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O discurso do vinho em Lavoura arcaica
Suene Honorato de Jesus (UFG)
Sem dúvida nenhuma, o álcool é um fator de linguagem. Enriquece o vocabulário e libera a sintaxe.
G. Bachelard ( A Psicanálise do Fogo , p. 129)
Escrito entre abril e outubro de 1974 por um autor que continua a reafirmar seu divórcio da literatura, Lavoura arcaica tem sido apontado pela crítica como um romance singular dentro do panorama da literatura nacional. O romance de Raduan Nassar foi chamado de iceberg por Mauricio S. Vasconcelos no prefácio de Ao lado esquerdo do pai 1:
Tal imagem surge para ressaltar o lugar solitário [...] do romance de estréia de Raduan Nassar com relação ao conjunto da produção literária brasileira, de 70 para cá - um bloco que se desprendeu de uma massa maior e que vaga errante, apenas encostando-se em outros pedaços de textos [...].
O tecido narrativo incomum de LA 2 contribui para distanciá-lo tanto "da tranqüilidade realista quanto [...] dos esquemas de causalidade psicológica ou social a que se afeiçoa nosso romance" 3. Sua divisão em duas partes - "A partida" e "O retorno" - sugere uma cisão entre as situações narradas, bem como entre o posicionamento do narrador-personagem André frente a elas, o que reflete na mudança de tom da linguagem.
Outro aspecto que contribui para a singularidade da obra é a presença de vários intertextos que a integram de maneira dialógica. A parábola bíblica do filho pródigo é o texto primeiro, onde vão se espelhar muitos aspectos da narrativa: André, o filho pródigo, abandona o seio familiar e é recebido festivamente ao regressar à casa paterna, o que causa inveja ao primogênito, sempre fiel ao pai; juntamente com outras referências ao Evangelho, encontraremos o Alcorão, completando o conjunto de textos sagrados que compõem a narrativa. Da tradição pagã, temos a presença de dois deuses mitológicos: Dioniso e Apolo.
Dentre alguns dos intertextos aqui apontados, é o da tradição pagã que elegemos como objeto de estudo no presente artigo. Sua relevância é a de promover a significação da forma pelo conteúdo e do conteúdo pela forma.
É conhecida a dicotomia entre o apolíneo e o dionisíaco. O deus da racionalidade, que é Apolo, se contrapõe ao deus da embriaguez, que é Dioniso. O primeiro é o "realizador do equilíbrio e da harmonia dos desejos" 4 e promove o desenvolvimento da consciência - por isso uma de suas máximas é o "conhece-te a ti mesmo" -; é também o senhor do Oráculo de Delfos, o que lhe garante um caráter profético. O segundo é o inventor do vinho, "o remédio mais poderoso contra as dores humanas" 5, e promove, através da comunhão pela embriaguez, a abolição dos valores morais da sociedade.
Em LA, a figura de Apolo pode ser associada à do pai, o detentor da ordem patriarcal. Sua doutrina baseia-se no trabalho em família, no cumprimento dos deveres. O "desenvolvimento da consciência" é uma responsabilidade delegada ao pai, que procura realizá-la através dos sermões à mesa antes das refeições. A virtude maior a ser cultivada é a paciência, a obediência aos "desígnios insondáveis" 6 do tempo. As palavras do pai proferidas durante a ceia ritualística estão transcritas no relato de André:
[...] rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente desse bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é [...]. 7
Já a figura de Dioniso está mais próxima à de André. Sua linguagem embriagada que encontramos em "A partida" é decorrência do vinho. A narrativa se inicia com a chegada de Pedro, o primogênito, ao quarto de pensão onde André havia se recolhido; a missão do irmão mais velho é devolver o filho pródigo ao seio familiar, para o quê utilizará o discurso do pai. Nesse momento, estão denunciados os primeiros indícios da embriaguez de André. O irmão tentará impedir que André continue a se embriagar, porém com o passar do tempo ele mesmo passa a entornar no próprio copo o vinho que André insistentemente lhe oferece. E é quando Pedro se embriaga que André pode contar a ele o motivo obscuro da sua partida:
[...] e quando vi que meu irmão quase esvaziava num só gole o copo cheio, me ocorreu ainda dizer "ah, meu irmão, começamos a nos entender, pois já vejo tua boca descongestionada, e nos teus olhos a doce ação do vinho fazendo correr o leite azul que te espirra agora das pupilas, o mesmo leite envenenado que irrigou um dia a tumescência em úberes cancerosos" [...]. 8
O vinho é uma substância modificadora que altera o comportamento daquele que cai sob seus efeitos. Segundo Nietzsche 9, o dionisismo possibilita a compreensão entre aqueles que se dispõem a celebrar o ritual em homenagem ao deus do vinho. Quando Pedro se embriaga, André pode desarmá-lo das palavras do pai e contar a ele sobre sua paixão incestuosa por uma das irmãs, Ana. É preciso destacar a epígrafe da segunda parte do romance, retirada do Alcorão: "Vos são interditas: vossas mães, vossas filhas, vossas irmãs" 10. A insatisfação de André diante de tal interdição vai torná-lo um excluído, um diferente. As regras impostas pelo patriarca precisariam ser alteradas para que as promessas de felicidade, as recompensas a cada um que cumprisse com os deveres estabelecidos, fossem concretizadas.
A empresa de André para a consecução de sua felicidade será a lavoura pela palavra. Os sermões à mesa garantem a autoridade do pai. Porém, André pretende destronar essa ordem já consagrada da palavra arcaica através de seu verbo epilético. Em "A partida", temos uma linguagem basicamente composta por fluxo de consciência, o que resulta numa "linguagem truncada ou desordenada do pensamento ainda não claramente formulado do ponto de vista lógico ou lingüístico" 11. André nos expõe seus pensamentos da forma como eles lhe ocorrem. Ele relata tanto o diálogo com Pedro, quanto aquilo que teria dito, mas que não foi enunciado, ou mesmo o que Pedro teria respondido. Os capítulos são geralmente compostos por um único período; o ponto final é substituído pelo ponto-e-vírgula, o que imprime um ritmo acelerado à "fala convulsa" de André.
[...] e dizer tudo isso num acesso verbal, espasmódico, obsessivo, virando a mesa dos sermões num revertério, destruindo travas, ferrolhos e amarras, tirando não obstante o nível, atento ao prumo, erguendo um outro equilíbrio, e pondo força, subindo sempre em altura, retesando sobretudo meus músculos clandestinos, redescobrindo sem demora em mim todo o animal, cascos, mandíbulas e esporas, deixando que um sebo oleoso cobrisse minha escultura enquanto eu cavalgasse fazendo minhas crinas voarem como se fossem plumas, amassando com minhas patas sagitárias o ventre mole deste mundo, consumindo neste pasto um grão de trigo e uma gorda fatia de cólera embebida em vinho, eu, o epilético, o possuído, o tomado, eu, o faminto, arrolando na minha fala convulsa a alma de uma chama [...] 12
O fluxo de consciência em "A partida" é corroborado pela embriaguez de André. Quando ele volta pra casa sóbrio, na segunda parte do romance, sua linguagem muda de tom. O fluxo de consciência é praticamente inexistente: as idéias estão ordenadas em sentenças gramaticalmente lógicas, que obedecem aos esquemas usuais de pontuação, do que é exemplo o capítulo 24, em que André descreve a posição de cada membro da família durante o jantar.
Eram esses os nossos lugares à mesa na hora das refeições, ou na hora dos sermões: o pai à cabeceira; à sua direita, por ordem de idade, vinha primeiro Pedro, seguido de Rosa, Zuleika, e Huda; à sua esquerda, vinha a mãe, em seguida eu, Ana, e Lula, o caçula. O galho da direita era um desenvolvimento espontâneo do tronco, desde as raízes; já o da esquerda trazia o estigma de uma cicatriz, como se a mãe, que era por onde começava o segundo galho, fosse uma anomalia, uma protuberância mórbida, um enxerto junto ao tronco talvez funesto, pela carga de afeto; podia-se quem sabe dizer que a distribuição dos lugares à mesa (eram caprichos do tempo) definia as duas linhas da família.
O avô, enquanto viveu, ocupou a outra cabeceira; mesmo depois da sua morte, que quase coincidiu com a nossa mudança da casa velha para a nova, seria exagero dizer que sua cadeira ficou vazia. 13
Esse relato tão sóbrio da ocupação dos lugares à mesa não caberia na primeira parte do romance. As frases estão ordenadas de forma a conduzir um raciocínio lógico, todas elas giram em torno de uma demonstração: a marcada diferença entre o "galho da direita" e o "galho da esquerda" da família. Há primeiramente uma apresentação dos lugares: os que se sentavam à direita e os que se sentavam à esquerda; depois são atribuídos valores a cada um dos grupos. Por último, um parágrafo sobre o avô, que ocupava "a outra cabeceira"; isolada em um parágrafo, a figura desse avô enigmático e imortal parece se furtar à classificação.
Importante notar que o vinho praticamente não aparece em "O retorno". De fato, ao voltar pra casa André está sóbrio. A conversa com o pai no dia da chegada de André a casa, depois do banho preparado pelas irmãs, não é, como a que ocorre no quarto de pensão, regada a vinho. André diz: "mas eu estou lúcido, pai" 14, e por isso percebe as próprias contradições: mesmo resignado, prometendo fazer do trabalho a sua religião e do cansaço a sua embriaguez, André, ainda que por enigmas, faz alusão às suas dores, aos motivos que o afastaram da família, expõe ao pai "a carcaça de um pensamento" 15.
No capítulo 29 temos uma retomada do fluxo de consciência e de todo o aparato estrutural encontrados na primeira parte. É nele que será narrada a festa em homenagem à volta de André, uma versão das festas dominicais que nos é apresentada no capítulo 5. O vinho está novamente presente, e a embriaguez permite que as regras familiares impostas pelo pai sejam momentaneamente esquecidas, inclusive pelo próprio patriarca. A dança de Ana, elemento importante de tais celebrações, será desta vez mais provocante do que o usual.
[...] e Ana, sempre mais ousada, mais petulante, inventou um novo lance alongando o braço, e com graça calculada (que demônio mais versátil!), roubou de um circundante a sua taça, logo derramando sobre os ombros nus o vinho lento, obrigando a flauta a um apressado retrocesso lânguido, provocando a ovação dos que a cercavam, era a voz surda de um coro ao mesmo tempo sacro e profano que subia, era a comunhão confusa da alegria [...] 16
Diante de tal cena, Pedro não conseguirá guardar do pai o segredo que traz consigo do quarto de pensão e semeará "nas suas ouças uma semente insana" 17. O pai, "ele próprio ainda úmido de vinho" 18, recorrerá ao dionisismo para assassinar a filha Ana. Dessa forma, sua ordem apolínea pode ser preservada, já que o elemento que a ameaça foi eliminado.
André não é o primogênito e, portanto, não ocuparia o lugar do pai como patriarca. Se pudesse fazê-lo, talvez lhe fosse permitido introduzir na base da ordem imposta pelo pai a regra que proporcionaria a satisfação de seus desejos; sua sede só seria aplacada com a concretização de seu amor incestuoso por Ana. Sua alternativa é procurar, através do dionisismo, da embriaguez da linguagem, estabelecer uma nova ordem, questionadora da tradição.
A palavra apolínea do pai é exposta como um discurso autoritário, que se pretende dominador, não permitindo qualquer manifestação por parte do receptor; ela se configura como um monólogo e está sempre pautada em textos já consagrados pela tradição, ligados à religião e à visão patriarcal do mundo, tendo em vista a continuidade de uma ordem pré-estabelecida. A recorrência dos sermões à mesa na hora das refeições se transforma numa celebração ritualística: "o pai à cabeceira, o relógio de parede às suas costas, cada palavra sua ponderada pelo pêndulo" 19, porém o ritual não garante a assimilação da palavra do pai por todos os membros da família. Bakhtin, em Questões de literatura e estética , onde discute a pluralidade de vozes no gênero romanesco, diferencia a palavra autoritária da palavra persuasiva:
O objetivo da assimilação da palavra de outrem adquire um sentido ainda mais profundo e mais importante no processo de formação ideológica do homem, no sentido exato do termo. Aqui, a palavra de outrem se apresenta não mais na qualidade de informações, indicações, regras, modelos, etc. - ela procura definir as próprias bases de nossa atitude ideológica em relação ao mundo e de nosso comportamento, ela surge aqui como a palavra autoritária e como a palavra persuasiva . 20
A palavra do pai serve a André não na qualidade de "informações, indicações, regras, modelos, etc.", mas desperta o seu posicionamento ideológico; portanto, ela é autoritária, mas não persuasiva. André faz dos argumentos do pai a justificativa para o estabelecimento de sua própria ordem 21 quando, por exemplo, tenta convencer Ana da validade do seu amor incestuoso: "foi um milagre descobrirmos acima de tudo que nos bastamos dentro dos limites da nossa própria casa, confirmando a palavra do pai de que a felicidade só pode ser encontrada no seio da família" 22; "afinal, o equilíbrio, de que fala o pai, vale para tudo, nunca foi sabedoria exceder-se na virtude" 23. A palavra do pai se torna então, na tradução de André, um "objeto de profanação" 24.
Se a palavra do pai é autoritária, mas não persuasiva , a palavra de André se torna o seu inverso, ou seja, é persuasiva mas não autoritária . A palavra do pai, cristalizada como o discurso da tradição, não pode ser renovada. Por isso, é por meio da persuasão que André procurará suplantar o discurso paterno, instituindo uma nova tradição. O conflito entre pai e filho se estabelece num nível verbal: é através da palavra que a ordem do pai se estabelece; e André a insere dentro do texto em meio à sua própria sintaxe embriagada , além de fazer dela um "objeto de profanação", utilizando-a para validar sua própria ordem.
No capítulo 13, temos a transcrição da história do faminto, que André copia do caderno do pai. Ela era lida durante os sermões como ilustração da importância de se praticar a virtude da paciência. Trata-se de uma lenda oriental: um homem humilde bate à porta de um palácio se dizendo faminto; o rei que ali vivia, "um ancião de suaves barbas brancas", se indigna diante do fato e oferece a ele um banquete. Porém, o banquete é imaginário, e sua degustação se processa num faz-de-conta. "O faminto, dobrando-se de dor, pensou com seus botões que os pobres deviam mostrar muita paciência diante dos caprichos dos poderosos, abstendo-se por isso de dar mostras de irritação" 25, e assim prova de todas as iguarias invisíveis que o rei lhe oferece. Depois do último copo de vinho, diz o ancião:
"Finalmente, à força de procurar muito pelo mundo todo, acabei por encontrar um homem que tem o espírito forte, o caráter firme, e que, sobretudo, revelou possuir a maior das virtudes de que um homem é capaz: a paciência. Por tuas qualidades raras, passas doravante a morar nesta casa tão grande e tão despojada de habitantes, e está certo de que alimento não te há de faltar à mesa." 26
Já dissemos que a palavra do pai não é persuasiva . André modelará essa "pedra amorfa", modificando o final da história:
(Como podia o homem que tem o pão na mesa, o sal para salgar, a carne e o vinho, contar a história de um faminto? como podia o pai, Pedro, ter omitido tanto nas tantas vezes que contou aquela história oriental? terminava confusamente o encontro entre o ancião e o faminto, mas era com essa confusão terapêutica que o pai deveria ter narrado a história que ele mais contou nos seus sermões; o soberano mais poderoso do Universo confessava de fato que acabara de encontrar, à custa de muito procurar, o homem de espírito forte, caráter firme e que, sobretudo, tinha revelado possuir a virtude mais rara de que um ser humano é capaz: a paciência; antes porém que esse elogio fosse proferido, o faminto - com a força surpreendente e descomunal da sua fome, desfechara um murro violento contra o ancião de barbas brancas e formosas, explicando-se diante de sua indignação: "Senhor meu e louro da minha fronte, bem sabes que sou o teu escravo, o teu escravo submisso, o homem que recebeste à tua mesa e a quem banqueteaste com iguarias dignas do maior rei, e a quem por fim mataste a sede com numerosos vinhos velhos. Que queres, senhor, o espírito do vinho subiu-me à cabeça e não posso responder pelo que fiz quando ergui a mão contra o meu benfeitor.") 27
O final da fábula alterado por André pode ser visto como a imagem de sua atitude dionisíaca durante a narrativa. O elemento fundamental para tal alteração é o vinho. Considerando que o faminto aceitaria tomar parte na farsa proposta pelo rei, tendo se saciado com o banquete invisível, a embriaguez pelo vinho oferecido ao final da fábula também se legitima. E, através dela, o faminto, na versão de André, teria levantado a mão contra o seu benfeitor, afinal "a impaciência também tem seus direitos" 28.
De acordo com Bakhtin, "a palavra autoritária [...] é organicamente ligada ao passado hierárquico" 29, ela representa o discurso de uma instituição. Portanto, André precisaria instituir uma nova tradição para que uma nova ordem fosse concretizada: a do incesto. Seu esforço é no sentido de criar uma linguagem que proporcionasse a nomeação de uma outra realidade. Através da linguagem é que o mundo pode ser conhecido em sua legitimidade. E o dionisismo é o que leva André a transpor os limites tão bem vedados pela tradição patriarcal. É a embriaguez que dá a André a possibilidade de concretizar uma linguagem outra, dessemelhante à do pai.
Bibliografia
BAKHTIN, Mikhail. Questões de literatura e de estética . Tradução Aurora Fornoni Bernardini et al. São Paulo: Hucitec, 1988.
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia grega . Petrópolis: Vozes, 1995. v. 2.
CARVALHO, Alfredo Leme Coelho. Foco narrativo e fluxo de consciência . São Paulo: Pioneira, 1981.
FISHER, Luís Augusto. Lavoura arcaica foi ontem. Organon , Porto Alegre, n. 17, p. 14-26, 1991.
MÉNARD, René. Mitologia greco-romana. Tradução Aldo Della Nina. São Paulo: Opus, 1997. v. 2 e 3.
NASSAR, Raduan. Lavoura arcaica . 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
NIETZSCHE, F. W. A origem da tragédia . Tradução Joaquim José de Faria. São Paulo: ed. Moraes, [19--].
SELDMAYER, Sabrina. Ao lado esquerdo do pai . Belo Horizonte: UFMG, 1997.
SELDMAYER, Sabrina. Ao lado esquerdo do pai . Belo Horizonte: UFMG, 1997, p. 13, grifo do autor.
A partir deste momento, Lavoura arcaica será designado pela abreviatura LA.
FISHER, Luís Augusto. Lavoura arcaica foi ontem. Organon , Porto Alegre, n. 17, p. 14-26, 1991, p. 15 .
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia grega . Petrópolis: Vozes, 1995. v. 2, p. 85.
MÉNARD, René. Mitologia greco-romana. Tradução Aldo Della Nina. São Paulo: Opus, 1997. v. 3, p. 161.
NIETZSCHE, F. W. A origem da tragédia . Tradução Joaquim José de Faria. São Paulo: ed. Moraes, [19--].
CARVALHO, Alfredo Leme Coelho. Foco narrativo e fluxo de consciência . São Paulo: Pioneira, 1981, p. 61.
BAKHTIN, Mikhail. Questões de literatura e de estética . Tradução Aurora Fornoni Bernardini et al. São Paulo: Hucitec, 1988, p. 142 - grifo do autor.
Segundo André, o pai era quem estava "sempre dizendo coisas assim na sua sintaxe própria, dura e enrijecida pelo sol e pela chuva, era esse lavrador fibroso catando da terra a pedra amorfa que ele não sabia tão modelável nas mãos de cada um" (LA, p. 44).