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Travessia Aléfica
Kellen Dias de Barros Violento (UERJ)

Se os objetos mentais da filosofia, da arte e da ciência (isto é, as idéias vitais) tivessem um lugar, seria no mais profundo das fendas sinápticas, nos hiatos, nos intervalos e nos entre-tempos de um cérebro inobjectivável. 1

 

Ninguém melhor que Haroldo de Campos para figurar uma produção abismal, fragmentária. Sua obra se abre ao leitor como um cânion, que demanda um imenso esforço para atravessá-lo, sentí-lo; ora apresentando profundas descidas, ora forçando longas escaladas e ora, ainda, exigindo a construção de vária-ponte que permita a permanência do percurso.

Em A máquina do mundo repensada Haroldo vai além, faz uso de todos os campos das chamadas “idéias vitais” e nos presenteia com um poema iluminado pelos sóis da Ciência, da Filosofia e da Arte. Totalmente em sintonia com o paradigma estético do caos, incorpora fendas “aleatórias” no sistema determinístico poético 2, e submete as luzes dos conceitos filosóficos, científicos e artísticos ao prisma de versos ao estilo de Dante: decassílabos sob o esquema de terzina (estrofes compostas por três versos), adornados, ainda, por uma construção rimada complexa, bem ao gosto de Sousândrade e Odorico Mendes.

Nessa confluência de linguagens, insere mais um elemento diferenciador; como amante do estilo Barroco, Haroldo constrói um poema essencialmente alegórico. Mesmo não gozando do fundamento místico tal qual ao da poética barroca, não se limita a românticos simbolismos que se pretendem plenos de significados, mas, ao contrário, excita os sentidos através de concretos versos e abre portas para a plurisignificação, para a busca de nexos nos mais diversos campos do saber.

Inspirado por seu próprio fascínio pelo céu, já explicitado em obras como Galáxias e Xadrez de Estrelas , o poeta de Campos traceja um mapa da cosmologia desde sua influência ptolomaica até sua volubilidade quântica, enredando esse traçado numa reflexão autobiográfica. Em cursos de som e silêncio evidencia o desejo de compreensão do cosmos, que se apresenta como uma esfinge.

Alegorizando o enigma da criação, Haroldo faz evidente correspondência com a Trindade teológica através de constantes relações triádicas. A obra se divide em três partes e cada uma delas é composta por três instâncias, sendo as duas iniciais de proposição teórica e a terceira de questionamento das mesmas. Ocorre, também, um diálogo com a linguagem bíblica, alef, primeira letra do alfabeto hebraico, a língua de Deus, é usada, então, como alegoria do começo.

Inicia, então, a primeira parte se referindo A Divina Comédia 3, de Dante, e a Os Lusíadas 4, de Camões, obras que apresentam concepções completas do cosmos. O verbo “querer” em sua conjugação mais que perfeita indica o desejo que Haroldo tem de gozar da visão de um Universo estável como o do sistema creditado pelos poetas referidos. Principia o poema:

quisera como dante em via estreita

extraviar-me no meio da floresta

entre a gaia pantera e a loba à espreita

 

(antes onça pintada aquela e esta

de lupinas pupilas amarelas)

neste sertão – mais árduo que floresta 5

 

O poeta de Campos quer embrenhar-se na floresta infernal de Dante, encontrar-se com seus males de artista, alegorizados nas figuras da onça – incontinência – e da loba – fraude – e, enfim, subir ao monte que leva à visão de Deus e toda sua criação. Visão esta que só pode ser compartilhada por olhos cristãos e ptolomaicos, que tomam a Terra como centro e a divindade como gestora.

Sonhando com certezas, continua:

- quisera tal ao gama no ar a ignota

(camões o narra) máquina do mundo

se abrira (e a mim quem dera!) por remota

 

mão comandada – um dom saído do fundo

e alto saber que aos seres todos rege:

a esfera no éter do ultramundo 6

 

Confere-se, aqui, uma referência ao canto X d´ Os Lusíadas em que Vasco da Gama vislumbra um globo no ar, que se abre e revela todos os segredos da máquina do mundo. E o anseio dessa compreensão global se manifesta, neste trecho, não apenas pela presença do verbo “quisera”, mas também pela explícita auto-referência nos parênteses: “e a mim quem dera!”.

Tendo apresentado as duas vertentes de credibilidade em um sistema criado e mantido por uma inteligência superior e que tem por centro o planeta Terra, seguindo as teorias de Ptolomeu e Aristóteles; revela a recusa da especulação acerca do Universo lançando mão do poema A máquina do mundo 7, de Drummond, em que o eu-lírico baixa os olhos, “incurioso”, desdenhando a visão ofertada da maquinaria , segue vagaroso, “de mãos pensas”.

minto: menos drummond que ao desengano

de repintar a neutra face agora

com crenças dessepultas do imo arcano

 

desapeteceu: ciente estando embora

que dante no regiro do íris no íris

viu – alcançando o topo e soada a hora – 8

 

A postura desinteressada pelo mistério do universo é registrada pelos constantes prefixos de negação: des-engano, des-sepultas, des-apeteceu. A recusa é absoluta, Drummond rejeita a crença ptolomaica e, mesmo sua substituição por outro sistema, pois se nega a pensá-la, a vislumbrá-la. “e o ciclo ptolomaico assim termina...” (ibidem, 32).

A segunda parte, sobre a qual iremos nos debruçar mais detidamente, se desenvolve a partir da investigação das teorias que especulam os processos de funcionamento do universo. Diversas hipóteses científicas tentaram dar conta da complexidade do mundo e sua constituição e Haroldo, com o fim de testar sua agnose, se envolve no burburinho de sistemas, tentando aproximar-se da esfinge para desvendar o enigma.

Abandona, então, definitivamente o centro terreno e dança ao som da reverberação multi-milenar do big-bang. A palavra “bang” além de remeter à explosão, faz menção ao próprio som do explodir, o grande som de origem, que, de acordo com pesquisas norte-americanas, ainda irradia no Universo. Envolvido por esse som primordial, viaja, finalmente por teorias científicas:

já que quisera no límen do milênio

número três testar noutro sistema

minha agnose firmado no convênio

 

que a nova cosmofísica por tema

estatuiu: a explosão primeva o big-

- bang – quiçá desenigme-se o dilema! 9

 

No terceiro verso da segunda estrofe, destaca-se uma palavra poética, neologismo perfeito dos conceitos que permeiam todo o poema: o prefixo “des” - marcando a negação de toda teoria, a dúvida; “enigma”- o próprio mundo como peça obscura e excitante; “desenigma” - remetendo ao desejo de decifração; “desenig me ”- a troca da vogal “a”, pela “e” na última sílaba indica uma relação com o pronome oblíquo átono “me” fazendo-nos pensar em uma ação voltada para o próprio poeta, que se enreda numa busca pessoal de desvendamento do mistério, como se a resposta procurada fosse apenas uma que, dentre tantas outras, o saciasse particularmente; e, finalmente, o “se” registrando a indeterminação do sujeito-teoria descobridor.

Haroldo continua, e sua investigação sonora não perde de vista o seu par oposto: o silêncio, hiato, fenda, diferença necessária para existência de todo semelhante.

quem à mundana máquina se ligue

já não há: o cosmólogo “ruído

de fundo” diz – irradiação repique

 

do primigênio estrondo do inouvido

explodir que arremessa pó de estrelas

fervente caldo cósmico expandido 10

 

O “ruído de fundo”, som imperceptível, é o registro do maior estrondo, big-bang, que, porém nunca foi ouvido; é o barulho imaginado pelo homem-inteligência recriando seu início.

Considerando o big-bang, dispensa concepções místicas e focaliza a imensa estrela, astro-rei, já no centro do carrossel estelar.

já galileu – aquele que heliocentra

o sistema – chegou depondo a terra

do seu trono senil que só sustenta

 

uma ciência obsoleta: o sábio a exterra

e a faz descer na escala de grandeza:

ei-la – abatido o orgulho – feito perra 11

 

Guiado pela luz do sol, posto ao centro por Galileu, Haroldo chega à “maga lanterna” de Newton, que ilumina os processos internos da Terra, como quem abrisse a caixa preta da engrenagem no mundo. A mecânica ganha foros de “inteligência divina” com a qual é engenhado o mundo, grande relógio de peças automoventes. E nessa relação de causa e efeito absoluta, no comando silencioso da corda das engrenagens, surge o dâimon de Laplace, inteligência supra-humana, que conhecendo a posição e condição de todos os corpos do universo, seria capaz de vislumbrar passado, presente e futuro, numa luz cinematográfica, flash revelador.

o dâimon-sabe-tudo esse plusdemo

de laplace que vê antecipado

o futuro e o pretérito cinemo-

 

-graficamente em flash-back repassado

(aquele em ­ flash-forward súbito lê:

demiurgo matemático imutado 12

 

Mas Einstein desestabiliza o deus-relojoeiro e, desenhando a gráfica curva do espaço-tempo, revela uma nova dimensão, a ordem universal agora é relativa, a probabilidade, mais que a certeza, é capaz de revelar o mistério. Além do mais, a análise dos elementos revela que em estado natural vence a desordem. Sendo assim, a certeza determinista do demônio de Laplace cede lugar a volubilidade das estatísticas.

– einstein encurva o espaçotempo e o demo

determinista e previsor remove 13

 

Tendo Haroldo apresentado a teoria delimitada da mecânica e suas forças e a relatividade pluridimensional, lança a dúvida, a autonegação einsteniana:

(...)

mas einstein que soubera decifrar

 

o enigma do espaçotempo e o turno

encurvado da quarta dimensão

ante o indeterminismo – taciturno –

 

recua em busca da una-explicação

que enfim desdiga essa heresia dos quanta

no princípio-incerteza vê a ilusão 14

 

Einstein também recusa, taciturno como Drummond, vislumbrar a máquina do mundo. Já não a reconhece, pois ela perdeu suas formas definidas. O grande gênio nega a heresia do aleatório em busca de uma explicação totalitária, quer ver a face de um deus-cartógrafo, que “não joga dados”, como argumentava.

No final dessa segunda parte, não temos teorias defendidas, tocados em nossos sentidos pelo som e o silêncio, pela luz e a escuridão encaramos a esfinge universal armados de diversos saberes, mas, ainda mudos, sem respostas nessa brincadeira de charadas.

A terceira e última parte do poema se compõe por uma explosão de referências científicas que investigam o ponto zero, o instante de criação do universo. Guardando um caráter extremamente sensível, o cosmos é relacionado, mais uma vez, ao som, e aos olhos é sempre exigido ver. Um jogo de nascimento e morte se confere e a relação autobiográfica se faz notar de forma mais efetiva.

berçário do universo se gerando:

recorre aqui o big-bang – o começo (?)

de tudo – borborigma esse ur -canto

 

ou pranto primordial: primeiro nexo

radiocaptado por humano ouvido

da explosão parturiente – seu reflexo

 

espelhado em rumor: prévio ao estampido

fôra o que? Porventura um tempo-zero

de cósmea densidade ensandecido

 

ao mais extremo? Ensimesmado em mero

zerar-se o enigma – esfinge naticega –

sem perguntar-se cala seu mistério 15

 

Nesse trecho ocorre o encontro de duas vertentes sensoriais do poema, na interrogação da explosão parturiente, o reflexo a ser visto é espelhado em rumor, é o ver-ouvir o bang inicial questionado-se acerca do pré-início. E em meio a sons e visões primordiais, diante da esfinge naticega e, portanto, incapaz de formular questões por não ter sido dado a ela ver a origem, só é possível calar o mistério em silêncio profundo.

Haroldo não perde o direcionamento teológico; mesmo quando seu foco poético é científico, o mistério da criação não descortina seu véu mais espesso, sendo assim, a figura divina é preponderante mesmo em meio a massas incandescente. Numa retomada do Gênesis atenta para instante inicial.

shamáyin / “fogoágua” – lê-se: do céu mítico

nome – do céu à terra sobre-assente

(glosa de ráshi atento para o vívido

 

étimo da palavra) ou comburente

cristal em torno fluido do sublime

trono divino – pré-visão do quente

 

big-bang cuja presença se define

à radio-escuta humana e configura

ao olho-mente quase um tele-filme 16

 

Shamáyin , do Hebraico, normalmente traduzida como “céu”, é fragmentada por Haroldo que, seguindo os estudos de Henri Meschonnic, vê no vocábulo uma composição de esh “fogo” e máyim “água”, o que indicaria a imensa mistura de elementos ocorrida na grande explosão. O “fogoágua” ou cristal comburente, em torno do trono divino, como a pré-visão da explosão parturiente, Deus sendo posto, portanto, antes do início.

Haroldo atenta, ainda, para a recriação humana do Universo. Como lá não estávamos para presenciar o instante primeiro, nos embalamos nos ruídos reverberantes do big-bang e com nosso olho – com memórias de imagens – e mente – com potencialidade criativa – construímos um tele-filme, absolutamente ficcional de um mistério há milênios perseguido, mas nunca decifrado.

- mas depois do depois que vem? uma épica

desastre de astros? lapso de gigântea

(super) estrela azul? dançante poética

 

do universo? inestática vibrância?

ocaso de escarlate supernova

ora estrela de neutros em vacância

 

a esvanescer-se quando posta à prova

de resistência à gravidade e à negra

voragem sucumbindo? O que essa cova

famélica seduz pronto encarcera

(até a mesma luz quando esta o invade

o furo opaco a deslumina e anegra) 17

 

Do silêncio sobre o início, passa à investigação da morte. Terá um fim esse Universo? Irá se expandir infinitamente até resfriar-se por completo? Irá condensar-se e gerar uma nova explosão? Ou será absorvido por um imenso buraco negro que consome até mesmo a luz? É valido destacar que a luz do estouro primeiro, do sol, da lanterna e, até mesmo do filme só é esvaecida quando o poeta trata da morte, a escuridão.

Vendo seu tempo de criatura sideral entardecer, reflete:

- retorno então à estreita via (quem há-de

esquecê-la e ao sertão entreveredas

por onde ela se enfia?) – faz-se tarde

 

no meu tempo terráqueo: três estrelas

(não mais feras) anãs – a rubra a albina

a nigra – me vigiando sentinelas

 

aziagas em esgares letais – sina-

-sentença minha sendo o perseguir

a reflexão sem cura – dom? estigma?

 

- que me fez questionar e perquirir

o pêlo no ovo o chifre na cabeça

do cavalo e me impele ao ver-ouvir 18

 

Já, como mencionado na primeira parte do poema, com 70 anos, o poeta sente seu tempo chegar ao fim, analisa sua sina de artista e, ao contrário de Drummond e Einstein, nada nega. Continua em sua busca, que não sabe ser um dom ou estigma, mas sente ser inevitável.

Como artista afasta-se da doxa, da opinião, e estranha o mundo, inquire sua configuração e suas faltas, como lunáticos que ganham tempo em questionamentos tidos como inúteis. Baseado em expressões populares como “procurar chifre na cabeça de cavalo” Haroldo vai contra o popular criando uma poesia requintada e múltipla, rara até mesmo entre outras do mesmo gênero.

E tomado pelo seu infindável perquirir, arremata:

(...)

e torno agora ao ponto em que parei –

 

nem ao antes pré-antes o percurso

nem a névoa que o após-do-fim esfria

me conduziu: estou qual no ante-curso

 

na véspera de entrar na estreita via

do meu desígnio estava – duas panteras

aquela mais leopardo esta (eu diria)

 

mais lince em salto elíptico – duas feras

na ponta do ultrafim e na do início

aquém-do-início as duas estatelam-se

 

retidas no ar bordando o precipício

da dúvida que nem sequer a dúbia

pergunta sabe pôr como exercício

 

do mero perguntar – tudo se turva! 19

 

Sem respostas, ao final do percurso, sente-se como se não o tivesse percorrido. Grande enigma ainda se atesta, no aquém do início as feras se encontram, vindas do ultrafim e do começo, paradas no ar marcam a dúvida que tudo turva.

Após tantas veredas caminhadas, teorias testadas, teses negadas, a junção dos contrários, o encontrar do nexo partido.

(...)

sigo o caminho? busco-me na busca?

 

finjo uma hipótese entre o não e o sim?

Remiro-me por dentro? vou de mim

 

Para fora de mim tacteando o nexo?

observo o paradoxo do outrossim

e do outronão discuto o anjo e sexo?

 

O nexo o nexo o nexo o nexo o nex 20

 

Encerrando o poema, Haroldo desestabiliza o sentido concreto e fechado de toda produção do saber. Mesmo fazendo uso das “idéias vitais”, ainda segue sem o nexo. Travando uma comunicação com a clássica afirmação de Newton: “as minhas hipóteses não são fingidas”, questiona se não deve fingir uma, já que tantas realidades absolutas fixadas no tempo foram desmentidas, o que denuncia que guardavam certa face de fingimento. Firmando sua incerteza continua perquirindo, apesar dos paradoxos, ainda discute o sexo dos anjos.

E numa ordem sem fundo, constrói um último verso caótico, de elementos aleatórios e infinitos, livres nas mais variadas interpretações. Cria um efeito grafemático no primeiro “O”, que alegoriza o zero, o nada, o início; que remete à circularidade temporal e poética do próprio verso e que serve como ponto contínuo à última palavra “nex”.

Ainda há de se destacar que a repetição da palavra “nexo” nos faz pensar na insistência humana em buscar o tão sonhado nexo das coisas. E que o termo “nex”, do Latim, morte, indica o fim do verso que volta ao seu início O zero, O infinito, como fênix renascida das cinzas, ser eterno e indecifrável.

O poeta Haroldo de Campos promove em A máquina do mundo repensada um diálogo perfeito entre várias áreas do saber, cria com a produção humana em suas mais diversas faces, não formando catálogos e tratados, mas com a linguagem poética que nos desestabiliza e nos insere nesse espaço-platô de potencialidades humanas.

 

DELEUZE, Gilles, GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? Lisboa: Presença, 1992, 183

Referência à definição de Caos desenvolvida na Conferência Internacional sobre o caos, patrocinada pela Royal Society de Londres: “Comportamento estocástico que ocorre num sistema determinístico” ( apud STEWART, Ian. A nova matemática do caos. Rio de Janeiro: Zahar, 1991, 23)

ALIGHIERI, Dante. A divina comédia . São Paulo: 34, 1998

CAMÕES. Os Lusíadas. Rio de Janeiro: Ediouro, s/d

CAMPOS, Haroldo. A máquina do mundo repensada . São Paulo: Ateliê, 2000, 13

ibidem, 19

ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética . Rio de Janeiro, 1998

CAMPOS, Haroldo. A máquina do mundo repensada . São Paulo: Ateliê, 2000, 31

ibidem, 37

ibidem, 38

ibidem, 41

ibidem, 46

ibidem, 45

ibidem, 51, 52

ibidem, 62 a 64

ibidem, 67, 68

ibidem 70 a 72

ibidem 72 a 74

ibidem, 91 a 94

ibidem 96, 94