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Metáfora - Língua - Linguagem : Fantásticas Travessias
Marie-Anne Henriette Jeanne Kremer (UFMG)
Na travessia que me aventurei a fazer, achei por bem embarcar no porto seguro da lingüística, que estuda os mecanismos da língua. Partindo da semântica da metáfora, cuja comprovação empírico-teórica me proporcionava a devida segurança para prosseguir a minha jornada, consegui elaborar teorizações acerca das linguagens literária e cinematográfica da narrativa fantástica, que, por sua vez, é um porto nada seguro devido à falta de consenso da crítica no que se refere à definição desse gênero literário, ou dessa "maneira de narrar". No entanto, senti-me estimulada pela intuição da mesma crítica literária que, apesar de toda a controvérsia, acredita que certos padrões lingüísticos e estruturais auxiliam na criação de "outros mundos", uma potencialidade desse tipo de ficção. A metaphorá fez juz ao seu nome grego [ meta significa "para", e pherein , levar]: "levada para" as duas outras linguagens, ela demonstrou ser fonte de teorização de largo espectro para o gênero fantástico, que se deixou traduzir por esta figura de linguagem.
Lançando uma ponte entre a lingüística e a literatura, observei que as características da poética do gênero literário fantástico guardavam uma grande semelhança com as propriedades de composição daquela figura de linguagem. E, posteriormente, verifiquei que a mesma estruturação metafórica da narrativa fantástica adaptou-se a outra linguagem - a cinematográfica, no caso, o cinema fantástico.
Embora a narrativa fantástica pareça se esquivar de qualquer definição delimitadora, dessa "área nebulosa" podemos extrair algumas características básicas. Comecemos pela constante temática do confronto de nossa realidade com uma suposta irrealidade, que impacta a vida dos personagens com o inusitado, o avassalador, o desconhecido. Nos dias de hoje, questionamentos acerca do real e da fantasia são exemplarmente levantados pela psicologia e pela filosofia; afinal de contas, essa polaridade depende do Dasein, ou o estar-no-mundo, sujeito aos padrões de interpretação em voga neste ou naquele tempo. Uma das maiores dificuldades de se definir o que é fantasia está na própria definição do real. Mas o jogo da dualidade é condição primordial dessa poética construída de forma a relativizar o real e a nossa realidade quotidiana através de um universo paraleto e mítico. Infalivelmente indexada pelo real, a narrativa do imaginário questiona a verossimilhança e a referência, colocando em xeque a realidade através da ambigüidade. Para alguns, a razão para se criar tal mundo é confrontar mais aberta e ousadamente uma realidade espiritual por demais ignorada em nosso sistema de mundo. Por outro lado, na Idade Média, quando o homem vivenciava o metaempírico, o sobrenatural dificilmente era considerado como algo fantástico; nas celebrações de missa, que era popularmente compreendida como uma mágica divina, era comum a prática do exorcismo de demônios e maus espíritos. Portanto, a ficcionalização de universos antagônicos ao nosso pode ser um recurso que o homem moderno lança mão para restabelecer as tensões, bem reais, que ele sofre neste mundo através do sentido religioso e de transcendência. Em sua constante busca de suscitar reações junto ao público, a ficção fantástica inspira diferentes sentimentos que variam entre o assombro, a evocação do medo, do maravilhamento, do horror e do sentimento espiritual. Ao resgatar a mitopoética adormecida numa época pós-mítica, o homem contemporâneo responde ao sentimento de desapontamento existencial gerado pelas tecnocracias ímpias, em que o modelo de conhecimento e de verdade é constituído a partir de uma ciência empírica e positivista, em cujo ponto de vista o mito, desprovido de seu significado simbólico, é transformado em pura superstição, ou num estágio primitivo de conhecimento - imperfeito e sobrepujado.
Em todo caso, a questão da polaridade real/irreal sempre presente na narrativa fantástica é central para todas as tentativas de definição desse gênero: "outros mundos", "mundos além deste mundo", "literatura do incognoscível", "realidades paralelas" traduzem esse hiato cognitivo e fazem alusão ao espaço intersticial disponibilizado pelo fantástico.
Sob o ponto de vista literário, aquilo que, afinal de contas, se apreende de uma fantasia é a potencialidade da língua para construir um mundo parcialmente, mas não inteiramente, como o nosso. A fantasia é a extensão da lógica, equiparável a asas, da língua propriamente dita. Essa maneira especial e simulada de narrar, que utiliza uma
linguagem especulativa, fabrica um outro mundo com palavras, pensamentos e realidades que são deste mundo, num exercício de transposição entre dois reinos, antagônicos, porém, complementares. A poética do fantástico reflete "uma linguagem especial do universo da estimativa, onde a ambigüidade marca a impossibilidade de qualquer certeza" (Bessière, 1974:19) 1.
Ora, se a principal temática da narrativa fantástica é a interseção de mundos antagônicos, esta antinomia pode ser verificada na metáfora, pois ela é regida por dois conceitos fundamentais - a similaridade e a falsidade. Quando digo que alguém é o sol da minha vida, estou comparando essa pessoa a algo que ela tem em comum com o sol: luz, calor, origem da vida, alegria. Mas esta relação de similaridade faz a junção de conceitos que normalmente não se pertencem, de denotação não-literal, ligados pela impropriedade, pelo desvio (uma pessoa não pode ser um astro, no conceito primeiro da palavra), equivalentes à característica de simulação da narrativa fantástica, que coloca propriedades do dessemelhante/irreal/metaempírico dentro de um espaço cognoscível, empírico e real.
A metáfora define-se por sua própria condição de figura de linguagem, como enunciado que não quer dizer o que diz. A dessemelhança está, portanto, diretamente relacionada à obliqüidade ou à plasticidade lingüística, constatação que tem liames com as elaborações do extraordinário da narrativa fantástica: a introdução do insólito em nossa realidade quotidiana é igualmente um desdobramento do verdadeiro em falso. Fundamentando-se na transgressão de domínios (real/irreal, natural/sobrenatural) e na falsidade dos fatos como a metáfora, que também diz o que logicamente não é, a ficção fantástica, enquanto simulacro, ou ação simulada para uma determinada experiência, compartilha com a figura de linguagem o componente da falsidade.
Observa-se, portanto, que a relação de similaridade que embasa a estruturação da metáfora admite, paradoxalmente, uma interface contrastante, baseada numa não-semelhança. Essa condição, em parte contraditória, admite um elemento de comparação "mascarado" pelo dessemelhante, resultando no que passamos a denominar liminaridade, ou uma obliqüidade que traduz um desvio de norma. Uma vez que conceitos dessemelhantes como falso/verdadeiro, irreal/real, sobrenatura/natural entram em jogo, a metáfora articula uma liminaridade.
Devido à natureza inconclusiva da metáfora, a liminaridade em que opera desempenha um papel fundamental em sua construção. A superposição parcial de significados (uma pessoa não pode ser o sol) é uma característica diferenciadora da metáfora, criadora de tensão: parte de sua eficácia é devida à cobertura inconclusiva de significados, dúvida que gera um espaço de liminaridade, o esse , ou a razão de ser, da metáfora. Este paradoxo é igualmente articulado pela ficção fantástica: apesar da verossimilização, a interseção entre os dois mundos não é totalmente aceita, gerando uma área de conflito.
Quando Aristóteles 2 define a metáfora como "transposição do nome de uma coisa para outra", uma pessoa pode se transformar em sol, a inteligência tem luz própria, uma fase da vida pode ser uma primavera, o que nos leva a crer que o estilo imagístico da metáfora vem de sua tendência a vivificar através da concretização, trazendo ao nosso mundo palpável abstrações que fogem à ordem natural das coisas. A metáfora metamorfoseia, plasma o irreal, agrega sensações, preenche hiatos de significados, dá vida ao inanimado, mescla o inusitado ao corriqueiro. Esse caráter visual da metáfora tem um objetivo: impactar o receptor, ter sobre ele um efeito. A dimensão óptica da metáfora e seu efeito sobre o interlocutor/leitor é central nas abordagens de Aristóteles e Paul Ricoeur, para quem "tornar visível" é característica de toda metáfora, o que cria um liame com a característica de animação, vigor, novidade, elegância, refinamento, além do efeito didático do tropo. Enfim, conclui Ricoeur, ela tem o poder de fazer significar uma realidade ativa.
Concretizar para abstrair através da significação da realidade ativa é a síntese da função da metáfora, cujos efeitos são a surpresa e a instrução do leitor/interlocutor, uma construção sobre a qual a narrativa fantástica também se apóia para se estruturar: a dimensão óptica do fantástico se produz a partir daquela realidade ativa colocada pelo protagonista para suscitar determinado efeito sobre o receptor, cumprindo a proposta do phantastikós : aquele que vê (o visionário) torna o irreal visível ao outro. Situando-se na zona fronteiriça da realidade com a irrealidade, a trama fantástica cumpre seu papel "desierarquizante" do status quo epistemológico. A condição do homem é relativizada, pois, na tentativa de libertar-se de seus temores, desvenda o desconhecido para, afinal, vivenciá-lo, ainda que de maneira ficcional. Por meio de uma narrativa que se equilibra entre o plano do concreto e o plano das abstrações, somos colocados à beira do desconhecido, deparamo-nos com a liminaridade de nossa existência. A fusão do real com o irreal, inadmissível dentro de nossa lógica, produz uma situação caótica para o ser humano, que então experimenta uma sensação de insegurança geradora de sentimentos universais em face de situações inéditas: a angústia, o horror, o medo.
A característica da visualização através da apreensão de uma (ir)realidade fugidia e etérea é o modus operandi do gênero fantástico que almeja provocar no receptor a reação do "não hesito, vejo", "agora creio". O que a ficção fantástica tem a acrescentar aos outros tipos de ficção é uma afirmativa baseada no relato de uma testemunha ocular do insólito que reflete uma característica de primeira grandeza dessa poética: a dimensão óptica, ou o seu poder de enxergar além.
Em suma, a similaridade se reflete na realidade do mundo retratado, a falsidade se revela como uma outra realidade em nosso mundo aparente, e o conflito entre os dois mundos é dimensionado pela liminaridade da narrativa. Essa dinâmica entre a similaridade, a falsidade e a conseqüente liminaridade já observada na semântica da metáfora é igualmente encontrada na morfologia da narrativa fantástica, o que nos leva a concluir que a metáfora é a base de sustentação intrínseca à narrativa fantástica.
A mesma base metafórica foi encontrada na estrutura da narrativa fílmica do fantástico, justamente pelo fato de a metáfora, a narrativa fantástica e o cinema serem essencialmente visuais, facilitando o transporte de uma linguagem para outra. Devido ao veículo imagístico do cinema, a tradução das características básicas do gênero é perfeita e fluente, resultando num efeito exacerbado sobre o receptor, agora espectador, que se torna ainda mais participativo devido ao compartilhamento não só óptico, como ainda ótico do filme de narrativa fantástica. Estes efeitos são especialmente eficazes desde que os mundos paralelos com suas figuras sobrenaturais contam com o aperfeiçoamento plástico e sonoro gerados por computador e por recursos acústicos capazes de simular as cenas com tal perfeição que somos como que transportados para dentro da cena. Funcionando como um importante complemento da expressão imagística, a sonorização chega a compor com ela o que se denomina "som-imagem", que tem o potencial de reforçar a continuidade da ação. Através da narrativa fantástica, o irreal torna-se real através do olhar privilegiado do visionário, mas é somente através da dimensão óptica/ótica potencializada pelos recursos cinematográficos atuais que o hiper-real se realiza de forma tão convincente. Dessa forma, a vivificação promovida pela estrutura metafórica subjacente à narrativa fantástica aproxima-se do conceito de efeito de live-action das imagens CGI, ou imagens geradas por computador, hoje possível graças à magia high-tech , geradora do hiper-real.
Embora o cinema seja uma ilusão de óptica e auditiva, e seu conteúdo uma ficção, nós processamos essa dupla ilusão de fluxos visuais e acústicos segundo um princípio denominado "veridicalidade" ( veridicality ), que os teóricos cognitivistas percebem como uma espécie de reflexo humano de resposta ao seu meio ambiente natural, sem o qual não há chance de sobrevida. No ambiente cinemático, embora cercados por estímulos artificiais que simulam mundos à parte, os seres humanos não reagem de forma diferente: nós vemos e ouvimos da mesma forma que vemos e ouvimos o mundo real ou fenomenológico. O poder de convencer o público através dos dois órgãos sensoriais mais fundamentais do ser humano é empregado com especialidade pela semântica do filme fantástico. Para uma narrativa que emprega uma retórica especialmente dirigida para a aceitação do fenômeno inusitado que apresenta, as características audiovisuais do cinema são poderosas aliadas.
Quem poderia se esquecer da sensação vivida através da cena introdutória de Guerra nas estrelas (Star Wars) ?
Sentados num cinema escuro, nosso olhar fixo numa tela invisível, e , saindo da escuridão, um céu estrelado aparece à nossa frente. Experimentamos uma sensação flutuante ao mesmo tempo que, futilmente, tentamos fixar os pontos de luz num vazio de pura cor lápis-lazúli. Nossa visão se inclina sutilmente para baixo onde se revela um horizonte brilhante. De certa forma, sentimo-nos reconfortados pela visualização do horizonte. De repente, sobre o nosso ombro direito, uma nave estelar rompe seu caminho para o nada, deixando-nos a observar seus foguetes lançadores enquanto ela rapidamente desaparece na distância. Um profundo trovoar nos torna conscientes de uma grande presença, seu nariz em cunha cortando o espaço à nossa frente, sua grande barriga cinzenta e lustrosa deslizando sobre as nossas cabeças, enchendo os nossos olhos, e desencadeando um repentino assalto de pânico mortal. Arrepiados, chegamos a "um tempo distante, numa galáxia muito, muito longe daqui". (Anderson, 1996:111) 3.
Cativado pelo olho e pelo ouvido, o espectador é duplamente mais impressionado do que o leitor da narrativa, uma propriedade não só do filme fantástico, como de qualquer filme de narrativa. Entretanto, mas especificamente, o efeito aumentado sobre o espectador/ouvinte do fantástico torna-o uma testemunha ocular (e auditiva) da mesma qualidade que o visionário do phantastikós . Enxergando com (ou como) o visionário através do poderoso olhar cinemático, o espectador não imagina, mas vê o prodígio, o inusitado, o desconhecido hiper-realizados frente aos seus próprios olhos. Essa experiência presencial o favorece com uma sensação de que o irreal efetivamente existe. A dupla fase de criação fantástica que sobrepõe ao efeito de real a confirmação da presença do irreal através do hiper-real paradoxalmente instaura a coexistência do mundo natural e do mundo sobrenatural, embora a hiper-realidade seja uma afirmação da irrealidade, pois ela afirma o que não é, como a metáfora.
A característica da similaridade no cinema é traduzida pela fase fotográfica do filme, ou seja, para compor o efeito de real que preenche o pré-requisito da verossimilhança do fantástico, o cinema colabora com os componentes que participam da fase de registro do desempenho ao vivo - ou live-action - dos atores em ação e interação com o local de filmagem. No caso do fantástico, esta fase fotográfica serve de pano de fundo para uma segunda fase pós-fotográfica, que editará imagens pertencentes ao mundo sobrenatural, elaboradas através da engenharia cibernética contemporânea, que corresponderia à característica da falsidade da metáfora, ou melhor dizendo, da simulação hiper-realizada pelos poderosos mecanismos da imagem digitalizada.
A cinematografia reflete, portanto, os princípios operacionais da metáfora: colocar em movimento, dinamizar, já não mais "como se" se fosse verdade, mas de forma a trazer o espectador para dentro da cena através da sensação de live-action produzida pela nova tecnologia: através das técnicas digitais, o plano da imagem pode
sustentar a impressão de um mundo tridimensional que envolve o visitante - é como se o visitante fosse capaz de atravessar a tela para dentro do mundo existente do outro lado. Afinal, a distinção entre o real e o hiper-real torna-se nebulosa, uma façanha dos meios cinematográficos capazes de produzir hoje uma magia imagética de alta tecnologia - uma "i-mágica". A vitalização promovida pela metáfora vem ao encontro do conceito de live-action técnico hoje possível graças aos recursos de realização da hiper-realidade. Tal efeito se mescla com os princípios de vivificação da metáfora perfeitamente compatíveis com o phantastíkós : tecnologia e poética em homologia sincronizam a estética do movimento e da imagem. O resultado é que, não simplesmente "como se" em ação, mas de forma a efetivamente trazer o receptor para dentro da cena, em ação, intelectual e/ou emocionalmente interagindo com o que lhe é virtualmente colocado frente aos olhos, os gráficos de computação criam um mundo à parte, aprimorando a linguagem fílmica e, conseqüentemente, a narrativa fantástica, além de tornar mais complexa a questão representação realista. As imagens geradas por computador, maiores responsáveis pela produção de efeitos especiais, talvez sejam a realização mais proeminente da propriedade de geração de ilusões do aparato cinemático, aumentando vertiginosamente sua capacidade de interagir com a sensibilidade dos freqüentadores de cinema. Por serem especialmente importantes para o filme de narrativa fantástica, seu maior propagador, esses recursos levam ao público a oportunidade de viver a situação que parte do hipotético what if? (e se ...) que define o caráter especulativo da poética fantástica, passando pela metafórica realidade do as if (como se ...), para chegarmos finalmente ao live-action, quando se cria a hiper-realidade, a confirmação definitiva do imaginário fantástico, uma realização exclusiva da cinematografia e edição da atualidade.
Dentre os sub-gêneros do fantástico, que é como classifico as variações deste gênero, que vão desde a ficção científica até outros como o maravilhoso encontrado nos contos de fada, o non-sense de Lewis Carroll, ou mesmo a expressão latino-americana conhecida como realismo mágico, a narrativa fantástica que contextualiza a potencialidade espiritual do ser humano, sua atitude de se colocar diante do transcendental em atitude de respeito e perplexidade, foi a menos estudada e a mais negligenciada pela crítica literária. Carl Gustav Jung denominou esse sentimento de numinoso.
Foi com esse estupor, por exemplo, que assistimos no passado às cenas diabólicas de "O Exorcista", ou "O Bebê de Rosemary", ou "A Profecia". Imbuídos pelo sentimento de " das Unheimliche " com que a trama fantástica é geralmente associada, o "não-familiar", o " uncanny ", que suscita em nós uma sensação de estranhamento/maravilhamento é enriquecido pelo conceito de numinoso. No trecho do filme "Advogado do Diabo", dirigido por Taylor Hackford, lançado em 1997, que considero representativo do sentimento de numinoso veiculado pelo phantastikós, apresenta-se a materialização de uma abstração tornada possível através do milagre cibernético de hoje. Veremos, com os nossos próprios olhos, como o " numen praesens ", ou a presença do numinoso se realiza através da sétima arte.
BESSIÈRE, Irène. Le récit fantastique - la poétique de l´incertain. Larousse, Paris, 256p, 1974.
ARISTÓTELES. On poetics. Encyclopaedia Britannica, Inc., Chicago, 18p. 1952.
ANDERSON, Joseph D. The reality of illusion: an ecological approach to cognitive film theory .: Southern Illinois University Press, Carbondale and Edwardsville. 200p, 1996.