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Escrita Mestiça: a teia hipertextual criada em O ano em que Zumbi tomo o rio, de José Eduardo Agualusa
Samantha Simões Braga (PUC Minas)

De todas as definições possíveis para a escrita de José Eduardo Agualusa, nenhuma talvez seja mais propícia do que o conceito de mestiçagem . O ser mestiço é aquele proveniente do cruzamento de culturas diversas, tendo, em sua constituição, características dos progenitores, mas não os re-apresentando em semelhança. É um ser outro, com perfil próprio, nascido de cruzamentos, de enfrentamentos que acabam por produzir, de acordo com Gruzinski 1, a “interpenetração e a conjugação dos contrários”.

Este não é um lugar fácil de se compreender nem cômodo de se hospedar. Estar na terceira margem, decidir por se colocar num lugar híbrido, requer a ousadia de optar pela não classificação, fugir à ordem e à logicidade do pensamento cartesiano. De qualquer forma, este é o lugar em que se situa o escritor José Eduardo Agualusa, cuja

biografia se encontra intimamente relacionada ao seu projeto literário que procura criar pontes entre Angola, Brasil, Portugal e o resto do mundo, promovendo uma reflexão sobre a importância da mestiçagem em todos os níveis ( Salgado , 2000:176).

 

Nascido na cidade do Huambo, em Angola, Agualusa é um dos mais lidos e promissores escritores da atual literatura angolana, que se constrói a partir dos diálogos entre a tradição e a modernidade, entre a racionalidade ocidental e a mitologia, entre a escrita e a oralidade, entre a ficção e dados fornecidos pela História. Segundo a historiadora e poeta angolana Ana Paula Tavares 2:

No diálogo nem sempre pacífico entre estas duas realidades se encontra o caminho por onde cresce e se revitaliza uma literatura permanentemente em busca do seu novo rosto, não escondendo as escarificações e insígnias de um passado multiforme que a sustenta ( Tavares , 2001:109).

 

Analisar textos produzidos nessa realidade sociocultural em transformação é nos depararmos com uma constante busca de identidade, que se alicerça na volta ao passado, na tentativa de entender as transformações profundas características do pós-independência dos países africanos, nos quais se fortalecem diferentes tendências literárias. É no interior da vertente que procura reescrever a história da nação por meio da ficção que encontramos a obra de Agualusa. Entretanto, algo a difere das demais narrativas contemporâneas de seu país. De acordo com Salgado 3, há em sua narrativa algo de multifacetado, inapreensível e deslizante, levando o leitor a reformular permanentemente suas expectativas em relação à História.

Se, por um lado, a temática de sua obra não se difere por completo da explorada por outros autores angolanos, há, por outro, algo em sua narrativa que a singulariza. Fazemos nosso o questionamento de Salgado (2000:178) ao apresentar o autor ao público brasileiro: “O que singulariza a obra de Agualusa em relação a essa discussão? ”.

A resposta para qualquer questionamento em relação a uma obra literária deve encontrar resposta nela mesma. Dessa forma, acreditamos encontrar-se nas estratégias de construção do discurso narrativo o que confere à literatura de Agualusa o “tom” de literatura mestiça, intervalar, deslizante.

Sua literatura é com freqüência classificada de polêmica e sua recepção pela crítica não é tranqüila. Diversos intelectuais lusófonos reprovam-na, pois acreditam que muito mais que retomar os fatos históricos por outro viés, que não o da história oficial , ela acaba por provocar um desmoronamento total desses fatos. Ora, essa informação de cunho contextual só valida o lugar ambivalente da escrita de Agualusa, que se coloca simultaneamente como uma das mais lidas e criticadas da literatura angolana.

Os aspectos analisados na obra O ano em que Zumbi tomou o Rio (2002), não são exclusivos desse romance. Tal texto foi escolhido por recorrer a estratégias discursivas que já vinham sendo apresentadas nos demais livros do autor: o diálogo constante entre ficção e história, o uso da intertextualidade e o trânsito de personagens, presentes em seus vários livros ou tomados da realidade histórico-social. Obviamente, Agualusa lança mão de muitas outras estratégias para fazer de seus livros verdadeiros “depositários de memórias imaginadas”, muitas vezes infringindo as regras do protocolo de fingimento que, como afirma Mata 4 “é a condição para o pacto de cumplicidade entre o autor e o leitor”.

Dentre a variada gama de aspectos que compõem O ano em que Zumbi tomou o Rio , optamos por abordar a intertextualidade, que reconhecemos como sendo a realização estrutural do que denominamos escrita mestiça.

Para começarmos nossa investigação, faz-se necessário esclarecermos como utilizamos o conceito de mestiçagem . Devido ao pouco tempo de que dispomos aqui, não me preocuparei em retomar e discutir os vários teóricos que trabalharam com o conceito e suas defesas quanto à melhor nomeclatura a adotar para se referir aos processos de misturas interétnicas e interculturais. Pensamos estar de bom tamanho esclarecermos que para este trabalho, ao optarmos pelo termo mestiçagem para definir o projeto literário de Agualusa, compactuamos com a interpretação dada por Grunzinski (2001) ao termo, ou seja, entendemo-lo como a mescla dos imaginários que é anterior - ou autônoma - às misturas estéticas, éticas e étnicas.

O ano em que Zumbi tomou o Rio se apresenta ao leitor como um grande mosaico, no qual temos pistas sobre a origem das partes que o compõem, mas não reconhecemos o conjunto como sendo de um lugar específico. Este jogo vai se evidenciar na própria escolha do cenário onde se passará a estória: a cidade do Rio de Janeiro. Apesar de não eliminar outras possibilidades de espaços que acolheriam a narrativa, pois o que conta no romance é o fato de ser esta uma cidade mestiça em sua constituição, o que induz à crença de ser um lugar onde paira a igualdade racial, o escritor nos deixa divisar os motivos de sua escolha, por meio de seu personagem Francisco Palmares, que observa o Brasil “desfilar à sua frente” de um bar na Cinelândia:

Um velho decrépito, pálido como um espectro, todo vestido de branco, exceto a gravata de um vermelho elétrico. Um índio, certamente de sangue latino, como canta Maria Bethânia, tronco nu, bermudas e chinelos. Uma loura bonita, de longas pernas, alta e firme bunda africana. Uma mulata de comprida cabeleira lisa. Um homem sombrio, pequeno e magro, de cabeça chata e cabelo agastado. Dois japoneses, talvez paulistanos, de mala diplomática, riso fácil. Um moleque com uma caixa de graxa a tiracolo, rosto vermelho, coberto de borbulhas, que passa por ele a cantar o hino brasileiro. Um libanês de olhar desconfiado. Caboclos. Mamelucos. Cafuzos. Sararás.(...) Parece-lhe, a rua, um festival de raças ( Agualusa , 2002:204-05).

 

Para prosseguirmos nossa leitura, recorremos a outras duas terminologias que, no âmbito do discurso, vem concretizar o caráter mestiço da obra de Agualusa. Primeiro, retomemos a noção de entre-lugar , inaugurada por Santiago 5ao se referir ao lugar ocupado pelo discurso latino-americano no embate com o europeu.

De acordo com o teórico, ainda que as primeiras produções latino-americanas tenham se mirado nas obras metropolitanas, elas pouco a pouco vão assumindo um novo lugar, não completamente autônomo na sua gênese, mas também não meramente cópia de um modelo perfeito. O escritor latino-americano lê antropofagicamente o discurso produzido no Velho Mundo e insubordinadamente o reescreve, tentando

surpreender o modelo original nas suas limitações, nas suas fraquezas, nas suas lacunas, desarticula-o e o rearticula de acordo com as suas intenções, segundo sua própria direção ideológica, sua visão do tema apresentado de início pelo original ( Santiago, 1978:22).

 

Este “novo” escritor se situa na fronteira entre o respeito ao que já foi escrito e a necessidade de escrever algo novo, que modifique de alguma forma aquilo que foi assimilado, mesmo que seja negando-o. O entre-lugar , dito de outra forma, seria o interstício entre o velho e o novo, não totalmente a inovação nem tampouco a cópia. É justamente aquele ponto indizível do crepúsculo, quando não podemos afirmar que ainda é dia ou já noite, mas o encontro de ambos e, por isso mesmo, um terceiro lugar.

Em se tratando da obra de Agualusa, delinear esse intervalo a que chamamos de entre-lugar passa também pela retomada da história da colonização dos países de língua portuguesa, especificamente, os africanos. De modo mais amplo, encontramos em O ano em que Zumbi tomou o Rio o embate entre a cultura ocidental academicista e a tradição oral africana. O romance lança mão de recursos discursivos reconhecidos pelos teóricos como pertencentes ao estilo pós-moderno, ao mesmo tempo em que resgata as formas de contar uma estória próprias da tradição oral. Já não existem demarcações para as influências que levaram o autor a construir sua obra, daí nos apropriamos de outro importante conceito: bricolagem.

Agualusa é a própria figura do bricoleur , termo utilizado pela antropologia para definir características do pensamento mítico e que a crítica literária tomou de empréstimo para conceituar o papel desempenhado pelo escritor, que constrói seu texto a partir de fragmentos de outros textos, provindos dos mais diversos nichos da cultura humanista.

Lévi-Strauss 6, ao definir o termo bricouler pela primeira vez, compara-o à figura do engenheiro. Segundo o antropólogo, ambos têm condições de executar uma diversidade de tarefas. Contudo, enquanto o engenheiro submete cada um de seus projetos à procura de matéria-prima e ferramentas adequadas ao seu desenvolvimento, o bricouler parte do material e dos utensílios disponíveis para a concepção de seu projeto. Aliás, não poderíamos sequer dizer que o bricouler dispõe de um projeto, pois os elementos que utiliza para a concepção de tarefas “são recolhidos ou conservados, em virtude do princípio de que ´isto sempre pode servir´” ( Lévi-Strauss, 1970:39).

O trabalho do bricouler é um trabalho retrospectivo, pois seu primeiro passo, no momento da criação, é sempre o de recolha dos materiais de que dispõe. Assim, a a sua atividade criativa é tanto mais de reorganização dos materiais que já possui do que da produção de novos materiais e, por sempre trabalhar com os materiais que dispõe, e por isso, com aqueles que vem recolhendo ao longo de sua trajetória, o construto do bricouler diz muito dele mesmo, inventariando, por meio das escolhas que faz, suas experiências e preferências. Daí devemos atentar, de maneira mais aprofundada, para o fato de em O ano em que Zumbi tomou o Rio um bombardeio em Luanda acontecer ao som de Nat King Cole e o mito da vagina dentada estar ao lado da fábula de Peter Pan, ou ainda, a letra de Toquinho e Vinícius, Tarde em Itapoã , servir de conselhos proferidos por um velho coronel angolano: “(...) Sais de cena sem fazer barulho. Compra uma casa em Salvador, lá na Bahia, e ficas a ver o sol que arde em Itapoá, a ouvir o mar em Itapoá, entendes? Um velho calção de banho, o dia para vadiar” ( Agualusa , 2002:97).

Quando, na dedicatória de seu livro, o autor declara “Para Jorge Amado, Rubem Fonseca, João Ubaldo Ribeiro e Cacá Diegues. Ainda para Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso” e completa “porque foi com eles que descobri o Brasil” ( Agualusa , 2002), deixa patentear tanto o que encontraremos na obra, no que se refere à sua semântica, quanto às peças que construíram o seu autor enquanto consciência historicamente situada. A dedicatória do livro já indica ao leitor de antemão o processo de construção da narrativa que se firma como próprio da atividade do bricouler .

Voltando-nos ao texto, percebemos que a realização estrutural dos conceitos de entre-lugar e bricolagem se dá através do uso constante da intertextualidade. O romance de Agualusa é o ponto de interseção entre vários textos e contextos recolhidos e reagrupados pelo escritor. Não o podemos reconhecer como simples ajuntamento de partes desconexas, mas como um outro discurso que reorganiza os textos dos quais se apropria de forma a submetê-los a um fio condutor de significação sem, contudo, revogar a origem de seus precursores.

Segundo Jenny 7, várias são as formas utilizadas pelos escritores para modificar as obras que os “seduzem”. No romance em questão, Agualusa permuta entre o prolongamento do texto precursor, desviando-o ao ponto onde deveria ter chegado. Nesse caso, temos, como arquitexto guia de O ano em que Zumbi tomou o Rio , a história de Zumbi e da insurreição escravagista que resultou na formação do Quilombo dos Palmares. Modifica também o texto na invenção do fragmento que permite considerar a obra precursora como um novo conjunto. Como explicitação dessa formulação intertextual, podemos citar a fala do rapper Jacaré, que subverte o movimento de emancipação dos negros cariocas, fazendo-o tomar proporções quase terroristas:

Jacaré berra em direção à câmara. Os olhos em chamas. As grossas tranças agitando-se no ar, nervosas e silvando. O dedo em riste:

– Esperar?! Eu já não espero, quer saber? Sou aquele por quem se espera! Vim aqui para armar o barraco. Vim aqui para semear o caos. Eu quero espalhar o terror! ( Agualusa , 2002:168).

 

O trecho torna explícita a referência ao poema de Agostinho Neto 8, presidente do MPLA e primeiro presidente de Angola. No poema Adeus à hora da largada , o eu-lírico proclama na primeira estrofe:  

Minha Mãe / (todas as mães negras cujos filhos partiram) / tu me ensinaste a esperar / como esperaste nas horas difíceis / Mas a vida / matou em mim essa mística esperança / Eu já não espero / sou aquele por quem se espera... ( Agostinho Neto , 1998).

 

A retomada do verso de Agostinho Neto é interessante quando se sabe que o escritor José Eduardo Agualusa tornou-se persona non grata em Angola por muito tempo, pois na juventude participou da UNITA, braço armado da FNLA, movimento de oposição ao partido de Agostinho Neto. Além desse fato, cabe lembrar que sua escrita sempre procurou desvelar o avesso da história oficial do país, causando mal-estar entre os intelectuais defensores do sistema colonialista e mesmo àqueles que passaram a defender outras questões.

De posse desses dados, é possível perceber como o escritor irônica e sutilmente reverencia a figura de Agostinho Neto e o que ela representou para a história de Angola. O rapper Jacaré tem o dom da palavra, compõe raps que denunciam a injustiça e exaltam a força da raça negra, mas também é aquele que quando tem a chance de mostrar a seriedade de sua reivindicação, cai na sedução do poder e coloca todo um trabalho por terra.

Agualusa faz como o ourives que cunha as pedras com o cuidado de deixar em cada uma delas uma aresta que aponte para o local de seu garimpo. Por isso mesmo, seu texto tem forte intenção irônica, pois conta com a preocupação da sutileza. Cabe ao leitor identificar as pistas de que se vale o texto para construir significados, que tanto se firmam no espaço ficcional quanto abrem diferentes possibilidades de compreensão dos dados históricos que ajudam a construir o romance.

Jenny (1979) afirma que a intertextualidade é máquina perturbadora, pois subleva o texto que transforma, impedindo que seu sentido caia na inércia e evitando os clichês. Para além disso, “a intertextualidade nunca é anódina. Seja qual for o seu suporte ideológico confesso, o uso intertextual dos discursos corresponde sempre a uma vocação crítica, lúdica e exploradora” ( Jenny ,1979:49).

Não é, portanto, aleatória a apropriação no romance de Agualusa do poema de Agostinho Neto por um personagem que se desvia do propósito primeiro do movimento liderado pelo personagem Jararaca, o Comando Negro . Se uma das características da intertextualidade é justamente propiciar o olhar crítico que o leitor lança sobre os textos, esse seria um dos exemplos mais patentes do modo como a escrita de Agualusa absorve outros textos.

Se recorrermos à história de Zumbi, encontraremos Francisco Palmares, Jorge Velho, a Serra da Barriga, Pedro de Almeida, personagens e lugares que habitam também o romance de Agualusa. Entretanto, eles apresentam algo de novo, ainda que se pareçam com os personagens da história do Brasil do século XVII. Parece-nos que esses personagens viajam exatamente quatro séculos – uma vez que o lendário dia 20 de novembro, dia da morte de Zumbi, também é revivido – para ganharem vida num Brasil bastante diferente, no qual a morte de Zumbi não foi suficiente para aplacar a injustiça sócio-racial.

A intertextualidade com seus outros textos, também ajudam a estória de seu romance a ganhar corpo e complexidade, pois, de acordo com o próprio autor, há personagens que têm fôlego para que se continue suas estórias. Personagens, que em algum conto do autor aparecem timidamente, têm em O ano em que Zumbi tomou o Rio , a possibilidade da ação, assim como trechos inteiros de falas de outros livros migram para a boca de outros personagens recém-construídos.

Para além da intertextualidade com textos, o autor faz uso da intertextualidade com contextos, evocados sutilmente onde menos se espera. Questões atuais do nosso país, tais como o apagão ou a espetacularização constante das emissoras de Tv dos dramas cotidianos, aparecem como simples comentários, ou meras constatações dos fatos, escapando-se à crítica explicita para cair no jogo da ironia que acontece entre o dito e o não dito, no interstício entre a intenção do ironista e a interpretação do interlocutor.

Para finalizar, retomemos brevemente Pierre Lévy 9 e suas noções sobre hipertextualidade. Segundo o teórico, ler é desconstruir o próprio texto. Sua linearidade deve ser rasgada, ferida e, por fim, preenchidas as lacunas com nossos conhecimentos, memórias de um outro tempo, outro discurso. Agualusa aposta nessa idéia e cria uma rede hipertextual de tal magnitude que ler seus livros se torna um exercício de paciência, um teste de conhecimentos gerais, mas também, e antes de tudo, um jogo de prazer e encantamento.

 

Gruzinski , Serge. O pensamento mestiço . São Paulo: Companhia das Letras, 2001.p.45.

Tavares, Ana Paula. A literatura em construção. revista Metamorfoses , Rio de Janeiro, v.2, p.109-123, set.2001.

Salgado , Maria Teresa. José Eduardo Agualusa: uma ponte entre Angola e o mundo. In: Salgado , Maria Teresa, Sepúlveda, Maria do Carmo. África & Brasil : letras em laços. Rio de Janeiro: Ed. Atlântica, 2000.p.179.

Mata , Inocência. A verdade da literatura: a propósito de Estação das Chuvas. In: Literatura angolana : silêncios e falas de uma voz inquieta. Lisboa: Mar além, 2001. p.218-225.

Santiago , Silviano. Uma literatura nos trópicos : ensaios sobre dependência cultural. São Paulo: Perspectiva: Secretaria da Cultura e Tecnologia do Estado de São Paulo, 1978.

Levi-Strauss , Claude. O pensamento selvagem . São Paulo: Ed. Nacional e EDUSP, 1970

Jenny , Laurent. A estratégia da forma . Poétique : Revista de teoria e análise literárias. Coimbra: Livraria Almeida, 1979.

Neto , Agostinho. Sagrada Esperança : Poemas. Lisboa: Sá da Costa, 1974.

Lévy , Pierre. Tecnologias intelectuais e modos de conhecer: nós somos o texto [online]. [acessado em 1998]. Disponível no endereço: < http://empresa. portoweb.com.br/pierrelevy /nossomos.htm l>