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A travessia de Maria e dos leitores
Alice Atsuko Matsuda Pauli (FAFICOP / FACCREI)
"O essencial não está na partida nem na chegada.
Está na travessia"
(João Guimarães Rosa)
Corda bamba é considerado "Altamente Recomendável para o Jovem" pela FNLIJ, publicado em 1979, período em que a literatura infanto-juvenil brasileira ganhava estatuto literário. A partir da década de 70 pode-se assistir a uma nova postura dos escritores frente à obra dirigida à criança. Edmir Perroti, no seu livro O texto sedutor na literatura infantil (1986) 1, cita Lygia Bojunga Nunes como um dos escritores contemporâneos que utiliza o discurso estético em sua narrativa.
A obra é construída pela presença do metafórico ou da alegorização de fenômenos abstratos, predominantemente simbólica, esplendidamente realizada ao nível do literário, resultado de "uma aliança orgânica entre o Mágico e o Real ou entre o Sonho e a Vigília" (Nelly Novaes Coelho, 1984, p.567) 2. Por meio dessa "aliança", é narrada a história da pequena Maria, filha de equilibristas, criada no meio circense. A busca de sua identidade como forma de superação dos seus traumas é o tema principal do livro.
Maria é apresentada vivendo na "corda bamba", em tensão entre consciência e subconsciência. A corda esticada simboliza essa tensão. Inicialmente, aparece como menina tímida, insegura, com medo de enfrentar a realidade, pois se sentia culpada pela morte dos seus pais. Entretanto, no decorrer da narrativa, percebe-se a sua capacidade de superar o medo, para vencer os obstáculos, para recuperar a identidade perdida, mesmo inconscientemente.
De acordo com Eliana Yunes, "uma idéia quase obsessiva atravessa toda obra de Lygia Bojunga Nunes: todos precisam ter idéias próprias para encontrar sua razão de ser e lutar por elas, equivale a encontrar a identidade" (1980, p.116) 3. Essa busca da identidade perdida materializa-se pela idéia da invenção, por meio da criação, pela fantasia. No caso de Corda bamba, por meio dos sonhos, da imaginação. O sono é o remédio para o tratamento da amnésia de Maria, pois o sonho funciona como processo terapêutico natural de cura. Desta forma, de acordo com Zilberman & Cademartori, "o esquecimento será substituído pela recordação por intermédio do mesmo remédio: o sono" (1987, p.129). No parecer das autoras, "a fantasia tem um efeito reparador: é no universo fantástico que a personagem passa por uma transformação individual que a prepara para o confronto com a realidade e o mundo adulto" (1987, p.129) 4.
O primeiro acontecimento que faz Maria recordar o passado é voltar a andar na corda bamba, no apartamento de sua avó, durante o aniversário de Quico. Conforme Yunes, o fato de "voltar à corda bamba na casa da avó, permite à Maria um mergulho no seu subconsciente para trazer à tona, a memória perdida do que se passou" (1980, p.119) 5.
Verifica-se, nas produções de Lygia Bojunga Nunes, que a arte é apontada como uma atividade capaz de proporcionar a realização do ser humano, como uma atividade prospectiva que auxiliará na solução dos conflitos, promovendo novas significações e trazendo à tona forças antigas. Em Corda bamba , o circo adquire essa função: a de liberar as tensões de Maria, para fazê-la integrar-se ao grupo social, livre dos conflitos existenciais, visto que, utilizando-se de instrumentos circenses, Maria inicia uma volta ao passado, para resgatar a memória perdida.
Para poder libertar-se da culpa, necessita reviver o passado, resgatá-lo e dar sentido à vida. E para consegui-lo, Maria entra em um processo de regressão, que a leva além da vida intra-uterina e, por meio da linha do tempo, revisita fatos marcantes de seu passado. A trajetória dessa caminhada, a história do seu passado, os acontecimentos vividos por ela e por seus pais são revelados a Maria e ao leitor de forma altamente simbólica e narrados no plano do imaginário, no mundo interior de Maria, no seu subconsciente.
O relato de como Maria faz suas viagens ao passado gera ambigüidade entre o real e o imaginário, mantendo-se durante toda narrativa, reforçando a qualidade estética da obra. Essa imprecisão é acentuada na narrativa, visto que os outros passeios de Maria acontecem logo após o seu despertar. Além de que essas incursões ao passado são intercaladas com o tempo presente da diegese. E, no sonho, Maria se "vê", ao mesmo tempo, como sujeito e objeto. Maria (sujeito), ao reviver a sua história, entra dentro do sonho e se "vê" no tempo passado, com sua idade atual, e avista outra menina (objeto) que é ela mesma, na fase que está rememorando: no ato do nascimento, aos quatro, aos sete e aos dez anos, quando se "encontra".
Esticar a corda até o prédio vizinho significa "fazer a volta ao passado", ao seu interior, pois é por meio da corda que Maria volta à sua vida pretérita para rememorar fases dela e libertar-se de seus traumas, edificando a sua vida. A corda representa o vínculo entre o presente e o passado e também entre o presente e o futuro, atando as pontas de sua vida (presente/ passado/ futuro), além de ligar o real e o imaginário, dando-lhe unidade e equilíbrio para solucionar seu conflito.
Além da corda, o arco é outro instrumento de trabalho de Maria que a ajudará no processo de recuperação da memória. Este representa o instrumento que permite o equilíbrio na corda e a mobilidade a Maria, e sentido de ligação devido à sua natureza circular, simbolizando a condição de a heroína manter-se sobre seus próprios pés. Conforme Vale, Maria, para atar os três momentos de existência e alcançar a plenitude de sua vida, "faz dois movimentos circulares, revelando o percurso existencial da mesma: um do presente para o passado, durante o processo de recordação do período esquecido; outro, do presente para o futuro, quando então o pretérito, esquecido, já está incorporado à sua consciência, para projetar o seu destino" (1992, p.88) 6.
Assim, retrocedendo na linha do tempo, Maria vai à janela que chama sua atenção. Essa janela carrega toda uma simbologia, é como se fosse uma luz no fundo do túnel, para conduzi-la ao início de sua caminhada no inconsciente.
O fato de essa janela diferente ter uma forma de arco na parte superior, demonstra a sua ligação com a liberdade, a libertação de Maria de seus traumas. Em busca dessa liberdade, Maria estica a corda até o prédio vizinho, fazendo da corda seu "calçadão", possibilitando-lhe o acesso à janela diferente e o começo do reencontro com o passado.
Na sua viagem ao inconsciente, a primeira revelação ocorre no andaime. Nesse lugar, ela vê seus pais e vem a saber como eles se conheceram e começaram a namorar, além de se informar das diferenças sociais e econômicas dos dois. Como a corda leva Maria à fase anterior à vida intra-uterina, ela simboliza também o cordão umbilical, e o andaime, o útero, visto que é o local onde tudo se inicia, o começo da vida de Maria. Além disso, a partir do andaime, adentrando pela janela, Maria será levada a um corredor comprido ladeado por seis portas fechadas, uma de cada cor. O corredor comprido tem toda simbologia da viagem que Maria fará em seu interior, no seu inconsciente, e as portas coloridas, cada fase de sua vida, os diferentes momentos de sua existência.
Portanto, analisando o percurso que Maria realiza, pode-se concluir que ela, ao passar pela janela, inicia sua incursão ao mundo desconhecido do inconsciente em que, ao rever as imagens do passado, adquire o conhecimento pleno de si mesma. A sua travessia pela janela constitui um ritual de iniciação, possibilitando o trânsito para o conhecimento do seu passado e a recuperação de sua memória, ao contemplar as cenas esquecidas que são exibidas nos quartos do prédio visitado. Assim, ao reconquistar o passado, ela consegue desprender dele e desenvolver recursos para viver autonomamente o futuro.
Conforme Edmir Perrotti, o grande desafio da literatura para crianças e de toda a arte que deve ao mercado seu surgimento é como conjugar "literariedade" e "condições de recepção" (1986, p.21) 7. No parecer de João Luís C. T. Ceccantini, o crítico literário consegue alcançar o cerne da questão, visto que "ao mesmo tempo em que é cobrada pelos teóricos e almejada pelo artista a máxima literariedade da obra, é essa mesma literariedade que em geral tende a criar condições pouco favoráveis à recepção" (1993, p.247) 8. Inovações em relação à estrutura narrativa que se torna complexa, renovação no campo da linguagem e no enfoque temático levam à complexidade da obra que, aliada às dificuldades intelectuais, emocionais e lingüísticas dos leitores jovens, dificultam a recepção da obra. Corda bamba é um exemplo de livro que por ser trabalhado bem literariamente, pode não ter boa recepção pelos leitores jovens por encontrar dificuldades no seu entendimento. Há uma complexidade artística no livro quanto à sua estrutura não cronológica, utilizando-se da analepse e da prolepse, dos imbricamentos dos capítulos; no que se refere às inovações nas relações das divisões espácio-temporais; no que diz respeito ao estatuto do narrador e à focalização, orientado pela linha do imaginário; no que tange ao enfoque temático social; quanto às questões históricas implícitas no texto; no que se refere ao uso das simbologias reveladas na tessitura da narrativa, necessitando de um leitor participativo, ativo, que vá preenchendo os vazios do texto.
Assim, partindo do pressuposto que um dos motivos da pouca receptividade da obra entre os leitores jovens seja a qualidade estética do texto, resolvemos fazer um estudo de caso com duas turmas de 8.ª série do Ensino Fundamental do Colégio Estadual "Vandyr de Almeida", do município de Cornélio Procópio.
3. A travessia dos leitores
Como forma de diluir a complexidade narrativa, antes de solicitar a leitura do livro Corda bamba , em uma turma, trabalhamos com textos variados que de forma indireta enfocassem aspectos da obra, como a passagem do real para o imaginário, as simbologias, a linguagem literária, pois se acredita este ser o ponto crucial da dificuldade de entendimento de Corda bamba pelos alunos.
O primeiro texto proposto foi o conto de fadas A bela adormecida no bosque na versão dos Irmão Grimm. A escolha desse texto se deu porque Corda bamba possui uma estrutura morfológica de conto de fadas, como foi observado por Bordini (1979) 9. Segundo ela, como a Velha da História, o narrador de Corda bamba conta uma história humana como na tradição do conto de fadas, abordando o tema da adolescência, discutindo o próprio desenvolvimento humano. Estão presentes no conto todas as etapas da vida do indivíduo, do nascimento à maturidade, que se sucedem naturalmente.
Outro texto trabalhado foi sobre regressão. Optou-se por essa leitura, pois muitas análises críticas a respeito da obra direcionavam para uma leitura psicanalítica. Segundo Sandroni, Corda bamba "representa um aprofundamento da investigação dos processos psicológicos expressos de forma simbólica" (1996, p.34) 10. A própria escritora, ao ser indagada sobre os elementos relacionados com a psicanálise que aparecem na obra, revela que, durante quatro anos, viveu muito intensamente um processo psicanalítico, uma árdua investigação interior, e Corda bamba veio a ser um caminho de exploração da auto-análise por meio da criação literária, que é o percurso representado por Maria. Portanto, partindo da questão abordada sobre o simbólico no conto de fadas, foi introduzido o tema da regressão.
Outra atividade desenvolvida foi com o livro O Equilibrista (1980), de Fernanda Lopes de Almeida 11. É um livro infantil, com pouco texto e muita ilustrações, porém com uma linguagem metafórica, permeada de elementos simbólicos, possibilitando dialogar com o texto, analisar as várias interpretações que o texto sugere. Por em certos aspectos se assemelhar com Corda bamba , principalmente em relação à temática da necessidade de conviver com os opostos e "viver em cima de um fio", trabalhar com esse texto, objetivou auxiliar os alunos a ultrapassar a barreira da literariedade que por ventura viesse a se deparar em Corda bamba .
Trabalhou-se também com a poesia devido à sua linguagem metafórica, do uso do simbólico, do jogo de palavras, do duplo sentido das mesmas. Foi escolhido o poema "O palhaço sanhaço", de Elias José e "O circo o menino a vida", de Mário Quintana por estar presente a temática do circo e trazer fatos abordados em Corda bamba .
Desenvolveu-se também uma atividade com uma propaganda veiculada pela televisão - a propaganda da Embratel sobre a sua prestadora de serviços telefônicos - 021 por ser um texto elaborado artisticamente que se utiliza da imagem dos trapezistas no momento do salto mortal, o que aparece em Corda bamba , quando relata o momento em que os pais de Maria realizaram o espetáculo e acabaram falecendo.
Após esse trabalho, foi analisado também uma música - O circo místico , de Chico Buarque e Edu Lobo. Essa música foi escolhida por estarem presentes nela os elementos do circo, como os trapezistas, e por trabalhar o plano real e espiritual que estão presentes em Corda bamba .
Desta forma, após todas essas atividades desenvolvidas, foi introduzida a leitura de Corda bamba , esperando que os alunos superassem, em parte, o obstáculo da literariedade do texto.
Conforme os alunos fossem terminando a leitura do livro, foi pedido que fizessem um resumo da história e também foi aplicado um questionário, a fim de verificar o nível primário de leitura.
Em seguida, realizou-se um debate coletivo, para que, com a discussão e com o conhecimento de outras interpretações do texto pelos colegas, os alunos viessem a construir a leitura "coletiva do significado". Abordamos também as questões temáticas presentes no livro, comentamos as ilustrações, a estrutura do texto, a sua linguagem, as influências de outros textos trabalhados anteriormente na compreensão do livro. Esse momento procurou trazer à tona a discussão, a troca de idéias, para que houvesse um diálogo minucioso do livro e os alunos chegassem à estrutura profunda do texto, respeitando as suas limitações.
Em outra turma, solicitou-se a leitura do livro sem nenhuma atividade anterior e, em seguida, foi aplicada uma avaliação do livro, conforme prática de leitura da maioria das escolas. Essa avaliação demonstrou uma leitura superficial, muito presa ao enredo, sem análise interpretativa do texto. Não conseguiram completar os vazios da obra de forma satisfatória, demonstrando maior dificuldade em entender a história e organizar as informações apresentadas.
Portanto, foi realizado um debate coletivo a fim de construirmos a leitura. Iniciamos discutindo o entendimento da história para, em seguida, abordarmos as questões temáticas, sociais e históricas, verificando a validade da leitura.
Comparando com a outra turma, mostrou não possuir habilidades para apreender a história, principalmente em relação ao acidente dos pais de Maria, o que provoca a situação conflituosa da personagem. A maioria dos alunos não entendeu o motivo de Maria ter ido morar com a avó, o porquê dela rememorar o passado, como isso ocorria, se era sonho ou realidade, qual o significado de preencher os quartos vazios com seus desejos, enfim, os elementos simbólicos passam despercebidos.
Analisando o resumo e o questionário - dois primeiros instrumentos utilizados para verificar o nível de compreensão da leitura e a impressão geral da obra - foram observados na turma em que se utilizou de uma metodologia para desenvolver a leitura, 81% dos alunos gostaram do livro, demonstrando boa recepção do livro. No entanto, o que os alunos apreende pela leitura individual e solitária é superficial em relação à complexidade da história de Corda bamba , por não possuírem um repertório literário. Dessa forma, a questão levantada por Perrotti, de como conjugar literariedade e condições de recepção, é um dilema a ser solucionado.
Em outra turma, aproximadamente 67% dos alunos gostaram do livro. Nota-se que o índice foi menor, demonstrando uma recepção não tão boa. Além disso, essa turma demonstrou um tanto apático quanto à leitura e as atividades desenvolvidas por contrariarem o horizonte de expectativa deles, por não ser um gênero que apreciam, e também devido à dificuldade na compreensão.
Ao comparar as duas turmas trabalhadas, pode-se observar que houve diferenças significativas no entendimento do livro. A maneira de se desenvolverem as práticas de leitura com mediação do professor pode ser eficaz para a obtenção de bons resultados. É possível chegar a essa conclusão porque, após o debate, com a troca de idéias entre os colegas, os alunos mostraram-se mais interessados, pois, gostariam até de reler o livro para observarem as questões levantadas durante a discussão.
De acordo com os depoimentos dos alunos, os textos trabalhados anteriormente à leitura de Corda bamba auxiliaram na apreensão e superação das barreiras literárias. Verifica-se, portanto, que, muitas vezes, não é a questão lingüística que dificulta o entendimento da história, mas questões literárias presentes no texto. As atividades com vários textos, que enfocassem de alguma forma algum aspecto de Corda bamba , facilitaram a leitura do livro.
Outro aspecto importante ressaltado na pesquisa foi o momento da discussão do livro. Todos os alunos gostaram do debate, porque o diálogo entre os colegas sobre a história auxiliou-os de alguma forma na compreensão do texto, sanando algumas dúvidas durante a leitura individual. Esse momento de conversar sobre o livro lido, trocar idéias e opiniões, revelou ser muito eficaz para aprofundar o nível de compreensão da história e para expandir o horizonte do aluno.
No entanto, não é uma prática comum de as escolas debaterem o texto, depois da leitura realizada. Os alunos, geralmente, ficam apenas com a leitura primária, individual, não havendo uma atualização da leitura feita e a ampliação de seus horizontes.
Portanto, esse fato demonstra que, para atingir o objetivo do ensino da leitura - o desenvolvimento do gosto literário e a capacidade crítica -, é necessário que se promova a "discussão dialógica e crítica sobre as experiências de leitura entre os alunos" (KÜGLER, 1978, p.5) 12.
PERROTTI, E. O texto sedutor na literatura infantil . São Paulo: Ícone, 1986.
COELHO, N. N. Dicionário crítico da literatura infanto-juvenil brasileira (1882/1982) 2.ed. São Paulo: Quíron, 1984. p.551-73.
YUNES, E. A maioridade da literatura infantil brasileira. Tempo brasileiro , v.63, p.106-30, out./dez., 1980.
ZILBERMAN, R., CADEMARTORI, L. Literatura infantil : autoritarismo e emancipação. São Paulo: Ática, 1987.
VALE, L. V. P. A atividade imagética do leitor em Corda bamba, de Lygia Bojunga Nunes . 131p. Dissertação (Mestrado em Letras). Instituto de Letras e Artes, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1992.
CECCANTINI, J. L. C. T. Vida e paixão de Pandonar, o cruel de João Ubaldo Ribeiro: Um estudo de produção e recepção. Dissertação (Mestrado em Letras). Faculdade de Ciências e Letras, UNESP, Assis, 1993.
BORDINI, M. da G. Corda bamba: caminho para o inconsciente de Maria. Caderno de Sábado , Porto Alegre, 27 out. 1979.
SANDRONI, L. C. Lygia Bojunga Nunes: da atriz à escritora. Releitura , v.1, p.34, ago. 1996.
ALMEIDA, F. L. de. O equilibrista. 3.ed. São Paulo: Ática, 1985.
KÜGLER, H. O ensino da literatura hoje - por quê e como? Trad. Carlos Erivany Fantinati, 1978. (mimeogr.).