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O jogo intertextual e interdisciplinar em Vícios e virtudes
Cassiana Grigoletto (UFRGS)

Julgo que a história começa por ser uma arte, essencialmente uma arte literária.
A história só existe através do discurso. Para que seja boa, é preciso que
o discurso seja bom. Logo, a forma, a meu ver, é essencial.

Georges Duby 1

 

É na perspectiva de um comparatismo renovado que nos propomos a analisar como ocorre o jogo intertextual e interdisciplinar no romance “ Vícios e Virtudes 2 do escritor e ensaísta português Helder Macedo, utilizando como estratégia de comparação a articulação do discurso histórico com o discurso literário.

Embora a Literatura Comparada tradicional não desse conta do diálogo entre a Literatura e a História, este sempre existiu por serem consideradas como“ espelhos da humanidade 3. Diante disso, tornou-se difícil saber quais os aspectos que as aproximam ou as distanciam. Ainda mais se considerarmos que ambas compartilham um solo comum: a narrativa.

Mas essa não é a única coisa que compartilham, pois ambas tem sua origem na epopéia clássica. É, portanto, daí que advém tanto a aproximação quanto o início de distanciamento entre a Literatura e a História. Primeiramente, o mito prevalece sobre os acontecimentos históricos. É o que ocorre com os textos de Homero. No entanto, à medida que o progresso cultural avança entre os gregos, começa-se a instaurar uma diferenciação entre a ordem ficcional e a ordem factual harmonizadas no texto épico. Sendo assim, o mito passa a ser repudiado pela razão, tornando-se algo absurdo quando relacionado ao racional , e algo de índole ficcional quando associado ao real. Contudo, apenas no século XIX é que veremos notáveis transformações nas relações entre Literatura e História, pois é nessa época que as formas romanescas se proliferam e se consolida a dimensão científica da História. 4

Ao assumir um caráter científico, a História passa a se preocupar com a exatidão dos fatos narrados. Sendo assim, para os historiadores do início do século XIX, a aproximação entre Literatura e História era impossível, mesmo que o Romantismo se utilizasse amplamente da História para construir seus romances, pois “ as obras literárias seriam o fruto da combinação entre elementos reais e imaginários, portanto, impossíveis de serem considerados como fontes de conhecimento ou de problematização do acontecimento histórico .” (ROANI, 2001:35).

No entanto, uma certa reconfiguração tem sido buscada por alguns historiadores contemporâneos ao apresentarem novas propostas para a escrita da narrativa historiográfica. Historiadores como Hayden White 5 e Georges Duby defendem a aproximação da escrita histórica com a romanesca, pois acreditam que a linguagem, ferramenta utilizada por ambas as disciplinas, assume um papel decisivo nas descrições e concepções da nossa realidade histórica. Essa proposta é resultado de uma série de inovações postuladas pela “Nova História”, que, segundo Peter Burke 6, tem início com a chamada École des Annales, agrupada em torno da revista Annales: économies, societés, civilisations fundada em 1929 por Lucien Febvre e Marc Bloch.

A chamada Nova História propôs teorias, métodos e caminhos reflexivos que abriram a possibilidade do diálogo da História com outras disciplinas, por meio das teses inovadoras de Jacques Le Goff, Georges Duby, Ferdinand Braudel, Philippe Ariès entre outros, as quais contestaram os paradigmas historiográficos positivistas. 7

Peter Burke em seu artigo “A nova História, seu passado e seu futuro” busca “ definir a nova história em termos do que ela não é, daquilo a que se opõem seus estudiosos ” (1992:10). Sendo assim, ao apresentar pontos de contraste entre a antiga e a nova história, nos faz concluir que a nova história, diferente do paradigma tradicional que estava atrelado à política, se interessa por toda a atividade humana, ou seja, pela vida privada e cotidiana de pessoas anônimas, por crenças e representações, por atitudes e sentimentos, por novas fontes como a literatura, a oralidade, diários, manuscritos, manuais, mitos, iconofragia, etc. Diante disso, o que antes era considerado imutável passa agora a ser “ encarado como uma ‘construção cultural', sujeita a variações, tanto no tempo quanto no espaço. ” (BURKE, 1992: 11).

O último ponto a ser levantado por Peter Burke nos parece fundamental, pois contrapõe a idéia de objetividade do paradigma tradicional à de subjetividade. Por mais que lutemos, não conseguimos deixar de “ olhar o passado de um ponto de vista particular ” nos afirma Peter Burke (1992: 15). Nesse sentido, Georges Duby também é enfático ao afirmar que a subjetividade do historiador já se inicia com a seleção de suas fontes: “ cada geração de historiadores efectua uma escolha, descura certos vestígios e, pelo contrário exuma outros, a que ninguém, desde há algum tempo, ou desde sempre, prestava atenção. Por conseqüência, o olhar que lançamos sobre esse detritos é já subjectivo .” (1989:37).

Observamos que essa subjetividade, a qual demonstra também a arbitrariedade ou o relativismo do conhecimento histórico, é problematizada na própria ficção de Helder Macedo. Aqui, embora saibamos que o próprio autor Helder é quem seleciona o que do passado, da História portuguesa, será inquirido em tecido ficcional, nos faz parecer que as escolhas estão nas mãos das personagens. É claro que isso é proposital, pois ao apresentar mais de um ponto de vista, estampa o relativismo do discurso Histórico e as estratégias de composição do romance.

Como o romance se constitui a partir da personagem Joana, cria-se a impressão de que ele parte de cenas reais e atuais, vivenciadas pelo próprio autor numa Lisboa moderna. A história começa em Lisboa quando o autor-narrador, vindo de Londres e hospedado no hotel Tivoli (deixando com esses dados transparecer indícios autobiográficos), reencontra seu antigo colega de liceu Francisco de Sá Mendes que, agora, assim como ele, é escritor. Este, perplexo com o que lhe havia acontecido, resolve, entre um uísque e outro, contar ao amigo que Joana, sua namorada intermitente e também sua contemporânea de universidade, no meio de uma transa, teria lhe revelado que o filho morrera no dia anterior. Um filho que Francisco de Sá nem sabia existir. Esse é o fato que desperta o interesse do autor-narrador e aguça ainda mais a curiosidade de Francisco de Sá que já tinha intenções de escrever um romance sobre a Joana.

Portanto, o grande eixo articulador do romance é a personagem Joana, a partir da qual os escritores do romance, situados no tempo presente da globalização e da emancipação feminina, fazem suas escolhas. O autor-narrador H., atento às informações dadas por Francisco de Sá sobre Joana, não tarda a imaginar um paralelo possível entre esta Joana e uma outra do século XVI, a Joana d'Áustria, mãe de D. Sebastião , casada com D. João, último filho sobrevivente de D. João III e de D. Catarina 8. Já o Francisco de Sá a situa no momento das Guerras Coloniais. Portanto, para o autor-narrador, Joana seria uma espécie de reencarnação de Joana d'Áustria e representaria, na interpretação de seu amigo escritor Francisco de Sá, a própria identidade portuguesa: “mulher moderna, a nova nação”. Para Francisco de Sá, com quem dialoga, uma revolucionária capaz de fazer reforma agrária de suas próprias terras, personagem principal de seu romance “AlterIdades”, que aos olhos do autor-narrador representa uma “revolucionária capitalista”.

Ao fazer tais escolhas, relativiza momentos cruciais da História portuguesa como o mito do sebastinismo e as guerras de África no período de ditadura de Salazar que estão intimamente interligadas com a identidade nacional portuguesa. Diante disso, percebemos que o romance Vícios e virtudes , ao tomar como significante o discurso Histórico, não precisando as fronteiras entre o factual e o fictício, ao mesmo tempo que transpõe para a Literatura as ocorrências da História, fundindo uma na outra, reescreve parte da História de Portugal, repensando a identidade nacional Portuguesa no complexo presente de um mundo globalizado. Nesse aspecto, encontramos divergência em relação ao pensamento de nossas personagens escritoras, o que nos mostra a possibilidade de mais de uma interpretação. Enquanto o Francisco de Sá acredita que a tradição, o sebastianismo, representa a identidade nacional portuguesa, o autor-narrador diz que não podemos mais falar em identidade nacional, pois “ não há tal coisa. Há pessoas e circunstâncias. Mudam umas, mudam as outras, muda a identidade nacional. E se muda já não é a mesma, deixa de ser o que era, de modo que não há.” (VV, 30) 9. Aqui, não há como discordar do narrador H., pois nos dias de hoje não podemos mais pensar em identidades nacionais unas, uma vez que, não se configuram mais pelas fronteiras geográficas e sim pelas fronteiras culturais. O conceito de nação deixa de ser universal, como era no século XIX, para fixar-se nos fundamentos de identidade. E, se a identidade em nossos tempos de incertezas é, como nos diz Jane Tutikian,

um “estar sendo” dinâmico, relacionado a uma série de elementos que vão da língua à tradição, passando pelos mitos, folclore, sistema de governo, sistema econômico, crença, arte, literatura, etc., passado e presente, mesmo e outro , [...] pode-se afirmar que seus fundamentos estão na cultura - mas uma cultura sujeita à inclusão e exclusão. 10

 

Sendo assim, estamos diante de " identidade relacional , onde o mesmo define a própria historicidade e o outro representa o código de diferenciação."(TUTIKIAN, 2002:02) Por isso é preciso desmitificar o passado para abrir espaço ao novo que se impõe pela globalização. Nesse sentido, parece-nos que o texto de Helder nos apresenta uma identidade nacional portuguesa híbrida, múltipla como a própria construção do romance, mas que não deixa de marcar sua diferença diante do global, pois ao se voltar para elementos da cultura portuguesa assegura sua especificidade e marca sua diferença, uma vez que cada país possui uma História própria e isso não se pode apagar, apenas rever, revisitar, reinterpretar com os olhos críticos do presente. Com isso, sua proposta gira em torno da idéia de diversidade na unidade.

Essa diversidade no romance que o transforma numa obra tão heterogênea tem como ponto de partida o artigo de Marcel Bataillon, embora a referência e as citações diretas apenas sejam feitas lá pela metade do romance:

Vem tudo no tal excelente artigo do Marcel Bataillon que estive a reler há dias, texto de uma conferência que fez na Faculdade de letras de Lisboa em 17 de abril de 1939 e que foi publicado em 1974 pela GulbenKian em Paris, no volume Études sur le Portugal au temps de l'Huminisme, com o título 'Jeanne d'Autriche, Princesse du Portugal'. A referência bibliográfica vai toda porque é daqui que vou traduzir e citar profusamente para vos dar conta do que modificamente teria sido este livro que já não podia ser e agora ainda menos, todas as aspas que se seguem são-lhe devidas salvo indicação em contrário. (MACEDO, 2002:125-126)

 

É a partir das citações que verificamos como o autor faz coincidir, praticamente em tudo, a história da Joana moderna do século XX com os fatos históricos da Joana do século XVI extraídos do artigo de Marcel Bataillon, o qual é longamente citado e comentado, inclusive com a ajuda da ensaística do próprio Helder, no oitavo capítulo “Monte nuvem sonho ou nada”. Daí decorrem os vários desdobramentos possíveis, pois temos Joanas e Isabéis que se duplicam e entrecruzam, junto a Franciscos de Sá, de Borja. Tudo isso constitui esse “romance de romances”, para usar o termo de Teresa Cristina de Cerdeira 11, que nos apresenta “ o vício e a virtude em simultâneo ” (VV, 112), o qual instaura um permanente estado de desconfiança, pois dissipa fronteiras entre a História e a fábula, entre o real e o fictício, entre o passado e o presente, entre a verdade e a verossimilhança, entre o tudo e o nada.

Diante disso, é possível visualizar como o romance Vícios e virtudes dialoga com Nova História. Essa nova preocupação dos historiadores contemporâneos por toda atividade humana e não mais apenas por aquilo que era considerado centro, está contida na proposta do romance, pois em vez de trabalhar com a figura do Rei D. Sebastião, aborda uma personagem que seria considerada periférica na historiografia tradicional: Joana D'Áustria, sua mãe. Com isso percebemos como o texto de Helder questiona o estatuto de verdade da História, ajudando a construir uma nova visão ao transferir para a mãe o caráter mítico que pertencia ao filho, deslocando a importância da figura masculina para a feminina, reconfigurando o passado no complexo presente, reconstruindo a personagem histórica a partir da Joana “real” e, com isso, nos apresentando sempre uma multiplicidade de pontos de vista possíveis. O que ele nos propõe é uma revisão da História no contexto atual : A intenção teria sido portanto contar a outra história da História ”(VV, 124).

Com a intenção de contar a outra história da História, o autor partiu de um processo de seleção subjetiva. Esse processo de escolhas é algo que tem sido imposto também ao historiador de hoje que está mergulhado nas incertezas do conteúdo Histórico que surgem

do colapso das hierarquias tradicionais, do deslocamento dos antigos centros do poder político, da globalização da economia, da emancipação das mulheres, (...) em suma, acontecimentos que têm a ver com o nosso tempo e que, por isso, permitem ver no tempo passado um equivalente relativismo . (MACEDO, 1999:42) 12

 

Nesse sentido, percebemos que o relativismo cultural se aplica tanto à própria escrita da História, quanto aos seus objetos. Para nós da Literatura Comparada um certo relativismo quanto ao objeto também se impôs com o conceito de Henri Remak 13. É, portanto , nessa perspectiva da escola americana, que há, segundo Tania Carvalhal 14, uma abertura para as relações interartísticas e, sobretudo, relações interdiscursivas. Nessas relações interdiscursivas se inclui, por exemplo, “a comparação da literatura com os escritos históricos” em que se analisa “a presença em ambos de esquemas narrativos semelhantes e semelhantes esquemas de compreensão.” (2003:47).

Helder Macedo em seu artigo “As telas da memória” (1999) nos mostra porque a literatura e a História, suas duas áreas de formação universitária, possuem esquemas narrativos e de compreensão semelhantes. Ele nos diz que

“a memória do que aconteceu e a imaginação do que poderia ter acontecido correspondem a processos mentais semelhantes. Recordar é imaginar. Aquilo que se recorda não está a acontecer, tal como aquilo que se imagina. E só passam a acontecer no ato criativo - palavras, imagens, escrita - que os transforma em significação.” (MACEDO, 1999: 37).

 

Desta forma, a História que diz respeito ao factual constitui-se naquilo que é recordado, portanto, é também, segundo Macedo, “ uma percepção da memória” . Sendo assim, “ a História nunca é aquilo que aconteceu mas aquilo que permite significar o que aconteceu .” Nesse sentido, um mesmo fato histórico pode ser sempre representado de várias maneiras, possibilitando novas significações ou transmitindo outras ideologias. Então a semelhança da História com a Literatura reside no ato da escrita, pois é aqui que convergem as significações e as variações “ tanto dos fatos registrados pela História quanto os enredos imaginados pela Literatura”. (MACEDO, 1999:38). Isso, grosso modo, é o que nos propõe Hayden Whhite e Georges Duby ao aproximarem a narrativa Histórica da Literária. Georges Duby considera a História uma arte essencialmente literária, pois acredita que o trabalho com a linguagem, com a forma de dizer, intervém na relação entre o historiador e o seu público sendo capaz não apenas de atrair, convencer, mas, principalmente “ de implantar, através de artifícios literários, essas fissuras, essas descontinuidades fascinantes que levam o leitor a sonhar, do mesmo modo que o historiador sonha, por seu lado. ” (1989:46).

Temos clareza de que essa nova perspectiva da História modifica também a Literatura que se transforma “ cada vez mais atenta aos seus próprios processos de significação, tornados eles próprios em significantes literários. ” (MACEDO, 1999:43-44) Isso ocorre principalmente quando se trata do romance histórico que, por este prisma, deixa de figurar apenas como uma “ reconstrução imaginativa capaz de suprir os silêncios da História ” (MACEDO, 1999:42), mas como uma reconstrução capaz de “corrigir” a História, como quer Saramago: “ Quando digo corrigir, corrigir a História, não é no sentido de corrigir os factos da História, pois essa nunca poderia ser tarefa de romancista, mas sim de introduzir nela pequenos cartuchos que façam explodir o que até então parecia indiscutível ”. 15

Segundo Márcia Zamboni Gobbi 16 a natureza provisória e indeterminada do conhecimento histórico não é uma “descoberta” da pós-modernidade em quaisquer de suas manifestações. Na atividade ficcional, o que marca a diferença “ entre o texto contemporâneo e as narrativas do passado que tomam à História a sua matéria é a consciência desse caráter ”. Acrescenta ainda que “ o movimento de auto-reflexividade, de metaficção, cujo instrumento é a ironia, é o motivo condicionante do distanciamento crítico que marca a forma de apropriação, pela ficção contemporânea, do conhecimento histórico .” (1994:80)

Maria Lucia Lepecki aponta em seu ensaio intitulado “ Aspectos da narrativa de preocupação histórica em Portugal, hoje 17 que por todos os lados vem ressurgindo um interesse pela narrativa histórica. Entendemos que esse fato está ligado ao processo de globalização e do multiculturalismo que instauram uma crise de identidade. Sendo assim, surge a necessidade de resgatar e preservar a cultura de cada povo que está ligada à tradição, à economia, à política, à religião, ao percurso Histórico, etc., que se constituem como elementos fundadores da identidade.

No caso específico do povo Português é necessário atentarmos para um momento de ruptura que propicia um novo olhar sobre a “verdade” do País: a queda do Regime Facista em Abril de 1974. Essa verdade não é monolítica, pois é diferente de autor para outro. Segundo Maria Lúcia Lepecki trata-se de uma verdade que expressa “o exercício da liberdade de criação e de reflexão sobre o país” (1988: 388) não só dos escritores em suas narrativas históricas, mas também dos leitores que compartilham do mesmo desejo. Parece-nos que Helder Macedo consegue concentrar tudo isso num único romance já que nos apresenta uma multiplicidade de “verdades”.

Vemos então, que nessa interlocução entre a Literatura e a História, a intertextualidade é um elemento fundamental na construção de Vícios e virtudes , pois apresenta textos em inter-relação para revisitar figuras históricas, motivos temáticos e imagens enraizadas no imaginário português que perpassam tanto a tradição histórica quanto a literária. Com isso, propõe uma releitura do passado, questionando em tecido ficcional a natureza e a legitimidade do conhecimento histórico no tempo presente. Dessa forma, a História na tessitura narrativa implica para Helder Macedo um projeto de (re)interpretação da identidade portuguesa que hoje está voltada para seus elementos culturais e se mostra híbrida como a construção do romance, a qual se constitui numa relação contínua entre o Eu e o Outro, entre o nacional e o supra-nacional.

 

DUBY, Georges e LARDREAU. Diálogos sobre a Nova História. Lisboa: Dom Quixote, 165 p., 1989.

MACEDO, Helder. Vícios e virtudes. Rio de Janeiro : Record, 236 p., 2002.

Expressão utilizada por ROANI, Gerson Luiz. A História comanda o espetáculo do mundo: ficção, História e intertexto em “O ano da morte de Ricardo Reis” de José Saramago . Tese de Doutorado. Porto Alegre : UFRGS, 379 p., 2001.

Cf. ROANI, op cit., p. 17-24.

WHITE, Hayden. Trópicos do Discurso: ensaios sobre a crítica da cultura. São Paulo: Edusp, 310 p., 1994.

BURKE, Peter. (org.) A escrita da História: novas perspectivas. São Paulo: UNESP, 354 p., 1992.

Cf. ROANI, op. cit., p. 36.

Joana d'Áustria é filha do imperador Habsburgo Carlos V (descendente de Carlos I de Espanha) e da imperatriz Isabel, filha de D. Manuel e irmã de D. João III que se casou com D. Catarina, irmã de Carlos V. Cf. S ERRÃO, Joaquim Veríssimo. História de Portugal . 2ª ed. Editorial Verbo. v. III.

Sempre que usarmos um fragmento curto do romance, traremos a referência desta forma: VV – para indicar a obra Vícios e Virtudes e o número da página a seguir.

TUTIKIAN, Jane. Entre o nevoeiro, a imobilidade e o sonho: a reconstrução da identidade. Santa Maria: UNIFRA e FAPERGS, 2002. Publicação em CD-Rom do II Seminário Internacional em Letras: Memória e Escrita.

CERDEIRA, Teresa Cristina (org.). A experiência das fronteiras . Niterói: EDUFF, 402 p., 2002.

MACEDO, Helder. As telas da memória. In: CARVALHAL, Tânia F. e TUTIKIAN, Jane (org.) Literatura e história: três vozes de expressão portuguesa. Porto Alegre: Editora Universidade/UFRGS, p. 37-45, 1999.

Ver REMAK, Henry H. H. Literatura Comparada: definição e função . In: COUTINHO, Eduardo de F. & CARVALHAL, Tânia F. (orgs.) Literatura comparada: textos fundadores. Rio de Janeiro: Rocco, p.175–190, 1994.

CARVALHAL, Tania Franco. O próprio e o alheio: ensaios de literatura comparada. São Leopoldo: Editora Unisinos, 264 p., 2003.

SARAMAGO, José. História e Ficção. (1990) In.: REIS, Carlos. O conhecimento da literatura.Introdução aos estudos literários. Coimbra : Almedina, p. 500-503, 1995.

GOBBI, Márcia V. Zamboni. A (outra) História do Cerco de Lisboa: (des)arranjos entre fato e ficção. In.: Revista de Letras . São Paulo , 34, 1994, p. 73-90.

LEPECKI, Maria Lúcia. Aspectos da narrativa de preocupação histórica em Portugal, hoje. Coimbra: Associação Nacional dos Lusitanistas/POITIEPS, p. 387-394, 1988.