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Identidades Partilhadas nas Fronteiras Perdidas de José Eduardo Agualusa
Márcio Guimarães (UFF)
Os fluxos culturais, entre as nações, e o consumismo global criam possibilidades de "identidades partilhadas" – como "consumidores" para os mesmos bens, "clientes" para os mesmos serviços, "públicos" para as mesmas mensagens e imagens – entre pessoas que estão bastante distantes uma das outras no espaço e no tempo.
Stuart Hall
Este trabalho propõe-se a discutir alguns contos contemporâneos nas sociedades fragmentadas pelo efeito do fenômeno da "Globalização". O nosso objeto de estudo é o livro Fronteiras Perdidas de José Eduardo Agualusa. Também vamos rever alguns conceitos como o de nação e identidade, e o modo como os efeitos deste fenômeno podem mudar as comunidades atingidas.
Outro aspecto a ser analisado será o deslocamento do sujeito no espaço e no tempo, aqui teremos um modelo de conto bem próximo ao da crônica. Perceberemos também que não há mais um lugar fixo em que o indivíduo possa manter sua integridade cultural, há sim um esfacelamento das culturas e um enfraquecimento das economias e etnias. Identidade passará a ser discutida como discurso ideológico em que o sujeito passa a ter uma representação da sua realidade.
Nas comunidades atuais há um descentramento do sujeito gerando relações tensas entre eles e seus locais , nesse universo perceberemos as alterações sofridas de um mundo "local" para um mundo "global". Não há mais relação de pertencimento do homem com a terra, resultado de tantos conceitos forjados para encobrir uma realidade deslocada de sua real essência. Agualusa nos revela também que o espaço entre o real e o sonho estão muito mais próximos do que imaginamos, que as fronteiras do cotidiano não pertencem a um mesmo tempo.
O interesse pela interpretação de tradições, costumes, superstições, língua e mitologia do homem primitivo, levaram certamente os críticos e artistas de vanguarda dos anos vinte do século XX a relacionarem a arte e a magia. A ânsia de conhecimento unitário da realidade, a rebelião contra a pulverização do objeto de análise, contra o positivismo que desprezava a imaginação como instrumento de conhecimento, contra a separação entre o racional e o irracional, estimularam a identificação do modo como o artista vê a realidade com a magia. Segundo Borges:
o recurso à magia deve-se à dificuldade terminológica para falar do romance devido à insipiência das teorias. Vale lembrar a coincidência do trabalho vanguardista de associações analógicas da magia, que o novo conceito do fazer poético quis identificar-se com um dos princípios mais antigos da magia, presente nas mais diversas cosmogonias dos povos primitivos 1.
É importante ressaltar que os contos a serem analisados já são resultado de uma mistura híbrida dos três elementos narrativos: o maravilhoso, o fantástico e o mágico. E que essa mistura é o resultado da descentralização do sujeito nas comunidades modernas. Tal fato se dá por um nome bastante conhecido hoje, a "globalização", responsável pelas rupturas e descentramento entre as comunidades. É claro que no caso das literaturas africanas devemos ter determinado cuidado em afirmar algo tomando por base estas nomenclaturas, pois muitas vezes o que é determinado como “Maravilhoso”, Fantástico” é simplesmente uma outra forma de compreender o mundo por uma determinada nação.
Segundo Ernesto Laclau “este descentramento ou deslocamento é aquele cujo centro é deslocado, não sendo substituído por outro, mas por uma pluralidade de centros de poder” 2. Desta forma os conceitos de identidade e de nação são discutidos por uma nova ótica, as instituições culturais são representadas por símbolos levando a crer que uma cultura nacional é um discurso muito bem articulado por quem o manipula. Anderson vai afirmar que “identidade é uma comunidade imaginada" 3 e que as diferenças entre elas estarão exatamente na forma como cada uma é imaginada ou seja "a tradição é uma invenção" 4. Em muitos casos segundo Hobsbawm e Ranger a teoria de um mito fundacional poderia explicar a confusão feita por algumas comunidades arcaicas, como é o caso de uma história que localiza a origem da nação, do povo e de seu caráter nacional num passado tão distante que eles se perdem no tempo, não no tempo real mas num tempo mítico. "Tradições inventadas tornam as confusões e os desastres da história inteligíveis, transformando a desordem em comunidade" 5. O mito fundacional também pode servir para unificar o que ficou dissolvido pela colonização, como é o caso dos países africanos que emergiram depois da descolonização mesmo que de formas diferentes. É sabido também que essas comunidades reinventadas às vezes se situam entre o passado e o futuro e essa tenção aumenta ainda mais quando há uma real intenção em lembrar as glórias passadas e o impulso por avançar em direção a modernidade. Muitas das vezes, como é o caso de Portugal, pretende-se resgatar o passado para poder caminhar em direção ao futuro. Segundo Renan a possibilidade de estruturar uma "comunidade imaginada" é até possível desde que obedeçamos a três critérios : as memórias do passado; o desejo por viver em conjunto; a perpetuação da herança". 6
Segundo Stuart Hall, "em vez de pensar as culturas nacionais como unificadas, deveríamos pensá-las como constituindo um dispositivo discursivo que representa a diferença como unidade ou identidade". 7
"Os fluxos culturais, entre as nações e o consumismo global criam possibilidades de identidades compartilhadas" 8. Estamos hoje diante de uma multiplicidade de identidades cada qual nos fazendo apelos a diferentes partes de nós. Há também uma fascinação com a diferença e com a mercantilização da etnia. Junto com o impacto do "global" há o interesse pelo "local".
Mas este "local" não deve ser confundido com velhas identidades enraizadas, bem delimitadas. É bem provável que este deslocamento das identidades venha a produzir simultaneamente novas identidades globais e locais já que a globalização é mal distribuída entre as regiões e entre os diferentes segmentos da população. Um outro ponto é saber o que é mais afetado por esta globalização? Em primeiro lugar ela reafirma mais ainda a criação de identidades locais; segundo, por ser um processo desigual cria os seus próprios mecanismos de dominação; terceiro, espalha cada vez mais as identidades culturais que se relativizam pelo impacto da compressão espaço-tempo.
Em um mundo em que as fronteiras estão suspensas e de continuidades rompidas as velhas certezas e hierarquias do mundo ocidental estão sendo colocadas em questão. A globalização tem o efeito de contestar e de deslocar as identidades centradas e fechadas de uma cultura nacional, tem um efeito pluralizante sobre as identidades produzindo novas posições de identificação tornando as identidades mais plurais, mais diversas, menos fixas e unificadas por mais que seu efeito moral se mantenha contraditório. Muitas destas identidades ficaram divididas entre aquilo que chamamos "tradição" e a "tradução", identidades sujeitas ao plano da história, da política, da representação e da diferença.
Existe uma transição entre diferentes posições globais e locais, que retiram seus recursos ao mesmo tempo de distintas tradições culturais e que são o produto desse cruzamento e misturas culturais cada vez mais comuns no mundo globalizado cujo resultado final pode ser retornar as "raízes" ou desaparecer através da homogeneização. Para Hall esse parece ser um falso dilema:
[...] pois há uma outra possibilidade: a da tradução. Este conceito descreve aquelas formações de identidade que atravessam e intersectam as fronteiras naturais, composta por pessoas que foram dispersadas para sempre de sua terra natal. Essas pessoas retêm fortes vínculos com seus lugares de origem e suas tradições, mas sem a ilusão de um retorno ao passado. Elas são obrigadas a negociar com as novas culturas em que vivem, sem simplesmente serem assimiladas por elas e sem perder completamente suas identidades. Elas carregam os traços das culturas, das tradições, das linguagens e das histórias particulares pelas quais foram marcadas. 9
Em Fronteiras Perdidas observaremos alguns dos fenômenos ocorridos pelo processo de globalização em que a narrativa local se une com a narrativa do mundo globalizado ou seja aquela que viaja em busca do desconhecido. Teremos também uma narrativa em que os universos do maravilhoso, do fantástico e do mágico unem-se a realidade de alguns locais com todas as suas lendas populares e fábulas.
No conto Um hotel entre palmeiras trata-se de uma personagem que se hospeda num hotelzinho numa praia deserta da Paraíba (Brasil), até então nenhum problema narrativo a não ser que o recepcionista do hotel não falava uma palavra, talvez fosse mudo. Mas o fato inexplicável acontece mesmo depois que o narrador deixa o tal hotel e chega até um povoado onde encontra um barraqueiro e comenta de onde viera, para sua surpresa o barraqueiro lhe afirma que esta história era impossível já que o lugar ao qual se referira estava abandonado há mais de quinze anos. Sem saber o que dizer, termina a narrativa dizendo que é por isso que só acredita em Saci Pererê. Podemos perceber a ironia do narrador em relação ao recepcionista ser um espírito e se adotarmos essa postura de que ele não é um espírito toda narrativa faz sentido. Mas, desta forma, a narrativa não causaria desconforto algum e muito menos impressionaria o leitor; agora reconhecendo que o barraqueiro esteja dizendo a verdade causa um certo incômodo no leitor atento que se perguntaria como pode um espírito servir comida e cerveja? Há um cruzamento nítido do universo mágico com a vida cotidiana, que não se explica de maneira lógica, as evidências mais uma vez são a de um sujeito que se desloca no espaço e sofre as influências do "local" em que se encontra. Talvez essas influências sejam responsáveis por modificar e às vezes até mesmo aumentarem as histórias contadas. Em O taxista de Jesus percebemos o comércio que se instaura diante da religião, a exploração de uns e a ingenuidade de outros. Num mundo globalizado miserável em que as tradições não se cruzam mais, vemos novamente a ironia ou deboche do narrador em afirmar que só acredita em saci pererê, o que pode ser um apelo às tradições que estão se perdendo, resultado de um dos fenômenos da globalização. A idéia do mito fundacional, responsável por fazer um povo acreditar em algo que não exista e crie uma espécie de dor da perda sem ter certeza do que se perdeu. Acreditamos nas histórias sobre Deus sem sabermos totalmente da verdade se realmente ele existiu, acreditamos em óvni sem ter visto sequer um disco voador. Tudo isto só prova que a mente humana é uma poderosa máquina de histórias, inventadas ou não, o que importa?
No conto A pobre pintora negra que era um branco rico , temos a fragmentação das nacionalidades de inúmeras formas tais como sócio-política-econômica e étnica. Há uma real discriminação cultural a cerca da pintora supostamente negra que não por acaso é representada por um branco. Há uma inversão de valores, considerada por B.B. personagem branca que representa a pintora negra, racismo invertido. Enquanto era um pintor branco não vendia quase nada, quando passou a ser uma empregada negra quase analfabeta tudo mudou, tornou-se celebridade pelos críticos e conseguiu notoriedade na mídia. Será que a arte negra não é tão boa? Ou as condições em que ela se encontrava não era favorável para o tipo de arte produzida? Sem dúvida falamos de uma verdade forjada mas que poderia ser verdade sem o menor problema, já que dificilmente a cidade do Cabo vive sem a interferência do mundo global e de tudo o que ele possa representar.
[...] sugeriu então que fossemos jantar a um restaurante indiano, em Sea Point, uma das zonas mais agitadas da cidade[...].
[...] Dudu fez notar que naquela mesa estavam representados cinco países africanos, e no entanto não havia ali um único negro.
- África já não é o que era – lamentou B.B. – Vivemos tempos estranhos 10.
Estamos diante de um país totalmente dissolvido em imagens que destoam de uma comunidade local, como é o caso do restaurante indiano, a rua Sea Point que o próprio nome pode falar de sua origem, uma África sem negros. Tudo isto também é reflexo das guerras que desordenaram as etnias e nacionalidades, fazendo a mistura grotesca que B.B. confusamente não entende. Resultado de anos de colonização e de uma sangrenta guerra civil onde há um questionamento do modelo tradicional de compreensão da África. O povo africano foi um dos que mais sofreu com as guerras de descolonização, uma espécie de desconcerto que até os dias de hoje parece ser difícil de se reparar, principalmente no que diz respeito às etnias, que foram agrupadas de maneira inconseqüente pelos governos de ocupação, o que torna cada vez mais desastroso o entendimento entre essas etnias. O resultado final disto são eternas guerras civis por falta de compatibilidade tanto social como cultural.
Em A volta ao mundo num elevador partimos de um fato concreto porém de realidades bem distintas, o tempo cronológico vivido pelas personagens é o mesmo mas existe um abismo nas diferenças entre as classes sociais. Partindo de um fato concreto, o seqüestro do elevador, entramos em realidades diferentes, tudo poderia estar enquadrado no universo fantástico se não fosse o desfecho final. Primeiro devemos considerar a colocação do menino em achar que um elevador possa funcionar como uma espécie de "metrô dos ricos" e capacidade de levá-lo para Cuba o que nos leva a crer o total desconhecimento do menino pelo elevador. A segunda colocação é a coincidência de ter um ascensorista cubano ex-guerrilheiro, sem jamais ter previsto um cenário como aquele. As diferenças sócio-culturais mais uma vez nos revelam que embora vivendo num mesmo ano e num mesmo país temos tempos bastante diferentes, cada indivíduo trás a sua história pessoal sua realidade de vida que quando confrontadas, em alguns casos podem entrar em choque, quer seja ideológico, político, social, cultural etc. Também podemos perceber que o que é possivelmente bom para um pode não ser bom para o outro:
Isto explica o que aconteceu a seguir: ao invés de cumprir as instruções do terrorista, o velho carregou num botão vermelho e o elevador estremeceu poderosamente, soltou um queixume desesperado, e deteve-se morto entre dois andares.
- Cuba? – Rugiu - . Nem morto! 11
As divergências de pensamento e ideologias variam de acordo com as influências do mundo externo, não do mundo físico mais de um mundo idealizado cheio de bifurcações e ambigüidades de raciocínio. Como o próprio Eco afirma devemos estar preparados para essas interrupções da ficção na vida, pois tudo isso poderia ser muito bem uma história de ficção mas é vida real.
[...] Não obstante, esses passeios nos habilitam a entender os mecanismos pelos quais a ficção é capaz de moldar a vida. Às vezes, os resultados podem ser inocentes e prazerosos... [...] porém, às vezes a vida pode se transformar num pesadelo, e não num sonho. Refletir sobre essas complexas relações entre leitor e história, ficção e vida, pode constituir uma forma de terapia contra o sono da razão que gera monstros 12.
Mas mesmo assim não devemos de deixar de ler a história de ficção, pois é nela que fazemos a catarse das nossas vidas, sempre buscando as origens e os porquês da vida cotidiana e sua possível ligação com a história do universo, mesmo que não exista ou não consigamos encontrar. É o caso do sexto conto a ser analisado: Lugar de morança , em que as cicatrizes da colonização parecem não fechar nunca. Dificilmente se restaura a vida em um lugar que sofreu um longo processo de colonização como é o caso do local referido pelo conto, o Senegal. A angústia maior estar em perceber que ainda há uma memória esfacelada pela guerra que trás vestígios de uma língua que um dia foi freqüente entre um povo.
[...] As palavras trazem o vago aroma de outras. Parecem utensílios remotos, como os restos de um naufrágio salvados do fundo do mar. Sinto que não as compreendo com o pensamento mas com o sangue 13
.
A segmentação das nacionalidades e etnias são problemas já falados no capítulo sobre globalização. Neste conto vemos perfeitamente o efeito da "tradução" ou seja transportar entre fronteiras, que no caso temos as impressões de cidadãos migrantes que pertencem a dois mundos ao mesmo tempo e que em algumas ocasiões se encontram no espaço da fronteira ou seja com vestígios de uma vida que já não existi ou nunca existiu. São considerados por Hall como homens traduzidos, produto das novas diásporas criadas pelas migrações pós-coloniais. Esses homens devem aprender a conviver e habitar com no mínimo duas identidades e falar duas linguagens culturais e devem também aprender a traduzir e negociar em ambas dentro de um modelo híbrido de identidade. Por outro lado existem fortes tentativas de se construírem identidades purificadas. Temos o fator econômico que implica em uma nova organização cultural que passa pelo financeiro. Mas de outra forma encontramos uma Europa ocidental hoje em colapso com seus regimes comunistas como é o caso da antiga União Soviética que hoje se encontra totalmente fragmentada pelas inúmeras etnias que decidiram uma nova organização geográfica, social, política e religiosa.
Nos contos de Fronteiras Perdidas percebemos como o modelo híbrido se comporta dentro da sociedade globalizada, que os conceitos de nação e de identidade já não são os mesmos. Os novos modelos de nação tentam criar estados que se unifiquem tanto em termos étnicos quanto em termos religiosos e também criam entidades políticas em torno de identidades culturais homogêneas. Mas o maior problema é que dentro das "fronteiras" construídas eles são a minoria e por fim acabam se identificando com culturas diferentes.
Todas essas medidas são resultados de uma cultura imposta por algum motivo. Segundo Hall, alguns especialistas vêem como uma reação ao caráter "forçado" da modernização ocidental. Por fim percebemos que realmente não há mais Lugar de morança e que devemos nos habituar a coexistência de duas ou mais nacionalidades. Poderíamos chamar este espaço de um entrelugar já que "tudo é irrecuperável, inclusive o que a memória guarda" 14.
Daí a retomarmos o que Anderson afirmou que o conceito de Nação é algo do "imaginário coletivo" e que a identidade está profundamente envolvida no processo de representação. Desta forma moldando de diferentes maneiras de representações o espaço e o tempo percorrido pelo sujeito.
BORGES apud CHIAMPI, Irlemar. O realismo maravilhoso . São Paulo: Ed. Perspectiva, 1980, p. 44-45.
LACLAU apud HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade . 7. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
p. 16
ANDERSON apud Hall, op cit 2002 p. 51
HOBSBAWM e RANGER apud Hall, op cit 2002, p. 54
RENAN apud Hall op. cit.,2002, p. 58.
HALL, 2002 op. cit., p. 61-62.
THOMPSON apud Hall op cit 2002, p. 74
AGUALUSA, José Eduardo. Fronteiras perdidas. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1998, p. 40-41.
ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. São Paulo: Companhia das Letras, 1994, p. 145.
Referências Bibliográficas
AGUALUSA, José Eduardo. Fronteiras perdidas. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1998.
CHIAMPI, Irlemar. O realismo maravilhoso . São Paulo: Editora Perspectiva, 1980.
CORTÁZAR, Julio. Valise de cronópio . São Paulo: Editora Perspectiva, 1974.
ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Editora Perspectiva, 1972.
GANCHO, Cândido Vilares. Como analisar narrativas. São Paulo: Editora Ática, 1998.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade . 7. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
MIELIETINSKI, E. M. A poética do mito . Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1987.