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Ferdinand Denis e os paradigmas da história da literatura
Regina Zilberman (PUCRS)
Jean Ferdinand Denis nasceu em Paris, em 1798, filho, conforme Georges Le Gentil, "dum funcionário do Ministério dos negócios estrangeiros". 1 Saiu da França em 1816, aparentemente na direção das Índias, na busca de autonomia financeira. 2 Acabou desembarcando no Rio de Janeiro, tendo nas mãos carta de recomendação do Padre Francisco Manuel do Nascimento, o árcade Filinto Elísio que, na época, ainda exercia grande influência poética e política; seis meses depois, seguiu para a Bahia. 3 Jean-Paul Bruyas sugere que a estada no Brasil, em especial na Bahia, exerceu papel decisivo no destino do futuro escritor: "essa estada, que vai de 1816 a 1819 e correspondeu ao período dos dezoito aos vinte e um anos de idade, orientou o rumo de toda sua vida e de suas atividades." 4 Ao deixar a Bahia, o jovem retornou à sua cidade natal, dedicando-se doravante à atividade literária, com ênfase na escrita de obras relativas à América e a Portugal, sobretudo, e ao seu trabalho de bibliotecário, e depois curador, da Biblioteca de Santa Genoveva, em Paris, posto que obteve em 1838 e conservou até a morte, em 1890. Antes, porém, viajou por outros países da América, conforme relata Joaquim Norberto, no necrológio dedicado à memória do historiador francês, em sessão do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. 5
Na França, Denis publicou a carta de Pero Vaz de Caminha sobre o descobrimento do Brasil, conforme Maria Helena Rouanet, a "primeira publicação da Carta em outra língua que não o português". 6 Em 1823, Ferdinand Denis lançou Camöens et Jozé Indio , biografia ficcionalizada dos últimos anos do épico português, reeditada em 1824, junto com Scènes de la nature sous les tropiques et de leur influence sur la poésie . Em 1825, Ferdinand Denis escreveu o Résumé de l'histoire du Brésil et de la Guyane , traduzido no Brasil por Henrique Luís de Niemeyer Bellegarde e, conforme Joaquim Norberto, "adotado por circular do governo às câmaras municipais do império para leitura das escolas primárias". 7 Talvez o sucesso desse trabalho tenha-o levado a redigir os resumos de história da literatura, publicados num único volume em 1826. Esse texto, porém, não foi traduzido na época, 8 embora tenha constituído leitura obrigatória, pelo menos, dos românticos brasileiros, conforme se verifica em ensaios de Joaquim Norberto e Pereira da Silva, que calcaram seus juízos sobre obras literárias pertencentes ao patrimônio brasileiro nas teses do estudioso francês. 9
O falso rosto do livro de Ferdinand Denis apresenta o título Résumés de l'histoire littéraire du Portugal e du Brésil ( Resumos da história literária de Portugal e do Brasil ), simplificando a denominação provavelmente correta que aparece na folha de rosto: Resumé de l'histoire littéraire du Portugal, suivi du Résumé de l'histoire littéraire du Brésil ( Resumo da história literária de Portugal, seguido do Resumo da história literária do Brasil ). Em ambas as páginas, a palavra Portugal tem um destaque gráfico muito maior, graças ao tamanho da letra empregada. O nome dos dois países aparece em negrito, mas o corpo escolhido para designar a nação portuguesa é maior, sinalizando a atenção do escritor conferida à produção literária daquele país.
Não apenas esse aspecto confere maior visibilidade a Portugal, o que poderia ser interpretado como jogada de marketing. Na capital da França, moravam muitos portugueses, que publicavam suas obras na cidade e circulavam um saber no interior desse grupo, haja vista a existência dos Anais das ciências, das artes e das letras , editados pela Sociedade de Portugueses Residentes em Paris, entre 1818 e 1822, em que Denis embasou parte de sua pesquisa, conforme cita ao final do "Discurso preliminar". Também a distribuição da matéria é reveladora da importância superior conferida à literatura de Portugal, que ocupa mais de 500 páginas, em 34 capítulos, enquanto a literatura do Brasil cabe em 8 capítulos, num total de 90 páginas.
No entanto, a literatura do Brasil não aparece como apêndice ou extensão ultramarina da literatura portuguesa, ainda que o escritor aborde aquela produção em 1826, quando o país começava a se organizar politicamente enquanto nação autônoma. O Brasil suscita a redação de um segmento auto-suficiente, ainda que, no "Discurso preliminar", o pesquisador misture o material. Nesse, podem-se destacar quatro questões básicas, a saber: os objetivos da escrita da obra; as concepções de literatura e de história literária; a proposta de divisão em períodos e as referências à literatura brasileira; as fontes de pesquisa consultadas.
a) Quanto aos objetivos
Desde os parágrafos iniciais do "Discurso preliminar", esclarecem-se os propósitos que levaram Ferdinand Denis a redigir o Resumo da história literária de Portugal : os franceses passaram muito tempo sem apresentar qualquer curiosidade pelas literaturas de outros países, desinteresse decorrente não apenas de desdém pela cultura do outro; como a literatura francesa era imitada pelas de seus vizinhos, o público acreditava não encontrar naquelas qualquer novidade. Ler o espelhado não agradava o proprietário dos espelhos, resultando daí o isolamento dos conterrâneos de Denis em relação às demais nações literárias. Denis não contraria esse posicionamento, comentando: "é preciso confessar que as outras nações muito ajudavam a desenvolver nossa prevenção desdenhosa." 10 Destaca, porém, que os tempos são outros, em virtude de as nações terem adotado nova prática. Seu exemplo provém da Alemanha, que se entregou "às suas próprias impressões" (p. VI), buscando no passado a fonte de inspiração para a criação literária. A imitação do alheio foi deixada de lado, e a originalidade capacitou-os a fundar uma literatura.
Originalidade é a palavra de ordem, que Denis reconhece nas literaturas emergentes, exemplificadas pelas criações provenientes da Alemanha. Elas resultam da decisão dos povos que dizem: "queremos ser nós mesmos", porque "tiveram o sentimento de sua própria força" (p. XX). O autor conclui: quando ocorreu esse fenômeno, "compreendemos que podiam tornar-se rivais poderosos, e quisemos conhecê-los." (p. VI) Denis escreveu, pois, seu livro com o pensamento no leitor francês. Provavelmente, não cogitava que o grande público fosse escolher seu livro, mas esperava que seus compatriotas acompanhassem seu raciocínio, voltando o olhar para as literaturas estrangeiras, que, de certo modo, desafiavam a hegemonia gaulesa. Mais adiante, especifica porque, dentre as literaturas estrangeiras, elegeu como objeto a de Portugal: menos conhecida que a da Espanha, porém, não menos importante, era hora de divulgá-la, tarefa de que se incumbe em sua obra.
Focado no leitor francês, Denis explica ainda marcas de seu livro: é mais completo que os de F. Bouterwek, História da poesia e da eloqüência , e de S. de Sismondi, De la littérature du Midi de l'Europe , que o antecederam, mas, por razões editoriais, não pôde ser tão abrangente quanto gostaria. Procurou inserir trechos dos textos mencionados e examiná-los, mas, mesmo assim, lamenta não ter tido oportunidade de anexar uma antologia do material com que trabalha. O parágrafo a seguir sintetiza as aspirações do autor no que se refere aos objetivos de sua pesquisa e às suas expectativas de recepção por parte do público francês:
Ocupando-me da obra que agora ofereço ao público, estou convencido de sua necessidade; surpreendido com as riquezas que se apresentavam diante de mim, ficou-me o pesar de só poder dar a conhecer uma pequena parte sua: desta vez, seria preciso reunir a maior parte dos documentos necessários a uma história literária antes de fazer seu resumo. Obrigado a rejeitar uma porção de detalhes, de examinar incessantemente sem poder dizer o que descobria, restou-me a certeza de apenas ter feito sobre a literatura portuguesa um trabalho mostrando a necessidade de uma obra mais extensa. A minha talvez possa tornar-se de alguma utilidade aos amigos das letras, porque sempre bebi nas fontes. (p. IX)
Obra que se restringiu a uma única edição e não chegou a ser traduzida em sua integralidade para o português, o Resumo da história literária de Portugal provavelmente não alcançou a acolhida que esperava, pelo menos entre os leitores europeus.
b) Quanto às concepções de literatura e de história literária
Enquanto explicita os objetivos dos Resumos , o autor apresenta suas idéias relativamente à natureza da literatura e, em especial, à necessidade de uma história literária:
Aliás, pela marcha que seguíamos, nossas idéias deviam se alargar; nossos conhecimentos se desenvolveram; sentimos o movimento geral; submetidos a seu poderio, vimos que cada século, cada país tem seu gênero de belezas literárias; que os acontecimentos políticos influenciam seus espíritos, assim como o clima; que todas as formas distintivas de estilo devem ser conservadas; que, estudando as literaturas, enfim, era preciso estudar o gênio das nações, e que esse, julgado até então com espírito prevenido, deveria sê-lo sem preconceitos. Então a crítica se elevou, rejeitou as discussões de palavra para se entregar ao exame dos pensamentos; aumentando o círculo de suas observações, ela destinou a cada povo o caráter que o distinguia. (p. VI-VII)
Reconhecem-se aí as palavras de ordem emanadas das concepções românticas:
- os países se distinguem uns dos outros, provocando diferenças que se imprimem nas obras literárias;
- essas sofrem igualmente as transformações provocadas pelos acontecimentos políticos e pelo clima;
- se as transformações externas afetam a produção literária, não é possível conviver com uma noção universal e uniforme de literatura, sendo preciso examiná-la ao longo da história e em seus variados espaços;
- as literaturas ajustam-se ao "gênio das nações" onde vicejam, sendo necessário estudá-las em relação ao povo que a produziu, verificando onde se expressa o caráter que a distingue.
A história da literatura nasce da alteração imposta ao conceito de literatura, que, também ele, se historiciza, ao se associar à trajetória de uma nação, de que é, simultaneamente, espelho e inspiração. Dicionário biográficos não são mais suficientes, conforme suas palavras, já que, ao invés de uma "nomenclatura vã de obras", faz-se necessário proceder a reflexões e a análises. Se bem que se reconheçam, nos conceitos, a intromissão de noções extraídas, sobretudo, de Madame de Staël, 11 por exemplo, Denis cita um historiador mais próximo, Pierre-Louis Ginguené, 12 a quem atribui a principal contribuição de ordem metodológica:
Nessa mudança, Ginguené exerceu um grande poder; mostrou sobretudo como a literatura marchava com os acontecimentos políticos. Ele fez sentir como a influência dos grandes poetas se expande sobre seus séculos: seu admirável talento, seu espírito direito, sua perseverança fizeram com que se conhecesse a extensão destes gênios, cuja leitura freqüentemente não ousávamos empreender, porque era preciso adquirir, para compreendê-los, muitos conhecimentos preliminares . (p. VII-VIII)
c) Quanto à proposta de divisão em períodos e às referências aos escritores do Brasil
Esclarecidas as razões porque se voltou à literatura portuguesa, conforme a perspectiva da história da literatura – que, em 1826, era ainda um segmento em ascensão nos estudos literários – e não a dos dicionários, que se consolidaram no século XVIII, Denis apresenta sua proposta de divisão em períodos. Informa primeiramente discordar da divisão em quatro períodos, vigente entre os historiadores consultados por ele, propondo uma segmentação em cinco etapas, a saber:
1 – O primeiro período é assinalado pela ação civilizadora de D. Dinis, pela obra de Vasco de Lobeira, o Amadis da Gaula , e pela atividade criativa de Bernardim Ribeiro;
2 – O segundo período marca-o a produtividade de Sá de Miranda, Antônio Ferreira, Gil Vicente, Diogo Bernardes e Andrade Caminha. Distingue especialmente a Camões, a quem atribui posição exponencial por causa de Os Lusíadas e por sua dedicação à pátria lusitana.
3 – O terceiro período é ocupado por autores que sucederam a Camões, mas que ainda sofrem os efeitos da aura do poeta épico, como Rodrigues Lobo, Corte Real, Mouzinho de Quevedo, Pereira de Castro e Sá de Meneses.
4 – O quarto período corresponde, na França, ao "século de Luís XIV" (p. XVI-XVII); A literatura de Portugal, que está subjugado à Espanha, experimenta a decadência e o mau gosto.
5 – O quinto período acolhe os autores do século XVIII, embora Denis não se refira a datas. São eles o conde de Ericeira, Antônio José, Correia Garção, Antônio Dinis da Cruz e Silva, Francisco Manuel do Nascimento (Filinto Elísio) e Bocage.
A divisão em períodos apresenta duas particularidades, pelo menos:
- Denis refere-se preferentemente aos poetas, abrindo espaço para dramaturgos, como Gil Vicente e Antônio José; mas a prosa será objeto de consideração à parte, embora, ao examiná-la, não contradiga a divisão proposta;
- Denis vale-se do termo "período", mas não estabelece balizas cronológicas, nem identifica os períodos a séculos, como farão, por exemplo, Almeida Garrett e Joaquim Norberto.
A referência à literatura brasileira aparece após a proposta de divisão em períodos, mostrando-se Denis bastante sucinto, mas, nem por isso, menos revelador. Começa por observar que "uma nação nova reclamava a história de sua literatura", o que o levou a "traçar suas linhas principais" (p. XVIII). Seu objetivo, no que se refere a esse tópico, é mais amplo, porque, "indicando o caminho que deve tomar a poesia no Novo Mundo, pensei que era conveniente dar a conhecer, rapidamente, o caráter poético das diversas raças" (p. XIX), coerente, pois, com o conceito de literatura e de história literária proposto no início. Deixa, porém, o tópico para mais adiante, limitando-se, nesse momento, a indicar que "a literatura brasileira nasce no século XVII; no século XVIII, vemos aparecer dois poemas." (p. XIX).
Cita, na seqüência, Santa Rita Durão e de Basílio, autores dos poemas destacados antes, sobre os quais tece breve comentário. Depois, lembra os nomes de Domingos Caldas Barbosa e Tomás Antônio Gonzaga, além de aludir ao anônimo e "elegante autor das poesias dirigidas às damas baianas" (p. XIX), Domingos Borges de Barros, conforme Guilhermino Cesar. 13
Ao abordar os prosadores, Denis retorna à Idade Média, sugerindo que a divisão em períodos se repete com esse gênero, embora não o declare diretamente. Destaca o papel de Fernão Lopes, mas relaciona igualmente Gomes Eanes de Zurara e e Bernardim Ribeiro. Sublinha, dentre os autores do século XVI, Jerônimo Osório, João de Barros, Damião de Góes e Fernão Mendes Pinto. Na seqüência, valoriza Luís de Souza, Freire de Andrade e Antônio Vieira.
Depois de, mais uma vez, censurar o século da decadência e valorizar os esforços de reerguimento intelectual e artístico, graças à ação de Ericeira, Denis refere dois autores brasileiros da época: Rocha Pita e Azeredo Coutinho, do século XVIII. Escrevendo nas primeiras décadas do século XIX, o historiador ignora a produção de seu tempo, exceção feita apenas à menção aos poemas, na ocasião recentemente publicados em Paris, de Borges de Barros.
d) Quanto às fontes consultadas
Mais de uma vez o historiador indica as circunstâncias que dificultaram a elaboração de seu trabalho. Uma delas diz respeito à ausência de uma tradição historiográfica, precedido apenas por Friedrich Bouterwek, autor da História da poesia e da eloqüência , que, em 1805, destina o quarto volume à literatura portuguesa, e por Simonde de Sismondi, cuja De la littérature du Midi de l'Europe acolhe, entre os capítulos XXXVI e XL, o mesmo assunto. Excetuando-se esses precursores, dispôs Ferdinand Denis dos dicionários, como o de Diogo Barbosa Machado, a Biblioteca Lusitana , em quatro volumes. Os precursores, a seu juízo, não o ajudaram muito, porque suas abordagens são muito genéricas e superficiais: "devemos a eles as obrigações, como as que se devem aos primeiros exploradores que avistaram rapidamente, mas que avistaram primeiro"; conclui, contudo, que "a história literária de Portugal ainda está por se fazer". (p. IX).
Por isso, foi preciso buscar material suplementar, elencado pelo pesquisador ao final do "Discurso preliminar". Verifica-se que Denis encontrou-o não apenas nos dicionários e historiadores citados antes, mas nas obras de viajantes europeus, como Du Châtelet, Doumourier e Heinrich Friedrich Link, que, no relato de suas viagens por Portugal, refere-se às letras portuguesas,. Adriano Balbi, autor do Essai statistique sur le royaume de Portugal et d'Algarve , parece ter-lhe oferecido informações muito úteis, porque o menciona seguidas vezes ao longo do texto. Ele ainda consultou, com bons resultados, as obras produzidas pela Academia de Ciências de Lisboa, como as Memórias de literatura portuguesa , fonte a que recorre bastante.
A segunda dificuldade, referida ao final do "Discurso preliminar", retorna em outros capítulos do livro: trata-se da "raridade de diversas obras portuguesas" (p. XXII), que tentou suplantar recorrendo à ajuda de "alguns amigos das letras" (p. XXII). Constata-se que, embora Denis, para se diferenciar dos prestigiados Bouterwek e Sismondi, se jacte de ter bebido nas "fontes" (p. IX), essas parecem não ter sido muito numerosas, nem abundantes. Sua queixa, porém, não diverge daquela que expressará, anos depois, Gonçalves de Magalhães, às voltas, também em Paris, com a redação de seu "Ensaio sobre a história da literatura no Brasil". A diferença é que Ferdinand Denis resolve levar a tarefa até o final, para marcar seu próprio lugar na história.
"A história literária de Portugal ainda está por se fazer" – eis a missão que escolhe, construindo um conhecimento sobre um passado literário até então disperso em materiais de consulta quase inacessíveis. Acabou impondo paradigmas não aos leitores franceses que tinha primeiramente em vista, mas aos pesquisadores que se seguiram a ele. Concluído o esforço proposto no "Discurso preliminar", talvez se pudesse dizer, ao fim e ao cabo, que "a história literária de Portugal" foi feita.
LE GENTIL, Georges. Ferdinand Denis, iniciador dos estudos portugueses e brasileiros. Biblos . Coimbra, n. 4. 1928. , p. 293-323.
Luís Gastão de Escragnolle Doria supõe que Ferdinand Denis aguardaria, no Rio de Janeiro, embarcação para Goa. Cf. DORIA, Luís Gastão de Escragnolle. Um amigo do Brasil (Ferdinand Denis). Revista Trimensal do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro . Rio de Janeiro, n. 75, 1912. p. 219-230.
Cf. BOURDON, Léon. Lettres familieres et fragments du journal intime Mes sottises quotidiennes de Ferdinand Denis à Bahia (1816-1819). Brasilia . Coimbra, n. X, 1958. p. 143-286.
BRUYAS, Jean-Paul. Introdução. In: DENIS, Ferdinand. Os maxacalis . Edição crítica com introdução, notas e apêndice de Jean-Paul Bruyas. Trad. Maria Cecília de Moraes Pinto. São Paulo: Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia; Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1979. p. XXII.
NORBERTO, Joaquim. Atas das sessões de 1890. Revista Trimensal do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro . Rio de Janeiro, n. 53, 1890. p. 474 – 477.
ROUANET, Maria Helena. Eternamente em bêrço esplêndido . A fundação de uma literatura nacional. São Paulo: Siciliano, 1991. p. 300.
Guilhermino Cesar, em 1968, traduziu e publicou os capítulos relativos à literatura brasileira. Cf. Denis , Ferdinand. Resumo da história literária do Brasil . Tradução, prefácio e notas Guilhermino Cesar. Porto Alegre: Lima, 1968. Esse trabalho está republicado em Cesar , Guilhermino. Historiadores e críticos do Romantismo . Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: EDUSP, 1978.
Cf. ZILBERMAN, Regina; MOREIRA, Maria Eunice. O berço do cânone . Porto Alegre: Mercado Aberto, 1998.
DENIS, Ferdinand. Resumé de l'histoire littéraire du Portugal, suivi du Résumé de l'histoire littéraire du Brésil . Paris: Lecointe et Durey, Libraires, 1826. p. V. As demais citações provêm dessa edição.
Cf. Staël, Madame. de. De l'Allemagne . Paris: Garnier-Flammarion, 1968. 2v .
Pierre-Louis Ginguené (1748-1816) foi encarregado, à época de Napoleão, de escrever a história literária da França, contribuindo com os volumes que apareceram em 1814, 1817 e 1820. Seu trabalho mais importante, modelado a partir da obra de Girolamo Tiraboschi (1731-1794), é Histoire littéraire d'Italie , em 14 volumes., publicado entre 1811 e 1835 (os últimos volumes foram escritos por Francesco Salfi e revisados por Pierre Danou).