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Um roteiro para As minas de prata
José Antonio Andrade de Araujo (UFF)
"Tudo neste mundo é precário, ainda o que mais sólido se afigura" 1
No desenvolvimento de pesquisa sobre a obra de Simão de Vasconcelos (1596-1671) encontramos informações que julgamos úteis para a elaboração de roteiros para As minas de prata , de José de Alencar. Os roteiros a que nos referimos são aqueles proporcionados por diferentes abordagens e enfoques do discurso em análise. Nesse sentido, entendemos que ao elaborar o discurso o autor estabelece um roteiro para a sua enunciação, como parte de uma interação, em que o destinatário faz parte do grupo social que o autor pretende atingir 2. O leitor, outra parte da interação, resgata a significação, com base nos seus conhecimentos e experiências, e estabelece o roteiro para a sua compreensão ativa 3. Essa interação, sempre orientada por um conjunto de valores, pode ser assim resumida:
O leitor, de sua parte, renovará, com seu trabalho produtivo, o trabalho de produção de significações do autor. Ele também procederá por seleção e combinação, ao decidir ente significações divergentes que se fazem possíveis; poderá acatar a força da tradição das significações naturais ou inovar, dando passagem a novas experiências ainda não verbalizadas. Sua leitura igualmente obedecerá a matrizes de valores, que, a cada leitura serão postas em xeque, alargadas ou modificadas, negadas ou reafirmadas, pela força de sentido do texto lido e introjetado 4.
Assim, resgatamos um roteiro, dentre outros possíveis, que tem início com a primeira edição de As minas de prata 5. Os nove primeiros capítulos desse romance foram publicados no volume III da Biblioteca Brasileira , em 1862, a convite de Quintino Bocaiúva, e complementados por dez capítulos publicados no volume V. Essa primeira parte de As minas de prata , com alterações, acrescida de uma segunda e terceira partes foram publicadas por Garnier, em 1865 e 1866.
Valéria de Marco, em A perda das ilusões (1993), chama a atenção para o que foi subtraído da primeira parte de As minas de prata , publicada em 1862, na nova edição realizada pela Garnier em 1865-1866: Alencar "retirou as notas que davam o caráter sério concedido às narrativas extraídas de respeitosos documentos históricos" 6. Essa escolha de Alencar, num movimento contrário ao inaugurado anos antes em O guarani (1857), com as suas sessenta notas, e reiterado posteriormente nas cento e vinte e oito notas de Iracema (1869) e nas setenta e cinco de Ubirajara (1874) 7, indica que o autor, em As minas de prata , não quis dar um cunho de verdade histórica ao romance, porque: "a escrita das notas é uma prática corriqueira entre historiadores, que objetivam mostrar a solidez de sua pesquisa. Quando um autor apresenta um relato das fontes usadas, está procurando absorver delas a legitimidade do seu trabalho" 8. A ausência do narrador histórico em As minas de prata corrobora a indicação de Valéria de Marco de que "Alencar parece sugerir que seu romance, aparentemente descompromissado com a verdade, intencionalmente colocado no mundo de faz-de-conta das aventuras, pode ser um similar do conto de fadas de Joaninha" 9.
Na primeira publicação de As minas de prata , no capítulo VI da primeira parte, Vaz Caminha conta para Estácio Dias a história das minas de prata. Nessa edição, esse capítulo apresenta três notas. Na segunda nota o autor diz que, segundo B. da Silva Lisboa, em Anais do Rio de Janeiro , Robério Dias morreu na Espanha, e que ele preferia seguir a versão de Sebastião da Rocha Pita, em História da América Portuguesa , sobre o destino de Robério Dias. Alencar reproduz os parágrafos 90 a 92, do livro terceiro, da História da América Portuguesa , para que o leitor possa "conhecer até que ponto seguimos a tradicção, e verdade historica" 10.
As informações publicadas por Sebastião da Rocha Pita, em História da América Portuguesa , sobre Robério Dias, utilizadas por José de Alencar em As minas de prata , eram incorretas como demonstrou Pedro Calmon em O segredo das minas de prata 11. Talvez por ter dúvidas em relação à versão de Rocha Pita, Alencar tenha alterado o título do capítulo VI que, na edição de 1862, era "Que dá a melhor versão da história do célebre Robério Dias", para o título "Que dá uma versão da história do célebre Robério Dias", conforme aparece nas edições posteriores, ou seja, Alencar substituiu o que ele havia chamado inicialmente de "melhor versão" para apenas "uma versão".
A história das minas de prata é outra e começou com o nascimento em 1558 de Belchior Dias Caramuru [ou Moréia], filho de Vicente Dias de Beja e Genebra Álvares, segunda filha de Caramuru e Catarina Álvares. Em 1619, Belchior Dias Moréia assinou um acordo com o governador Luis de Sousa para a descoberta das minas de prata, o que acabou não acontecendo. O governador retornou para a Bahia levando Belchior Dias Moréia preso, cobrando dele 9 mil cruzados pelas despesas da jornada 12. Belchior ficou preso dois anos e com ajuda dos parentes pagou a dívida. Foi solto e voltou às suas terras no rio Real onde faleceu em 1622, deixando "as notícias daqueles descobrimentos sepultadas com a sua morte" 13.
O filho de Belchior, Robério Dias, teve uma filha única, Lourença Dias, casada com Paulo Araujo, e "destes foi filho Belchior de Afonseca Saraiva Dias Moréia - que, por seu morgado, seria vulgarmente chamado de coronel Muribeca" 14. Dessa forma, Moribeca ou Muribeca era o nome das terras do neto de Robério Dias e bisneto de Belchior Dias. O neto de Robério Dias morreu por volta de 1711, sem filhos, extinguindo a família dos Moréia 15. Após a morte do último Moréia, a fama das minas de prata e de Muribeca continuaram aparecendo, de tempos em tempos, na voz e na lembrança do povo.
No século XIX, foi encontrado o manuscrito "Relação histórica de uma cidade oculta...", escrito pelo coronel João da Silva Guimarães, em 1753. O cônego Januário da Cunha Barbosa publicou-o na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, tomo I, 1839, p. 150-155, "fazendo preceder o impresso de algumas palavras tiradas a Rocha Pita. Queria dizer que o papel se reportava às minas de Robério Dias" 16. Pouco tempo antes, em 1836, encontrou-se ouro e, em 1841, foram descobertos diamantes na região que passou a ser conhecida como Chapada Diamantina 17. As notícias dessas descobertas e da busca da cidade oculta estão documentadas na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro 18. Assim, podemos resumir que na década de 1840, quando o jovem Alencar ainda estudava no Rio de Janeiro, circulavam as notícias das descobertas de ouro e diamantes, na Bahia, e a sua associação com as minas de Robério Dias e Muribeca, o que a Revista do IHGB registrava e disseminava.
Na trama elaborada por José de Alencar para o romance As minas de prata , o herói Estácio Dias busca recuperar o roteiro para as minas de prata, descobertas pelos seus ancestrais, e que fora furtado de seu pai. Da mesma forma que Estácio Dias, o padre jesuíta Gusmão de Molina, o vilão da história, tenta obter o roteiro. O objetivo de Estácio Dias era limpar a memória de seu pai, Robério Dias. O objetivo do padre Molina era o generalato de sua ordem e, talvez, o pontificado 19.
Alencar compõe a personagem de Molina, de forma intensa, competente e realista, o que traduz na interpretação de Socorro Vilar uma "mentalidade antijesuítica" 20. A autora faz referência ao "provincialato 21 do jesuíta Claudio Acquaviva - a quem se atribuía a elaboração do Monitoria secreta ou instruções secretas dos padres da Companhia de Jesus " 22. O Monitoria secreta 23 apresenta na capa a informação de que foi "composta pelo padre Claudio Aquavivei". É um livreto traduzido de uma das várias versões dos Monita secreta , cuja publicação original data de 1614: "No mês de Agosto desse ano, um opúsculo impresso em latim e intitulado Monita privata Societatis Jesu , com a menção do lugar de impressão falso, Notobriga , e a data igualmente falsa de 1612, circula em Cracóvia, capital do reino da Polónia" 24.
As investigações ordenadas pelo Bispo da Cracóvia, em 1615, convocaram perante o tribunal da Inquisição Jeronimo Zahorowski, que fora expulso da Companhia de Jesus em 1613, como suspeito da autoria dos Monita . O livro foi condenado pelo bispado da Cracóvia, em agosto de 1616, condenado pela Inquisição em Roma e incluído no Index Librorum Prohibitorum nesse mesmo ano 25. Apesar das proibições, ou incentivadas por elas, surgiram várias reedições em latim, no século XVII, e traduções para o francês, alemão, espanhol, inglês e italiano. Uma publicação anônima, de 1786, Exposição provisória do jesuitismo dos nossos dias, dos rosacruzes, dos fazedores de prosélitos e das associações religiosas , atribuiu ao Geral dos jesuítas Cláudio Aquaviva, a autoria dos Monita secreta que igualmente aparece como autor em algumas das edições dos Monita secreta do século XIX, como é um exemplo a publicação do Monitoria secreta , de 1827, no Rio de Janeiro. A extinção da Companhia de Jesus, em 1773, e a sua restauração, em 1814, ensejaram uma explosão editorial dos Monita secreta no século XIX, sendo que algumas edições alcançaram vinte mil exemplares 26.
No Brasil, o cônego Dr. Joaquim Caetano Fernandes Pinheiro, em artigo publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1855, "Ensaio sobre os jesuítas", afirma que em viagem à Europa modificou suas idéias sobre os jesuítas. Na sua nova concepção a "companhia de Jesus" foi inicialmente dirigida por santos e que a partir do generalato de Claudio Aquaviva passou a ser conduzida de forma política: "faziam o mais repugnante e monstruoso consorcio da Religião com a sciencia de Macchiavelli" 27. Prossegue afirmando que os cinco Gerais que se seguiram a Aquaviva "serviam de doceis e passivos instrumentos nas mãos de alguns poucos homens, que possuiam o segredo, depositarios da monita secreta 28, [...] serviam-se d'autoridade illimitada, [...], para satisfazer aos seus caprichos, e saciarem quiçá as suas vinganças" 29.
O cônego J. C. Fernandes Pinheiro conclui o seu ensaio afirmando ser contrário à restauração da Companhia de Jesus. Nove anos após a publicação desse artigo, o mesmo cônego é o responsável pela introdução e notas da segunda edição da Crônica da Companhia de Jesus 30, de Simão de Vasconcelos, publicada no Rio de Janeiro. Na introdução, o cônego reafirma as idéias que professou no ensaio anterior, isto é, de que a história dos jesuítas é caracterizada por duas épocas, "a dos santos e a dos políticos", e que discorda da restauração da Companhia de Jesus. Essa edição apresenta muitos erros, da mesma forma que a terceira edição 31, como mostramos em trabalho anterior 32.
Pelo que foi exposto, podemos concluir que, em meados do século XIX, quando Alencar escrevia As minas de prata , havia, no Rio de Janeiro, um movimento antijesuítico tanto no meio religioso quanto no meio intelectual.
A esta altura, convém esclarecer ao leitor qual é o conteúdo dos Monita secreta . Podemos dizer que se trata de um livreto que apresenta um conjunto de recomendações que deveriam ser seguidas por uma espécie de sociedade secreta existente na Companhia de Jesus. As recomendações dos Monita secreta se fazem no sentido de estabelecer normas de relacionamento entre os membros da suposta parte secreta da Companhia e determinados grupos como: os poderosos (reis, príncipes, mercadores, etc), as viúvas ricas, os membros da Companhia e os outros religiosos. As regras propostas pelos Monita secreta visariam obter, a qualquer custo, poder e recursos para a Companhia de Jesus, seguindo a máxima de que o fim justifica os meios.
José de Alencar explorou as recomendações dos Monita secreta na elaboração de As minas de prata , como podemos constatar em vários trechos da obra e na construção da personagem do padre Gusmão de Molina e de outros jesuítas. Antes de abordar esses aspectos, é interessante observar como Alencar cria um clima que, gradualmente, induz o leitor a associar os padres jesuítas professos a membros de uma sociedade de caráter secreto semelhante, por exemplo, à maçonaria. Exemplo disso é o cumprimento que o padre Molina faz ao provincial, logo após a sua chegada: "no momento de beijar-lhe a mão, dera-lhe o toque simbólico do grau de professo , e tanto bastou para que o superior não lhe dirigisse uma só pergunta e o acolhesse como filho da casa" 33. O uso de sinal simbólico de identificação é uma das características das sociedades fechadas, ou secretas, como forma de reconhecimento de seus membros, sem que os demais presentes, ou não iniciados, percebam o fato. Num outro trecho, Alencar transformou os consultores - padres professos de três ou quatro votos 34, que formam um grupo de até quatro membros, de caráter consultivo, para assessorar o Provincial ou o superior de uma Casa - num capítulo secreto 35.
Alencar descreveu inicialmente o cartório como uma sala reservada para a guarda de "papéis de importância, a escrituração mercantil e o cofre da comunidade" 36, e, em seguida, estabeleceu um caráter secreto ao aposento quando era utilizado, na calada da noite, para as reuniões do capítulo, dizendo que "o som da voz ou dos passos por mais forte que fôsse morria abafado e não transpirava" 37. Nessas operações, Alencar incorporou a idéia de que os padres professos do quarto voto seriam membros dessa espécie de sociedade secreta e que se reuniam em sala à prova de som, no interior da Companhia de Jesus.
Por outro lado, José de Alencar mantém o caráter ficcional da obra ao relatar a comunicação do Geral dos jesuítas com a nomeação do padre Molina como Visitador, acrescentando que "depois do P. Inácio de Azevedo, morto em 1569 às mãos dos corsários huguenotes, [...] nenhum outro assistente fôra mandado ao Brasil" 38. Esta última informação é incorreta, uma vez que o padre Cristóvão de Gouveia atuou no Brasil como Visitador entre 1583 e 1589 39 e o padre Manuel de Lima, atuou no mesmo cargo, entre 1607 e 1610 40, este último no mesmo período que o padre Molina atuava como Visitador. Este trecho do romance enfatiza o caráter ficcional da obra e mantém o clima de faz-de-conta.
A exploração das recomendações dos Monita secreta por Alencar levou em conta um dos pontos enfatizados como tarefa dos seus membros, que seria assumir a orientação espiritual dos poderosos, dos ricos e das viúvas ricas. Essa orientação espiritual é considerada tão importante que é abordada em vários trechos dos Monita secreta , e tem um capítulo integralmente dedicado ao assunto 41. Ela pode ser encontrada no discurso do Reitor do Colégio da Bahia, identificado como padre Nunes 42 por Alencar, na reunião do capítulo quando diz que uma "dama espanhola", que ainda não conseguiu ouvir em confissão, "é possuidora de imensa riqueza, que de seu pai herdou, e não está longe de, mesmo em vida, fazer doação dela à Companhia." 43.
Se para os poderosos e ricos as diretrizes dos Monita secreta para o controle espiritual eram importantes, para as viúvas, as regras eram ainda mais enfáticas em algumas edições, como podemos constatar na de 1827 44. A importância dada às viúvas, pelo autor dos Monita secreta , pode ser deduzida pelos três capítulos integralmente dedicados ao assunto.
Alencar oferece um excelente exemplo da aplicação do capítulo VIII - O que se deve fazer para que os filhos e filhas das viúvas abracem o estado religioso ou devoto - dos Monita secreta , quando o padre Figueira sugere que Elvira, filha de D. Luísa, "essa menina, se já não sente, é natural que venha a sentir breve, irresistível vocação para o claustro; e então..." 45 a mãe poderia dispor livremente dos seus bens. Posteriormente, Alencar transforma essa intenção em realidade através de um artifício do padre Figueira, que recebe o "voto solene" de Elvira consagrando-se a uma ordem religiosa como freira, sem que ela o proferisse 46. No diálogo do padre Figueira com Elvira, Alencar explora a ingenuidade da personagem da mesma forma que no episódio de admissão de Estácio na Companhia de Jesus 47.
O padre Manuel Soares, que Alencar reputa como "ilustre cronista da Província do Brasil" 48 não consta da relação de escritores elaborada por Serafim Leite 49, o que, mais uma vez, reforça o caráter ficcional do romance. A grande obra desse "ilustre cronista" era uma Memória sobre as minas de prata, que o padre Molina leu durante uma noite e da qual arrancou uma página. O conteúdo dessa página, arrancada da Memória do padre Soares, é revelado apenas no terceiro volume do romance: a localização aproximada das minas de prata obtida através da confissão de Gonçalo Inhuma, um dos membros da expedição de Robério Dias 50. Pelo seu conteúdo percebemos que Alencar criou para o padre Soares um comportamento que seguia a regra dos Monita secreta relativa à confissão 51. Além disso, o fato de o padre Soares registrar o conteúdo da confissão, escrevendo sua Memória , figura como quebra do segredo confessional. O comportamento desse jesuíta, assim como dos demais, não deixa dúvida de que Alencar buscou nos Monita secreta a inspiração para elaborar a sua ação. Todavia, o autor criou um paradoxo na única referência aos Monita secreta no romance, quando afirma que: "o jesuíta, quando fosse obrigado a escrever, ensinava a Monita Secreta , que escrevesse o menos possível, só quanto bastasse para ser entendido" 52.
A afirmação do narrador, de que o padre Molina é "versado" nos Monita secreta , não pode ser posta em dúvida uma vez que as ações da personagem parecem seguir os preceitos dos Monita secreta . O padre Gusmão de Molina é um profundo conhecedor dos Monita , porém parece que o criador da personagem e o narrador desconheciam o seu conteúdo, se considerarmos a inexistência nos Monita secreta de qualquer referência à escrita ou ao modo de escrever do jesuíta. Essa referência pode ser mais uma indicação do caráter ficcional da obra, ou é um enigma preparado por Alencar a espera de um roteiro que o decifre.
Palavras do padre Gusmão de Molina (ALENCAR, José de. As minas de prata . Rio de Janeiro: José Olympio, 1951. 3v. Volume 2, p. 413).
BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem . 9ª ed. São Paulo: Hucitec, 1999. p. 112.
RIBEIRO, Luis Filipe. Mulheres de papel : um estudo do imaginário em José de Alencar e Machado de Assis. Niterói: EDUFF, 1996. p. 43.
ALENCAR, José de. As minas de prata : continuação do Guarany. Rio de Janeiro: Typographia do Diario do Rio de Janeiro, 1862. BIBLIOTECA BRASILEIRA, vol. III.
MARCO, Valeria de. A perda das ilusões : o romance histórico de José de Alencar. Campinas: Editora UNICAMP, 1993. p. 148.
ABREU, Mirhiane Mendes de. Ao pé da página : a dupla narrativa em José de Alencar. 2002. 185 f. Tese (Doutorado em Letras) - Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 2002. p. 4-5.
CALMON, Pedro. O segredo das minas de prata . Rio de Janeiro: Editora A Noite, 1950.
CALMON, Pedro. A verdade das minas de prata. In: ALENCAR, José de. As minas de prata . Rio de Janeiro: José Olympio, 1951. 3v. Volume V, p. 19-25. p. 21.
Temos como exemplo, a carta de 1/6/1844 do cônego Benigno José de Carvalho e Cunha, que trata da tentativa fracassada de encontrar a cidade oculta, publicada nas páginas 318-321 do volume VI, de 1844, da Revista do IHGB.
VILAR, Socorro de Fátima Pacífico. A invenção de uma escrita : Anchieta, os jesuítas e suas histórias. 1999. Tese (Doutorado em Letras) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo. 1999. p. 14.
Claudio Aquaviva não foi Provincial, mas Geral dos jesuítas entre 19/2/1581 e 31/1/1615 (BANGERT, William V. História da Companhia de Jesus . São Paulo: Edições Loyola, 1985. p. 635).
AQUAVIVEI, Claudio. Monitoria secreta ou instrucções secretas dos padres da Companhia de Jesus . Rio de Janeiro: Typographia de P. Plancher-Seignot, 1827.
FRANCO, José Eduardo; VOGEL, Christine. Monita secreta - Instruções secretas dos jesuítas: história de um manual conspiracionista. Lisboa: Roma Editora, 2002. p. 23.
PINHEIRO, Joaquim Caetano Fernandes. Ensaio sobre os jesuítas. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (RIHGB), Rio de Janeiro, v. XVIII, p. 67-157, 1855. p. 88.
Observe-se a referência do cônego aos Monita secreta .
VASCONCELOS, Simão. Crônica da Companhia de Jesus do Estado do Brasil . 2ª ed. Rio de Janeiro: Typografia de João Ignacio da Silva, 1864 [1867].
VASCONCELOS, Simão. Crônica da Companhia de Jesus . 3ª ed. Petrópolis: ed. Vozes, 1977. 2v.
ARAUJO, José Antonio Andrade de. O discurso do Paraíso na América e as leituras de Simão de Vasconcelos. In: Congresso da História do Livro e da Leitura no Brasil, 2. 2003, Unicamp-Campinas. Comunicação... Campinas: Associação de Leitura do Brasil, 2003. 10p.
No fim do noviciado os irmãos fazem os três votos da religião (pobreza, castidade e obediência). Alguns padres podem ser chamados para o quarto voto, o de obediência ao papa. (LEITE, Serafim. História da Companhia de Jesus no Brasil . Belo Horizonte: Itatiaia, 2000. 10v. Volume 2, p. 393-394).
Leite, op.cit., v. 2, p. 489-493.
Serafim Leite informa que o Reitor do Colégio da Bahia em 1605 era o p. Manuel de Oliveira, e em 1610 o p. Pedro de Toledo (Leite, op.cit., v. 5, p. 80). Não encontramos referência a nenhum p. Nunes, atuando nesse período do século XVII, no livro de Serafim Leite (LEITE, Serafim. Artes e Ofícios dos Jesuítas no Brasil : 1549 - 1760. Porto: Brotéria, 1953).
"Cuidem muito em exagerar às viúvas principalmente ricas, nossas necessidades; porque com estas exagerações, se lhes hão de tirar consideráveis esmolas e somas, ainda que seja por violência". Aquavivei, op. cit., p. 11.