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O cânone da história da literatura brasileira na travessia do milênio: um permanente desafio
Luiz Roberto Cairo (UNESP)
Todo presente de criação propõe uma leitura sincrônica do passado de cultura. A apreensão do novo representa a continuidade e a extensão da nossa experiência do que já foi feito.
Haroldo de Campos
O cânone da história da literatura brasileira construído, não muito tranqüilamente, pelos escritores românticos, permaneceu vivo ao longo dos anos, apesar das diferentes leituras e releituras, que dele fizeram os críticos das mais variadas tendências. Na verdade, o cânone literário é uma questão sempre polêmica, na medida em que é resultado de uma escolha por parte de autoridades críticas, inseridas necessariamente em contextos ideológicos. Assim sendo, todo cânone é o cânone da exclusão. A existência e a permanência de um cânone literário hegemônico, numa sociedade voltada para as discussões em torno da construção da cidadania jamais serão consensuais. Daí observar-se uma tendência, nesta virada de séculos, para a possibilidade de uma diversidade paradigmática no rol de textos que vem a constituir não mais o cânone hegemônico, mas diferentes cânones para inúmeras variáveis de histórias literárias que eventualmente possam vir a ser inventadas pelas autoridades das diversas comunidades interpretativas.
Em “Literatura de fundação”, texto de 1961, bastante oportuno, quando se procura refletir sobre a literatura brasileira no contexto latino-americano, Octavio Paz (1914-1998) observa que:
Uma literatura nasce sempre frente a uma realidade histórica e, freqüentemente, contra essa realidade. A literatura hispano-americana não é uma exceção a esta regra. Seu caráter singular reside no fato de que a realidade contra a qual se levanta é uma utopia. Nossa literatura é a resposta da realidade real dos americanos à realidade utópica da América. Antes de ter existência histórica própria, começamos por ser uma idéia européia. Não é possível entender-nos se se esquece de que somos um capítulo da história das utopias européias. 1
Em relação à América portuguesa, a situação não é muito diversa, uma vez que o caráter singular da literatura brasileira também reside no fato da realidade contra a qual ela se levanta ser uma utopia.
Ainda neste mesmo texto, o crítico mexicano considera a fragilidade e inadequação do caráter nacional das literaturas hispano-americanas, pois “o nacionalismo”, diz ele, “não é só uma aberração moral; é também uma falácia estética.” (1976, 126)
Ao deconstruir a categoria do nacional, argumenta que:
Nada distingue a literatura argentina da uruguaia, nem a mexicana da gualtemateca. A literatura é mais ampla do que as fronteiras. É verdade que os problemas do Chile não são os problemas da Colômbia e que um índio boliviano pouco tem a ver com um negro antilhano. A pluralidade de situações, raças e paisagens não nega a unidade da língua e da cultura. Unidade não é uniformidade. Os grupos, os estilos e as tendências literárias não coincidem com as divisões políticas, étnicas ou geográficas. Não há escolas nem estilos nacionais; em compensação, há famílias, estirpes, tradições espirituais ou estéticas. 2
No caso brasileiro, o processo de fundação é semelhante, se se pensar que, estabelecido oficialmente por Francisco Adolfo Varnhagen (1816-1878), em 1850, no Florilégio da poesia brasileira , o cânone da nossa literatura desperta polêmicas, ao longo dos anos, principalmente, no que se refere ao caráter nacional, marca sob a qual foi efetivamente cunhado.
Já em 1859, o crítico Antonio Joaquim Macedo Soares (1838-1905) inicia o Prefácio da coletânea de versos Harmonias brasileiras , num tom cético e irônico, dizendo que o livro “encerra um pensamento que não é novo, mas que agora parece querer dominar na nossa literatura” 3, isto é, a “necessidade de nacionalizar-se a idéia em todas as órdens de conhecimentos” 4, acrescentando em seguida:
Da tribuna da imprensa, proclama-se a nacionalização da família.
Nas academias, ouve-se a voz dos mestres pugnar pela nacionalização do direito.
Nas associações literárias, discutem-se os elementos da nacionalização da literatura, as fontes de vida da arte.
É, enfim, a nacionalidade a palavra mágica que ocupa o pensamento calmo e severo do homem de Estado, que faz vibrar a voz do professor, que eletriza o coração dos mancebos.
Mas é sobretudo na poesia que se torna mais sensível esta necessidade da manifestação do espírito brasileiro. 5
Na “necessidade de nacionalizar-se”, estava embutida a idéia de originalidade de uma literatura emergente. Se, por um lado, era preciso resguardar esta idéia, conforme se depreende do ensaio sobre as Flores Silvestres , de Bittencourt Sampaio, publicado em agosto de 1860, na Revista mensal do ensaio filosófico paulistano , n ° 5, Macedo Soares escreve:
Eu não sei apesar da opinião respeitada do Dr.J.Norberto, como se separar a originalidade da nacionalidade: porquanto, ser nacional, isto é, de seu século e país, equivale a ter feições próprias suas, um caráter distinto e peculiar, uma fisionomia original; e não é nacional a literatura que não distingue um povo na comunhão de outros povos. Sem crenças, nem tradições, despida de cores locais, carecedora de cunho da imaginação popular, a poesia cosmopolita pertence a todos proindiviso , entra no domínio das idéias gerais de que todos podemos apropriar-nos sem plagiato. 6
Por outro lado, percebia o equívoco como se pode constatar no texto sobre Sombras e sonhos , de José Alexandrino Teixeira de Melo, publicado, no ano anterior, no mesmo periódico, onde o crítico romântico comenta que a causa do defeito capital dos nossos poetas deve ser buscada:
(...) na maneira errada por que tem sido compreendido o nacionalismo na arte. Tem-se feito deste caráter de toda a verdadeira poesia um sistema, quando não devia ser senão uma condição local, necessária embora, de sua projeção no espaço e no tempo. 7
Dez anos depois, Machado de Assis (1839–1908), no ensaio antológico “Notícia da atual literatura brasileira: o instinto de nacionalidade”, publicado no periódico O Novo Mundo , de Nova York, de certa forma, acaba reiterando essa idéia:
Não há dúvida que uma literatura, sobretudo uma literatura nascente, deve principalmente alimentar-se dos assuntos que lhe oferece a sua região; mas não estabeleçamos mais doutrinas tão absolutas que a empobreçam. O que se deve exigir do escritor antes de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço. 8
Há portanto uma analogia entre o que Octavio Paz, Macedo Soares e Machado de Assis, em momentos diversos, de maneira lúcida, perceberam: o nacionalismo enquanto categoria para pensar o fato literário é uma falácia estética.
Sob esta falácia, escreveram-se várias histórias da literatura brasileira desde a de Joaquim Norberto de Sousa Silva (1820-1891), publicada nas páginas da Revista Popular entre 1859 e 1862, passando pela História concisa da literatura brasileira , de Alfredo Bosi (1936-), publicada em 1970, e pela Literatura Brasileira : dos primeiros cronistas aos últimos românticos, de Luiz Roncari (1945-), uma das mais recentes, publicada em 1995.
Neste texto, pretendo revisitar algumas propostas da segunda metade do século XX, cujas marcas aparecem em ensaios publicados na travessia do milênio, prosseguindo assim com minhas anotações sobre o assunto.
Em “Insatisfações canônicas ao longo da história da literatura brasileira” 9 e “Notas sobre o cânone da história da literatura brasileira na segunda metade do século XX” 10, detive-me no “Prefácio da Primeira Edição” d' A literatura no Brasil (1955), de Afrânio Coutinho (1911-2000), e na “Introdução” à Formação da literatura brasileira (1957), de Antonio Candido (1918-), duas obras fundamentais da nossa historiografia literária, bem como na idéia de uma história sincrônica, proposta por Haroldo de Campos (1929-2003), em textos publicados nas décadas de 60 e 70, que reviram e discutiram o conceito e, conseqüentemente, o cânone da literatura brasileira do final da primeira metade do século XX. Em todos esses textos, vale dizer que a defesa ou a negação do nacional como categoria para uma reflexão sobre o cânone da literatura brasileira é o centro de atenção dos críticos.
A partir dos anos 80, observa-se uma mudança de perspectiva, até então voltada para a categoria do nacional e/ou do estético, e desde então deslocada para a expressão das vozes que ficaram à margem do cânone hegemônico da história da literatura brasileira. É o momento marcado pelo multiculturalismo nas reflexões da crítica e história literária brasileira, em que se busca revitalizar o cânone, através da inclusão de textos que expressam as vozes dos porventura deixados à margem em função da etnia, gênero, sexualidade, condição sócio-econômica ou por outro tipo de sanção ideológica, e conseqüente exclusão daqueles que não mais respondem ao horizonte de expectativas do presente.
Nesse sentido, a publicação dos livros Os pobres na literatura brasileira (1983), de Roberto Schwarz (1938-), e Tal Brasil, qual romance? (1984), de Flora Süssekind (1955-), foi bastante significativa.
O primeiro, uma antologia de ensaios, vai provocar uma revisão nos critérios de seleção de autores e obras constantes no cânone da literatura brasileira, na medida em que seu organizador, defendendo a idéia de que “as crises da literatura contemporânea e das sociedades de classes são irmãs” 11e, conseqüentemente, “a situação da literatura diante da pobreza é uma questão estética radical” 12, levou os críticos das mais variadas vertentes a deslocarem a ótica de suas reflexões para outro polo, ao desafiá-los a responderem uma simples questão: “como se define e representa a pobreza nas letras brasileiras?” 13
O segundo livro, uma reflexão sobre a recorrência da estética naturalista na história do romance brasileiro, apresenta-se como um ensaio exemplar de visada sincrônica da historiografia literária, no qual sua autora, com bastante sensibilidade, contribui indiretamente para a discussão do cânone ao explicitar que “a construção de uma história literária, como a de uma árvore genealógica, se faz com o ocultamento das diferenças e descontinuidades.” 14
Nos anos 90, a discussão do cânone ocupou os espaços acadêmicos e a mídia que, promovendo listas de melhores autores nos suplementos culturais dos jornais de maiores tiragens do País – Jornal do Brasil , O Globo , Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo – acabou vulgarizando o termo, abrindo espaço para a publicação, na virada do século, de inúmeras antologias que proporcionaram ao leitor balanços e visões panorâmicas da produção literária do século XX e principalmente da última década do milênio.
Entre os ensaios escritos nesse momento, “Preguiça pastosa – Repensando o cânon literário brasileiro”, de Roberto Reis (1945-1994), talvez seja um dos mais interessantes, apesar de pouco conhecido, pelo fato de não ter sido publicado no Brasil. Seu autor morto precocemente publicou-o no primeiro número da revista norte-americana Santa Barbara Portuguese Studies , editada pelo Centro de Estudos Portugueses da Universidade da Califórnia.
Dentro do espírito das discussões da década, Roberto Reis constata que a crítica das histórias da literatura no Brasil “tem canonizado o corpus literário não raro atribuindo-lhe uma feição nacionalista”, acrescentando o dado importante de que “todo projeto nacionalista é deflagrado pelas camadas dominantes”, não traduzindo portanto os anseios da ‘nação' e do ‘povo', sendo porta-voz, ao contrário, dos interesses das classes dominantes”. 15Ao contestar a hegemonia do cânone, propõe o questionamento do processo de canonização, chamando a atenção para o fato de que
a literatura está entremeada com instâncias institucionais e acaba se prestando a reforçar barreiras que compartimentam os indivíduos numa sociedade de classes. Neste sentido, a literatura – pelo menos uma significativa porção dela – funcionou como discurso a serviço da dominação das elites hegemônicas, papel que hoje, em minha opinião, é exercido pela indústria cultural, notadamente pela televisão. 16
Daí ele defender a necessidade de desarmar o próprio processo subjacente à canonização,
(...) seja pela explicação do estatuto intelectual, seja pondo em evidência a bitola elitista que cerca a produção literária no Brasil, seja pela adoção de uma maneira de ler mais comprometida com o social e ancorada no solo histórico, que acabe por colocar de pernas pro ar as contradições que escapavam ao olhar meramente estético da abordagem predominante, calcada nos estilos de época e no primado do texto e de seus elementos internos. 17
Questionar a canonização para Roberto Reis significa abrir uma brecha para pensar os discursos da diferença.
Ainda nos anos 90, Haroldo de Campos, crítico de linhagem diversa que a de Roberto Reis, mas sempre desconfiado em relação à categoria do nacional frente ao cânone da literatura brasileira, reforça indiretamente a discussão ao dizer em O arco íris branco (1997):
Só concebo o nacionalismo de um ponto de vista modal, não-ontológico: a maneira brasileira de dialogar com o universal, articulando diferencialmente sua combinatória, especificando escolhas, renovando-se e também inovando. 18
Num dos ensaios que compõem o livro, “Poesia e modernidade: da morte da arte à constelação. O poema pós-utópico”, Haroldo de Campos, refletindo sobre a agoridade da poesia brasileira contemporânea, observa que o tempo presente, e ele está referindo-se aos anos 90 do século XX, é um tempo “sem perspectiva utópica”, o que esvaziou o sentido do movimento de vanguarda:
Nessa acepção, a poesia viável do presente é uma poesia de pós-vanguarda, não porque seja pós-moderna ou antimoderna, mas porque é pós-utópica. Ao projeto totalizador da vanguarda, que, no limite, só a utopia redentora pode sustentar, sucede a pluralização das poéticas possíveis. Ao princípio-esperança , voltado para o futuro, sucede o princípio-realidade , fundamento ancorado no presente. 19
Por conta disso, Haroldo de Campos concorda com a idéia de Octavio Paz, no capítulo final de Los hijos del limo (1974), de que:
(...) a poesia hoje é uma poesia do “agora” (prefiro a expressão “agoridade”/ jetzeit , termo caro a Walter Benjamin): uma poesia “do outro presente” e da “história plural”, que implica uma “crítica do futuro” e de seus paraísos sistemáticos. 20
A idéia de uma história plural que “nos incita à apropriação crítica de uma pluralidade de passados sem prévia determinação exclusivista do futuro” 21 parece interessante e talvez ofereça, por constituir uma leitura sincrônica, uma mobilidade maior e menos autoritária na abordagem do fato literário.
Nessa linha de raciocínio, o crítico Roberto Ventura (1957-2002), ao escrever sobre as polêmicas da geração de 70 do século XIX, já havia apontado, em Estilo Tropical (1991) para uma história da literatura brasileira:
(...) pensada menos como “ formação” do que transformação, não como processo conclusivo, mas aberto, em que se enfoca a dinâmica descontínua e não teleológica do sistema literário e cultural, em suas múltiplas temporalidades. 22
Refletindo sobre o contexto latino-americano, Eduardo Faria Coutinho (1946-), em “A reconfiguração de identidades na produção literária da América Latina”, apoiado nos conceitos de “identidade” e “nação” propostos por Stuart Hall, em “Cultural Identity and Diaspora”, ou seja a primeira como “uma produção que não está nunca completa, mas sempre em processo, e é sempre constituída por dentro e não por fora, da representação” 23, e a segunda como “uma comunidade imaginada”, observa que
a idéia de um cânone único e oficial foi abandonada, e substituída pela noção de uma estrutura aberta, suficientemente flexível de modo a incluir um espectro de possibilidades, que variam de acordo com circunstâncias históricas diferentes. O cânone, segundo essa visão, não é uma entidade fixa, natural, mas uma construção como outra qualquer, ideologicamente marcada e sujeita a interesses de ordem eminentemente política; desse modo, ele é mutável e inteiramente dependente do olhar que lhe dá forma. Ao assumir este olhar, os intelectuais latino-americanos passaram a enfocar a questão por uma perspectiva múltipla, e o resultado foi surpreendente: toda aquela ampla produção até então excluída da órbita da literatura passou agora a ser levada em conta, tornando-se objeto de estudo, inclusive no meio acadêmico. 24
Recentemente, no entanto, em reportagem intitulada “A literatura brasileira dividida por quatro”, publicada na Folha Ilustrada, da Folha de São Paulo , de 26 de julho de 2003, o jornalista Cassiano Elek Machado entrevista os escritores Marçal Aquino, Luiz Ruffato, Bernardo Carvalho e Milton Hatoun, cujas carreiras se iniciaram no final dos anos 80, constituíndo assim típicos representantes da denominada Geração 90. Os dois primeiros foram incluídos em duas antologias, organizadas por Nelson de Oliveira: Geração 90: manuscritos de computador e Geração 90: os transgressores . O curioso nesta geração que faz a transição para o XXI é a reiteração por parte dos mesmos, dos escritores canônicos – Machado de Assis, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Lúcio Cardoso, Pedro Nava, Aníbal Machado, Rachel de Queiroz, Ciro dos Anjos – e, ao mesmo tempo um certo consenso em torno de idéias como “a literatura é arte da imensa minoria”, “ser escritor no Brasil é uma aberração”, “o que importa é o que vai ficar, não abertura de mercado”, que pareciam não mais fazer sentido, reforçando o impasse que se coloca frente às constantes reivindicações contra a hegemonia do cânone.
Diante disso, só me resta concluir com a irreverente observação de Sérgio Augusto de Andrade, refletindo sobre o que seja um clássico, no ensaio “A imaginação laica”, publicado em outubro de 2003, na revista Bravo! : “Durante muito tempo muita gente repetiu que um clássico é toda obra que resiste aos séculos. Não é. O que resiste aos séculos são as baratas, os buracos negros e Cher.”
PAZ, Octávio. Signos em rotação . 2 ª ed.. Perspectiva. São Paulo, 126-7, 1976.
ZILBERMAN, Regina e MOREIRA, Maria Eunice. O berço do cânone . Mercado Aberto. Porto Alegre, 274, 1998.
CASTELLO, José Aderaldo. Textos que interessam à história do Romantismo : revistas da época romântica. Conselho Estadual de Cultura. São Paulo, II, 90, 1963.
ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Obra completa de Machado de Assis (Org. Afrânio Coutinho). 2 ª ed..Aguilar. Rio de Janeiro, III, 804, 1962.
CAIRO, Luiz Roberto. Insatisfações canônicas ao longo da história da literatura brasileira. Vertentes . FUNREI. São João Del-Rei, 17, jan.-jun./2001, 7-12.
Texto ainda não publicado, apresentado como comunicação no Simpósio Fisionomias da modernidade: redes, políticas e agentes, durante o VIII Congresso Internacional da ABRALIC, Belo Horizonte, em 2002.
SCHWARZ, Roberto. Os pobres na literatura brasileira . Brasiliense. São Paulo, 8, 1983.
SÜSSEKIND, Flora. Tal Brasil, qual romance? Uma ideologia estética e sua história: o naturalismo. Achiamé. Rio de Janeiro, 33, 1984.
REIS, Roberto. Preguiça pastosa – repensando o cânon literário brasileiro. Santa Barbara Portuguese Studies .Santa Barbara,CA. Center for Portuguese Studies, University of California. I, 1994, 125.
CAMPOS, Haroldo de. O arco-íris branco : ensaios de literatura e cultura. Imago. Rio de Janeiro, 9, 1997.
VENTURA, Roberto. Estilo tropical . Companhia das Letras. São Paulo, 1991, 163.
WILLIAMS, Patrick e CHRISMAN, Laura (Orgs.) Colonial Discourse and Post-Colonial Theory : a reader. Columbia University Press. New York, 1994, 392.
COUTINHO, Eduardo Faria. Literatura Comparada na América Latina : ensaios. EdUERJ. Rio de Janeiro, 2003, 65-66.