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Afrociberdelia: o underground negro na era da cibercultura
e a Revista de Crítica Cultural
Moabe Breno Ferreira Costa (UESC/UFBa)
Este artigo consiste em um estudo de caso, inspirado no CD Afrociberdelia, de Chico Scense e a Nação Zumbi (1996). O objetivo é apresentar um esboço sobre o comportamento atual de jovens universitários negros frente às questões étnicas e culturais, evidenciando a importância do ciberespaço para o fortalecimento da luta contra o preconceito e o racismo. Para tanto, foi realizada uma pesquisa de campo com amostra composta por dez acadêmicos negros não ativistas, com acesso à rede, da Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, no município de Ilhéus/Ba, delimitados pelo método intencional não probabilístico por julgamento.
A atual dimensão do ciberespaço e a sua relevância junto às relações sociais, ultrapassam as perspectivas que impulsionaram o desenvolvimento dos processos comunicacionais, considerando, conforme Natansohn (1998) 1, a atual capacidade política dos cidadãos em produzir uma abordagem contra-hegemônica das mensagens emitidas pelos meios de comunicação ' de massa' , a partir da atividade de decodificação. Essa idéia está fundamentada nos estudos culturais e nos trabalhos de Barbero (2001) 2, ao propor que não mais se pensem os meios de comunicação como delimitadores de uma 'massa' , mas, sim, como veículos mediadores culturais, comprometidos muito mais com a interação e a articulação entre os processos de produção de sentido dos meios e aqueles que se evidenciam a partir das práticas diárias.
Existe uma interdependência entre os processos de comunicação e a dinâmica social, afinal os grupos se alimentam das trocas de informação para continuamente construírem seus modos de vida (HALL, 2003) 3. Assim, o ciberespaço, enquanto ambiente desprovido de um sentido próprio, pode ensejar a transformação da diferença em informação, ampliando, então, o próprio sentido de comunidade. Como pontua Stockinger (2001, p. 205) 4:
Para tal é necessária uma análise de transformações sociais qualificadas não apenas a posteriori , mas como uma certa capacidade de previsão, que inclui a interação de sistemas sociais com sistemas de informação virtuais no ciberespaço.
Nesse sentido, evidencia-se a importância do ciberespaço para potencializar os processos de trocas culturais, redefinindo os conceitos de identidade e os sentimentos de pertença a um grupo. No ciberespaço, os grupos formam-se a partir de propósitos específicos (política, religião, sexo...) o que proporciona novas formas de interação entre as pessoas, interação esta capaz de superar as diferenças sociais e/ou geográficas. Nesse sentido, os atuais fóruns, chats e a comunicação via e -mail podem pôr em sinergia indivíduos com as mesmas perspectivas, mas fisicamente separados e fortalecer os laços comunitários, ampliando, então, o significado de seus princípios e a dimensão de seus propósitos e, mesmo, atribuindo novas dimensões às ações, desterritorializando, ainda mais, as identidades culturais.
Esse processo de desterritorialização inicia-se no momento em que as comunidades recebem e transmitem idéias, padrões e experiências que, quando associadas, possibilitam o surgimento de novas e híbridas ações operacionais e culturais. Nesse sentido, o ciberespaço contribui para que grupos sociais não engajados nas formas partidárias tradicionais, como a comunidade negra, organizem-se enquanto novos sujeitos políticos e reivindiquem seus espaços (CASTELLS, 1999) 5. Essas trocas informacionais podem contribuir para o fortalecimento do grupo e resgatar a auto-estima dos cidadãos conectados, que se multiplicam com a propagação da democracia digital.
Mas como este espaço pode contribuir para o fortalecimento da comunidade negra? Como representar essa comunidade nesse espaço virtual, contemplando suas problemáticas e ao mesmo tempo reafirmando suas identidades frente aos vários grupos étnicos que buscam o fortalecimento de suas razões? Como se comportam negros que buscam seus direitos cotidianos? Poderíamos pensar a comunidade negra mundial como um único grupo étnico?
Mas o que é mesmo um grupo étnico?
Tentar definir um grupo étnico não é tarefa das mais fáceis. As razões da etnia estão impressas no dia a dia das comunidades enquanto totalidade de indivíduos e em cada pessoa que, por si própria, tenta encontrar seu lugar na complexidade das relações sociais. Tentar se encontrar, tentar se descobrir e tentar se impor no universo do capitalismo selvagem, que define a todo tempo divisões nas sociedades, requer uma autoconsciência de si, da sua coletividade e da sua história.
As formações étnicas estão atreladas à complexidade das relações sociais, não estando essencialmente vinculadas à raça. Para Poutgnat e Streiff-Fennar (1998, p.34) 6, etnia é "um modo de agrupamento formado a partir de laços intelectuais, como a cultura e a língua". Os grupos étnicos não podem ser identificados somente por suas características físicas nem mesmo podem ser delimitados a localidades geográficas. O seu reconhecido deve ocorrer por meio das práticas e hábitos cotidianos, das manifestações estéticas, culturais e ideológicas, das reivindicações e lutas contra a intolerância e da luta por seus direitos bem como pelos sentimentos comuns que sãos os responsáveis pelo estímulo e fortalecimento das relações entre os indivíduos componentes de uma comunidade - um grupo étnico. Portanto, estes existem "pela crença subjetiva que têm seus membros de formar uma comunidade e pelo sentimento de honra social compartilhado por todos que alimentam tal crença" (POUTGNAT & STREIFF-FENNAR, 1998, p.38) e fundamentam-se pelo modo como são organizados e delimitados os estilos de vida, pelas peculiaridades que estabelecem as contextualizações sociais e pela forma como os cidadãos tratam as informações que invadem seus espaços.
É importante apontar que fatores históricos e antropológicos conduzem a diversidade de práticas e de pensamentos em uma mesma comunidade. No Brasil, por exemplo, destacam-se várias produções culturais representativas da comunidade negra. O ' Maracatu' e o movimento ' Mangue Beat' do Recife, o Ilê Ayê , o ' samba de roda' e o ' samba reagge' da Bahia e o ' Hip Hop ', disseminado nas favelas do Rio de Janeiro, representam diferentes formações culturais, cujas expressões subsistem a partir das diferenças sociais dos antepassados dos negros em seus locais de origem e das diferentes relações entre brancos e negros que ocorreram nesses estados brasileiros. Embora, no Brasil, qualquer uma dessas formas de interação resumiam-se (ou resumem-se?) à lógica dos vencidos e dos vencedores.
De acordo Poutgnat e Streiff-Fennar (1998) há fatores decisivos que designam a crença no parentesco étnico, responsáveis pela comunalização étnica que favorece uma consciência tribal e/ou a eclosão de um sentimento de pertença a uma pátria. Nesse sentido, a história escravocrata e a passada condição de vencidos (passada?), evidencia um sentimento comum entre os negros das diferentes regiões brasileiras que os possibilitam reconhecerem-se e identificarem-se entre si, compondo a comunidade afro-brasileira.
Contudo, as relações entre negros e brancos não são apenas práticas que indicam vencidos e vencedores. São, muito mais, articulações que descrevem a intolerância do homem frente às diferenças e que apontam para a urgência de ações que possibilitem o fortalecimento dos grupos étnicos e das comunidades oprimidas, possibilitando-os interagir com os seus ' então opressores ' com as mesmas condições de sobrevivência. É preciso deslocar a idéia de etnicidade para o espaço das relações que, quando concentradas nas divergências culturais, definem as hierarquias sociais e as condições de sociabilidade, que, conforme Maffesoli (1998) 7, corresponde às relações institucionalizadas.
Nesse sentido, vai competir ao ' discurso oficial ', ou seja, à história contada pela lógica dos vencedores, justificar as razões pelas quais predominam, entre os diferentes grupos étnicos ou diferentes tribos, as condições de oprimidos e de opressores. Contudo, ao se considerar essas diversas comunidades como diferentes grupos culturais, admitindo suas peculiaridades não se pode entender, muito menos, aceitar tais razões institucionalizadas. É justamente essa não aceitação que faz emergir movimentos sociais e expressões culturais e comportamentais com propostas de auto-afirmação e de elevação da auto-estima como a Afrociberdelia .
A afrociberdelia
Em 1996, Chico Sciense lançou o CD Afrociberdelia , enfatizando a mistura de elementos tribais e high tech que problematiza as questões étnicas junto à cibercultura. Os sentidos de desenraizamento, de hibridismo cultural e de fortalecimento comunitário permeados pelas ideologias do cyberpunk compõem a idéia central da obra, como o descrito no fragmento de texto da canção Etnia :
Somos todos juntos uma miscigenação/ e não podemos fugir da nossa etnia/ índios, brancos, negros e mestiços/ nada de errado em seus princípios/ o seu e o meu são iguais/ corre nas veias sem parar/ costumes é folclore, é tradição/ capoeira que rasga o chão/ samba que sai da favela acabada/ é hip hop na minha embolada/ é povo na arte/ é arte no povo/ e não o povo na arte de quem faz arte com o povo/ maracatus psicodélicos/ capoeira da pesada/ bumba meu rádio/ berimbau elétrico/ frevo, samba e cores/ cores unidas e alegria/ nada de errado em nossa etnia.
A aforciberdelia é uma extensão do cyberpunk e sua ideologia constitui o underground negro na era da cibercultura, apresentando uma nova forma de pensar que estabiliza, mesmo inconscientemente, os negros que lutam dia a dia por seus direitos e não se concebem como inferiores, embora possuam a compreensão das dificuldades que ainda permeiam as relações entre brancos e negros. Para André Lemos (2002, p.211) 8:
O que amalgama o cyberpunk à cultura de massa e o urderground é uma atitude de desafio em relação às normas estéticas e culturais, e ao mesmo tempo, de desconfiança para com a racionalidade dos discursos e atitudes ligados à tecnologia.
O cyberpunk é um reflexo da cultura contemporânea que se caracteriza por ser uma mistura de estilos, utilizando-se da sátira e de outras formas literárias, como o horror e o fantástico, para ao mesmo tempo negar os fatores agressivos e repressivos e afirmar a luta contra a tecnocracia. A unidade do cyberpunk aponta para as relações entre homem e máquina e para o ativismo cotidiano que ultrapassa o mundo da cibernética em busca da apropriação, da paixão tribal e urbana, que se define pelas iniciativas próprias, como uma atitude do ' faça você mesmo '.
É nesse sentido que se pensa a afrociberdelia como uma ramificação cultural do cyberpunk. Essa expressão não representa simples ações de modismo, muito menos, um movimento composto por jovens que incorporam a cultura da agressão para justificarem suas falhas e expressarem suas revoltas. A afrociberdelia é coerente. É convicta de seus valores e das suas expressões e principalmente do valor do negro, do índio e do branco, enquanto ser humano e não como entidades isoladas e imiscíveis. A afrociberdelia ultrapassa as manifestações artísticas, religiosas e sexuais. A arte é entendida como uma exaltação do autêntico e da originalidade e não como fator de separação muito menos como apresentações ensaiadas para entrar no espaço do exótico como atrativo turístico.
A afrociberdelia não tem tempo nem território e não se comporta como uma organização institucionalizante. Ela é fruto das ruas, das lutas cotidianas pela sobrevivência e contra a discriminação. É fruto de uma consciência que faz o negro se reconhecer enquanto negro e o branco se reconhecer enquanto branco, mas sem impor fronteiras entre eles, embora esse sentimento de igualdade não os façam negar o passado, muito menos as vantagens que um grupo étnico ainda mantém em relação ao outro.
É justamente essa percepção do real que possibilita à afrociberdelia manifestar-se pouco a pouco em cada indivíduo e fazê-lo se reconhecer em sua etnia e se auto-afirmar frente às outras. Essa é, portanto, uma forma de pensamento e de comportamento contemporâneo manifesto nas pessoas que buscam interagir a partir das novas tecnologias em prol do direito de todos à cidadania, evidenciando a inclusão social como uma conseqüência da socialidade que para Maffesoli (1998) corresponde às relações empáticas, fundamentadas pelo respeito à diferença .
Essa forma de pensamento pôde ser constatada após as dez entrevistas realizadas para a composição deste trabalho. Primeiro foi perguntado se havia uma identificação com o Dia da Consciência Negra. Sete entrevistados informaram que se identificam com a data, dois afirmaram não se identificar e um respondeu em parte. Para este último, o D.C.N. " trata-se de um dia instituído. Na luta pelo espaço numa sociedade pretensamente branca, o negro em uma corrida de 200m, ele tem que correr 400m, o dobro" . Os outros entrevistados não justificaram suas respostas.
Em seguida perguntou-se sobre o significado do dia. Para todos da amostragem, o DCN é apenas um símbolo da batalha da comunidade negra. O significado está mais associado à lembrança da história e de algumas conquistas ou a um resgate cultural do que propriamente à idéia de luta contra o racismo. A luta, de acordo com eles, é cotidiana. " Este é apenas um dia para simbolizar a consciência negra. É muito pouco. Isso tem que ser trabalhado todos os dias", informou um entrevistado. Para outro, "o D.C.N. é uma lembrança da vitória que o povo negro conseguiu com relação a alguns aspectos da sociedade". E ainda o DCN foi interpretado como "um movimento de reflexão sobre a consciência negra e mostra para a sociedade que o negro está lutando por seus direitos em diversos setores: quotas para universidades, igualdade de salários...".
A identificação com o D.C.N., portanto, está no plano simbólico, na compreensão da história nacional, no sentimento de gratidão com os seus antepassados e no sentimento de pertença a um grupo étnico. Os entrevistados não buscam fazer do D.C.N. um dia de exclusão ou de exclusividade do negro. Não existe a idéia de vivenciar o mundo do negro em detrimento do mundo do branco. Contudo, todos reconhecem que, ainda, boa parte da sociedade brasileira não se despiu dos preconceitos étnicos. Mas essa compreensão não é, de modo algum, desestimuladora, ela é muito mais desafiadora e proporciona aos entrevistados o ativismo característico da cultura cyberpunk na dimensão da afrociberdelia .
Na seqüência, foi perguntado o movimento artístico de auto-identificação, apresentando como opção o Ilê Ayê , o Mangue Beat e o Hip Hop . Cinco entrevistados informaram se identificar mais com o Ilê Ayê . Entre esses, quatro justificaram a preferência por se tratar de um movimento baiano, demonstrando, assim, muito mais, um sentimento de baianidade do que de etnicidada. O outro prefere o Ilê porque, para ele, este grupo " tem uma atuação prática na formação de novos cidadãos para o movimento. Não é um assistencialismo, mas um trabalho de conscientização, além disso, é o movimento mais difundido nos meios de comunicação ".
Um dos acadêmicos se identifica com todos os movimentos, porque para ele " todos resgatam a tradição negra ". Outro entrevistado afirmou se identificar mais com o Hip Hop " porque tem uma atuação mais polêmica junto à sociedade ". Os três restantes não se identificam com nenhum dos movimentos. Um disse não os conhecer e os outros dois pensam que estes são apenas movimentos artísticos e não oferecem grandes mudanças para a comunidade negra.
Esses posicionamentos sinalizam uma forma de 'comunhão dos santos', em que as identificações artísticas assinalam uma tolerância e respeito às diferenças, delimitando um novo espírito de tempo voltado para as relações empáticas. Esse espírito de tempo está mais evidente junto às posições dos entrevistados sobre a existência de lugares específicos no ciberespaço para se discutir as problemáticas do negro.
Apenas dois dos entrevistados apresentaram restrições a esses locais, mas reconheceram as vantagens que a comunidade negra pode vir a ter. Para um deles, esses locais " poderiam aumentar o racismo porque os brancos iam querer inventar uma página assim como outros grupos raciais ". O outro acha que " esses espaços podem deturpar a idéia de ser negro, no sentido de espetacularização da idéia de ser negro ". Os outros oito entrevistados acreditam que esses espaços seriam importantes para ampliar as trocas de informação, não somente entre os membros da comunidade negra como também entre qualquer pessoa.
" A internet pode ser um lugar de discussão e ampliar o sentido da luta" ressaltou um estudante da pós-graduação. Um aluno do curso de veterinária aponta que a internet "aproximaria mais as pessoas, favorecendo trocas de experiências". Para um estudante de direito, os sites poderiam melhorar as relações entre os negros "mas com um cuidado para não se tornar um gueto, mas, sim, um local onde houvesse interação social, um local de democracia mesmo" . Além da possibilidade de fortalecimento da comunidade, um estudante de filosofia ressaltou que pelo ciberespaço poderiam ser esclarecidos alguns pontos de racismo e preconceito que os negros ainda vêm sofrendo.
Pode-se dizer que agora mais do que nunca a comunidade negra vislumbra a possibilidade de se desprender das fronteiras geográficas e culturais, o que pode refletir na criação de políticas sólidas para vencer os preconceitos e a discriminação. Contudo, há a compreensão de que o atual modelo virtual também poderia perpetuar as ações racistas, uma vez que os entrevistados estão atentos às diferentes perspectivas das organizações culturais. Essa compreensão define uma postura contemporânea contundente e coerente com seu grupo étnico, propondo uma reconfiguração das ações em que o ciberespaço poria em sinergia os vários propósitos da comunidade negra, o que aponta para uma nova concepção da democracia e ampliação dos limites culturais.
Considerações finais
A etnia pode ser entendida como uma totalidade de aspectos que permeiam um contingente populacional e permitem às pessoas se reconhecerem e se identificarem com o distante geograficamente, compondo uma única comunidade que pode vir a ser um grupo étnico. Ao se reconhecerem enquanto negros a partir da história e dos aspectos contemporâneos que os envolvem, os entrevistados compõem um mesmo grupo étnico. Esta população, apresenta um posicionamento crítico e contundente junto às relações sociais, subentendido através das suas respostas, que apontam para a capacidade de adaptação às transformações do mundo em benefício próprio e de sua comunidade.
Essa população caracteriza a Afrociberdelia , constituindo-se como um grupo cultural dentro da comunidade negra, afinal possuem um sentimento de pertença à comunidade, porém essa consciência não implica em uma padronização das expressões e nem dos gostos, mas sim o respeito à diferença . Acreditam no ciberespaço como fator de potencialização de suas relações, contudo não são utópicos, duvidam da tecnologia. São ávidos pela interação, pela coesão, mas lutam por seus espaços individuais. Compõem uma nação Zumbi reconfigurada , que se mostra permeada pelas idéias das lutas cotidianas, da atitude do faça você mesmo , do sentido de inclusão e de socialidade que não busca a agressão pela agressão muito menos a constituição de quilombos, nem mesmo o que se poderia chamar de ' quilombos virtuais' , reconhecem-se enquanto negros, mas não ostentam uma bandeira de fragilidade étnica.
NATANSOHN, L. Graciela. Recepção, atividade, poder e a questão da hegemonia . In: LAURINDO, Rosemeri & TEIXEIRA, Tatiana. Temas em comunicação e cultura contemporânea . Salvador: Grafhite, 1998.
BARBERO, Jésus Martin. Dos meios às mediações . Comunicação, cultura e hegemonia. 2 ed. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001.
HALL, Stuart . Da diáspora: Identidades e mediações culturais . Org. Liv Sovik. Trad. Adelaine La Guardia Resende et al. Belo Horizonte/MG: UFMG; Brasília : Representação da UNESCO no Brasil, 2003.
STOCKINGER, Gottfried. A interação entre cibersitemas e sistemas sociais. In: LEMOS, André & PALÁCIOS, Marcos (orgs). Janelas do ciberespaço . Porto Alegre: Sulina, 2001.
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POUTGNART, P. & STREIFF - FENART, J. Teorias da etnicidade . São Paulo: UNESP, 1998.
MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa . 2 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitátia, 1998.
LEMOS, André. Cibercultura : tecnologia e via social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2002.