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Crítica social e melancolia em Caio Fernando Abreu
Luana Teixeira Porto (UFRGS )

A obra de Caio Fernando Abreu tem sido considerada uma literatura que explora a vertente social a partir da elaboração de experiências humanas que redimensionam a noção de sujeito e representação. Para Flora Sussekind, por exemplo, a produção do escritor gaúcho sobre a violência do período militar no Brasil distingue-se de outras obras voltadas para o mesmo enfoque por apresentar "maior elaboração literária para as cenas de tortura e violência cada vez mais freqüentes na literatura dos anos 70" 1. Mesmo quando usa a História como pano de fundo ou, no dizer de Fischer, quando usufrui da História "no próprio sentido do verbo: tendo a posse e o gozo de coisas que não se pode alienar nem destruir" 2, Caio cria personagens e situações que a um só tempo remetem à condição humana de modo geral e também à experiência particular. Os contos da antologia Morangos mofados são exemplares dessa tendência de associar o geral e o particular.

Esta obra , que conferiu ao autor reconhecimento nacional, configura-se como uma manifestação literária que representa anseios e perspectivas sociais de personagens cuja necessidade de fazer uma avaliação de seus próprios princípios político-ideológicos e projetos mostra-se evidente. A obra faz referência a um período ainda marcado por repressão, embora a transição do regime militar para o democrático começasse a se firmar. Produzida num contexto autoritário, em que censura e perseguição eram constantes, a obra de Caio Fernando Abreu discute a repressão, representada tanto na problematização de ataques físicos quanto na de agressões morais.

Nesta coletânea, encontramos alguns contos cuja temática é o homoerotismo, outros cujo ponto central é a repressão política ou o processo de escrita. Suas formas também não são homogêneas: deparamo-nos com narrativas construídas com estrutura linear, outras com estrutura fragmentária, num constante entrecruzamento de formas, estilos e linguagens. O lirismo está presente na prosa e o drama caracteriza o tom de algumas histórias da obra. A linguagem considerada vulgar é colocada no mesmo plano da culta. Sob o signo da diversidade e da pluralidade, tanto em recursos estéticos quanto em caminhos de leitura e interpretação, a coletânea de contos se apresenta como um desafio ao leitor.

Este trabalho concentra-se na reflexão sobre o conto Os sobreviventes, que é representativo de Morangos mofados . A narrativa caracteriza-se como uma produção literária marcada pela crítica a posturas repressivas e posições ideológicas opressoras. A repressão e as implicações psicológicas resultantes da violência física e moral forçam a substituição da narrativa linear por uma fragmentada. Descrições da crise dos personagens são entrelaçadas a lembranças de um passado recente e a perspectivas do tempo porvir num único bloco, que traz também os diálogos descontrolados de um homem e de uma mulher cansados de resistir.

O conto de Caio distancia-se de textos tradicionais em que sempre há um narrador que nos conta uma história e nos apresenta os personagens com contornos nítidos, indicando caminhos de leitura e apontando circunstâncias, cenários e temporalidades que configuram o universo ficcional. Os sobreviventes rompe com a estrutura clássica da narrativa: o narrador desaparece, os personagens são estranhos, o espaço é irreconhecível ou ausente e o tempo é flutuante. O texto é denso, embora curto, e a interação do leitor com a narrativa é fundamental. Tais peculiaridades do conto em questão, segundo Isabella Marcati, são próprias das narrativas do autor:

 

Encontramos, em seus textos, uma economia lingüística que equaciona desperdício discursivo e concisão narrativa. Por um lado, as personagens de Caio falam demais. Protagonistas de crises existenciais, elas são, muitas vezes, verdadeiros porta-vozes das bandeiras políticas e individuais de seu tempo. Por outro lado, as passagens, na narrativa, são velozes: saltam de um momento a outro sem deixar rastros das mediações do pensamento. Essa operação literária resulta na rapidez de estilo e no estímulo da memória do leitor como peça fundamental da estratégia forjada pelo autor. O leitor vê-se obrigado assim a focalizar as questões que estão em jogo para não perder o fio da história. 3

 

Na narrativa de Caio não há uma preocupação em apresentar os fatos segundo uma ordem absoluta com aparente relação com a realidade sensível; os fatos seguem uma outra ordem, a ordem da subjetividade e da lógica da consciência dos personagens. Nesse sentido, os discursos parecem emergir diretamente da consciência, num fluxo contínuo que oscila entre convicções e idéias, fala e pensamento:

 

você vai curtir os seus nativos em Sri Lanka depois me manda um cartão-postal contando qualquer coisa como ontem à noite, na beira do rio, deve haver uma porra de rio por lá, um rio lodoso, cheio de juncos sombrios, mas ontem na beira do rio, sem planejar nada, de repente, sabe, por acaso, encontrei um rapaz de tez azeitonada e olhos oblíquos que. Hein? claro que deve haver alguma espécie de dignidade nisso tudo, a questão é onde, não nesta cidade escura, não neste planeta podre e pobre, dentro de mim ? 4 (grifos nossos)

 

A referência ao mundo imperfeito neste fragmento é significativa da tendência melancólica de Caio Fernando Abreu, como sublinharemos posteriormente. Essa forma de representação da fala e do pensamento do personagem implica na limitação do trabalho de um narrador que, tradicionalmente, ocupava-se em relatar as experiências psíquicas dos personagens e em transmitir seus pensamentos. No conto de Caio esse narrador tradicional não tem espaço; os personagens encarregam-se de desenrolar a "trama", através de seus diálogos ininterruptos e divagações subjetivas. De acordo com reflexões de Anatol Rosenfeld, a tentativa de reproduzir este fluxo da consciência condiciona o desaparecimento ou a omissão do intermediário, isto é, do narrador. 5

A eliminação do narrador clássico confere ao texto uma outra particularidade. A seqüência lógica perde-se em meio aos relatos e diálogos dos personagens, o princípio de causa e efeito e o encadeamento de início, meio e fim tomam outros contornos e a estrutura do conto revela-se fragmentária e transgressora. As declarações e as falas dos personagens são sinal dessa fragmentação, uma vez que não há uma ligação lógica de ordenação das idéias e os assuntos são misturados numa espécie de caos:

 

não é plágio do Pessoa, mas em cada canto do meu quarto tenho uma imagem de Buda, uma mãe de Oxum, outra de Jesuzinho, um poster de Freud, às vezes acendo velas, faço reza, queimo incenso, tomo banho de arruda, jogo sal grosso nos cantos, não te peço solução nenhuma, você vai curtir os seus nativos de Sri Lanka depois você me manda um cartão-postal contando qualquer coisa como ontem à noite, à beira do rio, deve haver um rio por lá. 6

 

A ausência de uma explicação sobre os motivos que desencadearam a crise dos personagens também contribui para essa descontinuidade dos elementos de causa e efeito. A perda de uma seqüência lógica dos fatos narrados é intensificada na narrativa através da suspensão do padrão lingüístico de escrita e da supressão de parágrafos. Nesse caso, são abolidas vírgulas, algumas frases são terminadas de modo a deixar incompleta uma idéia e o texto é apresentado em um único bloco. No entanto, essas rupturas com o modo clássico da narrativa não implicam a perda da lei de causa e efeito, pois esta se mostra de outra forma, intencionalmente desorganizada e desprovida, aparentemente, de coerência.

A transgressão característica da forma narrativa do texto manifesta-se não só na eliminação do narrador clássico e do encadeamento lógico, mas também na sua estrutura formal e linguagem. Como já dissemos, o texto é constituído em um só parágrafo, o que contraria a visão tradicional de texto organizado e segmentado com certa coerência. Há efeitos lingüísticos, como o uso de hífens separando sílabas de uma palavra e alongamento de uma sílaba sonora pela repetição de letra (claaaaaaaro), e mescla vocábulos cultos e vulgares. Estes recursos dão o tom do texto, colaboram para um efeito de estranhamento numa leitura inicial, o qual, aos poucos, vai sendo reconhecido como estratégia narrativa. Uma questão surge neste sentido: como falar de horror sem chocar?

Para Theodor Adorno, o grande artista é capaz de reconhecer os conflitos sociais e representá-los artisticamente de forma a torná-los perceptíveis na própria obra de arte, o que pode resultar numa dificuldade de expressão 7. As rupturas com os modos tradicionais de composição verificadas na obra de Caio Fernando Abreu representam impasses sociais, como o problematizado em Os sobreviventes. A tentativa de representar o "mundo bruto" em que não há liberdade de expressão nem possibilidade de realização pessoal é a motivação da forma. Daí a adoção de um estilo que foge do padrão clássico e que se afasta de uma tela realista tradicional.

A transgressão também se mostra na atitude dos personagens (cuspido e vômito, nojo e náusea), na opção sexual 8, nas suas leituras, nas músicas que ouvem. É extremamente interessante a relação dos personagens com as leituras que citam: Marx, Marcuse, Reich, Castañeda, Laing. Marx critica o capitalismo, o valor de uso e de troca instaurado em sociedades capitalistas, opondo-se a uma ideologia dominante que perpetua as regras do mercado. Marcuse é um dos membros da Escola de Frankfurt e tem estudos na área da psicanálise, seu pensamento engloba a defesa de transformações revolucionárias tanto nas instituições sociais como nas atitudes do homem (inclusive na questão da sexualidade), o qual deve se livrar de convenções que o controlam. Reich é também da área da psicanálise e acredita que o orgasmo tem papel político, no livro "A função do orgasmo", defende a idéia segundo a qual a revolução social só é possível através da revolução sexual. Castañeda está ligado ao universo das drogas e defende a libertação do pensamento tradicional, propondo interpretações alternativas do mundo. Laing faz parte da chamada Literatura Alternativa.

Todos estes autores citados possuem uma visão contrária a um pensamento dominante, são posições que buscam transgredir "leis" estabelecidas seja no plano econômico ou político, seja no sexual e social. A referência à Ângela Ro-Ro (Para ler ao som de Ângela Ro-Ro, como indica o subtítulo do conto), Joplin e a Chopin também configura a estética da transgressão. Ro-Ro é uma cantora polêmica que tem várias canções cujas letras apresentam uma percepção incomum sobre a sexualidade e, como diz Marcati, é uma "ex-roqueira, bluseira underground, [que] poderia ser uma personagem típica de 'Os sobreviventes'" 9. Joplin é uma roqueira de voz rouca considerada símbolo da subversão. Chopin é compositor clássico de música erudita.

Tanto o caráter subversivo de escritores e músicos citados quanto a mistura provocada pela colocação de música popular com erudita lado a lado são elementos que fortalecem a perspectiva da transgressão do conto, uma vez que tais referências apontam para uma "visão de esquerda" e para uma possibilidade de resistência a postura e pensamento conservadores. Além disso, a forma como os personagens se relacionam com tais obras já indica uma posição de liberdade e repulsa è repressão.

A situação apresentada em Os sobreviventes dirige-nos para a percepção da dor, da violência e da vontade de resistência de dois militantes cuja força para contestação política e social foi enfraquecendo com o tempo e especialmente com a imposição vigorosa da repressão ditatorial. Alusões a formas de exercício do poder e da opressão marcam o diálogo dos personagens, principalmente o da mulher, que desabafa suas angústias, seus medos e também parte de sua história de forma a cortar a fala do companheiro. É através do discurso do personagem feminino que a problematização da experiência de violência e da impossibilidade de superação da crise atinge um ponto de intensa dramaticidade:

 

Eu peço um cigarro e ela me atira o maço na cara como quem joga um tijolo, ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, a velha angst , saco, mas ando, ando, mais de duas décadas de convívio cotidiano, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, ah não me venha com essas histórias de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, eu nunca tive porra de ideal nenhum, eu só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista capitalista, eu só queria era ser feliz, cara, gorda, alienada e completamente feliz. (...) eu te olhava entupida de mandrix e babava soluçando perdi minha alegria, anoiteci, roubaram minha esperança enquanto você, solitário & positivo, apertava meu ombro com sua mão apesar de tudo viril repetindo reage, companheira , reage, a causa precisa dessa tua cabecinha privilegiada, teu potencial criativo, tua lucidez libertária e bababá bababá. As pessoas se transformavam em cadáveres decompostos à minha frente, minha pele era triste e suja, as noites não terminavam nunca, ninguém me tocava, mas eu reagi, despirei, voltei a isso que dizem que é normal, e cadê a causa, meu, cadê a luta, cadê o pó-ten-ci-al criativo? 10

 

O excerto sintetiza a perspectiva frustrada que assola os personagens no decorrer da narrativa, já que eles são, como o título do conto indica, sobreviventes de uma elite intelectual consciente de seus "fracassos". Nesse sentido, a voz da mulher sublinha uma tentativa malograda de resistir, pois, como ela diz, "tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma?" 11 O reconhecimento da impotência em subverter a ordem vigente acentua o impacto da experiência, que é traumática para os personagens, e indica uma visão pessimista da vida social.

A leitura da narrativa direciona a uma interpretação do conto: o sujeito (expresso pelos personagens que fazem parte das histórias dos contos), descentrado de um ambiente social "normal" (ou convencional?) e impossibilitado de exercer sua liberdade individual e assumir ostensivamente suas posições, lamenta a impossibilidade de concretização dos ideais de resistência e liberdade. O texto marca a distância entre o mundo projetado pelos personagens e o mundo experimentado por eles. O desencanto com a situação vigente é manifestado por declarações dos próprios personagens, como é possível perceber na referência à "cidade escura" e ao "planeta pobre e podre" em que habita o sujeito. Essas expressões são sintomáticas da condição existencial dos personagens e a ênfase ao mundo das sombras indica um estado melancólico.

Moacyr Scliar 12, em estudo sobre a melancolia, afirma que a melancolia é uma constante na sociedade brasileira, embora nosso país tenha criado antídotos, como o Carnaval, o futebol, o humor e outras festas populares, para minimizar a tristeza. Fazendo a recuperação do contexto sócio-político da Europa no período clássico e no Renascimento e do Brasil desde 1500, Scliar apresenta concepções sobre a melancolia em diferentes momentos da história ocidental, mencionando textos médicos, bíblicos, literários que abordam a melancolia. Como ponto central de discussão, o autor questiona se a melancolia tem um caráter cíclico e ignora fronteiras espaciais e culturais ou se é um fato isolado de uma determinada comunidade. A resposta é afirmativa para a primeira hipótese. É a partir desta premissa que o autor vê a melancolia no Brasil: a chegada de portugueses com a imagem da saudade e com o sentimento melancólico resultante do desaparecimento de Dom Sebastião, aliada a outras tristezas brasileiras e latino-americanas, são motivos para se projetar a tristeza no trópico.

O autor defende a tese de que o sentimento melancólico no Brasil institui-se graças a um conjunto de traços sombrios: pestes (sífilis, cólera, febre amarela), transformações sócio-políticas turbulentas, condição de "inferioridade" brasileira (caracterizadas pela difusão de idéias racistas), tristeza indígena (considerados bons e maus selvagens e o próprio genocídio das tribos), tristeza dos negros (intensificada pela escravidão), tristeza latino-americana (situação de dominação). Toda essa conjuntura, aliada à pobreza e a precariedade da condição humana, expressam uma visão desanimada, pessimista e antiufanista do Brasil. Tal perspectiva, segundo Scliar, aparece em Lima Barreto e Machado de Assis.

A narrativa de Caio Fernando Abreu pode ser vista como uma literatura que marca uma visão negativa da experiência social no Brasil, especialmente se considerarmos a representação da situação social e humana dos anos de chumbo. O conto Os sobreviventes assinala a "cidadania de ficção" a que alude José Antônio Segatto 13 ao se referir a condição humana na sociedade autoritária brasileira. Isto sem considerarmos outros contos de Caio, que retomam o questionamento do modelo de conduta moral ao tratar da sexualidade. A melancolia no conto do escritor aparece na sua mensagem sombria e na constituição mórbida dos personagens, a qual acentua a rejeição dos padrões convencionais para comportamento e a condenação das atitudes repressivas, que são representadas pela ação do Estado e de seu sistema autoritário. Além disso, a impotência dos sujeitos, anônimos, é outro fator que gera melancolia.

A desilusão que norteia a visão dos personagens acerca dos projetos de vida, valores e posturas da sociedade como um todo representa, por extensão, uma tristeza característica da sociedade brasileira, ou ao "mal-estar" decorrente do desgaste das utopias e das "ilusões perdidas", para usar expressões de Fernando Arenas 14. Uma melancolia que é conseqüência de experiências problemáticas e conflitos da sociedade brasileira, como os abordados no conto de Caio Fernando Abreu, conflitos que atingem o sujeito e que o enfraquecem. É importante ressaltar que o discurso fragmentado que caracteriza o conto Os sobreviventes está em consonância com a visão melancólica do texto na medida em que experiências de violência e repressão moral têm impacto no processo de representação literária. A leitura desse conto ilumina também a leitura da obra como um todo. Analogamente ao título da obra de Julia Kristeva sobre depressão e melancolia, "Sol negro", o brilho e a escuridão, Morangos mofados remete ao impasse entre a atividade e a inação, entre o projetado e o vivido, entre a esperança e a desilusão.

 

SUSSEKIND, Flora. Literatura e vida literária - polêmicas, diários e retratos . Jorge Zahar Ed. Rio de Janeiro. 1985. Pág. 47.

FISCHER, Luís Augusto. Desenho de uma geração. In: __. Para fazer diferença . Ed. Artes e Ofícios. Porto Alegre. 1998. Pág. 82.

MARCATI, Isabella. Cotidiano e canção em Caio Fernando Abreu . São Paulo. 2000. (Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade de São Paulo). Pág. 10.

ABREU, Caio Fernando. Os sobreviventes. In: __. Morangos mofados . 9.ed. Companhia das Letras. São Paulo. 1995. Pág. 19-20.

ROSENFELD, Anatol. Reflexões sobre o romance moderno. In: __. Texto/contexto I. Perspectiva. São Paulo. 1996. Pág. 83-84.

Abreu, Op. cit. Pág. 18.

ADORNO, Theodor. Teoria estética . Ed. 70. Lisboa. 1970. Pág. 16.

O sentido de transgressão aqui provém de uma ruptura com os padrões morais e sociais legitimados pela sociedade conservadora e patriarcal. A opção sexual é um forte elemento de transgressão, porque, conforme os estudos de David William Foster, a única prática sexual aceita em sociedades como a nossa é a heterossexual (FOSTER, David William . Producción cultural e identidades homoeróticas - teoría y aplicaciones. Editorial Universidade Costa Rica. San José. 2000).

Marcati, Op. Cit. Pág. 94.

Op. Cit. Pág. 19-20.

Op. Cit. Pág. 21.

SCLIAR, Moacyr. Saturno nos trópicos - a melancolia européia chega ao Brasi l. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

SEGATTO, José Antonio. Cidadania de ficção. In: SEGATTO, José Antonio & BALADAN, Ude. Sociedade e literatura no Brasil. Unesp. São Paulo. 1999.

ARENAS, Fernando. Estar entre o lixo e a esperança: Morangos Mofados de Caio Fernando Abreu. Brasil/ Brazil . Porto Alegre , Ano 5. nº 8, 1992.