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As múltiplas embarcações tradutórias na obra de Antônio Vieira
Maria Regina Bettiol (UFRGS)

Nous ne faisons que nous entregloser

Montaigne

Traducir literatura es traducir una interpretación de una obra literária

Susana Romano

 

Neste simpósio em que se homenageia o ilustríssimo tradutor e poeta Haroldo de Campos e sua inestimável contribuição aos estudos de tradução , nos coube apresentar um lado muito pouco conhecido - o lado tradutor - de um escritor cujo o trabalho sempre despertou o interesse de Haroldo de Campos , estamos nos referindo ao consagrado escritor , ícone da Literatura Brasileira , Antônio Viera 1 .A visão vieriana da tradução , seus procedimentos tradutórios são de uma extrema contemporaneidade, um aspecto que passa praticamente desapercebido aos olhos da crítica literária e que vem acrescentar aos estudos de tradução. A reflexão vieirana acerca da tradução nos serve, igualmente, de pretexto para repensarmos o papel da tradução como elemento de intermediação cultural que estabelece inter-relações entre universos sócio-culturais distintos e do tradutor como agente da história intelectual.

Primeiramente, para que possamos entender o fazer tradutório de Vieira é preciso compreender o seu fazer literário. Sensível à língua portuguesa , Vieira tem no escrever bem uma preocupação , procura empregar bem as palavras, usá-las com adequação e propriedade, tem todo um cuidado em revisar e corrigir seus textos , de aprimorar a sua produção escrita:

A primeira foi forçosa, porque o original castelhano estava errado na impressão, não se advertindo ( como não adverte ao princípio) as erratas no fim do livro , como são:" cometidos vário" em vez de "vários";" pertinácia" em vez de "paciência"; e muitos outros igualmente intoleráveis que totalmente mudam a verdade e propriedade do germano sentido Ao Cônego Francisco Barreto- 16 de julho de 1692 (HANSEN,2003,p.618-619) 2 .

Contudo , lembrando das instancias de V.M. cê , muito mais do que posso me aplico àquela fábrica que V.M. cê compara aos palácios da nossa corte .Lá não sei onde demonstrei eu que o querer se devia medir com o poder, sobre a sentença tão limpa daquele leproso: "Si vis potes". É , estando eu em Lisboa todo aplicado à obra , a força de Castela e Portugal me a tiraram das mãos, querendo que em lugar de palácios altíssimos me ocupasse em fazer choupanas, que são os discursos vulgares que até agora se imprimiram. A Sebastião de Matos e Sousa - 27 de junho de 1696 ( HANSEN, 2003, p.606-607) 3 .

Evidentemente que essa sua sensibilidade às palavras , Vieira tradutor recebe de herança do Viera escritor .O seu fazer literário é norteado por uma complexa operação intelectual que seleciona, recorta os assuntos, precisa as palavras como se as pesasse numa balança medindo o seu valor antes de empregá-las 4 .Toda essa operação intelectual encontra ressonância nas constantes avaliações que faz das traduções realizadas por seus colegas da Companhia de Jesus e no seu procedimento tradutório .

Em carta ao Marquês de Nisa ,faz um comentário em que elogia a tradução dos Lusíadas , em versos latinos,feita pelo frei Francisco de Santo Agostinho de Macedo : Estimei de ver a última oitava de Camões , a brevidade foi incrível, a obra será rara , nem poderá V.EX a pagar de outra maneira a Camões o que os Gamas lhe deviam.(HANSEN, 2003,p.410) 5 .

Vieira mantinha um intercâmbio com aqueles que se aventuravam a traduzir seus sermões. Exigente quanto ao estilo , costumava fazer sugestões .Nas citações que seguem Viera comenta as traduções de seu sermão As Cinco Pedras de David que fora originalmente escrito em italiano em homenagem à oratória da rainha Cristina da Suécia ,em Roma :

Torno a dizer que é a sincera e pura verdade e fora eu mui ignorante , se assim o não entendera e confessara..Finalmente, pelo bem que quero às Cinco Pedras de Davi, peço a V.M cê , pelo que elas significam , que esta segunda e melhor vida que da pena de V.M cê receberam não seja como de intérprete , senão de autor, que tudo se pode atribuir à diferença da frase castelhana Ao Cônego Francisco Barreto -15 de julho de 1690. ( HANSEN, 2003,p.616) 6.

Em carta escrita a Diogo Marchão Temudo parece não estar muito satisfeito com a versão em língua portuguesa do seu sermão preferido As Cinco Pedras de Davi : Mas o meu mimoso, como o mais pequenino, era o da rainha da Suécia, que revestido de português perdeu muito da graça e energia italiana.( HANSEN,2003,p.586) 7 .

Devemos registrar que a tradução -prática comum entre os jesuítas 8- tanto das cartas em que prestavam conta a Ordem das suas atividades quanto dos textos sagrados -foi um dos fatores responsáveis pela disseminação da Ordem no mundo . A tradução , na concepção jesuíta , tinha uma dupla finalidade: transmitir a ideologia católica e a pedagogia jesuíta, tinha, em suma, uma função didática:

Entretanto As Pedras de David , traduzidas por meu grande amigo o cônego Francisco Barreto , poderão suprir com a sua elegância esta falta na língua portuguesa; e também na castelhana a Palavra do Pregador Defendida, que se traduziu e estampou em Madrid , sendo a corte a que mais se podia ofender das nossas esperanças). A Diego Marchão Temudo -21 de junho de 1692. .(HANSEN,2003,p.588) 9

A tradução para Vieira serviu como instrumento de dominação, para reforçar a retórica do dominador, para " domesticar", subordinar as inteligências do Novo Mundo, Viera promove, nesse sentido, múltiplas traduções : uma leitura entendida como uma tradução desse Novo Mundo, a leitura hermenêutica dos textos bíblicos e a tradução lingüística propriamente dita , geralmente dos textos escritos em latim para o português,cruzando textos da metrópole e da colônia num diálogo sem fim.A esse respeito comenta Donaldo Schuler em seu livro A Conquista do Brasil:

Para essa reorientação hermenêutica , deve-se considerar o texto separável-e Vieira o separa- do contexto original .Não pode a Escritura, se quiser alcançar a universalidade, estar algemada à época, à cultura e à língua em que se origina.Muito antes da crítica contemporânea , a exegese bíblica pleiteou a autonomia textual(...) Outros sentidos há.Viera menciona um deles, o de São Jerônimo , que entende o texto conveniente a todos os territórios católicos assolados por inimigos da fé. Sem contestar a autoridade eclesiástica , Vieira insiste na pertinência do texto sobretudo à sua nação e ao seu tempo. O texto arrancado do contexto original passa a ter sentido fluido.A perda de universalidade resultante da transferência a novo espaço e novo tempo promove a pluralização de sentidos, circunstância favorável aos engenhosos malabarismos do pregador .Sem se declarar infiel ao texto, longe do contexto, age com relativa liberdade para despertar ousadas significações.(SCHULER,2003,p.155-156) 10 .

 

Viera reivindica a liberdade de adaptar , decidir, recriar o texto no idioma e no contexto em que está sendo traduzido, fica explícito em sua prática tradutória que fidelidade à palavra e excelência literária são dois aspectos incompatíveis.Esse princípio tradutório adotado por Viera já houvera sido referendado por São Jerônimo em seu prólogo da tradução latina da crônica de Eusébio. Susan Sontag faz referência, em seus estudos , ao pensamento de Jerônimo acerca da tradução:

Cómo explicar la temeraria insistência del próprio San Jerónimo (circa 331-420) , el primer intelectual ( que y conozca) del mundo antiguo que reflexiona ampliamente, en prólogos y correspondencia , sobre la tarea de la traducción, de que el sacrificio del sentido y de la gracia es el resultado inevitable del intento de reproducir con fidelidad las palavras e imagénes dela autor?( SONTAG,2003,p.39) 11 .

 

Jerônimo defendia a tese de que a tradução literal de uma língua para outra encobria o sentido,além disso procurava "naturalizar" o texto estrangeiro através de suas adaptações.(SONTAG,2003,p.40) 12 . Esse processo de naturalização ,ou se preferirmos de aclimatação, procurava apagar a distância entre o passado e o presente, as marcas da alteridade do texto estrangeiro, tornando o estranho familiar , o alheio próprio. Para Jerônimo falar outro idioma não significava ser diferente. Em sua epístola datada de 396 , em que cita Cícero ,privilegia a essência literáriaem detrimento à fidelidade à palavra:

En uma epístola a Panmaquio, redactada en 396, cita Cicerón y concuerda en que la única manera apropriada de traducir es "con las mismas ideas, con sus formas y figuras , pero con palavras acomodadas a nuestro uso".No me pareció tener que traducir palavra por palabra sino conservar la propriedad y la fuerza.(SONTAG,2003,p.40) 13.

 

Mas retornando a Antonio Viera, este segue a risca os preceitos de São Jerônimo, ele elege alternativas , procura encontrar soluções , faz da tradução um exercício ético valorativo.Mais uma vez é a voz do escritor que prevalece, que aponta o tradutor como co-autor do texto traduzido e a tradução como reescritura , recriação do texto original:

Vindo `a tradução de As Pedras de David : depois que li a de V.M. cê Fiquei livre de um grande receio que tinha , não consentido por isso que se traduzissem , e era que na língua portuguesa perdessem a graça e energia da castelhana ; mas a elegância do estilo de V.M. cê lhe deu tão novos espíritos , e as passou de tal sorte a melhor vida, que já parecem mais lisas e mais limpassem português que em castelhano, devendo este novo ser ao heróico do tradutor(...)

 

A segunda razão é porque na palavras da tradução portuguesa me ocorreram algumas que pareciam mais naturais da nossa língua , e de maior expressão ou consonância, as quais me atrevi também a escrever , mas não a preferir , sujeitando todas à vista e correção de V.M. cê , para que V.M. c faça eleição das que julgar mais acomodadas, ao pé das quais eu me assino, aprovando-as já daqui e tendo - as por mais acertadas. Ao Cônego Francisco Barreto -16 de julho de 1692 (HANSEN,2003,p.619) 14 .

Dessa forma o tradutor longe de ser uma figura inexpressiva, age como um "usurpador" da tradição alheia, um subversivo que se apropria do texto estrangeiro e seleciona de forma crítica aquilo que deseja inserir em seu sistema literário através de sua reescritura reimaginativa 15 . O tradutor, aliás como todo intelectual, não deixa de ser um polemista pois injeta novas idéias , novos valores que nem sempre estão em consonância com os de sua sociedade, interferindo ,assim, em sua tradição literária 16 .

No caso específico do tradutor Antônio Viera que descobriu não apenas um Novo Mundo geográfico mas também intelectual no seio das Américas , uma Babel Americana , houve uma operação de troca interculturais entre as literaturas o que explicou a excelente recepção de sua obra na América, em especial no México, e sua contestação em seu país de origem, Portugal.

Outras chegaram cá ( para que dê conta de mim a V.Ex. a como dantes ) , as quais me quiseram encobrir ao princípio , mas deram tamanho eco que foi força chegarem-se aos ouvidos ! Não merecia Antônio Vieira aos Portugueses , depois de ter padecido tanto por amor da sua pátria e arriscado tantas vezes a vida por ela, que lhe antecipassem as cinzas e lhe fizessem tão honradas exéquias. Fez-me porém, Deus tanta mercê , que nem com os primeiros movimentos senti um tão exorbitante agravo, o qual se me não havia de fazer se os executores ou motores não estivessem persuadidos que antes lisonjeavam que ofendiam a quem não fez a demonstração que devera.

Quiseram muitos que a fizesse eu e que no primeiro navio mandasse impedir a impressão do livro que lá tinha cegado , e que não escrevesse mais na língua de uma nação que assim me tratava, antes o fizesse na castelhana , italiana ou outra estrangeira , em cuja piedade tinha mais seguro o crédito que na fúria dos meus naturais .Eu, contudo, tive por mais alterar nada do exercício em que me tomou este caso, e assim continuarei enquanto me não constar que V.Ex .a aprova o contrário . Ao Marquês de Gouveia -23 de maio de 16 ( HANSEN,2003,p.553-554) 17 .

 

Na Universidade do México me dedicaram umas conclusões de toda a teologia, que eu remeto e dedico a V.Ex .a , e posto que da empresa da Fênix, das palmas e das trombetas nenhum caso faço , porque tudo é vento e fumo, não posso deixar de me magoar muito que no mesmo tempo em uma Universidade de portugueses se afronte a minha estátua , e em outra Universidade de castelhanos se estampe a minha imagem .Por certo que nem a uns nem a outros merecia eu semelhantes correspondências .Mas assim haverá de ser, para que quanto em uma parte se faltou a justiça , tanto se excedesse na outra.E, para que não pareça que são isto influência da América , quando na que é sujeita a Portugal me fazem as afrontas, de que V.Ex .a será informado por outras vias. Ao Marquês de Gouveia -24 de junho de 1683. (HANSEN ,2003,p.559). 18

 

Em um estudo sobre a tradução não podemos ignorar três aspectos que são intercomplementares .São eles: a interpretação,a crítica e a recepção. Na interpretação (decodificação) , o tradutor literalmente decifra os textos, na crítica ele reescreve o texto literário a partir da sua interpretação e a recepção , envolve a leitura que outros sistemas literários fizeram ou farão da obra traduzida. .( CUNHA,1999,p.114-115) 19 . Na opinião de Tânia Franco Carvalhal a questão da tradução é indissociável da questão da disseminação e da recepção das obras:

O conhecimento da ressonância de uma tradução, das leituras críticas que ela provoca diz muito sobre a obra mas também sobre o sistema literário que a acolhe.Isso porque, como diz Yves Chevrel em Literatura Comparada ,"traduzir,editar uma tradição , não significa apenas se ocupar com uma operação de natureza lingüística, é também tomar uma decisão que põe em jogo um equilíbrio cultural e social". A tradução de um texto raramente é independente do sistema literário que está destinado a acolhê-la e , por isso, uma tradução "dinâmica"( quer dizer, que se constitui em fator de troca cultural , de continua e mútua fecundação) é aquela que integra o texto traduzido na tradição do sistema que o acolhe. Ao mesmo tempo, os elementos que acompanham a tradução são significativos , seja o próprio processo da tradução quando o tradutor esclarece por que o livro foi traduzido e mesmo como o foi , seja a crítica que analisa e tem e tem por vezes, o papel decisivo na orientação da recepção daquele texto, situando os leitores e preparando-os para a sua leitura tanto o texto traduzido como os comentários daqueles que o analisam no meio em que se difunde funcionam como intermediários.( CARVALHAL, 2001,p.71) 20 .

 

A tradução é seguramente uma via normal de acesso a uma literatura estrangeira , a tradução é em grande parte responsável pela imagem de um texto , de um escritor e de uma cultura. 21 Ainda a esse respeito , convém lembrar a posição de Paul de Man (1999) 22 para quem a tradução literária enquanto atividade intelectual assemelha-se muito mais à crítica literária do que à criação literária propriamente dita. A tradução literária não deixa de ser um texto sobre ouzro texto, um relação intertextual crítica na forma de reler , interpretar e reescrever um texto.

Logicamente que tanto São Jerônimo quanto Viera sabiam que o locus de enunciação tem implicações no ato de traduzir, que no ato tradutório está instituído as práticas discursivas da cultura do tradutor , que a tradução como mediação é um lugar de produção de valores.

Respaldados pelos constantes comentários que Vieira tece , em suas cartas , sobre a prática tradutória, podemos afirmar que o tradutor, dentro da teoria literária vieiriana, ocupa uma posição de destaque, ele possui , antes de tudo, uma vocação literária . O tradutor tem a missão de formar espíritos, é responsável pela formação do que chamamos de República das Letras , uma república aqui entendida no sentido que Casanova

( 1999,p.15) 23 lhe atribui: uma República Mundial das Letra s que rompe com a ilusão de unidade,de insulamento, que põe fim aos limites assinalados pelos nacionalismos literários. O tradutor torna-se, portanto, um dos 'arquitetos" que ajuda a erigir este grande monumento artístico que é a literatura. Rico em idéias e em cultura, o tradutor é visto por Vieira como patrono dos homens de letras , jamais como uma personalidade apagada , um ser invisível como mais tarde a teoria da invisibilidade viria a discutir. Entendemos que Viera teve sua participação na construção dessa República Mundial das Letras anunciada por Casanova , ele, ao mesmo tempo, fez história literária e se tornou história literária através de suas traduções . Viera, homem de Letras mui bem fundadas, soube encarnar aquilo que Sontag considera a principal qualidade de um tradutor , aquilo que o distingue dos demais: o tradutor é alguém capaz de imaginar soluções:

 

El nuevo criterio es que traducir es hallar equivalentes: o , para dar un giro al símil, una traducción es un problema para el que pueden imaginarse soluciones .En contraste , la antigua pauta es que la traducción consiste en elegir , elegir de modo consciente, no sólo entre las meras dicotomías absolutas de buena o mala, correta o incorreta, sino entre una dispersión más compleja de alternativas(...) Para que semejantes opciones fueram buenas-o mejores -se suponía que implicaban un conocimiento , tan amplio como profundo , por parte del traductor.La traducción, vista aquí como una actividad electiva en el sentido más amplio , era una profesión de individuos portadores de una determinada cultura interior.Traducir meditada , trabajosa, ingeniosa, y respetuosamente es la justa medida de la lealtad del traductor a la empresa de la propria literatua.(SONTAG, 2003,p.39) 24.

 

Para concluir , citaremos um trecho da carta que Viera escreve ao cônego Francisco Barreto em 16 de julho de 1692 onde profetiza a sua sobrevivência literária como escritor através das traduções de suas obras: Meu Senhor -Se os corações se puderam traduzir como as línguas,-teria V.M cê ou veria neste papel a vera efígie do mais humilde agradecimento (...) Esta tradução de V.M. cê será o meu maior crédito. ( HANSEN,2003,p.618-619) 25 A profecia sobre o destino de sua obra se cumpriu, as traduções de sua obra lhe deram o crédito da posteridade. Navegando em águas estrangeiras ,Vieira se investiu do papel do famoso barqueiro caronte , soube transportar para outros povos suas metáforas, suas inquietações, soube pensar seu mundo pelas metáforas alheias, soube entender as múltiplas embarcações ,ou melhor dizendo, as múltiplas respostas que um texto literário exige. A tradução como "sistema circulatório das literaturas do mundo" pôs em circulação os textos vieirianos , fez com que se inserissem em outros sistemas literários , com que se tornassem uma referência mundial.

 

1) Ver a esse respeito: CAMPOS,Haroldo .O seqüestro do barroco na formação da literatura brasileira : o caso Gregório de Matos .Salvador:FCJS,1989.p.37. Haroldo de Campos considerava a obra de Antônio Vieira como sendo de grande porte,como literatura propriamente dita e não apenas uma mera "manifestação literária "do período colonial.

2) HANSEN, João Adolfo. Antonio Viera : Cartas do Brasil .SP:Hedras,2003.p.618-619.

3) Ibid,p.606-607.

4)Essa imagem da balança , do tradutor pesando o sentido das palavras antes de emprega-las é desenvolvida pelo escritor Valery Larbaud. em seu famoso livro Sous L`invocation de Saint-Jérome .Paris:PUF,1946.p.82.

5)HANSEN,op.cit,p.410.

6) HANSEN,op.cit,p.616.

7) HANSEN,op.cit,p.586.

8)LACOUTURE,Jean. Os jesuítas : os conquistadores .POA:L&PM,1994.

9) HANSEN,op.cit,p588.

10) SCHULER,Donaldo. A Conquista do Brasil . SP:Ateliê Editorial ,2001.p.155-156 .

11)SONTAG,,Susan.Elmundo como la Índia.IN: Letras Libres , Madrid,n26,nov,2003, p.39.

12) Ibid,p.40.

13)Ibid,p.40.

14) HANSEN,op.cit,p.619.

15)CUNHA,Patricia Lessa Flores da. Sobre intermediação : o papel da tradução na contística machadiana ( uma perspectiva epistemológica). Anais doVIII Congresso Internacional ABRALIC :Mediações .BH: UFMG, 2002.1CD-ROM.p.3.

16) LARBAUD,op.cit,p.10.

17) HANSEN,op.cit,p.553-554.

18) Ibid,p.559.

19) CUNHA,Patricia Lessa Flores da. Tradução e crítica: reescrevendo babel.IN: El discurso crítico en America Latina II . Buenos Aires:EdicionesCorregidor,1999.

20) CARVALHAL,Tânia Franco . Literatura comparada .SP: Ática, 2001.p.71.

21) ------------. De traduções , tradutores e processos de recepção literária.IN: Revista Brasileira de Literatura Comparada . RJ: ABRALIC, n5, 2000.p.85-92.

22) MAN, Paul de. Conclusions:Walter Benjamin`s " The task of the translator ".IN: The resistance to theory Minneapolis : University of Minnesota Press, 1993.p73-105.

23) CASANOVA,Pascale. La république mondiale des letters .Paris: Seuil,1999.p.16.

24) SONTAG,op.cit,p.39.

25)HANSEN,op.cit,p.618-619.