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La bella durmiente e Dos palabras: o percurso da mulher
Carla Rosane da Silva Tavares (UFRGS)
Este ensaio tem por objetivo analisar a questão do gênero na literatura latino-americana contemporânea, a partir de dois contos La bella durmiente (1976) 1, da porto-riquenha Rosario Ferré, e Dos palabras (1990) 2, da chilena Isabel Allende, os quais são representativos da produção literária das autoras selecionadas, consagradas pela crítica não apenas de seus países de origem, mas da latino-américa e do mundo como um todo.
Inicialmente, apresenta-se uma visão de gênero no contexto latino-a-mericano, como suporte teórico, a partir do qual se pretende orientar a análise das narrativas. Para tanto, as obras História das mulheres do ocidente, de Georges Duby e Michelle Perrot 3, Rompendo o silêncio: gênero e literatura na América Latina , organizada por Márcia Hoppe Navarro 4, ao lado de Tecnologia do gênero , de Teresa de Lauretis 5, constituem as principais fontes teóricas, das quais se depreende em comum a idéia de que as diferenças entre os gêneros masculino e feminino não residem unicamente nas distinções de base biológica ou social, mas, nas diferenças dos traços discursivos, questões que se analisa nos contos escolhidos.
1 SITUANDO O GÊNERO NA LITERATURA LATINO-AMERICANA
A história da literatura latino-americana revela um grande impulso na ficção por volta dos anos 60, período referido pelos teóricos como boom , dado a repercussão gerada e que provocou um alargamento no meio cultural, como marco de reconhecimento não apenas no contexto continental, mas no próprio cenário mundial. Diversos autores tiveram seus nomes reconhecidos a partir de então, dado à qualidade de suas ficções, dentre os quais Alejo Carpentier, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e Julio Cortázar.
Há que se notar, como colocam diversos estudiosos, dentre os quais Márcia Navarro, a ausência da mulher como autora. Na base das justificativas está o fato de que a produção literária da mulher sempre foi vista como uma categoria inferior por retratar questões de ordem menor, como a intimidade e a vida doméstica, fato que explicaria a distância do patamar atingido pelos homens, quando se levantam as oportunidades de publicação.
Somente a partir da década de 80, o espaço do gênero feminino foi sendo ocupado no meio literário, em parte como uma decorrência das lutas da classe travadas em favor de sua liberação, nas décadas de 70 e 80. Tal crescimento em termos de produções certamente se constitui em reflexo das transformações vividas pela sociedade e protagonizadas pela mulher. Com isso, verifica-se que o enfoque dado a ela se diversifica numa proporção direta com os avanços dos movimentos feministas.
Teresa de Lauretis ao analisar A tecnologia do gênero (1992) salienta que, embora a ênfase resida na questão sexual , o traço distintivo entre homem e mulher envolve abstrações em termos conceituais de diferenças sexuais oriundas não somente dos campos da Biologia ou da socialização, mas da significação e de efeitos discursivos.6 Essa visão apoia-se na diferença de sexo pautada na crítica do patriarcado, entendendo o gênero a partir de uma oposição conceitual.
O gênero está incluído na diferença sexual como um efeito de linguagem ; a sexualidade, por sua vez, precisa ser compreendida como uma tecnologia sexual , conforme a concepção de Foucault. Na mesma direção, Lauretis afirma que o gênero, como representação e como auto-representação é produto de diferentes tecnologias sociais 7
O papel da mulher nas várias épocas e instâncias é motivo de diferentes abordagens, como mostram George Duby e Michelle Perrot em História das mulheres do ocidente . 8 Já na Introdução, uma alusão aos inúmeros papéis e fazeres ocupados pelo gênero feminino e, na afirmação de que ela — a mulher — é motivo de muita fala com o intuito de se pôr o universo em ordem , há uma ressalva imediata:
Mas aqui reside o paradoxo, porque este discurso pletório e repetido sobre a mulher e sobre a sua natureza é um discurso atravessado pela necessidade de a conter, pelo desejo mal disfarçado de fazer da sua presença uma espécie de ausência ou, pelo menos, uma presença discreta que deve cingir-se a limites cujo traçado se assemelha a um jardim fechado.9
Nessa linha, vê-se a representação da mulher no âmbito familiar e a sua progressiva inserção social, ao lado dos mascaramentos do homem no plano discursivo, na tentativa de encobrir a identidade feminina, por meio de formas variadas de exclusão dos papéis de maior relevância no mundo cultural. Durante muito tempo se registrou somente a história e o papel do homem, omitindo-se o fazer e o pensar da mulher, numa total ocultação da existência das diferenças de ordem sexual, ao lado das decorrentes diversidades de interesses e papéis.
O massacre cometido contra a identidade feminina é também o produto de vozes discursivas que omitem ou negam o valor e a riqueza das diferenças, acobertadas, muitas vezes, pelo senso comum de que a fragilidade física da mulher é garantia de submissão e inferioridade intelectual. Envolto por essa máscara de conveniência, torna-se mais fácil para a sociedade patriarcal garantir seus estatutos de superioridade, não se abrindo ao esclarecimento e não se expondo à presença da mulher como ser diferente e, por isso mesmo em condições de participar e compreender os mesmos jogos discursivos.
Tomar a mulher a sério é reconstruir a sua actividade (sic) no campo de relações que se instituem entre ela e o homem, é fazer da relação entre os sexos uma produção social, a partir da qual o historiador pode e deve fazer a história.10
Na análise das questões de gênero e suas implicações, conforme já dito, o presente ensaio toma como corpus os contos La bella durmiente de Rosario Ferré, e Dos palabras , de Isabel Allende, ficções que têm na mulher um papel significativo, seja por serem duas mulheres autoras, seja pelos enredos enfocarem a mulher em meio a um contexto predominantemente masculino, no qual o contraste de gêneros determina os rumos das narrativas.
São universos distintos sob o ponto de vista da realidade imediata, mas que apresentam em comum uma forma de comunicação nos espaços sociais negados pelo homem à mulher, ou conquistado pela mulher diante do homem.
2. BELA E ETERNAMENTE ADORMECIDA
La bella durmiente retrata o conflito de María de los Ángeles com uma sociedade patriarcal. Incapacitada para romper de forma natural com a subserviência ao estatuto dessa sociedade, ela refugia-se no sono eterno e, assim, dormir passa a ser a estratégia de luta pela liberdade de expressão e subversão do real.
Nesse contexto, a mulher assume o papel de uma bailarina e, por um caminho diferente de Dos Palabras , comunica-se com o mundo, não através da descoberta do poder da linguagem e da autonomia das palavras, mas pelo movimento e arte da dança. María de los Ángeles, presa ao regramento de uma sociedade machista que impõe à mulher o dever de casar e procriar, encontra, no silêncio do sono, o mecanismo de manifestação de sua inconformidade com a realidade. Para ela, dançar significa vida, movimento, progressão e elevação em contraste com o matrimônio e a maternidade que exigem recolhimento, limitação e subserviência.
O perfil feminino convencional, por sua vez, se expressa pelo exercício do papel de esposa e mãe, que não se compatibiliza com o de artista e bailarina. Então, a arte determina a recriação de uma nova realidade, e o refúgio silencioso do sono transfigura-se na porta de entrada para o processo de reconstrução da ordem.
O diálogo entre a Madre Martínez e o pai de María de los Ángeles, Don Fabiano Fernández, por meio das cartas trocadas, são índices sob o ponto de vista do gênero, o reflexo de uma inculcação ideológica de que as únicas formas de expressão da mulher se concretizam no âmbito do sagrado, da Igreja, do silêncio dos votos a Deus ou, no contexto familiar, na subserviência ao homem-marido.
É significativa a referência de Don Fabiano, lamentando o fato de não ter tido um filho em vez de uma filha: Nuestra desgracia está en haber tenido una hija y no un hijo, que hubiese sabido atender nuestro capital y nuestro nombre. 11 Da mesma forma, também se refere à filha como uma espécie de prêmio de consolação e adorno. Já que não teve o privilégio de gerar um menino, uma mulher educada representa um alento: Las niñas son siempre un consuelo y una mujer educada, de intelecto pulido, es la joya más preciosa que un hombre puede guardar en su hogar. 12 Em qualquer um dos pronunciamentos, Don Fabiano revela sua concepção de inferioridade da mulher em relação ao homem.
Ainda quanto às vozes discursivas que se estabelecem, Don Fabiano e a Madre formam um verdadeiro monólogo: o poder do homem ganha reforço na compreensão fechada de mundo, que não vê possibilidades de alargamento de suas visões.
Discordando da visão de que o casamento é a única saída para a mulher, María de los Ángeles não externaliza pela fala seu posicionamento e, sim, pela própria dança e, na ausência desta, pela morte, uma vez que o não dançar já é a própria morte. Deseja dançar, não pode; não quer casar, mas vê no casamento a porta aberta para a dança; não pretende ter filhos, é estuprada pelo marido; já não pode mais dançar, então a eternidade do silêncio e do sono representam sua única possibilidade de fuga de um mundo/sociedade com os quais não pode dialogar e nos quais não encontra lugar.
Em contrapartida, o filho deixado passa a ser uma espécie de continuidade de Don Fabiano, que conseguiu a satisfação de ter, através da filha, o rebento macho que tanto ansiava, num conserto ao erro de não ter tido um filho.
3. DOS PALABRAS : A FORÇA DO GÊNERO
Dos palabras registra a trajetória de uma mulher tão humilde que sequer recebera um nome de sua família. Belisa Crepusculario, nome escolhido por ela própria e com o qual se apresenta ao mundo. Durante uma seca rigorosa, após a dura tarefa de enterrar quatro irmãos, percebendo que poderia chegar a sua vez, Belisa, ainda menina, segue caminho rumo ao mar.
Atravessa a terra deserta, não se deixando vencer pela crueldade de um mundo agreste; vence o inferno e acaba por descobrir a escrita e seu poder. Então, abre os olhos para o mundo que a cerca, rompendo com a redoma que aprisiona a mulher numa realidade de plena subordinação.
Dos palabras assinala a luta travada entre duas instâncias de poder: o poder da palavra e o poder da força; a palavra representada pelo gênero feminino e a força pelo gênero masculino. E é somente pela palavra que Belisa se coloca à frente do homem forte e prepotente. E, nesse momento, ela é capaz de subordiná-lo a seu domínio.
Belisa é a representação da mulher que aprende o papel da linguagem, num contexto reduzido de oportunidades para o exercício de um saber. Com as ferramentas do processo de escritura, ela consegue superar a aridez do local, ao mesmo tempo em que angaria forças para lutar pela sobrevivência, vencendo a morte.
O perfil de Belisa denota a força de quem venceu a si mesma; o próprio momento da escolha de seu nome constitui-se em seu primeiro nascimento para o mundo e para a cidadania. Belisa não apenas escolhe/recebe o nome; ela verdadeiramente veste o nome.
Ao abandonar o árido local onde perdeu sua família, a protagonista nasce pela segunda vez, e é a partir daí que se abrem suas possibilidades de sobrevivência, através da escolha de uma profissão e da descoberta da autonomia de que são dotadas as palavras. E assim, Belisa comercializa as palavras, seja transmitindo mensagens, propagando narrativas, seja lapidando e alimentando sonhos e registrando ofensas para inimigos. Para tanto, ela seleciona as palavras como forma de expressão e, a cada categoria comunicativa, é atribuído um justo valor.
Como se vê, a progressão de valores monetários se estabelece proporcionalmente à exigência criativa de sua escritura; quanto mais necessita criar, mais se eleva o preço cobrado. E acorre gente de todos as regiões, sem que ela precise anunciar seu fazer. Belisa Crepusculario faz uso de palavras vivas, que trazem e levam esperanças e tristezas, mas que, acima de tudo, anunciam ações, vida, nascimento, morte, matrimônio, queimadas. Nesse processo seletivo, ela rejeita as palavras mortas, tanto que tão logo domina os vocábulos, de imediato lança ao mar o dicionário que lhe servira de base e cartilha.
Inserida num contexto sócio-ideológico marcado pelo domínio do homem, no qual a força física e a violência são fatores distintivos de sua hegemonia, a mulher assume um papel de dialética assunção. Pela conquista da comunicação escrita, Belisa Crepusculario adquire um tipo de raro saber e, de posse dele, exerce uma espécie de fascinante poder, relativizando a única forma de poder até então vivenciada na região, o da força física.
Por outro lado, a protagonista passa do âmbito do real para o mágico, expresso na palavra capaz de afastar a tristeza, dada como presente aos clientes especiais e nunca repetida a ninguém. A quien le comprara cincuenta centavos, ella le regalava una palabra secreta para espantar la melancolia. 13 Somente os componentes do mundo fantástico reúnem explicação para a crença sentida em cada pessoa. E importante a evocação e o que ela provoca, a compreensão do mágico e a elevação da mulher enquanto conhecedora e praticante de uma forma de bruxaria traduzida na palavra que opera milagres na alma humana.
Em contrapartida à figura de Belisa Crepusculario está o Coronel, protagonista da tirania, cujo discurso se materializa na força bruta e atrocidade. É ele a personificação do poder do macho que domina e corrompe. É ela a mulher que, de início nem nome possui e que, através de sua luta e determinação, supera os obstáculos que a realidade adversa lhe impõe.
Nesse cenário de reduzida estética, a própria posse do nome já se configura em um veículo de transformação da realidade e mecanismo primeiro do processo de humanização que se desencadeia no decorrer da narrativa. Corroborando com os componentes do meio físico, a palavra não assume um papel romântico, pelo contrário, representa um meio de vida e um suporte básico de sobrevivência, do ponto de vista da protagonista.
Por outro lado, ratificando verossimilmente as necessidades da população que convive com as mesmas dificuldades, a palavra assume a posição de canal de esperanças, de vai-vem de notícias e invólucro de sensações mágicas. E é a palavra verbalizada pela mulher o vetor de superação do poder instituído pelo homem, uma vez que esse homem, na figura caricatural do Coronel, é símbolo de toda a transformação/humanização esteticamente representada na narrativa.
Verifica-se, no conto, o lugar da palavra como instância de poder. Pelas mãos e voz da protagonista o processo de comunicação é apropriado pelo feminino e, é através dele, que se instala no âmbito da história e do discurso uma caminhada de construção e humanização do antagonista. A mulher é, pois, edificadora de um poder/saber numa relação antitética com o poder/força exercido pelo homem, e, na luta que se trava entre esses dois poderes, o feminino é capaz de subverter a ordem natural das coisas, num universo onde o homem é temido e a mulher subserviente e omissa.
Nesse percurso, ela não se curva aos desejos do macho, prostituindo-se, nem se submete às famílias abastadas, servindo-as, por serem estas as opções de vida mais comuns. Destemida, sabe tirar proveito das situações adversas; revela-se criativa, pragmática e forte, mas nem por isso perde a feminilidade: observa e aprecia a distinção física do homem, mesmo reconhecendo ser ele o mais temido do país. É capaz de tocar-lhe o coração e mudar o rumo de sua vida.
O conto revela o significativo papel social de Belisa Crepusculario no contexto de suas relações, sendo o seu fazer o instrumento de transformação do Coronel, ou seja, estruturalmente é ela a responsável pela expressão e ampliação de uma nova consciência de mundo. Por outro lado, Belisa revitaliza a sua posição enquanto ser social e, principalmente, enquanto gênero, uma vez que ela se faz porta-voz dessa metamorfose. Não foram as lutas travadas pelos homens, nem o comando fiel de Mulato que garantiu ao destemido Coronel uma realidade nova e desconhecida; foi a palavra infinita e sem dono, a palavra encantadoramente mágica de uma mulher que abriu seus olhos, sua mente e seu coração.
Há aqui uma nova estrutura de poder entre gêneros masculino e feminino. A posição da mulher inverte a ordem da pirâmide; ela sai do silêncio da ignorância e, pelo discurso ativo, interfere na vida sociocultural dos povoados por onde passa. Subverte o estereótipo de submissão e, vencendo as resistências protagonizadas pelo homem, situa-se como agente modificadora do meio ao mesmo tempo em que exercita o seu próprio discurso-ação.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na análise comparativa dos contos La bella durmiente , de Rosário Ferré, e Dos palabras , de Isabel Allende, observa-se o contraste da figura da mulher em meio a um contexto sociocultural em que predomina a figura do patriarcado. O homem representa o poder instituído, recebendo o acolhimento das vozes discursivas que em torno dele giram. O percurso deste tipo de homem é ratificado pela própria caminhada histórica pela qual passou a humanidade e na qual é considerada natural a subserviência do gênero feminino aos ditames do masculino.
As ficções mostram a trajetória da mulher nesse contexto, em que a comunicação, ora mergulhada no vazio do silêncio do sono/morte, ora verbalizada, simboliza mais que um veículo de expressão, simboliza um mecanismo de defesa e preservação, um instrumento de sobrevivência em face desse universo onde o predomínio reside na expressão e na ação da categoria masculina.
Em defesa de sua identidade feminina, as protagonistas, inseridas em realidades históricas e culturais distintas, convivem com as adversidades do meio, encontrando formas singulares de enfrentá-las e lutando, de uma forma ou de outra, pela sua sobrevivência social.
No universo das narrativas escolhidas, o outro encontrado no par masculino representa não só um campo de diferenças de interesses, mas um opositor que precisa ser considerado como referência de confronto e estabelecimento de estratégia de superação ou subversão dos obstáculos. É no contato com esse outro que se travam as relações discursivas ou mesmo sua ausência, responsável por todo o processo de subversão aludida.
Nesse sentido, La bella durmiente e Dos palabras são narrativas ricas pelo espaço que permitem à análise crítica no campo da teoria do gênero e suas múltiplas implicações.
1 FERRÉ, Rosario. La bella durmiente. In: —∙· Papeles de Pandora. Joaquin Mortiz: México, 1976.
2 ALLENDE, Isabel. Dos palavras. In: —·· Cuentos de Eva Luna. Editorial Sudamericana: Buenos Aires, 1990.
3 DUBY, Georges & PERROT, Michelle. História das mulheres do ocidente. Afrontamento: Porto, 1994. Vol. 1. 2. 3. Trad. Alda Maria Durães e outros.
4 NAVARRO, HOPPE. (Org.) Rompendo o silêncio: gênero e literatura na América Latina. Editora da Universidade/UFRGS: Porto Alegre, 1995.
5 LAURETIS, Teresa de. A tecnologia do gênero. In.: A mulher na literatura. Nº 4. UFSC: Florianópolis, 1992.
6 LAURETIS, T. 1992, p. 23-72.
7 Id. Ibidem., p. 24.
8 DUBY, G.& PERROT, M.1994.
9 FARGE, Arlette & DAVIS, Natalie Zemon. Introdução. In.: DUBY, Georges & PERROT, Michelle. História das mulheres no ocidente. Trad. Alda Maria Durães, Egito Gonçalves, João Barrote, José S. Ribeiro, Maria Carvalho Torres e Marisa Clarinda Moreira. Afrontamento: Porto, 1994. Vol. 3, p. 9.
10 Id. Ibidem., p. 11.
11 FERRÉ, Rosario. La bella durmiente. In: —·· Papeles de Pandora. México: Joaquin Mortiz, 1976. p. 153-154.
12 Id. Ibidem., p. 154.
13 ALLENDE, 1990, p. 15.