não pode afastar-se do [conceito] de alteridade (...) é impossível conceber o ser fora das relações que o ligam ao outro" (Cf. BERND: 1992: 15). Logo, a identidade coletiva, quando admitida na idade adulta, passa a ser compreendida pelo sujeito, uma vez que "é preciso encará-la como um conceito plural" (idem: 15). A idéia de construção de uma identidade nacional entendida como uma forma de reunir atributos que nos tornam únicos, singulares de outros povos foi desejada no século XIX. No entanto, só foi atingida, na ocasião, apenas na literatura nacional que representava a alma da pátria ou sua história. Numa perspectiva mais abrangente, a busca por uma identidade nacional e capacidade de unificar e de instituir a nacionalidade, sob uma coesão frente a possíveis fontes de diferenciação, deve partir do pressuposto de que é complexo estabelecer a identidade nacional em torno da raça.
O tratamento dado ao diferente na composição Marabá mostra-nos o pensamento ideológico da época e desmitifica a recepção direcionada ao outro. O conflito da fronteira representado pela personagem, quando a mesma não é acolhida como igual ou pertencente àquela etnia, demarca o posicionamento do eu lírico a todo momento no texto. Na dessemelhança do sujeito, embora permaneça em seu enfrentamento com suas contradições, é percebido que o encadeamento das lutas é constante e busca conferir poder aos hibridismos culturais.
O poema, ora analisado, contribuiu ao trazer a público o tema e seu enfrentamento com uma nova consciência diante do desigual, como também por apresentar uma postura de respeito para com o Outro. A história da humanidade apresenta uma cultura mesclada que vem sendo legada do Egito, passando pela Grécia e alcançando a cultura árabe. Por isso rematamos a idéia de que o sujeito que se encontra numa minoria, e que está no poema, deve lutar e defender seu espaço de ocupação, mesmo diante das contradições.
O entendimento de ser diferente vem, paulatinamente se descortinando para a personagem no texto, precisamente detectado quando ela, com o pensamento de índia diz:
Jamais um guerreiro da minha arasóia
Me desprenderá:
Eu vivo sozinha, chorando mesquinha,
Que sou Marabá ! (v. 51-54).
No ensejo, emerge a mulher que expõe seu desejo de possuir um guerreiro de sua tribo lembrada nas cores das penas que compunham sua arasóia. Neste instante, o eu lírico sugere a angústia que traspassa a personagem, ao mesmo tempo pode ser pressentido a alma guerreira que não se curva diante das exigências exaradas pelo poder dominante e declara estar em busca do aprazimento do seu desejo, materializado no linguajar trabalhado. Assume, sem medo de enfrentar os poderes que tentaram lhe restringir o espaço de sujeito e que buscaram enfraquecê-la ao discriminá-la e marginalizá-la.
O poema vem desconstruir o discurso que põe em evidência o fato do brasileiro ser um povo homogêneo, embora alguns autores tenham negado os valores de sua terra e das culturas indígenas, para defender um instinto de nacionalidade na literatura. Ao contrário desses autores, Gonçalves Dias demonstra claramente que o país, já no século XIX, tem a sua imagem plural devido ao seu contexto sócio-cultural. É desse modo que Marabá entre o real e o ficcional denuncia a existência de um ser diferente e cria um novo olhar para uma parcela de brasileiros diferenciados.
Marabá , portanto, torna-se a grande metáfora de um povo marginalizado dentro de sua própria nação. Com base na realidade em que o poema surgiu e foi colocado na história e na cultura no século XIX, além de refletir atitudes que não foram etnicamente assumidas no Brasil, nós continuamos a indagar acerca das personagens:
Iracemas, Lindóias, Moemas e Aracis, dos Jacis e Peris que representam o indianismo, [sob uma perspectiva] do branco, [e colonialista], mas que não traduzem a vontade profunda do brasileiro de perpetuar a convenção que dá a um país de mestiços o álibi duma raça heróica, RÊGO (1999: 35).
O poema nos desperta para repensar a diferença, para nos reconhecermos em nossas identidades múltiplas e híbridas que nos aproximam de Marabá, a filha da mistura, pois quem de nós brasileiro não é filho da mistura ? Esta também foi a compreensão e a descoberta de Marabá ao reafirmar ao longo do poema sua origem e sua etnia: "[Eu] sou Marabá !" (v. 54).
Em sua linguagem criativa, Gonçalves Dias expôs o sentimento nacional e a figura feminina rejeitada. Com este poema ele nos levou a uma releitura da memória, da história e da sociedade brasileira da época, povoada com os nativos, filhos da terra.
REFERÊNCIAS:
BERND, Zilá. Literatura e identidade nacional . Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1992.
BHABHA, Homi K. O local da cultura . Trads. Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis e Gláucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.
BUENO, Silveira. Vocabulário tupi-guarani, português . 6ª ed. São Paulo: Éfeta Editora, 1998.
CANCLINI, Néstor Garcia. Culturas híbridas . 2ª ed. São Paulo: EDUSP, 1998.
CASSIRER, Ernst. Linguagem e mito . Trads. J. Guinsburg e Miriam Schnaiderman. 4ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2000.
DIAS, Gonçalves. Marabá. In: CUNHA, Cilaine Alves. Cantos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
MOREIRA, Nadilza Martins de Barros. Gênero: uma possibilidade no horizonte da crítica. Graphos. Revista da Pós-Graduação em Letras - UFPB. vol. IV, n° 1. João Pessoa: Idéia, 1999.
RÊGO, Florita. Mito e identidade : a índia e a mestiça em Marabá de Gonçalves Dias. João Pessoa, 2003. 80p. Dissertação (Mestrado em Letras). Universidade Federal da Paraíba.
_____. Margens do indianismo em Gonçalves Dias e José de Alencar. Vitória de Santo Antão: 1999. 66p. Monografia (Especialização em Literatura Brasileira) Faculdade de Formação dos Professores da Vitória de Santo Antão.