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Poesia, desenho e pintura: uma abordagem intersemiótica em Lília A. Pereira Da Silva
Antonio Donizeti da Cruz (UNIOESTE)

Lília A. Pereira da Silva nasceu em Itapira (SP). Reside em São Paulo, SP. É escritora, poeta, pintora, desenhista, capista e ilustradora de livros. Publicou noventa e dois livros nas áreas de poesia, romance, literatura infantil, artes plásticas, didáticos de Direito, de Psicologia e Artes Plásticas. A artista Lília tem realizado quase 300 mostras (pintura e desenho). Recebeu um grande número de prêmios nacionais e internacionais (Battipaglia - Itália, México (D.F.), Roma, Paris, entre outros). Tem participado também de inúmeras antologias no Brasil e no exterior. Em relação às artes plásticas, suas obras encontram-se em museus brasileiros e estrangeiros. A artista Lília desenvolve uma técnica que vai desde o acrílico, esmalte, óleo, purpurina, colagem, tela, alumínio, papéis diversos, aquarela, ao guache (entre outros materiais). Suas obras vão do figurativo ao abstracionismo, revelando também ousadas técnicas expressionistas e surrealistas, com uma obra que revela manifestações e dramas humanos.

 

1. DIÁLOGO INTERSEMIÓRICO: POESIA, DESENHO E PINTURA

 

O filósofo Edgar Morin define a poesia como amor, estética, prazer, participação e, principalmente, vida (MORIN, 1998, p. 59). Ela é, igualmente, a manifestação de possibilidades infinitas da indeterminação humana. Já a criação poética tem o poder de reativar os conceitos analógicos e mágicos do mundo e, também, despertar as forças adormecidas do espírito, com o intuito de reencontrar os mitos esquecidos. Para o filósofo, a poesia não é somente um modo de "expressão literária", mas um "estado segundo" vivenciado pelo sujeito e que deriva da participação, da exaltação, embriaguez e, acima de tudo, "do amor, que contém em si todas as expressões desse estado segundo. A poesia é liberada do mito e da razão, mas contém em si sua união" (Id., ibid., p. 9). Essas duas forças são capazes de realizar a grande transformação vital, quer dizer, o amor se liga à "poesia da vida". Amor e poesia se mesclam e se identificam entre si. Já o sentido do amor e da poesia aponta para a qualidade suprema da vida. Amor e poesia - quando concebidos como fins e meios do viver - dão plenitude ao "viver por viver" (Id., ibid., p. 9-10). O filósofo ainda complementa:

 

A vida é um tecido mesclado ou alternativo de prosa e poesia. Pode-se chamar de prosa as atividades práticas, técnicas e materiais que são necessárias à existência. Pode-se chamar de poesia aquilo que nos coloca num estado segundo: primeiramente, a poesia em si mesma, depois a música, a dança, o gozo e, é claro, o amor. ( MORIN, 1998, p. 59-60)

 

Em relação à figura do poeta, Morin destaca que este é portador de uma competência plena, "multidimensional", pois sua mensagem poética tem a capacidade de reanimar a " generalidade adormecida" , ao mesmo tempo em que "reivindica uma harmonia profunda, nova, uma relação verdadeira entre o homem e o mundo" (MORIN, 1988, p. 158).

Wassily Kandinsky, em Ponto de linha sobre o plano , salienta que "a criação ritmada do poema encontra sua expressão nas linhas retas e curvas, e sua alternância lógica se desenha com uma precisão gráfica na métrica poética. Fora das medidas ritmadas, que são precisas, o poema ganha com recitação de uma linha melódica musical, que exprime de maneira estável e variável o crescendo e o decrescendo , a tensão e a distensão. Essa linha é organicamente lógica, pois é ligada ao conteúdo literário do poema - tensão e distensão dependem do conteúdo" (KANDINSKY, 2001, p. 89. Grifos do autor).

Para Kandinsky, "a arte abstrata deve contar com as formas mais precisas do que a arte figurativa, e que os problemas puramente formais são essenciais para a primeira, por vezes dispensáveis para a segunda. Examinamos a mesma diferença falando do ponto - e, como dissemos, o ponto é silêncio" (idem, p. 89).

Nas palavras de Kandinsky, "a linha geométrica é um ser invisível. É o rastro do ponto em movimento, logo seu produto. Ela nasceu do movimento - e isso pela aniquilação da imobilidade suprema do ponto. Produz-se aqui o salto do estático para o dinâmico. A linha é, pois, o maior contraste do elemento originário da pintura, que é o ponto. Na verdade, a linha pode ser considerada um elemento secundário" (2001, p. 49. Grifos do autor).

Já o ponto geométrico, no dizer de Kandinsky, "é um ser invisível. Portanto, deve ser definido pelo imaterial. Do ponto de vista material, o ponto é igual a Zero" (2001, p. 17). O ponto geométrico é, nossa concepção do autor, esse Zero - o ponto geométrico - evoca a concisão absoluta, isto é, a maior reserva, que no entanto fala. Assim, o ponto geométrico é, de acordo com Kandisnky, a derradeira e única união do silêncio e da palavra . É por isso que o ponto geométrico encontrou sua forma material em primeiro lugar na escrita - ele pertence à linguagem e significa silêncio (2001, p. 17. Grifos do autor).

Em relação ao desenho, Annateresa Fabris, em Antonio Lizárraga : uma poética da racionalidade, destaca que o ele tem merecido um destaque no âmbito da produção artística contemporânea. E salienta:

 

Se, até o século XX, o desenho fora um exercício um ensaio que preparava e permitia testar a eficácia de um projeto que se materializava em outras técnicas, tal situação se modifica com as vanguardas históricas, que conferem autonomia ao que tinha sido visto até então como um meio auxiliar. Rompidas as antigas hierarquias que diferenciavam desenho e obra, projeto e objeto, o signo gráfico ganha um lugar privilegiado pro favorecer a manifestação da rarefação da imagem interior. Não sendo constrangido pelo entrave da matéria, o desenho permite materializar diretamente o projeto da imaginação, pois flagra o momento que antecede o signo. Desse modo, evidencia que o momento de elaboração mental da obra começa antes de qualquer signo concreto, como sistema de relações espácio-temporais, como matéria desmaterializada à qual a folha de papel conferirá uma consistência bidimensional e, assim mesmo, impalpável (FABRIS, 2000, P. 103).

 

A autora observa inda que o desenho tem o poder de "potencializar", fazendo aparecer a imagem através do movimento e, ao mesmo tempo, traduz o movimento direto da imagem em prol de uma execução rápida e direta (2000, p. 104).

Nos desenhos de Lília A. Pereira da Silva, nota-se a intencionalidade da artista em organizar os espaços e as linhas do desenho, tal como em um jogo em que a emoção não está fora do tema, mas no plano da pura visualialidade. Dessa maneira, ela dá visibilidade às linhas e formas a partir de uma operacionalidade em que o desenho adquire estruturas de signo construtivo, em que há a orientação da artista no sentido de dar expressividade às linhas, pontos, planos, cores, projetadas tanto no desenho quanto na pintura.

 

2 IMAGINAÇÃO, LIRISMO E VIAGEM EM EUROPEANAS

 

A obra Europenas , de Lília A. Pereira da Silva, reúne 31 poemas que remetem a uma variedade temática que vai do tema da viagem à memória e imaginação. O tema da viagem é alicerçado por um Eu que vai registrando as paisagens européias e as cidades: Paris, Madri, Sevilha, Lisboa, Roma, entre outras.

Lília A. Pereira da Silva tem recebido crítica favorável à sua obra de poetas, críticos, artista plásticos, brasileiros e internacionais. Ela tem recebido elogios de Fernando Namora, Carlos Drummond de Andrade, Wilson Martins, entre outros. Sobre Lília, Cecília Meireles afirma: "Lília - a de olhos guardados nas rosas..." (In: SILVA, 1991).

O motivo da viagem - recorrente na obra Liliana - direciona para uma linha da literatura ocidental que remete à Odisséia de Homero, passa pelas aventuras de Dom Quixote , pelas literaturas de viagem e por tantas outras que tratam desta temática.

No dizer de João Alexandre Barbosa, a viagem - para o poeta moderno - não significa tão somente uma conquista cumulativa de espaços inusitados, mas "a criação de um espaço em que seja possível reduzir a multiplicidade individual da linguagem da poesia aos parâmetros homogêneos da linguagem do poema" (BARBOSA, 1986, p. 32). Barbosa salienta que "viagem é linguagem", uma vez que o poeta moderno conhece sua condição de iludido, pois "a procura da consciência nostálgica da eternidade" faz com que ele se lance na busca da conquista do intemporal, porém se vê frente ao transitório, ao fugidio e ao contingente (id., ibid.).

A viagem na obra de Lilia A. Pereira da Silva tem, muitas vezes, o sentido de travessia e também "introspecção", em que o eu-lírico "mergulha" em si mesmo em busca do eu totalizante. Na circularidade do tempo e do espaço, o sujeito poético faz da viagem convite à busca de sentido vital e descobertas das "paisagens do mundo". Através das palavras, concretiza-se uma "viagem" em que os espaços vazios são preenchidos pelas palavras e sentidos de "travessia", tal como nos versos: "Eu, de passagem, / passando. / Só não passa a poesia / - porto de muitas viagens, / gosto de estrelas feridas." ("Passagem". In: SILVA, 1997, p. 32).

A palavra "viagem" é termo que aparece com freqüência na obra de Lília A. Pereira da Silva, de maneira especial em Europeanas . O sujeito poético, nos versos, concretiza seu estar no mundo e faz do ato de viajar uma potência criadora de descobertas, desvendando espaços inusitados, tal como nos versos do poema "Travessia do Sena " , em que o eu-lírico expressa a condição de observador atento: "Barco é altar no Sena, / Derruba lenda, a estrela, / no suportável das margens.[...] // Mais lampiões sobre as pontes, / ancoradouro, partida. / Faróis tingindo de verde / mansas águas que se singra / (espuma de vime e junco). // Canções de ausência mais claras... / E que trêmulo ombro / ampare outro que tenho / nas travessias futuras..." (SILVA, 1997, p. 61-63).

Em " Flash de mim na estrada", o tema da viagem ganha dimensão na enunciação do sujeito lírico:

 

Percebo, no infinito,
tantas cismas comovidas;
ando por onde não fui
e fui por onde não ando!
[...]
Viajo como em mim,
no mistério de mil quilhas,
vendo hoje, vendo ontem
e só de mim não segura
- indefinido prenúncio
de que sou muito e sou nada.

Se me enfeitam saudades,
mais me enfeitam estradas.
[...]
Hoje fui um girassol;
amanhã, rosa-dos-ventos.
Já fui deserto e fui água.
Só não fui a que não sou.
E não serei apagada.

25.07.88

Caminho para Granada

(SILVA, 1997, p. 28)

 

São versos que remetem ao tema da viagem enquanto busca e que mostram a imaginação do sujeito poético, capaz de articular a linguagem de maneira lúdica. Há, nos versos , o sentido de procura: o eu em busca de si mesmo e do outro. O sujeito lírico expressa sua condição de viajante solitário, ao declarar que viaja "no mistério de mil quilhas, / vendo hoje, vendo ontem / [...] - indefinido prenúncio / de que sou muito e sou nada." (SILVA, 1997, p. 28).

O universo poético liliano articula-se através da multiplicidade das imagens de um eu que se desdobra verso a verso, das imagens e figuras densas, das consonâncias e dissonâncias dos versos com seus ritmos bem acentuados.

O tema e o movimento vital da viagem - na obra Lília A Pereira da Silva - faz com que o sujeito poético se volte ao tempo passado e também se lance ao tempo futuro. Para Erico Verissimo, o ser humano viaja por dois motivos básicos: "para fugir ou para buscar. Os fugitivos cedo ou tarde descobrem que seus problemas são de natureza geográfica" (VERISSIMO, 1999, p. 145). Nesse sentido, a viagem não é só um processo de redescoberta, mas uma experiência que se realiza no plano pessoal e espacial.

Mediante o ato imaginativo, Lilia A Pereira da Silva concretiza uma poesia que é mediação solidária com o leitor, ou seja, sua voz " participativa" abre múltiplos espaços de interlocução. A poesia liliana aponta para a experiência cotidiana e transcende-a mediante a imagem poética, que se reporta a uma dimensão maior, despertando no leitor um sentimento de plenitude e fascinação perante as palavras. Assim, a poesia é uma forma de auto-revelação, que permite um constante "recriar-se e recriar-nos", pois conforme Octavio Paz, ela "é um tecido de conotações, feita de ecos, reflexos e correspondências entre som e sentido" (PAZ, 1991, p. 151). Esta afirmativa do autor pode ser constatada no poema "Passagem", em que o eu-lírico afirma: "Sol de estanho na cama / e meu cavalo de sombra. / Estrelas de pergaminho / e reluzente carinho / na minha pele tão só. // Sol de estanho na cama / e meu cavalo de sombra. / Ao longe, flauta entornada, / ébrios pandeiros ciganos / em pátios só muçulmanos / em Alicante e Granada. // Sol de estanho na cama / e meu cavalo de sombra. / Eu, de passagem, passando. / Só não passa a poesia / - porto de muitas viagens, / gosto de estrelas feridas." [27.07.88 / Caminho para Valença] (SILVA, 1997, p. 32).

Os versos realçam a temática da viagem, que remete ao sentido de introspecção, de subjetividade e busca de si mesmo. Na esfera vital, de tantas travessias, o eu se desdobra verso a verso, num esforço de autocompreensão realizando uma viagem que se processa na busca de si mesmo e na busca do outro. Viajar por mundos imaginários é uma maneira de amenizar " as paisagens do mundo" nem sempre belas, nem sempre harmoniosas.

A poesia é definida como "porto de muitas viagens". Da imaginação do poeta surge uma linguagem metafórica, lúdica, como nos versos "Sol de estanho na cama / e meu cavalo de sombra. / Estrelas de pergaminho / e reluzente carinho / na minha pele tão só". Na passagem fica evidência a solidão vivenciada pelo eu lírico.

Já o poema - sinal de " quase-permanência" num mundo transitório - acaba por ser expressão da consciência de um sujeito que faz da imaginação uma viagem inusitada através da linguagem. O poeta se volta à experiência poética no afã de atingir o equilíbrio e a contenção da linguagem, pois na procura mais essencial da palavra para transmitir uma emoção, ele nomeia as coisas criando uma nova realidade.

No poema "Elos", as confluências de vozes ficam evidenciadas. O poema apresenta a cidade de Florença "acordada de sinos", a voz do camelô: "Loteria de Veneza", e a firmação do eu lírico ao dizer que passou o "domingo escrevendo / nos túneis voadores". Há também as lembranças de Barcelona, dos "mercadores de pássaros", "a orelha cortada de touro", e a ampla geometria das coisas e descrição dos lugares, como nas passagens: "[...] /Espuma de petúnias... / Árvores bailarina. / Pavões, estalactites / E licores de Maiorca / [...] / Leões, brasões, azulejos, / Muralhas-cedro e pérolas, / aveia, cevada, trigo, / Granada, Málaga, Palma. / E sinos-açucenas / do convento de Cartuja. // Cidades, cidades tantas! / [...]" [09.08.88 - Sobrevoando Paris - (SILVA, 1997, p. 50-51)].

As imagens, nos versos dos poemas, direcionam, muitas vezes, para as coisas que só uma mente aberta à contemplação da natureza pode observar. Das impressões de viagens e dos registros de novas descobertas pelo sujeito lírico por estar conhecendo tantas cidades européias, faz a seguinte afirmação: "Também tenho uma cidade / que é cela das estrelas / do pensamento só meu. / No seu eixo imaginário, / tem balcão de arcanjo. / E se a seara é errante, / vive a alfazema do instante / de apagadas arenas.".

Uma característica peculiar da poeta Lília é sua disciplina espiritual, sua maneira de ver o mundo com " os olhos da imaginação". Ao projetar sua consciência artística , em que reúne técnica poética aliada a uma inteligência crítica, ela dá forma e procedimento artístico e poético à sua arte.

Os versos do poema "Imagem", realçam a questão do olhar e das coisas que ocorrem ao redor do sujeito lírico atento às paisagens: " Ai, castanholas de sóis / e rosas de fel na boca! / Ai, viagens ao redor / da janela que não eu!... // Convencer-me a cada instante / que, em toda despedida / das cidades que conheço, / um fim pode ser começo!... // Ai Múrcia, mica e verde, / distante das odaliscas, / leões, sultões, magnólias, / tanto oásis de Granada! / Onde guitarras ébrias / de fantasmas e fantasmas / e poesias escritas / nas paredes de Alhambra? // Ai, tempo que faz promessas, / ai, tempo que faz surpresas! / Às vezes abraço o sol, / às vezes cai minha estrela!..." [03.08.88 / Roma ] (SILVA, 1997, p. 33-34).

A repetição do tema da viagem aponta para a esperança e certeza de que as palavras têm o poder de d espertar o homem para o sonho, para iniciar a busca e chegar à realização, mesmo que, às vezes, o tempo traga "promessas" e "surpresas". A remissão constante ao tema da viagem relaciona-se à procura do eu em permanente busca de si mesmo e reporta às mais diversas formas de desdobramento do sujeito lírico sempre à procura de algo que dê sentido à vida, tal como afirma o sujeito lírico, nos verso do poema "Gosto de cicatriz": "Perto de mim, sem viver, / esta busca, esta busca / e gosto das cicatrizes / das batalhas invisíveis / que só o silêncio as tem" (SILVA, 1997, p. 49). A poeta projeta um mundo de descobertas e experimentações com a linguagem, feita de sons, silêncios e sentidos.

A temática da viagem, na poesia de Lília A Pereira da Silva, remete para a busca e para a redescoberta de um centro espiritual. Simboliza também a busca do plano transcendente. Para Chevalier e Gheerbrant, a viagem exprime "um desejo profundo de mudança interior, uma necessidade de experiências novas, mais do que um deslocamento físico. Segundo Jung, indica uma insatisfação que leva à busca e descoberta de novos horizontes" (2002, p. 952).

Na poesia liliana, a viagem ocorre enquanto busca, ou seja, expressa todo um sentimento e toda uma afirmação do sujeito poético ao se situar no tempo e espaço. Através da viagem em versos e das operacionalizações articuladas pela linguagem, o poeta se vê inserido nas múltiplas facetas espaço-temporais. A viagem ganha, assim, uma dimensão de destaque de um eu que está em permanente viagem.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBOSA, João Alexandre. As ilusões da modernidade . São Paulo: Perspectiva, 1986.

CHEVALIER, Jean & GHEERBRANT, Alain. Dicionários de símbolos . Rio de Janeiro: José Olympio, 2002.

FABRIS, Annateresa. Antonio Lizárraga. Uma poética da radicalidade . Belo Horizonte: C/ Arte, 2000.

KANDINSKY, Wassily. Ponto e linha sobre o plano . São Paulo: Martins Fontes, 2001.

MORIN, Edgar. Amor, poesia, sabedoria . Trad. Edgard de Assis Carvalho. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

PAZ, Octavio. Convergências : ensaios sobre arte e literatura. Trad. Moacir Werneck de Castro. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.

SILVA, Lília A. Pereira da. 33 anos de poesia . São Paulo: Scortecci, 1991.

SILVA, Lília A. Pereira da. Carnaval Brasil / Carnival Sketches . São Paulo: Scortecci, 1996.

SILVA, Lília A. Pereira da. Europeanas . São Paulo: Scortecci, 1997.

VERISSIMO, Erico. A liberdade de escrever : entrevista sobre literatura e política. (Apresentação de Luis Fernando Veríssimo; organização de Maria da Glória Bordini). São Paulo: Globo, 1999.