VERSÃO PARA IMPRESSÃO [ VOLTAR ]

La scuola dei dittatori: o discurso e o poder
Doris N. Cavallari (USP/ FAPESP)

A análise de La scuola dei dittatori 1é parte integrante de nossos estudos sobre a obra de Ignazio Silone. O livro foi publicado primeiramente em alemão, como todas as obras do período do exílio Suíço do autor, com o título Die schule der diktatoren , pela editora Verlag de Zurique, em 1938. Entre 1938 e 1952, foi traduzido para o inglês, para o espanhol, para o hebraico e para o português.

Na Itália, a obra revista pelo autor foi lançada pela primeira vez em 1962, como colaboração em capítulos, no semanário Il Mondo , vinte e quatro anos após a primeira edição em alemão. No mesmo ano, o texto completo foi publicado pela editora Mondadori de Milão, na coleção Narratori Italiani . Apesar de constar de uma coleção de narrativas, houve divergência quanto à classificação da obra entre os editores estrangeiros. Os franceses queriam apresentá-lo como romance, mas Silone não concordou e o texto foi apresentado como récit e traité. Ingleses e americanos classificaram o texto como fiction e alemães como essay, mais ao gosto do escritor que sempre se referiu ao texto como um ensaio . La scuola dei dittatori, afirma Vittorio Libera, na introdução da obra (1986), "divide-se entre a reflexão e a fantasia, é um diálogo na acepção clássica da palavra, no qual os falantes discutem por quatorze capítulos sobre o melhor modo de apossar-se do poder" (p. XIV).

A estrutura de La scuola dei dittatori é, então, o diálogo, após o primeiro capítulo em que temos uma cornice ("moldura") , ou seja, a apresentação de um cenário ficcional criado para que os personagens discutam sobre o tema. No primeiro capítulo, o próprio escritor é procurado por um americano, cujo pseudônimo é Mr. Doppio Vu (Senhor W) e que, sendo obrigado a permanecer alguns dias na Suíça por problemas de saúde, gostaria de debater suas idéias políticas. O autor recusa-se a fazê-lo, mas sugere alguém para o seu lugar; um refugiado italiano, cujo pseudônimo é Tommaso il Cinico e que vive às escondidas na Suíça por ter sido "expulso de vários países ditos democráticos" (SD, p.9); Tommaso dedica-se a escrever um manual sobre a arte de enganar o próximo destinado, contudo, aos enganados. Para completar o quadro de personagens, Silone cria o conselheiro ideológico de Mr. Doppio Vu, o professor Pickup, inventor da "pantautologia", ciência cuja fórmula é: "Ninguém pode ser nada além de si mesmo e, portanto, O Estado não pode ser nada além do Estado" (SD,p. 4). Desse modo, o autor apresenta uma reflexão sobre a direita e a esquerda representada pela perspectiva de seus defensores. Cria-se a partir disso a tensão discursiva no texto que se articula entre a refutação e a adesão das idéias por parte dos interlocutores.

Esta comunicação tem como finalidade apresentar alguns aspectos da construção textual e do jogo argumentativo à luz da teoria de Mikail Bakhtin e da concepção de Perelman 2 que, em seu Tratado da argumentação: a nova retórica. (1996), retoma e amplia os elementos básicos da retórica clássica para propor, com sua "nova retórica", que se analise a linguagem não apenas como um meio de comunicação, mas como um instrumento de persuasão e convencimento.

Dentre os conceitos de Bakhtin, interessa-nos, para esta apresentação, duas categorias que constam do capítulo IV, "A pessoa que fala no romance" de seu livro Questões de literatura e estética: a teoria do romance 3(1990). Nele o teórico discute sobre formas de transmissão do discurso e chega a duas modalidades: a palavra autoritária típica das categorias ligadas ao poder (religiosa, política, moral, a palavra dos pais e professores etc) que "exige de nós o reconhecimento e a assimilação, ela se impõe a nós independentemente do grau de sua persuasão interior no que nos diz respeito, nós já a encontramos unida à autoridade" (p.143) e a palavra interiormente persuasiva que "é metade nossa, metade de outrem" e nos revela possibilidades diferentes de significação, é a palavra "determinante para o processo da transformação ideológica da consciência individual" (p. 145). Veremos, pelos diálogos entre Tommaso e seus interlocutores que o militante insiste na figura do ditador moderno como sujeito capaz de usar a palavra autoritária como palavra interiormente persuasiva e, desse modo, conquistar as massas e, então, o poder.

Em outro texto, Marxismo e filosofia da linguagem 4(1992), Bakhtin observa que toda palavra dirige-se a um interlocutor e que o "mundo interior e a reflexão de cada indivíduo têm um auditório social próprio bem estabelecido, em cuja atmosfera se constroem suas deduções interiores, suas motivações, apreciações, etc" (grifos do autor, p.112-3). Se a expressão do mundo interior do indivíduo presume um "auditório social" - que no caso do texto escrito é classificado por Perelman de "auditório universal" -, podemos dizer que a argumentação é inerente à linguagem, pois todo auditório pressupõe um orador.

Perelman, em seu tratado supracitado, observa ainda que a argumentação persuasiva é a "que pretende valer só para um auditório particular e [a] convincente [a] que deveria obter a adesão de todo ser racional" (p.31). O autor discute sobre a variação que pode haver entre os dois termos (persuasão e convencimento), comentando textos clássicos, como A crítica da razão pura de Kant, entre outros. Interessa-nos, contudo, seu ponto de vista sobre a questão de persuadir, enquanto capacidade de fazer aceitar argumentos não apenas pela razão, mas por uma identificação com o orador e seu conceito de convencer, enquanto capacidade de atingir um auditório pela razão, pela lógica argumentativa, mesmo que este seja um "auditório universal" ou ainda, como diria Bakhtin, um "superdestinatário... cuja compreensão responsiva absolutamente justa ele pressupõe quer na distância metafísica, quer no distante tempo histórico. 'Um destinatário como escapatória' " (2003:333 5).

Interessa-nos ressaltar, particularmente, pela análise do texto siloniano, que a argumentação do protagonista militante dirige-se a diferentes interlocutores: os personagens com os quais dialoga e os ouvintes/leitores e possibilita duas leituras distintas, uma vez que Tommaso, contemporaneamente, aconselha o aspirante ditador sobre as atitudes que deve tomar e o discurso que deve assumir - a fim de persuadir a massa a aceitá-lo como líder - e adverte o ouvinte/leitor sobre os perigos de se acreditar em tais atitudes e em tal discurso. Desse modo, trabalha, simultaneamente, com as técnicas de persuasão e convencimento e realiza o seu manual sobre a arte de enganar o próximo.

A discussão entre os protagonistas inicia-se no segundo capítulo, no qual Cínico tem que convencer seus interlocutores de sua capacidade de debater o assunto, já que, sendo um refugiado exilado, é considerado pelo professor Pickup um "prófugo", um "derrotado" e, portanto, incapaz de fornecer-lhe qualquer contribuição sobre como tomar o poder. Tommaso, entretanto, esclarece que sua intenção nunca fora alcançar o poder, mas conhecer seus mecanismos e afirma, ainda, que a ciência política é uma invenção de exilados. Para comprovar sua teoria cita Maquiavel, Montesquieu, Marx e outros exilados ilustres que, a partir da experiência do desterro, criaram suas teorias políticas. O conselheiro ideológico de Mr Doppio Vu "entra no jogo" e começa também a citar personagens e situações, de modo a colocar-se à altura da argumentação de Tommaso. Assim, o Cínico, com seu conhecimento, sua memória e sua capacidade de análise responde às colocações do professor, mostra-se capaz do debate e o desafia, por sua vez, a segui-lo, se puder.

O segundo capítulo determina o posicionamento (ou cronotopo) de cada um dos personagens; Tommaso e o professor Pickup citam vários autores para defender seu ponto de vista, mostram duas leituras diversas de uma mesma situação, espelhando visões quase sempre antagônicas.

A posição do aspirante ditador, que se diz um "homem de boa vontade", também é determinada neste capítulo. Sua preocupação essencial é de como conquistar o poder. Seu interesse pela discussão, justifica-se pela ausência de manuais sobre o assunto. Do diálogo com o militante exilado, ele procura apreender técnicas que o auxiliem em seus propósitos e não parece, em nenhum momento, almejar conhecimentos profundos sobre a filosofia política. O senhor W aborrece-se com o excesso de citações dos dois intelectuais, mas Tommaso adverte:

se o senhor quer se tornar um ditador, deve habituar-se a isso. Uma ditadura é um regime em que, ao invés de pensar, os homens citam. Eles citam todos o mesmo livro que serve de cartilha. Podemos dizer, em nossa defesa, que, ao menos, citamos autores diversos (SD, p 20-a tradução de todos os exemplos é nossa).

 

A finalidade principal do texto é a de estabelecer uma discussão sobre os fenômenos que possibilitam o aparecimento de regimes totalitários, em especial o fascismo e o nazismo. Para tanto, o protagonista militante detém-se, em vários capítulos do texto, em algumas questões fundamentais, como a burocratização dos regimes democráticos, cuja política, no auge da crise, "parece consistir em agüentar bofetadas para não receber pontapés; em suportar o menor mal, em excogitar sempre novos compromissos para atenuar os contrastes e tentar conciliar o inconciliável" (SD, p.37). A sede de poder do ditador e a importância da sociedade de massa são outros "ingredientes" fundamentais para o sucesso dos regimes no mundo moderno. O foco principal da discussão, aliás, é a figura do ditador e sua relação com as massas.

Uma das premissas do orador militante é a de que o ditador seja um homem da atualidade, ligado nos problemas do momento, prático, com um bom instinto e com sede de poder, acima de tudo; mas ele jamais será um intelectual ou um homem de inteligência excepcional. No capítulo VI, "Muitos são os chamados, mas poucos escolhidos", Tommaso esclarece: "para o líder totalitário, a política não é uma carreira, mas uma paixão exclusiva" (SD, p.53). Em muitas passagens, o militante encerra sua fala com axiomas que reforçam seus argumentos e provocam a refutação enfática do prof. Pickup ou alguns comentários de Mr Doppio Vu que, por se encaixar no perfil indicado pelo ativista (quer o poder acima de tudo), raramente discorda dele.

No capítulo XI, que tem por título "Sobre a náusea da vocação totalitária e a nostalgia da vida privada", o militante insiste que "O destino do aspirante ditador é tudo ou nada" (SD, p.115) e elucida seu raciocínio com o exemplo da tentação de Santo Antônio no deserto que, para resistir às tentações do Maligno, fecha os ouvidos às argumentações e recusa-se a discutir, pois

A vocação mística não admite os argumentos do bom senso. Ela é essencialmente inumana e irracional, amor absoluto por Deus. A vocação política, na forma extrema, personificada pelo aspirante ditador, é da mesma natureza (SD, p.116).

 

Neste capítulo, Tommaso e Mr Doppio Vu discutem sem a presença do professor Pickup e o Cínico aproveita a oportunidade para alertar ao aspirante sobre os riscos que o desejo de privacidade pode representar, acrescentando ao exemplo sobre Santo Antônio, outros sobre Lenin, Mussolini e Hitler que quase falharam em suas missões por cederem a crises existenciais, obviamente, de curta duração. A comparação entre a vocação política do aspirante ditador e a do "aspirante à beatitude" justifica o tom exortativo, quase profético, do Cínico para persuadir seu destinatário imediato, ou seja, Mr Doppio Vu, o "homem de boa vontade" que deseja apenas o poder absoluto, sobre a melhor maneira de atingir seus objetivos.

Um dos pontos mais relevantes na argumentação de Tommaso é a questão da civilização de massa como elemento facilitador dos regimes totalitários. A identificação das massas com o chefe de Estado é imprescindível para o sucesso de um regime como o fascista ou o nazista. Desse modo, a tomada do poder não é mero processo de escolha do ditador que hipnotiza a massa e a induz a segui-lo, mas é esta que projeta na figura do ditador suas aspirações e frustrações e o escolhe como seu líder, quando consegue vislumbrar nele a conquista de suas próprias ambições. O Cínico define o ditador como o "eu-ideal de milhões", diz ainda

A partir do momento que se acende a faísca da identificação do líder com a massa, o ditador sente multiplicar vertiginosamente suas forças. A identificação social é precisamente o processo discriminatório que faz emergir o eleito do rebanho dos chamados. O eleito ressurge transfigurado. Ele perde os conotativos individuais e assume os sonhados por milhões de concidadãos. Torna-se, literalmente, o produto individualizado de um irresistível sonho coletivo. Na atual civilização de massa, todos os recursos da técnica contribuem para a exaltação do eleito (SD, p.55).

 

A partir do momento em que se torna o "escolhido", o tirano tem maior liberdade de ação e deve, como afirma Maquiavel, no seu Príncipe, "manter-se amigo do povo", algo que se consegue facilmente "fazendo com que ele se sinta protegido". É necessário ao príncipe, conclui Maquiavel, "que o povo lhe vote amizade; do contrário, fracassará nas adversidades" (2003:167).

Do tirano moderno que vai atuar na sociedade industrial das massas, exige-se mais do que do príncipe do renascimento, pois ele representa o "eu-ideal de milhões" e precisa garantir a autonomia da nação. Autonomia - como lembra Alfonso Berardinelli em seu último livro, L'abc del mondo contemporaneo: autonomia, benessere, catastrofe (março de 2004) - "indica o nosso Si e o nosso Nós, a nossa identidade subjetiva" (p.11). Tommaso afirma em tom que não deixa dúvidas que "o eleito... torna-se.... o produto individualizado de um irresistível sonho coletivo" (SD, p.55), desse modo, o eleito transforma-se, perde sua individualidade, para se tornar a personificação da "autonomia nacional".

O sucesso do discurso de Tommaso deve-se à entoação que ele usa para esclarecer seus pontos de vista ao aspirante ditador. A maior parte das falas do Cínico é elaborada por axiomas, com um encadeamento paratático das frases (como no exemplo acima) e pelo uso freqüente do imperativo, do infinitivo e do futuro com valor imperativo, além do "subjuntivo exortativo". As entoações do protagonista militante alternam-se no texto, segundo a demanda dos interlocutores, em particular, Mr Doppio Vu que se mostra mais interessado em técnicas de ação do que em conhecimento histórico-filosófico e exige do ativista uma "mudança de tom", em diversos momentos do diálogo.

As idéias sobre a ditadura como a arte das citações e também das frases feitas e dos slogans é reforçada durante todo o texto e, especialmente, no capítulo VIII, que tem por título "Sobre a inutilidade dos programas, o perigo das discussões e sobre a moderna técnica para sugestionar as massas". Nele o prof. Pickup e Mr Doppio Vu defendem a apresentação de um programa político elaborado pelo professor e por colegas universitários e intelectuais; o primeiro, o faz por acreditar que a ditadura baseia-se num programa estabelecido por mentes superiores de homens cultos, capazes de dar forma à massa que, como dirá adiante, foi bem definida por Goebbels: "um débil, preguiçoso, vil aglomerado de homens" que ganham forma de povo e de nação por meio da intervenção de um "homem de Estado" (SD, p.91) apto a guiá-los. Mr Doppio Vu, por sua vez, afirma que os custos de tal programa foram muito altos e, portanto, quer aproveitar o programa. Tommaso, entretanto, insiste para que o aspirante ditador registre o gasto com os acadêmicos no capítulo das beneficências e que esqueça o assunto, para reduzir os danos ao mínimo.Ele continua:

Discutir? Persuadir? Seria uma loucura. Um aspirante ditador não deve apelar para o espírito crítico dos ouvintes. Ele seria a primeira vítima. Um líder fascista deve saber levar, inflamar, exaltar seus ouvintes, inspirando desprezo e ódio pelos desocupados que discutem. " As conversas não enchem o estômago", eis um slogan eficaz contra os políticos tradicionais. Tudo o que o líder fascista dirá, será enunciado na forma da evidência, de modo a não possibilitar a menor dúvida ou discussão. Locuções como "pode ser", "talvez", "parece-me", "salvo erro" serão rigorosamente evitadas. Todo convite à discussão será rejeitado. "Não se discute sobre a salvação da pátria", "não se discute com os traidores", "os desempregados esperam trabalho e não palavras", eis respostas que cada seguidor aprovará. Um comportamento diferente seria desastroso (SD, p.79).

 

Neste excerto, como um bom "professor", o Cínico ensina que tipo de discurso "deve" ter o ditador. Ele não pode ter dúvidas sobre os anseios e as necessidades do povo, de modo que as assertivas axiomáticas são as formas ideais para que o tirano consiga a sincronia almejada com as massas. Tommaso fornece alguns exemplos para que o aspirante se livre do constrangimento das discussões. Aconselha, afinal, o aspirante a seguir os critérios de seu conselheiro ideológico, o fundador da "pantautologia", utilizando-se de assertivas tautológicas que, por serem tão evidentes, evitam discussões.

Note-se que o Cínico usa, por sua vez, de frases imperativas para persuadir seu ouvinte, como "deve saber levar" e "serão rigorosamente proibidas", além dos pronomes indefinidos tudo ( tutto ), todo ou cada (ogni ) - freqüentes durante todo o texto - para sintetizar as atitudes que o aspirante "deve ter" para obter o resultado esperado. Tommaso não só recomenda um tipo de discurso, mas também se utiliza dele, apostando nos ideais maniqueístas do aspirante ditador, para quem o poder é um jogo dos extremos, do tudo ou nada.

A argumentação dos três personagens, ilustradas pelas diversas citações, não apenas reflete, mas constrói uma visão do contexto sócio-histórico em que surgiram os fenômenos do fascismo e do nazismo, além de explicitar a ideologia do grupo ao qual pertencem os oradores.

É interessante notar que a opção pela parataxe, pelos axiomas, pelas formas verbais, além das muitas referências a "tudo" e "cada" ( tutto e ogni ) caracterizam o discurso de Tommaso não como uma voz da oposição, apesar de sê-lo. Na verdade, ele dá "fórmulas" para o aspirante ditador chegar ao poder e, ao mesmo tempo, alerta o leitor para não crer nelas. O dialogismo constitui-se, desse modo, não só pela troca de idéias entre os interlocutores imediatos do Cínico, mas também pelo contato com os ouvintes-leitores que devem apreender o não-dito, o contexto extraverbal que requer uma leitura a partir de uma outra focalização ou cronotopo . Silone, como afirma Herling, procurou com sua Scuola dei dittatori "ser o Maquiável dos súditos" 6 (apud Biondi, p.218); seu texto configura-se, então, como afirma Luce D'Eramo, como uma verdadeira "escola da democracia, um texto para se estudar profundamente" 7 (1971: 195).

 

SILONE, I. La scuola dei dittatori . Introdução de Vittorio Libera. Milano: Mondadori, 179p., 1986.

PERELMAN,C. Tratado da argumentação: a nova retórica. São Paulo: Martins Fontes, 653p., 1996.

BAKHTIN, M. Questões de literatura e estética: a teoria do romance. 2.ed. São Paulo: Editora da UNESP/HUCITEC, 439p., 1990.

BAKHTIN, M., VOLOSCHINOV. Marxismo e filosofia da linguagem. 6. ed. São Paulo: HUCITEC, 196p, 1992.

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 476 p., 2003.

BIONDI, M . Scrittori e miti totalitari : Malaparte, Pratolini e Silone. Firenze:Polistampa, 357 p., 2002.

D'ERAMO, L. L'opera di Ignazio Silone: saggio critico e guida bibliografica . Milano: Mondadori, 559p., 1971.