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Do Ateneu à Casa da Laguna: uma (sub)versão latino-americana
Márcia Duarte (UNISINOS)
Este texto tem por objetivo traçar o perfil de dois narradores latino-americanos que, por força de sua insubordinação, acabaram instaurando novas versões, e, portanto, subversões, para a história do continente. Partindo de um lugar não privilegiado e não autorizado, os narradores de O Ateneu e La casa de la laguna , Sérgio e Isabel, inserem sua voz, através da escrita da memória, no continuum da História latino-americana, mostrando, assim, leituras possíveis sobre a realidade dos países nos quais se encontram.
Vistos desse modo, os dois narradores têm em comum, além do que se vai relatar nos demais segmentos deste estudo, uma dupla referencialidade, pois, por um lado, os textos que eles presentificam, através da recuperação da memória, reapresentam o passado de um povo, de uma coletividade; mas, por outro lado, servem também como afirmação da individualidade de cada um deles, uma vez que a marca da exclusão pode ser percebida tanto na voz de Sérgio, narrador de O Ateneu , que apresenta indícios de homossexualidade, quanto na voz de Isabel, narradora de La casa de la laguna , que procura resgatar, em sua narrativa, a identidade feminina.
No entanto, antes de iniciarmos a análise propriamente dita, se faz necessário um comentário acerca da diferenciação entre os dois textos, ponto que também é crucial para o desenvolvimento do trabalho. O livro O Ateneu , escrito por Raul Pompéia, foi publicado, no Brasil, em 1888, sendo, portanto, inserido na escola realista, fato este que foi contestado por vários críticos brasileiros ao longo do tempo. O romance La casa de la laguna , escrito por Rosario Ferré, foi publicado em 1995, em plena vigência do pós-modernismo. O que procuraremos detalhar a seguir é o modo como dois textos tão distintos, em termos espaço-temporais, podem apresentar um eixo comum bastante significativo, centrado na figura do narrador.
A análise do espaço físico é fundamental para a compreensão das duas narrativas que estão sendo abordadas neste trabalho. De um lado, temos um colégio interno freqüentado pelos filhos da elite brasileira no final do Império, de outro, uma casa construída sobre os desmandos do imperialismo vigente na ilha de Porto Rico. Ambas as construções se constituem como espaços onde se instaura o autoritarismo, através do qual as figuras de oprimidos e opressores definem-se de modo claro e inquestionável.
Minha hipótese é que a prisão esteve, desde sua origem, ligada a um projeto de transformação dos indivíduos. 1
A transformação acima mencionada, fruto dos estudos do filósofo francês Michel Foucault acerca de prisões, hospícios, hospitais, casas de saúde, pode ser percebida, também, nos espaços em que circulam os narradores dos romances aqui analisados. Assim, percebe-se, ao final d' O Ateneu , um Sérgio que, pressionado pelas limitações e pela vigilância cerrada garantida por uma estrutura perversa de dominação, desiludido, perdeu as veleidades da infância e se transformou em um adulto amargo, incapaz de perdoar ou absolver qualquer das personagens que cruzaram seu caminho ao longo do tempo que passou entre as paredes verdes do Ateneu.
"Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta." Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico, diferente do que se encontra fora ... 2
Do mesmo modo, a Isabel que sobrevive às cinzas da casa da laguna é outra pessoa, não mais a adolescente que acreditava poder superar todas as diferenças que existiam entre ela e Quintin e diminuir o peso do sobrenome Mendizábal e a tradição de sangue e destruição agregada à família do marido, mas uma mulher que crê apenas em sua própria voz como instrumento para enfrentar a realidade e não deixar que o passado caia no esquecimento.
Poco a poco me fui transformando en una persona distinta. 3
A fim de compreender tais transformações, torna-se necessário entender a maneira como o espaço físico, componente essencial das duas narrativas, contribuiu para constituir a trajetória de aprisionamento e libertação desses dois narradores.
Aqui o espaço é tudo, pois o tempo já não anima a memória. A memória - coisa estranha! - não registra a duração concreta, a duração no sentido bergsoniano. Não podemos reviver as durações abolidas. Só podemos pensá-las, pensá-las na linha de um tempo abstrato privado de qualquer espessura. É pelo espaço, é no espaço que encontramos os belos fósseis de duração concretizados por longas permanências. O inconsciente permanece nos locais. 4
A recuperação da memória, como define Bachelard, torna-se, então, possível, a partir da definição espacial dos acontecimentos. Desse modo, a necessidade que Sérgio e Isabel possuem de situar os fatos passados em espaços físicos extremamente bem demarcados é decorrente de uma necessidade anterior, de não deixar sucumbir aqueles episódios que, mesmo tendo sido extremamente traumáticos, constituem o legado e a história de suas vidas e que não devem ser esquecidos sob pena de se repetirem nas gerações futuras.
O colégio interno e a casa constituem-se, portanto, como espaços de aprisionamento que vão, ao longo das narrativas, sendo desconstruídos pelos narradores, através da rememoração, a fim de que eles possam se libertar encarando de frente seu próprio passado. Como veremos adiante, tal desconstrução, além de metafórica, se concretiza no final de ambas as histórias, no momento em que o fogo corrói as estruturas físicas, possibilitando o ressurgimento das vozes dos personagens.
Aqui suspendo a crônica das saudades. Saudades verdadeiramente? Puras recordações, saudades talvez, se ponderarmos que o tempo é a ocasião passageira dos fatos, mas sobretudo - o funeral para sempre das horas. 5
O narrador de O Ateneu , como se percebe pelo trecho acima, que encerra o livro, não guarda saudades da época em que esteve internado no colégio, no entanto tal experiência, toda ela perpassada pelo espaço opressivo do prédio, ficou-lha gravada na memória como uma espécie de marca ou sinal cujos desígnios futuros podem ser observados na postura soturna do narrador, já adulto, frente às aventuras vividas na adolescência. Marcado, ou estigmatizado, pela presença constante do Ateneu, Sérgio tem a necessidade de purgar suas desditas através do texto. É no momento que conta sua história, que é, também, uma parte da história do colégio, que ele consegue, finalmente, encontrar o funeral para sempre das horas .
Observa-se, então, que, mais que a derrocada física e concreta do prédio do Ateneu, através do incêndio, o que faz ruir o edifício das vicissitudes do narrador é o fato de ele destruir, dentro de si, a imagem do colégio interno e a figura de seu diretor. É pela memória, pelo pouco que salva e pelo muito que condena de seu passado, que Sérgio pode recuperar aquilo que viveu e livrar-se, definitivamente, das angústias que caracterizaram sua estada no Ateneu.
Yo sé que publicar la novela puede tener consecuencias funestas para mí, pero un relato, como la vida misma, nunca se completa hasta que alguien con un corazón comprensivo lo escucha y comparte. 6
Também Isabel constrói seu texto a partir da mesma perspectiva. Logo, não é apenas o incêndio da casa da laguna que destrói os fantasmas que assombraram a vida da narradora durante os anos de seu casamento com Quintín, é o fato de ela ter coragem de, mesmo correndo o risco de ser considerada uma assassina, narrar os episódios referentes à derrocada desse casamento.
As marcas de sua passagem pela casa, e pela família, dos Mendizábal são evidentes no relato feito por Isabel, o que a aproxima, novamente, do narrador de O Ateneu . Atemorizados e fragilizados nesses espaços, eles não conseguem reagir senão pela memória e pela preservação de tal memória através da escrita, fato que faz com que subvertam valores bastante arraigados nas sociedades em que estão inseridos, sejam eles referentes à família ou à educação.
História
Segundo Emília Viotti da Costa, a situação do Brasil ao longo do século XIX é similar, no sentido das estruturas político-econômicas de base, à que se efetivara no período colonial, ainda que a oligarquia agrária nacional estivesse alicerçada no poder, em detrimento da aristocracia portuguesa decadente que governou o país durante os três séculos precedentes. Assim, a crítica de Pompéia, em O Ateneu , diz respeito ao modo como as elites brasileiras conduziram o processo de independência e constituição de uma identidade nacional, de forma a deixar de lado uma parcela considerável da sociedade que se delineava à margem da estrutura institucional.
Nos anos que se seguiram [à constituição de um ministério de conciliação nos meados do século], liberais e conservadores se revezariam no poder, mas, a despeito das diferenças programáticas que os separavam e não obstante o jogo político que os dividia em grupos antagônicos, mantiveram concordância de pontos de vista a respeito de questões fundamentais tais como a manutenção da economia agrária e da escravidão. 7
A problemática referente à realidade contextual trabalhada no texto de Raul Pompéia diz respeito, então, a este fato: a necessidade de romper com o conservadorismo vigente e instaurar, no país, um regime diferente, ainda que não totalmente democrático, que prescindisse da manutenção da escravidão e do latifúndio para a sua sobrevivência. A voz de Sérgio, narrador do romance, ao se insurgir contra Aristarco, se insurge, na verdade, contra as instituições, para além do Colégio Interno, que estão sendo representadas, naquele momento, pela postura adotada pelo diretor do Ateneu.
O fato de Sérgio caracterizar Aristarco com ar majestático e proximidade aos deuses do Olimpo demonstra claramente uma tal postura. Além disso, também as classes delineadas na sociedade são representadas de forma exemplar nas salas e corredores do Ateneu. É assim que, por exemplo, aqueles cujos pais têm posse de bens e terras são considerados, contanto que não subvertam as rígidas regras do colégio, privilegiados em relação aos demais. Na visão de Sérgio, Aristarco concedia beneplácitos aos alunos oriundos de famílias abastadas, enquanto que aqueles, como o Franco, por exemplo, cujas famílias conheciam a ruína, eram execrados e transformados, pelas punições cada vez mais severas do diretor, na escória do colégio.
E duramente se marcavam distinções políticas, distinções financeiras, distinções baseadas na crônica escolar do discípulo, baseadas na razão discreta das notas do guarda-livros. Às vezes, uma criança sentia a alfinetada no jeito da mão a beijar. Saía indagando consigo o motivo daquilo, que não achava em suas contas escolares... O pai estava dois trimestres atrasado. 8
É assim que, sob o ponto de vista do narrador, podemos, no microcosmo do colégio interno, perceber uma versão condensada do macrocosmo social, uma vez que o Ateneu representa, de forma alegórica, a visão conservadora dos grupos que compunham a elite da sociedade brasileira durante o Segundo Império.
Do mesmo modo, Isabel Monfort, em sua narrativa, reconstitui a História de seu país, ainda que se preocupe em descrever um período mais longo e menos pontual referente aos fatos relatados.
A história de Porto Rico é uma história de contrastes, é a hisória de um país e de um povo que passou por várias dominações sucessivas e, até hoje, não conseguiu resgatar plenamente sua identidade, pois os muitos senhores a que estiveram submetidos os porto-riquenhos se encarregaram de modificar, a cada nova etapa de dependência, a face do país.
¿Cuál es la narración en que Puerto Rico se reconoce? No pregunto por el origem, que es ilusorio, sino por el discurso sobre la ilusión de los orígines. En Puerto Rico no me responde un relato sino el drama de su posibilidad: Puerto Rico habla de sí mismo a través de una permanente sustitución. 9
Dentre esta multiplicidade de registros, o Porto Rico que se delineia a partir dos textos de Rosario Ferré é um país de pessoas que lutam incessantemente na busca por uma conscientização de sua posição marginalizada na sociedade, visto que a história oficial de Porto Rico é uma história de subserviência a nações dominantes, pois a principal característica da elite porto riquenha é nunca ter sido independente 10, nunca ter lutado por sua autonomia, ainda que apenas política, em relação aos países imperialistas.
O desinteresse dos espanhóis, nos primeiros séculos da colonização, em relação à pequena ilha caribenha se deve ao fato de que ali não podiam ser encontradas as riquezas naturais, principalmente o ouro e a prata, que suscitavam a cobiça dos conquistadores. Desse modo, a colonização da ilha foi tardia e só se tornou efetiva em meados do século XIX, quando refugiados de outros pontos do continente, convulsionados pelas guerras de independência ou pela revolta das minorias, como o Haiti, por exemplo, se instalaram nas terras espanholas, a fim de salvarem suas vidas.
Livre do jugo espanhol em 1897, a pequena ilha de Porto Rico, estrategicamente localizada na visão dos Estados Unidos da América, desde então dispostos a comandar o continente, passou a ser cobiçada por estes que, em 1898, invadiram o país e passaram a exercer sobre ele, até os dias de hoje 11, uma dominação velada.
A presença dos norte-americanos transformou totalmente a vida da nação porto-riquenha, que passou a ser, desde então, cultural e economicamente dependente da política expansionista dos Estados Unidos. Tal dependência se manifestou de forma diversa ao longo dos anos, uma vez que a própria política externa dos americanos se modificou conforme as necessidades geradas pelo mercado mundial.
Passa a existir, desde então, um contra-discurso 12, que subverte as relações estabelecidas, e se situa em um espaço não-privilegiado. Um dos eixos desse contra-discurso é o discurso da literatura escrita por mulheres na América Latina, pois é este o único modo pelo qual as mulheres podem conquistar seu lugar na história, uma vez que esta história foi, até o momento, escrita e, na visão oficial - masculina -, vivida por homens.
A obra de Rosario Ferré pode ser vista, então, nas palavras de Daniel Ortega, como um "canto de una fábula latinoamericana sobre sus mejores voces, aquellas que nos convocan a una realidad subvertida." 13 Subversão que ultrapassa os limites da própria versão oficial e se inscreve na história como possibilidade, uma vez que instaura um novo ponto de vista, que, ao mesmo tempo, desvenda o legado feminino e anuncia a nova identidade nacional, baseada na diversidade e na inclusão dos ex-cêntricos no processo histórico.
Destino de Fênix
A Fênix é uma soma de valores poéticos, jogo de múltiplas correspondências: fogo, bálsamo, canto, vida, nascimento, morte. Ela é ninho e espaço infinito. 14
Partindo da constatação feita por Bachelard, de que a imagem mítica da fênix está intimamente relacionada à questão do espaço, podemos propor uma leitura de tais elementos nas obras analisadas no presente trabalho. Como já pudemos observar, o espaço físico é, além de cenário, personagem importante nos textos em questão. Sérgio e Isabel, ao narrarem suas trajetórias, caracterizam o espaço do colégio interno e da casa como elementos essenciais à construção da trama, sem os quais não se faria possível uma percepção exata dos fatos relatados. Nesse sentido, o cenário amplia sua relevância, transformando-se em elemento-chave para o desenvolvimento da ação.
O fato de o espaço físico, transformado em metáfora de uma situação de opressão exterior e, portanto, mais ampla, ser o foco da destruição final através do fogo, é relevante justamente do ponto de vista das características da fênix, que, nas obras referidas, é destruída na forma negativa, autoritária, e renasce, longe das paredes institucionalizadas (família, escola), no espaço livre e ilimitado.
Desse modo, o espaço ninho é recoberto de negatividade, tanto no que diz respeito ao aprendizado/formação do menino Sérgio, como no que tange ao casamento de Isabel Monfort e Quintin Mendizábal. De um lado, o peso da tradição escolar, da tradição econômica das classes abastadas do Brasil no final do século XIX.
Ateneu era o grande colégio da época. Afamado por um sistema de nutrida reclame, mantido por um diretor que de tempos a tempos reformava o estabelecimento, pintando-o jeitosamente de novidade, como os negociantes que liquidam para recomeçar com artigos de última remessa, o Ateneu desde muito tinha consolidado crédito na preferência dos pais; sem levar em conta a simpatia da meninada, a cercar de aclamações o bombo vistoso dos anúncios. 15
De outra parte, o sangue, a tradição familiar calcada na violência e na tirania das elites que se formaram na ilha de Porto Rico ao longo dos séculos de dominação espanhola e norte-americana.
Mi abuela siempre decía que, cuando una se enamora, hay que mirar muy bien cómo es toda la familia, porque de los palos suelen nacer las astillas y una desgraciadamente no se casa con el novio nada más, sino con los padres, los abuelos, los bisabuelos y toda la maldita madeja genética que lo antecede. 16
Tais espaços, cujo destino comum é o fogo como elemento de destruição, podem ser vistos exatamente como aqueles que são passíveis de serem reconstruídos, não em suas formas originais, nas quais impera o autoritarismo, mas em suas novas (e subvertidas) formas. Tal possibilidade se dá pelo eixo da rememoração, da escrita da memória, que reinscreve a forma original em um novo paradigma, perpassado pela visão/versão do narrador.
Assim, o fato de Sérgio e Isabel retomarem a história de seus dias no Ateneu e na casa da laguna, que certamente não nomeiam aleatoriamente seus relatos, é significativo do ponto de vista da reconstrução ficcional que esses espaços vêm a representar. Concretamente, tanto o colégio interno quanto a casa da família Mendizábal foram aniquilados pelas chamas, mas, simbolicamente, permanecem inseridos na memória dos dois narradores, de forma tão intensa que há a necessidade de se transformarem em matéria vertente, narrativa.
A Fênix é um arquétipo de todos os tempos. É um fogo vivido, pois não se sabe jamais se adquire seu sentido nas imagens do mundo exterior ou suas forças no fogo do coração humano. 17
A travessia individual de Sérgio e Isabel, que culmina na aniquilação dos espaços de opressão, se torna símbolo a partir da recriação, através da narrativa, dos momentos cruciais de tensão pelos quais eles passaram, a fim de restituir, pela memória, os fatos aos seus devidos lugares. Pode-se depreender, então, que os romances O Ateneu e La casa de la laguna , em que pese a distância temporal que separa a publicação dos dois textos, constituem um eixo da Literatura Latino-Americana cuja principal característica é a subversão, que se dá a partir de um trabalho com a memória seletiva, capaz de reordenar os fatos e fazê-los adquirir um sentido outro, que não aquele em que fomos levados a crer através da historiografia oficial.
A História coletiva de dominação e opressão do continente se transforma, nesse sentido, em matéria vertente (que pode ser, portanto, subvertida), pois há a possibilidade permanente de novas rememorações individuais que levam à construção (e, talvez, destruição, ainda que simbólica) de outros espaços de autoritarismo, institucionalizado ou não. Tais narradores transgridem, então, o processo histórico dominante e oficial, inserindo suas vozes em um espaço simbólico a ser preenchido pelo viés da memória, mais efetiva, ainda que totalmente ficcional.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder . 14.ed. Rio de Janeiro: Graal, 1999. p. 131.
POMPÉIA, Raul. O Ateneu . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981. ( Obras v.II). p. 29.
FERRÉ, Rosario. La casa de la laguna . Buenos Aires: Emecé, 1997. p. 420.
BACHELARD, Gaston. A poética do espaço . São Paulo: Martins Fontes, 1993. pp. 28-9
COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República: momentos decisivos . 7 ed. Sào Paulo: UNESP, 1999. p. 11.
ORTEGA, Julio. Reapropriaciones: Cultura e Nueva Escritura en Puerto Rico . Rio Piedras: Universidad de Puerto Rico, 1991. p. 1.
Porto Rico não comemora o dia de sua independência da Espanha. O feriado nacional do país é o dia 4 de julho, data da independência dos Estados Unidos.
Em Dezembro de 1998, houve, por parte dos Estados Unidos, uma nova tentativa de anexar o território Porto Riquenho, transformando-o em um estado norte-americano, no entanto o povo de Porto Rico, através de um plebiscito, respondeu não a esta proposta.
Usamos o termo contra-discurso, aqui, para indicar um discurso que se manifesta contra o queé estabelecido pelo discurso oficial, autorizado.
BACHELARD, Gaston. Fragmentos de uma poética do fogo . São Paulo: Brasiliense, 1990. p. 86.