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Literatura, cinema, música e imaginário: uma leitura da novela Viagem de Mozart a Praga, de Eduard Mörike.
Clóvis Meireles Nóbrega Júnior (UFG)

A vida de Eduard Mörike (1809 - 1875) apresenta fatos bastante singulares que, sem enveredarmos pela crítica psicobiográfica, podem nos auxiliar na compreensão de suas obras. Nascido na pequena cidade de Würtenberg em 1809, revela, nos poemas da adolescência e na sua novela O pintor Nolten , uma natureza sonhadora e fantasista.

Muito cedo perde o pai, médico de província, mas de grande cultura humanística, e é adotado por um tio que resolve encaminhá-lo na carreira eclesiástica. Sua descrença e falta de convicção nas crenças religiosas o compelem a uma vida regada de amores tímidos e de cultivo a literatura. Traduz Teócrioto e escreve poemas que antecipam o simbolismo, nos quais percebemos uma influência da temática grega clássica.

Somente após os cinqüenta anos, como afirma Carpeaux, 1 "esse modesto vigário de aldeia, que parece à primeira vista um Eincherdoft protestante, que os contemporâneos não se dignaram de ler, consegue se libertar pela novela". Acreditando ser uma alma de vocação artística fracassada e boêmia - atitude que reprime - e amando como ninguém a música de Mozart, escreve uma das mais belas novelas da literatura alemã, onde a luta íntima que trava em sua alma parece ser retratada nas ambigüidades que aparecem na obra.

O epígono do elemento demoníaco em Mörike, que se esconde atrás do idílio bucólico, está presente em sua prosa e poesia lírica, aparece também nas composições musicais feitas, a partir de sua obra, por Hugo Wolf, um dos grandes artistas francamente demoníacos do final do século XIX, como nos esclarece Carpeaux. 2

Na apresentação à tradução brasileira da novela Viagem de Mozart a Praga (1855), Theodemiro Tostes afirma que o encanto desta reside, antes de tudo, "no processo de feitura puramente mozartiano" que Mörike utilizou em sua composição. 3 A sensação, ao término da leitura, para o público afeiçoado a música de Mozart, pode ser a mesma impressão de Eugênia ao ouvir o diverssement napolitano:

 

"a impressão de ter ouvido, do começo ao fim, uma sinfonia colorida e uma imagem perfeita do espírito de Mozart em toda a sua alegria". E em um pouco também daquela vaga tristeza que ensombra alguns de seus momentos de alegria... 4

 

Os acordes de Mozart ressoam a cada investida na construção da linguagem textual, não faltando o sentimento de descoberta, fantasia e encantamento, além do assombro e do caráter demoníaco, peculiar a certas obras do compositor da "ópera de todas as óperas". 5

Mas em que consiste o encanto de tal narrativa ? Aquele que se deixar influenciar por outrem que lhe apresente as ações que compõem a trama, certamente as achará cotidianas - especialmente se desconhecer a obra mozartiana - podendo julgá-las até mesmo banais.

Mozart, em 1787, junto com sua esposa empreende uma viagem de Viena a Praga para ali executar uma de suas óperas: Dom Giovanni . 6 Como a viagem era percurso de longa duração, resolvem parar em uma estalagem, próxima a um castelo, para descansarem e alimentarem os cavalos. Enquanto Constança se deita para descansar, o compositor, "ser transcendente e de grande imaginação", resolve dar um passeio. Nisso, entra em um castelo e se deixa fascinar pelo jardim ricamente composto. Sentado, se encanta por uma laranjeira que contém alguns dos mais belos frutos que já vira. Tomado por um êxtase, em estado de profundo alheamento, "ausência contemplativa dos artistas e dos patetas", 7 colhe um dos frutos daquela árvore, em seguida, apanha no bolso uma pequena faca e o parte ao meio. Em pouco tempo, é abordado pelo jardineiro do castelo que o acusa e o detém como a um ladrão. Eis aí a aparente ação central da trama. Porém, o grande encanto da novela, talvez, se origine de tal ação e é a partir dela que iremos mergulhar no fluxo interno de emoções de um compositor que, como diz o Conde, tio de Eugênia, merece ser elogiado como demoníaco. 8

Goethe define novela como "narração de um acontecimento extraordinário". Portanto, é no lume dessa definição que iremos pautar nosso trabalho. Um fato aparentemente banal como o de um homem (Mozart não foi reconhecido imediatamente) que rouba uma laranja não é, obviamente, motivo dos mais extraordinários. Em contrapartida, a relação que tal atitude desencadeia, embuída de forte conteúdo simbólico, como se verificará mais adiante, transformará este acontecimento, aparentemente, sem sentido em algo de extraordinária beleza e sensibilidade.

Quando a Condessa, quase em frenesi, sai do quarto, após ler o bilhete que Mozart lhe escrevera e que lhe é entregue pelo jardineiro, uma nova situação começa a se delinear. Mesmo sob a indignação e o proferimento de injúrias do Conde, o artista é conduzido ao castelo, vindo a ser honrado como um grande gênio. 9

Eugênia, a noiva, a quem estava destinado, como presente de casamento, a árvore com os frutos, - e cujo caráter apresenta fortes traços das personagens românticas -, é grande amante da música de Mozart, tanto que, sobre seu piano, destaca a partitura d' As Bodas de Fígaro 10. Mozart, então, não só é bem recebido, como também convidado, com grandes honras, para se instalar com sua esposa no castelo durante sua breve estada.

Durante a refeição, Mozart aproveita para esclarecer o furto da laranja. Agora, este simples ato ganha dimensão e densidade poética, é tomado por um caráter tão lírico que não há como esquivar de compará-lo com uma sonata do próprio Mozart. O fruto assume, neste momento, o papel de agente que lhe aciona a memória involuntária e traz à tona uma importante recordação.

Augusto Meyer, em uma espécie de posfácio à novela, relaciona esse episódio com a obra proustiana. Assim como no célebre Em busca do tempo perdido , de Proust, as xícaras de chá e as migalhas de bolo fazem ressuscitar Cambray, a laranja e o ato de colhê-la fará emergir, em Mozart, uma antiga lembrança e lhe despertará uma inspiração que irá exercer fundamental importância na "ópera de todas as óperas". Em que consiste essa lembrança ? Qual a relação da ópera Don Giovanni com este acontecimento ?

A laranja desperta em Mozart a lembrança de uma viagem que empreendeu com o pai pela Itália. Era ainda, em 1770, um rapazinho de 13 anos quando, na primavera, foram de Roma a Nápoles. Foi durante esta viagem que Mozart presenciou, durante uma festa de pescadores, um agradável espetáculo coroado com as mais belas melodias, canto siciliano, danças, soltarelli , canzoni a ballo . O que mais lhe impressionou no espetáculo, além das canções populares, foi a divertida cena das laranjas dançando no ar, jogadas de mão em mão. È neste instante, quando colhe o fruto, que a antiga recordação lhe faz saltar à mente, recheada pelos temas populares das canções ouvidas na Itália, um motivo popular que estava em perfeita correspondência com a lacuna de uma cena do primeiro ato de Don Giovanni: a cena em que Zerlina dança acompanhada pelo canto de Mazetto, que agora aparece associada à imagem da paisagem napolitana que fora despertado na lembrança.

Na adaptação cinematográfica, dirigida pelo norte-americano Joseph Losey, 11 a cena merece pouco destaque, ficando o cenário muito aquém daquele proposto pela música e pelo libreto de Da Ponte. Em contrapartida, na montagem da ópera pela companhia do Teatro Nacional de Praga em 1991 12 - homenagem ao bicentenário da morte de Mozart - a cena é reproduzida com todas as minúcias: um cenário que se assemelha a uma bela paisagem napolitana, daquele período, onde os bailarinos dançam canções típicas ao som do canto de Zerlina e Mazetto.

Após tal esclarecimento, Mozart concede aos convidados o privilégio de ouvirem sua grande obra. Durante a execução, o compositor pára e chama a atenção dos convidados para o momento e as circunstâncias em que fora composta a cena em que Don Juan está prestes a ser tragado pelo espírito, estátua, do comendador e para o horror, do qual fora tomado, de que poderia não viver para terminar sua grande obra. 13

Sucede à execução da obra, um profundo e estarrecedor silêncio, antecedido de um estremecimento de músculos e coração que toma os ouvintes de assalto durante a execução dos trechos da ópera. Neste momento, Eugênia profere um pressentimento em tom profético e a novela, envolvida por um tom sombrio e melancólico, precipita para o fim.

A novela de Mörike oscila entre o Romantismo e o Realismo. A natureza está presente, desde as primeiras páginas, provocando encantamento, reflexão e servindo de refúgio de solidão 14. As descrições do espaço natural, a primeira vista, quase nos remetem a um arrebatamento romântico, não fosse o tom realista que é conferido a esta descrição.

A figura de Mozart, através de alguns indícios que podem ser percebidos no texto, pode ser, até certo ponto, vista como um caráter romântico. Os constantes questionamentos e reflexões, "o espírito super exitado", "aquele que não conhece meio termo nem no prazer nem na criação", a "melancolia e o pensamento fixo de morte", o traço boêmio e a vida desregrada que apreciava são atitudes típicas de um sujeito no contexto do romantismo.

A eterna busca da felicidade que reside nos cotidianos comuns, muitas vezes, no decorrer da novela, despertam as reflexões do compositor. Quando se compara ao carvoeiro 15, sente vontade de se equiparar à mediana do povo, "viver uma felicidade simples", "preocupado com a natureza e seus frutos" 16 e não de seguir aquele destino que, no pressentimento profético de Eugênia e em suas atitudes de compositor, refletem o destino de um "homem que irá se consumir" - se não já se consome - "rapidamente e sem remédio no seu próprio fogo". O destino próprio de um gênio como certifica Nobert Elias. 17

Tudo isso atesta a sua alma dispersa e fugidia que encontra na arte o seu estado de refúgio e escape e que está sempre fora de conformidade com a vida, na busca eterna de um lugar no mundo. Busca essa que se delineia de forma pungente e poética em Tonio Kroeger, novela de Thomas Mann, onde a "figura do artista doente, no sentido da incapacidade de viver, porque dedicou a vida inteira a uma perfeição artística" , como afirma Carpeaux 18, deseja a felicidade simples e um lugar no mundo. 19

Como sabemos, as tentativas de interpretação de uma obra de arte passam por vários caminhos. Neste ponto, pretendemos evidenciar a presença de um elemento arquétipo: o jardim, presente em muitos contos de fadas, várias narrativas da literatura ocidental e oriental e também na novela de Mörike.

Para Frye, o termo arquétipo ganha um sentido um pouco diferente do que tinha em filosofia, com Platão, ou em psicanálise com Jung. Segundo Frye, o arquétipo ancora na linguagem, tornando, dessa maneira mais palpável, mais concreto do que é em psicanálise. Frye compartilha com Platão e Jung a noção de reconhecimento coletivo, de herança comum:

Os arquétipos são grupos associativos e diferem dos signos por serem variáveis complexas. Dentro do complexo existe sempre um grande número de associações específicas eruditas, comunicáveis porque sucede que grande número de pessoas, em dada cultura, se familiarizou com elas. 20

 

Assim, podemos acertar que os arquétipos caracterizam-se pela capacidade de produzir interação, relações e comunicabilidade. Desse modo, o jardim que Mozart penetra - "conduzido por uma aléia de antigas e altas tílias, encimado por estatuas de deuses, ornado por uma balaustrada e onde no centro se destaca uma fonte" 21 - está ligado à idéia de paraíso perdido pelo qual se anseia.

Mircea Eliade comenta a nostalgia do paraíso perdido que todo homem carrega dentro de si:

Tanto no começo quanto no final da história religiosa da humanidade, encontramos de novo a mesma nostalgia do Paraíso. Se levarmos em conta o fato de que esta nostalgia do Paraíso estava igualmente visível na conduta geral dos homens das sociedades arcaicas, justificar-se-a nossa suposição de que a lembrança mítica de uma felicidade não-histórica assalta a humanidade desde o momento em que o homem percebeu sua posição no Cosmos. 22

 

Na tradição mulçumana, bem como no "Cântico dos cânticos", da Bíblia Sagrada, o jardim é o lugar privilegiado do amor e identifica-se com o corpo da mulher amada. Jung vê no jardim a imagem arquetipal da alma, interpretação que não chega a ser bastante incompatível com a de Freud que nele vê a representação do sexo feminino.

Com as descobertas de Freud - no que se refere à existência de uma época primordial do homem, uma fase da vida onde tudo fica decidido, que é a infância - podemos dizer que existiu uma vez um "paraíso" (o período pré-natal até o desmame), interrompido bruscamente por uma "catástrofe" (o trauma infantil). Mozart penetra no castelo, em êxtase, retoma uma memória da infância a muito esquecida e compõe o trecho que completa a lacuna da cena do primeiro ato de sua ópera.

Outros elementos simbólicos adquirem, também, grande importância no decorrer da novela. Porém, devido à brevidade deste artigo, citaremos, a título de ilustração, apenas alguns deles, sem, todavia, relacioná-los de forma explicativa com as sua respectivas análises e interpretações simbólicas. Dentre os quais, destacamos: a maçã; a árvore com os frutos; o número 9; o chapéu e a bengala utilizados pelo compositor.

Como evidenciamos, ao longo de nosso trabalho, a novela de Mörike apresenta um grande número de elementos simbólicos ao longo de sua composição. Além disso, a novela parte de um acontecimento real: Mozart, de fato, empreende uma viagem de Viena a Praga, em 1787, para a estréia de sua nova ópera, Don Giovanni.

Stefan Zweig, um dos mais importantes biógrafos de todos os tempos, afirma em um de seus livros , que "toda biografia é uma história transformada". Considerando tal afirmação, até que ponto a novela Viagem de Mozart a Praga apresenta fatos biográficos da vida do compositor?

Publicação iniciada em 1855, num jornal de Stuttgart, a novela de Mörike, como já mencionamos anteriormente, parte de um acontecimento verídico. Se analisarmos a cronologia da vida de Mozart, constataremos que a estréia de Dom Giovanni data de 29 de outubro de 1787. 23 A novela de Mörike, por sua vez, inicia com a narrativa da viagem (11 de setembro) cujo destino era a cidade de Praga.

Os aspectos relativos à personalidade de Mozart, espalhados ao longo da novela, equivalem, com algumas distorções - a nosso ver tentativa de romantização da personalidade do gênio por parte do autor da novela - a fatos biográficos do compositor.

Nobert Elias, em sua bela análise sociológica da vida do compositor, o apresenta, nas primeiras páginas de sua obra, como um homem melancólico e fracassado, "ele simplesmente desistiu", conclui Elias. 24 O sentimento de liberdade, de artista livre e criador obsessivo, consciente do seu valor, muitas vezes fez de Mozart uma pessoa fria e arrogante. 25

O pai o considerava, na vida adulta, "um talento imaturo e fútil, atribuindo tal comportamento a um subproduto da intensidade criativa que cercava seu processo de composição. 26 Seu casamento com Constança foi produto do acaso, visto que sua grande paixão era a irmã de Constança, Aloisia. Porém, logo após o casamento, Mozart se mostra tão profundamente confiante em sua esposa a ponto de se sentir solitário e indeciso longe dela. Constança deu à luz seis vezes e, tanto nas biografias como na obra de Mörike sentimos a frustração de Mozart por não poder dedicar mais tempo a sua família.

O caráter boêmio é assunto que merece grande destaque entre os seus biógrafos. Mostram-no como um homem apaixonado pelo teatro e possuidor de gostos típicos da burguesia urbana: dançar, visitar o Prater e jogar bilhar, assim como tomar ponche. 27 Esse caráter boêmio também aparece retratado na novela em questão.

Quanto às finanças, a vida de Mozart passa por grandes oscilações. Sabemos que seus principais rendimentos eram provenientes de suas atividades como concertista, compositor e professor, sendo esta última, atividade frustrante, pois diminuía consideravelmente o tempo para se dedicar às composições. Sua vida financeira está cheia de sobressaltos, período de grande escassez, resultantes da extravagância e má distribuição de suas rendas. Com a deterioração de sua saúde e da de sua esposa, Mozart enfrenta sérias dificuldades.

Morre em profundo estado de melancolia - acreditando, no leito de morte, ser vítima de envenenamento - por volta de uma hora da madrugada de segunda-feira, 5 de dezembro de 1791, tendo atestado no registro de óbito, como causa da morte, febre miliar aguda.

Poucas testemunhas assistem seu funeral, em Viena, na Catedral de Santo Estevão.

Acreditamos que os elementos que compõem um texto literário são um como caleidoscópio e passíveis de análises inesgotáveis. Esta nada mais é que uma apaixonada e modesta tentativa de leitura, amparada no sentimento e encanto despertos pela literatura e pelas obras de Mozart.

 

 

Cf. o capítulo "Romantismo Alemão". In: CARPEAUX, Otto Maria. Literatura Alemã. 2 ed. São Paulo: Nova Alexandria, 1994, pp. 106 - 139.

CARPEAUX, O. M. 1994. Op. cit.

Cf. a Introdução de Theodemiro Tostes à novela Viagem de Mozart a Praga. In: MÖRIKE, Eduard. Viagem de Mozart a Praga. Porto Alegre: L&PM, 1991, pp. 5 - 6.

MÖRIKE, E. 1991. Op. cit. p. 6.

Designação dada por Otto Maria Carpeaux à ópera Don Giovanni, de Mozart, uma de suas composições preferidas.

Ópera em dois atos de Mozart; libreto de Lorenzo da Ponte. Estréia: Teatro Nacional, Praga, 29 de outubro de 1787.

MÖRIKE, E. 1991. Op. cit. p. 73.

MÖRIKE, E. 1991. Op. cit. p. 31.

MÖRIKE, E. 1991. Op. cit. p. 26 - 27.

Ópera Bufa em quatro atos de Mozart; libreto de Lorenzo da Ponte, baseado em Beaumarchais. Estréia: Burgtheater, Viena, 1 de maio de 1786.

Cf. LOSEY, Joseph. Don Giovanni. Estados Unidos. 166 minutos. Paris Filmes Distribuidora. Baseado na ópera Don Giovanni, de Mozart, libreto de Lorenzo da Ponte.

Cf. MACKERRAS, Charles. (regente). Don Giovanni. Orquestra, Coro e Ballet do Teatro Nacional de Praga. Homenagem ao bicentenário da morte de Mozart. 153 minutos. Versátil Homme Vídeo. 1991.

MÖRIKE, E. 1991. Op. cit. p. 63.

MÖRIKE, E. 1991. Op. Cit. p. 10 - 11.

MÖRIKE, E. 1991. Op. Cit. p. 12.

MÖRIKE, E. 1991. OP. Cit p. 58.

Cf. ELIAS, Nobert. Mozart, sociologia de um gênio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995.

CARPEAUX, O. M. 1994. Op. cit. p. 216.

Cf. MANN, Thomas. Tônio Kroeger/A Morte em Veneza. São Paulo: Boa Leitura, s/d.

FRYE, Northrop. Anatomia da crítica. São Paulo: Cultrix, 1973, p. 105.

MÖRIKE, E. 1991. Op. cit. p.23.

ELIADE, Mircea. Le mythe de l'éternel retour. Paris : Gallimard, 1969.

LONDON, H. C. Robbins. (Org.). Mozart: um compêndio: guia completo da música e da vida de Wolfgang Amadeus Mozart. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.

ELIAS, Nobert. Mozart, sociologia de um gênio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995.

LONDON , H. C. R. 1996. Op. cit. p. 134 -142.

LONDON , H. C. R. 1996. Op. cit. p. 130.

LONDON , H. C. R. 1996. Op. cit. p. 140 - 141.