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Intersecções entre o político e o literário no conto contemporâneo
Edilene Fernandes (UNESA/S. J. do Rio Preto)
Este trabalho procura avizinhar horizontes díspares, mas, ao mesmo tempo, conseqüentes como o da política e o da literatura, quando aproxima o estudo das estruturas retóricas que formam a base dos pronunciamentos presidenciais de posse, desde 1964 e alguns dos contos produzidos durante o período militar brasileiro. Levando-se em consideração os discursos proferidos desde o golpe militar, em 1964, até o primeiro discurso de FHC, em 1990, propomos apresentar alguns pontos de intersecção e distanciamento entre esses discursos e as características de realismo-fantástico e realismo-estranho presentes em alguns contos contemporâneos.
A trajetória dos discursos de posse demonstra uma estreita afinidade com a ficção, como denota sua marcada pontuação por figuras de linguagem e seu apelo ao pathos : os discursos eram e são elaborados por articulistas como André Singer, Celso Amorim e Luiz Dulci, no caso de Lula. É interessante notar, entre eles, ainda, a similaridade marcante entre os arcabouços que constituem cada um. Raramente o orador foge do modelo que percorre, na maioria dos casos, o exórdio como engrandecimento da figura do governante anterior e a ênfase sobre sua escolha ou eleição, por exemplo.
A argumentação (partitio ou narratio ) em Castello Branco fixa o significado da revolução e essa característica passará a se tornar uma tendência nos textos de Costa e Silva, Médici e Geisel. Collor é o presidente que melhor encarna essa característica. Ainda que a evolução temporal tenha facilitado a abertura dos regimes, cumpre avaliar que esse processo se inicia por reivindicação do público e que tem suas primeiras manifestações no governo de Ernesto Geisel.
Analisando os textos pela subdivisão da refutação ( refutatio ) constatamos que os inimigos governamentais se alteram com o decorrer do tempo. Durante os quatro primeiros discursos podemos identificá-los como sendo os agentes reacionários, contra os quais a violência era usada como resposta e como forma de combate. Em Collor, o chamado inimigo, toma a roupagem da classe na qual o seu governo não é aceito. O objetivo de modernização é a arma, é o argumento mais forte na luta contra essa classe. A força física transmuta-se, então, em força argumentativa.
Percorrendo a subdivisão intitulada conclusão ( conclusio) , percebemos uma tendência dos oradores em reiterar o seu preparo para o cargo. Assim acontece com Castello Branco e Costa e Silva e se repete em Collor. Em Médici e Geisel, essa tendência toma o rumo da ameaça e a conclusão, nestes discursos, vem como a última mensagem a favor da contenção das manifestações de oposição.
O conceito de intertextualidade concerne ao processo de construção, reprodução ou transformação do sentido e pode se dar através de três variações: pela citação, pela alusão e pela estilização. A citação ocorre quando um discurso repete idéias, isto é, percursos temáticos e/ou figurativos de outros 1. O caminho comparativo até entre os textos de posse esboça algumas tendências discursivas que se repetem, e outras que se transformam, entre as falas dos oradores ao longo de 26 anos de governos. Destacamos, entre elas, a ênfase nos percursos temáticos de moralização, de manutenção da ordem e de modernização.
Dentro da trajetória dos contos procuramos analisar aqueles que, pelo caráter mais crítico-realista, urbano, como alguns contos de Dalton Trevisan ou de Rubem Fonseca, ou realista-fantástico, como em J.J.Veiga ou Otto Lara Resende, oferecem ao leitor uma crítica velada aos discursos autoritários e lacunares do período da ditadura militar brasileira.
A escolha pelo conto se dá por razão de sua expressão condensada e potencial que faz desse tipo de narrativa moderna uma busca incessante pelo sintético. Concisão textual e vigilância vocabular para expressar uma criticidade mais latente ou travestida pelos artifícios da marginalidade em relação ao real. Isto não significa dizer que não haja qualquer influência do momento político em Clarice Lispector ou em Murilo Rubião. Para isso, os contos mais marcadamente realista-contemporâneos expressam mais intensamente suas características de negação ou alienação, sua liricidade crítica, à primeira vista despretensiosa, mas carregada das significações que, muitas vezes, somente habitam o mundo narrável e a sua relação com a realidade aparentemente disforme em que vivemos. Essas relações se estreitam por meio dos signos, das figuras de linguagem, das relações de intertextualidade.
Assim, o conto fantástico, o conto estranho e o conto real-maravilhoso podem ser vistos como uma nova atitude do narrador diante do real por meio da inquietação ou do encantamento, ou ainda, como uma certa recusa em tomar a realidade como instrumento de distância para julgar a moral comum. A realidade deixa de ser realidade para ser um discurso sobre ela.
Além disso, esses contos promovem um aproveitamento estético dos debates culturais de seu tempo e denotam profundas vinculações com a conjuntura ideológica e social, revelando assim que as abstinências também podem se revelar como denúncias ou como protestos velados.
O ciclista foi publicado em 1968, no auge do segundo governo militar de Costa e Silva (1967-1969). O objetivo maior do governo de Costa e Silva era humanizar a "revolução" militar de 64 e, por isso, teve boa aceitação pela população. Mas suas posições políticas radicais provocaram grande pressão de estudantes e sindicatos. Tal discurso não aborda os termos comumente explorados nos discursos políticos, não especifica os planos futuros do governo, não inclui a participação popular, ainda que apenas como medida enfática. A simbologia do discurso de Costa e Silva prende-se ao passado, ao engrandecer a figura do ex-presidente, e quando aborda sua participação no governo de Castello Branco, para justificar seu preparo ao cargo. Por outro lado, não há preocupação com o apagamento de qualquer lacuna entre o social e o político. Trata-se de um discurso que verbaliza exatamente as prioridades primeiras do regime naquela fase: manutenção daquela forma de poder e o seu preparo para fazê-lo. O mesmo podemos dizer do discurso de Castello Branco. Com características de grandiloqüência, Costa e Silva reconta o passado através de uma narrativa que tem muito de ficção, principalmente porque evita a confrontação com o público, excluindo-o de sua enunciação, e atendo-se apenas aos pontos que lhe são mais convenientes citar: o governo anterior e sua experiência ao lado dele.
À humanização proposta por Costa e Silva opõe-se a descaracterização do ser humano em Dalton Trevisan. Personagem imobilizado no tempo e no espaço pelo eu-poemático, José , protagonista de O ciclista não é dono de suas falas, na mesma proporção em que a busca pela sobrevivência determina o quanto de liberdade tem nas mãos. À falta de temporalidade em O ciclista , a atenção do leitor ruma para a ação. Ação sobreposta ao tempo. Fazer é mais importante que tudo o mais.
Dentro do mundo capitalista, florescendo aos olhos de Dalton, o principal outdoor destaca a frase: somente o trabalho enriquece. As cidades de Dalton respondem com uma pergunta pairando sobre os seus ares poluídos: qual a expectativa de ascendência social para a grande massa da qual José é símbolo? A metáfora da bicicleta visualiza a imagem da salvação que ela representa. A transcendência baseada no desenvolvimento da máquina. Ao longo da narrativa ela se transmuta da catacrese guidão para a metáfora lâmpada de Aladino , para bicicleta ao ombro, para parte de seu próprio corpo ( touro e toureiro ) e para pássaro , somando-se assim os cinco parágrafos de que se compõe o conto. De parte representativa do objeto, a bicicleta se ascende a algo mágico, no segundo parágrafo, a algo leve no terceiro, a parte de seu próprio corpo no quarto parágrafo e a símbolo de liberdade, no quinto. Progressão e superposição da máquina sobre o homem que é inversamente proporcional à sucumbência de José.
A proximidade entre homem e animal se intensifica pelo uso do verbo morde em lugar de pica . Na mesma imagem convivem a incansável natureza do escravo, se nos remetermos ao sistema de castas das abelhas, e o lado grotesco do ser humano em luta contra o absurdo que o faz diferente do mundo, dos outros, o que pode denotar uma possível influência kafkiana.
É caça e caçador, homem e máquina. De nenhum dos cinco parágrafos, provavelmente alusivos às diversas fases de desenvolvimento do personagem (infância, adolescência, juventude, velhice e morte), ausenta-se a presença da ação da máquina sobre o homem. De objeto utilitário a ícone de competição com a natureza humana a bicicleta pode ser o símbolo da modernização tão cara aos anos 60 e 70.
É do discurso tecnocrático que vemos brotar O ciclista, como um instantâneo de insatisfação diante do milagre brasileiro tão difundido pelos governos militares. Agigantam-se, no conto, fendas sócio-políticas e sócio-culturais à medida que tece seu paralelo entre a importância do homem e a importância do desenvolvimento do país. José e a bicicleta. O homem e a máquina. A sociedade e o progresso do Estado.
Uma abordagem muito parecida podemos encontrar em A máquina extraviada , de José J. Veiga O interesse e a admiração por uma máquina deixada na praça aumenta à proporção de atribuem a ela alguns milagres. A máquina não tem serventia alguma, mas o fato é que a população passa a temer perdê-la, tamanha a aceitação e incorporação do objeto à realidade do pequeno lugar.
A alusão ao período do militarismo brasileiro é percebida na noção da dependência que os cidadãos desenvolvem a algo que lhes é estranho e até inútil. O misto de medo e respeito que as classes sociais (vigário, prefeito, cidadãos) cultivam em relação à máquina remete ao temor suscitado pelo regime militar após o golpe de 64. Veja-se, por exemplo, o trecho em que o caixeiro da loja prende uma das pernas na engrenagem da máquina. Ao retira-lo de lá a preocupação não se dava sobre o ferimento do rapaz, mas sobre o possível dano à máquina. Mutilado por ela, o caixeiro perde o emprego e passa a servir à máquina, cuidando das partes mais baixas dela, numa evidente alusão à reverência ao poder militar em detrimento do bem-estar do povo.
O título do conto reverbera o descompasso entre o governo e a forma de gerir a máquina do Estado, ao mesmo tempo em que remete à supervalorização que os governos militares atribuíram ao crescimento do país durante aqueles anos. Aproximemos o discurso de Costa e Silva sobre esse tópico:
A arrancada para o desenvolvimento econômico, pela elevação moral e educacional, material e política, há de ser o centro das preocupações do Governo. Com esse objetivo, o Estado não será estorvo à iniciativa privada, sem prejuízo, porém, do imperativo da justiça social devida ao trabalhador, fator indispensável à nossa prosperidade. Até porque, estou entre os que acreditam nos benefícios de uma constante evolução, capaz de integrar, em melhores condições de vida, o número, cada vez maior, de brasileiros, muitos deles infelizmente ainda afastados das conquistas da civilização.
Ainda percorrendo essa linha de valorização do desenvolvimento acima de tudo, o conto O exterminador , de Rubem Fonseca, carrega a tinta no traço tragicômico com o qual desenha as seções de tortura dentro de uma sociedade marcada pela falta de liberdade, pela perseguição, bem à maneira dos filmes de 007. Ficção se mistura à realidade para questionar a realidade do que se passava durante os anos do governo militar. A artificialidade e a comicidade da narrativa do conto de Rubem Fonseca lembram o romance-mosaico Reflexos do Baile , de Antonio Callado. Diferentemente da maioria das narrativas sobre os anos de repressão, Reflexos do Baile consegue despertar o leitor para uma acachapante realidade, muito semelhante à exploração que Rubem Fonseca realiza em O exterminador : além de perseguidores e perseguidos existe um pobre Brasil sem rumo 2.
Tanto quanto em O ciclista , Bonde tem como matéria o real enquanto efeito discursivo. O insólito, ao contrário dos contos fantásticos, está presente na construção da narrativa e não pede deciframento nenhum ao leitor 3. Ao ler O ciclista ou Bonde , por exemplo, o leitor jamais confunde a atmosfera espaço-temporal abordada neles, porque ela é seu próprio habitat, seu locus vivendi .
Em Bonde , ainda que realidade e sonho se entrelacem, é o discurso mais próximo ao que vivenciamos, aquele que apela aos nossos sentidos. Entre o discurso do pirata se balançando dentro da embarcação e do comerciário se segurando no longo trajeto de bonde para casa, fica um gosto acre de desigualdade e de impossibilidade de ascensão social.
A alusão ao trecho da Odisséia, de Ulisses, engrandece a narrativa para, em seguida, atirar-nos à terra: a Odisséia narra a história da saída do herói de Tróia, saqueada então pelos príncipes gregos. A ele se juntam o pirata, o comerciário e o leitor. Todos em busca de abrigo em meio a uma grande viagem que pode ser até grandiosa (figura de Ulisses) e aventureira (figura do pirata), mas que jamais será outra que não a minha ou a sua. E as pontes que fazemos com essa narrativa real-maravilhosa são, basicamente, a condição de eterno viajante do trabalhador brasileiro, a noção de estarmos em tais condições por injustiça social (Tróia saqueada pelos príncipes gregos) e a impossibilidade de mudanças na pirâmide social:
Morte aos barões cornudos! Desfralda no crepúsculo o seu grito de guerra. Todo velhote é um canhão de museu, sente gana de afogar o Corsário Mão-de-Gancho que não o deixa se fazer ao mar...Arrasta a corrente da âncora que enleia a partida: piedade filial, temor a Deus, devoção à pátria (in Bosi, 1997, 187-8).
A impotência diante da conquista da donzela no cais, genial leitura da garota no outdoor, traduz a impotência do comerciário diante dos bens que o circundam. A retórica barroquista de que fala Chiampi 4 está presente, em Bonde , em alusões como o episódio bíblico sobre Jonas e a baleia: Em vão jogava em maré de barataria, o bonde que chega abriu a goela de baleia, onde Jonas esperava por ele com um barril de rum. Por meio da associação com o texto da Bíblia Sagrada, a imagem do bonde abrindo as portas para receber o passageiro lembra a imagem da baleia que engoliu o profeta Jonas e o manteve simbolicamente lá por três dias, numa alusão à salvação que, séculos à frente, Jesus Cristo traria ao povo. Retoricamente, a imagem promove uma releitura do sagrado e da esperança de melhoria. Ser engolido pelo bonde nada tem de positivo. Ao contrário, a imagem nos choca por expressar exatamente o inverso. Não haverá salvação séculos à frente, pois o sistema tende a ser sempre o mesmo. Ou seja, entrar num bonde todos os dias é reavivar a eterna situação de impotência diante de um regime econômico que lhe impede o crescimento, a ascensão.
O conto explora uma maneira de expressão neo-realista que se choca com o discurso utópico de Castello Branco, em 1964. Àquele aparato narrativo que objetivava a aceitação da população para o golpe militar perpetrado naquela data, opõe-se o discurso, até certo ponto irracional, do conto de Dalton. Percebe-se, portanto, que nossa análise, até agora, permite avistar muito mais as oposições que as proximidades. A literatura mostra-se, então, como uma recusa do real. Trata-se, muito mais, de silenciar sobre o real por meio de uma maneira supra-realista de se expressar, tirando proveito da matéria reduzida de sentidos para produzir uma gama renovada deles.
Assim, àquela língua-de-espuma 5 dos discursos presidenciais que não ecoam sentidos, que não ressoam e não se comprometem com a realidade, opõe-se uma filosofia de sentidos dentro dos contos, que se multiplica, que permite um trânsito ilimitado. Não se trata, portanto, de apresentar uma visão realista da sociedade, retratando-a nas suas mazelas sócio-econômicas do momento, mas de promover uma releitura do real por meio da negação, do silêncio, das técnicas barroquistas de expressão, como as comparações, as referências eruditas ou as citações intertextuais.
Podemos estabelecer a possibilidade de uma dimensão política do silêncio, não como forma de calar explicitamente, mas de dizer "uma coisa", para não deixar dizer outras. O silêncio seria assim visto como processo de significação, o que nos remete à noção de interdiscurso, formulada por Pêcheux, como conjunto do dizível histórica e lingüisticamente, cujos sentidos devem ecoar, devem se desdobrar entre as diferentes formações discursivas.
Assim, a censura se constrói como fato discursivo à medida que sujeito e sentido se constituem ao mesmo tempo. O resultado desse processo para o discurso político é que não haverá trânsito entre orador e discurso e, da mesma forma que há uma barreira transitória entre essas duas instâncias, há também uma proibição ao sujeito em ocupar certos lugares ou posições 6.
Em Viva la pátria, Otto Lara Resende verbaliza a trajetória do herói cujo enfoque é da situação e não da oposição, ao falar da carreira política de um militar que se ascende ao poder. Ainda que o título nos remeta a uma realidade latino-americana outra, não há como ignorar a semelhança com o percurso de alguns dos presidentes da ditadura militar brasileira, algo como um misto de GetúlioVargas e Figueiredo ou Geisel, o qual liderará o país após um certo golpe. Ao contrário dos outros contos aqui analisados, a ótica aqui é a do vencedor e o estilo que se faz presente nele é essencialmente o realista, nos seus jogos rápidos de narração e na visão opressora e violenta do sujeito.
Esse conto é um ótimo exercício do caminho contrário da literatura produzida sob os auspícios da opressão e da melancolia do autoritarismo. O silêncio se faz presente nele na medida de nossa impossibilidade em entender o herói, em conhecê-lo melhor. Há uma falta de eco, de trânsito de sentidos, de aceitação do discurso do outro, perceptível na incomunicabilidade com o único membro de sua família: sua esposa. As referências em língua espanhola funcionam como um índice de distanciamento de nossa cultura, mas também ressaltam um descompasso entre o comando e os comandados, expresso no relacionamento débil entre o presidente e a comunidade ao seu redor.
Dentro do autoritarismo o sujeito só pode produzir os sentidos que não lhe são proibidos 7 o que faz da censura um lugar privilegiado para se avistar a relação do sujeito com as formações discursivas que o cercam. Dentro desse processo, a obrigação em dizer x para não deixar dizer y desembocará numa produção de resistência, de opressão. Y, por razão de sobrevivência e até de não aceitação, tomará outros caminhos de significação, quais sejam uma expressão mais melancólica, ou um vocabulário mais técnico, comparações, referências eruditas e até citações de trechos célebres da literatura mundial num movimento de desnaturalização do real 8.
Fiorin, J.L.; Barros, D. L.P. Dialogismo, polifonia e intertextualidade . São Paulo: Edusp, 1999, p. 29-32
Jabor, A. O espelho partido dos anos 70. Folha de São Paulo . São Paulo, 29 dez., 1992, p.8.
Chiampi, I . O realismo maravilhoso . São Paulo: Perspectiva, 1980, p. 59
Chiampi, I. O realismo maravilhoso . São Paulo: Perspectiva, 1980, p. 59
Orlandi, E. P. As formas do silêncio no movimento dos sentidos . Campinas-SP: Ed. Unicamp, 1993, p.102.
Pêcheux, M. Semântica e discurso . Campinas-SP: Ed. Unicamp, 1990, 170 ss.
Orlandi, E. P. As formas do silêncio no movimento dos sentidos . Campinas-SP: Ed. Unicamp, 1993, p. 80-1.
Chiampi, I. O realismo maravilhoso . São Paulo: Perspectiva, 1980, p. 158.