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O hipertexto no ciberespaço: Tristessa
Adair de Aguiar Neitzel (UNIVALI-SC)
http://www.quattro.com.br/tristessa
A tela, o teclado, o mouse, o computador. Teia de bits. O texto como um organismo cibernético. Uma nova sintaxe. Páginas camufladas. Estar no âmago da esfera tecnocientífica gera questionamentos: a que tipo de viagem a hiperficção em meio eletrônico nos convida? Como serão esses personagens ciborgues? Trocamos a caneta pelo mouse, a folha de papel pelo écran, a leitura topográfica pela parcial (nunca vemos o todo do aparato textual). O leitor diante da tela, pronto para a leitura revolucionária. Um texto de outra natureza emerge de uma combinação binária algorítima, 0 e 1, e não mais do atrito entre o lápis e o papel. É necessário resistir à impressora e deitar o olhar pelo monitor, descobrir como se opera a leitura não mais em caracteres móveis, mas em bits, eis o desafio. É essencial experimentar a sensação de ler na tela e poder, assim, investigar os procedimentos de composição da escrita digital, opor-se à tentação de ler na ordem em que nós, da cultura ocidental, fomos alfabetizados, da primeira à última página, da esquerda para a direita, de cima para baixo. Dolorosa marcha.
O encontro com a máquina textual eletrônica, à primeira vista, indica que o computador oferece possibilidades operativas de texto que divergem daquelas que usamos na produção impressa. Por exemplo, ele permite que o autor opere correções, modificações e atualizações constantes, atribuindo ao texto uma flexibilidade que o impresso, nesse sentido, não consegue atingir, como enfatiza Landow 1. Mesmo que novas edições impressas operem revisões, as versões anteriores continuam circulando, enquanto que no meio digital elas são apagadas. Além disso, no processo de leitura, o usuário pode manusear o texto de formas diversas, fazendo uso dos menus de que a máquina dispõe para auxiliá-lo.
A homepage, por exemplo, é o resultado da elaboração de um sistema material complexo e dinâmico de relações intertextuais e hipertextuais, e a exploração de sua capacidade intertextual não se restringe a páginas, ou a pequenas notas, como as de rodapé. Sua composição parece desautorizar qualquer leitura que não seja a operação por fragmentos e multiplicidades, desdobramentos que surgem numa rede complexa de articulações, composta a partir de blocos de textos com referências cruzadas, conectadas umas às outras.
Esses atributos do texto digitalizado geram a idéia de que "os sistemas hipermediáticos oferecem o suporte maleável e multidimensional mais adequado para exprimir o pensamento em sua complexidade do que os meios que dispúnhamos anteriormente, a oralidade e a escrita". 2 Essa posição, que sustenta o caráter revolucionário e de novidade do texto digital frente à cultura impressa, encontra respaldo principalmente nos discursos de Samuel Taylor Coleridge, Theodor Nelson e Vannevar Bush. Eles criaram a expectativa de que a classificação e a seleção de informações por associações, arroladas todas por um só mecanismo, seria uma iniciativa que alteraria o meio de conhecer o mundo, pois seria uma forma de mudar a transmissão das informações.
Dessa forma, a expectativa ao iniciar a leitura de Tristessa é encontrar enredos laterais, tramas paralelas, a narrativa construída com tecidos cujos fios se multiplicam e entrecruzam, vozes desdobradas, triplicadas que constituem esse novo modo de leitura e produção que o computador parece oportunizar. Na primeira tela, o leitor se depara com o traçado de um rosto feminino acrescido do título; um facho de luz que corre da direita para a esquerda e chega a seus olhos sugerindo um enigma. Um recurso impossível de ser obtido no meio impresso. Abaixo da imagem, algumas informações relevantes, o autor da ficção e da interface assina como "The passenger", a obra data de 1998. A interface da página de entrada é composta por uma única janela.
Na tela inicial, não há outras áreas sensíveis ou botões ocultos que revelem janelas, armadilhas que dificultem o trajeto, há apenas um link que encaminha o leitor para o prefácio. Aliás, dois prefácios, separados em telas distintas. A primeira tela, com informações similares à de uma capa de livro impresso, traz dados sobre a autoria da obra, criação atribuída também ao Grupo Quatrro Digital Media , o que aponta para uma encenação autoral. Há uma autoria que se esconde sob um codinome e sob uma coletividade, ambas responsáveis por essa sociedade de palavras, que se denomina texto, pois se sabe que "a obra textual, seja ela qual for, é sempre o resultado de um percurso combinatório realizado pelo próprio autor". 3
Surgem também outros velhos companheiros como o índice, o prefácio, imagens ilustrativas, títulos que demarcam os capítulos, apesar de não haver notas de rodapé, números de páginas, glossários, bibliografias. Observando de qual ponto do sistema inicia-se a leitura, percebe-se que os mecanismos de acesso a Tristessa são os tradicionais inícios de capítulos e parágrafos, um sistema hierárquico do tipo tronco central que sustenta seus ramos.
O primeiro capítulo, intitulado Liturgia , aparece datado, trazendo a referência do período da publicação em meio digital, 19 de dezembro de 1999. Todas as telas possuem fundo preto e o mesmo tipo e cor de caractere gráfico, o branco. No conjunto temos o branco no preto, uma escolha que inverte aquela normalmente utilizada no meio impresso, o preto (caractere) no branco (folha de papel). Inclusive os títulos conservam as mesmas cores, vermelho e verde, mantendo a coerência na aparência e no comportamento da interface entre usuário e máquina. No final um ponto de interrogação indica uma orientação de navegação, apontando sempre uma direção a ser seguida. Duas setas, uma para a esquerda outra para a direita, nos convidam a retornar à página anterior ou passar para uma outra janela. Muitas vezes as duas setas indicam apenas o retorno, o que nos leva a refletir que a estrutura que a sustenta é mais radícula ou arborescente, pois as páginas parecem dipolos-unidades ou dipolos-de-ligação, como galhos-raízes, possuindo um sistema central. No alto deste ícone, a direção é estática, mudam as páginas, mas o link aponta sempre para o endereço http://www.quattro.com.br/ tristessa/vida_nav.htm#vida , é o índice.
Ele apresenta cinco blocos - vida, vultos, ensaio, matéria, insight - e esta tela inicialmente parece indicar que o sistema segue o princípio de conexão, pois dele pode-se alcançar qualquer outro ponto. Entretanto, uma vez num de seus pontos há apenas uma ou duas alternativas, e deste novo ponto não se pode conectar qualquer outro, pois há uma ordem fixada. Tem-se a possibilidade de consultar todos os documentos que compõem essa hiperficção, entretanto não de diversas maneiras, o que não atribui a Tristessa a primeira característica rizomática definida por Deleuze e Guattari, o princípio de conexão e de heterogeneidade. Por exemplo, do índice posso chegar ao arquivo noit_ant.htm, tela intitulada Adolescência, mas dela posso alcançar apenas o arquivo Liturgia.htm e o arquivo vida_nav.htm#vida, que é o índice. Portanto, o índice indica a existência de um centro regulador, pois ele é um mapa que mostra todas as posições e pontos da rede, e as páginas que se dobram e desdobram são, na verdade, "pseudomultiplicidades arborescentes". 4
Duas opções ou três, no máximo, são insuficientes para sustentar a idéia de estrutura dinâmica de rede, apesar de a disposição de links no interior do texto atribuir a ele um certo movimento. Por isso, sempre que surge um sinal luminoso, decido interromper a narrativa e descobrir o que se oculta atrás dele, pois para construir um hipertexto é necessário conectá-lo a outros. Normalmente esse procedimento torna seu sentido móvel, pois a rede de relações que um navegador estabelece nunca é igual à de outro. Aarseth define o "texto não-linear como um objeto de comunicação verbal que não é apenas uma sequência fixa de letras e palavras, mas no qual a ordem de leitura pode diferir de um leitor para outro". 5
Essa divergência de leitura se daria porque o número de lexias presentes no texto o encaminhariam para trilhas diversas, "all hipertext systems permit the individual reader to choose his or her own center of investigation and experience". 6 Segundo essa concepção, a não linearidade num sistema hipermediático estaria comprometida num documento que não fizesse uso de links externos, pois somente através deles ocorreria o florescimento de uma rede semântica a cada leitura; eles encaminhariam o leitor para pontos diversos do sistema da WWW.
Tristessa é uma hiperficção composta por 96 lexias, sendo 24 links externos (dos quais apenas cinco estão em funcionamento na data de acesso). Ao indicar conexões com sites externos, tais nós atribuem aos textos capacidade de autogênese, de proliferação no conjunto, composição gerada pelos processos de decomposição e composição próprios dos princípios que compõem a WWW. Cada nó pode dar existência a um outro, muitas vezes independente do criador, estando o texto primeiro sempre em correlação com o fora, com pontos situados em outras direções. Esses links externos são todos intercambiáveis, estabelecendo-se junto ao leitor um jogo de escolha das possíveis trilhas, um jogo de ordem e desordem.
Isto porque na WWW, os princípios de divisão e de multiplicação aparecem atuando num corredor de modificações constantes, numa ilimitada mutabilidade, com 'n' dimensões, "cada página da rede é composta por palavras iluminadas que podem nos levar a outros centros, e estes a outros, e mais outros, infinitas vezes". 7 Sua estrutura aberta propõe ao leitor maleabilidade na leitura, podendo acontecer isoladamente ou no conjunto, permitindo assim uma leitura descontínua, uma autonomia não só para escolher o percurso, mas muitas vezes para intervir sobre o texto. Entretanto, para o texto possuir uma estrutura rizomática todos os pontos do texto devem ter o mesmo poder de comunicação.
Em Tristessa , a relação entre os documentos internos é efetuada de forma que estes sempre retornem a um eixo principal, uma relação portanto restrita, pois os pontos do texto não possuem o mesmo poder de conexão e não formam uma cadeia de informações sucessivas. Além disso, não estão funcionando todos os links externos, apenas cinco deles se mantêm ativos, portanto as escolhas do navegador são limitadas, o que corrói a possibilidade de vulnerabilidade das rotas através deste dispositivo. Até o dia 02 de outubro de 2001 apenas cinco links do arquivo http://www.quattro.com.br/tristessa/vomito.htm estavam funcionando, sendo eles, beat generation, Allen Ginsberg, Kerouac, Artaud e Nietzche, mantendo um baixo coeficiente de variação e de desterritorialização. As propriedades combinatórias do sistema são estruturadas de forma que oferecem pequenas possibilidades ao leitor de preenchimentos.
Por um lado o link quebra o movimento contínuo da leitura, mas por outro nem sempre sua inserção nas páginas é feita de forma a garantir a não-linearidade. Em Tristessa , percebe-se que os nós estão ligados linearmente, existindo uma fragilidade nessa conexão de documentos que mantém uma relação bastante restrita através da barra inferior de navegação, e numa posição de percurso geralmente de idas e retornos. Por mais que o indivíduo se afaste da narrativa central, seu retorno é condição sine qua non para a continuação do enredo. O leitor fica preso portanto a uma determinada hierarquia do texto, salvo se ele se enveredar por um link externo e decidir abandonar o site inicial (ou então optar por navegar através do indice, retornando sempre a este e escolhendo nova rota a seguir). Neste caso, os navegadores que se movem na web "continually shift the center - and hence the focus or organizing principle - of their investigation and experience". 8
Não aceitando a sugestão do autor contida no final de cada página, podemos fugir para o índice, clicando nos títulos de forma aleatória, experimentando a sensação de instantaneidade na passagem de um link para o outro, buscando explorar o caráter não-linear do texto, no sentido atribuído por Aarseth, tentativa de construir um trajeto de leitura único. O link é um recurso que pode instituir uma estratégia de descentramento, podendo ser um exercício de fruição descontínua.
Submetido pois à desmontagem, navegando de forma errante, retornando ao índice para adentrar numa nova página, o leitor percebe que esse procedimento também pode ser feito no livro impresso, pois basta, para tal, abri-lo em capítulos diversos, não obedecendo à numeração seqüencial, numa navegação ao acaso, sem sair do ponto x e querendo chegar ao ponto y. A abundância de links, estratégia amplamente explorada pelo meio eletrônico para criar um texto não-linear, oferece igualmente uma certa mobilidade pelas diversas operações de passagem que o leitor opera no texto, desviando-se do enredo central.
Os links conjuntivos do tipo pop up viewer , que nos fazem experimentar a sensação de simultaneidade de informações, e os disjuntivos, que nos encaminham para outra página, nem sempre garantem um percurso não-linear e nômade. Em Tristessa , os links conjuntivos não oferecem informações adicionais, apenas repetem o enunciado já visível na tela. Os links disjuntivos internos restringem-se a oferecer dados narrativos, pondo em movimento a engrenagem que sustenta o enredo, mas sem propor acesso a outras informações.
Após repetir várias vezes a operação, encerra-se o jogo de comutação de textos aleatórios, e o leitor se curva às indicações do final da página, iniciando uma leitura não mais fortuita, mas seguindo as normas pré-estabelecidas pela equipe autoral, buscando, na verdade, alinhavar os fatos lidos de forma fragmentária. Obedecendo às indicações do final da tela, observa-se que a trama hipertextual se restringe ao desenrolar das ações das personagens, comprometendo a esperada leitura politópica, aquela que possibilitaria a leitura de vários temas concomitantemente. Apesar do protagonista Thomas estilhaçar sua vida e suas relações amorosas por todo o site, e de colocar o leitor numa situação flutuante, de procura pelos sentidos desses fragmentos, toda a narrativa obedece a um comando central, todas as páginas dizem respeito a um único leitmotiv , a reconstrução de sua biografia.
E nesse processo, não há intrigas paralelas ou autônomas no sentido que Bakhtin atribuiu aos heróis de Dostoiévski, todas elas são vivenciadas por Thomas. Percebe-se que as intrigas dessas personagens particulares, apesar de dispersas em telas distintas, convergem para uma central, e tudo vai afluindo para um desfecho redentor. Como numa narrativa clássica, descobre-se que "as várias histórias simultâneas constituem apenas um álibi do narrador, para fazer triunfar a unidade no momento conveniente". 9 Essa convergência dos fatos para uma certa unidade é mascarada pela distribuição dos links e pelos recortes de cenas que ainda não aconteceram, dispersas de forma fortuita no texto.
Na tela de entrada de Tristessa corre, na barra de status, um letreiro digital, recurso de animação que apresenta o texto em movimento na tela, utilizado para chamar a atenção do usuário e apresentar uma informação meta-textual: "Ficção interativa na Web". Portanto, Tristessa é uma hiperficção que quer oferecer uma atividade exploratória e interativa ao navegante. Apesar de a legenda na barra de status demonstrar o desejo de se compor uma narrativa interativa, uma estrutura portanto aberta com diversos pontos de entrada e saída contribuindo para a formação de um leitor autônomo, que possa intervir na criação literária, a arquitetura de Tristessa não permite ao navegador opções que se distanciem da lógica binária do isto ou aquilo, de bifurcações includentes ou excludentes. Tristessa assemelha-se, assim, à estrutura de Un conte à votre façon de Queneau, o qual se restringe à simples combinação de textos previamente combinados. O incerto e o imprevisto em Tristessa fazem parte desse jogo de navegar apenas quando se adentra um de seus links externos. Há também a possibilidade de se enviar comentários ao autor via e-mail, uma operação que pode ser vista como uma forma de interação não com a obra, mas com o autor. 10
O próprio narrador-protagonista, Thomas, esclarece que a noção de interatividade que o leitor encontrará em Tristessa passará inevitavelmente pelo oferecimento de elos direcionais, pela abertura dos links, pelo clicar do mouse: "Também não estou conseguindo encontrar soluções para os problemas de leitura, sem sacrificar a interatividade. Se deixo a navegação fluir fácil, limito a interatividade do leitor. Se crio condições de interatividade ele se perde nos links. Mas vou ficar íntimo dessa nova sintaxe e desvendar-lhe os mistérios". 11
A hipermídia torna-se um jogo de descobertas quando explorada. Mas em Tristessa , a cada nó da narrativa o leitor se depara normalmente com apenas duas, no máximo três alternativas de expansão que o levem à continuidade. Seguir esse tipo de trilha não exige um processo rigoroso de seleção por parte do leitor. Ao navegar por Tristessa , podemos observar que seu idealizador não tirou partido das possibilidades combinatórias e associativas de que a máquina dispõe. A sucessão de escolhas oferecidas pelos links internos tem sempre seqüências previsíveis. Não são dadas ao leitor condições de criar ou de jogar com a estrutura do texto, como acontece por exemplo em Cent mille milliards de poèmes . As escolhas binárias propostas ao leitor em Tristessa o convidam a:
a) continuar a leitura seguindo a orientação do autor, adentrando um dos links internos, que o levará de volta à página mãe;
b) ignorar essas sugestões e fazer uma leitura linear;
c) embrenhar-se num link externo e furtar-se para outro site;
d) adentrar um link externo e retornar ao site.
Tristessa é um produto hipermediático cuja arquitetura segue o paradigma do livro eletrônico: seus links funcionam mais como procedimentos iterativos, pois abrir os links é um movimento que pode ser comparado ao simples abrir da capa do livro. O gesto de folhear as páginas é substituído pelo gesto de clicar o mouse. A exploração da recursividade da obra - saltos para frente e para trás que narrativas hipertextuais impressas como O jogo da amarelinha e As cidades invisíveis também oferecem - é substituída por saltos efetuados através dos links.
Tornando-se bastante limitado em Tristessa o acesso à Internet, a escrita nômade cuja lógica é a do deslocamento não pode ser explorada, e a obra passa a ser um decalque do livro impresso. O processo de leitura-escrita interativa também ficou comprometido; é mais pela predisposição do leitor em efetuar conexões entre os fatos, em participar do jogo literário, que ele pode ser garantido. Trazendo essa reflexão para a escrita em meio eletrônico, pode-se pensar que a realização da literatura potencial depende mais do processo de escrileitura do que da inserção de links, e que a suposta concepção revolucionária de escrita que vem se atribuindo ao texto digital dependeria de considerar-se o texto como um corpo aberto, cujas fronteiras abrem-se além da folha ou da tela. Isto porque, como comenta Arlindo Machado, um trabalho se adapta bem num espaço digital se ele já funciona bem numa página plana, 12 ou seja, se ele no meio impresso é dotado de potencialidades hipertextuais.
LANDOW, George P. Hypertext , the convergence of contemporary critical theory and technology. Baltimore and London : The Johns Hopkins University Press, 1993.
LEÃO, Lúcia. O labirinto da hipermídia : arquitetura e navegação no ciberespaço. São Paulo: Iluminuras, 1999, p. 65.
MACHADO, Arlindo. Máquina e imaginário: o desafio das poéticas tecnológicas. São Paulo: EDUSP, 1993, p.190.
DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol 1, Rio de Janeiro : editora 34, 1995, p. 16.
AARSETH, Espen. "Nonlinearity and literary theory". Hypertext and literary theory (George P. Landow, ed). Baltimore, Johns Hopkins , 1993, p. 51.
Para testar essa possibilidade, enviei um e-mail ao Passenger, e este respondeu prontamente.
Tristessa , publicação em meio eletrônico, http://www.quattro.com.br/ tristessa/greatba2.htm