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A catarse do prefeito
Marcos Falchero Falleiros (UFRN)
Do pio da coruja nasce S. Bernardo. As pulsações da emoção e do sentimento já vinham minando desde o início o empreendimento capitalista da razão instrumental: o acolhimento da velha Margarida, um casamento por interesse, com a filha do juiz, substituído pelo amor delicado de Madalena, os paus d'arco floridos de amarelo na manhã radiosa do casamento. O pio da coruja é o retorno supersticioso que abala a prepotência racionalista dona-do-mundo, é a inquietação fáustica em que se acaba a apropriação do todo, mecânico como um "presépio animado" 1, em sua última pergunta - sem resposta: "Pra quê?" Paulo Honório encerra S. Bernardo como Fausto: "Julgo que delirei e sonhei com atoleiros, rios cheios e uma figura de lobisomem." "Lá fora há uma treva dos diabos, um grande silêncio." "E eu vou ficar aqui, às escuras, até não sei que hora, até que, morto de fadiga, encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos."
A adaptação que Graciliano Ramos fez do Fausto de Goethe pode ser comprovada a partir dos momentos também finais desta obra. Como fazem ver os comentários de Marshall Berman, o realismo concreto do canteiro de obras subitamente é alterado para a ambiência deformadora do intimismo culposo do protagonista, então visitado pelas "inquietas sombras" das quatro mulheres que levitam em sua direção, apresentando-se como a Necessidade, a Pobreza, a Culpa e a Ansiedade: "Todas elas são forças que o programa de desenvolvimento de Fausto havia banido do mundo exterior, mas se insinuaram de volta como espectros dentro dele" 2.
Mas o modo como Graciliano Ramos conduziu a contextualização de S. Bernardo na direção do Fausto fica mais bem caracterizado com essas passagens da última parte: o casal de velhos, Filemon e Baucis, foi atropelado pelo progresso, como seu Ribeiro em S. Bernardo. Na terra em que eles vivem, agora se encontra o palácio de Fausto, e o mar que lhes era próximo foi por obra dele afastado, transformado em porto, canal e açude. Mas Fausto quer mais, quer também para si o recanto bucólico que sobrou para os velhinhos. Mefistófeles bajula as conquistas do chefe-e-servo de alma vendida, mas irrita-o quando o faz lembrar-se do vizinho resquício de um mundo mais humano. Fausto grita:
Não me é possível aturá-lo,
E envergonhado é que o confesso:
Das tílias quero a possessão,
Ceda o velho par o privilégio!
Os poucos pés que meus não são
Estragam-me o domínio régio.
Lá quero armar, de braço em braço,
Andaimes sobre o vasto espaço,
A fim de contemplar, no largo,
Tudo o que aqui fiz, sem embargo,
E com o olhar cobrir, de cima,
Do espírito humano a obra-prima 3
O modo materialista e realista de configurar Paulo Honório, "bastante satisfeito", já lhe atribui tal conquista com as cercas alastradas de S. Bernardo , ainda que, como correlato à aflição de Fausto ao ouvir a sineta da capela, Graciliano ainda mantenha o pio da coruja, que atormenta premonitoriamente o proprietário, a ponto de este ordenar ao capanga Marciano a eliminação das aves noturnas aninhadas em sua igreja, cuja torre a seguir ele visita em meio a atribulações ciumentas, ignorante do conteúdo da carta que viu Madalena preparando para explicar o suicídio:
Ali pelos cafus descia as escadas, bastante satifeito. Apesar de ser indivíduo medianamente impressionável, convenci-me de que este mundo não é mau. Quinze metros acima do solo, experimentamos a vaga sensação de ter crescido quinze metros. E quando, assim agigantados, vemos rebanhos numerosos a nossos pés, plantações estirando-se por terras largas, tudo nosso, e avistamos a fumaça que se eleva de casas nossas, onde vive gente que nos teme, respeita e talvez até nos ame, porque depende de nós, uma grande serenidade nos envolve. Sentimo-nos bons, sentimo-nos fortes. E se há ali perto inimigos morrendo, sejam embora inimigos de pouca monta que um moleque devasta a cacete, a convicção que temos da nossa fortaleza torna-se estável e aumenta. Diante disso, uma boneca traçando linhas invisíveis num papel apenas visível merece pequena consideração. Desci, pois, as escadas em paz com Deus e com os homens, e esperava que aqueles pios infames me deixassem enfim tranqüilo. (Cap. 31).
Antes que, para encurtar as negociações de compra, o capanga Mefistófeles, como um grileiro com seus auxiliares, incendeie e elimine os velhinhos, suas tílias e sua capela, Fausto, insaciável, reclama:
Na posse, assim, mais nos assalta
Mágoa e ânsia pelo que nos falta.
Das tílias o hálito, e perfume,
Bafo de cripta e igreja assume,
Do poderoso o arbítrio férreo,
Estaca ante um recanto térreo:
Como me livrar desse fardo:
Toca a sineta, e em cólera ardo 4
Como faz ver Marshall Berman, Fausto como personificação de uma "tragédia do desenvolvimento" representa os medos profundos do fomentador frente ao que de melhor ele eliminou do velho mundo, desde Grechten até o casal de velhos, demasiado teimosos para se adaptar ao novo, mas cuja beleza e nobreza são o sal da terra: "Ele sente que é aterrorizador olhar para trás, encarar o velho mundo". Paulo Honório diz no seu final: "Se houvesse continuado a arear o tacho de cobre da velha Margarida, eu e ela teríamos uma existência quieta. Falaríamos pouco, pensaríamos pouco, e à noite, na esteira, depois do café com rapadura, rezaríamos rezas africanas, na graça de Deus". Berman comenta o que diz Fausto sobre o velho mundo: " 'Se eu tivesse me detido lá, pelo calor, suas sombras me encheriam de medo'. Se ele parasse, algo muito escuro nessas sombras o aprisionaria. 'O pequeno sino toca e eu me enfureço'". "Os sinos da igreja, é claro, representam o som da culpa e do infortúnio, e todas as forças psíquicas e sociais que destruíram a jovem que ele amava: quem poderia condená-lo por tentar silenciar esse som para sempre?" 5
Para Paulo Honório a pergunta seria descabida, pois, se o teor didático do romance é admonitório, com o intuito de nos avisar do engodo do "hei-de-vencer", entretanto, aderido a contrapelo ao desenvolvimentismo da ideologia burguesa, seu marxismo subjacente mostra enredo e personagens movidos por forças objetivas da formação e luta de classes, eliminando a possibilidade de evitá-las a não ser que sejam destruídas revolucionariamente, o que na voz do protagonista bruto se explica nesses termos: "a culpa foi desta vida agreste que me deu uma alma agreste", ou: "Se fosse possível recomeçarmos, aconteceria exatamente o que aconteceu. Não consigo modificar-me, é o que mais me aflige". Daí concluir Luís Costa Lima, ao apontar o conceito de reificação como estruturante da forma literária de São Bernardo : "Paulo Honório é um Fausto menor, que vendeu a sua alma à propriedade". 6
O modo por que Foucault arma sua história em esquemas descontínuos, demarca, entre outros, um campo epistemológico onde surgem as ciências humanas, graças ao aparecimento do homem, sem fundamentos metafísicos, como objeto de reflexão entregue a si mesmo no beco sem saída do "empírico-transcendental". Por esse viés, o filósofo afirma como faces da mesma moeda o positivismo e o marxismo, enquadrando a promessa milenar da verdade-e-liberdade na redoma de uma estrutura fantasmal fechada num tempo específico, chamada por ele de "epistema", campo epistemológico, onde, no tempo em que ocorreram a "invenção do homem" e a das "ciências humanas", surgem dois tipos de análise: a positivista: "a verdade do objeto prescreve a verdade do discurso", e a escatológica: "a verdade do discurso filosófico constitui a verdade em formação". E explica: "A bem dizer, trata-se menos de uma alternativa do que a oscilação inerente a toda análise que faz valer o empírico ao nível do transcendental. Comte e Marx são bem testemunhas do fato de que a escatologia (como vindoura verdade objetiva do discurso sobre o homem) e o positivismo (como verdade do discurso definido a partir do objeto) são arqueologicamente indissociáveis: um discurso que se pretende ao mesmo tempo empírico e crítico não pode deixar de ser a um tempo positivista e escatológico: o homem surge nele como uma verdade ao mesmo tempo reduzida e prometida" 7. Reduzido: porque o homem é o sujeito solitário de sua história sem Deus, cujo entendimento de si tem que ser tirado de si mesmo, desamparado de essências metafísicas que lhe dessem razão de ser. Prometido: porque o homem está no por-fazer de um percurso em busca histórica de sua plenitude a partir de si mesmo.
A secura asseverada (redução) e a reclamação judicativa (promessa), que conformam a retórica do seco, são aspectos especialmente sedimentados na inauguração da grande obra em S. Bernardo. Avanço a partir do escuro de si mesmo na superação do velho mundo e sua superação a seguir por um mundo justo é um movimento dialético diagnosticado e prognosticado para a burguesia pelo Manifesto comunista , obra sobre a qual se acama S. Bernardo na confluência com o Fausto de Goethe. O quadro de tese poderia ter provocado a falência do romance ao transformá-lo em mais uma forçada ilustração de marxismo, de modo semelhante ao que Sartre aponta no campo das "opiniões pré-concebidas da planificação" em Questão de método: "Durante anos, o intelectual marxista acreditou que servia a seu partido, violando a experiência, negligenciando os dados e, sobretudo, conceptualizando o acontecido antes de tê-lo estudado". "Confundimos por muito tempo o total e o individual ; o pluralismo impediu-nos de compreender a totalização dialética; deleitávamo-nos em descrever essências e tipos artificialmente isolados, mais do que restituir o movimento sintético de uma verdade 'devinda'. Os acontecimentos políticos levaram-nos a utilizar, como um espécie de grade, mais cômoda do que verídica, o esquema da luta de classes" 8
Na redução e na promessa de sua literatura, entretanto, o cogito desolado do conceptualizador se mostra mais amigo da dialética marxista que do comprometimento doutrinário, procurando em si mesmo como autor-ator a configuração plena do que o matuto de modo esquemático denomina sempre com o binômio "interior-exterior" . Em Linhas tortas, na resenha sobre Suor de Jorge Amado, na crônica "Norte e Sul" (romance realista x introspectivo), nos conselhos à irmã e à mulher que queriam ser escritoras, nos comentários sobre a dificuldade de alcançar o "interior" da gente bruta em Vidas secas, Graciliano não se cansa de dizer o mesmo que diz a respeito do livro Porão , do seu companheiro de cárcere Newton Freitas, obra que qualifica como "descrição", "reportagem", lançada bem antes da correção que realizaria com Memórias do cárcere : "O autor só nos mostra a parte externa dos indivíduos. As suas personagens andam bem, falam, mexem-se. Notamos o seu movimento e vemos onde elas pisam, mas não percebemos o interior delas. Estão atordoadas, evidentemente, não podem pensar direito, mas seria bom que os acontecimentos se apresentassem refletidos naqueles espíritos torturados" 9.
A economia rígida do teórico em Graciliano Ramos, sob vários aspectos, atua geometricamente na construção das personagens. Atua na escolha matematicamente irretocável dos dois meninos para montar a família de Vidas secas: os dois meninos aludem, por natureza, à possibilidade das filhas meninas, deixando, entretanto, pela repetição do sexo masculino, a série aberta, impedindo ao mesmo tempo o conjunto fechado de menino-e-menina e a justificativa ideológica de inculpação pela quantidade excessiva da prole. O "logos" atua também organizando e esgotando - sem programa, sem planejamento antecipado, mas levado por um caminho de desdobramentos coerentes - a distribuição da obra no recorte das classes: "A construção de um burguês: eis o conteúdo da primeira parte de S. Bernardo " - diz Carlos Nelson Coutinho. Mas antes adverte: "Nessa fusão de indivíduo e classe, reside um dos pontos mais altos do realismo de Graciliano". 10
O recorte de classe na representação das personagens operada pelo autor-ator responde coincidentemente às propostas de Bakhtin a respeito de uma perspectiva marxista para se estudar, a partir de uma psicologia objetiva, a natureza da linguagem, de modo que se possa apreender a consciência como fato sócio-ideológico e não meramente fisiológico: "O primeiro e principal problema que se coloca, a partir dessa ótica, é o da apreensão objetiva da 'vivência interior'. É indispensável integrar a 'vivência interior' na unidade da vivência exterior objetiva". 11
Os capítulos iniciais de S. Bernardo apresentam no dinamismo de seu "sumário narrativo" 12 a mesma agilidade vibrante e entusiasta das primeiras páginas do Manifesto comunista, que, por sua vez, também mimetizam simpaticamente, no estilo, a velocidade burguesa, no tom de locução apressada em documentário de sobrevôo, próximo do filme Cidadão Kane de Orson Welles: "A burguesia desempenhou na história um papel eminentemente revolucionário". "Todos os complexos e variados laços que prendiam o homem feudal a seus 'superiores naturais' ela os despedaçou sem piedade, para só deixar subsistir [...] o laço do frio interesse, as duras exigências do 'pagamento à vista'". "A burguesia despojou de sua auréola todas as atividades até então reputadas veneráveis [...]. Do médico, do jurista, do sacerdote, do poeta, do sábio fez seus servidores assalariados". "Foi a primeira a provar o que pode realizar a atividade humana: criou maravilhas maiores que as pirâmides do Egito, os aquedutos romanos, as catedrais góticas". Mas nem por isso Marx e Engels deixam de fazer soar o pio da coruja: "A sociedade burguesa moderna [...] assemelha-se ao feiticeiro que já não pode controlar as potências internas que pôs em movimento com suas palavras mágicas" 13
O filho natural do mundo, o comércio de miudezas do viajante do sertão para a acumulação primitiva à maneira de Delmiro Gouveia (modelo para a construção de Paulo Honório), a apropriação feroz e o levantamento dinâmico de S. Bernardo, o enfrentamento do vizinho Mendonça, o juiz, o advogado, o jornalista postos a seu serviço, como o venerável seu Ribeiro, e o casamento negociado com Madalena são alegorias para um cortejo daquela história, conduzidas pela mesma dinâmica entusiasta e pragmática, para, afinal, tudo acabar-se em escura ruína, anunciada pelo pio da coruja.
O rapaz que em carta falava ao amigo sobre O capital é o mesmo que fala à esposa sobre "economia política" enquanto refaz S. Bernardo na maturidade de 1932. De entremeio, temos Graciliano como prefeito de Palmeira dos Índios, que faz sucesso com seus relatórios, com o autoritarismo progressista de "déspota esclarecido". Nesse cruzamento, o burguês Paulo Honório aparecerá traduzido. Sua narração vai a contrapelo da cobertura ideológica. São duas direções simultâneas e opostas: a do burguês "fazedor" e a do marxista angustiado do autor-ator, relendo esse processo, infiltrado nos vãos de humanidade do personagem burguês. A solução estética de tal incoerência - a de um burguês arrependido - faz do romance obra exemplar, conferindo de modo insuspeito objetividade ao marxismo, bem diferente do que seria, por exemplo, a panfletagem de um pequeno-burguês furioso como o Luís Padilha logrado.
Entretanto, em S. Bernardo, o didático é também catártico. A narração vai levando por baixo da simpatia ao dinamismo heróico do burguês, ocorrido no luminoso tempo narrado, a perplexidade em que se encontra o narrador no tempo presente, com o sentimento da falta de sentido dominando o enredo depois do suicídio de Madalena. Romance do futuro , no lugar do comunismo 14, seu didatismo é a construção, como uma camada sobre a empiria do enredo, de uma projeção hipotética . O romance funciona como um balão de ensaio, teórico, cuja factualidade é inventada na base do "se isso acontecesse, então...", sendo mais previsão projetada do que um relato de ocorrências da vida, e com o objetivo de conduzir resultados admonitórios aos seduzidos pela ideologia burguesa do pragmatismo e da ascensão social pelo trabalho. "Pra quê?"- é a última pergunta a que chega, em estado de aporia, a direção precisa da racionalidade abstrata do valor-de-troca, que uniformiza com utilitarismo generalizante a sensibilidade do particular. A tragédia, expressão da cegueira humana formulada durante o nascimento do pensamento racional, consciência súbita, assustada e desprevenida, é reatribuída à burguesia no momento histórico em que a razão atinge o ponto onipotente do valor-de-troca: um onisciente simplificador de enigmas: tudo para vender.
Mas a adequação do narrador ao autor acaba por sugerir a catarse ideológica do próprio autor. O estilo de Paulo Honório vem dele. Graciliano, para emprestar seu estilo a Paulo Honório, dá ao mesmo tempo sua gênese a partir da própria representação do enredo
que apresenta o estilo como florescimento enraizado na trajetória pragmática e positiva da burguesia. No estilo ocorre a interseção entre autor e narrador: Paulo Honório explica em primeira pessoa o modo de escrever de Graciliano Ramos: "É o processo que adoto: extraio dos acontecimentos algumas parcelas; o resto é bagaço". (Cap.13). A agilidade do pragmatismo, cinematográfica, é ela própria historiada pela cena das letras, indicando a gênese da retórica do seco, fruto antitético do capital, mas provindo dele, como o marxismo. Com São Bernardo, pela forma do conteúdo, o marxismo entra efetivamente na literatura brasileira nos anos de 1930, em tempos sombrios de redução e promessa. Angústia é a escura derrota. Vidas secas, a desolada expectativa.
cf . PINTO, Rolando Morel. Graciliano Ramos - autor e ator, São Paulo: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, 1962. p.71.
BERMAN, Marshall, Tudo que é sólido desmancha no ar . São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 70.
GOETHE, Johann Wolfgang von. Fausto. trad. J.Klabin. Belo Horizonte: Itatiaia, 1987.p. 424.
BERMAN, Marshall. op.cit. p.68.
LIMA, Luís Costa. A reificação em Paulo Honório. In: Por que literatura, Petrópolis: Vozes, 1966. p.70.
FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas. Lisboa: Portugália, s.d. p. 417.
SARTRE, Jean-Paul. Questão de método, São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Os Pensadores) p. 126-127.
RAMOS, Graciliano. Linhas tortas , Rio de Janeiro: Record, 1980. p.98.
COUTINHO, Carlos Nelson. Literatura e humanismo . Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967. p.140, 145, 153.
BAKHTIN, Mikhail. (Volochínov). Marxismo e filosofia da linguagem, São Paulo: Hucitec, 1981. p.48.
A observação de João Luiz Lafetá sobre o dinamismo de Paulo Honório baseou-se na distinção de Norman Friedman entre "sumário narrativo", cuja velocidade percorre o geral, e "cena", cujo modo pausado detalha o particular. cf. "O mundo à revelia", posfácio a S. Bernardo , Rio de Janeiro: Record, 1985.
KARL, Marx, ENGELS, Friedrich. O manifesto comunista. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999. (Leitura).
cf. SCHWARZ, Roberto. Ao vencedor as batatas. São Paulo: Duas Cidades, 1977, e: Cuidado com as ideologias alienígenas. In: O pai de família e outros estudos , Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.