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Os discursos de quem viu são profecias
Tânia Regina Oliveira Ramos (UFSC)
Os discursos de quem não viu são discursos. Os discursos de quem viu são profecias.
Padre Antônio Vieira 1
“Não deixa de ser coisa perigosa o publicar neste país um livro de crítica. Além da falta absoluta que existe aqui desta ciência e disciplina de espírito, acresce que os nossos ledores, grandes e pequenos, como bons burgueses, estão tranqüilíssimos com tudo quanto os cerca, e repelem soberbamente aquilo que os possa perturbar (...)” 2. Sílvio Romero, fevereiro, 1890.
“Não admira, pois, que ali (nos Estados Unidos) onde tudo se ensina, e ensine também a crítica literária (...). Publicou-se nos últimos dias em Nova York, um livro que é resultado desse ensino: Princípios de crítica literária (...) 3. A crítica pediu à história, à sociologia, à moral, à fisiologia, à psicologia, o seu concurso; à biologia, à sociologia, à exegese religiosa ou clássica, os seus métodos e regras” . José Veríssimo, 1899.
“Mais fácil é configurar a utilidade pública da crítica literária nos nossos dias, porque ela nomeia, na própria maneira como se expressa, o seu interlocutor privilegiado: a lista dos mais vendidos. Ao anonimato da lista opõe a expressão pública, livre e desinibida da subjetividade, veiculada por um discurso crítico. Trata-se, me dirão, de experiências diferentes. Concordo: o diálogo com a opinião pública anônima não é semelhante ao diálogo com um discurso subjetivo e crítico estampado num jornal, ou dito ao redor da mesa (...). O material da democracia é o todos e o um. É na capacidade de apreender e dramatizar os equívocos, as cumplicidades e as injustiças, os exageros e as falácias de todos e do um que a melhor literatura se expressa” 5 . Silviano Santiago, março, 1996.
Alfredo Bosi, em “O Tempo e os Tempos”, um dos ensaios da coletânea Tempo e História 6, afirma que datas são pontas de icebergs, ou seja, funcionariam como pináculos flutuantes, como demarcações de massas congeladas em blocos de erráticos, passíveis de dissolução. Ao falar sobre os anos 90 do século XX, um século depois das reflexões sobre o discurso crítico feitas por Sílvio Romero e José Veríssimo, desejo mostrar que, além da superfície visível, há nas datas uma outra dimensão que a sustenta. Assim, obras e autores, discursos críticos, iniciativas contemporâneas, como os periódicos especializados e as múltiplas antologias e coletâneas de ensaios, que vêm sendo bastante publicadas, quando observados sob o ângulo de sua inserção na vida literária de certo período ou instituição, também podem ser vistos como pontas de icebergs, especialmente porque são feitos de muitos nomes e outras falas , de figuras ainda não expressivas no contexto de uma relação já canônica de uma determinada literatura 7. Este universo contemporâneo é mais errante, mais frágil, mais abstrato.
Comecemos por ver o discurso crítico como um instrumento de legitimação, quer dizer, de afirmação do lugar onde o texto fala. Este entendimento se dá pela aceitação dos discursos como aqueles capazes de organizar, classificar, delimitar e apontar procedimentos de leitura 8. Entramos no século XXI, com manifestações evidentes, até mesmo claras, de uma necessidade de se retirar da História da Literatura a pecha de anacronismo. Mesmo não se podendo, em princípio, elaborar, sistematicamente, obras, que possam ser assim denominadas, estamos debruçados sobre tantas textualidades contemporâneas, mas convencidos da importância da reavaliação da tradição e da utilização de fontes bibliográficas literárias, feitas por linhas e grupos de pesquisa, especialmente os que ocupam seus espaços nos cursos de pós-graduação, nas instituições de ensino superior do país: Literatura e História, Literatura e Memória Cultural, Literatura e Vida Literária, Literatura e Contexto.
Reconhecida a importância das revisões e revitalizações de estudos historiográficos, a leitura de uma produção crítica, mais ensaística, publicada nos anos 90, leva-me a adiantar que um número significativo destes textos críticos volta-se para a contemporaneidade. Assim, ao lado dos estudos mais sistematizados e localizados, conforme um levantamento preliminar, há uma produção significativa, quase predominante, de pesquisas sobre ficções contemporâneas 9.
Qual seria a razão destes rumos tomados pelos estudos literários? A imagem que para mim melhor explica esta imediaticidade é a crítica literária estampada nos segundos cadernos e nos suplementos literários, as temáticas dos eventos nacionais e internacionais e a leitura de textos teóricos, poéticos e narrativos, dispersos em livros e antologias, ou coletâneas, que em trabalho anterior chamei de ilhas de edição 10. Será antes preciso perguntar o que é que significa e o que é que instiga tanto, e eu explicitamente me incluo, este olhar incessante sobre a criação literária contemporânea?
Poderia dizer que esta crítica literária, profecias de quem viu, parece apenas querer intervir entre a obra e o leitor, para dar algumas informações sobre o livro na contemporaneidade dele, sem o compromisso com o acúmulo crítico que o antecede. Estaria, então, esta crítica fazendo sempre um gesto inaugural? Nesta linha de raciocínio, deveria, também, perguntar: se a pesquisa acadêmica é igualmente responsável pela circulação dos clássicos nacionais, no presente, quantos e quem, entre os pesquisadores da área, estão dispostos e preparados para assumir a tarefa de se voltar mais e mais para a releitura de obras ou textos do passado, que guardariam atualidade?
Embora o caráter provisório que possa ter tudo o que está sendo dito, posso assegurar que a maioria das leituras ensaísticas, sobre as quais me debrucei, estão agregadas a práticas teóricas contemporâneas. As discussões a propósito da contemporaneidade começaram com a questão da existência ou não de uma ruptura com o período moderno. A pós-modernidade foi afirmada por filósofos e sociólogos como Michel Maffesoli, Jean-François Lyotard, Jean Baudrillard, Fredric Jameson, segundo visões otimistas ou apocalípticas. Pode-se ainda acrescentar o nome daqueles que sem se ocupar diretamente da questão foram recuperados pelos adeptos da pós-modernidade: Heidegger, Nietzsche, Deleuze, Foucault, Lacan e Derrida. Também se pode verificar que é cada vez maior o interesse pela literatura que por outras áreas do conhecimento. Como marca da contemporaneidade, verificam-se reflexos do referido interesse na busca da complementação de um saber em áreas de outros saberes. De um modo geral, essa complementação que outros saberes têm buscado no campo da literatura vem sendo feita de forma descontextualizada, com interesse marcadamente centrado no estudo de textos e autores isolados. Isto sem falar da própria crise interna, em que estudos literários de caráter fundamentalmente teóricos têm, muitas vezes, se dispersado em propostas e realizações, talvez discutíveis, quando dispensam de sua própria reflexão a literatura e a crítica literária 11.
O que mais tenho encontrado nestas leituras críticas feitas sobre os anos 80, 90, 2000, em relação às narrativas contemporâneas, as quais particularmente me interesso, são abordagens centradas em ficções históricas, ficções do simulacro, ficções minimalistas, ficções marginais... Alguns ensaios mais pontuais lançam pistas sobre a literatura no momento atual, articulando as novas produções de subjetividade e as fronteiras da literatura com a história e as ciências sociais, sobretudo. A recuperação do passado, as individualidades descartáveis, as subjetividades minimalistas são exemplificadas nestas leituras. Parece que há uma unanimidade: nas ficções contemporâneas, o eu deixa de ter o viés intimista da época romântica ou a audácia da modernidade. Por outro lado algumas leituras apontam a tendência barroca contemporânea, aquela que representa a instabilidade, a crise da representação, a crise do real, a crise do sujeito, positivando a possibilidade de inventar novos sentidos e fazer falar o indizível, o silêncio, a alteridade, a morte, o exílio, a sexualidade, o feminino. A partir da década 80-90, passada a primeira euforia pós-regime autoritário, a literatura navega na intertextualidade. Os limites do real são resultados de uma espécie de imaginário proliferante, desencadeador de narrativas. Questões como estas poderiam ser apontadas nas leituras feitas sobre Rubem Fonseca, Sérgio Sant'Anna, João Gilberto Noll, Moacyr Scliar, Patrícia Melo, Silviano Santiago, Ana Miranda, Milton Hattoun, Raduan Nassar, Chico Buarque, sem esquecer de citar nomes mais recentes, que passaram a serem estudados: Marçal Aquino ( O Invasor) , André Sant'Anna (Sexo ), Marcelo Mirizola ( O Herói devolvido ), Bernardo Carvalho ( Teatro , Nove Noites , Mongólia ) e a geração dos manuscritos no computador ou dos transgressores, reunidos por Nelson de Oliveira 12. Serão proféticas as afirmações de Ítalo Moriconi em seus “cem melhores contos brasileiros do século”?
Os anos 90 descartam o baixo astral e inventam um fim de século rico de imagem e criatividade. É uma década de estranhos e intrusos na festa da cultura: às mulheres somam-se os negros, os gays, os brasileiros em Nova York... Na época que celebra a diferença, nossos contistas produzem alegorias do híbrido. Combinam o humano ao animal, exploram a fusão com o tecnológico. Pelo que deixa entrever a arte de nossos melhores contistas atuais, parece que no futuro próximo vamos viver num país mais heterogêneo, mais plural, embora um pouco hesitante em relação às novas metas. A diversidade de estilos aponta para um período de transição, como aconteceu no final do século passado. Mas não há temor nem entusiasmo diante do inesperado, diante do todo outro que pode vir - ou não. 13
A literatura dos anos 90 hoje busca saídas do eu e de seus tormentos sexuais. A exceção é no caso da literatura gay. Parece que a dimensão da subjetividade que precisa ainda ser melhor explorada no Brasil é aquela relacionada com os conflitos da bi e da homossexualidade (...). Por outro lado, uma tendência que eu considero lamentável dos nos 90 é a drástica redução no número de prosadores mulheres em nosso país. Está havendo um refluxo nessa revolução e eu não consigo explicar isso muito bem 14
Diante de perspectivas históricas como estas e de enquadramentos temáticos feitos por outros pesquisadores, poderemos perguntar se a leitura das obras literárias obriga ainda a um exercício de fidelidade e de respeito, dentro da liberdade de interpretação? Em alguns momentos parece que houve uma convicção crítica, segundo a qual é possível fazer qualquer coisa com uma obra literária. Necessário é, no entanto, positivar muitos destes ensaios, análises, artigos. As obras literárias convidam sim à liberdade de interpretação porque propõem um discurso com muitos planos de leitura, defrontando-nos com a ambigüidade da linguagem e da vida. Mas para poder intervir nesse jogo, em que cada geração lê as obras literárias de um modo diferente, é preciso ter muito respeito por aquilo que se pode ver como intenção do texto (naquele contexto). Cabe aqui citar Roland Barthes em seu ensaio “Escrever a leitura”:
A leitura mais subjetiva que se possa imaginar nunca passa de um jogo conduzido a partir de certas regras. De onde vêm essas regras? Não do autor, por certo, que não faz mais do que aplicá-las à sua moda (que pode ser genial, como em Balzac, por exemplo); visíveis muito aquém dele, essas regras vêm de uma lógica milenar da narrativa, de uma forma simbólica que nos constitui antes do nascimento, desse imenso espaço cultural de que nossa pessoa (de autor, de leitor) não é mais do que uma passagem 15.
O que se pode já registrar é que determinadas narrativas, ou determinadas ficções, parecem ser escritas para se tornarem objetos destes ensaios críticos 16. Registro, por exemplo, e a escolha foi proposital, o que tem ficcionalmente produzido Silviano Santiago 17. A fortuna crítica acadêmica de Em liberdade é digna de um ensaio a parte. E se o discurso de quem está vendo é mesmo uma profecia, lanço uma pergunta: a especificidade de O Falso Mentiroso não desencadeará uma sucessão de ensaios críticos e teóricos? Vejamos:
Em seu novo romance, estruturado como um livro de memórias, Silviano Santiago entrega-se com um inteligente humor ao exercício de esfumaçar os limites entre o verdadeiro e o falso. A começar pelo título O falso mentiroso 18. Se um mentiroso diz que está mentindo está dizendo a verdade. Samuel, o narrador, compartilha com Silviano Santiago algumas afinidades. Mas o mais interessante é o jogo narrativo. Samuel, artista e falsário, por profissão, é filho adotivo. Só que desconfia que seu pai adotivo seja verdadeiro. Samuel/Silviano em um determinado momento narrativo teoriza: “Sou a favor da cópia. Da autêntica cópia legítima” e, peremptório avisa ao seu intérprete: “Sou contra as adversativas: mas, porém, contudo, todavia, senão...”. Boa parte da vida imaginada de Samuel gira em torno da sexualidade e seus desdobramentos no século XX. O pai é um fabricante “clandestino” de preservativos, um profeta do sexo seguro; o amigo de infância tinha a “capacidade” de executar o Hino Nacional com peidos ... A narrativa nos oferece uma série de surpresas temáticas. Poderemos imaginar que alguém deve já estar planejando um ensaio, um artigo, uma dissertação, uma tese. Silviano Santiago nos dá elementos suficientes para um salutar exercício de grandes descobertas textuais. A constatação maior, e as resenhas quando do lançamento do livro giraram em torno desta questão, é que neste país, que não teve um Quixote, nem o fingidor Fernando Pessoa, mas teve um Brás Cubas, escrever memórias falseadas é um caminho desbravado com maestria por Silviano Santiago, enquanto sujeito e objeto crítico. Tem dado certo, o que o transformou em um cult de um público especializado . Suas narrativas são potencialmente dissertações ou teses. Poderíamos talvez ter feito o mesmo exercício com Sérgio Sant'Anna, Ana Miranda, Bernardo Carvalho, por exemplo, enveredando por outros caminhos deste tipo de escrita literariamente teórica. Mas na realidade, ainda estamos em dúvida, e eu particularmente aqui me enquadro, sobre a real eficiência literária de algumas estratégias críticas diante destas narrativas, por vezes repetidas. Talvez, apenas explicitem a interação que varia de leitor para leitor. Cruzamentos, hibridizações, intertextualidades, apropriações, cujos efeitos, em termos de um real possível, maior liberdade diante de uma produção literária contemporânea, estamos ainda impossibilitados de avaliar.
O crítico cronista 20, como preferimos chamar os profetas do seu tempo, está comprometido por laços de (re)conhecimento, por afinidades teóricas, por comunidades de interesses dentro dos circuitos de produção e circulação da literatura, por manifestações literárias, mercados de linguagens e de imagens, espaços abertos 21 na mídias impressa e televisiva. Dentro e fora da academia, o crítico do contemporâneo sempre recortará preferências. E parece que não tem (ou não precisa ter) muito entusiasmo, ou mesmo vontade, para levar a cabo uma leitura crítica mais exaustiva.
Restam, então, as perguntas: como serão inseridas estas leituras e estas teorias críticas na historiografia literária? Estas leituras poderão contribuir para se pensar se é possível hoje uma história literária? Qual visão da historiografia literária poderá entrar em diálogo com nossas abordagens críticas multifacetadas?
Alguns recortes tive que fazer, nestas tantas laudas e caracteres. O princípio da minha leitura, já apontado no ensaio, apresentado n GT História da Literatura, na ANPOLL, de 2004, Olhares críticos como ilhas de edição 22, foi mesmo “ o dos livros organizados por ” (ou os livros org. como os chamo), na sua materialidade, sobre os quais, na ocasião, fixei o meu olhar. Ou o mesmo princípio do escritor Ivan Ângelo nas anotações de sua festa nos anos 70 23: “Que desperdício deixar passar este momento sem captar o sentido dele, ao menos o esboço que mostre a alguém: era assim naquele tempo...”. E se datas são mesmo pontas de iceberg, posso me valer de Araripe Junior e do que diz na Gazeta da Tarde , em 08 de julho de 1882: “Criticar a crítica é a coisa mais difícil que conheço. O mesmo que saltar por cima da própria sombra”. No meu caso, saltar por cima da minha própria sombra.
In: “Sermão da Terceira Dominga da Quaresma”. www.cce.ufsc.br/nupill
ROMERO, Sílvio. Introdução. A Literatura Brasileira e a Crítica Moderna . Fevereiro de 1880. In: CANDIDO, Antonio (seleção e apresentação). Sílvio Romero . Teoria, Crítica e História Literária. SP: EDUSP, 1978, p. 5-6.
O autor do livro citado é C. F. Winchester. In: VERÍSSIMO, José. “A crítica literária”. In: BARBOSA, José Alexandre. José Veríssimo. Teoria, crítica e história literária. SP: EDUSP, 1977, p. 12.
VERÍSSIMO, José. “A crítica literária”. 1899. Op. Cit.
SANTIAGO, Silviano. “Lista dos mais vendidos e a crítica literária”. In Jornal do Brasil . Idéias, 23 de março de 1996, p. 7.
BOSI, Alfredo. “O Tempo e os Tempos”. In: NOVAES, Adauto (org.). Tempo e História. SP: Companhia das Letras, 1993, p. 19.
Refiro-me aqui ao meu ensaio “Dentro deste (a)pós: muito abalo, novos nomes, outras falas. Cadernos do Centro de Pesquisas Literárias da PUCRS. Porto Alegre, 2000. Vol. 6, n. 1, pa. 73-79.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo, Loyola, 1996.
Alguns livros organizados foram estudados por mim, ora por questões mais pontuais, ora por sua proposta mais ampla mesmo. Posso citar aqui MOREIRA, Maria Eunice. Histórias da literatura. Teorias, temas e autores. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2003; ROCHA, João César de Castro (org.). Nenhum Brasil existe. Topbooks, 2003; SUSSEKIND, Flora et alii (org.). Vozes Femininas. RJ: 7Letras e Casa de Rui Barbosa, 2003; OLINTO, Heidrun Krieger e SCHOLLHAMMER, Karl-Eric (org.). Literatura e Mídia . RJ: Loyola, 2002; VILLAÇA, Nizia (org.).. Nas fronteiras do contemporâneo. RJ: Mauad, 2001; MARTINS, Maria Helena (org.). Rumos da crítica . SP: Itaú Cultural; 2000; ANTELO, Raul e CAMARGO, Maria Lúcia (org.). Declínio da arte, ascensão da cultura . Chapecó, Argos, 2000; MENDES, Lauro Belchior (org.). Memórias do presente. Ensaios de literatura contemporânea. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2000; RAMOS, Tânia Regina Oliveira et alii (Org.). Falas de gênero. Florianópolis, Editora Mulheres, 2000; MUZART, Zahidé L. (org.). Escritoras Brasileiras do século XIX . Florianópolis, Editora Mulheres, 1999; JOBIM, José Luiz (org.). Literatura e Identidades. Editora da UERJ, 1999; LEENHARDT, Jacques e PESAVENTO, Sandra (org.). Discurso Histórico e Narrativa Literária. SP: Editora da Unicamp, 1998; BERND, Zilá e UTEZA, Francis (org.).. Produção literária e identidades culturais. Porto Alegre: Sagra Luzzato, 1997; AGUIAR, Flávio et alii. Gêneros de Fronteira. Cruzamentos entre o histórico e o literário. SP: Xamã, 1997.
RAMOS, Tânia Regina Oliveira. Olhares críticos como ilhas de edição. Trabalho escrito para ser debatido no GT-História da Literatura no XIX Encontro Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Lingüística. ANPOLL, Maceió, 28/06/2004 a 02/07/2004. In: www.pucrs.br/fale/pos/historiadaliteratura
Tal observação nos remete ao ensaio de Leila Perrone-Moisés. “Que fim levou a crítica literária?”. In: Folha de São Paulo, Mais , 25 de agosto de 1996.
OLIVEIRA, Nelson (organização) . Geração 90: manuscritos de computador. São Paulo: Boitempo Editorial 2003 e Geração 90: Os Transgressores , 2003.
MORICONI, Ítalo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século . RJ: Objetiva, 2000; p. 522.
_______________ . Entrevista. Revista Z. http://acd.ufrj.br/pacc/z/z_fase_um/arte1.html
BARTHES, Roland. “Escrever a leitura”. In: O Rumor da Língua . SP: Brasiliense, 1984, p. 42.
_________________. “O jogo não deve ser entendido como uma distração, mas como um trabalho”. Op. Cit.
Refiro-me especialmente aos romances publicados depois nos anos 80: Em liberdade (Paz e Terra, 1981); Stella Manhattan (Nova Fronteira, 1985); Uma história em família (Rocco, 1992); Viagem ao México (Rocco, 1995) e Keith Karret no blue note (Rocco, 1996).
SANTIAGO, Silviano. O falso mentiroso. RJ: Editora Rocco, 2004. Recomendo a leitura da resenha de Rafael Cardoso. “Entre o pitoresco e o sutil, verdades e mentiras, o puro prazer do texto”. In: Prosa e Verso. O Globo, 10.04.2004, p. 4.
Eneida Maria de Souza dedica seu livro: Crítica Cult, Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2002 para Silviano Santiago, “o mais sábio dos cults ”.
Optamos por escolher esta forma como foi classificado no século XIX, o intelectual Humberto de Campos, porque acreditamos bastante adequada para registrar o crítico do contemporâneo, “profetas do que viram”.
Refiro-me aqui ao programa Espaço Aberto, do canal Globonews, que tem se dedicado a constantes entrevistas com escritores contemporâneos.
ANGELO, Ivan. A Festa . SP: Geração Editorial, 1995. A primeira edição é de 1976.