VERSÃO PARA IMPRESSÃO [ VOLTAR ]

A Cosmogonia nAs Metamorfoses de Ovídio
Elaine C. Prado dos Santos (UPM)

O poema ovidiano , As Metamorfoses 1, estabelece um fator de unidade na longa exposição de lendas, ao desenhar uma construção através de empréstimos tanto de aspectos narrativos quanto de procedimentos estilísticos de fontes latinas e gregas, evidenciando-se, na obra, diversos ecos e alusões entre o poema ovidiano e textos antecedentes, como se ele respondesse à solicitação de seus antecedentes.

Duas obras, ao menos, exerceram uma influência conjunta sobre a narrativa d As Metamorfoses : O Panegírico de Messala e A VI Bucólica de Virgílio . Essa correspondência estabelecida entre As Metamorfoses e O Panegírico adquire tal importância particular que contribui para explicar aspectos decisivos da organização narrativa elaborada por Ovídio, propondo que a criação do mundo esteja vinculada ao motivo da metamorfose, da qual ela se torna a primeira e fundamental ocorrência. A própria narrativa impulsiona, a seguir, que um lugar seja reservado às concepções filosóficas das quais se expressa a doutrina das diversas existências.

Com A VI Bucólica de Virgílio, entretanto, encontra-se uma ocorrência mais próxima do tema ovidiano. Segundo Tronchet 2 e Otis 3, percebe-se uma nítida semelhança entre o começo d As Metamorfoses e o início do canto de Sileno em A VI Bucólica de Virgílio; por conseguinte, a écloga resume, em uns 50 versos, as grandes linhas dessa composição virtual que anuncia o desenvolvimento d As Metamorfoses , ou seja, evocação de uma cosmogonia, mais alusão rápida ao dilúvio e à idade de ouro (Buc. VI, 31-42).

Torna-se, deste modo, indubitável a filiação dAs Metamorfoses ao poema dAs Bucólicas , uma vez que sua marca é a contigüidade dos temas cosmogônico e metamórfico. É possível ainda estabelecer uma conexão com A VI Bucólica através de Sileno, n As Metamorfoses , no episódio do rei Midas, ao se repetir o tema da captura do velho bêbado pelos camponeses (M. XI, 90-93). Assim o canto de Sileno torna-se um esboço para As Metamorfoses , cujo começo liga as narrações míticas da gênese e do dilúvio, parecendo-se extraídas do poema virgiliano.

Afirma-se, por conseguinte, que Ovídio seguiu e continuou o caminho traçado por Virgílio e por Tibulo, privilegiando relações intertextuais de tal forma que a criação do mundo, tratada nO Panegírico como preterição, transforma-se n As Metamorfoses em um verdadeiro episódio. O canto de Sileno não só estimulou Ovídio para que realizasse, ao invés de lendas enumeradas, narrações completas, mas também sugeriu uma aproximação com outra obra, As Argonáuticas de Apolônio de Rodes. A cosmogonia do livro I d As Metamorfoses se insere muito mais na de Orfeu, inspirada em Empédocles 4, do que na de Sileno, muito mais próxima das teses epicuristas. E assim, logo após o prólogo, é para As Argonáuticas , I, 496-497 , que praticamente, termo a termo, os versos 5-6 do livro I d As Metamorfoses se espelham.

Pode-se destacar, no verso 9 do livro I d As Metamorfoses 5, o termo discordia , que retoma uma noção empedocleana e que também foi apontado por Apolônio (I, 498), ao apresentar a luta entre os elementos como fator de diferenciação, enquanto Ovídio, n As Metamorfoses (M. I, 15-21) , faz intervir uma divindade anônima ao lado da natureza, para instaurar a ordem universal , o que se torna uma reminiscência de Horácio (Odes I, 3, 21 - 23).

Através desses ecos, percebe-se a multiplicidade de fontes, as quais Ovídio utilizou n As Metamorfoses , o que leva a crer que a poética ovidiana se revela resolutamente intertextual, traduzindo-se por uma virtuosidade combinatória. Por outro lado, verifica-se que Ovídio dispôs basicamente de duas obras fundamentais para traçar a história do mundo: 1) A Teogonia de Hesíodo, que lhe apresentou uma imagem de evolução através de um encadeamento de nascimentos divinos; e 2) o livro V De Rerum Natura de Lucrécio, filosofia epicurista, que relata a formação da terra e dos astros, o aparecimento dos homens até o desenvolvimento da civilização.

A Teogonia permitiu, então, a Ovídio, organizar a matéria mítica; entretanto, n As Metamorfoses , diferentemente d A Teogonia , não há um tratamento analítico do assunto, ou seja, uma seqüência passo a passo de uma lista de acontecimentos ordenados segundo um princípio arbitrário, como a ordenação em uma linhagem de deuses e heróis. Ao contrário, o lugar dos episódios não depende de uma classificação única e pré-estabelecida, mas implica uma estratégia narrativa que administra a disposição das diversas histórias em função da metamorfose. Embora o tratamento dado por Ovídio seja diferente do de Hesíodo, é notável que foram mantidos, na obra ovidiana, acontecimentos decisivos d A Teogonia , como a evocação da Gigantomaquia e a eliminação de Saturno, fatos que remetem também à obra Os Trabalhos e Os Dias , da qual Ovídio adapta o mito das raças.

O poeta Ovídio atribui a criação do homem a Prometeu, o opifex rerum (M. I, 82-83), que se encontra em contigüidade com a revolta dos Gigantes, n A Teogonia , e com a série das raças humanas, n Os Trabalhos e Os Dias , desempenhando o papel de um catalisador intertextual 6, segundo Tronchet 7, sugerindo uma aproximação entre as duas obras.

Ovídio, n As Metamorfoses , apresenta as quatro idades, imediatamente seguidas da luta entre os Gigantes e os deuses do Olimpo. A sucessão das raças, desde o ouro até o ferro, e os efeitos dessa evolução podem ser assimilados aos de uma metamorfose sobre a humanidade inteira. N As Metamorfoses , pode-se sentir uma passagem rápida da idade de ouro para a de ferro e quando se perde a idade de ouro e se entra na idade de prata, Saturno é atirado ao Tártaro (M. I, 113-114), fato esse inspirado n A Teogonia , marcando o ponto de articulação entre as idades de ouro e de prata (Teog. 490-496).

N As Metamorfoses , a idade de ferro é projetada a um passado longínquo, mas com diversas sugestões da atualidade de práticas criminosas, contrariamente à tradição hesiódica, na qual esta idade degradada do gênero humano se prolonga até o presente. Conforme Tronchet 8, o relato das idades constitui a articulação entre a versão quase filosófica da criação e o desenvolvimento fabuloso das aventuras divinas. É assim que o mito, em Ovídio, se reveste de uma função narrativa bem precisa, pois serve para operar a transição a partir de uma cosmogonia, dominada por um deus anônimo, quisquis fuit ille deorum (M. I, 32), que organiza o universo, separando os quatro elementos, em direção a um mundo lendário mais familiar, no qual Júpiter reina sobre deusas e deuses. De fato, há uma bifurcação no desenvolvimento inicial da narrativa, quando o aparecimento do homem é explicado segundo uma dualidade de hipóteses, colocando Prometeu em um papel apenas secundário, pois a Terra é detentora do germe celeste que vai fazer do homem um animal à parte (M. I, 78-81).

Entretanto após tal bifurcação, a narrativa remete à a intervenção demiúrgica de Prometeu. Em virtude da relação metonímica, Iapeto (M. I,82) estabelecida entre essa personagem e os poemas de Hesíodo, o relato é conduzido através do encadeamento do mito das idades até a luta dos Gigantes contra Júpiter.

Desta forma, o mito das quatro idades representa o cenário em que evoluem homens e em que deuses produzem metamorfoses como desvios que transgridem tanto as formas gerais da natureza quanto as leis que a regem. Por isso, é registrado o fim do dilúvio como um retorno à norma (M. I, 348).

Graças aos empréstimos de Hesíodo, acha-se, n As Metamorfoses , um deslocamento entre o desenvolvimento de uma criação baseada em hipóteses dos filósofos e da emergência de um mundo mítico maravilhoso.

Significativo, entretanto, é o fato de Ovídio ter reduzido a quatro o número das idades, já que o poeta suprimiu a raça dos heróis. Essa transformação do mito permitiu a Ovídio liberar a cronologia dAs Metamorfoses de toda uma indexação sobre Os Trabalhos e Os Dias , que situava a emergência da idade de ferro em um passado relativamente recente. Daí, a série ovidiana das idades se inscrever em um curso do carmen perpetuum , constituindo-se um episódio fechado e anterior à Gigantomaquia e ao Dilúvio. Concebe-se que a redução a quatro idades efetuada por Ovídio implicou uma desordem radical para a fisionomia do mito. Com a eliminação dos heróis, afirma-se, no texto ovidiano, uma temporalidade homogênea, pois a sucessão das etapas obedece a uma estrita orientação axiológica, que racionaliza o episódio ao lhe dar uma estrutura unívoca, segundo afirmação de Tronchet 9.

Em resumo, Ovídio tomou emprestado de Hesíodo apenas um episódio, no qual se desenhou brevemente a imagem de uma metamorfose superlativa, constituída pela evolução mítica da espécie humana e de seu meio-ambiente. Entretanto, Ovídio evitou seguir, exatamente, o modelo narrativo proposto pel A Teogonia ; pois sua proposta foi construir um tipo de organização ficcional ainda inédita, revelando uma independência da tradição mitológica e poética solidamente consolidada.

Por outro lado, nessa seleção de fontes utilizadas pelo poeta, aponta-se também o livro V d O De Rerum Natura de Lucrécio, que apresenta uma história do mundo e da humanidade em uma vertente naturalista; ou seja, a doutrina epicurista. Embora não siga a filosofia epicurista, o poeta Ovídio não deixa de fazer múltiplos empréstimos da obra lucreciana como se pode depreender já no início d As Metamorfoses , primaque ab origine mundi (M.I,3), uma evidência da longa passagem lucreciana ao retratar a formação do universo (D.R. N. V, 548-549).

Verifica-se, n As Metamorfoses , que a confusão inicial da natureza se aproxima da exposição de Lucrécio, quando Ovídio emprega, no poema, o mesmo termo lucreciano, moles (M. I, 5-7) – (D.R.N. V, 432-437). Aliás, a luta incessante dos elementos, nessa mistura, recebe o mesmo nome: discordia em ambos os textos (M. I, 9) e (D.R.N. V, 440-443).

De um relato a outro, isto é, de Lucrécio a Ovídio, é um processo de separação, de delimitação, que se repete em grandes linhas, embora o poeta Ovídio tenha frisado um desvio decisivo em relação ao modelo lucreciano, ao proclamar que um deus anônimo se apresenta como organizador do mundo.

O quadro da idade de ouro apresentado por Ovídio lembra a maneira pela qual Lucrécio evoca, n O De Rerum Natura , a rude existência levada pelos primeiros homens. Entretanto, o mito da idade de ouro, apresentado por Ovídio, confronta duas variantes opostas da tradição: 1. de um lado, (M. I, 109-112), o topos de uma época fabulosa quando a natureza dava, em abundância, tudo ao homem, como se registra n A IV Bucólica de Virgílio; 2. por outro lado, o mito da idade de ouro demonstra também um quadro realista da privação que a humanidade devia sofrer pela ausência de todo saber técnico (M. I, 104-106), como se aponta em Lucrécio (D.R.N., V, 939-944).

Segundo a visão lucreciana, a terra fornece uma superabundância de alimentos, pois se registra a incapacidade dos homens em praticar a agricultura. N As Metamorfoses , Ovídio sublinha a idade de ouro marcada por uma ausência de leis, apresentando a expressão sponte sua no início do hexâmetro (M. I, 90), que se torna um indício intertextual lucreciano (M. I, 89-90) - (V. 937-938). Em Lucrécio, notam-se dois pontos: 1)a inexistência de leis e a espontaneidade que regem os comportamentos (D.R.N. V, 960-961), e 2) quando a humanidade, cansada de ser dilacerada por incessantes lutas, aceita espontaneamente se submeter a uma legislação (D.R.N. V, 1145-1147). Assim, enquanto o poeta filósofo, Lucrécio, atribui à situação inicial um caráter negativo, em que os homens, sem conhecimento, se acham em um estado de barbárie original; por outro lado, a representação ovidiana da idade de ouro exalta plenamente a harmonia universal, que pode reinar, sem leis, por ser fundada sobre a lealdade e a justiça sem a repressão de qualquer castigo (M. I,91-93). Ovídio, no mito das raças, apresenta a idade de ouro, segundo uma versão próxima utilizada por Virgílio n A Eneida (En. VII, 202-204) , que também usa a expressão sponte sua , no início do verso.

A o inserir o motivo lucreciano em sua versão da idade de ouro n As Metamorfoses , Ovídio buscou o exemplo virgiliano, emprestando, inicialmente, a imagem de um quadro rústico da humanidade primitiva, e, em seguida, um prolongamento dessa relação intertextual foi elaborado para um retorno ao desenvolvimento propriamente epicurista.

A parte mítica do relato das origens de Ovídio está impregnada de lembranças d O De Rerum Natura . No entanto, no início da obra ovidiana, não mais que idéias, a fisionomia do texto não está de acordo ipsis litteris com o modelo lucreciano, o qual apresenta os acontecimentos em uma seqüência irreversível. N As Metamorfoses , os episódios, escalonados em um quadro unitário, não aparecem em etapas lógicas de uma série orientada. Todavia, há situações análogas, cujas similitudes estabelecem, na obra ovidiana, diversas relações à distância, como a perfeição do dilúvio que coincide com um tipo de criação renovada em que homens e animais vêem o dia uma segunda vez.

Consoante afirmações de Tronchet 10, o livro V de Lucrécio apresenta uma chave a respeito da escolha de Ovídio, pois uma breve passagem lucreciana desempenhou o papel de incitador ficcional, isto é, antes de iniciar a formação do universo, o poeta epicurista menciona dois mitos destinados a ilustrar o combate entre os elementos fogo e água com o risco de pôr fim ao mundo: a aventura de Faetonte (V, 396-404) e o Dilúvio (D.R.N., V,411- 415). A partir dessas alusões rápidas em Lucrécio, Ovídio as transforma em dois episódios maiores n As Metamorfoses , colocando-os em quiasmo 11 no início de seus dois primeiros livros. Quando o poeta epicurista conta a queda de Faetonte, inegáveis semelhanças provam a influência dos versos de Lucrécio sobre a narrativa d As Metamorfoses (M. II, 304-308) - (D.R.N. V, 399-401).

Embora haja uma correspondência entre o início d As Metamorfoses e o livro V do De Rerum Natura , existe uma distância de posturas entre as duas obras. Convém lembrar que a postura de Lucrécio é desmistificar as narrações lendárias, declarando-as ilusão (D.R.N., V, 405-406). O poeta epicurista exclui a influência dos deuses sobre o mundo, rejeita a possibilidade de fenômenos sobrenaturais, esses monstra que se ligam às metamorfoses. Mesmo em uma postura contrária, Lucrécio fornece as bases da tradição mítica manipulada por Ovídio em sua obra.

Lucrécio não afirmou, no livro V, a existência de um princípio metamórfico natural que se estende ao conjunto da criação, mas sim a transformação provocada pelo tempo (D.R.N.,V. 828-831). Interessante apreciar que esse ponto de vista será proclamado por Pitágoras no livro XV d As Metamorfoses : a lei da transformação universal (M. XV. 252-257).

A idéia de Lucrécio serviu de ponto de partida, porém o teor da mensagem pitagórica, em Ovídio, seguiu outra direção, ao enfatizar a mutação incessante dos seres e das coisas, negando a morte como fim absoluto e estabelecendo a crença na perenidade da alma e na sua transmigração de um corpo a outro, Omnia mutantur, nihil interit ...MXV, 165, o que se torna contrráio ao materialismo lucreciano 12.

Quando Ovídio conta as origens do universo, retendo entre os textos disponíveis uma gama de versões nas quais ele integra e imbrica diversas teses, propõe indiretamente uma reflexão sobre as relações analógicas ou conflituosas, que podem entreter as diferentes doutrinas.

Pode-se ver tal atitude como o último resultado de uma evolução iniciada pelo alexandrinismo e que, retomada por Catulo e pelos noui poetae , é sobretudo afirmada durante o período augustano, notadamente nos elegíacos 13. Desta forma, o começo d As Metamorfoses traz a marca de duas visões antitéticas quanto à história da humanidade, o mito hesiódico das raças e a narração naturalista de Lucrécio, ou melhor, Hesíodo forneceu o esquema narrativo de um episódio completo, enquanto o poema de Lucrécio, através de cortes precisos pontuou a exposição ovidiana.

Nessa fusão, Ovídio mobiliza fontes que não poderiam ser complementares e acolhe no texto aspectos heterogêneos, transgredindo absolutamente a exigência de unidade orgânica formulada por Horácio ( Ars Poetica , 23). Ovídio assume essa aparência de deformidade, reunindo composições diversas nas quais os contrastes persistem através do desenvolvimento da obra, acentuando-se a construção do poema como uma organização de relações, que confere à escritura ovidiana, sob esse ângulo, uma espantosa modernidade.

Por fim, Ovídio elaborou uma organização narrativa original capaz por sua vez de responder à ambição unitária que ele anunciou. Assim como ele ultrapassou a relação de exclusão entre mito e filosofia ao associar duas abordagens em um mesmo quadro das origens, ele conseguiu reunir os aspectos a priori discordantes, segundo uma lógica interna na obra.

 

 

Poema latino de cunho mitológico do I a. C.

TRONCHET, G.. La Métamorphose à l'oeuvre – recherches sur la poètique d'Ovide dans les Métamorphoses. Paris: Éditions Peeters Louvain, 1998, p.48.

OTIS , Brooks . Ovid as an epic poet. Cambridge: University Press, 1966, p.94.

Empédocles esforçou-se por reconciliar a percepção dos fenômenos cambiantes com a concepção lógica de uma existência imutável subjacente, e descobriu a solução em quatro elementos inalteráveis - a terra, o ar, o fogo e a água -, cuja associação e dissociação produzem os vários aspectos mutáveis do mundo. Essa associação e dissociação resultam da ação de forças antagônicas, que constroem, destroem e reconstroem eternamente. Escreveu essas opiniões em um poema em hexâmetros e também escreveu um poema sobre purificações, no qual aprovou incidentalmente as doutrinas de Pitágoras, relacionadas com a transmigração da alma. N O De rerum natura de Lucrécio, há um grande elogio a Empédocles.

Non bene iunctarum discordia semina rerum

Entende-se por catalisador intertextual um aspecto comum a dois textos, motivando sua presença conjunta para um terceiro texto, segundo o princípio da contaminação.

La Métamorphose à l'oeuvre – recherches sur la poètique d'Ovide dans les Métamorphoses. Paris: Éditions Peeters Louvain, 1998, p.64.

La Métamorphose à l'oeuvre – recherches sur la poètique d'Ovide dans les Métamorphoses. Paris: Éditions Peeters Louvain, 1998, p.65.

La Métamorphose à l'oeuvre – recherches sur la poètique d'Ovide dans les Métamorphoses. Paris: Éditions Peeters Louvain, 1998, p.69.

La Métamorphose à l'oeuvre – recherches sur la poètique d'Ovide dans les Métamorphoses . Paris: Éditions Peeters Louvain, 1998, p.79.

Figura de estilo pela qual se repetem palavras, invertendo-lhes a ordem.

Para os epicuristas, apenas os átomos eram indestrutíveis; pois tanto o corpo quanto a alma eram mortais.

Na poesia de Calímaco, assiste-se ao impulso de uma mitologia sábia, na qual a erudição tende a importar sobre a tradição; a literatura se destaca das crenças e a dúvida resulta inevitavelmente da discordância entre as variantes que a pesquisa tem repertórios.